Publicidade

quinta-feira, 26 de março de 2015 Sem categoria | 15:06

Um novo Triple-Double

Compartilhe: Twitter

A partir de hoje o Triple-Double está de cara nova, em plataforma independente. As análises, entrevistas, perfis e tudo mais o que você se acostumou a ver por aqui no último ano e meio poderão ser encontradas neste novo endereço: www.tripledouble.com.br.

Para não perder nenhuma postagem sobre o mundo das quadras, discutir qualquer assunto que for levantado e sugerir ideias que aparecerem, curta a página do Triple-Double no Facebook. Não sai do Twitter? Tudo bem, dá para seguir as novidades por lá também. Basta seguir o meu perfil.

Combinado? Então nos vemos lá.

Autor: Tags:

terça-feira, 24 de março de 2015 NBB | 14:05

Desmond Holloway: de estrela a reserva no Paulistano

Compartilhe: Twitter

Desde que chegou ao Brasil, Desmond Holloway não demorou muito para se firmar entre os principais destaques individuais do NBB. O norte-americano foi o cestinha da competição em 2013 e liderou o Paulistano ao vice-campeonato na temporada passada. Em Franca, no início deste mês, participou pela terceira vez do Jogo das Estrelas. Mas as coisas têm sido bem diferentes na vida do ala-armador desde então.

Desmond Holloway: norte-americano liderou o Paulistano ao vice de 2014 (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Desmond Holloway liderou o Paulistano ao vice de 2014 (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Nos quatro compromissos mais recentes do Paulistano no NBB, Holloway não só foi reserva como teve tempo de quadra inferior a 20 minutos. “É uma opção técnica mesmo”, disse o treinador Gustavo De Conti ao Triple-Double. “O Pedro atravessa um momento muito bom, com aproveitamento melhor nos arremessos. As coisas são assim mesmo no nosso time. As mudanças sobre quem joga são normais”, completou, referindo-se ao novo titular da equipe.

Os arremessos realmente pesam contra o norte-americano, especialmente nas bolas de longe. Ele nunca foi um especialista nos chutes de três, mas o índice de apenas 10% de acerto nesta temporada é especialmente ruim. Algo que facilita bastante a vida das defesas adversárias, possibilitando que elas reduzam o campo de atuação sobre ele.

“As outras equipes já o conhecem melhor e sabem como marcá-lo mais forte. Ele vem tendo um pouco mais de dificuldade para jogar, o rendimento dele do ano passado para cá caiu um pouco mesmo. Mas nada muito preocupante, não”, observou De Conti.

Quem já teve a oportunidade de encarar o Paulistano depois da mudança no quinteto inicial elogiou. Principalmente por entender a competência do novo titular. “Entendo o que se discute sobre o espaço de Holloway, mas o Pedro é um dos melhores da posição dois no Brasil”, afirmou Paco García, técnico de Mogi das Cruzes, que venceu o atual vice-campeão do NBB na última quinta-feira. “Tem coração, é muito bravo, gosto bastante dele. Se está em melhor momento, é ele quem deve jogar”, emendou.

Holloway, cada vez menos utilizado no Paulistano (Foto: Ale da Costa/Portrait)

Holloway, cada vez menos utilizado no Paulistano (Foto: Ale da Costa/Portrait)

Mas não é só Pedro que tem tirado espaço do norte-americano. Na derrota para Mogi das Cruzes, o armador Fernando Penna foi utilizado mais vezes na posição dois e acabou permanecendo em quadra por 23 minutos, quase o dobro em relação aos 12 dele.

Durante o fim de semana do Jogo das Estrelas em Franca, Holloway havia elogiado ao Triple-Double o quanto De Conti é capaz de organizar o sistema ofensivo do Paulistano com eficiência. “Ele sabe te colocar em condição ideal para pontuar ou em uma na qual você atrai a defesa e permite que um companheiro faça a cesta. É um cara muito inteligente”, opinou.

Isso tudo tem sido visto pelo ala-armador cada vez mais do lado de fora. Por enquanto, o treinador parece entender que as coisas funcionam melhor em quadra sem ele.

Autor: Tags: , , , ,

domingo, 22 de março de 2015 Fiba | 11:00

Um novo Ginóbili à disposição do basquete argentino

Compartilhe: Twitter

Ao longo da última década e meia, Manu Ginóbili foi um dos líderes dentro de quadra da geração que permitiu ao basquete argentino viver os melhores momentos da sua história. A carreira dele já se aproxima do fim, é verdade, mas a safra futura de jogadores do país contará com os serviços de um outro representante da família. Isso porque Sebastian, irmão mais velho do ala-armador do San Antonio Spurs, foi anunciado como o novo técnico da seleção sub 19.

Sebastian Ginóbili: irmão de Manu é técnico da Argentina sub 19

Sebastian Ginóbili: irmão de Manu é técnico da Argentina sub 19

Sepo, como é conhecido na Argentina, tem 42 anos de idade. Passou 20 como atleta e foi campeão nacional uma vez, em 2008, com o Libertad Sunchales. Aposentou-se em 2012 e está apenas na segunda temporada como técnico.

À frente da seleção nacional sub 19, terá um grande desafio logo de cara: a disputa do Mundial da categoria, que acontece na Grécia entre os dias 27 de junho e 5 de julho. “Eu me sinto muito feliz porque é um grande evento”, afirmou Sepo, em entrevista ao site da Fiba, além de revelar o que Manu falou quando soube da notícia. “Ele me disse que atingi meu objetivo muito rápido, em somente dois anos. Ficou muito feliz por mim. Talvez ele acompanhe o torneio”, contou.

A Argentina fará parte do Grupo B no Mundial sub 19, ao lado de Espanha, China e Turquia. A classificação para a competição foi conquistada graças ao quarto lugar na Copa América sub 18 de 2014, da qual o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase depois de perder todos os três jogos que disputou.

Autor: Tags: , ,

sábado, 21 de março de 2015 NBB | 04:17

Bauru supera série do Flamengo e estabelece novo recorde no NBB

Compartilhe: Twitter

A temporada do Bauru está cada vez melhor. Campeão do Paulista, da Liga Sul-Americana e da Liga das Américas, o time viveu um novo momento especial nesta sexta-feira. Liderado pelos 14 pontos e oito assistências do armador Ricardo Fischer, bateu o Palmeiras fora de casa por 77 a 65 e chegou a 21 vitórias consecutivas no NBB. Trata-se de um novo recorde na história da competição durante a fase de classificação.

Ricardo Fischer: 14 pontos e oito assistências para liderar vitória de Bauru (Foto: Fábio Menotti/Ag. Palmeiras)

Ricardo Fischer: 14 pontos e oito assistências para liderar Bauru (Foto: Fábio Menotti/Ag. Palmeiras)

Antes desta sequência, a melhor marca pertencia ao Flamengo, que iniciou a temporada 2012/13 ganhando os 20 primeiros compromissos. A invencibilidade só caiu na 21ª rodada, quando Franca foi ao Rio de Janeiro, reverteu uma desvantagem de 12 pontos no último quarto e superou os mandantes pelo placar de 91 a 86.

O ala Jhonatan, que hoje está no Palmeiras, anotou 22 pontos para o time francano e foi o cestinha do encontro, além de ter apanhado cinco rebotes. Outro grande responsável pelo resultado foi o ala-pivô Teichmann, atualmente em Limeira, dono de 14 pontos, nove rebotes e três tocos.

“Nós e toda a cidade acreditávamos nessa vitória”, disse Teichmann naquele 16 de fevereiro de 2013. “Nosso time não desiste nunca. Nós marcamos, roubamos a bola, demos toco, corremos muito e ganhamos o jogo nessa defesa. Esse time tem muito futuro”, completou.

É curioso notar que apenas quatro jogadores que representaram Franca naquela oportunidade continuam no elenco: o armador Juan Pablo Figueroa, os alas Léo Meindl e Antonio e o pivô Lucas Mariano.

O resto se mandou, assim como Jhonatan e Teichmann. Cauê Borges foi para a Liga Sorocabana. Jefferson Socas é jogador do Basquete Cearense. Zanini está em Uberlândia. Kurtz, no Pinheiros. Romário disputa a Liga Ouro por Campo Mourão. E Jerônimo está sem time.

Jhonatan, hoje no Palmeiras, ajudou Franca a quebrar série do Flamengo em 2013 (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Jhonatan, hoje no Palmeiras, ajudou Franca a quebrar série do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Franca conseguiu chegar até as quartas de final naquela temporada. O Flamengo foi o campeão. Algo que parece ter chances cada vez maiores de acontecer neste ano com Bauru.

“É um resultado de um trabalho sério, mas não podemos viver de números”, afirmou o técnico Guerrinha sobre a invencibilidade histórica. “Estamos com foco total no NBB e não foi um jogo fácil. Ganhamos na defesa e entramos um pouco desligados no ataque. Uma vitória dessa, após conquistar um título e jogando na casa do adversário, é um resultado muito importante.”

Considerando também partidas de playoffs, o recorde de vitórias ainda é do Flamengo. Foram 24 triunfos consecutivos entre a 12ª rodada da temporada 2008/09 (a primeira do NBB) e a derrota para Brasília no segundo confronto da decisão — disputada no sistema melhor de cinco naquela época.

Bauru pode ultrapassar mais essa marca ainda na fase de classificação. Franca, Pinheiros, Mogi das Cruzes e São José serão os oponentes nas quatro últimas rodadas antes dos playoffs. Se passar por todos, chegará a 25 vitórias consecutivas. Número que impressiona e deixa bem claro o tamanho da dificuldade que a concorrência terá para evitar mais esse título na temporada da equipe paulista.

Autor: Tags: , ,

sexta-feira, 20 de março de 2015 CBB, Fiba | 16:37

Quem ainda acredita na CBB?

Compartilhe: Twitter
Carlos Nunes, presidente da CBB (Foto: Divulgação/CBB)

Carlos Nunes, presidente da CBB (Foto: Divulgação/CBB)

Já se passaram alguns dias, mas não dá para deixar passar batido por aqui a última da CBB (Confederação Brasileira de Basketball). A Fiba ainda não confirmou a vaga do país nos torneios masculino e feminino das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, porque ainda não recebeu da entidade duas parcelas do valor total de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,25 milhões), referente ao convite para a disputa da Copa do Mundo do ano passado, que aconteceu na Espanha.

história foi publicada no UOL no início da semana, após apuração de Fábio Aleixo e Fábio Balassiano. Diante disso tudo, vale a pena voltar um pouco no tempo e relembrar algo de outubro de 2013.

Na época, a CBB tinha acabado de enviar à Fiba uma carta formalizando o desejo de ficar com um dos convites para a Copa do Mundo masculina. Carlos Nunes, presidente da entidade, disse o seguinte: “Fizemos o dever de casa. Entregamos tudo e vamos esperar a decisão, mas está tudo bem encaminhado. Temos o apoio de todo mundo, de todos os patrocinadores”.

Deu certo. Como se sabe, o Brasil foi para a Espanha e chegou às quartas de final. A surra que levou da Sérvia na partida de eliminação não apaga a boa campanha da equipe. Acontece que Nunes falou que estava tudo bem encaminhado também com os patrocinadores. Então pagar pela vaga não seria um problema, não é verdade?

Tem mais. Ele ainda prometeu que as contas seriam equilibradas com os novos patrocínios que entrariam a partir de janeiro de 2014. “Estamos bem apoiados. Vamos superar os momentos difíceis tranquilamente”, declarou. Poucos meses depois, o balanço financeiro da CBB apontou dívida acumulada de R$ 9,5 milhões.

É improvável que as coisas tenham melhorado desde então. A dívida de agora com a Fiba deixa isso bem claro.

Ainda dá para acreditar na CBB?

Autor: Tags: , ,

quinta-feira, 19 de março de 2015 NBA | 14:23

Não é só com a bola nas mãos que o Warriors dá espetáculo

Compartilhe: Twitter

Não tem jeito. A movimentação intensa, os tiros certeiros de longe dos Spalsh Brothers e companhia, a habilidade de Stephen Curry e a velocidade de uma maneira geral fazem com que o sistema ofensivo domine a atenção de quem assiste ao Golden State Warriors em ação. Mas não dá para não destacar o papel da defesa no sucesso do time de melhor campanha da atual temporada da NBA, por mais que um primeiro olhar possa não transmitir isso.

A equipe comandada brilhantemente por Steve Kerr sofre 99,5 pontos por jogo, marca que ocupa apenas o 14º lugar na lista das mais baixas até agora. Só que a coisa muda de figura quando a eficiência defensiva é medida. O índice de 97,6 pontos cedidos a cada 100 posses de bola coloca o Warriors com alguma folga no topo do ranking desta estatística.

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

É um dado esclarecedor, que faz justiça ao trabalho feito na marcação. O sujeito que acerta quatro arremessos em dez tentativas (40% de rendimento) não é mais competente do que aquele que converte três em seis (50%), não é verdade? Ele apenas arrisca mais. O raciocínio serve também para a defesa do Warriors, que sofre tantos pontos porque tem um ritmo de jogo rápido demais. São 98,5 posses por embate, número superior ao de que qualquer outro time. E quanto mais ataques uma partida tiver, a tendência é que mais cestas aconteçam.

Não é só a eficiência defensiva que ajuda a mostrar o quanto o líder geral da NBA é agressivo e bem-sucedido ao encarar ataques adversários. O Warriors é quem mais dificulta os arremessos dos oponentes, limitando-os a 42,5% de aproveitamento. Além disso, dá 6,2 tocos por partida e produz 19,1% dos seus pontos em contra-ataques, melhores números da liga.

Isso tudo mostra o quanto Kerr acertou na mosca ao definir o papel de cada peça do elenco que tem em mãos. Draymond Green, por exemplo, virou titular da posição quatro porque David Lee estava machucado no início do campeonato e acabou mostrando que não tem como não ser o dono da vaga. Trata-se de um defensor completo, ou algo perto disso. É versátil o suficiente para acompanhar as trocas de marcação longe da cesta nas jogadas de “pick and roll”, capaz de dificultar a infiltração dos jogadores menores, e que ainda protege muito bem a cesta, apesar da baixa estatura para um homem de garrafão.

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Harrison Barnes e Klay Thompson são bons marcadores já há algum tempo e complementam esse sistema eficiente de pressão no perímetro junto de Curry, que evoluiu bastante nesse sentido ao longo dos últimos meses. Dentro do garrafão, o pivô Andrew Bogut mostra-se um ótimo defensor do aro. Aliás, é interessante notar o impacto que o australiano tem na boa campanha do Warriors. O time somou 45 vitórias e sete derrotas com ele em quadra. Sem, ganhou nove vezes e perdeu seis.

O alto padrão é praticamente mantido quando os reservas entram em ação. Muito disso se deve ao fato de a segunda unidade ser liderada pelo ala Andre Iguodala e pelo armador Shaun Livingston, extremamente capazes de fazer o trabalho com a mesma competência. Essa formação ainda tem Marreese Speights como pivô e Barnes na posição quatro, o que permite um padrão de jogo semelhante ao dos titulares — uma abordagem ainda mais profunda disso pode ser encontrada aqui.

É assim que o Warriors se transformou, passando de boa equipe a bicho papão na forte Conferência Oeste e forte candidato ao título deste ano. O sistema ofensivo impressiona mesmo, capaz de encantar e dar espetáculo a quem vê. Mas essa mudança de patamar não teria acontecido sem uma defesa tão poderosa.

Autor: Tags: , , , , ,

quarta-feira, 18 de março de 2015 NBA | 14:13

Os 20 anos da volta de Jordan ao basquete

Compartilhe: Twitter

“I’m back”. Foi assim, o mais direto possível ao ponto, que Michael Jordan anunciou há exatos 20 anos que estava de volta ao basquete, cerca de um ano e meio após anunciar a aposentadoria pela primeira vez.

Michael Jordan voltou ao basquete com o número 45 nas costas

Michael Jordan voltou ao basquete com o número 45 nas costas

A notícia causou grande impacto, é claro, mas não dá para dizer que pegou o mundo de surpresa. Nos dias anteriores, já havia um burburinho na imprensa norte-americana sobre as visitas de Jordan aos treinos do Chicago Bulls e as conversas particulares com o técnico Phil Jackson sobre o retorno.

Teve ainda a célebre declaração de Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos. “A economia produziu 6,1 milhões de empregos desde que assumi o cargo e, se Michael Jordan voltar ao Bulls, serão 6.100.001 milhões”, afirmou.

Mas quando a primeira aposentadoria foi anunciada, o pessoal em Chicago tinha certeza de que a carreira do maior craque da história da franquia realmente tinha acabado. Alguns sinais claros disso foram dados principalmente às vésperas da temporada 1994/95, quando o Bulls fisgou Ron Harper no mercado de agentes livres.

Harper acabou sendo o armador titular do segundo tricampeonato do Bulls. Mas, até então, era um ala-armador com boa capacidade de pontuar e defesa elogiável. Seria, em tese e guardadas as devidas proporções, alguém para ocupar o espaço de Jordan no time.

A aquisição dele e a ascensão de Toni Kukoc fez até com que fosse cogitada a ideia de negociar Scottie Pippen, usando-o como moeda de troca para fortalecer o garrafão — que tinha acabado de perder Horace Grant para o Orlando Magic. O Miami Heat chegou a oferecer Rony Seikaly. O Washington Wizards, Juwan Howard. Mas o sonho em Chicago era o de emplacar um acerto com o Seattle Supersonics para obter Shawn Kemp.

Jordan iniciou a segunda trajetória no basquete tendo Reggie Miller pela frente

Jordan iniciou a segunda trajetória no basquete tendo Reggie Miller pela frente

Nada disso acabou acontecendo. Jordan então voltou ao Bulls para jogar ao lado de Pippen, o único jogador que o fez companhia em todos os seis títulos que conquistou. A segunda trajetória no basquete começou no dia seguinte ao anúncio, na derrota fora de casa para o Indiana Pacers por 103 a 96. Foram 19 pontos, seis rebotes, seis assistências e três roubos de bola, mas apenas sete arremessos convertidos em 28 tentados.

Nove dias depois, visitou o Madison Square Garden e presenteou a torcida nova-iorquina com uma atuação de 55 pontos que liderou a vitória do Bulls sobre o Knicks. O time se classificou aos playoffs sem sustos, passou do Charlotte Hornets na primeira fase, mas caiu diante do Orlando Magic na semifinal do Leste. O que aconteceu em seguida todo mundo sabe.

Depois da lista imensa de coisas que alcançou e de se aposentar no auge, Jordan teria um desafio imenso pela frente ao voltar às quadras. Muito se questionou na época se o mesmo altíssimo nível poderia ser apresentado novamente. Nem todo mundo conseguiria superar as desconfianças, mas ele conseguiu. Sorte de quem o viu.

Autor: Tags: , , , , ,

NBA | 04:03

Utah Jazz não vai aos playoffs, mas mostra evolução promissora

Compartilhe: Twitter

Golden State Warriors? Atlanta Hawks? Nada disso. O melhor time da NBA depois da pausa para o “All-Star Game” nem sequer disputará os playoffs neste ano. Trata-se do Utah Jazz, que apresenta campanha de 11 vitórias e duas derrotas desde então. Além disso, tem limitado os oponentes a 89,7 pontos a cada 100 posses de bola, índice mais baixo de toda a liga.

Parece que Quin Snyder aprendeu alguma coisa mesmo como assistente de Mike Budenholzer, que hoje lidera o Hawks após experiência preciosa ao lado de Gregg Popovich no San Antonio Spurs. Na verdade, Atlanta foi apenas das várias etapas percorridas pelo treinador, que passou por outras franquias da NBA, pela Universidade de Duke, onde encontrou Mike Krzyzewski, e até pela Europa, a serviço do CSKA Moscou.

Utah Jazz, de Gordon Hayward e Derrick Favors, é o melhor time da NBA desde o "All-Star Game"

Utah Jazz, de Gordon Hayward e Derrick Favors, é o melhor time da NBA desde o “All-Star Game”

Em tempos nos quais é cada vez menos comum ver tamanha disposição em quem já não possui mais tantas aspirações assim no campeonato, o trabalho em Utah é notável. “Nós realmente estamos nos mostrando um time competitivo neste momento, e isso é algo que muitas equipes jovens ou já longe de se classificarem aos playoffs podem facilmente esquecer”, disse o ala Gordon Hayward, cestinha do elenco com 19,6 pontos por jogo.

Apesar da reação no último mês, é improvável que o Jazz abocanhe um lugar entre os oito melhores da Conferência Oeste. Isso porque a distância para Oklahoma City Thunder e New Orleans Pelicans, que disputam palmo a palmo a última vaga na zona de classificação, é de sete vitórias. Tirar essa diferença com menos de 20 compromissos restantes é uma missão que beira o impossível.

A situação poderia ser diferente se 19 dos primeiros 25 duelos na temporada não tivessem acabado em derrota. Mas é importante observar que algumas coisas mudaram desde então. Snyder decidiu escalar o calouro australiano Dante Exum como armador titular e passou a utilizar Trey Burke a partir do banco de reservas, algo que ajudou a aprimorar a defesa do perímetro.

Dante Exum, o novo armador titular do Utah Jazz

Dante Exum, o novo armador titular do Utah Jazz

O dono da posição dois também foi trocado, mas por necessidade, não por opção. Isso porque Alec Burks lesionou o ombro em dezembro e precisou passar por uma cirurgia que o manterá afastado das quadras até a próxima temporada. O substituto na função vem sendo o novato Rodney Hood, após período de experiência com o australiano Joe Ingles.

Mas foi no garrafão que aconteceu a mudança de maior impacto no quinteto inicial. O pivô francês Rudy Gobert já vinha apresentando muito potencial nas oportunidades que recebia para mostrar serviço, sobretudo na defesa. Depois que Enes Kanter foi despachado para Oklahoma City, passou a atuar desde o começo das partidas, recebendo mais minutos e correspondendo às expectativas que havia ao seu redor.

Nos últimos 13 jogos, todos como titular, Gobert registra médias de 10,4 pontos, 15,1 rebotes e 2,8 tocos em cerca de 34 minutos de ação. Além disso, transforma em pesadelo a vida dos adversários perto da cesta, limitando-os a um aproveitamento de apenas 39,2% nos arremessos ao longo do campeonato. Ninguém na NBA protege o aro com a mesma eficiência.

Rudy Gobert: quanto mais minutos, maior o impacto

Rudy Gobert: quanto mais minutos, maior o impacto em quadra

O parceiro dele na área pintada é Derrick Favors, que também faz um bom papel na marcação e lidera o ranking de eficiência do time, com índice de 22,6. Snyder classifica o ala-pivô como alguém difícil de ser marcado e que tem tomado decisões acertadas no ataque. “É um cara que vem evoluindo na medida em que a temporada progride”, afirmou o comandante.

O grande fator de animação nessa história toda é a constatação de que a evolução provavelmente está em estágio inicial, já que se trata de um grupo bastante jovem. O jogador mais velho à disposição do treinador hoje é Ingles, de 27 anos. A tendência é que os melhores dias das principais peças da equipe ainda estejam por vir.

A torcida em Salt Lake City já esfrega as mãos. De todos os projetos de reconstrução colocados em prática na NBA de uns tempos para cá, talvez o do Jazz seja o que está mais próximo de se tornar realidade.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de março de 2015 NCAA | 14:10

História ou zebra no March Madness?

Compartilhe: Twitter

Chegou a hora do “March Madness”. A partir desta terça-feira, as principais equipes do basquete universitário norte-americano se enfrentam em partidas eliminatórias até sobrarem apenas duas, que medirão forças na decisão no dia 6 de abril. É ganhar ou voltar para casa.

Existe um favorito muito claro dentre todos os competidores. Trata-se de Kentucky, que venceu todos os 34 duelos que disputou até agora na temporada e tem a chance de se tornar o primeiro campeão invicto do torneio masculino desde 1976, quando o lendário técnico Bob Knight comandou Indiana ao título.

Karl-Anthony Towns: pivô de Kentucky pode ser o número 1 no Draft

Karl-Anthony Towns: pivô de Kentucky pode ser o número 1 no Draft

Logo após a conquista, três jogadores daquele time foram selecionados na primeira rodada do Draft da NBA. O ala Scott May teve o nome chamado pelo Chicago Bulls, o armador Quinn Buckner se juntou ao Milwaukee Bucks e o ala-armador Bob Wilkerson teve a oportunidade de começar a carreira no Seattle Supersonics. Nenhum deles brilhou com tanta intensidade assim entre os profissionais.

Do atual elenco de Kentucky, pensando no futuro dentro da NBA, os homens de garrafão talvez mereçam mais atenção. O pivô Karl-Anthony Towns, por exemplo, é um dos principais candidatos a encabeçar a lista de recrutados no Draft deste ano. Além dele, o também pivô Willie Cauley-Stein, o ala-pivô Trey Lyles e o ala-armador Devin Booker estão bem cotados na primeira rodada.

É claro que existe uma série de outros nomes promissores que estarão em ação nos próximos dias e devem ser observados. O pivô Jahlil Okafor, de Duke, e o armador D’Angelo Russell, de Ohio State, são dois deles. Isso para ficar apenas em exemplos de quem parece concorrer com mais força ao lado de Towns pelo topo do Draft.

Mas, do ponto de vista coletivo, não há como negar que as expectativas estão mesmo ao redor do desfecho da trajetória de Kentucky. Nos últimos 30 anos, todas as cinco equipes que chegaram ao “March Madness” com uma sequência de pelo menos 25 vitórias falharam na busca pelo título. Além disso, apenas três times conseguiram ser campeões logo no ano seguinte ao que perderam a final.

Ou os comandados de John Calipari entram para a história, ou uma grande zebra será vista nos próximos dias.

Autor: Tags: ,

NBB | 03:10

Líderes em Bauru, Alex e Ricardo Fischer desafiam a idade que têm

Compartilhe: Twitter

Um garoto que joga como veterano e um veterano que joga como garoto. As descrições se referem, respectivamente, ao armador Ricardo Fischer e ao ala Alex, que têm sido dois dos principais motivos pela temporada extremamente bem-sucedida de Bauru, campeão de tudo o que disputou até agora. Eles próprios enxergam isso um no outro.

“Ele é incrível”, disse Ricardo ao Triple-Double sobre Alex. “Eu brinco dizendo que ele parece ter ainda uns 20 anos, não 35. É um cara de vigor físico impressionante, que já ganhou praticamente todas as competições que disputou e não descansa. É isso tudo o que ele traz para o time no dia a dia de trabalho. Ele arremessa de longe, mas até as vezes de pivô em quadra ele faz. É um curinga”, completou o armador.

Alex: rejuvenescido em Bauru (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex: rejuvenescido em Bauru (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex retribuiu os elogios. “É um menino talentoso e que vem crescendo muito”, observou. “Ele vem dando conta do recado. É o capitão do time mesmo sendo o mais novo e tem jogado com experiência, sabendo quando deve arremessar e quando deve passar a bola. Para mim, é um jogador formado. Lógico que a visão de quadra vai melhorar nos próximos anos, mas acredito que já esteja entre os três melhores armadores do Brasil. Se o time está na posição em que se encontra hoje, muito se deve ao trabalho dele. Apesar de jovem, joga como veterano. Sabe da responsabilidade que tem de organizar o time e cumpre isso com maestria.”

Foi exatamente por saber do peso desta responsabilidade de organização que Ricardo passou a entrar em quadra com uma nova postura no último ano. “Trabalhei muito mentalmente no sentido de tirar um pouco do meu volume de jogo e distribuir para os demais”, admitiu o jovem de 23 anos, que de repente se viu cercado de peças que estavam acostumadas a definir bastante as ações ofensivas nos times que defendiam. “Então, procurei pensar na melhor maneira possível de envolvê-los e colocar todo mundo em boa situação. Primeiro com um, depois com outro, e assim vamos naturalmente jogando de maneira coletiva. Acredito que esse é o nosso segredo”, refletiu.

Ricardo Fischer (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Ricardo Fischer, o responsável por organizar o time de Bauru em quadra (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Esse processo de amadurecimento pelo qual o armador tem passado vem ajudando bastante Alex a se sentir rejuvenescido. Depois de uma passagem extremamente vitoriosa por Brasília, ele entendeu no último ano que a cobrança consigo mesmo já não era mais a mesma. Estava na hora de mudar. “Precisava de novos ares, de novos desafios”, reconheceu o ala, que ganhou o prêmio de MVP da Liga das Américas e que desponta como um dos favoritos a levar o troféu também no NBB.

“Cheguei a Bauru com a mentalidade de um garoto do juvenil, querendo mostrar serviço. Está dando certo. Busco dar o meu melhor a cada treino, a cada jogo, e o resto das coisas acontecem naturalmente. Quando se tem um grupo tão forte ao lado, fica mais fácil se destacar individualmente”, completou.

Outro aspecto que influencia bastante a boa fase de Alex é o fato de os arremessos de longa distância serem a principal característica ofensiva do time. “Gosto disso. Temos alguns atiradores de elite, como Robert Day, Jefferson e Rafael Hettsheimeir, mesmo sendo um pivô. Eles possibilitam minhas infiltrações em um garrafão muitas vezes vazio, já que os defensores ficam colados neles. Afinal, um segundo de desatenção da marcação pode gerar em uma bola de três. Isso facilita muito o meu jogo, o do Ricardo e o do Larry, que também gostam de infiltrar bastante”, comentou.

Alex foi o MVP da Liga das Américas (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex foi o MVP da Liga das Américas (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Não é nem um pouco raro mesmo ver Bauru terminar uma partida nesta temporada concentrando a maior parte dos seus arremessos de trás da linha de três. Mas seria injusto se atentar apenas a isso e deixar de observar as movimentações que possibilitam o sucesso desse sistema ofensivo.

“É claro que alguns chutes saem forçados, mas normalmente finalizamos com espaço porque trabalhamos muito para isso”, apontou Ricardo. “Não adianta simplesmente botar a bola na mão do chutador, é preciso fazer com que ele se sinta à vontade para arremessar. Nós trabalhamos bastante para isso. O Alex ajuda com as infiltrações dele, que abrem bastante espaço, e o Murilo chama muito a marcação para cima dele nas situações em que recebe o passe de costas para a cesta. Também fazemos muitos corta-luzes para deixar o arremessador em boa posição.”

Diante dos três títulos conquistados até agora na temporada e das 20 vitórias consecutivas no NBB, fica difícil mesmo contestar qualquer coisa no trabalho que Bauru vem realizando. Contar com gente como Alex e Ricardo Fischer, jogadores capazes de desafiarem a idade que têm, certamente ajudou bastante nesse processo.

Autor: Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última