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terça-feira, 6 de maio de 2014 CBB | 22:38

CBB apresenta dívida ainda maior. Cadê a mudança na gestão?

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Carlos Nunes, presidente da CBB (Wander Roberto/Inovafoto)

Carlos Nunes, presidente da CBB (Wander Roberto/Inovafoto)

Nem sempre é possível falar apenas de coisas que acontecem dentro das quadras de basquete. Algumas situações que ocorrem fora delas se mostram relevantes demais para passarem batidas. Foi assim na última semana, com o episódio envolvendo Donald Sterling e suas declarações racistas. Agora, é a vez de tratar da situação financeira da CBB (Confederação Brasileira de Basketball), que está cada vez pior.

A entidade encerrou 2013 com uma dívida acumulada de R$ 9,5 milhões — valor que representa um aumento em relação aos aos R$ 8,8 milhões apresentados ao final de 2012. Dinheiro não faltou. Afinal de contas, a receita de R$ 27,4 milhões foi muito maior em relação aos anos anteriores. O problema é que a despesa cresceu ainda mais e atingiu os R$ 28,3 milhões. O cenário está mais detalhado no blog Bala na Cesta.

Vale lembrar que a CBB não tem gastos na organização dos campeonatos nacionais adultos, pois o NBB e a LBF são geridos pelos clubes. Além disso, é importante salientar que a maior parte do dinheiro que esteve à disposição da entidade vem dos cofres públicos, já que o Ministério do Esporte foi responsável pela injeção de R$ 15 milhões desta receita de R$ 27 milhões.

A partir de tudo isso, é inevitável não lembrar do que aconteceu no último dia 26 de março. Foi nessa data que os presidentes das 27 federações filiadas à CBB e a AAPB (Associação dos Atletas Profissionais de Basquetebol do Brasil) aprovaram as contas relativas ao ano de 2013 de maneira quase unânime — a exceção foi a federação paranaense, que se absteve.

Aos votantes, não resta outra pergunta a ser feita: por que essas contas foram aprovadas?

Antes disso, em fevereiro, ocorreu um outro episódio cuja recordação se faz pertinente neste momento. Durante o Jogo das Estrelas do NBB, o secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, levantou a possibilidade de corte do apoio financeiro à CBB. Dias depois, ele voltou atrás, após participar de uma reunião de duas horas com Aldo Rebelo, ministro do esporte, e Carlos Nunes, presidente da CBB. Mas cobrou mudanças administrativas, algo que ficou definido que aconteceria após aquele encontro.

“Não temos nenhum interesse em cortar qualquer tipo de convênio. O problema é que se a situação se agravar, eu ficarei impedido de fazer qualquer repasse. Por falta de certidões negativas, prestações de contas, etc”, afirmou Leyser ao iG Esporte, logo após o encontro. “Sabemos que  eles precisam se preocupar com as seleções, a questão das federações, categorias de base, mas nós não desistiremos de cobrar estas mudanças”, completou.

Essas mudanças na gestão da CBB incluíam a chegada de um profissional de mercado para promover mudanças administrativas e ajudar na captação de recursos. Mais de dois meses se passaram desde então e nada foi anunciado. E então? Cadê a mudança na gestão?

O conhecimento sobre o aumento da dívida da CBB é uma ótima oportunidade para o Ministério do Esporte voltar a cobrar uma melhor administração do dinheiro que repassa à entidade, não?

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Fernando Viguê 07/05/2014 9:21

    Bom dia, Luis!

    Então, eu sempre fico muito triste com a situação da CBB. Acho que triste não é o sentimento certo. O certo é raiva. Já entrei em contato com o Balassiano algumas vezes exatamente para falar sobre a CBB e venho perguntar a você e ao Paulo o seguinte.

    Em 2016 teremos novas eleições para a CBB. Nunes não poderá se reeleger. Quem vem pra presidir a CBB? Eu tenho MUITO medo que o Grego se coloque como candidato único nesta eleição então tenho feito todo tipo de contato que possuo no basquete para tentar achar um nome que seja sério e tenha capacidade de recuperar o basquete brasileiro. Sugeriram o nome do Kouros Monadjemi e gostaria de saber o que vocês acham sobre isso.

    Abraços e continuem o excelente trabalho!

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    • Luis Araújo 07/05/2014 16:52

      Obrigado pelo elogio ao trabalho, Fernando.
      Sobre o comando da CBB, ainda é difícil fazer qualquer tipo de previsão sobre um nome para a eleição agora. O que poderia acontecer é aparecer alguém que se apresente como alternativa em relação ao modelo que está aí, sem nenhuma relação com quem está no poder hoje ou com quem esteve por lá antes disso. Fato é que a CBB não pode continuar sendo administrada da forma que está hoje.
      Abs

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