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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015 Euroliga | 00:08

Barcelona é atropelado pelo Real Madrid, mas vê promessa brilhar

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É seguro afirmar que o torcedor do Barcelona que não liga apenas para o futebol foi dormir de cabeça quente nesta quinta-feira. Isso porque o clássico diante do maior rival, válido pela sexta rodada do Top 16 da Euroliga, terminou com vitória tranquila do Real Madrid por 97 a 73. Foi um atropelamento da turma da capital espanhola, comandada por uma dupla de veteranos com experiência na NBA. O armador Sergio Rodriguez somou 23 pontos, seis assistências e três roubos. Já o ala-armador Rudy Fernandez teve 22 pontos, nove rebotes e cinco assistências. Mas seria injusto deixar de destacar um nome em especial do lado perdedor.

Listado por aqui como um dos dez jogadores que merecem atenção especial em 2015, o ala-armador Mario Hezonja fez o favor de justificar sua inclusão no levantamento e de dar uma nova amostra do talento que possui. Ao acertar oito dos 14 arremessos que tentou, alguns deles com um grau de dificuldade muito elevado, marcou 22 pontos e foi um dos poucos pontos positivos do Barcelona no embate. Vale lembrar que ele já havia brilhado no final de semana, ao converter todas as oito bolas de longe que arriscou e anotar 24 pontos diante do La Bruxa D’or Manresa, pela liga espanhola.

Mario Hezonja: atuações promissoras pelo Barcelona (Foto: ACB.com)

Mario Hezonja: atuações promissoras pelo Barcelona (Foto: ACB.com)

O moleque é extremamente promissor mesmo. Não foram raros os especialistas que recorreram ao Twitter durante a quinta-feira para expressar admiração pelo croata de 19 anos, que deve pintar na NBA muito em breve. “Essa é, definitivamente, a temporada de explosão dele”, disse o italiano Davide Bortoluzzi, cuja biografia na rede social o descreve como olheiro internacional do nbadraft.net, um dos bons sites espalhados pela internet sobre jovens prestes a ingressarem na melhor liga do planeta.

Bortoluzzi gostou tanto de Hezonja que o elegeu como o melhor jogador de janeiro em sua coluna sobre jovens destaques internacionais, destacando que o “Croatian Golden Boy” passou a receber mais minutos na rotação do Barcelona nos últimos dois meses, graças às lesões de Juan Carlos Navarro e Brad Oleson — veteranos que atuam na mesma posição.

Mas perder para um rival como o Real Madrid, ainda mais da maneira como a derrota aconteceu, fez Hezonja sair de quadra cuspindo marimbondos. “Não podemos jogar assim contra o Real Madrid, que é uma equipe de elite. Estamos no Top 16 da Euroliga, cada partida é uma final, e nós não viemos para jogar”, afirmou o jovem em entrevista ao Canal +.

Em seguida, ao ser questionado sobre o que o agradou no duelo, o ala-armador respondeu sem rodeios: “Nada. Precisamos de mais caráter, motivação e decisão. Não viemos para o jogo, precisamos melhorar em tudo. Meus 22 pontos não importam em nada. Vamos treinar amanhã para o jogo contra o Tenerife, pela liga espanhola, no domingo, e seguir trabalhando”.

Se as atuações recentes fazem crescer a expectativa de quem o espera ver um dia na NBA, a firmeza nas respostas após uma revés tão expressivo do seu time também não deixou a desejar. Hezonja parece mesmo ter um caminho brilhante pela frente.

Quanto ao Real Madrid, as dúvidas são ainda menores. Trata-se de um timaço, que tem tudo para aparecer de novo entre os finalistas da Euroliga.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 Euroliga, Fiba, NBA, NBB | 08:00

Dez jogadores para se prestar atenção especial em 2015

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Ainda dá tempo de aproveitar o clima de início de ano e fazer listas sobre o que podemos esperar para os próximos meses, não é verdade? Foi o que fizemos por aqui ao selecionar dez jogadores que merecem atenção especial em 2015 dos fãs de basquete ao redor do mundo.

Vamos a eles, dispostos abaixo sem nenhuma ordem específica.

Jimmy ButlerJimmy Butler, ala do Chicago Bulls

O fato de ter iniciado a temporada sem uma extensão contratual com o Bulls, algo que fará dele um agente livre restrito a partir de julho, parece tê-lo inspirado. A defesa forte no perímetro sempre foi uma característica marcante de Butler, mas o que tem chamado a atenção no atual campeonato é a postura ofensiva, com constantes ataques à cesta em infiltrações e idas ao lance livre.

As médias de 20,9 pontos, 6,2 rebotes e 3,4 assistências por partida são as melhores marcas da carreira e devem levá-lo a disputar o “All-Star Game” pela primeira vez em fevereiro. Será interessante acompanhar nos próximos meses os próximos passos deste desenvolvimento e por quanto ele assinará um novo contrato.

Shabazz muhammadShabazz Muhammad, ala do Minnesota Timberwolves

Escolhido na 14ª escolha do Draft de 2013, não teve muito espaço para mostrar serviço em sua temporada de estreia. Como calouro, entrou em quadra apenas 37 vezes, recebendo menos de oito minutos por duelo, e passou um tempo na D-League.

Agora, em uma equipe mergulhada no processo de reconstrução, as oportunidades apareceram, e ele tem aproveitado muito bem. Além das investidas perto da cesta, o ala vem apresentando melhora nos chutes de três, algo que o tem ajudado a atingir 13,7 pontos em pouco mais de 23 minutos por partida. Apenas Andrew Wiggins (14,7) e Kevin Martin (20,4) têm pontuação maior no Timberwolves.

Furkan AldemirFurkan Aldemir, ala-pivô do Philadelphia 76ers

O turco de 23 anos defendia o Galatasaray até novembro, quando decidiu deixar o clube por causa de salários atrasados e tentar a sorte na NBA. Foi assim que ele acabou assinando com o Philadelphia 76ers, time que tinha adquirido os seus direitos após o Draft de 2012.

Apelidado de “Mr. Rebound” na Europa, Aldemir vem justificando a sua reputação. Ele tem jogado apenas dez minutos por partida, mas sua média de rebotes a cada 36 minutos é de 14,4 — exatamente igual à de DeAndre Jordan, pivô do Los Angeles Clippers, líder da liga no fundamento.

Rudy GobertRudy Gobert, pivô do Utah Jazz

Com sua ótima defesa ao redor da cesta, impulsionada pela capacidade atlética fora do comum para alguém de 2,16m, foi um dos pontos de referência da seleção francesa na campanha que culminou no terceiro lugar na Copa do Mundo. Gobert tem continuado a mostrar essa marcação implacável nesta sua segunda temporada na NBA.

Apesar de jogar apenas 21 minutos por partida, ele é dono da quarta maior média de tocos da liga, com 2,2 por duelo. Mesmo quando não consegue bloquear os arremessos, o pivô consegue atrapalhar bastante a vida do adversário, forçando-os muitas vezes a saírem da zona de conforto. Fazer cesta contra ele, definitivamente, não é tarefa fácil.

Dario SaricDario Saric, ala do Anadolu Efes

Muita coisa já foi falada dele por aqui. Como, por exemplo, o fato de ele ter sido o mais jovem atleta da história a ganhar o prêmio de MVP de um mês na Euroliga. Habilidoso com a bola nas mãos, dono de uma visão de jogo privilegiada e facilidade para infiltrar, Saric parece ter um futuro brilhante pela frente.

O Philadelphia 76ers, que adquiriu os seus direitos no Draft de 2014, esfrega as mãos para contar com o croata no plantel. Isso, no entanto, só vai acontecer no próximo ano, depois que o contrato com o Anadolu Efes chegar ao fim. Até lá, será interessante verificar se ele conseguirá aparecer mais vezes em posição de protagonista no basquete europeu.

Mario HezonjaMario Hezonja, ala do Barcelona

Trata-se de outra promessa croata que é cercada de grande expectativa por olheiros da NBA há muito tempo e está cotado para aparecer em uma das escolhas de loteria no próximo Draft, apesar de ainda não ter tantos minutos assim no Barcelona. Com 2,03m, tem boa altura para a posição três.

De acordo com o Draft Express, referência quando o assunto é análise de futuros jogadores da NBA, o ala de 19 anos é “capaz de converter arremessos de qualquer canto da quadra” e tem uma “excelente mecânica de chute”. Além disso, é muito bom no jogo de transição, sabe usar o drible para quebrar a defesa adversária e apresenta uma “visão intrigante da quadra, especialmente a partir do ‘pick and roll’.” Em compensação, tem alguma dificuldade para trabalhar em grupo e precisa evoluir defensivamente.

Cristiano FelicioCristiano Felício, pivô do Flamengo

Em meio aos jogadores até 22 anos de idade da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), o pivô de 2,10m tem sobrado. Na edição passada, foi o grande responsável pelo título do Flamengo. Na atual, é o líder em eficiência da competição, com médias impressionantes de 16,8 pontos e 16,3 rebotes por partida. No time principal, vem tendo desempenho ligeiramente inferior ao da última temporada, é verdade, mas isso é algo que tem acontecido com praticamente todo o elenco.

Forte e atlético para brigar por rebotes e para finalizar perto do aro, Felício também tem buscado adicionar os tiros de média e longa distância ao seu arsenal ofensivo. A evolução

Lucas DiasLucas Dias, ala do Pinheiros

Trata-se de outro nome que tem sobrado na LDB. Na atual edição do torneio sub 22, o ala de 2,07m só está atrás de Felício no ranking de eficiência, com médias de 21,5 pontos e 9,4 rebotes por partida. Com um pouco mais de espaço no time principal do Pinheiros, chamou a atenção no início do mês com a atuação perfeita durante a vitória sobre Uberlândia pelo NBB, na qual acertou todos os arremessos que tentou e marcou 23 pontos.

Pela altura, pode jogar também como um ala-pivô que busca o chute longe da cesta parar abrir espaços na defesa adversária, mas não dá para saber ao certo o que mais ele terá a capacidade de fazer. Lucas ainda tem 19 anos e potencial para se consolidar em breve como um dos grandes jogadores brasileiros dos últimos tempos.

Henrique CoelhoHenrique Coelho, armador do Minas
Recheado de jovens atletas, Minas aparece em quinto lugar na tabela de classificação da atual temporada do NBB. O promissor armador de 21 anos certamente é um dos grandes responsáveis por essa surpreendente campanha. Em meio a tantos jovens, é ele quem mais se destaca.

Nas mãos de Demétrius, Henrique vem tendo cerca de 29 minutos de ação por partida, muito mais tempo do que estava acostumado a receber em temporadas anteriores. As médias apontam 13,6 pontos, 4,3 assistências e 2,8 rebotes por duelo, números nada ruins para quem aparece pela primeira vez com um papel importante dentro de uma equipe competitiva.

Léo MeindlLéo Meindl, ala de Franca
Está ficando cada vez mais madura uma convocação do ala de 21 anos para a seleção brasileira. Se na última temporada do NBB ele já tinha causado boa impressão e emplacado atuações dignas de elogios, as coisas têm sido ainda melhores no atual campeonato. Em cerca de 34 minutos de ação por jogo, Léo registra médias de 16,3 pontos, 4,9 rebotes e 2,8 assistências por partida. Todos os números representam um recorde em sua carreira até agora.

Ainda tem pontos a evoluir, é verdade. A postura defensiva é um deles, apesar de o jogador ter 1,8 roubo de bola por jogo. O que também pode ser melhorada é a distribuição nos arremessos, buscando ainda mais os ataques à cesta ao invés da insistência nas bolas de três. Até porque o desempenho nestes chutes não é nada mais do que mediano.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015 CBB, Euroliga, Fiba, NBA, NBB, NCAA | 08:00

Dez pontos para se ficar de olho em 2015

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Há muita coisa no basquete que merece atenção neste ano que acabou de começar, algo que chega até a ser óbvio de se afirmar para quem está acostumado a acompanhar o esporte. De todas elas, o blog separou dez pontos especiais a serem verificados ao longo dos próximos meses. Veja quais e porquê.

Desenvolvimento de Kawhi LeonardO prêmio de MVP das finais de 2014 confirmou a ascensão do ala do San Antonio Spurs e colocou as expectativas em torno dele lá no alto para a atual temporada. Será que Leonard continuaria liderando o time dentro de quadra, o que provavelmente o levaria ao All-Star Game pela primeira vez e poderia até fazê-lo entrar na disputa pelo prêmio de MVP do campeonato? Por enquanto, ainda não. Os números nas estatísticas pessoais até são maiores em relação aos anos anteriores. O problema é que uma lesão no ligamento da mão direita tem o impedido de entrar em quadra desde o meio de dezembro. Ainda não há previsão para o retorno.

Kawhi Leonard: ala do San Antonio Spurs está fora de combate (Foto: Getty Images)

Kawhi Leonard: ala do San Antonio Spurs está fora de combate (Foto: Getty Images)

Dallas Mavericks e Houston Rockets reforçados A concorrência no Oeste é pesada demais. Todo mundo sabe disso, principalmente depois de o Phoenix Suns ter ficado fora dos playoffs na última temporada, apesar das 48 vitórias que somou. É por isso que os dois rivais texanos não perderam a chance de se reforçarem no decorrer do campeonato. O Mavericks foi atrás de Rajon Rondo, que surpreendentemente tem conseguido pontuar muito mais do que nos tempos de Boston Celtics. Já o Rockets buscou Josh Smith, dispensado do Detroit Pistons, em uma tentativa de melhorar uma defesa que já vinha funcionando bem. São duas apostas, até pelo estilo de jogo e pelos riscos de não se encaixarem. Mas as duas equipes sabem que os conformistas correm o grande risco de não chegarem a lugar algum nesta conferência.

Detroit Pistons sem Josh Smith – Não é exagero dizer que o time mudou da água para o vinho nos dois lados da quadra desde que Stan Van Gundy decidiu mandar Josh Smith para o olho da rua. Nos cinco jogos que disputou desde então, o Pistons não só venceu todos como conquistou a vitória com tranquilidade. A menor vantagem nesta série de vitórias foi de dez pontos, obtida sobre o Indiana Pacers. Com essa sequência, dá até para sonhar com uma vaga nos playoffs no Leste, onde é possível se classificar com campanha negativa.

A corrida contra o tempo do Oklahoma City Thunder A campanha anda na casa dos 50% de aproveitamento, o que seria bom o bastante para garantir vaga com segurança nos playoffs do Leste, mas insuficiente para o alto padrão de exigência do Oeste. As derrotas se acumularam bastante no início da temporada, no período em que Russell Westbrook e Kevin Durant estavam lesionados. Mas ambos estão recuperados agora, o que é ótimo sinal para a missão do Thunder de subir às primeiras colocações na classificação da conferência. Nos 11 jogos em que Westbrook e Durant jogaram juntos, a equipe teve nove vitórias e apenas duas derrotas.

Kevin Durant e Russell Westbrook: ausência dos craques prejudicou campanha do Thunder (Foto: Getty Images)

Kevin Durant e Russell Westbrook: ausência da dupla prejudicou o Thunder (Foto: Getty Images)

LeBron James x David Blatt – Os elogios daquela fase inicial de trabalho e o clima leve visto durante a passagem da equipe pelo Rio de Janeiro, em outubro, ficaram para trás. Contratado pelo Cavs antes de LeBron anunciar seu retorno, o treinador tem sofrido para ver em quadra a filosofia ofensiva que dizia tentar emplacar, sem conseguir extrair o melhor funcionamento dos três astros à disposição. Na defesa, então, a situação é muito pior. Os adversários não encontram dificuldade para pontuar. Como se isso tudo não fosse o bastante, Blatt já se viu cornetado algumas vezes por LeBron, que até chegou a declarar que deixaria o time no mercado de agentes livres em julho se fosse ele o problema. O que parecia um sonho para os torcedores em Cleveland, por enquanto, está mais próximo é de um pesadelo.

Jahlil Okafor, o número 1? – O pivô de Duke já aparece na maioria das projeções de especialistas como a primeira escolha do Draft deste ano. Dono de 2,11m de altura, é forte no jogo ofensivo de costas para a cesta, com um repertório muito bom de ferramentas para produzir pontos e inteligente para se virar nos momentos em que a marcação dobra. A defesa, no entanto, precisa ser aprimorada.

Jahlil Okafor: pivô de Duke tem impressionado na NCAA (Foto: Getty Images)

Jahlil Okafor: pivô de Duke tem impressionado na NCAA (Foto: Getty Images)

Agora vai, Real Madrid? Apesar do título nacional em 2013, as duas últimas temporadas terminaram com gosto amargo para o clube da capital espanhola. Com um grande elenco à disposição, chegou à final da Euroliga nos dois anos anteriores, mas foi derrotado em ambas as oportunidades. Nikola Mirotic partiu para se juntar ao Chicago Bulls na NBA, mas o Real Madrid foi buscar o ala argentino Andrés Nocioni e o pivô mexicano Gustavo Ayon. Será que chegou a vez de finalmente passar do quase?

Disputa pelo trono no Brasil O Flamengo ganhou tudo o que disputou em 2014 e ainda teve a chance de disputar três partidas de pré-temporada nos EUA, contra Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies. Nenhuma outra equipe brasileira passou perto de ter o mesmo brilho. Aí Bauru se movimentou bastante no mercado antes da atual temporada. Contratou muito bem, já faturou o Paulista e a Liga Sul-Americana e desponta como a maior ameaça ao reinado dos cariocas no Brasil e nas Américas.

Jovens terão mais espaço no NBB? A boa campanha do Minas, que preferiu dar mais tempo de quadra aos atletas que revela ao invés de investir pesado em medalhões, tem mostrado que é possível apostar nos jovens sem comprometer a competitividade. Ainda assim, entre os 20 jogadores com maior média de minutos por partida neste NBB, apenas três são brasileiros e ainda não atingiram os 30 anos de idade: Davi (armador do Basquete Cearense), Léo Meindl (ala de Franca) e Ricardo Fischer (armador de Bauru). Quando isso vai mudar?

Pré-Olímpico Conforme o próprio Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina, havia dito em dezembro, ainda não há a certeza sobre a participação do Brasil nas Olimpíadas de 2016 — apesar de elas acontecerem no Rio de Janeiro. Caso não tenha a vaga garantida, o Brasil terá de conquistá-la no Pré-Olímpico das Américas deste ano, que acontecerá no México. Neste caso, com quem o treinador poderia contar? Será que vem drama por aí?

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 Euroliga, NBA | 16:17

Dario Saric, raro motivo de animação para o Philadelphia 76ers

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O pior time da temporada 2014/15 da NBA já foi assunto por aqui uns dias atrás. O tempo passou, mas a situação não mudou: o Philadelphia 76ers ainda não venceu. A sequência negativa agora é de 16 jogos, o que representa o pior início de campanha da história da franquia. Apesar disso tudo, há motivo para o torcedor ficar um pouco mais animado.

Do outro lado do Atlântico, Dario Saric tem brilhado. Aos 20 anos e sete meses, a 12ª escolha do Draft de 2014 ganhou o prêmio de MVP de novembro da Euroliga, tornando-se o jogador mais jovem a registrar tal feito. Antes dele, tal condição pertencia a Nikola Mirotic, ala-pivô que hoje está no Chicago Bulls e era três meses mais velho quando foi eleito — em dezembro de 2011.

Dario Saric: o mais jovem MVP de um mês da Euroliga (Foto: Euroeague.net)

Dario Saric: o mais jovem MVP de um mês da Euroliga (Foto: Euroeague.net)

Titular do Anadolu Efes nos quatro jogos disputados pelo clube turco em novembro pela competição continental, Saric teve médias de 15,5 pontos e 7,8 rebotes em cerca de 24 minutos de ação por partida, além de um aproveitamento nos arremessos de 56,1%. Liderou a equipe a três vitórias.

Não é pouca coisa, definitivamente. Para efeito de comparação, o desempenho individual do croata nos embates anteriores da competição, em outubro, foi de 9,0 pontos e 2,5 rebotes em pouco mais de 17 minutos por duelo.

A boa forma de Saric chama a atenção, sem dúvida, mas não dá para classificar como surpresa. Quem acompanhou a Copa do Mundo de maneira um pouco mais atenta viu uma pequena amostra do que esse jovem é capaz de fazer e entendeu por que os olheiros da NBA se encantaram por ele. Aos 2,08m, o ala tem mobilidade fora do comum para o seu tamanho.

A capacidade atlética é apenas um item na lista de qualidades. Saric tem uma visão de jogo e um domínio de bola que o fazem até parecer um armador em determinados momentos. Cria oportunidades de ataque para os companheiros, mas também encontra facilmente situações para ele próprio definir, graças à habilidade nas infiltrações e aos chutes de média e longa distância cada vez mais confiáveis. O leque de opções ofensivas é muito vasto.

Não à toa, foi eleito pelos chefões dos 30 times da NBA o melhor jogador do mundo atuando fora dos EUA. O contrato com o time turco ainda tem mais dois anos de duração, mas a diretoria do Sixers já esfrega as mãos, em meio à onda de derrotas pela qual o time atravessa. Se o cenário atual mostra um elenco extremamente limitado em termos de talento, as coisas nesse sentido podem ser muito melhores no futuro.

Enquanto isso…

Perder os primeiros 16 jogos de uma temporada não é para qualquer um. Esse início tão pífio de campanha só foi registrado outras quatro vezes em toda a história da NBA. Duas delas tiveram como protagonista o Los Angeles Clippers, que enfileirou 16 derrotas em 1994/95 e 17 em 1998/99. O Miami Heat também emplacou 17 revezes no campeonato de 1988/89. Mas a pior marca até hoje é do Brooklyn Nets, que ainda estava em Nova Jersey quando levou 18 partidas para enfim vencer, em 2009/10.

Jogadores, comissão técnica, torcedores e todo mundo com qualquer grau de envolvimento com os outros 29 times da NBA respiram aliviados quando um confronto com o Philadelphia 76ers aparece em vista. “É um adversário que você sente que não pode ser derrotado, sem querer ofendê-los”, disse Tyson Chandler, pivô do Dallas Mavericks, após liderar a vitória do time texano por 110 a 103 no sábado.

Mais do que a quase certeza de uma vitória, os oponentes têm visto nos duelos contra o Sixers uma boa oportunidade de preservar alguns jogadores. No triunfo do sábado, o Mavericks se deu ao luxo de deixar Dirk Nowitzki fora de combate, descansando o corpo para compromissos mais complicados na sequência da longa temporada regular. O San Antonio Spurs fará o mesmo nesta segunda-feira com Tim Duncan e Tony Parker.

Será um procedimento comum de agora em diante para todas as equipes da NBA? Vale a pena observar nas próximas semanas. De qualquer maneira, diz muito sobre o nível de competitividade do atual Sixers. Uma vergonha.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014 Euroliga, Fiba, NBB | 08:00

Um novo Maccabi no caminho do Flamengo

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O Maccabi Tel Aviv que derrotou o Real Madrid e se sagrou campeão da Euroliga no dia 18 de maio não existe mais. O time que vai encarar o Flamengo na Copa Intercontinental neste final de semana é completamente diferente, depois da série de mudanças importantes que passou ao longo dos últimos quatro meses.

Eleito o MVP da decisão europeia, o armador norte-americano Tyrese Rice acertou com o Khimki, da Rússia. Além dele, outros dois jogadores que atuaram por mais de 30 minutos naquele jogo diante dos espanhóis não estão mais à disposição do clube de Israel: o ala-armador Ricky Hickman se mandou para o Fenerbahce, da Turquia, ao passo que o ala David Blu, especialista em bolas de três pontos, decidiu se aposentar. Já o pivô grego Sofoklis Schortsanitis ainda faz parte do elenco, mas não veio ao Brasil por causa de uma lesão no olho.

Guy Goodes: quatro anos de aprendizado com o "grande" David Blatt (Foto: Fiba/Divulgação)

Guy Goodes: quatro anos de aprendizado com o “grande” David Blatt (Foto: Fiba/Divulgação)

O comando da equipe também mudou de mãos. David Blatt recebeu uma oportunidade de emprego no Cleveland Cavaliers, tornando-se o primeiro treinador a deixar a Europa para ir trabalhar direto à frente de uma franquia da NBA. Quem o substituiu no Maccabi foi Guy Goodes, que exercia a função de assistente desde 2010.

“Depois de tanto tempo, eu me sinto pronto para assumir o cargo. Foram quatro anos aprendendo com um grande técnico como o Blatt e ganhando experiência. Sinto que é o momento certo (de virar treinador do Maccabi)”, disse Goodes, em entrevista recente ao site da Euroliga.

Ele também falou sobre as mudanças de jogadores. Admitiu sentir felicidade por aqueles que saíram e estão recebendo salários melhores em outros lugares, o que é bastante curioso, e observou que as peças de reposição foram adquiridas com o objetivo de manter mais ou menos as mesmas características que o time já tinha.

Para a armação, chegaram os norte-americanos Jeremy Pargo e MarQuez Haynes. Ambos bem atléticos e capazes de fazer uma defesa bem forte no perímetro, sufocando o adversário e transformando os erros ofensivos do outro lado em contra-ataques. Outras novidades foram o ala-pivô Brian Randle, também norte-americano, e o pivô australiano Aleks Maric — que é forte e tem bom jogo interior nos dois lados da quadra, mas sofre quando o assunto é mobilidade.

Maccabi: time que venceu a Euroliga não existe mais (Foto: Euroleague/Divulgação)

Maccabi: time que venceu a Euroliga não existe mais (Foto: Euroleague/Divulgação)

Esse processo todo de mudanças de atletas no clube europeu foi monitorado com bastante atenção pelo Flamengo. “Nós estamos estudando muito o Maccabi, a comissão técnica está fazendo um grande trabalho com a edição de vídeos do nosso adversário”, afirmou o ala-pivô Olivinha, em conversa com o blog.

“Eles têm uma equipe muito alta e atlética. Precisamos tomar cuidado com os rebotes. Além disso, o Maccabi é um time com muitos jogadores bons nos chutes de três, que chegam forte no contra-ataque e, às vezes, param e arremessam de três mesmo. Acredito que esses são os dois pontos mais fortes deles”, completou Olivinha.

A lição de casa parece ter sido bem feita. O Flamengo demonstra conhecimento sobre o adversário que terá pela frente nos dois jogos que decidem a Copa Intercontinental. Não é o mesmo Maccabi que chegou ao topo da Europa quatro meses atrás, mas esse novo time não deixa de ser um oponente extremamente competitivo e perigoso para os brasileiros.

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terça-feira, 24 de junho de 2014 CBB, Euroliga, Fiba, LBF, NBA, NBB, NCAA | 13:25

Quando freguesia vira argumento único, a análise está errada

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Aconteceu na Copa do Mundo. No futebol. Longe do nosso campo de discussão. Mas a reflexão cabe perfeitamente por aqui.

A seleção brasileira venceu Camarões por 4 a 1 nesta segunda-feira, se classificou em primeiro lugar no Grupo A e terá o Chile pela frente nas oitavas de final. Um adversário que pode tranquilamente ser considerado freguês, dado o histórico do confronto direto entre os países.

Levando em conta somente Copas do Mundo, foram três encontros. Todos terminaram com vitória do Brasil: 4 a 2 na semifinal de 1962, 4 a 1 nas oitavas de 1998 e 3 a 0 nas oitavas de 2010. Isso sem contar os amistosos, os duelos pelas eliminatórias e também em edições da Copa América. A superioridade brasileira é enorme.

Pronto. Aí já viram, né? A freguesia virou o principal argumento para apontar um favoritismo do Brasil no confronto.

Brasil

Salvo pelos poucos e bons de sempre, o que se viu no meio desta enxurrada de gente nos meios de comunicação dando palpite sobre o jogo foi um show de análises rasas. Não importa se Neymar pode ser talentoso demais para encontrar resposta do outro lado, se Fred tende a levar vantagem na bola aérea contra uma defesa baixa e que tem muita dificuldade neste tipo de jogada. Muito menos se Vidal consegue deixar o meio de campo chileno mais dinâmico, ou o quanto Alexis pode se aproveitar dos espaços nas costas dos laterais brasileiros.

Nenhum aspecto técnico, nenhum traço tático. Nada. O Brasil é favorito porque o Chile é freguês. Simples assim, certo?

Errado, é claro. O jogo é jogado dentro de campo. O histórico de vitórias do Brasil pode até causar algum tipo de impacto, dependendo de como isso afetar o lado psicológico de quem estiver em ação dos dois lados. Mas seria apenas um dos fatores envolvidos na decisão do ganhador deste duelo.

Pensar que apenas o histórico entra em campo é mais do que raso. É errado. É uma tentativa de emburrecimento de quem consome a análise.

Como no basquete, por exemplo. É comum ouvir por aí que Time X venceu a Equipe Y porque o Fulano de Tal, astro da Equipe Y, “não veio para o jogo”. Isso, assim mesmo. Como se fosse apenas uma questão de vontade, no fim das contas. Como se não houvesse um trabalho especial do Time X para diminuir o impacto do Fulano de Tal em quadra. E quase sempre há.

Se fosse assim, Gregg Popovich seria o maior sortudo do mundo, já que o San Antonio Spurs conseguiu dominar o Miami Heat, então bicampeão da NBA, na decisão da última temporada. Afinal de contas, foram os caras do outro lado que não apareceram para jogar, não é?

Não. Popovich, é sim, um dos caras mais competentes do mundo. Não um mero sortudo.

Assim como o duelo entre Brasil e Chile terá como vencedor o time que trabalhar melhor.

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domingo, 18 de maio de 2014 Euroliga | 21:18

Maccabi frustra Real Madrid e volta ao topo da Europa

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Após nove anos, o Maccabi Electra Tel Aviv voltou ao topo do basquete europeu. Neste domingo, a equipe de Israel decidiu em Milão o título da temporada 2013/14 da Euroliga com o Real Madrid, ganhou na prorrogação por 98 a 86 e conquistou o título da competição pela sexta vez em sua história.

Italy Basket Euroleague Final Four

Pela segunda temporada seguida, o Real Madrid chegou muito perto de se sagrar campeão continental, mas não mostrou competência necessária para confirmar a conquista. Assim como aconteceu no último ano, diante do Olympiacos, os espanhóis abriram vantagem de dois dígitos no placar durante a decisão, mas permitiram a reação e a virada do oponente no fim.

“Esse jogo foi como um lance livre desperdiçado”, comparou Pablo Laso, técnico do Real Madrid. “Nós estávamos muito próximos do nosso objetivo. O time deve se orgulhar. Estamos muito felizes. Mas também estou convicto de que isso vai nos servir como uma dura lição. Nós realmente precisamos valorizar esta experiência. Sempre teremos obstáculos para superar”, completou.

Para David Blatt, comandante do Maccabi, a vitória sobre os espanhóis aconteceu porque o time cumpriu em quadra tudo aquilo que foi planejado para a final.

“O time deles era o que mais pontuava nesta Euroliga, nossa meta era segurá-los na casa dos 70 pontos”, revelou Blatt. “Disse aos jogadores que se a gente conseguisse limitá-los a 75 pontos, conseguiríamos vencer. Foi o que fizemos no tempo regulamentar. Nós fomos muito consistentes e calmos.”

Individualmente, o grande responsável pelo triunfo do time de Israel foi um norte-americano que atende pelo nome de Tyrese Rice. Produto de Boston College, o armador se mandou para a Europa em 2009, assim que não teve seu nome chamado no Draft da NBA. Rodou pela Grécia, Alemanha e Lituânia antes de chegar ao Maccabi. Nesta decisão, somou 26 pontos, quatro rebotes e duas assistências. Acabou sendo eleito o MVP (melhor jogador) do Final Four. Na semifinal, ele já tinha brilhado ao marcar a cesta decisiva que definiu a virada sobre o CSKA Moscou, a cinco segundos do fim.

Tyrese Rice passa por Nikola Mirotic e sobe para a cesta (Foto: Divulgação)

Tyrese Rice passa por Nikola Mirotic e sobe para a cesta (Foto: Divulgação)

“Foi o melhor e mais importante jogo da minha vida”, afirmou Rice sobre a final da Euroliga. “Mas (a conquista) foi fruto do esforço do time. Não tem nada a ver com o que fiz individualmente porque nada é possível sem meus companheiros. Esse prêmio é de todo mundo”, emendou.

O ala Alex Tyus também teve papel importante na decisão, ao sair do banco para somar 12 pontos e 11 rebotes pelo Maccabi. Pelo Real Madrid, quem mais se destacou foi o ala-armador Rudy Fernandez, com 15 pontos, oito rebotes e quatro assistências. Eleito MVP da temporada da Euroliga (de tudo o que aconteceu até o Final Four), o armador Sergio Rodrigues contabilizou 21 pontos, muito graças às cinco bolas de três que acertou. Já o ala-pivô Nikola Morotic teve 12 pontos e sete rebotes.

Vale lembrar que o título europeu fará com que o Maccabi venha ao Brasil em setembro para encarar o Flamengo na Copa Intercontinental. Na última edição, o Olympiacos levou a melhor sobre o Pinheiros nos dois encontros e levantou a taça sem sustos. Será que os brasileiros têm alguma chance desta vez?

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quinta-feira, 8 de maio de 2014 Euroliga | 10:00

A temporada de recordes e dominância do Real Madrid

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Cristiano Ronaldo e companhia fizeram o Real Madrid voltar à final da Liga dos Campeões após 14 anos, mas não é só o futebol que tem dado alegria aos torcedores do clube nesta temporada. A fase que o time de basquete atravessa é ainda melhor.

Rudy Fernandez em ação pelo Real Madrid (Foto: Site Oficial)

Rudy Fernandez em ação pelo Real Madrid (Foto: Site Oficial)

Na liga espanhola, que seguramente aparece entre as mais competitivas do mundo, o Real Madrid aparece no topo da tabela de classificação. A campanha é de 30 vitórias e uma única derrota — que aconteceu na 29ª rodada, diante do vice-líder Valencia. Os triunfos nas 28 partidas anteriores e no quinto jogo da decisão da última temporada formam a maior sequência invicta da história da competição, superando um recorde que não era quebrado desde 1985.

A força do clube pode ser observada também na Euroliga. Isso porque o Real Madrid garantiu vaga no Final Four após vencer por três jogos a dois a série dos playoffs contra o Olympiacos, vingando-se da derrota para os gregos na decisão do ano anterior. Considerando todos os jogos pelo torneio continental, o retrospecto do time é de 24 vitórias e cinco derrotas.

Dominante dentro do país e competitiva ao extremo na luta pelo topo da Europa. Por que essa equipe é tão forte? Para tentar entender essa questão, o blog consultou o ex-jogador Danilo Castro, que hoje é comentarista e trabalha nas transmissões da liga espanhola no Bandsports.

De acordo com ele, o sucesso começa pela atitude de cada jogador. “É um time que se gosta e se respeita, percebo isso durante as partidas. Não existe egoísmo. Os atletas respeitam o momento um do outro”, avaliou Danilo, que citou a boa defesa e o jogo em transição como principais ferramentas do Real Madrid —  além, é claro, da qualidade individual. “Mas o grande mérito disso tudo é do excelente técnico Pablo Laso, que montou esse belo elenco e fez eles acreditarem na sua filosofia do jogo em transição e, principalmente, na rotação entre eles”, completou.

O tempo de quadra realmente é muito bem dividido. Seja na liga espanhola ou na Euroliga, quase todas as peças do elenco recebem de Laso pelo menos dez minutos de ação por jogo. Ninguém chega a atingir média de 30 minutos por partida.

Esse revezamento em quadra se faz necessário diante do estilo de jogo que o Real Madrid apresenta, de bastante agressividade na defesa e intensa movimentação no ataque, com troca de passes e movimentação sem bola aos montes. É aí que entra a qualidade dos atletas que Laso tem à disposição. É muita gente boa reunida, o que permite à equipe manter o alto nível durante toda uma partida.

Nikola Mirotic: futura estrela da NBA? (Foto: Site Oficial)

Nikola Mirotic: futura estrela da NBA? (Foto: Site Oficial)

O ala-armador Rudy Fernandez, o armador Sergio Rodriguez e o ala-pivô Nikola Mirotic aparecem entre os dez jogadores mais eficientes tanto na competição nacional como na continental. Os dois primeiros foram vice-campeões olímpicos com a seleção espanhola em 2012 e já chegaram a passar algumas temporadas na NBA. O terceiro deve ir para os EUA muito em breve e é cercado de expectativa pelos torcedores do Chicago Bulls, time que adquiriu seus direitos no Draft de 2011.

Neste mesmo ano, Mirotic conduziu a Espanha ao título europeu Sub 20 e foi eleito o melhor jogador da competição. Tem uma mobilidade notável para seus 2,09 m de altura e pontua com naturalidade, com arremessos precisos de média e longa distância.

Para Danilo, as chances de sucesso do ala-pivô no melhor campeonato de basquete do mundo são boas. “Ele vai brilhar na NBA, sim. É um jogador que pode atuar tanto na posição quatro como na três. Possui um arsenal ofensivo brilhante, com tiros de três pontos, de dois, joga de costas e de frente para a cesta”, comentou.

“Mirotic vai, sim, precisar de tempo para se adaptar, já que a NBA é um outro jogo, com muita jogada individual. O bósnio Mirza Teletovic, que foi o MVP da liga espanhola e hoje atua no Brooklyn Nets, é um exemplo disso. Acredito que, por ainda ser jovem, Mirotic terá mais tempo para se adaptar sem sofrer muito com cobranças. Vale destacar que há três rodadas seu jogo teve uma queda, talvez por cansaço do acúmulo da Euroliga com a liga espanhola, o que é perfeitamente natural. Para a reta final da temporada, o Real Madrid precisará contar com seu craque em melhor momento técnico”, completou Danilo.

Nas próximas semanas, saberemos se o Real Madrid conseguirá transformar esse favoritismo todo em títulos. Mas a maneira como Mirotic vai se portar na NBA já é algo que vai demorar um pouco mais para descobrirmos.

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domingo, 6 de abril de 2014 Euroliga, NCAA | 03:06

Dois jogaços no Final Four e uma grande noite para quem gosta de basquete

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Quem resolveu ficar em casa na noite deste sábado para acompanhar o Final Four da NCAA não deve ter se arrependido. Casa do Dallas Cowboys na NFL, o AT & T Stadium foi palco de dois ótimos jogos do torneio universitário norte-americano, que conheceu os dois finalistas desta temporada. A decisão na segunda-feira reunirá Connecticut, que bateu Florida pelo placar de 63 a 53, e Kentucky, que superou Wisconsin por 74 a 73.

Shabazz Napier sobe para a cesta em ataque de Connecticut (Foto: Getty Images)

Shabazz Napier sobe para a cesta em ataque de Connecticut (Foto: Getty Images)

O primeiro duelo do dia começou dando a impressão de que Florida triunfaria com alguma tranquilidade. Afinal de contas, o time fez uma marcação pressionando a quadra inteira após cada cesta que deu muito certo, ao ponto de render uma vantagem no placar de 16 a 4. Mas as coisas mudaram completamente depois disso. O técnico Kevin Ollie conseguiu fazer ajustes precisos, e então foi a defesa de Connecticut que passou a dar as cartas, sufocando o perímetro do adversário.

Kevin Ollie, para quem não se lembra, é um ex-armador que defendeu uma série de times da NBA. Passou longe de ser uma das estrelas da liga. Não foi mais do que uma peça útil para compor elenco, mas chamava bastante a atenção de quem tinha a oportunidade de vê-lo trabalhar diariamente. O último ciclo dele na liga foi no Oklahoma City Thunder, entre 2009 e 2010, onde impressionou Kevin Durant. “Eu acho que ele mudou toda a cultura da franquia pela mentalidade e pelo profissionalismo que demonstrava todos os dias. Nós olhávamos aquilo e desejávamos fazer igual”, chegou a dizer certa vez o hoje astro da equipe.

Além dos ajustes de Ollie, duas peças de Connecticut brilharam mais que as outras individualmente e foram fundamentais para que o duelo mudasse de rumo ainda antes do intervalo. Cotado para aparecer em uma da 30 escolhas de primeira rodada do próximo Draft, o armador Shabazz Napier fez 12 pontos e distribuiu seis assistências. Já o ala DeAndre Daniels saiu de quadra com um duplo-duplo ao somar 20 pontos e dez rebotes. A atuação é uma evidência da evolução deste atleta, que exerce um papel muito mais importante para o time em relação ao que tinha na temporada anterior. Fará um bom negócio se permanecer mais um ano no basquete universitário e deixar a ida à NBA para 2015.

Pelos lados de Florida, o principal destaque foi o pivô Patrick Young, dono de 19 pontos e cinco rebotes. Trata-se de um atleta de 22 anos que está no último ano universitário e aparece como possível escolha de início de segunda rodada do Draft. Tem muita força física, principalmente se comparado aos outros jogadores que ainda estão em formação. Mas apresenta bastante limitações técnicas, até mesmo para atacar perto da cesta. Também não é brilhante defensivamente. Precisará evoluir bastante para ter uma carreira minimamente relevante na NBA.

Jogadores de Kentucky comemoram vitória em jogo decidido no fim (Foto: AP)

Jogadores de Kentucky comemoram vitória em jogo decidido no último segundo (Foto: AP)

A outra partida do sábado foi decidida apenas no estouro do cronômetro. Na verdade, Wisconsin poderia chegar aos minutos derradeiros com a situação sob controle, mas essa chance foi desperdiçada com três ataques mal planejados que não resultaram em nada. Aí Kentucky igualou de novo, algo que acabou custando muito caro.

Responsável por alguns dos equívocos capitais de Wisconsin, o armador Traevon Jackson ainda ficou bem perto de terminar o duelo como herói. Ele cavou uma falta em um chute de três pontos quando o relógio se aproximava dos segundos finais e foi cobrar lances livres. Acertou dois dos três que arremessou e colocou seu time na frente por 73 a 71. O problema é que ainda havia tempo suficiente para o armador Aaron Harrison encaixar uma bola de longa distância para colocar Kentucky na liderança por 74 a 73. Jackson ainda tentou uma nova virada no fim, mas não teve sucesso.

Apesar do lance decisivo, Harrison jogou abaixo do que demonstrou durante todo o ano. Teve apenas oito pontos e três rebotes. Assim como DeAndre Daniels, de Connecticut, vai se beneficiar bastante se permanecer no torneio universitário e deixar mais para frente a disputa por um lugar na NBA. O mesmo serve para o pivô Frank Kaminsky, de Wisconsin. Dono de uma mobilidade notável para seus 2,13m, ataca bem perto da cesta e consegue ser perigoso para o adversário também longe dela. Está no terceiro ano de universidade e pode até aparecer na segunda rodada do Draft deste ano. Mas ele aumentaria as chances de ser selecionado em uma posição melhor se deixasse para se inscrever em 2015.

Outra semelhança de Kaminsky com Harrison é o fato de não ter atuado neste sábado da maneira que já mostrou ser capaz. Foram apenas oito pontos e cinco rebotes para ele, que sofreu demais com a intensa marcação montada pelo rival perto da cesta. Isso foi uma amostra de como Kentucky dominou dentro do garrafão e concentrou sua pontuação na área pintada. Principalmente por contar com alguém tão talentoso quanto o ala-pivô Julius Randle, dono de 16 pontos e cinco rebotes.

Desta vez, não teve duplo-duplo para ele. Mas não tem problema. Por tudo o que já demonstrou no torneio e também pelo esforço que exigiu da defesa adversária neste sábado, é visível que Randle não está muito distante de uma carreira brilhante na NBA. Une muito bem força física com técnica para jogar de costas para a cesta. Não à toa, aparece entre as cinco primeiras escolhas do próximo Draft na maioria das projeções de especialistas.

Além de tudo isso o que aconteceu nos dois jogos, o que chamou muito a atenção foi o público: mais de 79 mil pessoas marcaram presença no A & T Stadium neste sábado.

Eles todos, assim como quem resolveu acompanhar os embates pela televisão no mundo inteiro, não se arrependeram. Foi uma grande noite para quem gosta de basquete.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014 Euroliga, LBF, NBA, NBB | 17:42

Dez pontos para se ficar de olho em 2014

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No último texto de 2013, o blog destacou quatro jogadores que merecem atenção especial neste ano que se inicia. Dois são da NBA: Kawhi Leonard, ala do San Antonio Spurs, e Anthony Davis, ala-pivô do New Orleans Hornets. Os outros dois atuam em solo brasileiro: o ala Bruno Caboclo e o armador Ricardo Fischer, do Pinheiros e do Bauru, respectivamente. Além da verificação da evolução destas promessas, 2014 reserva outra atrações interessantes. Veja abaixo dez pontos que valem a pena ficar de olho nos próximos meses:

Faverani tem jogado cada vez menos no Celtics (Foto: Getty Images)

Faverani tem jogado cada vez menos no Celtics (Foto: Getty Images)

Vitor FaveraniO brasileiro terminou 2013 com médias de 4,8 pontos e 3,9 rebotes em pouco mais de 14 minutos de ação ao longo das 29 partidas que fez nesta sua temporada de estreia na NBA. Mas o que preocupa é o espaço cada vez mais reduzido do pivô na rotação do Boston Celtics. Titular no começo do campeonato, viu o tempo de quadra diminuir gradativamente ao ponto de não ter participado dos últimos dois compromissos do time por escolha do técnico Brad Stevens. Em dezembro, atuou apenas 10 minutos por jogo, queda considerável em relação aos mais de 16 que teve de média no mês anterior. É válido observar que Stevens, na maior parte do tempo, não utiliza um pivô de ofício. Mas nos momentos em que resolve usar, Faverani não é o primeiro nome que passa pela sua cabeça.

Indiana Pacers x Miami Heat existe um desnível muito grande entre estas duas equipes e o resto do Leste. Portanto, a não ser que um grande acidente aconteça no decorrer do percurso, a final da conferência será a mesma de 2013. Derrotado na série do último ano apenas após o sétimo duelo, o Pacers encara todo jogo desta temporada regular como uma decisão, tudo para conquistar a vantagem do mando de quadra em um provável novo embate nos playoffs. O técnico Frank Vogel sabe que qualquer vitória pode fazer a diferença e constantemente lembra seus comandados disso. Até o momento, foram dois encontros entre os times no campeonato, com uma vitória para cada lado — sempre para quem atuou dentro de casa.

Damian Lillard e os demais titulares do Portland Trail Blazers precisam de ajuda maior do banco (Foto: Getty Images)

Damian Lillard e os demais titulares do Portland Trail Blazers precisam de ajuda maior do banco (Foto: Getty Images)

Até onde vai o fôlego do Portland Trail Blazers O ala-pivô LaMarcus Aldridge tem jogado como um MVP. O armador Damian Lillard é extremamente talentoso e já mostrou capacidade de definir jogos. O ala Nicolas Batum usa sua versatilidade para contribuir em todos os fundamentos das estatísticas, além de ser um ótimo defensor. O ala-armador Wesley Matthews e o pivô Robin Lopez, também muito úteis, completam o quinteto titular, que está entre os mais fortes da NBA, sem dúvida alguma. O problema é que os cinco são responsáveis, em média, por 85,2 dos 108,2 pontos que a equipe faz por jogo. Além disso, eles ficam em quadra 35 minutos por partida. Nenhum outro time da NBA usa tanto os titulares e dependem deles de uma forma tão acentuada quanto o Blazers. A campanha hoje é de 25 vitórias e sete derrotas, a segunda melhor do Oeste. Mas para manter o ritmo e chegar aos playoffs brigando em condição de igualdade com as potências da liga, será necessária uma contribuição maior do banco de reservas.

Briga no Oeste Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs foram os dois últimos campeões da conferência e aparecem bem cotados para uma nova ida à final da NBA. O Thunder não conta no momento com Russell Westbrook, mas o armador deve voltar depois do “All-Star Game” para continuar ajudando o ala Kevin Durant, que parece estar sempre inspirado quando entra em quadra. O Spurs dispõe de um elenco rico, que permite ao técnico Gregg Popovich preservar seus principais craques nas partidas que bem entender sem que isso represente uma queda brusca no nível de competitividade. Los Angeles Clippers, Portland Trail Blazers e Houston Rockets também estão na briga. Há ainda Phoenix Suns, Golden State Warriors, Minnesota Timberwolves… times que tanto correm o risco de ficarem de fora dos playoffs como podem dar trabalho aos primeiros colocados caso se classifiquem, resultado da fortíssima concorrência que existe na conferência. Em meio a tantas possibilidades, uma coisa é certa: a exemplo dos últimos anos, a disputa pelo topo no Oeste será infinitamente mais atraente do que no Leste.

Além das quadras universitárias, disputa entre Jabbari Parker e Andrew Wiggins deve ocorrer também na primeira escolha do Draft (Foto: Getty Images)

Além das quadras universitárias, disputa entre Jabbari Parker e Andrew Wiggins deve ocorrer também na primeira escolha do Draft (Foto: Getty Images)

Draft da NBA –  Joel Embiid, pivô de Kansas? Andrew Wiggins, ala que também atua por Kansas? Ou Jabari Parker, ala de Duke? Em alguns dos principais sites especializados em Draft, são estes os atletas que aparecem projetados na primeira escolha deste ano. A esperança dos times da NBA que fazem fraca campanha nesta temporada é justamente usar um destes três ou algum outro novato qualquer para se reestruturar e viver novamente dias de glória na liga, já que a safra de calouros é considerada uma das mais fortes das últimas décadas. Se isso for mesmo verdade, teremos a oportunidade de acompanhar de perto o nascimento de várias carreiras marcantes. Mais ou menos como aconteceu em 2003, ano de ingresso de astros como LeBron James, Carmelo Anthony e Dwyane Wade.

Nikola Mirotic na NBA Nas quadras do Velho Mundo, o ala-pivô espanhol tem dado demonstrações do seu grande talento jogo após jogo. É o principal destaque de um Real Madrid que está invicto tanto na Euroliga quanto na liga espanhola. Neste ano, porém, é bem possível que ele atravesse o Oceano Atlântico. Isso porque o Chicago Bulls, que adquiriu seus direitos no Draft de 2011, tem a intenção de contar com Mirotic já na próxima temporada da NBA. Caso isso de fato ocorra, será interessante acompanhar a adaptação do atleta no melhor basquete do mundo e a forma como ele irá se encaixar no sistema de Tom Thibodeau, obcecado por defesa.

Seleção brasileira perdeu todos os quatro jogos que fez na Copa América (Foto: Fiba Americas)

Seleção brasileira perdeu todos os quatro jogos que fez na Copa América (Foto: Fiba Americas)

Mundial da Fiba A competição acontece entre 30 de agosto e 14 de setembro na Espanha e tem 20 dos seus 24 participantes já definidos. Os quatro convidados pela Fiba que preencherão as vagas restantes serão anunciados no dia 3 de fevereiro. Único país além dos EUA a participar de todas as edições do Mundial até hoje, o Brasil espera receber um destes convites, já que na Copa América foi eliminado precocemente ao perder todos os quatro jogos que realizou. Outros 14 concorrentes estão na briga, incluindo China, Grécia, Rússia e Turquia — vice-campeã do mundo em 2010.

Luiz Carlos Zanon na seleção feminina Depois de conduzir Americana aos títulos da LBF e da Liga Sul-Americana, o treinador assumiu a seleção feminina no final de março. No primeiro ano de trabalho, conduziu um processo de reformulação na equipe, dando maior espaço e responsabilidade para jovens atletas que não eram tão utilizadas assim. Como era de se esperar, o time oscilou demais, mas atingiu o seu objetivo: carimbou o passaporte ao Mundial da Turquia com o terceiro lugar na Copa América. Agora, Zanon tem como missão dar sequência ao que iniciou em 2013, aprimorando as novatas ao máximo para fazer com que a pivô Érika, uma das melhores do mundo na posição, tenha peças de apoio boas o suficiente para fazer a equipe mostrar evolução em relação à participação nas Olimpíadas de Londres.

Pinheiros é o atual campeão da Liga das Américas (Foto: Fiba Americas)

Pinheiros é o atual campeão da Liga das Américas (Foto: Fiba Americas)

Quatro brasileiros na Liga das Américas O Brasil é o país com o maior número de representantes na competição de clubes mais importante do continente. O Pinheiros é o atual campeão e defende o título conquistado em 2013. Flamengo e Uberlândia se classificaram por terem sido finalistas do último NBB. Já o Brasília carimbou seu passaporte ao vencer a Liga Sul-Americana. Cada um destas equipes está em um grupo diferente. Será que alguma delas conseguirá fazer com que o basquete brasileiro iguale os três títulos conquistados pelos argentinos?

Busca do Olympiacos pelo tri na Euroliga Campeões europeus nas duas últimas temporadas, os gregos venceram todos os dez confrontos que disputaram na atual edição e terminaram a primeira fase invictos. O elenco é tão forte que o técnico Georgios Bartzokas consegue rodar bastante as peças que tem à disposição durante os jogos. Para se ter uma ideia, quem fica mais tempo em quadra é o armador Vassilis Spanoulis, que atua por pouco mais de 27 minutos por duelo. Para levantar novamente o troféu da Euroliga, o Olympiacos terá de passar por cima de uma concorrência bastante pesada. O Real Madrid também está invicto, ao passo que Barcelona e CSKA são sempre adversários poderosos.

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