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Arquivo da Categoria Fiba

domingo, 22 de março de 2015 Fiba | 11:00

Um novo Ginóbili à disposição do basquete argentino

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Ao longo da última década e meia, Manu Ginóbili foi um dos líderes dentro de quadra da geração que permitiu ao basquete argentino viver os melhores momentos da sua história. A carreira dele já se aproxima do fim, é verdade, mas a safra futura de jogadores do país contará com os serviços de um outro representante da família. Isso porque Sebastian, irmão mais velho do ala-armador do San Antonio Spurs, foi anunciado como o novo técnico da seleção sub 19.

Sebastian Ginóbili: irmão de Manu é técnico da Argentina sub 19

Sebastian Ginóbili: irmão de Manu é técnico da Argentina sub 19

Sepo, como é conhecido na Argentina, tem 42 anos de idade. Passou 20 como atleta e foi campeão nacional uma vez, em 2008, com o Libertad Sunchales. Aposentou-se em 2012 e está apenas na segunda temporada como técnico.

À frente da seleção nacional sub 19, terá um grande desafio logo de cara: a disputa do Mundial da categoria, que acontece na Grécia entre os dias 27 de junho e 5 de julho. “Eu me sinto muito feliz porque é um grande evento”, afirmou Sepo, em entrevista ao site da Fiba, além de revelar o que Manu falou quando soube da notícia. “Ele me disse que atingi meu objetivo muito rápido, em somente dois anos. Ficou muito feliz por mim. Talvez ele acompanhe o torneio”, contou.

A Argentina fará parte do Grupo B no Mundial sub 19, ao lado de Espanha, China e Turquia. A classificação para a competição foi conquistada graças ao quarto lugar na Copa América sub 18 de 2014, da qual o Brasil foi eliminado ainda na primeira fase depois de perder todos os três jogos que disputou.

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sexta-feira, 20 de março de 2015 CBB, Fiba | 16:37

Quem ainda acredita na CBB?

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Carlos Nunes, presidente da CBB (Foto: Divulgação/CBB)

Carlos Nunes, presidente da CBB (Foto: Divulgação/CBB)

Já se passaram alguns dias, mas não dá para deixar passar batido por aqui a última da CBB (Confederação Brasileira de Basketball). A Fiba ainda não confirmou a vaga do país nos torneios masculino e feminino das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, porque ainda não recebeu da entidade duas parcelas do valor total de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,25 milhões), referente ao convite para a disputa da Copa do Mundo do ano passado, que aconteceu na Espanha.

história foi publicada no UOL no início da semana, após apuração de Fábio Aleixo e Fábio Balassiano. Diante disso tudo, vale a pena voltar um pouco no tempo e relembrar algo de outubro de 2013.

Na época, a CBB tinha acabado de enviar à Fiba uma carta formalizando o desejo de ficar com um dos convites para a Copa do Mundo masculina. Carlos Nunes, presidente da entidade, disse o seguinte: “Fizemos o dever de casa. Entregamos tudo e vamos esperar a decisão, mas está tudo bem encaminhado. Temos o apoio de todo mundo, de todos os patrocinadores”.

Deu certo. Como se sabe, o Brasil foi para a Espanha e chegou às quartas de final. A surra que levou da Sérvia na partida de eliminação não apaga a boa campanha da equipe. Acontece que Nunes falou que estava tudo bem encaminhado também com os patrocinadores. Então pagar pela vaga não seria um problema, não é verdade?

Tem mais. Ele ainda prometeu que as contas seriam equilibradas com os novos patrocínios que entrariam a partir de janeiro de 2014. “Estamos bem apoiados. Vamos superar os momentos difíceis tranquilamente”, declarou. Poucos meses depois, o balanço financeiro da CBB apontou dívida acumulada de R$ 9,5 milhões.

É improvável que as coisas tenham melhorado desde então. A dívida de agora com a Fiba deixa isso bem claro.

Ainda dá para acreditar na CBB?

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 Euroliga, Fiba, NBA, NBB | 08:00

Dez jogadores para se prestar atenção especial em 2015

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Ainda dá tempo de aproveitar o clima de início de ano e fazer listas sobre o que podemos esperar para os próximos meses, não é verdade? Foi o que fizemos por aqui ao selecionar dez jogadores que merecem atenção especial em 2015 dos fãs de basquete ao redor do mundo.

Vamos a eles, dispostos abaixo sem nenhuma ordem específica.

Jimmy ButlerJimmy Butler, ala do Chicago Bulls

O fato de ter iniciado a temporada sem uma extensão contratual com o Bulls, algo que fará dele um agente livre restrito a partir de julho, parece tê-lo inspirado. A defesa forte no perímetro sempre foi uma característica marcante de Butler, mas o que tem chamado a atenção no atual campeonato é a postura ofensiva, com constantes ataques à cesta em infiltrações e idas ao lance livre.

As médias de 20,9 pontos, 6,2 rebotes e 3,4 assistências por partida são as melhores marcas da carreira e devem levá-lo a disputar o “All-Star Game” pela primeira vez em fevereiro. Será interessante acompanhar nos próximos meses os próximos passos deste desenvolvimento e por quanto ele assinará um novo contrato.

Shabazz muhammadShabazz Muhammad, ala do Minnesota Timberwolves

Escolhido na 14ª escolha do Draft de 2013, não teve muito espaço para mostrar serviço em sua temporada de estreia. Como calouro, entrou em quadra apenas 37 vezes, recebendo menos de oito minutos por duelo, e passou um tempo na D-League.

Agora, em uma equipe mergulhada no processo de reconstrução, as oportunidades apareceram, e ele tem aproveitado muito bem. Além das investidas perto da cesta, o ala vem apresentando melhora nos chutes de três, algo que o tem ajudado a atingir 13,7 pontos em pouco mais de 23 minutos por partida. Apenas Andrew Wiggins (14,7) e Kevin Martin (20,4) têm pontuação maior no Timberwolves.

Furkan AldemirFurkan Aldemir, ala-pivô do Philadelphia 76ers

O turco de 23 anos defendia o Galatasaray até novembro, quando decidiu deixar o clube por causa de salários atrasados e tentar a sorte na NBA. Foi assim que ele acabou assinando com o Philadelphia 76ers, time que tinha adquirido os seus direitos após o Draft de 2012.

Apelidado de “Mr. Rebound” na Europa, Aldemir vem justificando a sua reputação. Ele tem jogado apenas dez minutos por partida, mas sua média de rebotes a cada 36 minutos é de 14,4 — exatamente igual à de DeAndre Jordan, pivô do Los Angeles Clippers, líder da liga no fundamento.

Rudy GobertRudy Gobert, pivô do Utah Jazz

Com sua ótima defesa ao redor da cesta, impulsionada pela capacidade atlética fora do comum para alguém de 2,16m, foi um dos pontos de referência da seleção francesa na campanha que culminou no terceiro lugar na Copa do Mundo. Gobert tem continuado a mostrar essa marcação implacável nesta sua segunda temporada na NBA.

Apesar de jogar apenas 21 minutos por partida, ele é dono da quarta maior média de tocos da liga, com 2,2 por duelo. Mesmo quando não consegue bloquear os arremessos, o pivô consegue atrapalhar bastante a vida do adversário, forçando-os muitas vezes a saírem da zona de conforto. Fazer cesta contra ele, definitivamente, não é tarefa fácil.

Dario SaricDario Saric, ala do Anadolu Efes

Muita coisa já foi falada dele por aqui. Como, por exemplo, o fato de ele ter sido o mais jovem atleta da história a ganhar o prêmio de MVP de um mês na Euroliga. Habilidoso com a bola nas mãos, dono de uma visão de jogo privilegiada e facilidade para infiltrar, Saric parece ter um futuro brilhante pela frente.

O Philadelphia 76ers, que adquiriu os seus direitos no Draft de 2014, esfrega as mãos para contar com o croata no plantel. Isso, no entanto, só vai acontecer no próximo ano, depois que o contrato com o Anadolu Efes chegar ao fim. Até lá, será interessante verificar se ele conseguirá aparecer mais vezes em posição de protagonista no basquete europeu.

Mario HezonjaMario Hezonja, ala do Barcelona

Trata-se de outra promessa croata que é cercada de grande expectativa por olheiros da NBA há muito tempo e está cotado para aparecer em uma das escolhas de loteria no próximo Draft, apesar de ainda não ter tantos minutos assim no Barcelona. Com 2,03m, tem boa altura para a posição três.

De acordo com o Draft Express, referência quando o assunto é análise de futuros jogadores da NBA, o ala de 19 anos é “capaz de converter arremessos de qualquer canto da quadra” e tem uma “excelente mecânica de chute”. Além disso, é muito bom no jogo de transição, sabe usar o drible para quebrar a defesa adversária e apresenta uma “visão intrigante da quadra, especialmente a partir do ‘pick and roll’.” Em compensação, tem alguma dificuldade para trabalhar em grupo e precisa evoluir defensivamente.

Cristiano FelicioCristiano Felício, pivô do Flamengo

Em meio aos jogadores até 22 anos de idade da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), o pivô de 2,10m tem sobrado. Na edição passada, foi o grande responsável pelo título do Flamengo. Na atual, é o líder em eficiência da competição, com médias impressionantes de 16,8 pontos e 16,3 rebotes por partida. No time principal, vem tendo desempenho ligeiramente inferior ao da última temporada, é verdade, mas isso é algo que tem acontecido com praticamente todo o elenco.

Forte e atlético para brigar por rebotes e para finalizar perto do aro, Felício também tem buscado adicionar os tiros de média e longa distância ao seu arsenal ofensivo. A evolução

Lucas DiasLucas Dias, ala do Pinheiros

Trata-se de outro nome que tem sobrado na LDB. Na atual edição do torneio sub 22, o ala de 2,07m só está atrás de Felício no ranking de eficiência, com médias de 21,5 pontos e 9,4 rebotes por partida. Com um pouco mais de espaço no time principal do Pinheiros, chamou a atenção no início do mês com a atuação perfeita durante a vitória sobre Uberlândia pelo NBB, na qual acertou todos os arremessos que tentou e marcou 23 pontos.

Pela altura, pode jogar também como um ala-pivô que busca o chute longe da cesta parar abrir espaços na defesa adversária, mas não dá para saber ao certo o que mais ele terá a capacidade de fazer. Lucas ainda tem 19 anos e potencial para se consolidar em breve como um dos grandes jogadores brasileiros dos últimos tempos.

Henrique CoelhoHenrique Coelho, armador do Minas
Recheado de jovens atletas, Minas aparece em quinto lugar na tabela de classificação da atual temporada do NBB. O promissor armador de 21 anos certamente é um dos grandes responsáveis por essa surpreendente campanha. Em meio a tantos jovens, é ele quem mais se destaca.

Nas mãos de Demétrius, Henrique vem tendo cerca de 29 minutos de ação por partida, muito mais tempo do que estava acostumado a receber em temporadas anteriores. As médias apontam 13,6 pontos, 4,3 assistências e 2,8 rebotes por duelo, números nada ruins para quem aparece pela primeira vez com um papel importante dentro de uma equipe competitiva.

Léo MeindlLéo Meindl, ala de Franca
Está ficando cada vez mais madura uma convocação do ala de 21 anos para a seleção brasileira. Se na última temporada do NBB ele já tinha causado boa impressão e emplacado atuações dignas de elogios, as coisas têm sido ainda melhores no atual campeonato. Em cerca de 34 minutos de ação por jogo, Léo registra médias de 16,3 pontos, 4,9 rebotes e 2,8 assistências por partida. Todos os números representam um recorde em sua carreira até agora.

Ainda tem pontos a evoluir, é verdade. A postura defensiva é um deles, apesar de o jogador ter 1,8 roubo de bola por jogo. O que também pode ser melhorada é a distribuição nos arremessos, buscando ainda mais os ataques à cesta ao invés da insistência nas bolas de três. Até porque o desempenho nestes chutes não é nada mais do que mediano.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015 CBB, Euroliga, Fiba, NBA, NBB, NCAA | 08:00

Dez pontos para se ficar de olho em 2015

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Há muita coisa no basquete que merece atenção neste ano que acabou de começar, algo que chega até a ser óbvio de se afirmar para quem está acostumado a acompanhar o esporte. De todas elas, o blog separou dez pontos especiais a serem verificados ao longo dos próximos meses. Veja quais e porquê.

Desenvolvimento de Kawhi LeonardO prêmio de MVP das finais de 2014 confirmou a ascensão do ala do San Antonio Spurs e colocou as expectativas em torno dele lá no alto para a atual temporada. Será que Leonard continuaria liderando o time dentro de quadra, o que provavelmente o levaria ao All-Star Game pela primeira vez e poderia até fazê-lo entrar na disputa pelo prêmio de MVP do campeonato? Por enquanto, ainda não. Os números nas estatísticas pessoais até são maiores em relação aos anos anteriores. O problema é que uma lesão no ligamento da mão direita tem o impedido de entrar em quadra desde o meio de dezembro. Ainda não há previsão para o retorno.

Kawhi Leonard: ala do San Antonio Spurs está fora de combate (Foto: Getty Images)

Kawhi Leonard: ala do San Antonio Spurs está fora de combate (Foto: Getty Images)

Dallas Mavericks e Houston Rockets reforçados A concorrência no Oeste é pesada demais. Todo mundo sabe disso, principalmente depois de o Phoenix Suns ter ficado fora dos playoffs na última temporada, apesar das 48 vitórias que somou. É por isso que os dois rivais texanos não perderam a chance de se reforçarem no decorrer do campeonato. O Mavericks foi atrás de Rajon Rondo, que surpreendentemente tem conseguido pontuar muito mais do que nos tempos de Boston Celtics. Já o Rockets buscou Josh Smith, dispensado do Detroit Pistons, em uma tentativa de melhorar uma defesa que já vinha funcionando bem. São duas apostas, até pelo estilo de jogo e pelos riscos de não se encaixarem. Mas as duas equipes sabem que os conformistas correm o grande risco de não chegarem a lugar algum nesta conferência.

Detroit Pistons sem Josh Smith – Não é exagero dizer que o time mudou da água para o vinho nos dois lados da quadra desde que Stan Van Gundy decidiu mandar Josh Smith para o olho da rua. Nos cinco jogos que disputou desde então, o Pistons não só venceu todos como conquistou a vitória com tranquilidade. A menor vantagem nesta série de vitórias foi de dez pontos, obtida sobre o Indiana Pacers. Com essa sequência, dá até para sonhar com uma vaga nos playoffs no Leste, onde é possível se classificar com campanha negativa.

A corrida contra o tempo do Oklahoma City Thunder A campanha anda na casa dos 50% de aproveitamento, o que seria bom o bastante para garantir vaga com segurança nos playoffs do Leste, mas insuficiente para o alto padrão de exigência do Oeste. As derrotas se acumularam bastante no início da temporada, no período em que Russell Westbrook e Kevin Durant estavam lesionados. Mas ambos estão recuperados agora, o que é ótimo sinal para a missão do Thunder de subir às primeiras colocações na classificação da conferência. Nos 11 jogos em que Westbrook e Durant jogaram juntos, a equipe teve nove vitórias e apenas duas derrotas.

Kevin Durant e Russell Westbrook: ausência dos craques prejudicou campanha do Thunder (Foto: Getty Images)

Kevin Durant e Russell Westbrook: ausência da dupla prejudicou o Thunder (Foto: Getty Images)

LeBron James x David Blatt – Os elogios daquela fase inicial de trabalho e o clima leve visto durante a passagem da equipe pelo Rio de Janeiro, em outubro, ficaram para trás. Contratado pelo Cavs antes de LeBron anunciar seu retorno, o treinador tem sofrido para ver em quadra a filosofia ofensiva que dizia tentar emplacar, sem conseguir extrair o melhor funcionamento dos três astros à disposição. Na defesa, então, a situação é muito pior. Os adversários não encontram dificuldade para pontuar. Como se isso tudo não fosse o bastante, Blatt já se viu cornetado algumas vezes por LeBron, que até chegou a declarar que deixaria o time no mercado de agentes livres em julho se fosse ele o problema. O que parecia um sonho para os torcedores em Cleveland, por enquanto, está mais próximo é de um pesadelo.

Jahlil Okafor, o número 1? – O pivô de Duke já aparece na maioria das projeções de especialistas como a primeira escolha do Draft deste ano. Dono de 2,11m de altura, é forte no jogo ofensivo de costas para a cesta, com um repertório muito bom de ferramentas para produzir pontos e inteligente para se virar nos momentos em que a marcação dobra. A defesa, no entanto, precisa ser aprimorada.

Jahlil Okafor: pivô de Duke tem impressionado na NCAA (Foto: Getty Images)

Jahlil Okafor: pivô de Duke tem impressionado na NCAA (Foto: Getty Images)

Agora vai, Real Madrid? Apesar do título nacional em 2013, as duas últimas temporadas terminaram com gosto amargo para o clube da capital espanhola. Com um grande elenco à disposição, chegou à final da Euroliga nos dois anos anteriores, mas foi derrotado em ambas as oportunidades. Nikola Mirotic partiu para se juntar ao Chicago Bulls na NBA, mas o Real Madrid foi buscar o ala argentino Andrés Nocioni e o pivô mexicano Gustavo Ayon. Será que chegou a vez de finalmente passar do quase?

Disputa pelo trono no Brasil O Flamengo ganhou tudo o que disputou em 2014 e ainda teve a chance de disputar três partidas de pré-temporada nos EUA, contra Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies. Nenhuma outra equipe brasileira passou perto de ter o mesmo brilho. Aí Bauru se movimentou bastante no mercado antes da atual temporada. Contratou muito bem, já faturou o Paulista e a Liga Sul-Americana e desponta como a maior ameaça ao reinado dos cariocas no Brasil e nas Américas.

Jovens terão mais espaço no NBB? A boa campanha do Minas, que preferiu dar mais tempo de quadra aos atletas que revela ao invés de investir pesado em medalhões, tem mostrado que é possível apostar nos jovens sem comprometer a competitividade. Ainda assim, entre os 20 jogadores com maior média de minutos por partida neste NBB, apenas três são brasileiros e ainda não atingiram os 30 anos de idade: Davi (armador do Basquete Cearense), Léo Meindl (ala de Franca) e Ricardo Fischer (armador de Bauru). Quando isso vai mudar?

Pré-Olímpico Conforme o próprio Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina, havia dito em dezembro, ainda não há a certeza sobre a participação do Brasil nas Olimpíadas de 2016 — apesar de elas acontecerem no Rio de Janeiro. Caso não tenha a vaga garantida, o Brasil terá de conquistá-la no Pré-Olímpico das Américas deste ano, que acontecerá no México. Neste caso, com quem o treinador poderia contar? Será que vem drama por aí?

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014 Fiba, NBA, NBB | 00:22

Fecha a conta, 2014

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O San Antonio Spurs deu uma aula de basquete, vingou-se em grande estilo do Miami Heat e se sagrou campeão da NBA pela quinta vez na sua história em 2014. Por aqui, o Flamengo reinou. Abocanhou a Liga das Américas, faturou o bi do NBB e bateu o Maccabi Tel Aviv na final do Intercontinental. Na Copa do Mundo, a seleção brasileira masculina caiu diante da Sérvia nas quartas de final, enquanto a feminina foi eliminada nas oitavas, despedindo-se com apenas uma vitória em quatro partidas. Os Estados Unidos sobraram em ambas.

Todo mundo que gosta de basquete e visitou esse espaço nos últimos meses está cansado de saber disso tudo. Não é necessário então, no último dia de 2014, fazer aquela retrospectiva nos moldes tradicionais, contando tudo o que aconteceu de mais importante ao longo do ano. Daria um trabalho imenso para um retorno que seria mínimo. Afinal de contas, precisa contar mesmo tudo isso o que já listamos no primeiro parágrafo? É claro que não.

Só resta mesmo neste momento agradecer a vocês, leitores, que acompanharam, colaboraram com informações e deram tocos. Que venha outro ano de muitas cestas de três e pontes aéreas para todos nós.

Até 2015!

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 CBB, Fiba, NBA, NBB | 17:45

Magnano diz ter jovens no radar para a seleção. Desde que joguem

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Rubén MagnanoO técnico Rubén Magnano apareceu no almoço que a CBB organizou em São Paulo para comemorar os 50 anos da conquista da medalha de bronze nas Olimpíadas de 1964, nesta terça-feira. Em uma conversa de cerca de 15 minutos com os jornalistas, ele falou basicamente sobre o Mundial da Espanha. Fez um balanço positivo da campanha, que terminou diante da Sérvia nas quartas de final. O raciocínio completo pode ser encontrado na matéria publicada no iG Esporte.

Além disso, Magnano também comentou sobre as possibilidades de renovação do elenco, uma vez que muitos dos que integraram a equipe brasileira no Mundial já atingiu a casa dos 30 anos. Isso para não lembrar que o grupo que foi à Espanha é praticamente o mesmo que disputou as Olimpíadas de Londres, em 2012. Há jovens no radar do treinador?

“Com certeza”, respondeu Magnano. “Estou sabendo de como eles andam. Posso dizer que avalio essa situação dia a dia. Mas espero que nossos jovens consigam jogar nas equipes onde estão hoje. Não adianta estarem em um time e não jogarem. Assim, é difícil alguém chegar na seleção e contribuir. Atrapalha muito, tenho certeza disso. Mas estou muito esperançoso nos jovens que estão fazendo um bom trabalho. Vamos ver se darão certo na seleção.”

Quando o comandante da seleção brasileira trata como fundamental que os atletas estejam jogando em seus times, pensar imediatamente na dupla do Toronto Raptors torna-se algo inevitável. Bruno Caboclo e Lucas Bebê só entraram em quadra até agora naquela vitória sobre o Milwaukee Bucks, na qual ambos pontuaram e deixaram impressão positiva, relativamente. Em um time que compete pelas primeiras posições do Leste, é provável que eles continuem atuando poucas vezes.

Surpresa zero. Todo mundo sabia, antes mesmo do início da temporada da NBA, que Bruno e Lucas seriam tratados pelo Raptors como projetos para o futuro, algo completamente natural para dois calouros. Eles próprios tinham ideia de que a situação seria assim, que precisariam ter muita calma e olhar as coisas pensando no futuro. Isso serve também para a seleção brasileira. Pelo o que disse Magnano, é difícil que ambos sejam lembrados já nas próximas convocações. Paciência. Faz parte do processo do qual fazem parte agora.

Raulzinho: elogios do chefe (Foto: Fiba/Divulgação)

Raulzinho: elogios do chefe (Foto: Fiba/Divulgação)

Além deles, há alguns outros jovens brasileiros espalhados pelos campeonatos do mundo. Rafael Luz e Augusto Lima, por exemplo, têm algum destaque em suas respectivas equipes na Espanha e já foram lembrados por Magnano em outras oportunidades. Quem também atua no país europeu é Raulzinho, que acabou sendo levado para o Mundial e agradou bastante o treinador. “Penso que ele tem muita chance de assumir a condução da seleção muito em breve”, declarou.

Mas a questão da renovação parece ficar comprometida quando se olha para o que acontece dentro do país. Entre os 20 jogadores com maior média de minutos por partida neste NBB, apenas três são brasileiros e ainda não atingiram os 30 anos de idade: Davi (armador do Basquete Cearense), Léo Meindl (ala de Franca) e Ricardo Fischer (armador de Bauru).

Por que isso acontece?

“Acho que é uma questão a ser resolvida diretamente com os treinadores”, disse Magnano. “Acredito neles. Se não colocam os moleques, é porque eles não são capazes de produzir tudo o que os experientes produzem. Mas não acho que seja um problema do Brasil. Acontece na NBA, na Europa e em qualquer outro lugar. E se não joga, não adianta. A competição é muito importante para a formação de um atleta. Por sorte, existe a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete) no Brasil. Todos os meninos até 22 anos podem jogar e desenvolver alguma coisa. Pessoalmente, preferia ter uma quantidade maior de jovens em ação no NBB. Mas não posso dar uma resposta concreta com relação a isso”, finalizou.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 Fiba, NBA | 21:27

Basquete espanhol presta homenagem a “pioneiro”, morto há 25 anos

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Fernando MartinO dia 3 de dezembro é uma data muito triste para o esporte espanhol. Foi neste mesmo dia, no ano de 1989, que o ex-pivô Fernando Martín morreu um acidente de carro em Madri, na mesma cidade onde tanto brilhou e se tornou ídolo. Ele tinha apenas 27 anos e era considerado o grande nome do basquete no país.

Martín foi o primeiro espanhol a atuar na NBA. Ele assinou com o Portland Trail Blazers e participou de 24 partidas na temporada 1986/87. Em um time que marcava presença constantemente nos playoffs e estava construindo caminho para chegar à decisão ao final daquela década, ele não teve tanto espaço para mostrar serviço. As médias foram de 0,9 ponto e 1,2 rebote em cerca de apenas 6 minutos de ação por duelo.

Mas os números discretos não diminuem a importância daquela trajetória. “Fernando Martín é uma figura emblemática para o esporte espanhol e, principalmente, para o basquete”, disse Pau Gasol ao jornal Marca. “Foi o pioneiro entre os jogadores espanhóis que chegaram à NBA, e isso ficará marcado para sempre. Deve-se valorizar bastante a tentativa dele em uma época muito mais difícil de se dar esse salto, em um tempo no qual as diferenças entre as duas escolas de basquete eram bem grandes. Martin foi atrevido e merece todo o reconhecimento possível.”

Passar pela NBA nos anos 1980 foi um grande feito, mas Martín alcançou o status de ícone do basquete espanhol por outros motivos. Com a seleção nacional, ele conquistou a medalha de prata no EuroBasket de 1983 e nas Olimpíadas do ano seguinte. Além disso, foi quatro vezes campeão nacional pelo Real Madrid, que aposentou a camisa 10 depois da sua morte, e entrou na lista que a Fiba anunciou em 1991 dos 50 melhores do mundo.

Em 2009, o ala-armador Rudy Fernandez participou do concurso de enterradas do “All-Star Game” e fez uma homenagem a Martin. Ele vestiu a camisa utilizada pelo ex-pivô em Portland, onde também atuava na época.

Fernandez, Gasol e alguns outros jogadores levaram o basquete espanhol ao auge nos últimos anos. Chegaram a duas pratas olímpicas, ao histórico título mundial de 2006 e construíram a geração mais vencedora do país em todos os tempos. Mas não foram os primeiros no país a encantar o resto do planeta. E sabem muito bem disso.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014 Fiba, NBA | 19:39

De Chapu, e de todos nós, para Chapu: descanse em paz, gênio

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O jogo físico, que incomoda muitos adversários, e a disposição fora do comum dentro das quadras não são as únicas marcas registradas de Andrés Nocioni. O ala argentino também é conhecido no basquete por um apelido que recebeu ainda na infância, justamente por se mostrar incansável desde cedo: Chapu. Trata-se, obviamente, de uma referência a Chapolin Colorado, personagem brilhantemente interpretado por Roberto Bolanõs na série mexicana que leva o mesmo nome.

Nascido em 1979, Nocioni é apenas uma das milhões de pessoas espalhadas pela América Latina que cresceram nas últimas três décadas se divertindo com as inocentes piadas do Chapolin, do Chaves ou de qualquer outra figura que ganhou vida graças a Bolaños. Nesta sexta-feira, todos essas risadas deram lugar à profunda tristeza com a notícia da morte do humorista, aos 85 anos.

chapu

Como mostra a imagem acima, Nocioni recorreu ao Twitter para fazer uma singela homenagem. A sigla digitada por ele significa “que en paz descanse”. O adjetivo em seguida não precisa de tradução. Também é a maneira mais eficiente de definir alguém como Bolaños.

Marcar a vida de uma geração não é fácil. Fazer isso com mais de uma sem cansar o público ou parecer ultrapassado, então, nem se fala. Isso tudo de maneira pura. Sem palavrões, corpos semi-nus ou qualquer outro item apelativo que parece constar no repertório dos humoristas hoje em dia.

Bolaños, definitivamente, não foi qualquer um. É difícil imaginar que alguém um dia volte a fazer algo parecido. Nocioni disse o que muita gente ao redor do mundo também sente nesta triste sexta-feira.

E agora? Quem poderá nos defender?

Provavelmente, ninguém. Só mesmo a memória de tudo o que Bolaños já produziu.

Obrigado por tudo, gênio. Contaremos sempre com sua astúcia.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014 Fiba, NBB | 22:50

Campeão incontestável, Bauru dá sinais de que pode voar ainda mais alto

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Não havia exagero algum por parte de quem colocava Bauru como favorito na decisão da Liga Sul-Americana. Em uma oportunidade anterior ao longo da competição, o próprio Paco Garcia, técnico de Mogi das Cruzes, comparou a marcação sobre o rival a uma tentativa de alguém se proteger do frio com um cobertor curto. “É bola de fora, é força lá dentro… Eles são tão bons que alguma coisa tende a ficar descoberta”, chegou a dizer o espanhol.

Mas alguém poderia imaginar um favoritismo tão gigantesco dos bauruenses? Ou um cobertor tão minúsculo dos mogianos? Pois foi isso o que se viu nesta quinta-feira. Foram 40 minutos de massacre nos dois lados da quadra, que culminaram em uma vitória pelo placar de 79 a 53. Vitória maiúscula, cheia de propriedade. Conquista tão avassaladora quanto incontestável de um time montado exatamente para isso: alcançar grandes feitos.

Bauru comemora conquista da Liga Sul-Americana (Foto: Fiba Americas)

Bauru comemora conquista da Liga Sul-Americana (Foto: Fiba Americas)

Quem tirou a noite desta quinta-feira para acompanhar um duelo parelho e cheio de emoção não demorou a se frustrar. O placar ficou apertado somente nos minutos iniciais, quando ambas as equipes abusaram dos erros de ataque e pouco pontuaram. Ainda assim, a série de rebotes ofensivos já sugeria um domínio de Bauru. É que a bola teimou em não entrar mesmo no primeiro momento.

Mas depois entrou. Aí, o jogo acabou. O acesso a Rafael Hettsheimeir no garrafão encontrou pouca resistência. Do outro lado da quadra, a defesa fez o sistema ofensivo de Mogi se mostrar completamente improdutivo, incapaz de se infiltrar nos arredores do aro e excessivamente dependente de Shamell — que, bem marcado, forçou algumas bolas e não conseguiu encontrar companheiros em melhor posição para a definição.

A partida já se desenhava bastante favorável aos donos da casa, ajudados por erros atrás de erros do oponente nas rotações defensivas. Quando Alex e Robert Day, que começou no banco de reservas, passaram a converter tiros de longa distância em série, definiu-se tudo, praticamente.

Já no segundo quarto, Mogi viu a diferença no marcador chegar a 20 pontos. Descontar isso tudo na casa do adversário até era possível, mas extremamente difícil. Ou melhor: improvável, diante do que foi possível observar no desenrolar do confronto.

Os comandados de Paco Garcia pareciam completamente rendidos, sem forças para mostrar qualquer reação. Não por falta de vontade, é bom que fique claro. Mas pela ampla superioridade do adversário em cada centímetro quadrado dentro das quatro linhas.

Larry Taylor costura a defesa de Mogi (Foto: Fiba Americas)

Larry Taylor costura a defesa de Mogi (Foto: Fiba Americas)

Dá até para dizer que a maior demonstração de vibração por parte de Mogi ao longo da segunda metade foi vista fora de quadra, quando o pivô Daniel Alemão discutiu intensamente com Paco. De longe, tendo apenas a televisão como aliada, não foi possível detectar ao certo o teor da conversa, muito menos a motivação daquilo tudo. Mas trata-se de uma situação inadmissível em uma final de campeonato. Só atrapalha, quem quer que seja. Para uma equipe em posição de tamanho desconforto dentro do jogo, então, nem se fala.

Mas não foi isso o que definiu a história do encontro desta quinta-feira. Bauru manteve pelo menos duas dezenas de vantagem durante o tempo todo, apenas esperando pelo final do 40º minuto do embate. Quando isso aconteceu, festejou ao lado de uma torcida fanática, que inevitavelmente nutre a esperança de viver ainda mais momentos como esse no futuro próximo.

E por que seria diferente?

Robert Day já havia comentado que o time ainda está em busca do melhor funcionamento e que o ideal seria atingir esse ponto máximo de encaixe das peças todas na reta final da temporada. O que não anula a sensação de evolução nesse sentido ao final de cada treino.

Em quadra, isso já é bastante visível. Tão bem comandado por Guerrinha, esse time vem comprovando que é muito mais do que uma mera reunião de atiradores de elite. As bolas de longa distância ainda são a principal característica. Deverão continuar sendo, mas reduzir a isso o sucesso alcançado não seria justo. Dá para ignorar o peso que a defesa e as ações ofensivas próximas à cesta tiveram na conquista da Liga Sul-Americana?

Depois de dois títulos estaduais, Bauru é campeão da Liga Sul-Americana e dá toda a pinta de que pode ir além. Já dá para imaginar uma séria ameaça ao reinado do Flamengo no NBB e na Liga das Américas.

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Fiba, NBB | 07:59

Robert Day coloca pontaria à disposição de Bauru, mas não se importaria em aparecer menos para ser campeão

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Robert Day: mão quente contra Brasília (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Robert Day: mão quente contra Brasília (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Os torcedores que acompanhavam mais de perto os jogos de Uberlândia até sabiam quem era Robert Day antes daquele 29 de janeiro de 2011. Mas a maior parte das pessoas que hoje o conhecem foram introduzidas mesmo a ele graças aos 50 pontos no Jogo das Estrelas em Franca, turbinados por um caminhão de bolas de três.

Foi essa pontaria calibrada do norte-americano de 32 anos que ajudou a construir aquele que talvez tenha sido o momento mais marcante de Bauru ao longo da Liga Sul-Americana. Depois de perder de Brasília no primeiro tempo por 49 a 40, na primeira partida do quadrangular semifinal, os bicampeões paulistas mudaram completamente a história do jogo assim que voltaram dos vestiários. Não só passaram à frente como abriram distância segura no marcador, liderados justamente por sete chutes certeiros de longa distância de Day.

“Esse é meu jogo”, disse o ala ao blog. “Tenho outras características também, mas a principal é essa. E é o que me fez ficar conhecido.”

Esse episódio está a um passo de compor uma história de sucesso. Nesta quinta-feira, Bauru entra em quadra diante da sua torcida para disputar o título da Liga Sul-Americana com Mogi das Cruzes.

Nova chance de fazer cesta aos montes e liderar essa tão sonhada conquista? Pode até ser, mas Day não se preocupa com isso. Sabe que há muitas armas capazes de decidir no time e não se importaria em aparecer um pouco menos. “Todo mundo aqui está preparado para e pensando no grupo. Esse é o caminho para sermos campeões”, declarou o norte-americano.

Veja abaixo o bate-papo com Robert Day:

BLOG: De uma maneira geral, você ficou conhecido do público com as bolas de três no Jogo das Estrelas de 2011. É mesmo a sua maior arma em quadra, certo?

Robert Day: Sim. Acho que trabalho muito para ficar livre e arremessar essas bolas com um pouco mais de espaço. Os caras do time me conhecem e fazem um bom trabalho no sentido de me liberarem para o chute. Esse é meu jogo. Tenho outras características também, mas a principal é essa. E é o que me fez ficar conhecido.

Robert Day: bolas de três à disposição de Bauru (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto)

Robert Day: bolas de três à disposição de Bauru (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto)

BLOG: Em Uberlândia, você era o principal definidor das jogadas de ataque. Agora, há muita gente neste time acostumada a esse mesmo papel. Como é o ajuste à nova realidade?

Robert Day: É uma situação diferente mesmo. Não vou ter sempre o volume de jogo que tinha em Uberlândia. Ninguém deve ter. Um jogador diferente vai aparecer mais que o outro a cada hora, depende do adversário e da maneira como estivermos sendo marcados. Todo mundo aqui está preparado e pensando no grupo. Esse é o caminho para sermos campeões.

BLOG: Por todas as contratações que foram feitas, há um senso comum de que Bauru será a maior ameaça ao Flamengo, tanto no NBB quanto em níveis continentais. O time já está perto deste ponto?

Robert Day: Acho que ainda temos muito trabalho pela frente, muita coisa a ser melhorada. Mas estamos a cada dia que passa nós estamos chegando lá. Precisamos ter mais paciência e começar melhor os jogos. Buscamos evoluir como grupo a cada treino e chegar ao alto nível que desejamos no final da temporada. Atingir esse nível agora dá uma chance de que exista alguma queda um pouco depois. Um time campeão cresce a cada mês e alcança o ponto mais alto no final da temporada.

BLOG: Quanto fez falta jogar sem Murilo, desfalque até o quadrangular semifinal, e quanto entende que ele pode facilitar a vida dos chutadores deste time quando estiver na sua melhor forma?

Robert Day: A volta dele traz uma outra cara para o nosso jogo. Ele é um pivô que cai mais para dentro do garrafão do que o Rafael Hettsheimeir e o Jefferson. Pode ajudar bastante porque nos dá um novo jeito de atacar. Ele é alguém que faz bons bloqueios e entra com força perto da cesta para finalizar em volta do aro. É uma arma que nos ajuda muito.

BLOG: Vocês estão a um passo do título sul-americano. Como imagina que seria o tamanho dessa conquista para a cidade e também para esse elenco recém-formado?

Robert Day: Esse título é algo que não dá para mensurar, principalmente para o torcedor bauruense. Vamos entrar em quadra com a chance de fazer história para essa cidade e principalmente para a torcida, que pode ver um título internacional dentro de casa. Mas para isso temos que jogar basquete e temos jogadores com experiência em decisões. Estamos focados e contamos com a nossa torcida nesse jogo.

BLOG: Sobre o adversário da decisão, o que imagina que será chave na partida para se chegar à vitória sobre Mogi das Cruzes?

Robert Day: Este será o quarto jogo contra eles na temporada. As equipes se conhecem bastante, o que faz com que a partida seja mais equilibrada ainda. Acredito que dentro de quadra os jogadores vão dar o máximo, e essa determinação será o diferencial.

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