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quinta-feira, 12 de março de 2015 LBF | 15:43

“Pode ser que ajude um pouco o basquete feminino brasileiro”, diz Clarissa sobre vaga na WNBA

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O prêmio de MVP do Jogo das Estrelas da LBF (Liga de Basquete Feminino) foi apenas a cereja do bolo para Clarissa. Uma das jogadoras de maior impacto dentro do país já há algum tempo, a pivô de 27 anos partirá para os Estados Unidos assim que encerrar a participação com Americana no torneio nacional. O destino será o Chicago Sky, vice-campeão da última temporada da WNBA. Notícia que ela imagina ser capaz de causar algum tipo de impacto não apenas na própria carreira.

“Pode ser que ajude um pouco o basquete feminino brasileiro no sentido de dar motivação a atletas do futuro e a mostrar que coisas boas também acontecem por aqui, que há evolução”, disse Clarissa ao Triple-Double. “Talvez isso possa gerar mais patrocínios à modalidade, permitindo maior investimento para elevar a qualidade do campeonato de uma maneira geral.”

Clarissa: pivô tem sobrado na LBF há algum tempo (Divulgação/LBF)

Clarissa: pivô tem sobrado dentro do Brasil há algum tempo (Divulgação/LBF)

As portas que se abriram não surpreenderam quem a acompanha de perto no dia a dia. “Ela merece muito”, afirmou a ala-pivô Damiris, companheira de Clarissa em Americana e que também atua na liga norte-americana, defendendo o Minnesota Lynx. “É uma batalhadora e me ajudou muito desde sempre, seja me incentivando ou puxando a minha orelha nos momentos em que foi preciso, me dizendo que eu precisava treinar mais forte. Espero que ela tenha sucesso e continue no time por muito tempo.”

Com relação ao Chicago Sky, Clarissa admitiu conhecer apenas “algumas coisas”. Sabe que o vice-campeonato de 2014 representa uma ascensão de um time que se classificou apenas duas vezes para os playoffs. Entre as futuras colegas de elenco, destacou a talentosa ala-armadora Elena Delle Donne, eleita a melhor novata da WNBA em 2013, e a ala Tamera Young, que joga pelo América na LBF. “Vou ainda ficar mais por dentro de tudo até chegar lá”, prometeu a brasileira.

Na atual edição da LBF, a pivô tem médias de 16,4 pontos, 11,2 rebotes e 2,3 roubos de bola por partida. É ela quem lidera o ranking de eficiência da competição, com um índice de 24,3. Graças em grande parte às suas atuações, Americana venceu 15 dos 16 jogos que disputou e aparece no topo da tabela de classificação.

Clarissa e Damiris lado a lado na seleção brasileira (Foto: Divulgação/Fiba)

Clarissa e Damiris lado a lado na seleção brasileira (Foto: Divulgação/Fiba)

Mas tudo isso ficará para trás assim que ela chegar nos Estados Unidos, onde o nível de competitividade é muito maior. “Devo chegar e fazer o que faço sempre, que é dar o meu melhor no dia a dia e trabalhar duro. Vejo as coisas como se fosse um jogo de vídeo-game, em que as fases são cada vez mais difíceis e você vai aprendendo durante a caminhada”, comparou Clarissa.

Nas vezes em que foi submetida a testes mais desafiadores aos que está acostumada a enfrentar, ela respondeu relativamente bem. As médias com a seleção brasileira no Mundial do ano passado foram de 10,2 pontos e 7,0 rebotes por jogo. Nas Olimpíadas de 2012, os números tinham sido ainda melhores: 12,6 pontos e 9,0 rebotes por partida. Resta saber como ela se sairá na próxima fase do vídeo-game.

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domingo, 8 de março de 2015 LBF, NBB | 01:15

Fim de semana em Franca termina com saldo positivo

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A edição de 2015 do Jogo das Estrelas chegou ao fim. A festa em Franca foi muito bem organizada, contou com um público vibrante no ginásio e acabou ficando marcado por unir, pela primeira vez, NBB e LBF. Com a experiência de quem já tinha acompanhado de perto o evento em outras três oportunidades, é possível dizer com alguma segurança que as coisas estão cada vez melhores. De uma maneira geral, o saldo foi positivo, como aponta o balanço abaixo.

Pedrocão recebeu ótimo público (Foto: Fotojump/Brasil)

Pedrocão recebeu ótimo público (Foto: Fotojump/Brasil)

Pontos altos

* O nível de intensidade demonstrado pelas jogadoras no duelo feminino, algo que já foi destacado por aqui. É bem raro encontrar tamanha seriedade por parte de atletas em partidas festivas.

* Palco do evento, o Pedrocão estava impecável do ponto de vista estético. Pelo menos dos portões do ginásio para dentro. Os painéis de LED colocados em volta da quadra favoreceram a transmissão de informação ao público e a exposição dos patrocinadores.

* As competições individuais tiveram boa dose de emoção, chegando a superar em alguns momentos o “All-Star Game” da NBA. O próprio Arnon de Mello, diretor-executivo da liga norte-americana no país, concordou com isso.

* Demorou para lotar nos dois dias, mas o público não só acabou aparecendo com força em ambos como se mostrou bastante participativo, embarcando nas animações que aconteceram durante os intervalos, aplaudindo incansavelmente os ídolos do passado e os jogadores da casa e vaiando atletas como Alex e, principalmente, Nezinho — fruto da rivalidade de outros tempos com Ribeirão Preto.

* Duas faixas entre os torcedores chamaram a atenção. “Força, Jefferson. Estamos com você”, dizia uma, em referência ao ala-pivô do Bauru que rompeu o tendão de Aquiles e só volta a jogar na próxima temporada. “Cipolini #15 monstro”, era a mensagem da outra, homenageando o ala-pivô do Brasília. São atos simples, mas que comprovam o grau de envolvimento das pessoas por trás destes cartazes com outras equipes do NBB. São mais do que meros espectadores, e construir uma base de fãs apaixonados é excelente para o campeonato.

* Fausto, Paulão, Chuí, Robertão e Edu Mineiro deram nome aos trios do Arremesso das Estrelas. Hélio Rubens foi um dos jurados do torneio de enterradas e ouviu uma longa sessão de aplausos quando foi apresentado antes da competição. A reverência a grandes nomes do passado é fundamental para se preservar a história do basquete brasileiro.

* Quem também marcou presença no Jogo das Estrelas foi Horace Grant, ala-pivô titular do primeiro tricampeonato do Chicago Bulls e que também foi campeão uma outra vez da NBA com o Los Angeles Lakers. A participação de alguém com esse currículo na melhor liga de basquete do mundo ajuda a dar um brilho a mais ao evento.

* Grant não esteve apenas no ginásio nos dois dias de atividades. Na manhã de sexta-feira, ele visitou o Recanto da Esperança, uma instituição em Franca que acolhe crianças e adolescentes de maneira provisória ou, em alguns casos, definitiva. Essa interação com a comunidade não é algo novo no Jogo das Estrelas, felizmente, e é ótimo que continue acontecendo.

* O Jay Jay, mascote do evento, se transformou durante a partida das estrelas da LBF em Jay-Lo, personagem apresentado ao público como a mulher do casal. Foi uma coisa muito simples, mas de muito bom gosto, que deu um toque ainda mais feminino à festa.

* Também foi de extremo bom gosto o ato de homenagem às mulheres após o duelo das estrelas da LBF. Os homens, que iriam se enfrentar ali em seguida, entraram em quadra carregando uma flor cada um para entregar às jogadoras.

* O fato de os atletas terem se hospedado no mesmo hotel fez com que a recepção se transformasse em uma gigantesca zona mista. Foi um prato cheio para os jornalistas. Deu para conversar tranquilamente com muita gente nestes dias, o que favorece uma exposição muito maior do NBB e da LBF nos próximos dias em veículos que marcaram presença em Franca.

Jogadoras da LBF receberam flores (Foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto)

Jogadoras da LBF receberam flores (Foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto)

Pontos baixos

* A internet para a imprensa no ginásio só foi funcionar com alguma consistência durante o confronto entre as estrelas do NBB, ou seja, já na reta final do evento. Problema que pode ter atrapalhado o trabalho de muita gente, mas que também impediu os jornalistas ali presentes de comentarem em tempo real o que acontecia de mais interessante — algo que ajudaria a ampliar a repercussão do evento.

* As janelas de entrevistas durante o evento deixaram a desejar. Conversar com qualquer um dos vencedores das competições individuais na sexta-feira, por exemplo, foi uma missão extremamente complicada. Isso porque eles se viam forçados a darem autógrafos a alguns torcedores que conseguiram aparecer na quadra. A atenção ao público é indispensável, obviamente, mas é algo que poderia ocorrer em seguida. Depois do embate feminino, então, o barulho do microfone na quadra representou um grande obstáculo na hora de entender o que as atletas diziam.

* Sobraram ídolos francanos, mas faltaram outros personagens da história do basquete brasileiro. Horace Grant, por exemplo, foi chamado ao centro da quadra durante as partidas do sábado para ouvir os aplausos dos torcedores. Hortência, Alessandra e Adriana Santos, campeãs do mundo com a seleção brasileira em 1994, também estavam lá e mereciam uma homenagem.

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

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sábado, 7 de março de 2015 LBF | 16:24

Jogo sério e clima de revanche no desafio das estrelas da LBF

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As partidas festivas não costumam ter a competitividade como característica mais marcante. Na maioria das vezes, o mesmo alto nível de intensidade visto em duelos pelas competições oficiais aparece somente na reta final. Não foi isso o que se viu, porém, no Jogo das Estrelas da LBF.

Em um confronto levado bastante a sério desde o início por cada uma das jogadoras que pisaram no ginásio do Pedrocão neste sábado, as brasileiras lideraram durante a maior parte do tempo e venceram pelo placar de 78 a 73. A pivô Clarissa, que defende o Americana e que acabou de assinar com o Chicago Sky para a próxima temporada da WNBA, foi eleita a MVP do evento, com 26 pontos e 17 rebotes.

Clarissa, MVP do Jogo das Estrelas da LBF (Foto: William Lucas/Inovafoto/Bradesco

Clarissa, MVP do Jogo das Estrelas da LBF (Foto: William Lucas/Inovafoto/Bradesco

“No masculino tem festa, mas o Jogo das Estrelas no feminino é para ganhar”, disse Antonio Carlos Vendramini, técnico de Clarissa em Americana e que foi um dos selecionados para comandar a equipe brasileira no duelo das principais jogadoras da LBF.

“Antes do jogo, nós nos reunimos, desenhamos uma quadra e distribuímos cada uma nas devidas posições. Demos também alguma liberdade para elas atuarem porque elas podem jogar assim, mas também buscamos organizar algumas coisas. As próprias jogadoras também foram se acertando durante a partida”, explicou.

O resultado do ano anterior, quando as estrangeiras ficaram com a vitória, ajudou a impulsionar o clima de competitividade. “Estávamos com aquilo engasgado até agora”, admitiu a ala-pivô Damiris, que também atua em Americana e joga pelo Minnesota Lynx na WNBA. “Ninguém gostou de perder. Ficamos um tempo antes deste jogo trocando mensagens umas com as outras, estávamos bem concentradas na busca por uma vitória desta vez. Foi gostoso dar o troco.”

Já Clarissa preferiu seguir uma outra linha de raciocínio. Não demonstrou tanto sentimento de revanche ao conversar com os jornalistas após o jogo, mas também não ignorou a importância do resultado. “A gente veio para se divertir também, para dar o melhor espetáculo possível para o público que assistiu ao jogo, mas todo mundo gosta de ganhar”, afirmou.

O melhor espetáculo possível de qualquer jogo, oficial ou não, passa pelo nível de intensidade. Não há nenhum outro elemento mais eficiente do que esse.

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

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quinta-feira, 5 de março de 2015 LBF, NBB | 19:29

Jogo das Estrelas “caiu no colo” da LBF e teve “troca legal” do NBB com a Globo

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A possibilidade de realizar a sua versão do Jogo das Estrelas junto com o NBB apareceu para aliviar os problemas da LBF (Liga de Basquete Feminino). Pelo menos foi isso o que deu a entender Márcio Cattaruzzi, presidente da entidade, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira em Franca, cidade que recebe o evento.

“Vínhamos batalhando para conseguir realizar o evento. Não estávamos encontrando uma solução, aí caiu no nosso colo a ideia de fazermos junto com o masculino. É um motivo de muita satisfação e de orgulho estar participando desta festa, e ainda por cima em Franca, terra do basquete reconhecidamente no Brasil todo”, afirmou Cattaruzzi.

Márcio Cattaruzzi, presidente da LBF (Divulgação/LBF)

Márcio Cattaruzzi: presidente da LBF admite que Jogo das Estrelas “caiu no colo” (Divulgação/LBF)

A veterana armadora Adrianinha, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de 2000 e um dos principais nomes do basquete feminino na última década, concordou com a linha de pensamento. “Espero que a gente pegue carona no crescimento do basquete masculino. A LBF é uma liga de muito valor e queremos mostrar nosso potencial”, disse ela.

Não é nada de outro mundo. Os dois falaram algo que até já foi comentado por aqui uns dias atrás. Para a liga feminina, trata-se de uma ótima oportunidade de surfar na onda do masculino e desfrutar de uma exposição que certamente não teria se organizasse sua festa sozinha.

Para o campeonato masculino, a união também é interessante. “Isso tende a massificar o esporte no Brasil”, disse Cássio Roque, presidente da LNB, organizadora do NBB. “É um dos trabalhos que temos de desenvolver. Quanto mais forte ele for, melhor será para o basquete.”

Após a coletiva, Roque conversou um pouco mais com o blog sobre algumas outras questões organizacionais do evento. Exaltou, por exemplo, os primeiros frutos que vêm sendo colhidos da parceria com a NBA. “Temos dois patrocinadores que vieram graças a eles exclusivamente para o evento, já é um grande passo”, observou, referindo-se à Adidas e à TAM.

Cássio Roque, presidente da LNB, revela "troca legal" com a Globo (Foto: Fotojump/LNB)

Cássio Roque, presidente da LNB, revela “troca legal” com a Globo (Foto: Fotojump/LNB)

Ele comentou ainda o fato de o Jogo das Estrelas não contar com transmissão da Globo desta vez, ao contrário do que vinha acontecendo em anos anteriores. “Como o evento já conta com um público cativo, entendemos que poderia muito bem permanecer apenas no SporTV. Fica com mais cara de acontecimento esportivo dessa maneira, com atrações de duração um pouco maior. Por outro lado, negociamos a possibilidade de mudar o formato da final do campeonato e contar com até duas partidas transmitidas em TV aberta. Foi uma troca legal que fizemos”, analisou.

Depois de o título ter sido decidido em partida única nas três últimas temporadas, o NBB voltará a conhecer o campeão neste ano em uma série de playoff, que será disputada no formato melhor de três. O segundo duelo certamente será exibido pela Globo. O mesmo acontecerá com o terceiro, caso necessário.

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 LBF, NBB | 00:01

União de forças no Jogo das Estrelas é boa para todo mundo

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Brasil x Mundo: formato já tradicional do Jogo das Estrelas do NBB (Luiz Pires/LNB)

Brasil x Mundo: formato já tradicional do Jogo das Estrelas do NBB (Luiz Pires/LNB)

A festa do basquete brasileiro será completa no final da próxima semana. Pela primeira vez, o Jogo das Estrelas do NBB acontecerá junto com o da LBF (Liga de Basquete Feminino). Isso inclui tanto os desafios individuais, na sexta-feira, como a partida propriamente dita, no sábado.

“O basquete brasileiro passa a ganhar muito com a junção das duas ligas”, disse Cássio Roque, presidente da LNB (Liga Nacional de Basquete, organizadora do NBB). “União é a palavra chave para que o basquete brasileiro siga evoluindo”, concordou Márcio Cattaruzzi, presidente da LBF.

O evento começará às 19h (de Brasília) da sexta. O desafio de arremessos reunirá trios formados por um jogador do NBB, uma atleta da LBF e uma lenda do basquete de Franca. As competições de habilidades e de três pontos serão disputadas separadamente. Já o concurso de enterradas acontecerá apenas para os homens.

O restante acontece no dia seguinte, a partir das 13h15. Primeiro, as mulheres se dividirão entre brasileiras e estrangeiras. O formato é o mesmo da partida entre os homens, que acontecerá logo em seguida.

Jogo das Estrelas da LBF também dividirá brasileiras e estrangeiras (Foto: Rodrigo de Campos/LBF)

Jogo das Estrelas da LBF também divide brasileiras e estrangeiras (Foto: Rodrigo de Campos/LBF)

O acordo tem muito a beneficiar ambas as partes. O NBB ganha mais atrações para o seu final de semana festivo, que tanto dava a impressão de passar rápido demais em anos anteriores. O fato de as atividades no sábado acontecerem à tarde, não mais pela manhã, também ajuda neste sentido.

A liga feminina, por sua vez, tem uma grande oportunidade de surfar na onda do masculino e fazer o seu evento alcançar um nível de visibilidade que dificilmente alcançaria se fosse promovido individualmente. Isso vai além da partida em si, incluindo ainda o fato de que as atletas ficarão à disposição de uma quantidade de jornalistas maior, o que tende a aumentar a exposição do campeonato junto aos veículos de imprensa representados em Franca.

Veremos na próxima semana como as coisas irão se desenrolar na prática. Mas, ao menos no campo da teoria, trata-se de um acerto em cheio de ambas as partes.

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terça-feira, 24 de junho de 2014 CBB, Euroliga, Fiba, LBF, NBA, NBB, NCAA | 13:25

Quando freguesia vira argumento único, a análise está errada

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Aconteceu na Copa do Mundo. No futebol. Longe do nosso campo de discussão. Mas a reflexão cabe perfeitamente por aqui.

A seleção brasileira venceu Camarões por 4 a 1 nesta segunda-feira, se classificou em primeiro lugar no Grupo A e terá o Chile pela frente nas oitavas de final. Um adversário que pode tranquilamente ser considerado freguês, dado o histórico do confronto direto entre os países.

Levando em conta somente Copas do Mundo, foram três encontros. Todos terminaram com vitória do Brasil: 4 a 2 na semifinal de 1962, 4 a 1 nas oitavas de 1998 e 3 a 0 nas oitavas de 2010. Isso sem contar os amistosos, os duelos pelas eliminatórias e também em edições da Copa América. A superioridade brasileira é enorme.

Pronto. Aí já viram, né? A freguesia virou o principal argumento para apontar um favoritismo do Brasil no confronto.

Brasil

Salvo pelos poucos e bons de sempre, o que se viu no meio desta enxurrada de gente nos meios de comunicação dando palpite sobre o jogo foi um show de análises rasas. Não importa se Neymar pode ser talentoso demais para encontrar resposta do outro lado, se Fred tende a levar vantagem na bola aérea contra uma defesa baixa e que tem muita dificuldade neste tipo de jogada. Muito menos se Vidal consegue deixar o meio de campo chileno mais dinâmico, ou o quanto Alexis pode se aproveitar dos espaços nas costas dos laterais brasileiros.

Nenhum aspecto técnico, nenhum traço tático. Nada. O Brasil é favorito porque o Chile é freguês. Simples assim, certo?

Errado, é claro. O jogo é jogado dentro de campo. O histórico de vitórias do Brasil pode até causar algum tipo de impacto, dependendo de como isso afetar o lado psicológico de quem estiver em ação dos dois lados. Mas seria apenas um dos fatores envolvidos na decisão do ganhador deste duelo.

Pensar que apenas o histórico entra em campo é mais do que raso. É errado. É uma tentativa de emburrecimento de quem consome a análise.

Como no basquete, por exemplo. É comum ouvir por aí que Time X venceu a Equipe Y porque o Fulano de Tal, astro da Equipe Y, “não veio para o jogo”. Isso, assim mesmo. Como se fosse apenas uma questão de vontade, no fim das contas. Como se não houvesse um trabalho especial do Time X para diminuir o impacto do Fulano de Tal em quadra. E quase sempre há.

Se fosse assim, Gregg Popovich seria o maior sortudo do mundo, já que o San Antonio Spurs conseguiu dominar o Miami Heat, então bicampeão da NBA, na decisão da última temporada. Afinal de contas, foram os caras do outro lado que não apareceram para jogar, não é?

Não. Popovich, é sim, um dos caras mais competentes do mundo. Não um mero sortudo.

Assim como o duelo entre Brasil e Chile terá como vencedor o time que trabalhar melhor.

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quinta-feira, 12 de junho de 2014 CBB, LBF | 00:47

“Foi uma conquista que marcou a minha geração”, afirma Hortência sobre Mundial de 1994

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HortênciaDia 12 de junho de 2014. A data é muito especial para o esporte do Brasil, e não apenas por causa da abertura da Copa do Mundo no país. Há exatos 20 anos, a seleção feminina de basquete surpreendeu o planeta ao se sagrar campeã mundial na Austrália.

Hortência, Paula e Janeth eram as principais jogadoras de um time que contou também com Adriana, Alessandra, Cíntia Tuiu, Dalila, Helen, Leila, Roseli, Ruth e Simone. O responsável por comandá-las era Miguel Ângelo da Luz, que tinha assumido o cargo de treinador em 1993 — quando a seleção feminina carimbou a vaga no Mundial do ano seguinte com o vice-campeonato na Copa América, disputada em São Paulo.

“Foi uma conquista que marcou a minha geração”, disse Hortência em conversa com o blog. “Era a última oportunidade de marcar, até porque parei de jogar depois disso e só voltei para as Olimpíadas (de 1996). Então, isso (o título do Mundial de 1994) foi fundamental para mim”, observou a cestinha do time brasileiro na competição, com média de 27,6 pontos por partida.

Relembre os momentos finais da decisão do Mundial de 1994:

No papo com o blog, Hortência lembrou dos principais pontos da caminhada brasileira rumo ao histórico título na Austrália.

Veja abaixo:

Longe dos favoritos

Hortência e Paula, cestinhas do Brasil no Mundial de 1994 (Foto: CBB)

Hortência e Paula, cestinhas do Brasil no Mundial de 1994 (Foto: CBB)

O time comandado por Miguel Ângelo da Luz não era apontado entre os principais candidatos ao título antes do início daquele Mundial. Longe disso. Apesar da medalha de ouro no Pan de 1991, a equipe ficou na sétima e penúltima colocação nas Olimpíadas do ano seguinte, em Barcelona. Foram apenas duas vitórias naquela campanha. Ambas sobre a Itália, único país que ficou atrás do Brasil no torneio.

“Não dá para dizer que foi uma participação tão ruim assim nas Olimpíadas porque foi a nossa primeira, não tínhamos jogado nenhuma edição até então”, fez questão de lembrar Hortência.

“No Mundial, chegamos como uma equipe qualquer. Fomos nos alinhando e adquirindo conjunto durante a competição. Perdemos duas partidas ao longo da caminhada, mas soubemos enxergar os erros que tivemos nestas derrotas e acabamos chegando (ao título). A gente foi para a Austrália de maneira madura. Nos conhecíamos havia muitos anos, era um grande momento nosso. Tínhamos maturidade, conhecimento e passamos a ter o respeito das outras equipes durante o Mundial. E surpreendemos todas. As norte-americanas até podiam ter o melhor time, mas a gente atravessava melhor momento”, completou.

A primeira derrota

A estreia foi tranquila para o Brasil no Mundial. Diante da China Taipei, vitória pelo placar de 112 a 83. Mas no compromisso seguinte, veio a primeira derrota: 99 a 88 diante da Eslováquia. “Foi bom porque a gente perdeu quando podia. Existem alguns jogos de vida ou morte, que você volta para casa se perder. Não era o caso ali. Deu tempo de a equipe se estruturar, consertar os erros e seguir em frente”, comentou Hortência.

Quais erros, exatamente? “Nossa, faz 20 anos. Não lembro”, admitiu.

A segunda derrota

O Brasil se redimiu do placar adverso diante da Eslováquia ganhando da Polônia por 87 a 77 na rodada seguinte e seguiu em frente na busca pelo título. A participação na segunda fase começou com vitória por 20 pontos de diferença sobre Cuba (111 a 91). Em seguida, porém, aconteceu a segunda derrota no Mundial. Desta vez para a China, por 97 a 90.

“Foi fundamental perder para elas”, declarou Hortência, já pensando no impacto que o revés teve para o resultado final do Mundial. “Nestas competições, você geralmente joga para fugir das norte-americanas, não quer cruzar com elas antes da final. Por causa desta derrota para a China, a gente enfrentou os EUA antes (na semifinal). Entendemos que tínhamos a possibilidade de ganhar e lutar pelo titulo. Deu tempo de corrigir as coisas da partida contra a China antes de encará-los.”

A histórica semifinal contra os EUA

No terceiro duelo da segunda fase, o Brasil se recuperou e bateu a Espanha por 92 a 87. O resultado confirmou a ida às semifinais, mas a derrota diante da China custou um cruzamento com os EUA, que estavam invictos no Mundial até aquele momento. Para a surpresa do mundo inteiro, as brasileiras levaram a melhor por 110 a 107.

“Os EUA eram muito favoritos”, lembrou Hortência, que marcou 32 pontos naquele jogo e contou ainda com a ajuda de Paula e Janeth — que anotaram 29 e 22, respectivamente. “Mas fizemos uma partida muito bacana, encaramos as norte-americanas de igual para igual. Elas ficaram nervosas, não esperavam tanta resistência de nossa parte. Nós não deixamos elas abrirem vantagem. Foi um jogo disputado do começo ao fim. Como éramos experientes, soubemos como levar isso até o final.”

Foi a principal vitória da sua carreira, Hortência? “Foi um jogo importantíssimo, mas tivemos outros também”, respondeu a cestinha brasileira. Foi a mais expressiva? “Isso. Essa pode ser a palavra”, ela reconheceu.

Revanche na final

O adversário na decisão foi a China, responsável por uma das derrotas da equipe brasileira na competição e que tinha se classificado graças à vitória por 66 a 65 sobre a Austrália na semifinal. “Foi uma guerra de treinadores. Quando se conquista vaga em uma final, não se pensa muito em como marcar ou em como atacar. Deixamos tudo para o técnico. Jogamos para ele essa responsabilidade, essa tensão pré-jogo. A gente ia fazer o que ele mandasse”, contou Hortência.

A capacidade de aprender com os erros em derrotas durante a competição foi recompensada na decisão. O Brasil se vingou do resultado na segunda fase e bateu a China por 96 a 87. Hortência, mais uma vez, foi a cestinha do time no confronto com 27 pontos. Além dela, outras quatro atletas atingiram os dois dígitos de pontuação: Janeth (20), Paula (17), Leila (14) e Alessandra (10).

“A gente deixa a responsabilidade para o técnico, mas quando entra em quadra, aí você interage com o ele e discute as jogadas porque você vive o jogo ali (na quadra). Esse entrosamento nosso com o treinador foi importante. Ele respeitou a nossa leitura, que às vezes é mais precisa. Você saca mais rápido uma decisão, porque em uma fração de segundo precisa tomar decisões em quadra”, relatou Hortência.

O técnico
“Ele entendeu muito rápido quem ele estava dirigindo e a experiência que a gente tinha. Soube interagir e trocar ideias com a gente”, afirmou Hortência sobre Miguel Ângelo da Luz.

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terça-feira, 10 de junho de 2014 LBF | 18:19

Por falta de patrocínios, Ourinhos paralisa atividades por tempo indeterminado

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Por Junior Soffner, do jornal Diário de Ourinhos

A reapresentação das jogadoras do Ourinhos Basquete, que estava prevista para o último dia 2, não aconteceu. Isso porque as atividades do time profissional e dos times de base vão ficar paralisados por tempo indeterminado. Foi o que anunciou o presidente da equipe, Antônio Alves Passos, na última quinta-feira. No entanto, as escolinhas que trabalham com crianças e adolescentes, com até 15 anos, vão continuar normalmente. O motivo principal disso tudo é a falta de patrocínio.

Ourinhos: time tem atividades paralisadas por tempo indeterminado (Foto: Divulgação/LBF)

Ourinhos: time tem atividades paralisadas por tempo indeterminado (Foto: Divulgação/LBF)

Além de não haver a renovação com uma antiga parceira, a diretoria também não conseguiu fechar acordo com outras empresas. “A gente não tem conseguido aumentar a quantidade de patrocinadores. A Castor (empresa de colchões e móveis estofados), que sempre fechou conosco, pediu para sair”, informou Passos.

Com a falta de dinheiro e o contrato de todas as jogadoras se encerrando ao final da LBF (Liga de Basquete Feminino), o time ficou sem atletas para disputar qualquer campeonato.”Não tem nomes no mercado, não temos base, não temos jogadoras. Não tem sentido montar time para não ter competitividade, fica difícil. Nós vamos praticamente nos afastar das competições neste ano. Isso não quer dizer que futuramente o time não possa voltar”, disse o presidente de Ourinhos.

Passos entende que existe nos dias de hoje uma dificuldade muito grande para atrair investidores no basquete feminino, mesmo com a colaboração da administração municipal. “É um trabalho que tem de correr muito atrás para tentar arrumar um patrocínio mais forte, capaz de só ele ser o suficiente. Nós não conseguimos, temos corrido atrás, está difícil. A gente sentiu que não temos o suficiente para montar uma equipe competitiva”, afirmou.

Até o momento, o resultado da decisão referente ao projeto de Lei Paulista de Incentivo ao Esporte não foi divulgado, o que também impossibilita firmar compromissos financeiros, como a contratação de atletas. “Não saiu (o resultado) ainda e quando demora é porque não deve ser aprovado. Nós não podemos contratar jogadoras se não tiver aprovado”, disse Passos.

Antônio Alves Passos, presidente do Ourinhos Basquete (Foto: Rodrigo Campos/LBF)

Antônio Alves Passos, presidente do Ourinhos Basquete (Foto: Rodrigo Campos/LBF)

O presidente avalia ainda que, para montar um elenco competitivo, uma equipe deve gastar em torno de R$ 40 mil por mês, apenas com salários e prêmios de jogadoras. “Depois, tem em torno de R$ 20 mil gasto com a Federação, taxas, viagens, alimentação e outros gastos”, lembrou. “Porque não é só o gasto com o time, tem a parte administrativa. Sem esse valor, acho que ninguém consegue formar um time.”

Neste caso, a ajuda financeira da Prefeitura Municipal cobriria esses gastos administrativos. Uma possibilidade seria fazer uma parceria com o Sport Club Recife, na qual seriam cedidas jogadoras para a disputa do Campeonato Paulista, através do técnico da equipe pernambucana, Roberto Dornellas.

“Seria uma parceria com o Sport, mas para os Jogos (Regionais) fica muito difícil, porque começa agora”, relatou Passos. “Tem mais tempo para a gente ver se existe a possibilidade de fazer essa parceria para o Paulista. O Dornellas está nos Estados Unidos, eu acredito que só vamos poder conversar depois que ele voltar.”

Mesmo com o fato de não disputar os campeonatos estaduais e nacionais, Ourinhos não será excluído dos torneios nem cairá de divisão, caso, futuramente retorne às atividades. “Você pede um afastamento temporário, diversas equipes já fizeram isso. A gente fica isenta da mensalidade nesse período e, quando voltar (as atividades), voltamos a pagar”, explicou o presidente.

Com todas essas dificuldades, a diretoria do basquete feminino de Ourinhos optou por se ausentar do esporte profissional, mas deixando aberta a possibilidade de alguém assumir a equipe. “Achamos melhor nos retrairmos, mas se aparecer patrocinador para não deixar acabar (o basquete profissional), nós estamos às ordens para conversar. Ao mesmo tempo, se alguém quiser assumir, pode assumir que não vai ter problema nenhum em passar para algumas pessoas que queiram comandar o basquete feminino”, disse o presidente.

A situação da até então técnica Lisdeivi Pompa será discutida futuramente. “Eu tenho que conversar com o secretário para ver se ela pode ser aproveitada na escolinha ou outra atividade para a gente mantê-la, porque ela merece ficar”, afirmou Passos.

“Eu fico com muita tristeza, porque eu comecei isso em 99. Praticamente eu e o Ronaldo (Mori) começamos o basquete aqui. Ourinhos tem um nome no basquete feminino e no cenário nacional, conquistou vários títulos. A gente fica triste, mas isso faz parte da vida, da cidade, de ter patrocínio, de não ter e precisar se ausentar”, finalizou.

Sob o comando de Lisdeivi Pompa, Ourinhos foi eliminado nas quartas de final da última LBF (Foto: Divulgação/LBF)

Sob o comando de Lisdeivi Pompa, Ourinhos foi eliminado nas quartas de final da última LBF (Foto: Divulgação/LBF)

História

Ourinhos destacou-se nacionalmente no basquete feminino a partir de 1995, com o apoio da Prefeitura Municipal. Posteriormente o time recebeu incentivo e patrocínio de empresas privadas locais e de outros colaboradores. De 1995 até agosto de 2009, o time sagrou-se pentacampeão nacional (2004, 2005, 2006, 2007 e 2008), octacampeão paulista (2000, 2002, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2009) e campeão sul-americano de clubes (2008) — título obtido em Quito, no Equador.

Além destes títulos, a equipe ourinhense foi campeã dos Jogos Regionais do Interior por 18 anos consecutivos, além de ser a atual campeã, ainda possui três títulos de Jogos Abertos do Interior. Na primeira edição da LBF, em 2010, foi vice-campeã.

As principais jogadoras da história do Ourinhos Basquete são: Cíntia Luz, Cíntia Tuiú, Ega, Érika, Iziane, Janeth, Kelly Santos, Lígia, Lilian, Micaela, Ruth, Silvinha Luz, Vânia Teixeira, Vanira Hernandes, Mamá, Chuca, Yakelin Plutin, Lisdeivi, Claudinha, Ariadna, Jack Nero, entre outras. Assim o município ficou conhecido como a capital nacional do basquete feminino.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 CBB, LBF | 16:11

“Vou lutar até o fim”, diz presidente de Americana, após time não ser indicado pela CBB ao Sul-Americano feminino

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No último sábado, Americana venceu o Sport em Recife e conquistou o título da temporada 2013/14 da LBF (Liga de Basquete Feminino). Assim, garantiu a vaga no Sul-Americano, que acontecerá no Equador entre os dias 25 e 30 de maio e contará com campeões de oito países do continente. Certo? Errado. Quem acabou sendo indicado pela CBB (Confederação Brasileira de Basketball) para representar o Brasil na competição foi o clube pernambucano. O que tem causado a revolta de Ricardo Molina, presidente do time paulista.

Americana, campeã da LBF (Foto: Robson Neves/Sport Recife/Divulgação)

Americana, campeão da LBF e sem vaga no Sul-Americano  (Foto: Robson Neves/Sport Recife/Divulgação)

Em conversa por telefone com o blog nesta quinta-feira, Molina disse ter ouvido a conversa sobre a volta do Sul-Americano, que não foi realizado em 2013, em Recife, onde esteve para acompanhar a decisão da LBF. Escutou também que o Sport já tinha sido indicado para disputar a competição. Então, ele foi atrás desta história e descobriu que de fato era tudo verdade. E mais: vencedora em 2012, Americana não teria vaga nem como atual campeã continental, já que a competição não prevê desta vez a classificação automática para um time defender o título conquistado na edição anterior.

Ao entrar em contato com Grego (Gerasime Bozikis), presidente da ABASU (Associação de Basquete Sul-Americana), Molina descobriu que a indicação do Sport como representante brasileiro tinha sido feita pela CBB. Então, procurou Carlos Nunes, mandatário da entidade, que pediu para que ele conversasse com Vanderlei Mazzuchini, diretor de seleções.

“Fiz isso, e o Vanderlei me disse que realmente o indicado foi o Sport porque a ABASU precisava de um representante brasileiro 40 dias antes do fim da LBF. Escolheram o Sport, e agora a situação é essa. O time de Americana é campeão nacional e não tem vaga no Sul-Americano”, contou Molina.

E agora? Qual será a postura de Americana?

Ricardo Molina, presidente do time de Americana (Foto: Divulgação/LBF)

Ricardo Molina, presidente do time de Americana (Foto: Divulgação/LBF)

“Eu não vou abrir mão (deste Sul-Americano)”, prometeu o presidente da equipe. “Vou até o fim. Já avisei isso ao Nunes e ao Grego. Vou brigar até onde puder. Isso é um desrespeito a quem trabalha de maneira séria, com um projeto de longo prazo. Não podem indicar o Sport por acharem que eles ganhariam o campeonato. Isso não é nem prematuro, é amador. Escutar que a indicação foi feita com base no campeão do último ano é pior ainda, pois é um critério que não existe. Eu vou batalhar. Acionei o presidente da federação paulista e o prefeito de Americana para ver o que podemos fazer”, completou.

Segundo Molina, não há o interesse por parte da organização do Sul-Americano de colocar duas equipes brasileiras na competição, já que isso praticamente acabaria com as chances de o time equatoriano, representante do país-sede, não chegar à final — ideia que não agrada os patrocinadores.

“Não tenho problema algum com o Sport. São pessoas do bem e competentes que trabalho lá. Mas acho que agora a CBB e a ABASU terão de encontrar uma alternativa. Que façam os dois brasileiros então se cruzarem antes da final. Existem muitas possibilidades”, observou Molina.

Procurada pelo blog, a CBB disse que iria se pronunciar sobre o assunto através de um comunicado, que seria publicado no site da entidade ainda nesta quinta-feira.

Veja abaixo o que a CBB disse:

Em 29 de março de 2014, a CBB recebeu da ABASU o comunicado oficial da realização do Campeonato Sul-Americano de Clubes Feminino, em Quito, no Equador, apoiado pelo Ministério do Esporte do Equador e Fiba Américas, a ser realizado no período de 25 a 29 de maio de 2014. No expediente, a ABASU solicitou que as Federações Nacionais da America do Sul indicassem um clube representante, até o dia 7 de abril de 2014, a fim de iniciar a organização do campeonato. Foram oferecidos seis boletos aéreos e informado que seria permitido a presença de três atletas estrangeiros por equipe e que após o encerramento do prazo de inscrição enviariam os demais informes.

A CBB no uso de suas atribuições Estatutárias em consonância com o Termo de Compromisso CBB/LBF, em vigor, indicou dentro do prazo estabelecido o Sport Club Recife, Campeão Brasileiro da temporada 2012/2013 pela Liga de Basquete Feminino como representante do Brasil.

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domingo, 20 de abril de 2014 LBF | 03:10

Americana conquista título da LBF em final com feitos inéditos

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Pela segunda vez nos últimos três anos, o título da LBF ficou nas mãos de Americana. A conquista da temporada 2013/14 foi sacramentada neste sábado, com a vitória por 66 a 62 sobre o Sport em Recife, onde ninguém tinha conseguido ganhar nos últimos dois anos. Como já tinha levado a melhor no duelo dentro de casa na semana anterior, o time paulista fechou a série melhor de três em duas partidas e se sagrou campeão.

Americana, de Antonio Carlos Vendramini, conquistou o título da LBF (Foto: Robson Neves/Sport Recife/Divulgação)

Americana, de Antonio Carlos Vendramini, conquistou o título da LBF (Foto: Robson Neves/Sport Recife/Divulgação)

O destaque do encontro foi a pivô Clarissa, que comandou o triunfo de Americana ao anotar 16 pontos e pegar nove rebotes. A atuação acaba por coroar a ótima temporada da atleta, que liderou o ranking de eficiência desta LBF com média de 20,7 — muito acima dos 15,3 da segunda colocada, a companheira de time Damiris. Além disso, terminou a competição como a terceira principal cestinha (15,2 pontos por partida) e a segunda reboteira (8,8 por embate).

A partida deste sábado foi muito boa, extremamente acima da média do que se viu em todo o campeonato. Erros aconteceram, é claro. Afinal de contas, estava em disputa o título nacional. O nervosismo é natural, portanto. Mas deu para observar movimentações sem bola das atletas nos dois ataques — algo que não aparece com tanta frequência em partidas de basquete entre times brasileiros, seja no feminino ou no masculino. As bolas de três apareceram, mas não sozinhas. As investidas ofensivas também incluíram ações dentro do garrafão, e nem dava para ser diferente. De um lado estavam Clarissa e Damiris. Do outro, Érika e Nádia, que deixou a desejar nesta série final. Não faria sentido algum ignorar o jogo ao redor do aro, né?

Americana esteve na frente durante todo o primeiro tempo, praticamente. Na segunda metade, o Sport reagiu e fez com que a liderança no placar mudasse de mãos algumas vezes. Mas o time paulista retomou o controle do duelo nos minutos derradeiros ao forçar erros em sequência das mandantes, que pareciam completamente fora de órbita na reta final, quando perceberam que o título estava cada vez mais perto de ser confirmado pelo oponente.

Além da derrota inédita do Sport como mandante, a final desta temporada da LBF teve outros pontos que chamaram a atenção justamente por não terem acontecido antes. Um deles foi a quebra do mando de quadra. Antes da decisão, nenhuma equipe de pior campanha tinha ganhado um único compromisso sequer longe de seus domínios nos playoffs. Além disso, apesar de a série ter acabado antes do terceiro embate, o equilíbrio se fez presente. As duas partidas poderiam ter tido qualquer vencedor — sobretudo a segunda.

A LBF melhorou muito em relação à última temporada, e a decisão foi algo muito legal de se acompanhar. Quem o fez, não deve ter se arrependido. Mas é importante para as futuras edições que bons jogos e, principalmente, o equilíbrio não apareçam somente na série final. Vale lembrar que este mesmo campeonato que viu Americana e Sport brigarem pelo título de maneira tão parelha teve como participante um verdadeiro saco de pancadas: Brasília, que perdeu todos os 14 jogos que fez e foi massacrado na maioria deles.

Sobre o fato de o campeonato sido conquistado por Americana, não há muito com o que se surpreender — em que pese o favoritismo com o qual o Sport chegou à decisão. O fato de ter ficado com o título pela segunda vez nesta terceira final de LBF dos últimos três anos diz muito sobre o poder do time comandado pelo experiente técnico Antonio Carlos Vendramini, que chegou no início da temporada e mostrou um ótimo trabalho em sua volta ao basquete nacional. A parcela de responsabilidade dele nesta campanha vitoriosa foi enorme.

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