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quinta-feira, 19 de março de 2015 NBA | 14:23

Não é só com a bola nas mãos que o Warriors dá espetáculo

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Não tem jeito. A movimentação intensa, os tiros certeiros de longe dos Spalsh Brothers e companhia, a habilidade de Stephen Curry e a velocidade de uma maneira geral fazem com que o sistema ofensivo domine a atenção de quem assiste ao Golden State Warriors em ação. Mas não dá para não destacar o papel da defesa no sucesso do time de melhor campanha da atual temporada da NBA, por mais que um primeiro olhar possa não transmitir isso.

A equipe comandada brilhantemente por Steve Kerr sofre 99,5 pontos por jogo, marca que ocupa apenas o 14º lugar na lista das mais baixas até agora. Só que a coisa muda de figura quando a eficiência defensiva é medida. O índice de 97,6 pontos cedidos a cada 100 posses de bola coloca o Warriors com alguma folga no topo do ranking desta estatística.

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

É um dado esclarecedor, que faz justiça ao trabalho feito na marcação. O sujeito que acerta quatro arremessos em dez tentativas (40% de rendimento) não é mais competente do que aquele que converte três em seis (50%), não é verdade? Ele apenas arrisca mais. O raciocínio serve também para a defesa do Warriors, que sofre tantos pontos porque tem um ritmo de jogo rápido demais. São 98,5 posses por embate, número superior ao de que qualquer outro time. E quanto mais ataques uma partida tiver, a tendência é que mais cestas aconteçam.

Não é só a eficiência defensiva que ajuda a mostrar o quanto o líder geral da NBA é agressivo e bem-sucedido ao encarar ataques adversários. O Warriors é quem mais dificulta os arremessos dos oponentes, limitando-os a 42,5% de aproveitamento. Além disso, dá 6,2 tocos por partida e produz 19,1% dos seus pontos em contra-ataques, melhores números da liga.

Isso tudo mostra o quanto Kerr acertou na mosca ao definir o papel de cada peça do elenco que tem em mãos. Draymond Green, por exemplo, virou titular da posição quatro porque David Lee estava machucado no início do campeonato e acabou mostrando que não tem como não ser o dono da vaga. Trata-se de um defensor completo, ou algo perto disso. É versátil o suficiente para acompanhar as trocas de marcação longe da cesta nas jogadas de “pick and roll”, capaz de dificultar a infiltração dos jogadores menores, e que ainda protege muito bem a cesta, apesar da baixa estatura para um homem de garrafão.

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Harrison Barnes e Klay Thompson são bons marcadores já há algum tempo e complementam esse sistema eficiente de pressão no perímetro junto de Curry, que evoluiu bastante nesse sentido ao longo dos últimos meses. Dentro do garrafão, o pivô Andrew Bogut mostra-se um ótimo defensor do aro. Aliás, é interessante notar o impacto que o australiano tem na boa campanha do Warriors. O time somou 45 vitórias e sete derrotas com ele em quadra. Sem, ganhou nove vezes e perdeu seis.

O alto padrão é praticamente mantido quando os reservas entram em ação. Muito disso se deve ao fato de a segunda unidade ser liderada pelo ala Andre Iguodala e pelo armador Shaun Livingston, extremamente capazes de fazer o trabalho com a mesma competência. Essa formação ainda tem Marreese Speights como pivô e Barnes na posição quatro, o que permite um padrão de jogo semelhante ao dos titulares — uma abordagem ainda mais profunda disso pode ser encontrada aqui.

É assim que o Warriors se transformou, passando de boa equipe a bicho papão na forte Conferência Oeste e forte candidato ao título deste ano. O sistema ofensivo impressiona mesmo, capaz de encantar e dar espetáculo a quem vê. Mas essa mudança de patamar não teria acontecido sem uma defesa tão poderosa.

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quarta-feira, 18 de março de 2015 NBA | 14:13

Os 20 anos da volta de Jordan ao basquete

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“I’m back”. Foi assim, o mais direto possível ao ponto, que Michael Jordan anunciou há exatos 20 anos que estava de volta ao basquete, cerca de um ano e meio após anunciar a aposentadoria pela primeira vez.

Michael Jordan voltou ao basquete com o número 45 nas costas

Michael Jordan voltou ao basquete com o número 45 nas costas

A notícia causou grande impacto, é claro, mas não dá para dizer que pegou o mundo de surpresa. Nos dias anteriores, já havia um burburinho na imprensa norte-americana sobre as visitas de Jordan aos treinos do Chicago Bulls e as conversas particulares com o técnico Phil Jackson sobre o retorno.

Teve ainda a célebre declaração de Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos. “A economia produziu 6,1 milhões de empregos desde que assumi o cargo e, se Michael Jordan voltar ao Bulls, serão 6.100.001 milhões”, afirmou.

Mas quando a primeira aposentadoria foi anunciada, o pessoal em Chicago tinha certeza de que a carreira do maior craque da história da franquia realmente tinha acabado. Alguns sinais claros disso foram dados principalmente às vésperas da temporada 1994/95, quando o Bulls fisgou Ron Harper no mercado de agentes livres.

Harper acabou sendo o armador titular do segundo tricampeonato do Bulls. Mas, até então, era um ala-armador com boa capacidade de pontuar e defesa elogiável. Seria, em tese e guardadas as devidas proporções, alguém para ocupar o espaço de Jordan no time.

A aquisição dele e a ascensão de Toni Kukoc fez até com que fosse cogitada a ideia de negociar Scottie Pippen, usando-o como moeda de troca para fortalecer o garrafão — que tinha acabado de perder Horace Grant para o Orlando Magic. O Miami Heat chegou a oferecer Rony Seikaly. O Washington Wizards, Juwan Howard. Mas o sonho em Chicago era o de emplacar um acerto com o Seattle Supersonics para obter Shawn Kemp.

Jordan iniciou a segunda trajetória no basquete tendo Reggie Miller pela frente

Jordan iniciou a segunda trajetória no basquete tendo Reggie Miller pela frente

Nada disso acabou acontecendo. Jordan então voltou ao Bulls para jogar ao lado de Pippen, o único jogador que o fez companhia em todos os seis títulos que conquistou. A segunda trajetória no basquete começou no dia seguinte ao anúncio, na derrota fora de casa para o Indiana Pacers por 103 a 96. Foram 19 pontos, seis rebotes, seis assistências e três roubos de bola, mas apenas sete arremessos convertidos em 28 tentados.

Nove dias depois, visitou o Madison Square Garden e presenteou a torcida nova-iorquina com uma atuação de 55 pontos que liderou a vitória do Bulls sobre o Knicks. O time se classificou aos playoffs sem sustos, passou do Charlotte Hornets na primeira fase, mas caiu diante do Orlando Magic na semifinal do Leste. O que aconteceu em seguida todo mundo sabe.

Depois da lista imensa de coisas que alcançou e de se aposentar no auge, Jordan teria um desafio imenso pela frente ao voltar às quadras. Muito se questionou na época se o mesmo altíssimo nível poderia ser apresentado novamente. Nem todo mundo conseguiria superar as desconfianças, mas ele conseguiu. Sorte de quem o viu.

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NBA | 04:03

Utah Jazz não vai aos playoffs, mas mostra evolução promissora

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Golden State Warriors? Atlanta Hawks? Nada disso. O melhor time da NBA depois da pausa para o “All-Star Game” nem sequer disputará os playoffs neste ano. Trata-se do Utah Jazz, que apresenta campanha de 11 vitórias e duas derrotas desde então. Além disso, tem limitado os oponentes a 89,7 pontos a cada 100 posses de bola, índice mais baixo de toda a liga.

Parece que Quin Snyder aprendeu alguma coisa mesmo como assistente de Mike Budenholzer, que hoje lidera o Hawks após experiência preciosa ao lado de Gregg Popovich no San Antonio Spurs. Na verdade, Atlanta foi apenas das várias etapas percorridas pelo treinador, que passou por outras franquias da NBA, pela Universidade de Duke, onde encontrou Mike Krzyzewski, e até pela Europa, a serviço do CSKA Moscou.

Utah Jazz, de Gordon Hayward e Derrick Favors, é o melhor time da NBA desde o "All-Star Game"

Utah Jazz, de Gordon Hayward e Derrick Favors, é o melhor time da NBA desde o “All-Star Game”

Em tempos nos quais é cada vez menos comum ver tamanha disposição em quem já não possui mais tantas aspirações assim no campeonato, o trabalho em Utah é notável. “Nós realmente estamos nos mostrando um time competitivo neste momento, e isso é algo que muitas equipes jovens ou já longe de se classificarem aos playoffs podem facilmente esquecer”, disse o ala Gordon Hayward, cestinha do elenco com 19,6 pontos por jogo.

Apesar da reação no último mês, é improvável que o Jazz abocanhe um lugar entre os oito melhores da Conferência Oeste. Isso porque a distância para Oklahoma City Thunder e New Orleans Pelicans, que disputam palmo a palmo a última vaga na zona de classificação, é de sete vitórias. Tirar essa diferença com menos de 20 compromissos restantes é uma missão que beira o impossível.

A situação poderia ser diferente se 19 dos primeiros 25 duelos na temporada não tivessem acabado em derrota. Mas é importante observar que algumas coisas mudaram desde então. Snyder decidiu escalar o calouro australiano Dante Exum como armador titular e passou a utilizar Trey Burke a partir do banco de reservas, algo que ajudou a aprimorar a defesa do perímetro.

Dante Exum, o novo armador titular do Utah Jazz

Dante Exum, o novo armador titular do Utah Jazz

O dono da posição dois também foi trocado, mas por necessidade, não por opção. Isso porque Alec Burks lesionou o ombro em dezembro e precisou passar por uma cirurgia que o manterá afastado das quadras até a próxima temporada. O substituto na função vem sendo o novato Rodney Hood, após período de experiência com o australiano Joe Ingles.

Mas foi no garrafão que aconteceu a mudança de maior impacto no quinteto inicial. O pivô francês Rudy Gobert já vinha apresentando muito potencial nas oportunidades que recebia para mostrar serviço, sobretudo na defesa. Depois que Enes Kanter foi despachado para Oklahoma City, passou a atuar desde o começo das partidas, recebendo mais minutos e correspondendo às expectativas que havia ao seu redor.

Nos últimos 13 jogos, todos como titular, Gobert registra médias de 10,4 pontos, 15,1 rebotes e 2,8 tocos em cerca de 34 minutos de ação. Além disso, transforma em pesadelo a vida dos adversários perto da cesta, limitando-os a um aproveitamento de apenas 39,2% nos arremessos ao longo do campeonato. Ninguém na NBA protege o aro com a mesma eficiência.

Rudy Gobert: quanto mais minutos, maior o impacto

Rudy Gobert: quanto mais minutos, maior o impacto em quadra

O parceiro dele na área pintada é Derrick Favors, que também faz um bom papel na marcação e lidera o ranking de eficiência do time, com índice de 22,6. Snyder classifica o ala-pivô como alguém difícil de ser marcado e que tem tomado decisões acertadas no ataque. “É um cara que vem evoluindo na medida em que a temporada progride”, afirmou o comandante.

O grande fator de animação nessa história toda é a constatação de que a evolução provavelmente está em estágio inicial, já que se trata de um grupo bastante jovem. O jogador mais velho à disposição do treinador hoje é Ingles, de 27 anos. A tendência é que os melhores dias das principais peças da equipe ainda estejam por vir.

A torcida em Salt Lake City já esfrega as mãos. De todos os projetos de reconstrução colocados em prática na NBA de uns tempos para cá, talvez o do Jazz seja o que está mais próximo de se tornar realidade.

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domingo, 15 de março de 2015 NBA | 19:34

Lucas Bebê dá passo importante, mas precisa manter paciência

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Foram apenas 23 minutos de ação até agora na temporada de novato na NBA, distribuídos em seis partidas. Sem espaço na rotação do Toronto Raptors, o pivô Lucas Bebê foi mandado para a D-League. Logo na primeira apresentação pelo Fort Wayne Mad Ants, ele teve um impacto enorme na vitória por 119 a 95 sobre o Delaware 87ers. Foram 18 pontos, 19 rebotes e quatro tocos em cerca de 27 minutos — algo extremamente animador para quem não vinha recebendo oportunidades para mostrar serviço.

“Senti um pouco a falta de ritmo, claro, assim como o entrosamento, porque cheguei dois dias antes do jogo, mas fui muito bem recebido por todos e isso ajudou”, disse Lucas após o duelo, através da sua assessoria de imprensa. “Tenho recebido muito apoio dos fãs dos Raptors, dos brasileiros, dos meus companheiros, e sei que preciso ter paciência, trabalhar duro para conquistar o meu espaço. Quero aproveitar ao máximo essa oportunidade de jogar na D-League, mostrar o que posso fazer, dar o meu melhor para voltar mais preparado para Toronto.”

Arrebentar na D-League é ótimo para qualquer jogador disposto a tentar convencer o mundo que merece espaço na NBA, mas não é garantia de nada. Basta lembrar do que aconteceu com um outro brasileiro em um passado não tão distante assim.

No início da temporada 2012/13, o pivô Fabrício Melo foi mandado à D-League pelo Boston Celtics e teve algumas atuações monstruosas no primeiro momento. Chegou até a emplacar um triplo-duplo de 15 pontos, 16 rebotes e 14 tocos certa vez. Na época, o técnico Doc Rivers, que ainda comandava o time de Massachusetts, afirmou que esperava mesmo ver o brasileiro tendo sucesso nesta experiência. “Não tem muitos caras grandes lá, então espero que ele seja dominante. Acredito que ele não verá ninguém do tamanho dele, ou então poucos jogadores assim”, disse.

Aos poucos, o desempenho de Fabrício passou a impressionar cada vez menos. O final da história todo mundo conhece, não é mesmo? O pivô não conseguiu alcançar o sucesso na NBA. Acabou vindo ao Brasil em seguida para jogar no Paulistano, mas logo saiu do clube. Hoje, ninguém sabe onde ele está, nem o que a carreira dentro do basquete ainda pode oferecer.

É por isso tudo que o mais recomendável neste momento é frear a empolgação em torno da boa estreia de Lucas Bebê na D-League. Causar impacto neste primeiro teste é melhor do que passar batido, obviamente. Mas não será esse o único fator determinante para quem sonha em conquistar a confiança do técnico Dwane Casey e ganhar minutos em um time competitivo da NBA.

No fim das contas, o melhor para ele é seguir à risca o discurso pós-estréia: manter a paciência e seguir trabalhando duro por espaço. Os números expressivos na D-League representam um passo importante de uma caminhada muito longa.

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quinta-feira, 12 de março de 2015 NBA | 01:47

Vaga nos playoffs já está fora do alcance, mas nem tudo é desesperador para o Lakers

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Passou batido na terça-feira, mas ainda vale o registro. Apesar da vitória sobre o Detroit Pistons por 93 a 85, o Los Angeles Lakers terminou a noite já eliminado da corrida pelos playoffs da Conferência Oeste. Isso porque o New Orleans Pelicans venceu seu compromisso momentos antes e não pode mais ser alcançado pelos californianos, que não viam as chances de classificação se reduzirem a zero tão cedo assim desde a temporada 1957/58.

Sim, pois é. A franquia ainda estava em Minneapolis na época. O elenco começou a jornada treinado por George Mikan, um ex-pivô que foi a grande estrela do Lakers no tricampeonato do início daquela década. Ele acabou sendo demitido no meio do caminho e substituído por John Kundla, técnico que comandou os três títulos consecutivos e que voltou para tentar recolocar a equipe nos trilhos. Não conseguiu. A campanha foi de 19 vitórias e 53 derrotas, o que representa um aproveitamento de 26,4% — o mais baixo até hoje.

Lakers

O atual Lakers que se cuide, então. Graças à vitória sobre o Pistons, a campanha nesta temporada tem rendimento de 27%. Ainda não é a pior da história, mas está quase lá. Isso significa que o índice consegue ser bem inferior ao do campeonato anterior, que já havia frustrado demais uma torcida que se acostumou a brigar entre as grandes forças da NBA. Afinal de contas, essa é só a segunda vez que a franquia fica dois anos seguidos fora dos playoffs.

“Sendo bem sincero, eu não penso sobre isso”, afirmou o técnico Byron Scott, logo após a confirmação de que todas as chances de classificação foram para o espaço. “Estou pensando apenas no processo deste time de continuar melhorando e seguir com o que conversamos sobre os dois lados da quadra. Do primeiro dia da temporada até hoje, nós melhoramos defensivamente. É isso o que estou buscando durante todo o campeonato, então é algo que me deixa feliz. Precisamos continuar fazendo isso nos próximos 19 jogos”, completou.

Dá para entender o que Scott quer dizer. O time que ele comanda tem a terceira pior eficiência defensiva da liga, com uma média de 107,5 pontos sofridos a cada 100 posses de bola. O desempenho é muito parecido com o do ano anterior, quando a equipe de Mike D’Antoni permitiu aos rivais 107,9 pontos a cada 100 ataques, marca que também foi a terceira mais alta. Mas se forem considerados apenas os jogos disputados após o “All-Star Game”, o Lakers consegue aparecer acima de outras nove equipes neste quesito.

A evolução citada pelo treinador de fato ocorreu. Além disso, há gente no elenco conseguindo aproveitar as oportunidades que recebem para mostrar alguma qualidade, como por exemplo o armador calouro Jordan Clarkson. Comemorar essas pequenas conquistas é quase tudo o que se tem a fazer mesmo em tempos tão problemáticos.

Julius Randle: fratura na perna direita logo na estreia

Julius Randle: fratura na perna e fim de temporada na estreia

Afinal de contas, duas das principais esperanças que o torcedor do Lakers tinha de dias melhores estão fora de combate e só voltam na temporada que vem. Kobe Bryant lesionou o ombro e precisou passar por uma cirurgia em janeiro. Já Julius Randle, ala-pivô selecionado na sétima escolha do Draft depois de levar Kentucky ao vice-campeonato universitário, fraturou a perna direita logo no seu primeiro jogo entre os profissionais.

Para voltar a ser um time competitivo no próximo ano, tudo o que o Lakers pode fazer neste momento é esperar que a dupla se recupere da melhor maneira possível e que o ritmo de derrotas não diminua tanto assim até o fim da fase de classificação. Isso porque a escolha de primeira rodada no Draft só se tornará realidade se permanecer entre as cinco escolhas iniciais. Em caso contrário, ela ficará com o Philadelphia 76ers.

Mas se der para isso tudo acontecer sem que a atual campanha fique marcada como a pior da franquia em todos os tempos, melhor.

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segunda-feira, 9 de março de 2015 NBA | 01:02

Mais um triplo-duplo para a coleção de Westbrook. Dá para alcançar o que Michael Jordan fez?

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RWRussell Westbrook é o assunto do momento na NBA e não é à toa. Ao longo da semana, o armador do Oklahoma City Thunder tornou-se o primeiro jogador a alcançar o triplo-duplo em quatro partidas seguidas desde 1989, quando Michael Jordan emplacou sete em sequência. A série foi interrompida na quinta-feira, justamente diante do Chicago Bulls, mas ele não demorou para retomar o que estava fazendo.

Na vitória do Thunder sobre o Toronto Raptors neste domingo por 108 a 104, Westbrook anotou 30 pontos, pegou 11 rebotes e distribuiu 17 assistências — número que o fez igualar o recorde pessoal no fundamento. Foram, portanto, cinco triplos-duplos nos últimos seis jogos. O feito chama a atenção, é claro. Mas impressiona um pouco menos quando se olha para o que o melhor de todos os tempos fez 26 anos atrás.

Michael JordanPois é. Jordan registrou triplo-duplo dez vezes em um intervalo de 11 partidas entre março e abril de 1989, antes ainda de se consagrar campeão da NBA pela primeira vez. Isso significa que Westbrook teria de atingir dois dígitos em três fundamentos nos próximos cinco compromissos do Thunder para igualá-lo — algo improvável, em que pese a excelente fase do armador.

O curioso é que as atuações monstruosas na reta final da fase de classificação não bastaram para Jordan tirar das mãos de Magic Johnson o prêmio de MVP da NBA em 1989. Pelo o que tem jogado, Westbrook seguramente está na corrida pelo troféu neste ano, mas ainda é difícil imaginá-lo superando a concorrência de James Harden ou de Stephen Curry no final da contas.

 

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sábado, 7 de março de 2015 NBA, NBB | 13:15

Aumento de jogos na TV não ameaça o League Pass, diz diretor da NBA no Brasil

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Um outro item da considerável lista de reflexos da parceria entre NBA e NBB que já podem ser vistos neste Jogo das Estrelas é a presença de Arnon de Mello em Franca. Na manhã deste sábado, o diretor-executivo da liga norte-americana recebeu a imprensa no hotel em que está hospedado para uma conversa que durou cerca de 45 minutos. Ele falou algumas coisas que já haviam sido registradas por aqui, como a incerteza em relação a um novo duelo de pré-temporada do melhor de basquete do mundo no país, mas também disse outras coisas interessantes. Veja abaixo.

Arnon de Mello, diretor-executivo da NBA no Brasil (Foto: Wander Roberto/Inovafoto)

Arnon de Mello, diretor-executivo da NBA no Brasil (Foto: Wander Roberto/Inovafoto)

Organização do Jogo das Estrelas

“Trouxemos uma equipe de quatro ou cinco pessoas para prestarem consultoria e apoio, mas a princípio não para colocarem a mão na massa. Acredito que no ano que vem os resultados da parceria serão melhores. Mas fiquei muito satisfeito com o evento, acho até que em alguns momentos superou o nosso da NBA. Como, por exemplo, o torneio de enterradas, que contou com a presença de um jogador do time da casa.”

“Queremos que a próxima sede do Jogo das Estrelas seja anunciada já em maio deste ano. Isso, para um evento que só acontecerá em março de 2016, ajudaria muito em termos de planejamento. Faria a diferença como um todo. Não tenho dúvida de que, com esse tipo de planejamento, a gente consiga ter resultados parecidos com o que vimos em Franca neste ano, seja qual for o mercado.”

Como o NBB pode aprender com a NBA a explorar o mercado

“Temos a intenção de que exista uma loja para vender produtos do NBB, nem que seja virtual. Também buscamos trabalhar com mascotes dos times daqui, mais ou menos no modelo que fazemos la na NBA.”

Naming rights de ginásios nas transmissões da NBA

“Esse é um assunto que nunca foi discutido entre nós e a Globo. Trata-se de uma política da empresa que não nos faz diferença. Ficamos surpresos com o número de fãs preocupados em como isso poderia nos afetar, mas é uma questão que eles adotam em todos os casos, não é nada contra a NBA. Essa não é uma preocupação nossa em termos de relação com parceiros.”

Transmissões no Brasil x League Pass

“Também não nos preocupamos com a possibilidade de queda de assinantes do League Pass. Com mais fãs de basquete, a tendência é que o número de cresça. Quem gosta do campeonato continuará tendo um monte de possibilidade de jogos para se assistir todos os dias. Temos jogos na televisão, mas nem sempre um torcedor do Chicago Bulls ou do Los Angeles Lakers, por exemplo, terá a possibilidade de ter jogos destas equipes transmitidos.”

“O Brasil é hoje o quinto país com mais assinantes do League Pass. Não posso revelar o número exato. É algo que nos agrada, mas ainda não é nada impressionante. Nossa projeção é que o número aumente nos próximos cinco anos e chegue a esse nível. É por aí que ainda podemos crescer. Uma coisa que pensamos para o futuro é a possibilidade de ter um jogo no League Pass exibido em português. Apesar de o menu de acesso ali estar traduzido, ainda é uma coisa bastante americanizada. A língua continua sendo uma barreira, e vimos isso no próprio site da NBA. Vimos um salto de visitantes 100% do dia para a noite depois que traduzimos coisas básicas da página.”

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

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quarta-feira, 4 de março de 2015 NBA | 14:11

Nenê terminou um jogo zerado. Quando isso tinha acontecido pela última vez?

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A noite de terça-feira não foi uma das mais brilhantes da carreira de Nenê. Longe disso. Na derrota do Washington Wizards para o Chicago Bulls, ele saiu de quadra com seis faltas em 20 minutos e sem anotar um único ponto, algo que não acontecia havia quase sete anos.

Nenê

A última vez que o brasileiro tinha zerado foi no dia 5 de abril de 2008, quando saiu do banco de reservas para atuar por dez minutos na derrota do Denver Nuggets para o Sacramento Kings por 118 a 115. Ele chegou a tentar dois arremessos e dois lances livres, mas errou tudo. Pegou um rebote, distribuiu uma assistência e deu um toco.

Quem brilhou pelo Nuggets naquela partida foi Carmelo Anthony, que acertou 19 dos 24 arremessos que tentou e marcou 47 pontos, além de ter coletado 11 rebotes. Allen Iverson também ainda estava no time do Colorado e somou 13 pontos e seis assistências. Pelos lados do Kings, o maior destaque foi Kevin Martin, ala-armador que hoje está no Minnesota Timberwolves, que somou 36 pontos, quatro rebotes e três roubos.

Ao lembrar da última vez que Nenê havia deixado um jogo sem pontuar, é indispensável esclarecer o que estava acontecendo naquele momento. O duelo contra o Kings foi apenas o quarto do brasileiro após a pausa que tirou das quadras para retirar um tumor maligno no testículo. Ele tinha acabado de superar um câncer, e o simples fato de estar ali já fazia dele um vencedor.

Nesta terça, Nenê foi dominado. Justamente ele, que tanto dominou o garrafão do Bulls nos playoffs de 2014. O lance mais marcante do pivô no confronto acabou sendo a falta flagrante cometida em cima de Joakim Noah no último quarto, que acabou gerando um bate-boca entre os dois.

Foi, definitivamente, uma atuação para se esquecer por parte do brasileiro, mas os problemas em Washington vão muito além disso. Ao cair diante do Bulls, o time da capital norte-americana perdeu pela 12ª vez em 15 jogos. Um destes tropeços aconteceu para o Philadelphia 76ers, que tem feito um esforço enorme ao longo da temporada para somar o menor número possível de vitórias. Antes dessa sequência negativa, o Wizards brigava com o Toronto Raptors pela segunda posição do Leste. Hoje, caiu para quinto, já com alguma distância em relação ao Bulls e ao Cleveland Cavaliers e ameaçado pelo Milwaukee Bucks.

A tendência, porém, é que as coisas voltem a melhorar daqui para a frente com a volta de Bradley Beal. Em Chicago, o ala-armador fez a sua segunda partida depois de ter ficado fora de oito devido a um problema na perna direita. Durante a sua ausência, ficou claro o quanto o sistema ofensivo do Wizards precisa dele.

Os ataques à cesta e, principalmente, os chutes de três pontos de Beal são fundamentais para as chances de sucesso do Wizards nesta temporada. Assim como atuações de maior impacto de Nenê.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 NBA | 23:27

Kevin Garnett estreia pela segunda vez em Minnesota. Como foi a primeira?

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A torcida do Minnesota Timberwolves fez festa na noite desta quarta-feira para receber um velho conhecido. O duelo contra o Washington Wizards marcou o início da segunda trajetória de Kevin Garnett com o uniforme da equipe.

A primeira teve início no dia 3 de novembro de 1995, data em que o ala-pivô estreou na NBA. O Timberwolves foi derrotado fora de casa pelo Sacramento Kings po 95 a 86. Aos 18 anos, Garnett saiu do banco e ficou em quadra por 16 minutos. Acertou todos os quatro arremessos que tentou e marcou oito pontos, além de ter apanhado um rebote e dado uma assistência.

Kevin Garnett

O principal destaque do time naquela oportunidade foi o armador Terry Porter, dono de 19 pontos, cinco assistências e três rebotes. Integrante do elenco do Portland Trail Blazers que foi vice-campeão em 1990 e em 1992, ele era uma das novidades da equipe naquela temporada. Aposentou-se em 2002 e virou técnico imediatamente. Passou pelo comando de Milwaukee Bucks e Phoenix Suns.

Outro ex-companheiro de Garnett que seguiu o mesmo caminho foi Sam Mitchell. O ex-ala marcou quatro pontos e pegou cinco rebotes em 26 minutos durante aquela derrota para o Kings. Assim que encerrou a trajetória dentro de quadra, iniciou a carreira de treinador. Curiosamente, chegou a ser assistente de Porter em Milwaukee na temporada 2003/04. No campeonato seguinte, assumiu o Toronto Raptors e ficou por lá durante quatro anos. Em 2007, conquistou o prêmio de melhor técnico da NBA. Assistente no Timberwolves desde junho de 2014, ele tem agora a chance de voltar a trabalhar com Garnett.

O elenco que o Kings tinha em novembro de 1995 também produziu um treinador. Trata-se de Bobby Hurley, armador que anotou dois pontos e desperdiçou duas posses de bola em 15 minutos naquela partida de quase 20 anos atrás. Hoje ele é comandante do time da Universidade de Buffalo.

Se Hurley teve atuação discreta pela equipe californiana diante do Timberwolves, seus companheiros de perímetro brilharam. O ala-armador Mitch Richmond somou 17 pontos, cinco assistências e três roubos de bola. Já o ala Walt Williams contabilizou 20 pontos, seis rebotes, seis assistências e quatro desarmes. Nessa mesma época, ele acabou fazendo uma ponta no clipe de “Only Wanna Be With You”, do Hootie & the Blowfish.

Enquanto isso tudo aconteceu, dois dos companheiros de Garnett nos dias de hoje ainda estavam no berço. O ala-armador Zach LaVine e o ala Andrew Wiggins ainda não tinham completado um ano de vida.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 NBA | 02:13

O que teria acontecido se o Lakers tivesse mandado Kobe para o Bulls?

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KobeOs dias de Kobe Bryant como jogador da NBA estão contados. O ala-armador já declarou que a próxima temporada será a última da carreira, que acabará mesmo tendo sido construída totalmente com o uniforme do Los Angeles Lakers. A história, no entanto, passou muito perto de tomar um outro rumo em 2007, quando a ideia de defender uma outra equipe nunca pareceu tão madura para ele.

Após dois anos frustrantes com o Lakers, sem conseguir passar da primeira fase dos playoffs, Kobe pediu para ser trocado às vésperas do início da temporada 2007/08. Queria ir para um lugar onde tivesse chances reais de voltar a ser campeão da NBA. O time de Los Angeles concordou em mandá-lo ao Detroit Pistons, mas ele acionou a cláusula no seu contrato que o permitia vetar ser negociado para onde não tinha o interesse de ir. “Eu disse para eles que tinha uma lista de times com os quais me sentiria confortável em ser trocado, mas o Pistons não era um deles. Então falei que não. Chicago era minha escolha número um”, Kobe confirmou em entrevista ao Grantland. O Lakers, então, arquitetou uma troca com o Bulls, que enviaria um pacote envolvendo Luol Deng, Tyrus Thomas, Ben Gordon e Joakim Noah. Mas a transação nunca se confirmou porque Kobe temeu que seu novo time ficaria enfraquecido com a saída de Deng. Depois de tanto tempo, é inevitável não fazer um exercício de imaginação sobre o que teria acontecido se essa troca de fato tivesse sido fechada. Antes de mais nada, porém, seria necessário lembrar o cenário das partes envolvidas na época. Comandado por Phil Jackson, o Lakers iniciou aquele campeonato com um quinteto inicial formado por Derek Fisher, Kobe Bryant, Luke Walton, Rony Turiaf e Kwame Brown. O banco tinha Jordan Farmar, Javaris Crittenton, Sasha Vujacic, Coby Karl, Maurice Evans, Vladimir Radmanovic, Brian Cook, Chris Mihm e Andrew Bynum. Ainda havia Lamar Odom, que ficou afastado dos primeiros compromissos porque ainda se recuperava de uma cirurgia no ombro. Já o Bulls costumava ter Kirk Hinrich, Ben Gordon, Luol Deng, Tyrus Thomas e Ben Wallace como titulares. Entre os reservas, o técnico Scott Skiles tinha Chris Duhon, Thabo Sefolosha, Thomas Gardner, Vikhtor Khryapa, Adrian Griffin, Andrés Nocioni, Joe Smith, Joakim Noah e Aaron Gray como opções.

Deng x Kobe: duelo que poderia ter acontecido com camisas invertidas (Foto: Getty Images)

Deng x Kobe: duelo que poderia ter acontecido com uniformes invertidos (Foto: Getty Images)

É interessante notar ainda que o Lakers enviou Kwame Brown, Javaris Crittenton e os direitos sobre Marc Gasol ao Memphis Grizzlies no decorrer daquela temporada para contar com Pau Gasol. A movimentação ajudou a equipe californiana a subir de produção e conquistar o Oeste, antes de perder na decisão para o Boston Celtics. Mas os títulos acabaram sendo alcançados nos dois anos seguintes. Trocas no elenco no meio do caminho também foi um procedimento adotado pelo Bulls, mas em uma situação diferente. O time iniciou a campanha com uma série de derrotas e jamais conseguiu se encontrar. Skiles acabou demitido. Depois, Ben Wallace, Joe Smith e Adrian Griffin foram envolvidos em uma troca com Cleveland Cavaliers e Seattle Supersonics. Em contrapartida, chegaram ao elenco Larry Hughes, Drew Gooden, Cedric Simmons e Shannon Brown. No final das contas, passou longe de conquistar vaga nos playoffs, mas acabou ficando com a primeira escolha no Draft de 2008 — que resultou na adição de Derrick Rose. Também é válido relembrar que o único prêmio de MVP da carreira de Kobe aconteceu justamente na temporada 2007/08. Se realmente tivesse sido despachado para Chicago em troca de quatro jogadores do Bulls, isso provavelmente não ocorreria. Sua nova equipe teria um garrafão extremamente enfraquecido e uma rotação bem enxuta. Não apareceria entre as potências da liga, por melhor que ele estivesse jogando na época. Não haveria poder de fogo, por exemplo, para conter o Boston Celtics, que tinha acabado de reunir Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen. O Lakers não contaria com um grande craque no auge da carreira, mas o grupo ficaria um pouco mais homogêneo, com qualidade melhor distribuída em outras posições. Ficaria forte o suficiente para vencer o Oeste, como acabou acontecendo? Não. Até porque o negócio com o Memphis Grizzlies por Pau Gasol dificilmente teria sido concretizado.

Pau Gasol e Kobe Bryant, parceria que quase não aconteceu (Foto: Getty Images)

Pau Gasol e Kobe Bryant, parceria que quase não se formou (Foto: Getty Images)

Isso significa que o espanhol teria tomado outro rumo. Poderia estar até hoje sem um único título de campeão. Seu irmão mais novo iniciaria os dias na NBA como jogador do Lakers mesmo, atrás de Kwame Brown, Andrew Bynum e, possivelmente, de Joakim Noah na rotação. Não seria titular logo de cara, como acabou sendo em Memphis. Algo que certamente o ajudou a se desenvolver mais rápido ao ponto em que se encontra atualmente. O mesmo vale para Noah. Phil Jackson sofreria constantes dores de cabeça graças aos contra-ataques puxados por Tyrus Thomas. Luol Deng aceleraria seu crescimento ao trabalhar com um técnico tão competente, ao invés de perder tempo de evolução em Chicago nos anos em que Vinny Del Negro ficou por lá. Ben Gordon teria uma chance de ouro de aprender a dosar um pouco os arremessos para construir uma carreira muito mais respeitada. Derrick Rose iria para qualquer outro lugar. E Kobe ainda estaria estacionado nos três anéis de campeão. O veto acabou se mostrando uma decisão acertada para ele.

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