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domingo, 21 de dezembro de 2014 NBA | 16:49

Há motivos para acreditar que Goran Dragic será negociado

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Goran Dragic: qual camisa vestirá na próxima vez que pisar no Madison Square Garden? (Foto: Getty Images)

Goran Dragic: qual camisa vestirá na próxima vez que pisar no Madison Square Garden? (Foto: Getty Images)

Não deve parar na ida de Rajon Rondo para Dallas. Vem mais troca grande por aí. Pelo menos é essa a sensação que dá ao ler o que um dos principais jogadores da última temporada falou sobre o futuro.

O atleta em questão é Goran Dragic, eleito para o terceiro time ideal da NBA no campeonato passado. O armador do Phoenix Suns já havia dito que não pretende prolongar por mais um ano o atual contrato, tornando-se agente livre a partir de julho.

Aí, quando perguntado se ele considera a ideia de se juntar ao New York Knicks quando estiver explorando as possibilidades do mercado, o esloveno respondeu isso:

“Sim, definitivamente. Você conhece Phil Jackson. Foi um grande técnico. Ganhou tantos títulos e treinou tantos grandes jogadores, então é claro que é alguém interessante. Adoraria trabalhar com ele porque provavelmente ele está fazendo todas essas movimentações sabendo das necessidades da equipe e da direção a ser seguida. No passado, ele provavelmente tomou decisões sobre o elenco do Los Angeles Lakers e do Chicago Bulls. E fez um trabalho incrível.”

Em primeiro lugar, é necessário tentar entender o cenário em volta desta declaração. Dragic falou isso tudo ao jornal New York Daily News. Portanto, é de se imaginar que a pergunta tenha abordado um futuro no Knicks simplesmente porque é a função do repórter em questão cobrir o dia a dia da equipe.

Trata-se, ao que parece, muito mais de uma postura respeitosa do esloveno do que qualquer outra coisa. Se um jornalista em Los Angeles, por exemplo, tivesse feito o mesmo, o armador provavelmente teria dito que seria um prazer defender o Lakers e atuar ao lado de alguém como Kobe Bryant. Ou então destacaria a evolução promissora do Clippers. Qualquer coisa nessa linha.

Dragc, Thomas e Bledose. Muitos armadores no Suns (Foto: Gettey Images)

Dragc, Thomas e Bledose. Muitos armadores no Suns (Foto: Gettey Images)

Ainda assim, há motivos para acreditar que ele poderá ser negociado. No fim das contas, Dragic é um armador que goza de bastante prestígio depois do que fez na última temporada e que será agente livre irrestrito em julho. Perdê-lo de graça seria um péssimo negócio para o Phoenix Suns. Além disso, seria uma moeda de troca valiosa para reforçar o garrafão, tão carente nos dois lados da quadra, uma vez que a armação já anda bem servida.

Dragic se sobressaiu na corrida surpreendente do Suns que quase terminou em vaga nos playoffs na temporada passada, na qual registrou médias de 20,3 pontos e 5,9 assistências em cerca de 35 minutos de ação por partida. Com a volta de Eric Bledsoe, recuperado de uma cirurgia no joelho, e a aquisição de Isiah Thomas, a distribuição de minutos na rotação é inevitavelmente maior. Naturalmente, isso breca um pouco o impacto do esloveno, sem o mesmo espaço de antes.

As médias na atual temporada são de 16,0 pontos e 4,1 assistências em 32 minutos por jogo, números que representam uma queda notável em relação ao último ano. Além disso, a porcentagem de jogadas nas quais Dragic é envolvido enquanto está em quadra caiu de 24,5% para 22,1%. Índice não só inferior a Bledsoe e a Thomas, como também ao ala Gerald Green e ao ala-pivô Markieff Morris.

Não é uma situação insustentável. Longe disso. Dragic ainda é uma peça bastante útil ao Suns. Talvez seja ainda o melhor armador no elenco e poderia perfeitamente ser mantido. Não fosse pelo risco de a equipe não receber nada em troca ao vê-lo partir para um novo desafio profissional em julho. Seja em Nova York ou em qualquer outro lugar.

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sábado, 20 de dezembro de 2014 NBA | 16:00

Encaixe de Rondo não será a única missão do Mavericks

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Brandan Wright: sem ele, quem substituirá Tyson Chandler? (Foto: Getty Images)

Brandan Wright: sem ele, quem substituirá Tyson Chandler? (Foto: Getty Images)

Por Rajon Rondo ter sido a peça central na negociação que envolveu Boston Celtics e Dallas Mavericks na última quinta-feira, é natural que sejam analisados no primeiro momento o impacto dele no novo time. Mas encontrar uma maneira de encaixar o armador ao lado de Monta Ellis não é a única tarefa que o técnico Rick Carlisle terá pela frente depois da troca.

Primeiro porque Jae Crowder era uma peça útil na rotação. Vinha atuando cerca de dez minutos por partida, mas, quando entrava, oferecia bastante intensidade e boa defesa no perímetro. De uma maneira geral, passava longe de oferecer perigo com arremessos de longe, mas vinha apresentando alguma melhora nos tiros de três dos cantos da quadra. Talvez seja algo que ele continue a evoluir em Boston.

Mas o maior problema no que diz respeito à situação da segunda unidade em Dallas agora é a perda de Brandan Wright. O pivô não é alguém de muitos recursos técnicos, mas compensa tal deficiência usando toda a privilegiada capacidade atlética para finalizar perto do aro, principalmente em pontes aéreas. Os 74,8% de aproveitamento nos arremessos, índice mais alto de toda a liga na temporada, ajudam a mostrar isso. Defensivamente, a história é parecida. Algumas limitações são superadas graças à explosão, que o faz ser importante nos tocos e nos rebotes.

Eram características que passavam confiança a Carlisle, ao ponto de deixá-lo em quadra pouco menos de 19 minutos por partida. Tempo suficiente para dar descanso importante a Tyson Chandler, titular da posição que já passa dos 32 anos.

A saída de Wright abre um buraco na rotação do Mavericks que precisa ser preenchido. Quem agora irá ocupar essa vaga durante os minutos de descanso de Chandler?

Considerando apenas as opções de garrafão que já haviam em Dallas, surgem os nomes Greg Smith e Charlie Villanueva. Curiosamente, são os dois jogadores do elenco com menos tempo de quadra. Da dupla, quem tem maior chance de herdar os minutos de Wright é Smith, por ter mais o perfil para atuar na posição cinco e por defender razoavelmente melhor.

Outra possibilidade é Dwight Powell, que chegou a Dallas junto com Rondo. Escolhido na segunda rodada do último Draft, o canadense de 2,11m até mostrou coisas boas durante os quatro anos em Stanford, como a velocidade, boa defesa e potencial para chutar com eficiência de fora do garrafão. Por outro lado, desapontou muitos olheiros que costumam acompanhar o desenvolvimento dos jovens universitários pelo crescimento do seu jogo ter dado uma estagnada.

Até que chegue alguém, Rick Carlisle precisará dar um jeito para tapar buraco na rotação (Foto: Getty Images)

Até que chegue alguém, Rick Carlisle precisará dar um jeito para tapar buraco na rotação (Foto: Getty Images)

Transformar um novato qualquer em uma peça confiável para a rotação de um time com aspirações ao título já não é tarefa das mais simples. Fazer isso com alguém que saiu do basquete universitário mostrando justamente uma evolução abaixo do esperado e que ficou em quadra por somente nove minutos até agora na NBA é ainda mais complicado. Pode até acontecer, mas não é o cenário mais provável neste momento.

Seguindo a linha de raciocínio do Mavericks, de apostar alto na tentativa de encerrar a temporada com a segunda conquista de título, não seria nenhum espanto se a equipe voltasse ao mercado para buscar esse pivô reserva que tanto passou a precisar depois que Wright se foi. Alguns nomes conhecidos podem ser assediados em breve.

Jermaine O’Neal, por exemplo, disputou os playoffs da última temporada no Golden State Warriors. Aos 36 anos, afirmou recentemente que decidirá até janeiro se volta mesmo ou se colocará um ponto final na carreira. Outra possibilidade é Emeka Okafor, de 32, que virou agente livre depois que seu contrato com o Washington Wizards chegou ao fim e só não assinou com ninguém por causa de uma hérnia de disco que o só o permitirá voltar a jogar daqui a umas semanas.

São dois pivôs experientes e bons defensores perto da cesta, tudo o que o Mavericks gostaria de contar quando não tiver Chandler em quadra. Mas não são possibilidades para agora. Enquanto isso, Carlisle terá de se virar com o que tem para encontrar uma maneira de tapar esse buraco. Missão quase tão importante quanto a de fazer Rondo e Ellis coexistirem.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014 NBA | 03:48

Rondo deixa Mavericks mais poderoso na teoria. Mas ajustes serão necessários

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Rajon RondoQuem imaginou que o Boston Celtics fosse negociar Rajon Rondo ao longo da temporada acertou. A trajetória do armador na equipe mais vezes campeã da NBA em todos os tempos acabou nesta quinta-feira, dia em que ele chegou para deixar o elenco do Dallas Mavericks ainda mais rico em talento.

A negociação envolveu cinco jogadores ao todo. O Celtics enviou Rondo e o ala-pivô Dwight Powell ao Mavericks em troca do pivô Brandan Wright, do ala Jae Crowder e do armador Jameer Nelson, além de duas escolhas futuras de Draft (uma de primeira rodada em 2015, outra de segunda em 2016) e uma “trade exception” no valor de US$ 12,9 milhões.

Talvez seja esse último item o mais valioso para Danny Ainge neste processo de reconstrução em Boston. Mais até do que os contratos expirantes dos jogadores recém-adquiridos e das escolhas de Draft, que eram tudo o que o cartola mais desejava para não perder Rondo de graça — uma vez que ele será agente livre irrestrito ao final desta temporada.

É importante apontar também que Vitor Faverani dançou nesta história toda. Como o Celtics tinha 15 atletas sob contrato e recebeu mais gente do que cedeu na transação, precisou se livrar de alguém. O escolhido foi o brasileiro, que nem jogando está porque ainda se recupera de uma cirurgia no joelho. Situação difícil para ele no que diz respeito a continuar na NBA. Assunto para um outra hora qualquer por aqui.

A negociação representa muito bem o momento que cada uma das equipes envolvidas atravessam. Ao Celtics, tudo o que restou em troca do armador titular no seu último título conquistado foi somar novas cartas na manga para trocas futuras. O Mavericks, por sua vez, dá um salto enorme de qualidade justamente na posição mais contestada do quinteto titular. Pelo menos na teoria.

Vendo as coisas somente por esse ângulo, daria para afirmar então que o pessoal em Dallas fica ainda mais forte na briga pelo título. Com 113,6 pontos a cada 100 posses de bola, o time já tem a maior eficiência ofensiva de toda a liga até agora na temporada. A chegada de um armador de elite e que organiza tão bem as ações no ataque só ajudaria nesse sentido.

Rajon RondoNo outro lado da quadra, Rondo já foi melhor em outros tempos, principalmente antes de lesionar os ligamentos do joelho direito. Mesmo assim, é muito mais confiável defensivamente do que qualquer outro atleta da posição que os texanos têm à disposição.

No primeiro momento, parece ter sido a troca perfeita para aqueles que sonham com uma segunda faixa de campeão no teto do ginásio em Dallas. O problema é que as coisas não são tão simples assim. Algumas dúvidas aparecem quando começam a ser lembradas as características de jogo de todo mundo.

Rondo nunca teve um arremesso bom de média e longa distância. Era ainda pior nisso nos primeiros anos da carreira, permitindo aos oponentes deixá-lo completamente livre para o chute fora do garrafão. Melhorou um pouco desde então, mas segue passando bem longe de ser uma ameaça. O que ele tem como ponto forte é a facilidade na infiltração, que ele usa muito bem para pontuar próximo à cesta ou para distribuir a bola aos companheiros a partir dos espaços que cria. De qualquer maneira, é alguém acostumado a ficar bastante com a bola nas mãos a cada ataque, assim como Monta Ellis. Será necessário encontrar um balanço nesta equação.

Que o Mavericks ficou muito mais talentoso com Rondo na armação ninguém duvida. Mas tão óbvio quanto isso é a constatação de que o time construiu o sistema ofensivo mais eficiente da liga até agora com alguém de características bem diferentes das suas exercendo a função. É um cenário novo em Dallas, que exige alguns ajustes por parte do técnico Rick Carlisle. Só o tempo vai mostrar se o time do Texas de fato encontrará o melhor funcionamento de suas peças para ficar ainda mais forte na caça ao título.

Se isso acontecer, é bom a concorrência já se preparar para muitas dores de cabeça.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 NBB | 18:55

Ex-melhor das Américas, Kyle Lamonte chega a Brasília. Como?

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LamonteDepois de anunciar o ala-pivô Vernon Goodridge no início da semana, Brasília acertou com um outro norte-americano para o restante da temporada. Trata-se de Kyle Lamonte, ala-armador de 30 anos.

É uma figura bastante conhecida em terras sul-americanas, com passagens pelo Uruguai e pela Argentina. Foi lá, pelo Peñarol, que conquistou o título da Liga das Américas de 2010 e o troféu de MVP da competição.

Chegou a assinar com o Flamengo em julho deste mesmo ano, mas a primeira trajetória no Brasil não passou de três meses. Alegando não ter se adaptado bem ao clube e ao Rio de Janeiro, o norte-americano pediu a rescisão do contrato e voltou ao Peñarol.

Rodou mais um pouco por Argentina e Uruguai e estava na Lituânia antes de vir novamente ao Brasil. Nos tempos em que exercia papel de protagonismo no cenário sul-americano, era conhecido pela habilidade de produzir pontos, sobretudo a partir do drible ou em contra-ataques.

Características que podem casar muito bem com o novo time. “É um jogador de muita qualidade, que pode criar o próprio arremesso”, disse ao blog o ala-pivô Guilherme Giovannoni, novo companheiro de Lamonte. “Além disso, dará uma profundidade maior na rotação da equipe.”

No tempo em que ficou na Lituânia, defendendo as cores do Pieno Zvaigzdes, o norte-americano registrou médias de 9,6 pontos, 3,9 assistências, 2,8 rebotes e 3,6 desperdícios de posse de bola em cerca de 25 minutos por jogo na liga local. Desempenho que passa longe de chamar a atenção e até preocupa por causa do excesso de erros ofensivos.

Sim, os números não são tudo. É verdade. Mas, neste caso, é tudo o que se tem à disposição para avaliar a experiência profissional mais recente.

É por isso que vale a ressalva sobre como Lamonte chega a Brasília. Pode ajudar bastante caso ainda se mostre capaz de oferecer as mesmas coisas que fizeram dele alguém tão badalado na América do Sul nos últimos anos e se, desta vez, a adaptação por aqui for bem-sucedida. Algo que não aconteceu na primeira passagem pelo país.

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NBB | 13:32

Pinheiros passa vergonha em Bauru. Mas segue o jogo

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Larry sobe para a cesta (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Larry sobe para a cesta (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Bauru investiu pesado e está forte demais nesta temporada. Não há segredo nenhum até aí. A luta pelas primeiras posições na tabela do NBB e, principalmente, a maneira como o título da Liga Sul-Americana foi conquistado já deixaram isso bem claro. Mas nada disso torna menos incrível o que aconteceu nesta quinta-feira.

Em duelo válido pelo NBB, os comandados de Guerrinha receberam a visita do Pinheiros e não tomaram conhecimento do adversário. Venceram por 116 a 55. A diferença foi de 61 pontos, um só a menos que o recorde histórico da competição.

No dia 17 de dezembro de 2011, o Flamengo bateu o Vila Velha no Rio de Janeiro por 103 a 41, o que representa uma vantagem de 62 pontos. Seis atletas que defendiam o clube carioca naquela ocasião tiveram dois dígitos de pontuação: David Jackson (18 pontos), Hélio (14), Duda (13), Átila (10), Caio Torres (10) e Marcelinho (10) — que, aliás, é o único que ainda permanece no elenco.

A equipe do Espírito Santo terminou aquela temporada na última colocação do NBB, com uma única vitória ao longo dos 28 duelos que disputou. Era infinitamente menos competitiva do que o Pinheiros dos dias de hoje, o que deixa ainda mais impressionante o feito de Bauru nesta quinta-feira.

“Foi uma partida completamente atípica”, disse Felipe, ala-pivô do time paulista, ao SporTV depois do confronto. “Eles foram praticamente perfeitos e a gente atuou muito abaixo do que pode render”, completou.

Não dá para não classificar o desempenho do Pinheiros neste jogo como vexatório. É difícil imaginar que os próprios envolvidos neste episódio, jogadores e comissão técnica, pensem diferente. Mas também não é justo tirar totalmente o valor deste time, que tanto mudou desde o final da última temporada e ainda busca encontrar sua identidade. Uns dias antes, por exemplo, esse mesmo elenco foi responsável pela queda da invencibilidade de Limeira no NBB, com uma vitória convincente na casa do oponente.

É claro que a liga nacional já teve alguns sacos de pancada ao longo da sua ainda curta história. O Vila Velha, por exemplo, é um grande exemplo disso. Mas não é esse o caso do atual Pinheiros, que alterna bons e maus momentos com frequência e acabou exagerando na infelicidade diante de um rival poderosíssimo.

Situação atípica, como classificou Felipe. Foi uma exibição vergonhosa, sem dúvida, mas nada além disso. Segue o jogo.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 NBA | 15:58

Lesão no joelho coloca dúvidas no caminho de Jabari Parker

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Romper os ligamentos do joelho é uma lástima para qualquer esportista. A recuperação é longa e não há garantia alguma de que o atleta conseguirá retornar no mesmo nível de antes. A tristeza já é grande em qualquer caso, mas atinge uma proporção ainda maior quando ocorre com gente tão jovem quanto Jabari Parker.

O ala do Milwaukee Bucks lesionou o joelho esquerdo durante o jogo contra o Phoenix Suns na segunda-feira. Justamente quando partia para mais uma de suas infiltrações agressivas em direção à cesta, dessas que o fizeram parecer tão promissor neste início de jornada na NBA, com uma capacidade de pontuar tão afiada ao ponto de render comparações a Carmelo Anthony e Paul George.

Jabari Parker leva Tobias Harris para jogar de costas para a cesta (Foto: Getty Images)

Jabari Parker leva Tobias Harris para jogar de costas para a cesta (Foto: Getty Images)

Aos 19 anos, viu a temporada de calouro chegar ao fim após apenas 25 jogos. Estabeleceu médias de 12,3 pontos e 5,5 rebotes em pouco menos de 30 minutos de ação por partida, além de um aproveitamento muito bom de 49% nos arremessos. Foi eleito o melhor novato da Conferência Leste nos meses de outubro e novembro.

Mas os números, é importante frisar isso por aqui mais uma vez, não são tudo. As estatísticas, sozinhas, podem não causar um grande espanto em quem as vê. Mas o grande lance de Parker neste início de carreira profissional era a maneira como ele partia para a cesta e encontrava maneiras para criar oportunidades de pontuar, fazendo coisas que não se vê por aí em todo mundo.

Tudo levava a crer que se trata mesmo de um garoto especial em quadra, ainda no estágio inicial de uma longa curva de evolução que aparentava ter pela frente. Em que pesem as dificuldades nestes primeiros momentos dentro da NBA, o que é completamente normal, era visível o potencial de virar uma estrela da liga.

Esse processo todo de desenvolvimento fica agora pausado por alguns meses, e é impossível ter certeza se o jovem ala conseguirá retomá-lo exatamente de onde parou. Para um jovem que já era tão badalado antes mesmo de chegar à NBA, essa lesão representa um obstáculo bastante considerável. No fim das contas, só resta torcer mesmo para que Parker consiga superá-lo.

O Bucks seguiria com o seu projeto de continuar evoluindo ao longo dos anos ao ponto de conseguir competir com qualquer um. O resto da liga ganharia um grande candidato à turma das estrelas.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014 NBB | 19:58

Ter um ex-NBA não é garantia de nada no NBB

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Darington Hobson em ação por Brasília (Foto: Divulgação/LNB)

Darington Hobson em ação por Brasília (Foto: Divulgação/LNB)

Aconteceu na última semana, mas vale registrar por aqui duas movimentações no mercado do NBB que passaram meio batido por muita gente. Norte-americanos com passagem pela NBA, o ala Darington Hobson e o pivô Devon Hardin foram dispensados de Brasília e Paulistano, respectivamente.

Hobson teve passagem relâmpago pelo Milwaukee Bucks na temporada 2011/12 e foi devidamente analisado por aqui quando chegou a Brasília, em setembro. Durante o quadrangular semifinal da Liga Sul-Americana, por exemplo, ele mostrou o quanto poderia ser útil para o técnico José Carlos Vidal por jogar em pelo menos três posições diferentes. Não eram raros os momentos em que ele virava armador.

Mas essa trajetória na capital nacional durou só 12 partidas, divididas igualmente entre Liga Sul-Americana e NBB. De acordo com o que disse Vidal, problemas pessoais dificultaram a adaptação do norte-americano ao time e ao país. Por isso, o contrato foi rescindido de maneira amigável entre as partes.

Já Hardin foi selecionado na segunda rodada do Draft de 2008 pelo Seattle Supersonics, antes de a franquia se transformar no Oklahoma City Thunder. Mas o pivô nem chegou a ser aproveitado pela equipe, atrapalhado em grande parte por uma lesão por stress na perna esquerda que o impediu de participar dos treinos. Aí ele rodou pelo mundo até chegar ao Basquete Cearense na última temporada.

Devon Hardin ficou pouco tempo no Paulistano (Foto: Divulgação/LNB)

Devon Hardin ficou pouco tempo no Paulistano (Foto: Divulgação/LNB)

Teve médias de 9,9 pontos e 5,4 rebotes em cerca de 24 minutos por jogo. Nada brilhante, mas bom o suficiente para atrair o interesse do Paulistano. Assinou contrato com os vice-campeões nacionais em outubro e chegou até a se mostrar alguém confiável para se explorar as ações dentro do garrafão. Mas já não faz parte do elenco comandado por Gustavo De Conti, que preferiu não falar nada a respeito desse fim precoce de ciclo.

Os dois times já trataram de repor as peças dispensadas. Brasília acertou com o ala-pivô Vernon Goodridge, novaiorquino de 30 anos e 2,06m de altura, cujo último trabalho foi no AEK, da Grécia, onde ficou por apenas três jogos. É praticamente impossível saber o que pode-se esperar dele. O Paulistano, por sua vez, fechou com Jeff Agba, pivô que já rodou por alguns times do NBB e que iniciou a temporada na Liga Sorocabana. Foi elogiado pelo novo técnico. “Tem presença forte nos rebotes e um bom jogo no poste baixo, que é o que estávamos precisando”, disse De Conti.

Podem dar certo, podem dar errado. O fato é que Goodridge e Agba nunca passaram pela principal liga de basquete do mundo. Hobson e Hardin estiveram lá e acabaram reforçando o quanto ter um ex-NBA no elenco não é garantia nenhuma de sucesso para equipe alguma no NBB.

Rashad McCants e Uberlândia que o digam.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 NBA | 17:31

Os jogos de maior pontuação de Kobe Bryant

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Kobe BryantA essa altura do campeonato, todo mundo que gosta de basquete já deve saber que Kobe Bryant ultrapassou Michael Jordan e se tornou o terceiro maior cestinha da história da NBA. Para marcar esse feito sem fazer qualquer tipo de comparação com outros craques, relembramos por aqui os jogos de maior pontuação dele ao longo da carreira.

Era para ser dez, mas a conta neste caso teria de fechar sem um dos três jogos nos quais Kobe anotou 53 pontos. Portanto, a escolha foi a de incluir todos esses e listar 11 partidas mesmo. Houston Rockets e Memphis Grizzlies foram as vítimas favoritas. Vale a pena reparar também que a maioria destas atuações aconteceram em Los Angeles e apenas duas ocorreram na temporada em que ele teve a maior média da carreira: 2005/06, quando registrou 35,4 pontos por jogo.

Veja abaixo:

53 pontos
Adversário: Houston Rockets
Onde: em Los Angeles
Quando: 15 de dezembro de 2006
Resultado: vitória do Lakers por 112 a 101 após duas prorrogações

Em 54 minutos, mais tempo do que qualquer outro atleta que entrou em quadra neste jogo, Kobe arremessou 38 bolas. Acertou 17, o que representa um aproveitamento de 44,7%. Além disso, pegou dez rebotes e distribuiu oito assistências.

Apenas outros dois atletas do Lakers atingiram dois dígitos de pontuação na partida. O armador Smush Parker fez 17, ao passo que o ala Brian Cook saiu do banco para contribuir com dez.

53 pontos
Adversário: Houston Rockets
Onde: em Los Angeles
Quando: 30 de março de 2007
Resultado: derrota do Lakers por 107 a 104 após uma prorrogação

Das 88 bolas que o Lakers chutou o jogo todo, Kobe arremessou metade. Entraram 19, o que resulta em 43,2% de aproveitamento. Os outros números das estatísticas não impressionam: foram apenas dois rebotes, duas assistências e três desperdícios.

Ele foi um dos dois únicos jogadores do Lakers que tiveram índice positivo no +/- (que mede o saldo de pontos do time durante o tempo em que cada atleta permaneceu em quadra). Kobe registrou +1, ficando atrás apenas dos +5 de Ronny Turiaf, que somou seis pontos, seis rebotes e quatro tocos no duelo.

53 pontos
Adversário: Memphis Grizzlies
Onde: em Los Angeles
Quando: 28 de março de 2008
Resultado: derrota do Lakers por 114 a 111

Mais da metade da pontuação de Kobe foi produzida de longa distância, já que ele acertou nove bolas de três em 17 tentativa. Ao todo, ele chutou 37 bolas e converteu 19. Além disso tudo, pegou dez rebotes e roubou três bolas.

Ah, sim: o +/- dele foi de +1 novamente. E quem liderou o Lakers nesta estatística? Sim, Ronny Turiaf, com +13. Mas tudo isso foi insuficiente para conter um Memphis Grizzlies que contou com 28 pontos de Rudy Gay e 20 de Darko Milicic, por mais incrível que possa parecer.

55 pontos
Adversário: Washington Wizards
Onde: em Los Angeles
Quando: 28 de março de 2003
Resultado: vitória do Lakers por 108 a 94

A partida em questão marcou o último encontro entre Kobe e Michael Jordan. O melhor de todos os tempos anotou 23 pontos e distribuiu quatro assistências. Contou ainda com a ajuda de Jerry Stackhouse e Tyronn Lue, que emplacaram 22 e 17 pontos, respectivamente.

Mas Kobe foi melhor. Acertou 15 dos 29 arremessos que tentou para fazer os seus 55 pontos, além de ter somado sete rebotes e sete assistências. Como se já não fosse o bastante, a companhia em volta era muito mais qualificada e apresentou colaboração. Shaquille O’Neal, por exemplo, somou 26 pontos e 13 rebotes.

56 pontos
Adversário: Memphis Grizzlies
Onde: em Los Angeles
Quando: 14 de janeiro de 2002
Resultado: vitória do Lakers por 120 a 81

Com o desfalque de Shaquille O’Neal, o Lakers viu Kobe tomar as rédeas e aumentar sua produção ao máximo para tentar compensar a ausência do pivô. O aproveitamento de 21 arremessos certos em 34 arriscados ajudou bastante a cumprir tal missão com sucesso. Além disso, foram cinco rebotes e quatro assistências.

Mas não foi só ele que teve atuação de destaque pelo time de Los Angeles sem Shaq. Robert Horry fez um pouco de tudo em quadra, contabilizando 12 pontos, 11 rebotes, seis assistências, três roubos e três tocos. Pelo Grizzlies, quem se saiu melhor foi Pau Gasol, com quem mais tarde Kobe ganhou ganhou dois anéis de campeão. O espanhol marcou 25 pontos e pegou 12 rebotes.

58 pontos
Adversário: Charlotte Bobcats
Onde: em Charlotte
Quando: 29 de dezembro de 2006
Resultado: derrota do Lakers por 133 a 124, após três prorrogações

É muito fácil entender porque Kobe saiu de quadra extremamente frustrado após a partida. Os 58 pontos, cinco rebotes e quatro assistências ao longo dos 55 minutos em que permaneceu em quadra não evitaram a derrota para um adversário que terminou a temporada entre os piores times do Leste. Além disso, ele cometeu dois erros cruciais no final da terceira prorrogação.

Primeiro, ele fez falta em uma tentativa de chute de três de Derek Anderson, que cometeu todos os lances livres que cobrou e colocou o Bobcats em vantagem no placar por 129 a 124. Depois, o mesmo Anderson cavou uma falta de ataque que acabou sendo a sexta de Kobe, forçando-o a deixar o embate antes do fim e matando qualquer chance de vitória do Lakers.

60 pontos
Adversário: Memphis Grizzlies
Onde: em Memphis
Quando: 22 de março de 2007
Resultado: vitória do Lakers por 121 a 119

Foi o terceiro jogo de uma série de quatro em que Kobe anotou 50 pontos ou mais. Pobre do Grizzlies, cujo todos os esforços para tentar neutralizá-lo de nada adiantaram. Foram 60 pontos, com 20 chutes certos em 37 tentados, cinco rebotes e quatro assistências para ele.

“Quando ele está desse jeito, não há muito o que possa ser feito”, disse Mike Miller, na época jogador do Grizzlies, após a partida. “Por isso Kobe é quem é. Ele não fica cansado, está em ótima forma. Segue com o pé no acelerador o jogo todo”, completou.

61 pontos
Adversário: New York Knicks
Onde: em Nova York
Quando: 2 de fevereiro de 2009
Resultado: vitória do Lakers por 126 a 117

Poucas atuações individuais no Madison Square Garden foram tão impressionantes quanto essa. Kobe converteu 19 dos 31 chutes que deu durante o jogo. Além disso, teve sucesso em todas as 20 vezes em que foi para a linha de lance livre. Em algumas destas oportunidades, ouviu da torcida adversária os gritos de “MVP”.

Foi um dos momentos mais marcantes de uma campanha que culminou no título do Lakers, mas seria injusto dizer que Kobe jogou sozinho neste dia. Isso porque Pau Gasol apareceu com 31 pontos e 14 rebotes nesta que foi a primeira partida de um período sem Andrew Bynum que durou mais de dois meses.

62 pontos
Adversário: Dallas Mavericks
Onde: em Los Angeles
Quando: 20 de dezembro de 2005
Resultado: vitória do Lakers por 112 a 90

O Mavericks vinha de três vitórias consecutivas e tinha campanha superior, mas o Lakers não deu chance para os texanos. Na verdade, o jogo até que teve certo equilíbrio no primeiro tempo. Mas a coisa desandou a partir do terceiro quarto, quando a equipe de Los Angeles levou a vantagem para a casa das três dezenas. Muito por causa de Kobe.

Ele anotou 15 pontos no primeiro quarto, 17 no segundo e incríveis 30 no terceiro. Nem voltou para o último período. Quando saiu de quadra, tinha mais pontos do que todo o adversário. Além disso tudo, pegou oito rebotes e roubou três bolas. “Tentamos dobrar a defesa, marcá-lo por zona, armadilhas e nada funcionou”, admitiu Avery Johnson, técnico do Mavericks, depois da partida.

65 pontos
Adversário: Portland Trail Blazers
Onde: em Los Angeles
Quando: 16 de março de 2007
Resultado: vitória do Lakers por 116 a 111 após prorrogação

Nos 50 minutos em que ficou em quadra, Kobe arriscou 39 chutes e acertou 23. Zach Randolph, que defendia o Blazers na época, saiu de quadra com a sensação de que, na verdade, todas essas bolas entraram. “Ele converteu arremessos muito difíceis. Se tivesse errado um, provavelmente a gente teria chance de vencer”, declarou.

Exagero. O Blazers teve a chance de ganhar ainda no último período com o próprio Randolph, mas a bola de três que ele chutou acabou não entrando. Na prorrogação, Kobe foi decisivo na reta final com um tiro de longa distância e dois lances livres certeiros que definiram o triunfo.

81 pontos
Adversário: Toronto Raptors
Onde: em Los Angeles
Quando: 22 de janeiro de 2006
Resultado: vitória do Lakers por 122 a 104

Foi a segunda maior pontuação individual de um jogador na história da NBA em uma única partida, atrás apenas dos 100 pontos de Wilt Chamberlain em 1962. O fato de o Raptors ter aberto 18 pontos de vantagem no terceiro quarto ajudou bastante Kobe a escrever esse capítulo na história da NBA.

“Ele estava muito bravo”, contou Lamar Odom após o jogo. Kobe, que já tinha 30 pontos até então, marcou outros 51 a partir daí e comandou a virada. “Não esperava por isso nem nos meus sonhos. Foi algo que simplesmente aconteceu. É difícil explicar”, disse o craque. “Foi por causa da vitória que comecei a jogar assim, e acabou virando algo especial”, completou.

Kobe acertou 28 dos 46 arremessos que tentou, incluindo sete bolas certeiras em 13 arriscadas de trás da linha de três. Além disso, pegou seis rebotes e roubou três bolas. “Eu já vi jogos notáveis antes, mas jamais vi um como esse antes”, admitiu Phil Jackson, então comandante do Lakers.

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domingo, 14 de dezembro de 2014 NBA | 23:18

Kobe passa Jordan na lista de cestinhas. Significa até a página dois

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Selecionado na 13ª posição do Draft de 1996, Kobe Bryant chegou à NBA com uma ideia fixa na cabeça: desbancar Michael Jordan e tornar-se o maior de todos os tempos. Desde cedo, moldou a maneira de jogar em função das características de quem teve como ídolo antes de virar profissional. Os arremessos pulando para trás, a língua à mostra e mais uma longa série de itens comprovam isso.

Jordan continua no topo da lista dos melhores entre aqueles que já se meteram a jogar basquete, mas Kobe pode dizer que o superou em pelo menos uma coisa: no ranking dos maiores cestinhas da história da NBA. Com dois lances livres que converteu diante do Minnesota Timberwolves neste domingo, ainda no segundo quarto do duelo, o camisa 24 do Los Angeles Lakers o ultrapassou e assumiu o terceiro lugar, permanecendo atrás apenas de Karl Malone e Kareem Abdul-Jabbar.

Veja o momento histórico abaixo:

Parar o jogo após o segundo lance livre para prestar uma breve homenagem ao feito de Kobe foi uma atitude de muita classe por parte do Minnesota Timberwolves. Ele foi abraçado pelos atletas dos dois times e ainda levou a bola para a casa. Merecidamente.

Uma marca como essa não é desprezível, obviamente. Não dá para saber quanto tempo levará até alguém voltar a atingir os 32.292 pontos de Jordan e mandá-lo para o quinto lugar desta lista. Mas também não é algo que redefinirá a discussão sobre quem foi melhor. Longe disso. Até porque essa conta em especial usa apenas números absolutos.

No que diz respeito à média, a vantagem de Jordan é considerável. Foram 30,1 pontos por jogo ao longo da carreira, ao passo que Kobe tem 25,5. A superioridade também é ampla quando o assunto é pontos a cada 100 posses de bola: 43,3 a 36,1.

Kobe JordanA pontuação é apenas um item das estatísticas, e os números até dão boa noção das coisas, mas não são tudo. O basquete é muito mais que isso.

Único treinador na NBA a ter comandado os dois gênios, Phil Jackson relatou no livro “Onze Anéis” algumas coisas que evidenciam a fixação que Kobe tinha com a ideia de superar Jordan. Também deixou claro no decorrer da história o quanto ambos se pareciam em muitos aspectos, como na dificuldade em confiar no triângulo ofensivo no primeiro momento, o alto grau de competitividade e a maneira de tentar incentivar os colegas no treinos.

Nos tempos de Bulls, Jordan perdia bastante a paciência com Toni Kukoc e chegou até a dar um soco no rosto de Steve Kerr certa vez. Kobe, uns anos atrás, falou para o armador Smush Parker que ele não tinha que ouvir reclamação nenhuma de alguém tão desprovido de conquistas profissionais. Nesta semana mesmo, revoltou-se com os companheiros e os chamou de molengas.

As semelhanças entre os dois não são raras. Talvez tenha sido exatamente por elas que Kobe se tornou o que é hoje. Não há nada de errado em tentar copiar o que dá certo. Paul McCartney diz que virou o que virou depois de tanto tentar seguir os passos de Elvis Presley. No fim das contas, construiu uma brilhante carreira própria, dando à música um outro grande artista para a história.

Assim como Kobe. Não conseguiu tirar Jordan do posto de maior de todos, mas todo esse trabalho que teve para tentar jogar de maneira idêntica ao ídolo o transformou em um dos gênios do esporte, ao lado de quem tanto sonhou alcançar. Não é pouca coisa.

Também por isso, o que mais vale nessa história é apreciar ambos. Um deles já está aposentado há mais de dez anos. É preciso recorrer aos vídeos do passado para lembrar das coisas incríveis que fazia. O outro ainda está escrevendo a história diante dos nossos olhos. Nos resta aproveitar.

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sábado, 13 de dezembro de 2014 NBA | 16:27

Corneta do Flea – Decepção com Magic Johnson

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Bem antes de se consagrar com o Red Hot Chili Peppers como um dos melhores e mais influentes baixistas de sua geração, Flea tocava um outro instrumento. Fã de Miles Davis, Louis Armstrong e outros ícones do jazz, gostava mesmo era de trompete nos tempos de escola, mas acabou sendo convencido a tentar a sorte no baixo pelo amigo Hillel Slovak, com quem mais tarde tocou no Chili Peppers. Como sabemos, deu certo. Depois, passou a dominar também o piano, o violoncelo e a corneta, que tanto gosta de usar através do Twitter durante os jogos do Los Angeles Lakers, time do qual é torcedor fanático.

Se Flea é hoje um fã incondicional de basquete e doente pelo Los Angeles Lakers, muito se deve ao que Magic Johnson fez nas quadras. Foram cinco títulos da NBA e incontáveis momentos especiais de um time comandado por ele que não ficou conhecido como “show time” à toa. Mas uma parte dessa admiração ficou um pouco arranhada nesta semana.

Em meio a tantas derrotas nesta temporada, Magic, que sempre dá pitacos sobre o Lakers, disse que gostaria de ver o time perdendo todos os jogos seguintes. “Você tem de ser ótimo ou tem de ser péssimo, para daí conseguir uma boa escolha de Draft”, justificou. Flea não concordou.

Flea

Vamos lá. “Estou muito desapontado com o Magic por desejar derrotas ao Lakers. Uma cultura perdedora é muito pior do que ficar sem escolha no Draft. Os times nunca se recuperam disso”, escreveu o músico.

Talvez a parte de os times nunca se recuperarem seja exagero, mas o ponto de Flea faz sentido. Na verdade, é um discurso “anti-tank”, se é que esse termo existe. Por amar tanto o Lakers, prefere ver a equipe tentar superar as próprias limitações e conseguir vitórias do que se entregar às derrotas sem lutar — o que vai totalmente contra tudo o que o esporte representa.

Em um Oeste cada vez mais competitivo, é inimaginável que o Lakers consiga se posicionar entre os oito primeiros colocados e dispute os playoffs. Mas vai falar para Nick Young, por exemplo, que a cesta dele nos segundos finais da prorrogação contra o San Antonio Spurs, nesta sexta-feira, foi inútil e que a vitória na casa dos atuais campeões não tem valor algum. Ele provavelmente se sentiria ofendido e ficaria bem revoltado. Com razão.

Estamos com Flea nessa. Toca “Higher Ground” aí então, vai.

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