Publicidade

domingo, 8 de março de 2015 LBF, NBB | 01:15

Fim de semana em Franca termina com saldo positivo

Compartilhe: Twitter

A edição de 2015 do Jogo das Estrelas chegou ao fim. A festa em Franca foi muito bem organizada, contou com um público vibrante no ginásio e acabou ficando marcado por unir, pela primeira vez, NBB e LBF. Com a experiência de quem já tinha acompanhado de perto o evento em outras três oportunidades, é possível dizer com alguma segurança que as coisas estão cada vez melhores. De uma maneira geral, o saldo foi positivo, como aponta o balanço abaixo.

Pedrocão recebeu ótimo público (Foto: Fotojump/Brasil)

Pedrocão recebeu ótimo público (Foto: Fotojump/Brasil)

Pontos altos

* O nível de intensidade demonstrado pelas jogadoras no duelo feminino, algo que já foi destacado por aqui. É bem raro encontrar tamanha seriedade por parte de atletas em partidas festivas.

* Palco do evento, o Pedrocão estava impecável do ponto de vista estético. Pelo menos dos portões do ginásio para dentro. Os painéis de LED colocados em volta da quadra favoreceram a transmissão de informação ao público e a exposição dos patrocinadores.

* As competições individuais tiveram boa dose de emoção, chegando a superar em alguns momentos o “All-Star Game” da NBA. O próprio Arnon de Mello, diretor-executivo da liga norte-americana no país, concordou com isso.

* Demorou para lotar nos dois dias, mas o público não só acabou aparecendo com força em ambos como se mostrou bastante participativo, embarcando nas animações que aconteceram durante os intervalos, aplaudindo incansavelmente os ídolos do passado e os jogadores da casa e vaiando atletas como Alex e, principalmente, Nezinho — fruto da rivalidade de outros tempos com Ribeirão Preto.

* Duas faixas entre os torcedores chamaram a atenção. “Força, Jefferson. Estamos com você”, dizia uma, em referência ao ala-pivô do Bauru que rompeu o tendão de Aquiles e só volta a jogar na próxima temporada. “Cipolini #15 monstro”, era a mensagem da outra, homenageando o ala-pivô do Brasília. São atos simples, mas que comprovam o grau de envolvimento das pessoas por trás destes cartazes com outras equipes do NBB. São mais do que meros espectadores, e construir uma base de fãs apaixonados é excelente para o campeonato.

* Fausto, Paulão, Chuí, Robertão e Edu Mineiro deram nome aos trios do Arremesso das Estrelas. Hélio Rubens foi um dos jurados do torneio de enterradas e ouviu uma longa sessão de aplausos quando foi apresentado antes da competição. A reverência a grandes nomes do passado é fundamental para se preservar a história do basquete brasileiro.

* Quem também marcou presença no Jogo das Estrelas foi Horace Grant, ala-pivô titular do primeiro tricampeonato do Chicago Bulls e que também foi campeão uma outra vez da NBA com o Los Angeles Lakers. A participação de alguém com esse currículo na melhor liga de basquete do mundo ajuda a dar um brilho a mais ao evento.

* Grant não esteve apenas no ginásio nos dois dias de atividades. Na manhã de sexta-feira, ele visitou o Recanto da Esperança, uma instituição em Franca que acolhe crianças e adolescentes de maneira provisória ou, em alguns casos, definitiva. Essa interação com a comunidade não é algo novo no Jogo das Estrelas, felizmente, e é ótimo que continue acontecendo.

* O Jay Jay, mascote do evento, se transformou durante a partida das estrelas da LBF em Jay-Lo, personagem apresentado ao público como a mulher do casal. Foi uma coisa muito simples, mas de muito bom gosto, que deu um toque ainda mais feminino à festa.

* Também foi de extremo bom gosto o ato de homenagem às mulheres após o duelo das estrelas da LBF. Os homens, que iriam se enfrentar ali em seguida, entraram em quadra carregando uma flor cada um para entregar às jogadoras.

* O fato de os atletas terem se hospedado no mesmo hotel fez com que a recepção se transformasse em uma gigantesca zona mista. Foi um prato cheio para os jornalistas. Deu para conversar tranquilamente com muita gente nestes dias, o que favorece uma exposição muito maior do NBB e da LBF nos próximos dias em veículos que marcaram presença em Franca.

Jogadoras da LBF receberam flores (Foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto)

Jogadoras da LBF receberam flores (Foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto)

Pontos baixos

* A internet para a imprensa no ginásio só foi funcionar com alguma consistência durante o confronto entre as estrelas do NBB, ou seja, já na reta final do evento. Problema que pode ter atrapalhado o trabalho de muita gente, mas que também impediu os jornalistas ali presentes de comentarem em tempo real o que acontecia de mais interessante — algo que ajudaria a ampliar a repercussão do evento.

* As janelas de entrevistas durante o evento deixaram a desejar. Conversar com qualquer um dos vencedores das competições individuais na sexta-feira, por exemplo, foi uma missão extremamente complicada. Isso porque eles se viam forçados a darem autógrafos a alguns torcedores que conseguiram aparecer na quadra. A atenção ao público é indispensável, obviamente, mas é algo que poderia ocorrer em seguida. Depois do embate feminino, então, o barulho do microfone na quadra representou um grande obstáculo na hora de entender o que as atletas diziam.

* Sobraram ídolos francanos, mas faltaram outros personagens da história do basquete brasileiro. Horace Grant, por exemplo, foi chamado ao centro da quadra durante as partidas do sábado para ouvir os aplausos dos torcedores. Hortência, Alessandra e Adriana Santos, campeãs do mundo com a seleção brasileira em 1994, também estavam lá e mereciam uma homenagem.

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

Autor: Tags:

sábado, 7 de março de 2015 LBF | 16:24

Jogo sério e clima de revanche no desafio das estrelas da LBF

Compartilhe: Twitter

As partidas festivas não costumam ter a competitividade como característica mais marcante. Na maioria das vezes, o mesmo alto nível de intensidade visto em duelos pelas competições oficiais aparece somente na reta final. Não foi isso o que se viu, porém, no Jogo das Estrelas da LBF.

Em um confronto levado bastante a sério desde o início por cada uma das jogadoras que pisaram no ginásio do Pedrocão neste sábado, as brasileiras lideraram durante a maior parte do tempo e venceram pelo placar de 78 a 73. A pivô Clarissa, que defende o Americana e que acabou de assinar com o Chicago Sky para a próxima temporada da WNBA, foi eleita a MVP do evento, com 26 pontos e 17 rebotes.

Clarissa, MVP do Jogo das Estrelas da LBF (Foto: William Lucas/Inovafoto/Bradesco

Clarissa, MVP do Jogo das Estrelas da LBF (Foto: William Lucas/Inovafoto/Bradesco

“No masculino tem festa, mas o Jogo das Estrelas no feminino é para ganhar”, disse Antonio Carlos Vendramini, técnico de Clarissa em Americana e que foi um dos selecionados para comandar a equipe brasileira no duelo das principais jogadoras da LBF.

“Antes do jogo, nós nos reunimos, desenhamos uma quadra e distribuímos cada uma nas devidas posições. Demos também alguma liberdade para elas atuarem porque elas podem jogar assim, mas também buscamos organizar algumas coisas. As próprias jogadoras também foram se acertando durante a partida”, explicou.

O resultado do ano anterior, quando as estrangeiras ficaram com a vitória, ajudou a impulsionar o clima de competitividade. “Estávamos com aquilo engasgado até agora”, admitiu a ala-pivô Damiris, que também atua em Americana e joga pelo Minnesota Lynx na WNBA. “Ninguém gostou de perder. Ficamos um tempo antes deste jogo trocando mensagens umas com as outras, estávamos bem concentradas na busca por uma vitória desta vez. Foi gostoso dar o troco.”

Já Clarissa preferiu seguir uma outra linha de raciocínio. Não demonstrou tanto sentimento de revanche ao conversar com os jornalistas após o jogo, mas também não ignorou a importância do resultado. “A gente veio para se divertir também, para dar o melhor espetáculo possível para o público que assistiu ao jogo, mas todo mundo gosta de ganhar”, afirmou.

O melhor espetáculo possível de qualquer jogo, oficial ou não, passa pelo nível de intensidade. Não há nenhum outro elemento mais eficiente do que esse.

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

Autor: Tags: , , , ,

NBA, NBB | 13:15

Aumento de jogos na TV não ameaça o League Pass, diz diretor da NBA no Brasil

Compartilhe: Twitter

Um outro item da considerável lista de reflexos da parceria entre NBA e NBB que já podem ser vistos neste Jogo das Estrelas é a presença de Arnon de Mello em Franca. Na manhã deste sábado, o diretor-executivo da liga norte-americana recebeu a imprensa no hotel em que está hospedado para uma conversa que durou cerca de 45 minutos. Ele falou algumas coisas que já haviam sido registradas por aqui, como a incerteza em relação a um novo duelo de pré-temporada do melhor de basquete do mundo no país, mas também disse outras coisas interessantes. Veja abaixo.

Arnon de Mello, diretor-executivo da NBA no Brasil (Foto: Wander Roberto/Inovafoto)

Arnon de Mello, diretor-executivo da NBA no Brasil (Foto: Wander Roberto/Inovafoto)

Organização do Jogo das Estrelas

“Trouxemos uma equipe de quatro ou cinco pessoas para prestarem consultoria e apoio, mas a princípio não para colocarem a mão na massa. Acredito que no ano que vem os resultados da parceria serão melhores. Mas fiquei muito satisfeito com o evento, acho até que em alguns momentos superou o nosso da NBA. Como, por exemplo, o torneio de enterradas, que contou com a presença de um jogador do time da casa.”

“Queremos que a próxima sede do Jogo das Estrelas seja anunciada já em maio deste ano. Isso, para um evento que só acontecerá em março de 2016, ajudaria muito em termos de planejamento. Faria a diferença como um todo. Não tenho dúvida de que, com esse tipo de planejamento, a gente consiga ter resultados parecidos com o que vimos em Franca neste ano, seja qual for o mercado.”

Como o NBB pode aprender com a NBA a explorar o mercado

“Temos a intenção de que exista uma loja para vender produtos do NBB, nem que seja virtual. Também buscamos trabalhar com mascotes dos times daqui, mais ou menos no modelo que fazemos la na NBA.”

Naming rights de ginásios nas transmissões da NBA

“Esse é um assunto que nunca foi discutido entre nós e a Globo. Trata-se de uma política da empresa que não nos faz diferença. Ficamos surpresos com o número de fãs preocupados em como isso poderia nos afetar, mas é uma questão que eles adotam em todos os casos, não é nada contra a NBA. Essa não é uma preocupação nossa em termos de relação com parceiros.”

Transmissões no Brasil x League Pass

“Também não nos preocupamos com a possibilidade de queda de assinantes do League Pass. Com mais fãs de basquete, a tendência é que o número de cresça. Quem gosta do campeonato continuará tendo um monte de possibilidade de jogos para se assistir todos os dias. Temos jogos na televisão, mas nem sempre um torcedor do Chicago Bulls ou do Los Angeles Lakers, por exemplo, terá a possibilidade de ter jogos destas equipes transmitidos.”

“O Brasil é hoje o quinto país com mais assinantes do League Pass. Não posso revelar o número exato. É algo que nos agrada, mas ainda não é nada impressionante. Nossa projeção é que o número aumente nos próximos cinco anos e chegue a esse nível. É por aí que ainda podemos crescer. Uma coisa que pensamos para o futuro é a possibilidade de ter um jogo no League Pass exibido em português. Apesar de o menu de acesso ali estar traduzido, ainda é uma coisa bastante americanizada. A língua continua sendo uma barreira, e vimos isso no próprio site da NBA. Vimos um salto de visitantes 100% do dia para a noite depois que traduzimos coisas básicas da página.”

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

Autor: Tags: , ,

NBB | 02:13

Jogo das Estrelas 2015 (2) – O restaurante em Franca que respira basquete

Compartilhe: Twitter

O Pedrocão não é o único lugar onde é possível se medir a paixão do povo de Franca pelo basquete, obviamente. A cerca de 3km do ginásio existe um restaurante chamado Barão, bastante conhecido basicamente por duas coisas. Uma delas é o tradicional prato JK, que nada mais é do que um filé à milanesa recheado com presunto e queijo. A outra é a decoração, que tem como tema o esporte mais querido da cidade.

Foi esse o lugar do almoço desta sexta-feira. O visitante de primeira viagem consegue ter uma ideia do ambiente que encontrará pela frente logo na entrada, dando de cara com uma parede repleta de fotos de equipes que fizeram parte do início da rica história francana, lá na primeira metade do século passado. Mais para o fundo do restaurante, há um painel grande com a imagem do Pedrocão lotado no Jogo das Estrelas de 2011, o primeiro que a cidade sediou.

Barão Franca

Barao Franca

Quem já passou pelo estabelecimento outras vezes conta que costumava ter ainda mais coisas, como por exemplo uma camisa de Anderson Varejão dos tempos em que ele atuava em Franca — onde iniciou a carreira, aliás. Por algum motivo qualquer, ela não se encontra mais pendurada lá.

A única concorrência que os ídolos locais encontram dentro do estabelecimento é com o maior jogador de todos os tempos, o que dificilmente deve incomodar alguém. Michael Jordan aparece com o uniforme do Chicago Bulls em vários quadros pequenos pendurados por algumas outras paredes.

Barão Franca 3

Com relação ao prato escolhido para o almoço, não dava para aproveitar totalmente uma oportunidade única como essa sem provar o JK, não é verdade? Não é nada leve, ainda mais porque há queijo derretido e presunto nas fritas que vêm como acompanhamento, mas vale a pena encarar. É bom demais e cai muito bem ao lado de uma Coca-Cola em um copo com gelo e limão.

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

Autor: Tags: , , ,

sexta-feira, 6 de março de 2015 NBB | 16:34

Franca aposta em nova estrutura de gestão para quitar dívida de R$ 1,5 milhão e buscar autossustentabilidade

Compartilhe: Twitter

Franca está em evidência por sediar o Jogo das Estrelas neste final de semana, mas chamou a atenção no cenário do basquete nacional por um outro motivo há alguns meses. Ameaçado por dificuldades financeiras, o time local correu o risco de encerrar as atividades durante as rodadas iniciais do NBB — algo que foi assunto por aqui na época, com a mobilização dos torcedores na tentativa de ajudar e a reflexão sobre como isso diz muito sobre o estado da gestão da equipe.

Pois foi justamente sobre isso que o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira, conversou com o blog. Na coletiva de imprensa da quinta-feira, ele já havia explicado a mudança na estrutura administrativa do time, que passou a ser comandado por um grupo de sete gestores, formado por prefeitura, associações comerciais e a principal patrocinadora, a rede de lojas Magazine Luiza.

Alexandre Ferreira, prefeito de Franca (Foto: Fotojump/LNB)

Alexandre Ferreira, prefeito de Franca (Foto: Fotojump/LNB)

“Começamos a trabalhar efetivamente duas semanas atrás, quando suspendemos as ações do conselho deliberativo e formamos esse comitê interventor. Temos pouco tempo de trabalho, mas há vários projetos em vista. Como, por exemplo, fazer shows, promover encontros, levar os atletas nos locais dos patrocinadores, nas lojas de quem apoia o time, para promover. Isso também seria uma maneira de chamar outros investidores. Além disso, buscamos correr atrás de outros recursos financeiros, não só os projetos de incentivo do governo, e correr atrás desta segurança do retorno do investidor. Estamos começando agora, mas somos um grupo forte, que fará de tudo para resgatar a credibilidade do time em tudo, até em condição de pagamento”, disse Ferreira.

E o que foi feito na reta final de 2014, durante a época mais grave da crise financeira para segurar os atletas e garantir a sobrevivência da equipe? “Nós conversamos”, ele respondeu. “Dissemos que estávamos dispostos a resolver os problemas e pedimos um voto de confiança para organizar tudo. Os líderes do elenco entenderam nosso esforço. A postura do Lula (Ferreira, técnico do time) foi impressionante. Ele falou que ficaria independentemente do que iria acontecer. Isso foi muito gratificante para nós. Naquele momento, não havia dinheiro para os salários dos jogadores de novembro e de dezembro. Era um direito deles buscar outras condições, isso é normal. Mas eles decidiram ficar e tocar o barco.”

As coisas melhoraram um pouco a partir deste voto de confiança. “Nós começamos a trabalhar e a arrumar algum dinheiro. Levantamos recursos com alguns empresários da cidade para pagar umas contas e renegociar outras dívidas, enxugamos o custo da equipe e fizemos esse processo de gestão administrativa mais firme para que a gente possa pagar uma dívida que temos hoje de quase R$ 1,5 milhão”, esclareceu Ferreira.

Um dos planos para ajudar a fazer esse valor evaporar é a criação de novas receitas, algo que já foi cobrado por aqui em outra oportunidade. É indispensável que uma equipe profissional não dependa apenas do dinheiro de um grande patrocinador para se manter. “Vamos trabalhar muito para tornar o time de Franca autossustentável, através de mais patrocinadores, venda de camisas e de outros produtos mais, além desta mudança na politica de gestão”, afirmou o prefeito.

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

Autor: Tags: ,

NBB | 01:48

Jogo das Estrelas 2015 (1) – Franca tem público até em bate-bola da imprensa

Compartilhe: Twitter

“Franca é tão sensacional que tem torcedor até em jogo da imprensa.” A frase, que na verdade teve um outro adjetivo ao invés de “sensacional”, foi dita por algum companheiro de profissão durante o bate-bola dos jornalistas na noite desta quinta-feira, em pleno Pedrocão.

Jogar em um ginásio tão rico em termos de momentos históricos e glórias para o basquete brasileiro foi mesmo marcante. Ainda mais porque a entrada para o local deu-se pelos vestiários, fazendo com que o acesso à quadra fosse idêntico ao dos jogadores de verdade.

Pedrocão recebe o Jogo das Estrelas pela terceira vez (Foto: Luiz Pires/LNB)

Pedrocão recebe o Jogo das Estrelas pela terceira vez (Foto: Luiz Pires/LNB)

É provável que tenha passado um filme pela cabeça de alguns jornalistas, ainda que apenas por alguns segundos. Quem chegou a sonhar em jogar em algum ponto da vida dificilmente não sentiu um gosto especial com a experiência, antes de o Pedrocão virar palco de cenas muito feias.

Sim, pois é. Afinal de contas, há uma razão pela qual todos ali não seguiram dentro de quadra e hoje se sustentam com o trabalho fora das quatro linhas, não é mesmo? Em pouco mais de uma hora de atividade, viu-se um festival de erros, andadas, arremessos que martelaram o aro e passes para ninguém. Tudo em um ritmo muito lento.

O que impressionou mesmo foi a existências de um público para isso. Algumas pessoas gastaram horas de uma agradável noite de quinta-feira, após uma tempestade que castigou a cidade durante a tarde, para assistir àquilo. Tudo bem que eram somente cerca de 15 pessoas, mas o normal seria não ter ninguém nas arquibancadas. Vai entender o motivo.

Parte dessa explicação, muito pequena neste caso, é óbvia. Franca é mesmo a capital do basquete brasileiro. O papo de que existe um clima diferente para quem adora a modalidade parece lenda, mas não é.

Já estive nas outras duas edições do Jogo das Estrelas realizadas na cidade, em 2011 e em 2012. A atmosfera não muda. Pelo contrário: parece cada vez mais intensa. É claro que o rodízio de sedes seria positivo, mas não teria problema nenhum se Franca fosse sempre a casa do evento.

Após a pelada no Pedrocão, a televisão na sala de refeições do hotel próximo ao ginásio, onde estão hospedados jornalistas e a maioria dos jogadores que participam do final de semana festivo, ficou ligada no duelo entre Oklahoma City Thunder e Chicago Bulls, transmitido pelo Space. Não é exagero afirmar que quase todo mundo que passava pelo local parava para dar uma olhada no que estava acontecendo, incluindo alguns funcionários. Deu até para ouvir a discussão do momento em uma conversa ao redor: “Será que o Russell Westbrook vai conseguir mais um triplo-duplo?”

Onde mais algo assim poderia acontecer?

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 5 de março de 2015 LBF, NBB | 19:29

Jogo das Estrelas “caiu no colo” da LBF e teve “troca legal” do NBB com a Globo

Compartilhe: Twitter

A possibilidade de realizar a sua versão do Jogo das Estrelas junto com o NBB apareceu para aliviar os problemas da LBF (Liga de Basquete Feminino). Pelo menos foi isso o que deu a entender Márcio Cattaruzzi, presidente da entidade, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira em Franca, cidade que recebe o evento.

“Vínhamos batalhando para conseguir realizar o evento. Não estávamos encontrando uma solução, aí caiu no nosso colo a ideia de fazermos junto com o masculino. É um motivo de muita satisfação e de orgulho estar participando desta festa, e ainda por cima em Franca, terra do basquete reconhecidamente no Brasil todo”, afirmou Cattaruzzi.

Márcio Cattaruzzi, presidente da LBF (Divulgação/LBF)

Márcio Cattaruzzi: presidente da LBF admite que Jogo das Estrelas “caiu no colo” (Divulgação/LBF)

A veterana armadora Adrianinha, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de 2000 e um dos principais nomes do basquete feminino na última década, concordou com a linha de pensamento. “Espero que a gente pegue carona no crescimento do basquete masculino. A LBF é uma liga de muito valor e queremos mostrar nosso potencial”, disse ela.

Não é nada de outro mundo. Os dois falaram algo que até já foi comentado por aqui uns dias atrás. Para a liga feminina, trata-se de uma ótima oportunidade de surfar na onda do masculino e desfrutar de uma exposição que certamente não teria se organizasse sua festa sozinha.

Para o campeonato masculino, a união também é interessante. “Isso tende a massificar o esporte no Brasil”, disse Cássio Roque, presidente da LNB, organizadora do NBB. “É um dos trabalhos que temos de desenvolver. Quanto mais forte ele for, melhor será para o basquete.”

Após a coletiva, Roque conversou um pouco mais com o blog sobre algumas outras questões organizacionais do evento. Exaltou, por exemplo, os primeiros frutos que vêm sendo colhidos da parceria com a NBA. “Temos dois patrocinadores que vieram graças a eles exclusivamente para o evento, já é um grande passo”, observou, referindo-se à Adidas e à TAM.

Cássio Roque, presidente da LNB, revela "troca legal" com a Globo (Foto: Fotojump/LNB)

Cássio Roque, presidente da LNB, revela “troca legal” com a Globo (Foto: Fotojump/LNB)

Ele comentou ainda o fato de o Jogo das Estrelas não contar com transmissão da Globo desta vez, ao contrário do que vinha acontecendo em anos anteriores. “Como o evento já conta com um público cativo, entendemos que poderia muito bem permanecer apenas no SporTV. Fica com mais cara de acontecimento esportivo dessa maneira, com atrações de duração um pouco maior. Por outro lado, negociamos a possibilidade de mudar o formato da final do campeonato e contar com até duas partidas transmitidas em TV aberta. Foi uma troca legal que fizemos”, analisou.

Depois de o título ter sido decidido em partida única nas três últimas temporadas, o NBB voltará a conhecer o campeão neste ano em uma série de playoff, que será disputada no formato melhor de três. O segundo duelo certamente será exibido pela Globo. O mesmo acontecerá com o terceiro, caso necessário.

(blogueiro viaja a Franca a convite da Liga Nacional de Basquete) 

Autor: Tags: , ,

NBB | 12:00

Franca, aí vamos nós

Compartilhe: Twitter

Além da paixão pelo basquete, obviamente, alguém consegue dizer uma semelhança que exista entre o blog e Horace Grant, ala-pivô que foi três vezes campeão da NBA pelo Chicago Bulls e uma pelo Los Angeles Lakers? Ambos marcarão presença no Jogo das Estrelas do NBB e da LBF, que acontece em Franca neste final de semana.

O ex-jogador será um dos jurados no campeonato de enterradas, ao passo que o blog terá a chance de acompanhar todo o evento de perto a convite da LNB (Liga Nacional de Basquete) e contar por aqui o que acontecer de mais interessante na cidade que é considerada a capital do basquete nacional.

Horace Grant

Em relação ao que estava previsto anteriormente, três mudanças já estão certas e todas elas dizem respeito ao elenco brasileiro para o duelo contra os estrangeiros no evento principal. Jefferson Willian, ala-pivô de Bauru que rompeu o tendão de Aquiles e só volta a jogar na próxima temporada, foi substituído por Audrei, ala do Uberlândia. Caio Torres, pivô de São José que sofre com problema no joelho, dará lugar ao ala-pivô Rafael Mineiro, de Limeira. Por fim, o pivô Rafael Hettsheimeir, de Bauru, lesionou a virilha e terá sua vaga preenchida por Guilherme Giovannoni, ala-pivô de Brasília que foi, inexplicavelmente, só 15º atleta mais votado entre técnicos, capitães e imprensa.

Inexplicavelmente, sim. Afinal de contas, Giovannoni é o jogador mais eficiente do NBB nesta temporada até agora, com 18,9 de valorização por jogo. Além disso, é o terceiro principal cestinha do campeonato, com uma média de 18,1 pontos por partida. “Seria a primeira vez que ficaria fora desde que voltei ao Brasil, mas, com a contusão do Rafael, recebi o convite. É com prazer que participo dos dois dias do evento”, disse o ala-pivô, que já havia sido escalado para disputar o Arremesso das Estrelas, na sexta-feira, ao lado do ex-jogador Edu Mineiro e da pivô Érika.

Por enquanto é isso aí. A partir da tarde desta quinta-feira, o blog verá de perto qualquer outra novidade que pintar em Franca e contará por aqui, além de tentar traduzir um pouco do clima da cidade neste final de semana e outras coisas mais que fujam do trivial.

Conto com a visita de vocês. Nos vemos em Franca.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

NBB | 05:00

Perfis da LDB – Alexandre Paranhos e o físico de LeBron James

Compartilhe: Twitter

“Eu e meu irmão o vimos pela primeira vez seis anos atrás e ficamos impressionados porque ele tem um físico como o de LeBron James.”

Era isso o que dizia uma mensagem enviada por Artur Barbosa, irmão mais velho de Leandrinho, ao jornalista Henry Abbott, da ESPN norte-americana, às vésperas do Draft de 2013 da NBA. O garoto ao qual ele se referia era Alexandre Paranhos, ala de 2,02m que na época defendia o Flamengo.

Alexandre Paranhos em ação pelo Basquete Cearense (João Pires/LNB)

Alexandre Paranhos em ação pelo Basquete Cearense (João Pires/LNB)

Depois de ter passado batido ao longo das 60 escolhas do recrutamento, ele chegou a disputar a Summer League pelo Dallas Mavericks. Em seguida, voltou ao Brasil e acertou com o Basquete Cearense. Hoje, com 22 anos recém-completados, Alexandre é uma das razões pelas quais o time nordestino se classificou ao Final Four da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete) e considera que as experiências vividas em 2013 foram determinantes para a carreira.

“Aprendi muito no Flamengo e nos treinos nos Estados Unidos”, disse o ala ao blog, logo após a vitória do Basquete Cearense sobre Mogi as Cruzes, na última rodada da fase de classificação da LDB. “Abri os olhos para muita coisa que não percebia dentro de mim. Passei a ter mais consciência dentro de quadra. Físico bom todo mundo consegue ter se for à academia e treinar forte, mas a diferença de um jogador para o outro é a cabeça, a força psicológica, a capacidade de se fazer as melhores escolhas em uma partida. É assim que se destaca. Na categoria mais velha, a inteligência conta muito. É isso o que busco sempre, e é assim que o jogo vai fluir.”

Em uma equipe sem grandes destaques individuais, que segue invicta na competição sub-22 justamente por dividir muito bem as ações entre seus jogadores, Alexandre é apenas o sexto mais produtivo do elenco — pelo menos no que diz respeito às estatísticas — com 8,5 de eficiência. Suas médias são de 7,8 pontos e 5,5 rebotes por duelo.

“Não estou nem aí para os números”, afirmou Alexandre. “Às vezes, os mais novos ligam muito para isso. Buscam fazer muitos pontos e aparecer bastante para quem está assistindo aos jogos, mas as coisas não são assim. Os destaques aparecem naturalmente, mostrando alguns outros valores individuais, como a inteligência necessária para se ajudar uma equipe a ganhar. Os técnicos querem isso. É essa mentalidade, desprendida de vaidade, que é preciso.”

Alexandre Paranhos com a camisa do Flamengo em 2013 (Célio Messias/Divulgação)

Alexandre Paranhos com a camisa do Flamengo em 2013 (Célio Messias/Divulgação)

O porte físico, que um dia foi comparado ao de LeBron James, realmente impressiona dentro de quadra. Dono de uma combinação muito interessante de explosão, agilidade e força, pode ser usado pelo técnico Espiga tanto na posição três como na quatro. Destaca-se mais pela marcação, usando seus longos braços para transformar a vida dos adversários em um pesadelo, mas também mostra muita competência quando recebe a bola de costas para a cesta para atacar. Por outro lado, tem muita dificuldade em acertar o alvo nos arremessos de longe.

“Eu me preocupo mais em defender. Não sou um grande pontuador, mas ajudo muito na defesa, luto por rebotes, busco anular o melhor jogador do outro time e é assim que ganho espaço. Sei que ainda tenho muito a evoluir, mas meu jogo é esse”, resumiu o ala, que ainda observou: “Não quero fazer 40 pontos por jogo. Quero é ajudar minha equipe a ganhar.”

Mas tudo o que acontece hoje não seria possível se não fosse pela aposta de quem um dia comparou seu porte físico ao de LeBron James. “Leandrinho e o irmão dele foram fundamentais no meu desenvolvimento. Comecei no Palmeiras graças a eles e acabei ficando. Nesse tempo todo, eles sempre me ajudaram com treinos individuais, me dando toques particulares, tanto para a vida dentro das quadras como fora delas. Devo muito aos dois. Talvez não estaria aqui se não fosse por eles, pois nem sabia jogar basquete. Comecei aos 17 anos, e os times eram muito fechados. Foi muito difícil, precisei de muita força de vontade e trabalhar duas vezes mais que o resto. Eu entrei com a dedicação e eles me deram a direção”, reconheceu Alexandre.

Autor: Tags: ,

quarta-feira, 4 de março de 2015 NBB | 19:06

Perfis da LDB – Pedro Macedo e o dom de fazer cesta

Compartilhe: Twitter

Um espaço mínimo pode ser o suficiente para ele castigar a defesa adversária. Essa é a sensação que se tem quando Pedro Macedo está em quadra. O ala de Mogi das Cruzes terminou sua participação na LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete) em segundo lugar na lista de cestinhas, com 20,2 pontos por partida — atrás apenas de Lucas Dias, do Pinheiros, dono de 21,5 pontos por embate.

“O forte dele é o arremesso, se a marcação do outro lado bobear um segundo, ele faz a cesta”, afirmou ao blog Danilo Padovani, treinador de Mogi das Cruzes na LDB e assistente do espanhol Paco García na equipe principal, logo após a derrota para o Basquete Cearense na última rodada da fase de classificação. “Ele ainda precisa melhorar em algumas coisas, como o drible e o controle de bola, mas o arremesso é muito bom”, completou.

Pedro Macedo: segundo cestinha da LDB (Cleomar Macedo/Divulgação)

Pedro Macedo: segundo cestinha da LDB (Cleomar Macedo/Divulgação)

Pedro costuma jogar na maior parte do tempo como ala, mas não é raro vê-lo usando seus 2,05m para atuar na posição quatro. Foi usado algumas vezes no time principal durante a atual temporada do NBB e chegou até a ser elogiado por Paco García. “Ele tem o azar de concorrer por uma vaga na rotação na mesma posição que Filipin e Tyrone, mas é alguém que vem pedindo passagem a cada treinamento nosso”, declarou o espanhol certa vez, ainda durante a disputa da Liga Sul-Americana.

“É um menino que tem uma qualidade ofensiva muito grande e um dom de fazer cesta. Ele precisa jogar, e foi ótimo para ele ter tido essa oportunidade na LDB. Aproveitou bem essa chance e terminou como segundo cestinha da competição. É que Mogi montou um time muito forte no principal, e isso dá pouco espaço para ele. Nos momentos que entra, tem ainda alguma dificuldade física. Precisa ficar mais forte e um pouco mais explosivo para acompanhar o resto dos atletas. O que deve fazer agora é continuar evoluindo. É novo e ainda tem muito a crescer”, avaliou Danilo.

Se o ataque causa boa impressão, a defesa pede desesperadamente uma evolução. Pedro incomoda muito pouco os adversários com a sua marcação. Vira um alvo fácil para cortes longe da cesta e cai com bastante facilidade nas fintas perto do aro, o que o deixa mais propenso a acumular faltas. Foi assim que acabou sendo eliminado de maneira precoce durante a partida contra o Basquete Cearense.

“É aí que entra a parte física”, ponderou Danilo. “Melhorando isso pode ajudá-lo na defesa. Nos treinos com o principal, dá para ver que ainda falta um pouco para ele nos momentos em que marca Tyrone ou Shamell. É questão de continuar trabalhando para seguir evoluindo”, finalizou.

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última