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segunda-feira, 2 de junho de 2014 NBA | 20:50

Caso mais recente anima Miami Heat, mas finais repetidas da NBA costumam ter campeões diferentes

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A exemplo do que aconteceu em 2013, o campeão da NBA sairá novamente de um confronto entre Miami Heat e San Antonio Spurs. A repetição de uma decisão em temporadas seguidas é algo que não acontece sempre e tem sido cada vez mais raro. A última vez que isso aconteceu foi há quase duas décadas, quando Chicago Bulls e Utah Jazz disputaram as finais de 1997 e 1998.

Chicago Bulls x Utah Jazz, a última final que aconteceu em anos consecutivos (Foto: Getty Images)

Chicago Bulls x Utah Jazz, a última final que aconteceu em anos consecutivos (Foto: Getty Images)

Se o enredo desta vez seguir a mesma linha do que se viu 16 anos atrás, a torcida em Miami já pode se preparar para festejar nas ruas da cidade. Isso porque aquelas duas decisões tiveram o mesmo vencedor: o Bulls, que fechou ambas as séries em seis duelos e contou com arremessos decisivos nos sextos jogos.

Em 1997, o responsável pelo chute da vitória foi Steve Kerr. O armador se aproveitou da dupla marcação que apareceu em cima de Michael Jordan, correu para a cabeça do garrafão, recebeu o passe e chutou. Livre e equilibrado. O acerto colocou o Bulls dois pontos à frente, restando cinco segundos para o fim. O Jazz ainda teve uma última chance de evitar o revés e sobreviver, mas Scottie Pippen interceptou a reposição de bola e ainda conseguiu fazer o passe para Toni Kukoc, que enterrou e deu números finais ao placar: 90 a 86.

No ano seguinte, foi Jordan mesmo quem brilhou nos momentos derradeiros. Também restando cinco segundos no relógio, ele encestou a bola que virou o jogo para o Bulls. O lance aconteceu após um drible em cima de Bryon Russell, que aconteceu depois de um desarme preciso em Karl Malone. Foi o ato final de um minuto que beira a perfeição individual e que ajuda muito a mostrar a grandeza dele para quem não teve a chance de vê-lo em ação.

Apesar do caso mais recente, o histórico de finais repetidas da NBA mostra que raramente elas terminam com um mesmo vencedor. Além de Jordan, Pippen e companhia, o único time que conseguiu bater o mesmo rival duas vezes seguidas na decisão foi o Boston Celtics, durante a dinastia construída ao longo da década de 1960.

Antes de Heat e Spurs, a NBA já viu outras 12 finais acontecerem em anos consecutivos.

Veja abaixo:

1997 e 1998
Finalistas:
Chicago Bulls x Utah Jazz
Mandos de quadra: Bulls em 1997, Jazz em 1998
Resultado: o Bulls ganhou as duas por 4 a 2

1988 e 1989
Finalistas:
Detroit Pistons x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Lakers em 1988, Pistons em 1989
Resultado: o Lakers ganhou a primeira final por 4 a 3, o Pistons venceu a segunda por 4 a 0

1984 e 1985
Finalistas:
Boston Celtics x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 3, o Lakers venceu a segunda por 4 a 2

1982 e 1983
Finalistas:
 Philadelphia 76ers x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: 76ers em ambos os anos
Resultado: o Lakers ganhou a primeira final por 4 a 3, o Sixers venceu a segunda por 4 a 0

1978 e 1979
Finalistas: Washington Bullets x Seattle Supersonics
Mando de quadra: Sonics em 1978, Bullets (atual Wizards) em 1979
Resultado: o Bullets (atual Wizards) ganhou a primeira final por 4 a 3,  Sonics venceu a segunda por 4 a 1

1972 e 1973
Finalistas:
 New York Knicks x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Lakers em ambos os anos
Resultado: o Lakers ganhou a primeira final por 4 a 1, Knicks venceu a segunda também por 4 a 1

1968 e 1969
Finalistas:
 Boston Celtics  x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Celtics em 1968, Lakers em 1969
Resultado:
 o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 2 e a segunda por 4 a 3

1965 e 1966
Finalistas:
Boston Celtics x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 1 e a segunda por 4 a 3

1962 e 1963
Finalistas:
 Boston Celtics x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 3 e a segunda por 4 a 2

1960 e 1961
Finalistas:
Boston Celtics x St. Louis Hawks
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 3 e a segunda por 4 a 1

1957 e 1958
Finalistas:
Boston Celtics x St. Louis Hawks
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 3, Hawks venceu a segunda por 4 a 2

1952 e 1953
Finalistas:
 New York Knicks x Minneapolis Lakers
Mando de quadra: Lakers em ambos os anos
Resultado: o Lakers ganhou a primeira por 4 a 3 e a segunda por 4 a 1

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domingo, 1 de junho de 2014 NBA | 17:45

Duncan e Ginóbili podem estar velhos, mas ainda se mostram decisivos

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São velhos. Estão acabados.

Desde de que conquistou o título da NBA pela última vez, em 2007, o San Antonio Spurs ouviu muito esse tipo de comentário dos céticos. Tudo bem, é verdade que isso diminuiu consideravelmente após a ida à decisão no último ano. Mas para quem ainda tem algum tipo de dúvida, o jogo deste sábado contra o Oklahoma City Thunder passou uma mensagem clara através de dois dos seus líderes. Tim Duncan e Manu Ginóbili vivem a reta final de suas respectivas carreiras, mas só estarão acabados quando se aposentarem.

Tim Duncan e Manu Ginóbili: experiência e poder de decisão no Spurs (Foto: AP)

Tim Duncan e Manu Ginóbili: experiência e poder de decisão no Spurs (Foto: AP)

Os dois foram extremamente decisivos na vitória por 112 a 107, que aconteceu na prorrogação e carimbou o passaporte dos texanos à final da NBA pela sexta vez na história. Aliás, vale ressaltar que finalmente a série contou com um duelo equilibrado até o fim, depois de as cinco partidas anteriores terem terminado com lavadas.

Ginóbili aproveitou um bloqueio de Duncan para acertar um tiro de três a 27 segundos do fim do último quarto. O arremesso apareceu na hora certa, pois colocou o Spurs um ponto à frente e jogou um balde de água fria no oponente, que tinha acabado de reverter uma desvantagem de dois dígitos. É verdade que o argentino errou um lance livre em seguida que poderia ter evitado a prorrogação, mas isso só aconteceu após um roubo de bola na defesa.

Se é que é possível, Duncan foi ainda mais espetacular. Mostrou por que é um dos maiores craques que a NBA já viu em todos os tempos, sobretudo por causa de dois lances no tempo-extra. Primeiro, recebeu a bola de costas para Serge Ibaka, defensor mais temível do Thunder e um dos grandes personagens desta série pelo impacto que teve no seu time. O desafio era grande, mas o ala-pivô do Spurs deu seu jeito para achar a cesta. Depois, fez o mesmo diante de uma marcação dupla de Russell Westbrook e Reggie Jackson — que apesar de serem bem mais baixos, conseguiram fazer com que o arremesso de fora do garrafão não saísse totalmente equilibrado.

A experiência foi fundamental nos momentos decisivos para o Spurs, mas o triunfo teve participação fundamental de mais gente. Um deles foi o Kawhi Leonard. O ala somou 17 pontos, 11 rebotes e quatro assistências, mas chamou a atenção ao usar sua monstruosa capacidade atlética para dar um toco crucial nos momentos finais, evitando uma cesta importante do adversário. Vai saber que rumo o jogo teria tomado se aquela bola tivesse entrado.

São por essas e outras que o técnico Gregg Popovich classificou Leonard como “futuro da franquia” após o jogo. Deixou claro que isso também se deve ao fato de os líderes do time hoje já estarem velhos, é verdade. Mas a confiança no ala é total.

Kawhi Leonard: futuro do San Antonio Spurs (Foto: Getty Images)

Kawhi Leonard: futuro do San Antonio Spurs (Foto: Getty Images)

Um destes líderes do Spurs em idade avançada, o armador Tony Parker sentiu dores no tornozelo esquerdo e não entrou mais em quadra a partir do terceiro quarto. Sem ele, Popovich resolveu colocar Cory Joseph na primeira unidade. Tudo para manter o impacto de Patty Mills no grupo dos reservas.

O banco, aliás, foi um dos pontos determinantes no confronto. O time de San Antonio contou com 51 pontos de jogadores que não foram titulares, contra apenas cinco do oponente — e todos eles anotados pelo veterano armador Derek Fisher, que possivelmente fez a última apresentação da carreira. Mais da metade desta produção dos texanos teve como responsável Boris Diaw. O grandalhão francês aproveitou bem os espaços que apareceram de longe para chutar e contabilizou 26 pontos.

O ataque bem espaçado voltou a funcionar para o Spurs, mas Ibaka não teve atuação tão discreta quanto a que se viu partida anterior. Desta vez, o congolês naturalizado espanhol incomodou muito mais a defesa do outro lado. Acertou cinco dos dez arremessos que tentou, alguns deles de média distância, e fez 16 pontos. Na defesa, foram quatro tocos. Um deles sobre Ginóbili, na reta final do último quarto. Lance decisivo, que ajudou o Thunder a levar o confronto para a prorrogação — apesar de a bola estar na descendente, o que deveria fazer os dois pontos serem computados.

Outro ponto chave foram os repetidos erros ofensivos da equipe de Oklahoma City. Foram 20 desperdícios de posse de bola no total, dos quais 14 tiveram Kevin Durant ou Russell Westbrook como responsáveis. O resultado foi a origem de 33 pontos fáceis para o rival.

Fechar a série em seis confrontos foi uma conquista muito importante para o Spurs. Ao selar a classificação apenas um dia após o Miami Heat carimbar o passaporte, o grupo comandado por Gregg Popovich evita que o adversário na decisão tenha um período de descanso muito maior.

Agora, é hora de recarregar as energias para tentar se vingar do algoz de 2013.

A final desta temporada da NBA começa na quinta-feira.

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sábado, 31 de maio de 2014 NBB | 18:18

Final do NBB reúne times exemplares e coroa momento especial do Flamengo

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O sábado acabou por coroar uma temporada perfeita para o Flamengo. Após vencer a Liga das Américas e receber o convite para participar de partidas de exibição da NBA em outubro, o clube carioca sagrou-se campeão do NBB pela terceira vez — a segunda consecutiva — ao bater o Paulistano por 78 a 73 na partida que decidiu o título.

O jogo começou por volta das 10h15 (de Brasília). O horário não é dos mais atraentes, mas dificilmente alguém se arrependeu por ter resolvido deixar para trás todos os outros planos da manhã de sábado. Foi uma grande decisão, com dois times muito bem treinados e que mostraram por que foram os dois melhores do campeonato.

Flamengo comemora título do NBB (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Flamengo comemora título do NBB (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

No início, parecia que o Flamengo iria atropelar. Com a experiência de já ter disputado a final em jogo único do ano anterior, o grupo comandado por José Neto largou na frente e abriu 15 a 4 no placar. Gustavo De Conti pediu tempo e cobrou uma mudança de postura dos seus jogadores, que produziam muito pouco ofensivamente e viam os rivais levarem a vantagem em todos os rebotes disputados até então.

O Paulistano voltou à quadra com outra atitude e mudou definitivamente o cenário. Os atléticos e habilidosos Kenny Dawkins e Desmond Holloway passaram a tentar mais o drible na construção dos ataques, algo fundamental para quebrar uma defesa tão boa quanto a que enfrentavam. Assim, o equilíbrio foi restabelecido ainda no primeiro quarto e mantido até o fim. Ótimo para todo mundo que estava acompanhando — a não ser, é claro, para os torcedores do Flamengo.

A diferença entre os elencos no que diz respeito ao talento individual das peças que cada treinador tinha à disposição era bem considerável. Também por isso, os cariocas entraram em quadra como favoritos nesta decisão. Mas os paulistas poderiam encarar o rival em condição de igualdade e ficar com o título se conseguissem encaixar a boa defesa que apresentaram ao longo da temporada — bola que foi cantada por aqui antes do duelo.

Foi o que aconteceu, na maioria das vezes. Na medida do possível, o Paulistano contestou os chutes do outro lado. O Flamengo deu seu jeito de pontuar ao encontrar alguns espaços exatamente por abrir bem as ações ofensivas e também por conseguir acertar alguns arremessos bem marcados. É aí que o talento faz a diferença.

Apesar de ter ido para o intervalo em vantagem, o clube paulista não demorou a deixar a liderança escapar no terceiro quarto. Por outro lado, manteve-se próximo no placar o tempo todo e manteve a cabeça no lugar para não começar a se desesperar no ataque nos raros momentos em que o Flamengo abria distância superior a duas posses de bola.

Desmond Holloway: ataque à defesa do Flamengo (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Desmond Holloway: ataque à defesa do Flamengo (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Algumas vezes, a expressão “jogo decidido nos detalhes” acaba sendo banalizada, empregada para classificar partidas nas quais as diferenças não foram tão sutis assim. A final deste ano do NBB não foi um destes casos. Quando restava menos de um minuto para o fim, o placar apontava dois pontos de vantagem para os cariocas. De frente para a cesta, Renato Carbonari arremessou uma bola de três que colocaria o Paulistano à frente se entrasse. Mas ela beijou o aro e saiu.

Aí o Flamengo veio para o ataque, que gastou quase todos os 24 segundos de posse de bola e foi definido em um chute de três de Marcelinho. O arremesso não entrou, mas Shilton se sobressaiu no garrafão e apanhou o rebote ofensivo. Participação extremamente decisiva do pivô, que deu ao seu time uma nova chance de pontuar — o que, desta vez, acabou acontecendo.

O lance sintetiza muito bem o que é esse time do Flamengo: um elenco com muitas peças capazes de aparecer para decidir. O prêmio de MVP (melhor jogador) da final acabou ficando com o pivô titular Meyinsse, dono de 16 pontos e quatro rebotes em apenas 25 minutos de ação. Mas o lance chave do embate teve como protagonista o reserva do norte-americano.

Ótima partida, bem jogada e com defesa forte de ambos os finalistas, que servem de exemplo para os demais times do país pelo basquete coletivo e organizado que apresentam. A sexta temporada do NBB terminou em grande estilo.

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NBA | 04:40

Avassalador, Miami Heat vai mais uma vez à final e faz história na NBA

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Durou o quê? Um quarto e meio? Menos? Não importa. Fato é que o sexto jogo da série final do Leste já estava definido muito antes do fim. Quem esperava um sétimo embate se frustrou. O Miami Heat até saiu atrás, mas logo assumiu a liderança, abriu vantagem de duas dezenas ainda antes do intervalo e acabou batendo o Indiana Pacers de maneira acachapante, pelo placar de 117 a 92. Não teve nem graça.

Greg Oden comanda a festa do Miami Heat, campeão do Leste pelo quarto ano seguido (Foto: AP)

Greg Oden comanda a festa do Miami Heat, campeão do Leste pelo quarto ano seguido (Foto: AP)

“Nós estamos competindo contra o Michael Jordan da nossa era, contra o Chicago Bulls da nossa era”, disse Frank Vogel, técnico do Pacers, logo após a partida. A frase foi uma alusão óbvia a LeBron James e ao time da Flórida. Tudo bem. Do outro lado estava mesmo o adversário a ser batido hoje na liga, comandado dentro de quadra por um jogador que já está entre os melhores da história do esporte. Tudo isso é verdade. Mas a eliminação se deu de forma vexatória.

O Pacers foi dominado em todos os cantos da quadra. Nem mesmo o jogo de garrafão, responsável pelo grande incômodo causado ao rival no confronto de 2013 e esperança de triunfo desta vez, funcionou. A defesa, que registrou marcas impressionantes de eficiência durante a fase de classificação, novamente mostrou-se frágil. O Heat, aliás, fechou a série com uma média de 114,3 pontos a cada 100 posses de bola. É coisa demais.

A atuação neste sexto duelo foi tão ruim que quem acabou chamando a atenção foi Lance Stephenson — e não por causa do bom jogo que apresenta quando preocupa-se apenas com o basquete. O ala poderia já ter aprendido que nada de bom costuma acontecer para quem tenta tirar um craque do sério. Mas nada disso. Ele preferiu voltar a tentar tirar LeBron James do sério. Desta vez, não usou apenas palavras e passou dos limites ao botar a mão na cara do adversário.

LeBron James x Lance Stephenson. Nunca é bom provocar um craque (Foto: AP)

LeBron James x Lance Stephenson. Nunca é bom provocar um craque (Foto: AP)

Ao contrário do último ano, o Pacers não chegou a ameaçar o reinado do time da Flórida. Vale lembrar que a vitória no último jogo tinha acontecido em meio a acontecimentos que tornaram o evento bastante atípico. Os comandados de Vogel não mostraram nenhum ajuste significativo, que desse algum tipo de luz de como se virar diante da força máxima dos atuais bicampeões.

Melhor para o Heat, que chega à final da NBA pelo quarto ano consecutivo, algo que só tinha sido registrado outras três vezes na liga em todos os tempos: duas pelo Boston Celtics, entre 1957 e 1966 e de 1982 a 1985, e uma pelo Los Angeles Lakers, entre 1984 e 1987. Quando LeBron James e companhia juntaram forças em 2010, era esse o plano: fazer com que a união fosse capaz de proporcionar vitórias em níveis históricos.

No Leste, eles nadaram de braçada nesta temporada. Não tiveram adversários à altura. Na decisão, seja qual for o representante do Oeste, a tendência é que encontrem resistência bem maior. Será um desafio bem grande. Existe, é claro, as chances de o título não ficar na Flórida pelo terceiro ano consecutivo. Mas o Heat terá como trunfo um descanso mais longo antes da decisão, visto que San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder ainda estão se encarando do outro lado.

Uma ajuda e tanto na tentativa de emplacar uma nova conquista e registrar mais uma dinastia no livro de histórias da NBA.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014 NBB | 22:39

Flamengo x Paulistano: o raio-x da final do NBB

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O campeão da temporada 2013/14 do NBB será conhecido na manhã deste sábado. A partir das 10h (de Brasília), Flamengo e Paulistano se encaram no Rio de Janeiro para decidirem toda a temporada em uma única partida. Algo que não agrada os torcedores nem os técnicos dos clubes — conforme eles disseram ao blog. Após séries tão boas e emocionantes durante os playoffs, é uma pena que a final tenha apenas um ato. Mas é algo que já está definido há um tempo. Não há o que fazer.

Vamos então ao raio-x da decisão:

Flamengo, de Laprovittola, e Paulistano, de Dawkins, decidem o NBB (Foto: Alê da Costa/Portrait)

Flamengo, de Laprovittola, e Paulistano, de Dawkins, decidem o NBB (Foto: Alê da Costa/Portrait)

FLAMENGO (1º) x PAULISTANO (2º)
Confronto direto na temporada: 2 a 0 para o Flamengo
Histórico nos playoffs: o único encontro até hoje entre os times aconteceu nas quartas de final de 2013. O Flamengo venceu a série em três jogos.
Curiosidade: a soma dos placares dos dois confrontos diretos na fase de classificação apontou vantagem para o Flamengo de 53 pontos. Nenhum outro participante do NBB teve desempenho tão ruim diante dos atuais campeões quanto o Paulistano.

Flamengo
Campanha na primeira fase: 26 vitórias e seis derrotas
Nos playoffs: entrou direto nas quartas de final e ganhou a série contra o Bauru por 3 a 1. Por esse mesmo placar, eliminou Mogi das Cruzes na semifinal.
Time titular: Laprovittola, Marcelinho, Marquinhos, Olivinha e Meyinsse
Técnico: José Neto
O que mais assusta nesse time: a profundidade no elenco. O terceiro jogo da série contra Mogi das Cruzes, na semifinal, simboliza isso. A partida estava complicada para o time carioca, e o placar estava empatado nos segundos finais. Mas aí apareceu Cristiano Felício, uma peça do banco que não vinha sendo tão utilizada por José Neto, para acertar um arremesso decisivo e dar a vitória à equipe. São muitas peças capazes de decidir no elenco.

Paulistano
Campanha na primeira fase: 23 vitórias e nove derrotas
Nos playoffs: entrou direto nas quartas de final e ganhou a série contra Franca por 3 a 2. Por esse mesmo placar, eliminou São José na semifinal.
Time titular: Dawkins, Holloway, Pilar, Renato Carbonari e Mineiro
Técnico: Gustavo De Conti
O que mais assusta nesse time: quando a defesa consegue encaixar, o Paulistano encara qualquer adversário em condição de igualdade. A equipe de Gustavo De Conti está entre as três melhores do NBB nas estatísticas de roubos por jogo e de desperdícios de posse de bola cometidos pelos rivais.

Possibilidades da decisão:

O Flamengo é amplo favorito na final, mas o Paulistano tem capacidade de incomodar bastante no perímetro. Os atuais campeões poderão ter muita dificuldade para conter as investidas dos norte-americanos Kenny Dawkins e Desmond Holloway, que usam a ótima capacidade atlética que têm para tirarem vantagem nos bloqueios, seja para arremessar de longe ou para atacar a cesta. Se a defesa do clube de São Paulo estiver nos seus melhores dias, pontos fáceis em contra-ataques podem aparecer.

O problema é que essa defesa terá um desafio muito grande pela frente. Marquinhos, Marcelinho e até mesmo Olivinha podem jogar abertos na linha de três pontos, o que tende a deixar o ataque do Flamengo bem espaçado em quadra — e, consequentemente, aumentar o trabalho da marcação do outro lado.

Palpite: Flamengo fica com o título

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NBA | 15:47

Cartada de Popovich dá certo, Spurs volta a dominar o garrafão e fica a um passo da final

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Após o quinto jogo da série que decide o campeão da Conferência Oeste, Gregg Popovich foi questionado na coletiva de imprensa sobre o fato de todos os duelos até agora terem terminado com uma vantagem ampla de pontos para o time vencedor. “Você está falando sério?”, respondeu o técnico do San Antonio Spurs. Depois, ainda perguntou ao coitado do jornalista se ele era pago para falar coisas do tipo.

Veja abaixo como foi:

A julgar pela reação de Popovich, o mais desavisado imaginaria que o Spurs voltou a apanhar do Thunder e se encontrava agora a um passo da eliminação. A frustração do treinador seria um sinal de que ele e seus comandados seguiam sem encontrar uma resposta para atacar contra uma defesa comandada por Serge Ibaka. Certo?

Errado. O que se viu foi exatamente o oposto. Atuando dentro de casa, a equipe do Texas assumiu o controle do jogo logo no segundo quarto, disparou em seguida e conquistou a terceira vitória na série de maneira avassaladora. O placar final foi de 117 a 89. O principal destaque individual foi Tim Duncan, dono de 22 pontos e 12 rebotes. Mas outros cinco atletas atingiram dois dígitos de pontuação: Manu Ginóbili (19), Danny Green (14), Kawhi Leonard (14), Boris Diaw (13) e Tony Parker (12). A conta poderia ter sido ainda maior, já que Patty Mills anotou nove.

As coisas não poderiam ter saído melhor para Popovich. Mas nada aconteceu à toa. Antes da partida, ele anunciou que provavelmente faria alguma mudança no quinteto inicial. Tudo levava a crer que a escolha seria a de levar Tiago Splitter para o banco e colocar Boris Diaw no lugar. O brasileiro, de fato, começou entre os reservas. Mas o substituto acabou sendo Matt Bonner, que não tinha sido titular uma única vez durante a temporada até então. A intenção era clara: abrir espaço ao máximo no ataque e tentar tirar Ibaka de dentro do garrafão.

Tony Parker e Tim Duncan: desta vez, a dupla conseguiu levar o Spurs à vitória (Foto: Getty Images)

Tony Parker e Tim Duncan: desta vez, a dupla conseguiu levar o Spurs à vitória (Foto: Getty Images)

Funcionou. Não porque Bonner provou ser uma arma secreta e acabou com a partida ao participar dela desde o início. Pelo contrário. Ele errou todos os quatro arremessos que tentou e saiu de quadra zerado. O lance é que o ala-pivô, dono de um bom chute de longa distância, ficou bem aberto no ataque, posicionando-se na linha de três. Assim, o Spurs forçou a defesa do Thunder a se deslocar com frequência e conseguiu fazer Ibaka sair mais vezes da sua zona de conforto.

No outro lado da quadra, o time continuou a ter dificuldade para conter o perímetro veloz ao extremo do Thunder. Russell Westbrook e Reggie Jackson seguiram encontrando espaços para a infiltração, o que até permitiu aos visitantes uma liderança no marcador até a reta final do primeiro quarto. Mas não por muito tempo. O Spurs entendeu que seria impossível neutralizar totalmente o sistema ofensivo do rival, então respondeu com o seu próprio ataque. Além de espaçar bem a quadra, acelerou o ritmo, procurando não dar o tempo necessário para a defesa adversária se arrumar antes da movimentação da bola — algo que deu muito certo na série contra o Portland Trail Blazers. Surgiram, então, as oportunidades para os chutes de longa distância. Green, Ginóbili e Mills aproveitaram bem.

A formação reserva de Popovich tinha a mesma capacidade de abrir ao máximo a defesa do Thunder que a titular. Mills, Ginóbili e Marco Belinelli ficaram bem abertos no perímetro e ganharam a companhia de Diaw, que procurou ficar bem longe da cesta para atrair mais um marcador para fora do garrafão. Lá embaixo, apenas Splitter. É de se imaginar, portanto, que o brasileiro praticamente não ficará mais em quadra junto com Duncan nesta série, o que deverá representar uma redução nos minutos de ação.

Isso não é demérito nenhum. Splitter entende que tudo é parte de uma estratégia. Tem consciência exata de que é uma peça à disposição de Popovich e de que vai ser usado da maneira como o treinador achar melhor — algo que deixou bem claro em um bate-papo recente com o blog. Nas séries anteriores, o brasileiro foi fundamental para o avanço do Spurs ao reduzir os aproveitamentos ofensivos de Dirk Nowitzki e LaMarcus Aldridge. Agora, há outros atletas que se encaixam melhor dentro do que os confrontos diante do Thunder pede. Faz parte.

Ginóbili: 19 pontos a partir do banco de reservas para o San Antonio Sours (Foto: Getty Images)

Ginóbili: 19 pontos a partir do banco de reservas para o San Antonio Sours (Foto: Getty Images)

O fato é que essa nova disposição de garrafão conseguiu, pela primeira vez na temporada, incomodar Ibaka. O ala-pivô do Thunder vinha sendo um pesadelo na vida do Spurs, mas ontem foi ele quem saiu de quadra com a sensação de ter sido dominado.

Os números ajudam a mostrar isso. Nas duas partidas anteriores da série, nas quais visitou Oklahoma City e foi derrotado, o Spurs acertou apenas 46,3% dos arremessos tentados dentro do garrafão. Nos dois primeiros embates, que não contaram com a presença de Ibaka e tiveram triunfo dos texanos, esse aproveitamento foi de 66,7%. O rendimento neste quinto duelo foi ainda superior: 71,4%.

Matt Bonner pode estar muito longe de ser um craque, mas sua escalação entre os titulares pelos lados de San Antonio deu resultado. Ao fazer a defesa do outro lado se abrir ao máximo, o time teve os espaços que tanto queria para pontuar. Seja nos chutes de longe ou nas infiltrações — possibilidade que praticamente não existiu nos dois confrontos anteriores da série.

Ponto para Popovich, que respondeu muito bem diante de uma situação que parecia delicada para ele e seu grupo. Agora é hora de Scott Brooks fazer o mesmo com o Thunder, se quiser manter a equipe viva na busca pelo título.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014 NBB | 15:08

Final do NBB: cinco perguntas para os técnicos de Flamengo e Paulistano

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Gustavo De Conti e José Neto, os técnicos da decisão do NBB (Foto: CBB)

Gustavo De Conti e José Neto, os técnicos da decisão do NBB (Foto: CBB)

As duas melhores campanhas da fase de classificação do NBB acabaram prevalecendo nos playoffs. Às 10h (de Brasília) deste sábado, Flamengo e Paulistano estarão frente a frente na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, para decidir o título da atual temporada. Em meio à preparação das equipes para o encontro que definirá o campeão, o blog procurou os dois técnicos finalistas para ouvir a opinião deles sobre alguns aspectos envolvendo a partida e o campeonato.

José Neto, treinador do Flamengo, e Gustavo De Conti, comandante do Paulistano, responderam às mesmas cinco perguntas. Ambos dão ênfase ao espírito coletivo de seus comandados em quadra e concordam que o fato de o título do NBB ser decidido em um único jogo não é o ideal.

Mas as semelhanças param por aí. As opiniões são bem diferentes quando o assunto é a importância dos dois encontros que aconteceram entre os times na fase de classificação — que tiveram duas vitórias por placar elástico do clube carioca.

Veja o bate-papo abaixo:

1) O que você acredita que será a maior força do seu time em quadra para buscar o título?

José Neto: A imposição do nosso jogo coletivo, que é um dos pontos fortes do Flamengo. Foi assim que conseguimos chegar à primeira posição na fase de classificação e passamos por duas séries nos playoffs. Acredito que isso será ainda mais importante ainda no jogo único.

Gustavo De Conti: Tudo o que a gente fez a temporada toda. O Paulistano foi bem regular a temporada toda, com o jogo muito baseado em uma defesa agressiva. Talvez nossa defesa não seja a melhor em números absolutos, mas fez os adversários errarem muito, forçando aproveitamentos baixos (de arremesso). Temos um jogo bem coletivo, cada um faz bem a sua função.

2) O que mais te chama a atenção no time adversário?

José Neto: A regularidade. O Paulistano tem um time muito regular, joga com muita intensidade e consegue manter essa intensidade. Foi assim que chegaram à final.

Gustavo De Conti: Apesar de ter caras muito bons individualmente, o Flamengo conta com um jogo coletivo muito forte, principalmente na defesa. A saída para o contra-ataque é o ponto mais forte deles. Eles fecham bem o garrafão, têm um jogo bem físico e correm muito no contra-ataque. São rápidos na saída de bola, inclusive os pivôs, algo que faz a diferença.

José Neto, técnico do Flamengo (Ricardo Ramos/LNB)

José Neto, técnico do Flamengo (Foto: Ricardo Ramos/LNB)

3) Qual o momento que você julga ter sido mais delicado para sua equipe na temporada?

José Neto: Cada momento teve importância. Apesar de sermos uma das equipes mais regulares, acredito que tivemos de passar por alguns momentos de superação. Teve a volta do Marcelinho depois de uma temporada afastado, a volta do Marquinhos depois de ficar o primeiro turno sem jogar, a chegada dos estrangeiros… Foi um processo com algumas dificuldades, mas isso nos tornou mais fortes e aperfeiçoou nosso trabalho coletivo.

Gustavo De Conti: Os dois momentos decisivos foram quando sofremos a reversão dos mandos de quadra, nas derrotas que tivemos em casa para Franca e para São José. Esses momentos foram os mais difíceis. Sabíamos que poderíamos reverter, mas que seria bem complicado. Foi difícil porque ficamos em choque. Nossa confiança se abalou um pouco. Mas o time foi forte para reverter a situação.

4) As duas vitórias tranquilas do Flamengo nos encontros entre os times na primeira fase significam alguma coisa?

José Neto: Não. Final é outra história. O Paulistano vivia outro momento quando os enfrentamos. No primeiro turno, eles ainda estavam priorizando as finais do Campeonato Paulista. No segundo turno, eles também tiveram algumas dificuldades, com alguns jogadores voltando de lesão. Isso é o que a gente menos pensa. Agora é diferente. Nossa equipe também se personalizou mais desde então. Tivemos boas séries de vitórias e cumprimos desafios importantes. Acho que os times estão totalmente diferentes. O Paulistano vem com mais moral e mais consciente da maneira como jogar. Nós também estamos mais fortalecidos.

Gustavo De Conti: Bastante. Para a gente, significa muito em termos de ajuste. O nosso jogo não casou bem com o deles. Então temos que fazer totalmente diferente do que a gente fez no primeiro e no segundo turno. As diferenças no placar (nos dois jogos) foram gigantescas, coisa que não pode existir entre primeiro e segundo colocado do NBB. Precisamos mudar nossa postura individual e as questões táticas. Precisamos de ajustes e já estamos fazendo isso para encarar de igual o Flamengo, coisa que não conseguimos até agora.

Gustavo De Conti, técnico do Paulistano (Foto: Luiz Pires/LNB)

Gustavo De Conti, técnico do Paulistano (Foto: Luiz Pires/LNB)

5) Como é decidir o campeonato em jogo único?

José Neto: A partir do momento que isso foi decidido coletivamente antes do campeonato, temos que nos preparar para isso. Esse jogo pode representar para a gente um título importante e fazer da nossa temporada brilhante. Tudo vai ser definido nesse jogo, e a gente precisa estar adaptado a isso. Acredito que o basquete brasileiro hoje já tenha condições de fazer campeonato ser decidido em série de playoff. Mas hoje o temos pela frente é o jogo único e é nisso que estamos focamos.

Gustavo De Conti: Não é o ideal tecnicamente falando. Acho que um campeonato que vem tendo séries de playoff em todas as fases ser decidido em jogo único não é ideal. Mas comercialmente falando, se é bom para a liga, ok, vamos fazer. Para o público e para a gente também não é ideal. Nós poderíamos fazer ajustes entre um jogo e outro, como foi em outras series. Os jogadores crescem, a rivalidade na série cresce, e isso é bom para todo mundo. O jogo único não é o ideal, mas foi decidido assim e o meu clube aceitou, tenho de respeitar.

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NBA | 04:23

Pacers sobrevive, mas vitória em jogo atípico mostra muito pouco

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“Eu estava no meu momento. Não importava quem estava me marcando. Eu sentia que a bola entraria na cesta”.

As palavras foram ditas por Paul George, logo após umas da exibições mais impressionantes que teve na carreira. Justamente no jogo em que o Indiana Pacers bateu o Miami Heat por 93 a 90 e se manteve vivo na final da Conferência Leste, que agora tem placar de 3 a 2 para o time da Flórida. O ala fez 37 pontos, sendo 31 deles no segundo tempo e 21 no último quarto.

Paul George: ala do Indiana Pacers marcou 37 pontos, 21 deles no último quarto (Foto: AP)

Paul George: ala do Indiana Pacers marcou 37 pontos, 21 deles no último quarto (Foto: AP)

Não foi ele o único a se destacar na hora derradeira deste jogo da sobrevivência do Pacers. O ala-pivô David West também teve papel fundamental. Ele e George anotaram todos os últimos 36 pontos da equipe na partida. Durante este período, a dupla tentou 17 arremessos e acertou 13. Os demais somaram seis chutes e, obviamente, não converteram nenhum.

George e West brilharam individualmente, mas o Pacers teve um grande mérito coletivo na segunda metade do embate. Depois de somar 11 desperdícios de posse de bola durante os dois primeiros quartos, cometeu apenas um ao longo dos dois últimos. O que reduziu bastante os pontos fáceis do Heat — um time talentoso e atlético ao extremo, contra o qual as chances de sucesso são mínimas quando erros ocorrem em excesso.

Foi essa redução dos erros que permitiu à turma de Indianápolis não demorar para apagar a desvantagem de nove pontos no placar que tinha no intervalo. Mas um acontecimento incomum do outro lado também ajudou: o problema de LeBron James com faltas.

O craque do time de Miami já tinha ficado no banco de reservas durante a reta final do primeiro tempo ao cometer três faltas. Naquele momento, o sucesso nos tiros longos dos seus companheiros e a ineficiência dos rivais para produzir no ataque fez o jogo continuar a favor do Heat até o intervalo. Mas quando ele acumulou mais duas faltas no terceiro quarto e precisou sair de novo, a situação foi diferente. O oponente aproveitou-se muito bem da situação, até por ficar tanto tempo sem encontrá-lo na sua defesa agressiva do perímetro.

LeBron voltou apenas no decorrer do último período. No total, acabou ficando apenas 24 minutos em quadra. Marcou só sete pontos, que viraram um recorde negativo pessoal nos playoffs, e acertou dois dos dez arremessos que tentou.

LeBron James: cinco faltas, três desperdícios e apenas sete pontos (Foto: AP)

LeBron James: cinco faltas, três desperdícios e apenas sete pontos (Foto: AP)

Ainda assim, o Heat chegou no momento de desfecho do embate podendo vencer. Com o time dois pontos atrás no placar, LeBron teve a bola nas mãos. Encarou a marcação, encontrou espaço para penetrar e iniciou a bandeja sem que nenhum obstáculo estivesse na sua frente em direção à cesta. Na hora da definição, no entanto, optou por servir Chris Bosh, que estava aberto na linha de três e tentou um chute que viraria o duelo.

Sem sucesso. Rebote do Pacers. West foi para o lance livre, acertou um dos dois que cobrou e deu números finais ao jogo.

Jogo que foi muito atípico por algumas razões simples. A combinação explosiva de George e West no fim e o impacto quase nulo que LeBron teve em quadra não são coisas que acontecem todos os dias.

Pensando na sequência da série, isso pode ser preocupante para o Pacers. Para desafiar as estatísticas e se tornar apenas o nono time da história a triunfar após ter desvantagem de 3 a 1, o grupo comandado por Frank Vogel precisava de uma exibição em casa boa o suficiente para mostrar o que funcionou e deveria ser mantido para vencer em seguida como visitante.

Essa boa exibição em casa aconteceu, mas o cenário incomum atrapalha os planos. A vitória da sobrevivência acabou não dando ao Pacers a noção dos ajustes necessários para desafiar a força máxima dos atuais campeões — algo que, salvo algum outro acontecimento extraordinário, voltará a aparecer normalmente no próximo embate.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014 NBA | 04:52

Spurs segue sem encontrar resposta para impacto de Ibaka no Thunder

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Tony Parker chamou dois bloqueios logo no início da quarta partida da série entre seu San Antonio Spurs e o Oklahoma City Thunder. No primeiro, quem veio ajudá-lo foi Tim Duncan, trazendo consigo a marcação de Kendrick Perkins. Muito mais ágil, o armador francês conseguiu finalizar a infiltração com sucesso. No segundo,  ele viu que foi Serge Ibaka quem se aproximou para tentar detê-lo. Então, sabiamente, passou no momento certo para Danny Green, que estava aberto para o chute de três.

Parecia que o Spurs tinha feito os ajustes necessários após a derrota marcante do encontro anterior e que teria tudo novamente sob controle. Mas foi apenas impressão. O Thunder passou à frente ainda no primeiro quarto e disparou em seguida. A vitória no fim das contas ocorreu pelo placar de 105 a 92, mas a vantagem chegou a beirar os 30 pontos.

Serge Ibaka dá toco em Tim Duncan. Thunder é muito mais forte quando conta com o ala-pivô (Foto: AP)

Serge Ibaka dá toco em Tim Duncan. Thunder é muito mais forte quando conta com o ala-pivô (Foto: AP)

A série que define o campeão do Oeste está agora empatada, mas o momento é todo favorável ao time de Oklahoma City, que colocou um monte de interrogação na cabeça dos oponentes e os viu darem alguns sinais explícitos de descontrole. A expressão furiosa de Gregg Popovich, a decisão de tirar todos os titulares de quadra de maneira definitiva ainda no terceiro quarto e a reclamação quente de Tim Duncan (justo ele, que não é muito de demonstrar emoções) sinalizam isso.

A dor de cabeça no Spurs depois deste quarto jogo é pra lá de justificável. A simples presença de Ibaka é algo que ainda os incomoda ao extremo e os deixa sem resposta para atacar. Como se isso não fosse o bastante, os erros em excesso do sistema ofensivo, sufocado pela marcação de perímetro do outro lado, renderam ao rival uma série de contra-ataques. Foram 20 pontos feitos pelo Thunder desta maneira contra zero dos texanos.

Assim fica complicado, né? O Spurs parece não saber como atacar quando a defesa do Thunder conta com Ibaka. Neste quarto jogo da série, o time de Popovich teve aproveitamento de apenas 39,8% nos arremessos. Além disso, registrou uma média de apenas 99,6 pontos a cada 100 posses de bola nestes dois embates na casa do oponente. Muito baixo.

A diferença atlética entre os dois elencos ficou evidente. Mas Popovich acredita que faltou foi cabeça aos seus comandados. “Nós não jogamos de maneira inteligente por muito tempo, então a gente via Serge Ibaka aparecer de repente para dar um toco ou algo assim”, apontou o treinador após o duelo.

“Foi realmente um basquete pouco sábio que de repente passamos a jogar. Ao invés de acionar os caras que estavam abertos (para o chute), nós começamos a atacar o aro de forma nada inteligente, e isso resultou nos tocos. Tivemos sete desperdícios de posse de bola no primeiro tempo, mas na verdade foram 14. Aqueles sete tocos foram como desperdícios de posse de bola.  Isso levou ao placar de 20 a 0 (para o Thunder) em pontos em contra-ataques. Então, é preciso ser mais inteligente contra grandes atletas. É óbvio que eles são talentosos. Mas a capacidade atlética deles nos dá uma margem muito pequena para erros. É melhor sermos mais espertos, não podemos cometer tantas bobagens quanto cometemos. E acho que precisamos jogar mais duro. Eles estão sendo mais físicos do que a gente”, emendou.

Russell Westbrook desfila capacidade atlética em quadra. Mais uma vez (Foto: AP)

Russell Westbrook desfila capacidade atlética em quadra. Mais uma vez (Foto: AP)

Popovich falou tudo. E a partir do momento em que o Thunder conseguiu desfilar toda a sua capacidade atlética, Russell Westbrook se beneficiou mais do que qualquer outro jogador em quadra. O armador acabou registrando uma das suas melhores atuações da carreira ao somar 40 pontos, dez assistências e cinco roubos de bola. Números que não eram vistos em playoffs desde 1989, com Michael Jordan.

Mas o ponto central é mesmo Ibaka. É a presença dele e o impacto que isso causa à defesa do Thunder. Depois de ter somado 120 pontos dentro do garrafão nos dois primeiros jogos da série, na ausência do ala-pivô, o Spurs fez 40 no terceiro embate e 36 neste último.

Não é só lá dentro que o sofrimento da equipe de San Antonio acontece. A intensa movimentação de bola no perímetro, marca registrada dos texanos e que costuma abrir muito espaço na marcação adversária, também não tem sido a mesma.

A situação mudou completamente para o Spurs na série ao longo das últimas 48 horas. É esse mesmo tempo que Popovich e seus comandados terão para encontrar uma maneira de conter o impacto de Ibaka no Thunder.

Ou então a temporada está bem perto de acabar.

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terça-feira, 27 de maio de 2014 NBA | 04:08

A resposta de LeBron em quadra, a dominância do Heat no garrafão e a pulga atrás da orelha no Pacers

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Não é a coisa mais recomendável do mundo provocar os grandes craques. O motivo é simples: a resposta costuma vir dentro de quadra e em grande estilo. A ação causa um efeito contrário. Lance Stephenson, porém, parecia não saber disso. Ou então se esqueceu. Fato é que o ala do Indiana Pacers declarou durante a série contra o Miami Heat que tinha conseguido entrar na cabeça de LeBron James, e que o rival deu sinais de fraqueza na terceira partida entre os times.

O resultado? LeBron teve 32 pontos, dez rebotes e cinco assistências na vitoria do Heat por 102 a 90 no quarto embate da série — liderado do inicio ao fim pelos atuais bicampeões, que estão a um novo triunfo da quarta final da NBA consecutiva.

LeBron James: resposta em grande estilo a Lance Stephenson

LeBron James: resposta em grande estilo a Lance Stephenson

Paul George bem que tinha avisado o companheiro do erro que ele estava cometendo. Alertou que LeBron sabe usar esse tipo de provocação de uma maneira que seria bem prejudicial ao Pacers. Estava correto. Mas Stephenson não deu o braço a torcer. “Não me arrependo do que fiz”, disse o ala após a partida desta segunda-feira.

Mas é óbvio que não foi só por isso que o Heat venceu — de maneira até tranquila — o quarto jogo desta série. Longe disso. LeBron não brilhou sozinho. Quem também merece uma menção especial é Chris Bosh. Discreto nas três partidas anteriores, o ala-pivô fez os oito primeiros pontos da noite, deixando claro que as coisas seriam bem diferentes para ele desta vez. E foram mesmo. Acabou marcando 25, tendo acertado 58% dos arremessos, e ainda pegou seis rebotes.

“A coisa legal nisso tudo é que os companheiros dele estavam realmente agressivos no sentido de fazê-lo entrar no ritmo”, disse o técnico do Heat, Erik Spoelstra, após a terceira vitória dos seus comandados na série.

Spoelstra também teve participação muito grande no triunfo. A defesa orquestrada por ele começou a dar resultados ainda no meio do segundo quarto do terceiro jogo da série, e o Pacers ainda não encontrou uma maneira para superá-la.

Ele não é, mesmo, um cone. E isso já foi tema por aqui recentemente.

Basta ver, de novo, o que aconteceu em quadra. Através da defesa sufocante, o time da Flórida conseguiu forçar desperdícios de posse de bola dos rivais e transformou isso em pontos fáceis. Quando isso acontece, a vida de quem encara os atuais bicampeões se torna um pesadelo. Não foi diferente com o Pacers.

Mas o que mais chamou a atenção foi o domínio da turma de Miami no garrafão — quem diria, hein? E olha que Chris Andersen, uma das peças do setor mais confiáveis de Spoelstra para fazer o serviço sujo perto da cesta, lesionado, não jogou.

Roy Hibbert: pivô não produziu absolutamente nada no ataque do Pacers

Roy Hibbert: pivô não produziu absolutamente nada no ataque do Pacers

Ofensivamente, o Heat não encontrou resistência na área pintada e teve sucesso em quase todas as investidas por ali. Na defesa, as coisas deram igualmente certo. O Pacers não conseguiu se estabelecer lá dentro. Foi forçado o tempo todo a jogar longe da cesta.

Ninguém sofreu mais com isso do que Roy Hibbert. O pivô errou todos os quatro arremessos que tentou e não marcou um ponto sequer. Ficou em quadra por 22 minutos. Durante este período, o Pacers teve 23 pontos de desvantagem. Um desastre.

“Eu tive problemas com faltas. Então eu não tive a chance de encontrar meu ritmo”, tentou se justificar Hibbert.

É verdade que as faltas atrapalharam. Mas não dá para atribuir apenas a elas a má apresentação do pivô.

O Pacers conseguiu se aproximar e impor um pouco mais de resistência nos minutos finais, quando finalmente Frank Vogel tentou aquilo que o adversário usa e abusa: a formação com quatro atletas menores e apenas um homem de garrafão.

Não foi perfeito o desempenho da equipe sob essa estratégia. A bola de três de Norris Cole completamente livre — ao passo que CJ Watson, que deveria acompanhá-lo, estava do outro lado da quadra, marcando o nada — é reflexo disso. Mas as coisas funcionaram melhor desta maneira.

Algo que certamente coloca uma pulga atrás da orelha de Vogel. Vale a pena insistir com Hibbert e apostar na tentativa de se estabelecer lá dentro? Ou é hora de se render à formação com quatro atletas mais baixos, complementados por David West?

Há pouco tempo para escolher. Em jogo, está a sobrevivência do Indiana Pacers na temporada.

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