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quarta-feira, 4 de março de 2015 NBA | 14:11

Nenê terminou um jogo zerado. Quando isso tinha acontecido pela última vez?

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A noite de terça-feira não foi uma das mais brilhantes da carreira de Nenê. Longe disso. Na derrota do Washington Wizards para o Chicago Bulls, ele saiu de quadra com seis faltas em 20 minutos e sem anotar um único ponto, algo que não acontecia havia quase sete anos.

Nenê

A última vez que o brasileiro tinha zerado foi no dia 5 de abril de 2008, quando saiu do banco de reservas para atuar por dez minutos na derrota do Denver Nuggets para o Sacramento Kings por 118 a 115. Ele chegou a tentar dois arremessos e dois lances livres, mas errou tudo. Pegou um rebote, distribuiu uma assistência e deu um toco.

Quem brilhou pelo Nuggets naquela partida foi Carmelo Anthony, que acertou 19 dos 24 arremessos que tentou e marcou 47 pontos, além de ter coletado 11 rebotes. Allen Iverson também ainda estava no time do Colorado e somou 13 pontos e seis assistências. Pelos lados do Kings, o maior destaque foi Kevin Martin, ala-armador que hoje está no Minnesota Timberwolves, que somou 36 pontos, quatro rebotes e três roubos.

Ao lembrar da última vez que Nenê havia deixado um jogo sem pontuar, é indispensável esclarecer o que estava acontecendo naquele momento. O duelo contra o Kings foi apenas o quarto do brasileiro após a pausa que tirou das quadras para retirar um tumor maligno no testículo. Ele tinha acabado de superar um câncer, e o simples fato de estar ali já fazia dele um vencedor.

Nesta terça, Nenê foi dominado. Justamente ele, que tanto dominou o garrafão do Bulls nos playoffs de 2014. O lance mais marcante do pivô no confronto acabou sendo a falta flagrante cometida em cima de Joakim Noah no último quarto, que acabou gerando um bate-boca entre os dois.

Foi, definitivamente, uma atuação para se esquecer por parte do brasileiro, mas os problemas em Washington vão muito além disso. Ao cair diante do Bulls, o time da capital norte-americana perdeu pela 12ª vez em 15 jogos. Um destes tropeços aconteceu para o Philadelphia 76ers, que tem feito um esforço enorme ao longo da temporada para somar o menor número possível de vitórias. Antes dessa sequência negativa, o Wizards brigava com o Toronto Raptors pela segunda posição do Leste. Hoje, caiu para quinto, já com alguma distância em relação ao Bulls e ao Cleveland Cavaliers e ameaçado pelo Milwaukee Bucks.

A tendência, porém, é que as coisas voltem a melhorar daqui para a frente com a volta de Bradley Beal. Em Chicago, o ala-armador fez a sua segunda partida depois de ter ficado fora de oito devido a um problema na perna direita. Durante a sua ausência, ficou claro o quanto o sistema ofensivo do Wizards precisa dele.

Os ataques à cesta e, principalmente, os chutes de três pontos de Beal são fundamentais para as chances de sucesso do Wizards nesta temporada. Assim como atuações de maior impacto de Nenê.

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segunda-feira, 2 de março de 2015 NBB | 02:29

Perfis da LDB – Lucas Dias e a mobilidade notável para alguém tão alto

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Lucas Dias, do Pinheiros, um dos destaques individuais da LDB (Foto: Nelson Toledo/LNB)

Lucas Dias, do Pinheiros, um dos principais destaques da LDB (Foto: Nelson Toledo/LNB)

O nome de Georginho talvez seja o que mais chame a atenção de todos aqueles que observam a LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete) esperando testemunhar os primeiros passos de um futuro jogador da NBA, mas não é o único. Há uma outra promessa do Pinheiros que também arranca a curiosidade e o interesse por parte de olheiros e do público em geral que comparece aos ginásios durante a competição. Trata-se de Lucas Dias, ala-pivô de 19 anos que demonstra muita mobilidade para alguém de 2,06m e que sabe o quanto está sendo observado.

“Tenho bastante noção disso”, admitiu Lucas ao blog, logo após a vitória do Pinheiros sobre o Náutico, pela última rodada da fase de classificação da LDB. “Sinto um pouco de pressão. Nós queremos que o time ganhe, mas também busco jogar bem por causa dessa observação toda. Estamos todos trabalhando, o resto é fruto do que fazemos. Vou torcer bastante para tudo dar certo e eu acabar na NBA, mas faço o meu trabalho por aqui enquanto isso. O time ajuda muito. Estamos em boa fase, nos classificamos bem para o quadrangular semifinal. O resto será consequência.”

Entre os principais pontos fortes do jogo dele, destacam-se os chutes de média e longa distância. É dessa maneira que é produzida a maioria dos 21,3 pontos por partida, média que o coloca como cestinha da competição sub-22. É um autêntico “stretch four” — ou seja, jogador da posição quatro que se afasta da cesta com frequência para buscar o chute. Mas não é raro vê-lo também atuar como um ala, ao lado de outros dois homens de garrafão, e até conduzindo a bola ao ataque em alguns momentos.

“Jogo do jeito que o time estiver precisando dentro de quadra, não tenho preferência em ser quatro ou três. O importante é ajudar a equipe. Não temos muito posição certa no Pinheiros, até no adulto é assim. Faço o ajuste na hora de acordo com o que for necessário. Posso jogar até como dois”, disse.

Lucas Dias, média de 21,3 pontos por jogo na LDB (Nelson Toledo/LNB)

Lucas Dias, média de 21,3 pontos por jogo na LDB (Nelson Toledo/LNB)

Não são só os chutes de fora do garrafão que têm impressionado quem o assiste. Durante a reta final da fase de classificação da LDB, aliás, os olheiros da NBA não conseguiram esconder a expressão de aprovação quando ele recebeu um passe na zona morta, driblou o marcador e cortou para finalizar dentro da área pintada. Além disso, foi possível constatar uma postura bem mais eficiente nas bolas em que já recebeu nas proximidades do aro, virando-se muito bem diante dos pivôs adversários para conseguir pontuar.

Defensivamente, apesar de ainda ter muito o que aprimorar, também vem dando sinais de crescimento. O exemplo mais claro talvez seja a inteligência ao encarar as fintas dos oponentes no ato do arremesso. Muitos jovens na competição costumam cair neste tipo de lance e saltam, abrindo o espaço que o atacante tanto quer para chegar à cesta ou cometendo falta. Lucas, não. Fica com o pé grudado no chão e usa a boa envergadura para dificultar ao máximo a ação do rival.

Essas melhoras todas são creditadas ao trabalho individual que realiza no Pinheiros com Bruno Mortari, que foi jogador da equipe principal até a última temporada e hoje ajuda no desenvolvimento dos jovens valores do clube. “Ele nos faz passar por treinos específicos, filma nossos jogos e vê o que erramos. Analisa, por exemplo, se estamos com deficiência no gancho de direita ou de esquerda. Aí a gente foca muito nestes treinos em cima do que foi detectado”, contou Lucas.

São atividades que deverão ser ainda mais frequentes ao longo das próximas semanas. O próprio ala-pivô sabe que tem um longo caminho de aprendizado pela frente se quiser um dia chegar à NBA. “Devo cortar mais vezes para dentro e melhorar o chute. De vez em quando, arremesso com uma perna só. Também preciso trabalhar a mão esquerda e a finalização perto da cesta. Ainda há muita coisa para desenvolver”, reconheceu.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 NBB | 17:33

Bauru perde Jefferson para a sequência da temporada, mas não o favoritismo

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Era para ser mais uma noite de festa para o líder do NBB. Dominante do início ao fim dentro de casa, Bauru bateu Uberlândia sem sustos nesta quinta-feira pelo placar de 87 a 64 e chegou à 18ª vitória consecutiva na competição. Mas o público que compareceu ao ginásio foi embora para casa preocupado com o ala-pivô Jefferson William, que deixou a quadra no segundo quarto com um problema no tornozelo direito e não voltou mais. As piores suspeitas acabaram se confirmando.

“Houve o rompimento total do tendão de Aquiles”, confirmou Marcelo Torquato, ortopedista especializado em joelho e em tornozelo, através de comunicado emitido pela equipe bauruense nesta sexta-feira. “O Jefferson passará por cirurgia já na próxima semana. Na sequência, já entra em processo de reabilitação. Deve voltar a treinar com bola em três meses e jogar em alto nível em seis”, completou.

Jefferson: baixa importante em Bauru para a temporada (Foto: Sergio Domingues/Divulgação)

Jefferson: baixa importante em Bauru para a temporada (Foto: Sergio Domingues/Divulgação)

Duro golpe para Bauru. As médias do ala-pivô nesta temporada do NBB apontam 14,5 pontos, 6,0 rebotes, 2,0 assistências em cerca de 29 minutos de ação por partida. Não à toa, havia sido selecionado para o Jogo das Estrelas. Além disso, registrava um aproveitamento de 43,3% nas bolas de três pontos.

Em um equipe que tem justamente os chutes de longa distância como carro-chefe, buscando muito mais esse tipo de arremesso do que as demais, Jefferson vinha sendo importantíssimo. Dentro do elenco do Bauru, ele não só tem um dos melhores desempenho nos tiros de três como é quem mais arrisca — são mais de sete tentativas por jogo, duas a mais do que Rafael Hettsheimeir e Robert Day.

Isso tudo em alguém de 2,07m e que atua na posição quatro, o que o tornava extremamente valioso no processo de criação de espaços do sistema ofensivo. Além da capacidade de castigar a defesa adversária ao receber a bola na linha de três pontos, favorecia as infiltrações de Alex e Larry, por exemplo, pela simples presença longe da cesta, arrastando consigo um marcador.

Como se observa, o time comandado por Guerrinha ficará sem uma peça fundamental dentro daquilo que tem se proposto a fazer ao longo da temporada. Mas se há alguém no país em condição de sofrer uma baixa tão impactante e seguir como favorito em todas as competições que disputa é justamente Bauru.

A ideia mais óbvia para substituir Jefferson é a entrada de Murilo no quinteto inicial, algo que faz bastante sentido. O pivô de 31 anos jogou a vida inteira como titular em outros lugares e costumava ser referência na posição. Além disso, tem bom chute de média e até de longa distância. Apesar de tentar pouco, apresenta índice de 43,7% nos tiros de três. Pode perfeitamente jogar ao lado de Hettsheimeir, que seria deslocado para a posição quatro neste cenário.

Jefferson aberto na linha de três: muito espaço para o ataque de Bauru (Foto: Henrique Costa/bauru Basket)

Jefferson na linha de três: muito espaço para o ataque de Bauru (Foto: Henrique Costa/bauru Basket)

É até provável que Guerrinha escolha mesmo seguir esse caminho, dando espaço um pouco maior para Mathias e para o jovem Wesley Sena na rotação. Mas há também outras possibilidades que podem ser testadas e usadas em determinados momentos dos jogos, como o uso de Robert Day na posição quatro, abrindo uma vaga no perímetro para Larry ou Gui.

Não deve ser o tipo de ajuste que atinge o melhor resultado da noite para o dia. Jefferson faz falta, é claro, e encontrar uma maneira de sobreviver sem ele será um grande desafio que Bauru terá pela frente. Por outro lado, ainda há muito talento à disposição e algum tempo até a fase final da Liga das Américas e os playoffs do NBB.

Nada muda, portanto, na conversa sobre os favoritos à conquista destas duas competições. Bauru pode perfeitamente continuar firme e forte onde se colocou no últimos meses.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 LBF, NBB | 00:01

União de forças no Jogo das Estrelas é boa para todo mundo

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Brasil x Mundo: formato já tradicional do Jogo das Estrelas do NBB (Luiz Pires/LNB)

Brasil x Mundo: formato já tradicional do Jogo das Estrelas do NBB (Luiz Pires/LNB)

A festa do basquete brasileiro será completa no final da próxima semana. Pela primeira vez, o Jogo das Estrelas do NBB acontecerá junto com o da LBF (Liga de Basquete Feminino). Isso inclui tanto os desafios individuais, na sexta-feira, como a partida propriamente dita, no sábado.

“O basquete brasileiro passa a ganhar muito com a junção das duas ligas”, disse Cássio Roque, presidente da LNB (Liga Nacional de Basquete, organizadora do NBB). “União é a palavra chave para que o basquete brasileiro siga evoluindo”, concordou Márcio Cattaruzzi, presidente da LBF.

O evento começará às 19h (de Brasília) da sexta. O desafio de arremessos reunirá trios formados por um jogador do NBB, uma atleta da LBF e uma lenda do basquete de Franca. As competições de habilidades e de três pontos serão disputadas separadamente. Já o concurso de enterradas acontecerá apenas para os homens.

O restante acontece no dia seguinte, a partir das 13h15. Primeiro, as mulheres se dividirão entre brasileiras e estrangeiras. O formato é o mesmo da partida entre os homens, que acontecerá logo em seguida.

Jogo das Estrelas da LBF também dividirá brasileiras e estrangeiras (Foto: Rodrigo de Campos/LBF)

Jogo das Estrelas da LBF também divide brasileiras e estrangeiras (Foto: Rodrigo de Campos/LBF)

O acordo tem muito a beneficiar ambas as partes. O NBB ganha mais atrações para o seu final de semana festivo, que tanto dava a impressão de passar rápido demais em anos anteriores. O fato de as atividades no sábado acontecerem à tarde, não mais pela manhã, também ajuda neste sentido.

A liga feminina, por sua vez, tem uma grande oportunidade de surfar na onda do masculino e fazer o seu evento alcançar um nível de visibilidade que dificilmente alcançaria se fosse promovido individualmente. Isso vai além da partida em si, incluindo ainda o fato de que as atletas ficarão à disposição de uma quantidade de jornalistas maior, o que tende a aumentar a exposição do campeonato junto aos veículos de imprensa representados em Franca.

Veremos na próxima semana como as coisas irão se desenrolar na prática. Mas, ao menos no campo da teoria, trata-se de um acerto em cheio de ambas as partes.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 NBA | 23:27

Kevin Garnett estreia pela segunda vez em Minnesota. Como foi a primeira?

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A torcida do Minnesota Timberwolves fez festa na noite desta quarta-feira para receber um velho conhecido. O duelo contra o Washington Wizards marcou o início da segunda trajetória de Kevin Garnett com o uniforme da equipe.

A primeira teve início no dia 3 de novembro de 1995, data em que o ala-pivô estreou na NBA. O Timberwolves foi derrotado fora de casa pelo Sacramento Kings po 95 a 86. Aos 18 anos, Garnett saiu do banco e ficou em quadra por 16 minutos. Acertou todos os quatro arremessos que tentou e marcou oito pontos, além de ter apanhado um rebote e dado uma assistência.

Kevin Garnett

O principal destaque do time naquela oportunidade foi o armador Terry Porter, dono de 19 pontos, cinco assistências e três rebotes. Integrante do elenco do Portland Trail Blazers que foi vice-campeão em 1990 e em 1992, ele era uma das novidades da equipe naquela temporada. Aposentou-se em 2002 e virou técnico imediatamente. Passou pelo comando de Milwaukee Bucks e Phoenix Suns.

Outro ex-companheiro de Garnett que seguiu o mesmo caminho foi Sam Mitchell. O ex-ala marcou quatro pontos e pegou cinco rebotes em 26 minutos durante aquela derrota para o Kings. Assim que encerrou a trajetória dentro de quadra, iniciou a carreira de treinador. Curiosamente, chegou a ser assistente de Porter em Milwaukee na temporada 2003/04. No campeonato seguinte, assumiu o Toronto Raptors e ficou por lá durante quatro anos. Em 2007, conquistou o prêmio de melhor técnico da NBA. Assistente no Timberwolves desde junho de 2014, ele tem agora a chance de voltar a trabalhar com Garnett.

O elenco que o Kings tinha em novembro de 1995 também produziu um treinador. Trata-se de Bobby Hurley, armador que anotou dois pontos e desperdiçou duas posses de bola em 15 minutos naquela partida de quase 20 anos atrás. Hoje ele é comandante do time da Universidade de Buffalo.

Se Hurley teve atuação discreta pela equipe californiana diante do Timberwolves, seus companheiros de perímetro brilharam. O ala-armador Mitch Richmond somou 17 pontos, cinco assistências e três roubos de bola. Já o ala Walt Williams contabilizou 20 pontos, seis rebotes, seis assistências e quatro desarmes. Nessa mesma época, ele acabou fazendo uma ponta no clipe de “Only Wanna Be With You”, do Hootie & the Blowfish.

Enquanto isso tudo aconteceu, dois dos companheiros de Garnett nos dias de hoje ainda estavam no berço. O ala-armador Zach LaVine e o ala Andrew Wiggins ainda não tinham completado um ano de vida.

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NBB | 15:13

Perfis da LDB – Georginho e a fome de evolução para chegar ao sonho da NBA

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Apesar dos olheiros da NBA não revelarem quem estão observando durante os jogos da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), Georginho sabe que está na mira. Aos 18 anos, o explosivo armador do Pinheiros já vê o seu nome sendo cotado por especialistas entre os possíveis selecionados na primeira rodada do Draft de 2015.

“Eu sempre trabalhei para dar um passo para frente, para subir degrau a degrau, e estou chegando perto do meu sonho”, disse Georginho ao blog, logo após a vitória sobre o Náutico, pela última rodada da fase de classificação da LDB. “Eles estão reconhecendo o meu trabalho e eu fico muito feliz.”

Georginho em ação pelo Pinheiros na LDB (Nelson Toledo/LNB)

Georginho em ação pelo Pinheiros na LDB (Nelson Toledo/LNB)

Aos que ainda não tiveram a oportunidade de vê-lo em quadra, o jovem se define basicamente como alguém versátil. “Gosto de cobrir várias funções dentro de quadra. Também gosto de ter a bola nas mãos e de encontrar espaços para os meus companheiros no ataque”, resumiu.

Pelo o que deu para ver em Mogi das Cruzes, na última etapa da fase de classificação da LDB, é verdade. O garoto tem uma facilidade incomum para encontrar espaços na defesa adversária com suas infiltrações, que vez ou outra faziam os olheiros balançarem a cabeça afirmativamente, como se fosse um sinal de aprovação. Egoísmo não faz parte da sua lista de características, definitivamente. Mas não teve como não ficar impressionado diante do Náutico quando ele concluiu uma penetração no garrafão com uma enterrada feroz de esquerda.

Com relação aos pontos que precisam ser corrigidos com uma maior urgência, algo natural para qualquer garoto nesta idade, o jovem destacou: “Consistência nos arremessos e nas tomadas de decisões.”

Diante da possibilidade de o nome de Georginho ser chamado logo na primeira rodada do Draft deste ano, acaba sendo inevitável não associar a situação à trajetória percorrida por um outro atleta que saiu do Pinheiros. Hoje ala do Toronto Raptors, Bruno Caboclo também cativou a atenção dos olheiros norte-americanos na LDB, enquanto recebia poucas oportunidades de mostrar serviço no time adulto.

“Moramos juntos, tive muito contato com ele. Sei do quanto trabalhou para chegar lá e sei do quanto eu trabalho para isso também. É um amigo meu e fiquei muito feliz com a entrada dele na NBA. É um sonho que também tenho e estou procurando realizá-lo”, lembrou Georginho.

Georginho, um dos destaques do Pinheiros na LDB (Hedeson Alves/LNB)

Georginho: versatilidade e altruísmo que arrancam suspiros de olheiros (Hedeson Alves/LNB)

Para fazer com que as chances de se juntar à melhor liga de basquete do mundo sejam cada vez maiores, o armador faz treinos específicos no Pinheiros com técnicos diferentes. “Eles vêem minhas deficiências e procuram trabalhar em cima delas. Não é sempre a mesma coisa, cada dia é um trabalho especial”, explicou.

Mas não são apenas os treinos que compõem esse processo de evolução constante. “Leio tudo o que escrevem sobre mim e aprendo demais”, admitiu. “Há defeitos meus que não percebo jogando. Só quando alguém escreve ou posta vídeos destes defeitos”, concluiu.

Essa fome de evolução será fundamental nos próximos meses. Assim como Bruno Caboclo, é muito provável que Georginho sseja selecionado no Draft por alguma equipe interessada em desenvolvê-lo no longo prazo. Desenvolver pacientemente cada ponto fraco só o ajudará a amadurecer ao ponto de fazer parte da rotação de um time da NBA no futuro.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 NBA | 02:13

O que teria acontecido se o Lakers tivesse mandado Kobe para o Bulls?

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KobeOs dias de Kobe Bryant como jogador da NBA estão contados. O ala-armador já declarou que a próxima temporada será a última da carreira, que acabará mesmo tendo sido construída totalmente com o uniforme do Los Angeles Lakers. A história, no entanto, passou muito perto de tomar um outro rumo em 2007, quando a ideia de defender uma outra equipe nunca pareceu tão madura para ele.

Após dois anos frustrantes com o Lakers, sem conseguir passar da primeira fase dos playoffs, Kobe pediu para ser trocado às vésperas do início da temporada 2007/08. Queria ir para um lugar onde tivesse chances reais de voltar a ser campeão da NBA. O time de Los Angeles concordou em mandá-lo ao Detroit Pistons, mas ele acionou a cláusula no seu contrato que o permitia vetar ser negociado para onde não tinha o interesse de ir. “Eu disse para eles que tinha uma lista de times com os quais me sentiria confortável em ser trocado, mas o Pistons não era um deles. Então falei que não. Chicago era minha escolha número um”, Kobe confirmou em entrevista ao Grantland. O Lakers, então, arquitetou uma troca com o Bulls, que enviaria um pacote envolvendo Luol Deng, Tyrus Thomas, Ben Gordon e Joakim Noah. Mas a transação nunca se confirmou porque Kobe temeu que seu novo time ficaria enfraquecido com a saída de Deng. Depois de tanto tempo, é inevitável não fazer um exercício de imaginação sobre o que teria acontecido se essa troca de fato tivesse sido fechada. Antes de mais nada, porém, seria necessário lembrar o cenário das partes envolvidas na época. Comandado por Phil Jackson, o Lakers iniciou aquele campeonato com um quinteto inicial formado por Derek Fisher, Kobe Bryant, Luke Walton, Rony Turiaf e Kwame Brown. O banco tinha Jordan Farmar, Javaris Crittenton, Sasha Vujacic, Coby Karl, Maurice Evans, Vladimir Radmanovic, Brian Cook, Chris Mihm e Andrew Bynum. Ainda havia Lamar Odom, que ficou afastado dos primeiros compromissos porque ainda se recuperava de uma cirurgia no ombro. Já o Bulls costumava ter Kirk Hinrich, Ben Gordon, Luol Deng, Tyrus Thomas e Ben Wallace como titulares. Entre os reservas, o técnico Scott Skiles tinha Chris Duhon, Thabo Sefolosha, Thomas Gardner, Vikhtor Khryapa, Adrian Griffin, Andrés Nocioni, Joe Smith, Joakim Noah e Aaron Gray como opções.

Deng x Kobe: duelo que poderia ter acontecido com camisas invertidas (Foto: Getty Images)

Deng x Kobe: duelo que poderia ter acontecido com uniformes invertidos (Foto: Getty Images)

É interessante notar ainda que o Lakers enviou Kwame Brown, Javaris Crittenton e os direitos sobre Marc Gasol ao Memphis Grizzlies no decorrer daquela temporada para contar com Pau Gasol. A movimentação ajudou a equipe californiana a subir de produção e conquistar o Oeste, antes de perder na decisão para o Boston Celtics. Mas os títulos acabaram sendo alcançados nos dois anos seguintes. Trocas no elenco no meio do caminho também foi um procedimento adotado pelo Bulls, mas em uma situação diferente. O time iniciou a campanha com uma série de derrotas e jamais conseguiu se encontrar. Skiles acabou demitido. Depois, Ben Wallace, Joe Smith e Adrian Griffin foram envolvidos em uma troca com Cleveland Cavaliers e Seattle Supersonics. Em contrapartida, chegaram ao elenco Larry Hughes, Drew Gooden, Cedric Simmons e Shannon Brown. No final das contas, passou longe de conquistar vaga nos playoffs, mas acabou ficando com a primeira escolha no Draft de 2008 — que resultou na adição de Derrick Rose. Também é válido relembrar que o único prêmio de MVP da carreira de Kobe aconteceu justamente na temporada 2007/08. Se realmente tivesse sido despachado para Chicago em troca de quatro jogadores do Bulls, isso provavelmente não ocorreria. Sua nova equipe teria um garrafão extremamente enfraquecido e uma rotação bem enxuta. Não apareceria entre as potências da liga, por melhor que ele estivesse jogando na época. Não haveria poder de fogo, por exemplo, para conter o Boston Celtics, que tinha acabado de reunir Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen. O Lakers não contaria com um grande craque no auge da carreira, mas o grupo ficaria um pouco mais homogêneo, com qualidade melhor distribuída em outras posições. Ficaria forte o suficiente para vencer o Oeste, como acabou acontecendo? Não. Até porque o negócio com o Memphis Grizzlies por Pau Gasol dificilmente teria sido concretizado.

Pau Gasol e Kobe Bryant, parceria que quase não aconteceu (Foto: Getty Images)

Pau Gasol e Kobe Bryant, parceria que quase não se formou (Foto: Getty Images)

Isso significa que o espanhol teria tomado outro rumo. Poderia estar até hoje sem um único título de campeão. Seu irmão mais novo iniciaria os dias na NBA como jogador do Lakers mesmo, atrás de Kwame Brown, Andrew Bynum e, possivelmente, de Joakim Noah na rotação. Não seria titular logo de cara, como acabou sendo em Memphis. Algo que certamente o ajudou a se desenvolver mais rápido ao ponto em que se encontra atualmente. O mesmo vale para Noah. Phil Jackson sofreria constantes dores de cabeça graças aos contra-ataques puxados por Tyrus Thomas. Luol Deng aceleraria seu crescimento ao trabalhar com um técnico tão competente, ao invés de perder tempo de evolução em Chicago nos anos em que Vinny Del Negro ficou por lá. Ben Gordon teria uma chance de ouro de aprender a dosar um pouco os arremessos para construir uma carreira muito mais respeitada. Derrick Rose iria para qualquer outro lugar. E Kobe ainda estaria estacionado nos três anéis de campeão. O veto acabou se mostrando uma decisão acertada para ele.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 NBB | 13:14

LDB atrai olheiros da NBA em busca de talentos individuais. Mas tem como líder invicto quem aposta no jogo coletivo

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Luas Dias, do Pinheiros, um dos destaques individuais da LDB (Foto: Nelson Toledo/LNB)

Luas Dias, do Pinheiros, um dos destaques individuais da LDB (Foto: Nelson Toledo/LNB)

Depois de seguir muito do que vinha acontecendo à distância, fazendo uso basicamente dos números como fonte de informação, finalmente deu para ver algo da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete) de perto. O sábado de folga foi investido no acompanhamento de duas partidas em Mogi das Cruzes, realizadas em ginásios diferentes. Durante a vitória do Pinheiros sobre o Náutico pela manhã, olheiros a serviço de duas franquias da NBA estavam entre as poucas companhias na arquibancada. Pela tarde, o duelo escolhido para se testemunhar terminou com novo triunfo do líder Basquete Cearense, que bateu o time local na prorrogação e ampliou sua série invicta na competição.

É uma pena não ter sido possível assistir a mais do que duas partidas ao longo das 23 rodadas da fase de classificação, que já chegou ao fim. Mesmo assim, a experiência acabou rendendo e se mostrou ainda mais interessante do que o imaginado. Os olheiros, por exemplo, eram do Toronto Raptors e do Dallas Mavericks, e pelo menos outras duas equipes também estavam representadas em Mogi das Cruzes nos dias anteriores. São profissionais que não estão autorizados a conversar com a imprensa, infelizmente. Não foi possível arrancar em quem eles estavam de olho, mas deu para ouvir reações animadas ao que fizeram Lucas Dias e Georginho, promessas do Pinheiros.

Os dois, bem como outros destaques dos dois jogos acompanhados de perto, conversaram com o blog e aparecerão por aqui nos próximos dias. Será uma boa oportunidade para o público conhecer alguns destes jovens que chamam a atenção no campeonato sub-22 e têm alguma chance de vingarem na sequência de suas respectivas carreiras — seja dentro do país ou fora dele. Mas o basquete é um jogo coletivo, não é mesmo? Antes de se listar talentos individuais, então, é importante apontar aquele que tem sido o maior exemplo de sucesso nesse sentido.

Pois é. Foram 23 vitórias em 23 partidas do Basquete Cearense até agora na LDB. Retrospecto que leva à pergunta óbvia: qual a razão por trás deste sucesso? O uso da maioria dos atletas no time que disputa o NBB e o fato de boa parte do grupo já estar na casa dos 22 anos, bem no limite da idade do torneio, são fatores que ajudam. Mas seria injusto reduzir a análise a isso.

“Não é só experiência”, fez questão de apontar ao blog o técnico Espiga. “Eles jogam bem. Têm qualidade e excelentes profissionais à disposição em volta que cobram deles no dia a dia e conseguem convencê-los a treinar duro para o desenvolvimento. O Rômulo, por exemplo, é um cara que não está com esse corpo da noite para o dia. Ele está com a gente há três anos. Chegou pesando 140 kg e sem oportunidade de jogar. Nós acreditamos nele. Ele também acreditou em si mesmo, e hoje colhemos juntos”, completou, referindo-se ao pivô de 1,98m que tem médias de 7,9 pontos e 7,4 rebotes por partida na LDB.

Basquete Cearense, líder invicto da LDB (Foto: Cleomar Macedo/Divulgação)

Basquete Cearense, líder invicto da LDB (Foto: Cleomar Macedo/Divulgação)

Rômulo é o segundo atleta com maior índice de eficiência no elenco do Basquete Cearense, atrás apenas do armador Davi. Nenhum dos dois, no entanto, aparece entre os 20 primeiros no ranking de todo o campeonato. Também não há nenhum representante da equipe entre os 30 principais cestinhas, ou entre os dez melhores reboteiros. Em uma categoria na qual muitos jovens podem colocar a individualidade em primeiro lugar, a fim de conquistar a admiração de quem está atrás de talentos para o futuro, é de se reverenciar esse espírito altruísta.

“Esse é o nosso segredo”, disse o ala Alexandre Paranhos. Sim, ele mesmo, que chegou a se inscrever no Draft de 2013 da NBA e disputou a Summer League pelo Dallas Mavericks em seguida. “Não temos nenhuma estrela, nenhum jogador entre os cestinhas, mas temos bons defensores, bons passadores e bons chutadores. Temos de tudo. É isso o que faz a gente ganhar. Não importa quem marca pontos. Pode ter certeza que alguém que marcou dois pontos roubou bolas e fez de tudo para aquele que fez 20. Não temos vaidades por aqui. Nosso pensamento é o de ajudar o time a ganhar. O resto é consequência. Foi assim, com muito trabalho coletivo, que essas 23 vitórias aconteceram”, continuou.

Neste último estágio de preparação antes da vida adulta no basquete, seria esse sucesso tão grande de um planejamento centrado no jogo coletivo a maior lição que os jovens poderiam ter? “Eu acho”, respondeu Espiga. “Eles assimilam isso muito bem. Os resultados vem dando certo, e isso te ajuda a acreditar. Às vezes, pensa-se muito em algo e não se chega a isso. Quando se alcança, fica mais fácil. Eles compram a ideia. Eu acho que o jogador deve ter a individualidade dele, mas deve saber usá-la para o bem coletivo. Há grandes jogadores tecnicamente que não se desenvolvem porque não conseguem fazer isso.”

Comandante dos garotos até 22 anos, Espiga é assistente no time principal de Alberto Bial. A ligação entre os dois é antiga. Vem desde os tempos de Joinville, quando o hoje auxiliar era armador da equipe comandada pelo veterano treinador. No NBB, a situação do Basquete Cearense é bem diferente. As vitórias nas últimas três rodadas levaram à uma posição em que já é possível acreditar em classificação aos playoffs, mas que foram valiosas mesmo porque reduziram consideravelmente o risco de rebaixamento. Algo a ser comemorado em um ano complicado.

Espiga, técnico do Basquete Cearense na LDB (Foto: Nelson Toledo/LNB)

Espiga, técnico do Basquete Cearense na LDB (Foto: Nelson Toledo/LNB)

“Partimos do princípio que precisávamos ter jogadores preparados (no sub-22) porque não sabíamos como seria o dia seguinte, até comercialmente falando. Não sabíamos se teríamos patrocinadores, mas isso o que está acontecendo com os garotos foi planejado. Estamos colhendo os frutos agora. Perdemos um patrocínio antes da temporada, mas tínhamos esses meninos prontos e resolvemos usá-los no principal. O Bial tem o mérito de ter acreditado neles. Tem sido uma temporada muito difícil de renovação. É preciso um pouco mais de maturidade também para jogar o NBB, mas eles já estão melhorando”, refletiu.

A sequência histórica de vitórias impressiona, mas ninguém no Basquete Cearense tem o sentimento de dever cumprido na LDB. O time agora disputará um quadrangular ao lado de Brasília, Flamengo e Paulistano. Os dois primeiros colocados avançam às semifinais com os dois sobreviventes da outra chave, composta por Bauru, Limeira, Pinheiros e Sport Recife.

A tendência é que as fases aguda da competição atraiam ainda mais olheiros de times da NBA, o que pode fazer com que muitos garotos entrem em quadra com a motivação extra de conquistar a admiração de cada um deles. A única coisa certa no meio disso tudo é que haverá um grupo de jovens dispostos a sacrificarem a individualidade em função do sucesso coletivo.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 NBA | 11:00

Desafio de Curry, Steve Kerr e Splash Brothers. Os segredos por trás do Warriors

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Stephen Curry foi o jogador mais votado para o All-Star Game (Foto: Getty Images)

Stephen Curry foi o jogador mais votado para o All-Star Game (Foto: Getty Images)

Os últimos meses têm sido especiais para Stephen Curry. É verdade que a conquista da Copa do Mundo com a seleção norte-americana e a vaga como titular no “All-Star Game” não são novidades na carreira, mas liderar um time que aparece entre os favoritos ao título da NBA é. A campanha de 42 vitórias e nove derrotas do Golden State Warriors é a melhor da temporada 2014/15. Em uma Conferência Oeste cada vez mais feroz em termos de competitividade, lidera com alguma folga.

O mais curioso nisso tudo é que o grupo de jogadores praticamente se manteve em relação ao final do último campeonato. Aconteceram algumas mudanças pequenas no elenco, como a chegada de Shaun Livingston e a saída de Steve Blake, mas nada muito impactante. O núcleo é o mesmo. Qual é o segredo então por trás deste salto de qualidade? Para Curry, a resposta passa por uma série de fatores.

“Falando apenas de mim mesmo, o principal ponto tem sido um maior comprometimento com a defesa. É um desafio que me coloquei para cumprir todos os dias, pois sei que é isso o que precisa ser feito para realmente colocar um time na condição de conquistar o título. Sei que isso é importante especialmente na minha posição, já que há muitos armadores talentosos na liga”, disse Curry, na videoconferência com jornalistas do mundo inteiro na última semana da qual o blog fez parte, antes do “All-Star Game”.

“Como time, posso dizer que temos usado o que aprendemos com o que vivenciamos em anos anteriores, entendendo o que precisa se fazer para vencer. Essas lições têm nos ajudado demais, assim como a defesa, o foco no dia a dia de trabalho e a diversão. Ao longo dessa jornada, é muito importante se divertir também”, completou.

Stephen Curry: 40% de aproveitamento nas bolas de três (Foto: Getty Images)

Stephen Curry: 40% de aproveitamento nas bolas de três (Foto: Getty Images)

Esse maior foco coletivo na defesa vem dando resultado. Até agora, o Warriors tem média de 97,3 pontos sofridos a cada 100 posses de bola — índice mais baixo de toda a NBA. Além disso, limita os adversários a um aproveitamento de 42,1% nos arremessos, o que também representa um desempenho superior ao de todas as demais equipes. Já a eficiência ofensiva aponta 109,6 pontos a cada 100 posses, marca que só fica atrás dos 110,5 do Los Angeles Clippers.

O alto rendimento nos dois lados da quadra vem sendo registrado com praticamente os mesmos jogadores da última temporada, mas que estão sob um novo comando. Depois da eliminação para o Clippers nos playoffs de 2014, a direção da franquia decidiu demitir Mark Jackson e contratou Steve Kerr, que trabalhava como comentarista e não tinha experiência como técnico até então.

“É alguém que conhece o caminho dos títulos, que sabe o que precisa ser feito para chegar da melhor maneira possível nos playoffs, com foco mental, comprometimento e muito esforço todos os dias. Ele aprendeu muito com Gregg Popovich e Phil Jackson e usa essas coisas conosco”, afirmou Curry, lembrando dos anéis de campeão que o treinador conquistou como jogador no Chicago Bulls e no San Antonio Spurs. “Ele é parte enorme do nosso sucesso”, completou.

Stephen Curry e Klay Thompson: os Splash Brothers seguem juntos (Foto: Getty Images)

Stephen Curry e Klay Thompson: os Splash Brothers seguem juntos (Foto: Getty Images)

O comandante acabou sendo a única novidade de impacto do time nesta temporada, mas a verdade é que o time ficou muito perto de apresentar mudanças relevantes também entre as principais peças do elenco. Antes de concordar em mandar Kevin Love para Cleveland, o Minnesota Timberwolves considerou a ideia de enviá-lo ao Warriors. Desde que recebesse em troca Klay Thompson, que forma ao lado de Curry uma das duplas mais empolgantes de se ver em quadra na atualidade. Seria o fim dos “Splash Brothers”.

“Estou ao lado dele há quatro anos e melhoramos juntos como jogadores. Ele passou por um processo de decisão importante antes do início da temporada, com esse papo de troca com o Timberwolves pelo Kevin Love. É o tipo de situação que foge do completamente do controle dos jogadores. Acho que nossa direção acabou tomando a decisão correta ao não fechar esse negócio. Teria sido péssimo perder o apelido que temos juntos”, opinou Curry.

Para a alegria dele, o apelido continua. Resta agora ao armador e ao Warriors manterem o nível de competitividade pelo restante da temporada e buscarem um título que a torcida não comemora desde 1975. Algo que parecia inimaginável até muito pouco tempo atrás para esse mesmo elenco.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 NBA | 22:33

Recorde de movimentações no último dia para trocas na NBA. Heat e Thunder têm tudo para saltarem de produção

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Nunca um último dia antes do encerramento do prazo para trocas em uma temporada na NBA foi tão cheio. Ao todo, 17 equipes se movimentaram de alguma maneira em 12 transações diferentes, que envolveram um número recorde de 38 jogadores. Isso sem contar os direitos de atletas que estão fora da liga e escolhas futuras de Draft.

Goran Dragic conseguiu o que tanto queria e foi negociado. O esloveno chega ao Miami Heat para reforçar a armação, setor carente do time da Flórida mesmo nos tempos em que LeBron James ainda estava por lá. Em tese, trata-se de um salto de qualidade extremamente considerável para o elenco comandado por Erik Spoelstra, que ainda pode se tornar um bicho papão dentro do Leste.

Dragc, Thomas e Bledose. Esse trio já era (Foto: Getty Images)

Dragc, Thomas e Bledose. Esse trio já era (Foto: Getty Images)

Já o Suns não se desfez apenas de Dragic. O gerente geral Ryan McDonough realmente não estava blefando quando admitiu ter errado ao juntar tantos armadores no elenco. Isiah Thomas e Tyler Ennis também não estão mais no Arizona, tendo sido mandados para Boston e Milwaukee, respectivamente. O número de opções para o setor caiu bem — apesar das chegadas de Brandon Knight e Kendall Marshall, que deverá ser dispensado logo. Resta saber se Jeff Hornacek conseguirá fazer esse time sustentar o oitavo lugar do Oeste após tantas mudanças. Ainda mais porque um fortalecido Oklahoma City Thunder promete roubar essa vaga.

Foi preciso abrir mão de Reggie Jackson, é verdade. Mas até aí não há problema, já que o armador não escondia de ninguém o desejo por novos ares. Tanto é que usou o Twitter nesta tarde de quinta-feira para dizer que estava chorando de alegria por ter sido negociado com o Detroit Pistons. Outro que saiu foi o veterano Kendrick Perkins, que estava com espaço cada vez mais reduzido. Em contrapartida, o Thunder deu uma turbinada na sua segunda unidade com as adições de D.J Augustin, Kyle Singler, Steve Novak e Enes Kanter — que permitirá ao Utah Jazz promover Rudy Gobert ao posto de pivô titular.

Quem também se movimentou bastante foi o Philadelphia 76ers, para desespero daqueles que ainda insistem em manifestar algum tipo de torcida para a franquia. Michael Carter-Williams e K.J. McDaniels foram despachados para Milwaukee e Houston, respectivamente. Eram dois raros pontos de brilho em um elenco paupérrimo. Um foi eleito o melhor calouro da última temporada, o outro tem se mostrado um talento pescado na segunda rodada do Draft. A direção do 76ers, no entanto, entendeu que dá para construir um futuro melhor sem ambos. Só o tempo dirá se a aposta foi certeira, mas é algo muito difícil de se imaginar no momento.

Além de McDaniels, o Houston Rockets tem Pablo Prigioni como novidade, deixando o elenco mais profundo na sequência da disputa pelo título. Outra potência do Oeste que trabalhou para tentar deixar o plantel ainda melhor foi o Portland Trail Blazers, que enviou três reservas em troca de Arron Afflalo — que até pode virar agente livre em julho, mas que tem bola para ajudar demais dentro de quadra até lá.

Kevin Garnett está de volta ao Timberwolves

Kevin Garnett está de volta ao Timberwolves (Foto: Reprodução)

Com isso tudo, a volta de Kevin Garnett ao Minnesota Timberwolves acabou ficando em segundo plano. O veterano ala-pivô terá a oportunidade de fechar a brilhante carreira onde a construiu. Será bastante festejado quando reencontrar a torcida, certamente, e poderá usar sua liderança para funcionar como uma espécie de mentor da garotada de lá. Só pode ter sido essa a motivação da diretoria para fechar o negócio.

Todas as movimentações que ocorreram neste último dia permitidos para trocas na NBA estão listadas abaixo.

Denver Nuggets x Portland Trail Blazers

Nuggets recebe: o ala-armador Will Barton, o ala Victor Claver, o ala-pivô Thomas Robinson, uma escolha de primeira rodada no Draft de 2016*
Blazers recebe: o ala-armador Arron Afflalo e o ala Alonzo Gee
*com proteção nas 14 primeiras posições. Se não puder ser utilizada, cai para a primeira rodada do Draft de 2017, com a mesma restrição. Caso não possa ser novamente utilizada, se transformará em duas escolhas futuras de segunda rodada.

Sacramento Kings x Washington Wizards

Kings recebe: o armador Andre Miller
Wizards recebe: o armador Ramon Sessions

Brooklyn Nets x Minnesota Timberwolves

Nets recebe: o ala-pivô Thaddeus Young
Timberwolves recebe: o ala-pivô Kevin Garnett

Denver Nuggets x Philadelphia 76ers

Nuggets recebe: os direitos do ala-armador Cenk Akyol (selecionado em 2005)
76ers recebe: o pivô JaVale McGee, os direitos do pivô Chukwudiebere Maduabum (selecionado em 2011) e uma escolha de primeira rodada do Draft deste ano*
*via Oklahoma City Thunder, com proteção até a 18ª posição. Nos dois anos seguintes, a proteção vai até a 15ª posição.

Miami Heat x New Orleans Pelicans x Phoenix Suns

Heat recebe: o armador Goran Dragic e o ala-armador Zoran Dragic (Suns)
Pelicans recebe: o armador Norris Cole, o ala-pivô Shawne Williams e o pivô Justin Hamilton (Heat)
Suns recebe: os alas Danny Granger (Heat) e John Salmons (Pelicans) e duas escolhas de primeira rodada no Draft (Heat)*
*uma em 2017 e protegida nas sete primeiras posições, outra em 2021 e sem restrição.

Houston Rockets x Philadelphia 76ers

Rockets recebe: o ala-armador K.J. McDaniels
76ers recebe: o armador Isaiah Canaan e uma escolha de segunda rodada no Draft deste ano*
*via Denver Nuggets

Houston Rockets x New York Knicks

Rockets recebe: o armador Pablo Prigioni
Knicks recebe: o ala-armador Alexey Shved e duas escolhas de segunda rodada no Draft*
*uma delas em 2017, outra em 2019.

Boston Celtics x Detroit Pistons

Celtics recebe: os alas Luigi Datome e Jonas Jerebko
Pistons recebe: o ala Tayshaun Prince

Detroit Pistons x Oklahoma City Thunder x Utah Jazz

Pistons recebe: o armador Reggie Jackson (Thunder)
Thunder recebe: o armador D.J. Augustin, o ala Kyle Singler e uma escolha de segunda rodada no Draft de 2019 (Pistons); o ala Steve Novak e o pivô Enes Kanter (Jazz)
Jazz recebe: o ala-pivô Grant Jerrett, o pivô Kendrick Perkins, os direitos do pivô Tibor Pleiss (selecionado em 2010) e uma escolha de primeira rodada no Draft de 2017 (Thunder); uma escolha de segunda rodada no Draft de 2017 (Pistons)

Boston Celtics x Phoenix Suns

Celtics recebe: o armador Isaiah Thomas
Suns recebe: o ala-armador Marcus Thornton e uma escolha de primeira rodada no Draft de 2016*
*via Cleveland Cavaliers, com proteção para as dez primeiras posições até 2018. No ano seguinte, fica sem restrição nenhuma.

Milwaukee Bucks x Philadelphia 76ers x Phoenix Suns

Bucks recebe: o armador Michael Carter-Williams (76ers); o armador Tyler Ennis e o pivô Miles Plumlee (Suns)
76ers recebe: escolha de primeira rodada do Draft deste ano* (Suns)
Suns recebe: os armadores Brandon Knight e Kendall Marshall (Bucks)
*via Los Angeles Lakers, protegida nas cinco primeiras posições. Caso a escolha acabe permanecendo dentro desta zona de restrição, o Lakers terá o direito de usá-la.

New Orleans Pelicans x Oklahoma City Thunder

Pelicans recebe: o armador Ish Smith, os direitos do ala Latavious Williams (selecionado em 2010) e uma escolha de segunda rodada no Draft deste ano
Thunder recebe: escolha de segunda rodada no Draft de 2016

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