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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015 NBA | 19:20

LeBron não quer saber de mudanças radicais nos playoffs. Nem do torneio de enterradas

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LeBron James, ala do Cleveland Cavaliers (Foto: Getty Images)

LeBron James, ala do Cleveland Cavaliers (Foto: Getty Images)

Vocês se lembram do que Adam Silver falou sobre os playoffs um tempinho atrás, não é mesmo? Foi até assunto por aqui na época. O comissário da NBA manifestou uma disposição muito grande em levar adiante uma proposta de mudança no sistema de classificação, fazendo com que os 16 times de melhor campanha sigam em frente, independentemente das suas respectivas conferências. Mas LeBron James não vê as coisas da mesma maneira.

“Acho que os playoffs estão bons do jeito que estão na nossa liga”, disse o principal jogador de basquete do planeta, na videoconferência com jornalistas do mundo inteiro na última semana da qual o blog fez parte, antes do “All-Star Game”.

“Temos duas conferências na NBA, assim como acontece na NFL. Na nossa liga, classificam-se os oito melhores de cada uma delas, e o cenário de disputa é interessante. Seria legal mesmo imaginar como seria se os donos das 16 melhores campanhas seguissem em frente, mas temos sucesso neste modelo atual. Há um campeão do Leste e um campeão do Oeste, e isso é algo muito bom que temos”, prosseguiu.

Como já observado por aqui anteriormente, não será tão fácil assim essa proposta de Silver se concretizar. Seria o tipo de mudança que implicaria na necessidade de uma série de outras modificações na organização de cada temporada. Além disso, há o que LeBron apontou: a valorização da disputa dentro de cada conferência, que leva o campeão de cada uma delas a decidir o título — ao invés de permitir que duas equipes de um mesmo lado cheguem à final.

LeBron ainda falou brevemente sobre o campeonato de enterradas. Revelou que até considerou a ideia de participar algumas vezes no passado, mas que isso já está fora dos planos. Disse ainda que estava animado para a competição deste ano e que apostava em Zach LaVine. Acertou. O calouro do Minnesota Timberwolves sobrou diante de Victor Oladipo, Giannis Antetokounmpo e Mason Plumlee.

Ficou nisso. Não houve tempo para muita coisa mais. Não deu nem para tentar fazê-lo se aprofundar um pouco mais nos comentários em relação ao impacto das novas peças na evolução do Cleveland Cavaliers, ou então sobre a ausência de Anderson Varejão. Como já foi contado por aqui, LeBron levantou-se e foi embora em menos de cinco minutos, deixando muita curiosidade para trás.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015 NBA | 14:23

John Wall usou o basquete para salvar a vida

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Aos poucos, John Wall tem entrado nas discussões sobre quem é o melhor armador da atualidade na NBA. O astro do Washington Wizards impressiona pela agilidade, infiltra com facilidade, sabe pontuar, tem habilidade para criar espaços para os companheiros atacarem, lidera a liga em assistências e defende muito bem. Pode fazer quase tudo dentro de quadra, e o reconhecimento por parte do público veio com a primeira aparição entre os titulares do “All-Star Game”.

Trata-se de uma carreira ainda em estágio inicial que já mostra flashes de brilho e com potencial de voar ainda mais alto nos próximos anos. Mas que correu o sério risco de não se concretizar por causa de alguns caminhos que percorreu durante a adolescência.

John Wall tinha tudo para nunca ter chegado à NBA (Foto: Getty Images)

John Wall tinha tudo para nunca ter chegado à NBA (Foto: Getty Images)

“Foi muito duro, precisei virar homem aos nove anos, muito antes do que gostaria”, disse Wall na videoconferência com jornalistas do mundo todo na última semana, antes do “All-Star Game”. O comentário referiu-se à morte do pai e às consequências disso.

“Me envolvi com gente errada, e minha mãe precisou ter uma conversa séria comigo. Ela me disse que eu poderia seguir o caminho do meu pai e do meu irmão, ou então usar o basquete como uma maneira de escapar disso e salvar minha vida. Foi o que decidi fazer”, completou o armador do Wizards.

O pai de Wall morreu em agosto de 1999, vítima de um câncer de fígado, pouco depois de sair da prisão. Ele estava lá por causa de um assalto a mão armada e já tinha passado pela cadeia uma outra vez devido a um homicídio.

A perda fez com que o armador se rebelasse, desenvolvendo um comportamento problemático. Além de se recusar a obedecer adultos, envolveu-se em brigas de rua e até em roubos de carros. Foi quando aconteceu a conversa com a mãe, que incluiu até um irmão dele que hoje se encontra preso.

A atitude não poderia ter dado um efeito mais positivo. Wall mergulhou de cabeça no basquete e conseguiu usá-lo para entrar em Kentucky, onde trabalhou com John Calipari, técnico extremamente renomado no meio universitário. Em 2010, foi a primeira escolha do Draft da NBA. Ainda assim, precisou de tempo para provar o real valor. Isso porque chegou em uma época difícil para o Wizards, na qual a franquia da capital norte-americana aparecia entre os sacos de pancada da Conferência Leste. Para piorar, sofreu com lesões no joelho.

Apesar de algumas boas atuações, as primeiras três temporadas foram difíceis. As coisas começaram a mudar na última. Com a ajuda de um elenco melhor qualificado ao seu redor, incluindo a pontaria calibrada de Bradley Beal ao seu lado no perímetro e a força de Nenê e Marcin Gortat no garrafão, ele finalmente conseguiu se tornar um “all-star” e liderar o Wizards aos playoffs pela primeira vez.

O time foi ainda além. Desbancou o mando de quadra do Chicago Bulls na primeira rodada e avançou à semifinal de conferência, algo que a franquia tinha conseguido pela última vez em 2005. Foi uma trajetória boa o suficiente para abrir os olhos de quem ainda não havia prestado a devida atenção nele e que acabou rendendo elogios de um dos principais armadores da história: Gary Payton, que afirmou ser um grande admirador do líder do Wizards.

“É uma honra ouvir esse tipo de coisa de uma lenda como ele. É alguém em quem eu definitivamente me inspirei, sobretudo na maneira como defender”, afirmou Wall, antes de refletir sobre o que passou nos primeiros anos como profissional. “Levou algum tempo para eu ter sucesso nesta liga, estou animado com as coisas que têm acontecido comigo recentemente, mas quero seguir evoluindo. Meu pensamento é o de nunca me dar por satisfeito.”

Nesta linha de raciocínio, não é difícil saber o que vem na seqüência da lista de desejos de Wall: um título com o Wizards. Algo que ele acredita ser possível alcançar já neste ano. “É nossa meta, sem dúvida. Se jogarmos da maneira correta e a sorte também ajudar, podemos chegar lá. Precisamos mostrar nosso melhor basquete nos playoffs. Penso que temos as peças necessárias para sermos campeões, mas temos de manter nosso foco por 48 minutos, coisa que não temos feito muito ultimamente. Por isso não temos mais vitórias na nossa campanha”, analisou.

Paul Pierce enche John Wall de confiança em quadra (Foto: Getty Images)

Paul Pierce enche John Wall de confiança em quadra (Foto: Getty Images)

Uma peça nova no elenco ajuda o armador a ficar ainda mais confiante para a seqüência do campeonato. Trata-se do ala veterano Paul Pierce. Não só pela capacidade de converter arremessos decisivos, mas também pela atitude e o impacto que causa nos companheiros. “Ele é um cara que me faz acreditar que sou o melhor jogador que existe sempre que estou em quadra. Tem experiência de campeão e lidera pelo exemplo. Ajuda muito com a mentalidade e postura verbal no dia a dia”, comentou.

De acordo com o depoimento, Pierce está colaborando de maneira direta com o desenvolvimento de uma estrela que tem se mostrado cada vez melhor. Wall evolui de maneira constante, é capaz de fazer uma série de coisas boas dentro de quadra e merece aparecer em todas as conversas sobre os melhores armadores da NBA. Situação que só é real porque ele resolveu ouvir quem queria vê-lo usar o basquete para consertar a vida.

Santa conversa com a mãe.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015 NBA | 17:23

Russell Westbrook lembra que sabe brilhar por conta própria. Mais uma vez

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Russell Westbrook acertou 16 dos 28 arremessos que tentou e anotou 41 pontos, um a menos de igualar o recorde registrado por Wilt Chamberlain em 1962. Indiscutivelmente, mereceu ser o MVP do “All-Star Game” deste ano. Outras estrelas brilharam na vitória do Oeste sobre o Leste por 163 a 158, mas nenhuma o fez com a mesma intensidade.

O que esse acontecimento diz sobre o armador do Oklahoma City Thunder? Isoladamente, muito pouco. Em um jogo praticamente sem defesa, quem encontra um momento de maior inspiração e consegue acumular pontos fica em boa posição mesmo para terminar a noite com o prêmio. O troféu de MVP de um evento com teor muito maior de entretenimento do que de competitividade não tem peso para definir nada. Mas, neste caso, simboliza um momento interessante na carreira de quem o ganhou.

Russell Westbrook, MVP do "All-Star Game" de 2015 (Foto: Getty Images)

Russell Westbrook, MVP do “All-Star Game” de 2015 (Foto: Getty Images)

Mesmo depois de cirurgias nos dois joelhos, Westbrook continua impressionando pela explosão física em quadra. Aliando essa condição à parte técnica, é muito provável que o armador esteja jogando o melhor basquete da carreira. Os números ajudam a mostrar isso. A média de 25,8 pontos por jogo nesta temporada é a mais alta da carreira. Além disso, distribui 7,6 assistências por partida, que viram 8,4 em uma conta a cada 36 minutos — também um recorde na trajetória dele na NBA.

O índice de eficiência também nunca esteve tão alto. São 28,5 pontos na estatística, aumento considerável em relação aos 24,7 da última temporada. Ao longo das 39 atuações até agora, alcançou o triplo-duplo duas vezes e atingiu a casa dos 40 pontos outras três.

É claro que um fator merece ser levado em conta na hora de avaliar todo esse impacto: a ausência de Kevin Durant por lesão em praticamente metade dos compromissos do Thunder até o momento. Sem o companheiro por perto, é natural que Westbrook vire a principal arma ofensiva da equipe e tenha volume de jogo ainda maior. Mas também é evidente o mérito do armador em aproveitar essa oportunidade tão bem.

O Thunder precisa de Durant se quiser ser campeão, é claro. É difícil imaginar que alguém conteste isso. Mas o que Westbrook fez ao longo da ausência do ala na temporada foi lembrar ao resto do mundo, principalmente aos que ainda insistem em torcer o nariz para ele, de que realmente é capaz de assumir a função de protagonista em um time competitivo. A campanha que hoje é apenas a nona no Oeste provavelmente estaria melhor colocada na classificação do Oeste se o próprio armador não tivesse sofrido com lesões no meio do caminho.

O que nos leva à noite deste domingo no Madison Square Garden. Seja na produção ofensiva — impulsionadas pelo drible explosivo que faz dele um dos mais eficientes quebradores de defesa da liga — ou marcando, Westbrook deu inúmeras amostras durante o campeonato de que sabe brilhar por conta própria. O troféu de MVP do “All-Star Game” foi a cereja do bolo.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015 NBA | 16:53

NBA aproxima “All-Star Game” do público e dá aula de exposição

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LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

Não deu. Pode até ser que um dia o blog receba um convite da NBA para viajar aos Estados Unidos e cobrir de lá todos os eventos do final de semana do “All-Star Game”, mas ainda não é essa a situação. Mesmo assim, sem ao menos cruzar as fronteiras da cidade de São Paulo, foi possível ouvir sete dos 24 jogadores que disputam a partida das estrelas neste domingo.

Primeiro, foram os irmãos Gasol. Marc a Pau atenderam jornalistas do mundo inteiro, através de uma entrevista coletiva por telefone, na segunda-feira. No dia seguinte, o mesmo procedimento foi feito com Al Horford. Tudo já devidamente registrado neste espaço.

Só isso já estaria de bom tamanho, considerando a impossibilidade de superar a distância entre São Paulo e Nova York para marcar presença no evento. Mas ainda havia muito mais pela frente.

Na sexta-feira, em meio ao bate-papo com os repórteres que estão cobrindo o final de semana das estrelas de perto, quatro jogadores foram deslocados para uma videoconferência com jornalistas de nove cidades do mundo. A atividade, da qual o blog também fez parte, já estava confirmada havia alguns dias, mas o nome dos participantes se manteve um mistério até instantes antes do início. Tudo o que se tinha era a promessa dos organizadores de tentar “selecionar os tops”.

Dito e feito. Quando a assessoria da NBA informou que LaMarcus Aldridge, Stephen Curry, LeBron James e John Wall seriam os atletas disponíveis, foi difícil não ficar satisfeito. São quatro nomes de impacto, sobretudo os dois do meio, líderes de votos do público para o “All-Star Game”.

Uma das regras impostas era de que cada cidade só poderia fazer uma pergunta por vez, ainda que mais de um repórter estivesse participando de um mesmo lugar do mundo. Em São Paulo, por exemplo, além do blog, quem também marcou presença foi Gustavo Faldon, a serviço da ESPN Brasil.

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

Obviamente, não houve muito tempo para falar com os astros. Cada conversa durou cerca de dez minutos, mas até que eles trataram de fazer a maioria das respostas render ao máximo. A exceção foi LeBron James, que se mandou depois de quatro minutos, tendo atendido somente cinco jornalistas e sem se alongar muito.

O papo com o melhor jogador da atualidade não foi lá essas coisas, o que não causou nenhuma surpresa. Quando veio ao Brasil em outubro passado, para o jogo de exibição entre Cleveland Cavaliers e Miami Heat, LeBron já havia demonstrado uma certa impaciência nesse sentido. A coletiva pós-jogo, por exemplo, não durou cinco perguntas e aconteceu ao lado de Kevin Love — o que ajudou a diminuir o tempo útil dele à disposição da imprensa.

Antes de qualquer julgamento, é importante tentar ver as coisas sob a ótica do jogador. Por despertar a maior atenção dos jornalistas em qualquer lugar que esteja, a probabilidade de acabar precisando comentar um assunto muito mais do que uma vez é imensa.

Há também um outro cenário. No início da noite de sexta-feira, por exemplo, Nick Friedell, repórter da ESPN Chicago, postou em sua conta no Twitter o link de uma matéria com a opinião de LeBron sobre Derrick Rose voltar ou não um dia ao nível que fez dele MVP em 2011. Não se trata de um caso isolado. Havia ainda outros profissionais ligados a todas as demais equipes da liga fazendo coisas semelhantes.

Não é toda paciência que resiste a um processo como esse. A de LeBron já estava no limite. Mas, para a sorte de quem participou da videoconferência, os outros três jogadores conseguiram se mostrar mais tolerantes. O que Aldridge falou de mais interessante já apareceu por aqui. O conteúdo com os demais surgirá nos próximos dias.

Independentemente do motivo, é uma pena que as respostas do principal jogador da atualidade não tenham rendido tanto em comparação com os colegas, mas isso fica em segundo plano. O importante mesmo é que ele e os três foram deslocados pela NBA para essa conversa com quem não pôde ir até lá. Isso logo após atenderem a multidão de gente que estava em Nova York para arrancar todo o tipo de informação deles.

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

No final das contas, foi mais uma demonstração da preocupação da NBA em aumentar seu poder de alcance e do quanto ela sabe fazer isso. Ao organizar essa videoconferência, a liga possibilitou que cada um destes meios de comunicação distantes de Nova York pudesse coletar material jornalístico sobre o evento e levar o conteúdo ao respectivo público. Significa que mais pessoas estão lendo sobre a principal liga de basquete do mundo neste final de semana do “All-Star Game”.

Bem ou mal, LeBron James acabou ficando à disposição de repórteres brasileiros ao menos duas vezes nos últimos quatro meses. Através das redes sociais, pode-se observar que o acesso da imprensa local, por estar mais próxima, é muito maior. É uma situação padrão. Qualquer jogador de qualquer time, do reserva pouco conhecido e que raramente recebe tempo de quadra à estrela da companhia, responde aos questionamentos dos repórteres logo após as partidas. É sempre assim.

Quantas vezes um craque do futebol como Lionel Messi deu uma entrevista coletiva nos últimos seis meses? Quantas vezes os fãs de futebol ouviram o ponto de vista dele sobre qualquer assunto relacionado ao jogo durante esse período? E Cristiano Ronaldo? E os rostos mais conhecidos dos grandes clubes brasileiros? Falam tanto com o seu torcedor quanto poderiam?

Definitivamente, não. Neste quesito em especial, a NBA dá aula. Pouca gente sabe expor seu produto tão bem quanto ela, algo que ficou claro durante a semana e que poderia servir de lição para muita gente. Não é somente a qualidade única dos atletas que faz a liga ser comentada no mundo todo.

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sábado, 14 de fevereiro de 2015 NBA | 15:33

LaMarcus Aldridge não sabia se voltaria a jogar na NBA. Conseguiu em grande estilo

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LaMarcus Aldridge é um dos reservas da Conferência Oeste no “All-Star Game” da NBA deste ano devido, em grande parte, à habilidade de produzir ofensivamente quando recebe a bola de costas para a cesta, fora do garrafão. Poucos reinam como o craque do Portland Trail Blazers neste tipo de situação. Mas a estrada que precorreu rumo ao ponto em que se encontra hoje passou por etapas bem complicadas e nem parecia que o levaria tão longe assim no começo.

Quando pequeno, não era a primeira opção dos garotos com quem jogava basquete nas ruas de Dallas, onde cresceu. Nem a segunda, nem a terceira. Era uma das últimas, na verdade. Aldridge era um “sem jeito”, como ele próprio se definiu no bate-papo com jornalistas do mundo todo nesta sexta-feira, através de uma videoconferência da qual o blog também fez parte.

LaMarcus Aldridge de costas para a cesta, do jeito que se sente à vontade (Foto: Getty Images)

LaMarcus Aldridge de costas para a cesta, do jeito que se sente à vontade (Foto: Getty Images)

Mas depois cresceu, teve sucesso nos treinos que realizou para ficar mais atlético e está na NBA. Mais detalhes desta história podem ser encontrados na matéria publicada pelo iG Esporte neste sábado. Final feliz de uma trajetória bacana de superação, correto? Ainda não.

Em 2007, na reta final da primeira temporada como profissional, Aldridge foi diagnosticado com síndrome de Wolff-Parkinson-White, causa das tonturas que sentia e dos batimentos cardíacos irregulares. Depois de uma cirurgia no coração para correção deste problema, o ala-pivô do Blazers passou a ter um acompanhamento cardiológico mais próximo. Quatro anos depois, precisou ser submetido a uma nova operação.

“Passei duas vezes por isso e foi muito difícil”, disse. “Eu não sabia se poderia jogar de novo na NBA, que exige uma condição cardíaca muito boa. Foi duro, mas a minha família me manteve positivo. Foi tudo muito complicado, mas acho que as coisas tendem a dar certo se você se mostrar positivo durante o percurso.”

Felizmente, isso tudo ficou para trás. Selecionado pela quarta vez para a disputa do “All-Star Game”, Aldridge deposita sua concentração na busca de um objetivo profissional mais nobre: a conquista de um título em Portland, sensação que a cidade só experimentou uma única vez, no já distante ano de 1977.

Para isso de fato acontecer, o ala-pivô sabe que apenas o pensamento positivo não basta. É preciso trabalhar duro no dia a dia e usar as lições de tropeços do passado. Como, por exemplo, a derrota para o San Antonio Spurs em quatro jogos na série semifinal do Oeste de 2014.

“Aquilo nos ensinou a ter mais disciplina”, refletiu. “O Spurs tem isso de sobra e venceu com uma maneira diferente de jogar basquete, com muita movimentação de bola e busca pelo passe extra antes da definição. Nossa intenção é ter esse tipo de jogo coletivo que eles tão bem apresentaram no ano passado.”

LaMarcus Aldridge e a derrota para o Spurs que deixou lições (Foto: Getty Images)

LaMarcus Aldridge e a derrota para o Spurs que deixou lições (Foto: Getty Images)

Foram dez minutos cravados de conversa com jornalistas de nove cidades diferentes do mundo. Uma delas era Madri, o que significa que uma das perguntas obrigatoriamente passou pela opinião sobre o feito de Pau e Marc Gasol, os primeiros irmãos titulares em um “All-Star Game”. “Será uma ocasião muito especial para os dois, e isso sinaliza o quanto são talentosos e trabalham duro no dia a dia. Já joguei muito contra ambos e posso dizer que são atletas extremamente habilidosos e também muito inteligentes”, opinou Aldridge.

Mas em outro momento da conversa, também tendo os europeus como assunto, o ala-pivô revelou uma profunda admiração por um outro espanhol do Chicago Bulls. “Sou fã daquele garoto que está lá, me fugiu o nome dele”, disse Aldridge, referindo-se ao novato Nikola Mirotic. “É capaz de chutar bem, de passar bem e tem todas as ferramentas necessárias para melhorar ainda mais daqui para frente”, completou.

Como Londres também fez parte das cidades com jornalistas que participaram da série de questionamentos, foi inevitável para a estrela do Blazers comentar sobre um colega de equipe em especial: o pivô inglês Joel Freeland.

“Ele é ótimo, adoro tê-lo como companheiro. Além de ser muito bom na convivência diária, faz coisas dentro de quadra que muita gente não consegue. É um grande defensor, protege muito bem o aro e tem melhorado ofensivamente, principalmente com os chutes certeiros de média distância. É um ótimo companheiro porque faz essas coisas que precisam ser feitas para se vencer”, reconheceu.

Durante esses anos todos que está na NBA, Aldridge viu Freeland e Mirotic entrarem na liga, testemunhou a evolução dos irmãos Gasol, firmou o seu nome entre os principais homens de garrafão da atualidade e ajudou o Blazers a se colocar na condição de potência do Oeste, permitindo já sonhar com um título no caminho. São fatores valiosos e que certamente ficam com um sabor ainda mais especial se considerados todos os problemas que apareceram ao longo desta estrada no basquete.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 NBA, NBB | 10:00

Está chegando a hora de Georginho no Draft da NBA?

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Jovem brasileiro com pouco espaço no time principal do Pinheiros, mas de atuações destacadas na LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete) e que teve o nome chamado na primeira rodada do Draft da NBA. Essa trajetória foi escrita por Bruno Caboclo em 2014 e pode voltar a acontecer neste ano.

O responsável por alimentar tais esperanças desta vez atende pelo nome de George Lucas Alves de Paulo, mais conhecido como Georginho. O armador de 1,94m e que completa 19 anos em abril está destacado na página inicial do ótimo Draft Express, site que é referência na análise de futuros atletas da NBA — ao lado do croata Mario Heznoja, ala-armador do Barcelona que já apareceu algumas vezes por aqui, e do armador Emmanuel Mudiay, que atua na China.

Georginho, um dos destaques do Pinheiros na LDB (Hedeson Alves/LNB)

Georginho, um dos destaques do Pinheiros na LDB (Hedeson Alves/LNB)

“O potencial do Georginho realmente é espetacular, podemos falar que é um diamante bruto”, disse ao blog o ala Marcus Toledo, companheiro do jovem no Pinheiros. “Com muito treino e com boa tutoria ele pode alcançar ótimos objetivos”, completou.

Assim como Caboclo, a primeira coisa que impressiona em Georginho para os norte-americanos é o conjunto de atributos físicos. “Ele tem uma estrutura forte, uma envergadura muito longa e mãos absolutamente gigantescas”, observou o Draft Express, que depois ainda ressaltou: “ele não parece estar nem perto de ser um produto já finalizado do ponto de vista atlético”.

Mas não é só isso, obviamente. Com a bola nas mãos, o jovem do Pinheiros foi descrito como um “facilitador que vê bem a quadra” e alguém de boa infiltração, além de ser classificado como “criativo” e “altruísta”. Defensivamente, apesar de não encantar pelos fundamentos, chama a atenção pela capacidade de marcar múltiplas posições, atrapalhar as linhas de passe, pegar rebotes e dar tocos ocasionalmente, graças às qualidades físicas.

Vale uma pausa aqui para uma breve reflexão. Um talento como Georginho tem potencial para se transformar em um monstro na defesa muito mais por causa da natureza privilegiada do que pelo o que aprendeu na sua formação, e obviamente não se trata de um caso isolado. É o tipo de coisa que demanda uma discussão muito mais ampla, envolvendo diferentes fatores — como até mesmo o entendimento que existe por aqui sobre o que de fato é uma boa defesa. Mas que merece ser notada.

Registro feito. Voltemos então à análise do Draft Express sobre o brasileiro. Além destes fundamentos defensivos, outras áreas destacadas no jogo dele que precisam de evolução são os arremessos do perímetro, especialmente após o drible, e o excesso de desperdícios de posse de bola. Ainda assim, o site ressalta que ele tem muito tempo pela frente para trabalhar em cima destas “fraquezas bastante corrigíveis”.

Georginho em ação pelo Pinheiros na LDB (Nelson Toledo/LNB)

Georginho em ação pelo Pinheiros na LDB (Nelson Toledo/LNB)

No final das contas, o decreto é que as ferramentas atléticas e o potencial no geral podem transformá-lo em alguém muito atraente para uma equipe que esteja disposta a usar a primeira rodada do Draft para fazer um investimento no longo prazo — exatamente a mesma mentalidade do Toronto Raptors que levou ao recrutamento de Bruno Caboclo.

Em junho passado, Georginho representou a seleção brasileira no Fiba Americas sub 18, tendo registrado médias de 13,4 pontos, 4,2 rebotes, 4,2 assistências e 3,0 desperdícios por partida. Em abril, ele deverá aparecer em Portland para participar do Nike Hoop Summit, evento que reúne os principais destaques com até 19 anos do mundo inteiro.

Será uma chance e tanto de fazer com que os olheiros que o acompanham há uns meses se convençam de vez a levá-lo para a NBA. Nem que ele, assim como o ex-companheiro no Pinheiros, chegue aos Estados Unidos como um produto bruto a ser lapidado, sob a condição de estar “a dois anos de estar a dois anos de estar pronto para jogar na NBA”.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 NBA | 10:00

Impacto de Al Horford no Atlanta Hawks vai muito além dos números

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Depois dos irmãos Gasol, foi a vez de Al Horford separar um pouco do seu tempo para atender jornalistas do mundo inteiro através de uma teleconferência. O papo durou cerca de 20 minutos e aconteceu na terça-feira, mas alguns outros assuntos mais urgentes precisaram passar por aqui antes, o que acabou adiando um pouco o registro da conversa com o pivô do Atlanta Hawks.

De acordo com o que já contou a matéria publicada pelo iG Esporte nesta terça, o dominicano disse pretender vir ao Brasil em breve para finalmente conhecer Maira Fernanda, irmã por parte de pai. Além disso e daquele papo óbvio de “estou muito empolgado” comum em todo jogador selecionado para o “All-Star Game”, Horford falou também um pouco sobre a campanha do time que defende, líder com folga da Conferência Leste.

Al Horford abre espaço na defesa do Warriors (Foto: Getty Images)

Al Horford abre espaço na defesa do Warriors (Foto: Getty Images)

“Os jogadores que chegaram, como Kent Bazemore e Thabo Sefolosha, são muito bons”, disse Horford. “Precisávamos de gente da posição deles, especificamente. Essas novidades e a manutenção do grupo da temporada passada fizeram com que melhorássemos bastante. Imaginava que voltaria mesmo de lesão no meio de uma combinação perfeita, e essa é a razão pela qual estamos jogando tão bem. Ainda temos muito trabalho pela frente, há muita coisa para acontecer. Mas estamos bem confiantes.”

A lesão citada por Horford foi a ruptura do músculo peitoral que o limitou a apenas 29 partidas na temporada anterior. Recuperado, tem médias de 15,5 pontos, 7,3 rebotes, 1,4 toco por jogo no atual campeonato, além de aproveitamento de 53,9% nos arremessos. Não são números que impressionam. Afinal de contas, ele já teve estatísticas mais pomposas em todos esses fundamentos em outros momentos da carreira.

Em um time tão solidário como o Hawks, que terá agora quatro representantes no “All-Star Game” depois que Kyle Korver foi anunciado como substituto do lesionado Dwyane Wade, a queda dos números individuais é natural diante desta divisão no volume de jogo entre as peças em quadra. Mas o fato é que Horford causa uma impacto grande nos dois lados da quadra sobre time que domina o Leste.

Defensivamente, ele se vira bem diante dos oponentes próximo à cesta. Realiza um ótimo trabalho na proteção do aro, mas tem mobilidade o suficiente para atuar também longe dele.

No ataque, faz bloqueios eficientes para a tão bem sucedida criação de espaços do sistema ofensivo do Hawks. Na verdade, muitas vezes nem chega a terminar o movimento. Quando vê que seu perseguidor está se aproximando do companheiro que está com a bola, usa a agilidade que tem para girar em velocidade e receber o passe em boa condição na área pintada, podendo finalizar ou encontrar alguém ainda melhor colocado. É um facilitador de primeira, mas também consegue resolver as coisas sozinho, seja nos movimentos de costa para a cesta ou nos tiros de média distância.

“Para mim, tem sido bom demais assimilar esse sistema de jogo”, avaliou Horford. “É algo bem positivo, que tem me motivado a seguir desenvolvendo meu jogo e como trabalhar em equipe. Temos um ataque bastante espaçado, no qual eu não fico preso dentro do garrafão e consigo criar mais oportunidades. Acredito que o trabalho do treinador (Mike Budenholzer) tem sido maravilhoso. A chave para o que temos feito de bom até agora é jogar em equipe.”

Na visão do pivô, esse sucesso coletivo compensa qualquer queda nas estatísticas individuais. “Penso na equipe primeiro, essa é minha mentalidade. Saber que temos a melhor campanha da liga e que isso faz parte do meu trabalho é algo que me deixa orgulhoso”, esclareceu.

A mesma cautela adotada para dizer que o Hawks ainda tem muito trabalho pela frente nesta temporada apareceu na resposta sobre as comparações com o San Antonio Spurs, fundamentadas no trabalho de movimentação intensa e altruísta da bola no ataque e no fato de Mike Bundenholzer ter sido assistente de Gregg Popovich. “Até acredito que existam semelhanças, mas não dá para comparar. Eles são campeões, não creio que já somos iguais. Mas poder lembrar de alguma forma a maneira deles de jogar é algo que me deixa feliz”, comentou Horford.

Para poder adicionar o anel de campeão à lista de semelhanças com o Spurs, o Hawks terá de continuar mostrando nos playoffs as mesmas coisas boas que tem apresentado até agora. O grau de competitividade alcançado nos últimos meses permite à equipe se colocar entre as principais concorrentes ao título, mas Horford sabe que ele e os companheiros terão de deixar rivais poderosos para trás.

“Tem muita gente forte no Oeste, como o Golden State Warriors e o Memphis Grizzlies. Também não dá para contar o San Antonio Spurs fora da disputa. No Leste também há concorrentes fortes, como o Chicago Bulls. É uma equipe muito perigosa, especialmente quando chega aos playoffs, e que ficou ainda mais poderosa com a adição do Pau Gasol. Há também o Cleveland Cavaliers, que está começando a jogar da maneira que todo mundo esperava. Mas tem a gente. Estamos jogando bem como equipe e temos a possibilidade de chegar lá. Precisamos seguir evoluindo para terminar a temporada regular da melhor maneira possível”, avaliou o pivô.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 NBB | 10:03

A surpresa na lista de 2015 e as curiosidades do Jogo das Estrelas do NBB

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Neto, cestinha do Palmeiras na temporada (Foto: Cadu Fukushima)

Neto, cestinha do Palmeiras na temporada (Foto: Cadu Fukushima)

Quando a LNB (Liga Nacional de Basquete) anunciou a lista dos 24 selecionados para o Jogo das Estrelas do NBB, um atleta em especial chamou a atenção. Trata-se do ala-armador Neto, cestinha do Palmeiras na temporada com média de 14,2 pontos por partida e que vem emplacando atuações muito boas pelo clube da capital paulista desde dezembro. Mas ele mesmo admite ter ficado surpreso ao ser escolhido para fazer parte da equipe de brasileiros no evento festivo.

“Não esperava, mas estou muito feliz”, disse Neto ao blog, logo após acertar nove dos dez arremessos que tentou e anotar 22 pontos na vitória do Palmeiras sobre o Macaé. “Aproveito o maior tempo que posso com minha esposa, Mireia, e minha família porque em quadra é dedicação total. Sou grato a Deus por tudo o que tem acontecido na minha carreira nos últimos anos e, como palmeirense de coração, fico ainda mais contente, pois se estou no Jogo das Estrelas é também porque o Palmeiras está fazendo bonito.”

O NBB Brasil será composto da seguinte maneira: Ricardo Fischer (Bauru), Nezinho (Limeira) e Henrique Coelho (Minas) como armadores, Alex (Bauru), Marquinhos (Flamengo), Léo Meindl (Franca) e Neto (Palmeiras) como alas, Rafael Hettsheimeir (Bauru), Jefferson (Bauru), Caio Torres (São José), Lucas Mariano (Franca) e Lucas Cipolini (Brasília) como pivôs. O comandante do time será Demétrius (Minas), que terá Guerrinha (Bauru) como assistente.

Já o NBB Mundo terá Kenny Dawkins (Paulistano), Laprovittola (Flamengo) e Maxi Stanic (Palmeiras) como armadores, David Jackson (Limeira), Shamell (Mogi das Cruzes), Marcos Mata (Franca), Desmond Holloway (Paulistano) e Robby Collum (Minas) como alas, Jerome Meyinsse (Flamengo), Steven Toyloy (Palmeiras), Walter Herrmann (Flamengo) e Tyrone Curnell (Mogi das Cruzes) como pivôs. O técnico será o espanhol Paco Garcia (Mogi das Cruzes), auxiliado por Dedé (Limeira).

A presença de Neto pode ter causado surpresa, mas essa não será a estreia dele no  Jogo das Estrelas. O armador já havia participado em 2009, quando ele defendia Araraquara e acabou integrando o time Ubiratan, derrotado pelo Rosa Branca pelo placar de 126 a 117. Naquela edição, os 24 principais destaques foram divididos em equipes que homenagearam dois dos grandes ídolos da história do basquete nacional. O atual formato, que confronta brasileiros e estrangeiros, foi adotado apenas em 2011.

Veja algumas curiosidades da história do Jogo das Estrelas:

* A edição deste ano do Jogo das Estrelas será a primeira sem nenhum representante do Pinheiros.

* Com isso, o Flamengo assume a ponta da lista de clubes que mais jogadores enviaram ao evento. Com os quatro de 2015, o clube carioca soma 25. Em seguida, aparecem Brasília (22), Pinheiros (20), Bauru (15) e Franca (13).

* De todas as equipes que fazem parte do NBB nesta temporada, a única que jamais enviou um único jogador foi Rio Claro. Algo extremamente natural para quem faz neste ano sua estreia na elite nacional.

* Com Neto, o pivô norte-americano Steven Toyloy e o armador argentino Maxi Stanic, o Palmeiras chega a cinco representações no Jogo das Estrelas. O responsável pelas duas anteriores foi o ala-pivô norte-americano Tyrone Curnell.

* Tyrone foi mais uma vez eleito para o Jogo das Estrelas e ajudou Mogi das Cruzes a contar com representantes na partida pela primeira vez. Além dele, Shamell foi o outro atleta da equipe selecionado para o evento.

* Shamell é um dos dois únicos nomes que foram escolhidos para todas as sete edições do Jogo das Estrelas até o momento. O outro é o ala Alex, de Bauru.

* Quem acompanhava a dupla e vinha marcando presença até o ano passado era Olivinha, mas o ala-pivô do Flamengo acabou sendo deixado de lado pela primeira vez em 2015.

* O espanhol Paco Garcia será o terceiro treinador estrangeiro a aparecer no Jogo das Estrelas. Os outros dois antes dele, curiosamente, têm o mesmo sobrenome: Gonzalo Garcia e Nestor Garcia. A diferença é que ambos são argentinos.

Relembre todo mundo que já participou do evento principal do Jogo das Estrelas:

Jogadores
Antwine Williams (1) –
(Joinville/2009)
Alex (7) – (Brasília/2009), (Brasília/2010), (Brasília/2011), (Brasília/2012), (Brasília/2013), (Brasília/2014) e (Bauru/2015)
Alex Oliveira (1) – (Bauru/2010)
Arthur (2) – (Brasília/2009) e (Brasília/2012)
Babby (3) – (Flamengo/2009), (Paulistano/2010) e (Flamengo/2011)
Benzor Simmons (1) – (Vila Velha/2013)
Bernard Robinson (1) – (Minas/2011)
Benite (2) – (Franca/2011) e (Flamengo/2013)
Bruno Fiorotto (2) – (Limeira/2009) e (Pinheiros/2011)
Caio Torres (3) – (Flamengo/2012), (Flamengo/2013) e (São José/2015)
David Jackson (3) – (Flamengo/2012), (Limeira/2014) e (Limeira/2015)
DeAndre Coleman (1) – (Bauru/2013)
Dedé (1) – (Paulistano/2009)
Deivisson (1) – (Araraquara/2010)
Desmond Holloway (3) – (Liga Sorocabana/2013), (Paulistano/2014) e (Paulistano/2015)
DeVon Hardin (1) – (Basquete Cearense/2014)
Drudi (1) – (Franca/2009)
Duda (1) – (Flamengo/2009)
Durelle Brown (1) – (Limeira/2011)
Espinoza (1) – (Macaé/2014)
Estevam (2) – (Brasília/2009) e (Brasília/2010)
Facundo Sucatzky (2) – (Minas/2010) e (Minas/2011)
Felipe Ribeiro (1) – (Franca/2009)
Felipinho (1) – (Vila Velha/2009)
Fernando Penna (1) – (Paulistano/2010)
Filipin (1) – (Londrina/2010)
Fúlvio (3) – (São José/2010), (São José/2012) e (São José/2013)
Guilherme Giovannoni (4) – (Brasília/2010), (Brasília/2011), (Brasília/2012) e (Brasília/2014)
Guilherme Teichmann (1) – (Limeira/2009)
Guillermo Araujo (2) – (Paulistano/2012) e (Pinheiros/2013)
Hélio (1) – (Flamengo/2009)
Henrique Coelho (1) – (Minas/2015)
Jeff Agba (2) – (Bauru/2011) e (Bauru/2012)
Jefferson Sobral (1) – (Joinville/2010)
Jefferson William (4) – (Flamengo/2009), (São José/2013), (São José/2014) e (Bauru/2015)
Jerome Meyinsse (2) – (Flamengo/2014) e (Flamengo/2015)
Joe Smith (2) – (Pinheiros/2013) e (Pinheiros/2014)
Juan Pablo Figueroa (2) – (Pinheiros/2011) e (Pinheiros/2012)
Kammerichs (1) – (Flamengo/2012)
Kenny Dawkins (3) – (Liga Sorocabana/2013), (Paulistano/2014) e (Paulistano/2015)
Kevin Sowell (1) – (Franca/2012)
Kojo Mensah (1) – (Flamengo/2013)
Larry Taylor (5) – (Bauru/2009), (Bauru/2010), (Bauru/2011), (Bauru/2012) e (Bauru/2013)
Léo Meindl (2) – (Franca/2014) e (Franca/2015)
Lucas Cipolini (3) – (Uberlândia/2012), (Uberlândia/2014) e (Brasília/2015)
Lucas Mariano (1) – (Franca/2015)
Luis Gruber (1) – (Uberlândia/2013)
Manteguinha (1) – (Joinville/2010)
Marcelinho (5) – (Flamengo/2009), (Flamengo/2010), (Flamengo/2011), (Flamengo/2012) e (Flamengo/2014)
Marcos Mata (1) – (Franca/2015)
Marcus Goree (1) – (Brasília/2014)
Marquinhos (5) – (Pinheiros/2009), (Pinheiros/2011), (Pinheiros/2012), (Flamengo/2013) e (Flamengo/2015)
Mark Borders (2) – (Minas/2012) e (Minas/2013)
Maurice Spillers (1) – (Franca/2011)
Maxi Stanic (1) – (Palmeiras/2015)
Murilo (5) – (Minas/2009), (Minas/2010), (São José/2011), (São José/2012) e (Bauru/2014)
Neto (2) – (Araraquara/2009) e (Palmeiras/2015)
Nezinho (5) – (Brasília/2011), (Brasília/2012), (Brasília/2013), (Brasília/2014) e (Limeira/2015)
Nicolás Laprovittola (2) – (Flamengo/2014) e (Flamengo/2015)
Paulinho Boracini (1) – (Pinheiros/2013)
Pedro Calderón (1) – (Assis/2011)
Olivinha (6) – (Pinheiros/2009), (Pinheiros/2010), (Pinheiros/2011), (Pinheiros/2012), (Flamengo/2013) e (Flamengo/2014)
Paulão (1) – (Franca/2014)
Rafael Hettsheimeir (1) – (Bauru/2015)
Rafael Mineiro (2) – (São José/2010) e (Pinheiros/2013)
Raulzinho (1) – (Minas/2011)
Rashad Bishop (1) – (Joinville/2012)
Ricardo Fischer (2) – (Bauru/2014) e (Bauru/2015)
Robert Day (4) – (Uberlândia/2011), (Uberlândia/2012), (Uberlândia/2013) e (Uberlândia/2014)
Robby Collum (3) – (Uberlândia/2011), (Uberlândia/2012) e (Minas/2015)
Rogério Klafke (2) – (Franca/2009) (Franca/2010)
Shamell (7) – (Limeira/2009), (Pinheiros/2010), (Pinheiros/2011), (Pinheiros/2012), (Pinheiros/2013), (Pinheiros/2014) e (Mogi das Cruzes/2015)
Shilton (2) – (Joinville/2009) e (Joinville/2010)
Steven Toyloy (2) – (Paulistano/2013) e (Palmeiras/2015)
Thomas (1) – (Assis/2010)
Tiagão (1) – (Joinville/2010)
Tony Stockman (2) – (Franca/2010) e (Assis/2011)
Tyrone Curnell (3) – (Palmeiras/2013), (Palmeiras/2014) e (Mogi das Cruzes/2015)
Valtinho (5) – (Brasília/2009), (Brasília/2010), (Uberlândia/2011), (Uberlândia/2012) e (Uberlândia/2014)
Walter Herrmann (1) – (Flamengo/2015)
.
Técnicos:
Alberto Bial (1) – (Joinville/2010)
Chuí (1) – (Araraquara/2009)
Cláudio Mortari (1) – (Pinheiros/2009)
Dedé (1) – (Limeira/2015)
Demétrius Ferraciú (2) – (Limeira/2011) e (Minas/2015)
Ênio Vecchi (1) – (Londrina/2010)
Gonzalo Garcia (1) – (Flamengo/2012)
Guerrinha (2) – (Bauru/2012) e (Bauru/2015)
Gustavo de Conti (1) – (Paulistano/2014)
Hélio Rubens (1) – (Franca/2009)
João Marcelo Leite (2) – (Paulistano/2010) e (Pinheiros/2011)
José Neto (2) – (Flamengo/2013) e (Flamengo/2014)
José Vidal (1) – (Brasília/2011)
Lula Ferreira (3) – (Brasília/2009), (Brasília/2010) e (Franca/2013)
Nestor Garcia (1) – (Minas/2011)
Paco Garcia (1) – (Mogi das Cruzes/2015)
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 NBA | 17:22

Mil vezes Popovich

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A expectativa de muita gente estava lá no alto antes da milésima vitória de Gregg Popovich como treinador na NBA, mas ele mesmo não estava nem aí. De acordo com o que relatou a repórter Candace Buckner, do jornal Indy Star, o comandante do San Antonio Spurs não deixou assunto ir muito longe na conversa com os jornalistas que precedeu a partida contra o Indiana Pacers, nesta segunda-feira.

Antes mesmo de uma pergunta sobre a possibilidade de atingir o feito dentro do estado natal chegar ao fim, Popovich se frustrou. “Ah, não. Lá vamos nós”, ele disse. “Você me pergunta uma coisa como essa, que demanda respostas banais, correto? Você já sabe a resposta banal, então vá em frente e diga que eu falei isso”, continuou.

Gregg Popovich não quis saber de falar sobre as mil vitórias (Foto: Getty Images)

Gregg Popovich não quis saber de falar sobre as mil vitórias (Foto: Getty Images)

A situação toda acabou ficando bem com a cara de Popovich mesmo. Desde não pensar duas vezes ao rebater com ironia uma pergunta dos jornalistas que considera não ter sido boa o suficiente até não se sentir nem um pouco impressionado com o próprio feito. Pelo menos não publicamente.

Ele pode até se recusar a falar sobre isso, mas não dá para ignorar o feito que alcançou. Afinal de contas, tornou-se apenas o nono treinador a atingir mil vitórias na NBA em todos os tempos. Os outros oito que fizeram o mesmo são Don Nelson (1.335), Lenny Wilkens (1.332), Jerry Sloan (1.221), Pat Riley (1.210), Phil Jackson (1.155), George Karl (1.131), Larry Brown (1.098) e Rick Adelman (1.042).

De todos esses, o único além de Popovich que venceu mil vezes com uma única equipe foi Sloan, que somou 1.127 dos seus triunfos à frente do Utah Jazz. No entanto, não conseguiu um único anel de campeão em Salt Lake Cuty, ao passo que o comandante do Spurs já tem cinco na coleção.

Quando o assunto é porcentagem de vitórias, o aproveitamento de 68,4% é o segundo melhor dentre todos os que já passaram pela liga. O único que o supera é Phil Jackson, que teve desempenho de 70,4% à frente de Chicago Bulls e Los Angeles Lakers.

São números que ajudam a comprovar que Popovich já tem lugar na galeria dos principais treinadores da história, mas não é justo olhar apenas para eles na hora de dimensionar o tamanho dele. Essa coleção de estatísticas é consequência da habilidade como estrategista, do poder de enxergar o basquete como poucos e da sabedoria sobre como moldar a maneira de jogar da equipe de acordo com as peças que tem em mãos.

Mas a principal virtude é o dom de saber observar cada jogador e tirar deles o máximo que possível dentro de quadra. E isso não é qualquer um que faz. “Se ele colocasse cinco mulheres velhas em quadra, elas venceriam. Ele é tão bom a esse ponto”, disse certa vez Metta World Peace, o maluco que um dia já atendeu pelo nome de Ron Artest.

Patty Mills não servia em outros lugares, mas serviu para Gregg Popovich (Foto: Getty Images)

Patty Mills não servia em outros lugares, mas serviu para Gregg Popovich (Foto: Getty Images)

Danny Green e Patty Mills são bons exemplos disso. Ambos foram ignoradas por outros times que defenderam no passado e que acabaram sendo peças extremamente importantes no time que conquistou o título na última temporada.

“Ele tem muita confiança naquilo que entende que a gente pode fazer em quadra e nos coloca dentro de um sistema de jogo”, disse o brasileiro Tiago Splitter, em entrevista ao blog em junho passado. “Isso é ótimo para mim e para todos os jogadores do elenco. O Popovich faz parte da evolução de todos do time, tem um peso enorme nesse sentido. Tive muitos técnicos na vida, mas ele realmente é especial. Até pelo nível que alcançou na carreira no que diz respeito a títulos e ao fato de passar anos seguidos fazendo bons trabalhos.”

É esse conjunto de qualidades que colocou Popovich no grupo de comandantes com mil vitórias na NBA. Por mais que ele diga não ligar muito para isso.

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NBA | 00:16

Uma aula de como usar as redes sociais

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Não houve nenhuma surpresa no encontro desta segunda-feira entre duas equipes que se encontram em situações completamente opostas na temporada. Líder do Leste, o Atlanta Hawks não teve muita dificuldade para despachar o Minnesota Timberwolves, lanterna do Oeste. Mas o que realmente vale o registro desta partida foi algo que ocorreu fora de quadra, algumas horas antes do embate.

Talvez até imaginando que mais uma derrota estava por vir, a mente criativa por trás da conta do Timberwolves no Twitter resolveu montar uma lista de músicas no Spotify com títulos que pudessem formar um recado a ser dado ao oponente. “Ei, Atlanta Hawks. Nós não conseguimos deixar de notar que vocês gostam de montar playlists. Então fomos em frente e fizemos essa daqui para vocês”, foi o aviso enviado junto da imagem abaixo:

Minnesota

Caso alguém não tenha entendido, os títulos desta salada eclética de músicas passaram a seguinte mensagem: “Ó, Atlanta. Todos querem mandar no mundo. Mas, honestamente, vocês verão que nós nascemos para correr. Nós te amamos e sempre amaremos, não importa o que aconteça. Mesmo que a gente tenha que colocar quatro jogadores em quadra, nossa hora está chegando. Nós estamos famintos, e os lobos não vão recuar. Atenciosamente, a matilha dos lobos”.

A iniciativa do Timberwolves foi inspirada em algo que o Hawks já havia feito no Twitter na última semana, após a série de 19 vitórias consecutivas ter chegado ao fim com a derrota para o New Orleans Pelicans.

Atlanta Hawks

“Querida Atlanta. Nós não conseguimos parar de pensar em você. Obrigado pelo apoio durante essa incrível temporada de sonhos.  A sequência pode ter acabado. No entanto, estamos apenas começando. Nós te amamos. Vamos construir mais memórias juntos. Com amor, o Hawks”, foi a mensagem aos torcedores espalhados pela cidade naquela oportunidade.

Quanta criatividade e bom humor de ambos os perfis, não é verdade? As contas de Hawks, Timberwolves e de outras franquias da NBA no Twitter não deixam de passar as informações básicas dos respectivos times aos seguidores durante a temporada e ainda fazem isso com leveza e, principalmente, muito espírito esportivo. Dão uma aula de redes sociais.

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