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sábado, 21 de março de 2015 NBB | 04:17

Bauru supera série do Flamengo e estabelece novo recorde no NBB

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A temporada do Bauru está cada vez melhor. Campeão do Paulista, da Liga Sul-Americana e da Liga das Américas, o time viveu um novo momento especial nesta sexta-feira. Liderado pelos 14 pontos e oito assistências do armador Ricardo Fischer, bateu o Palmeiras fora de casa por 77 a 65 e chegou a 21 vitórias consecutivas no NBB. Trata-se de um novo recorde na história da competição durante a fase de classificação.

Ricardo Fischer: 14 pontos e oito assistências para liderar vitória de Bauru (Foto: Fábio Menotti/Ag. Palmeiras)

Ricardo Fischer: 14 pontos e oito assistências para liderar Bauru (Foto: Fábio Menotti/Ag. Palmeiras)

Antes desta sequência, a melhor marca pertencia ao Flamengo, que iniciou a temporada 2012/13 ganhando os 20 primeiros compromissos. A invencibilidade só caiu na 21ª rodada, quando Franca foi ao Rio de Janeiro, reverteu uma desvantagem de 12 pontos no último quarto e superou os mandantes pelo placar de 91 a 86.

O ala Jhonatan, que hoje está no Palmeiras, anotou 22 pontos para o time francano e foi o cestinha do encontro, além de ter apanhado cinco rebotes. Outro grande responsável pelo resultado foi o ala-pivô Teichmann, atualmente em Limeira, dono de 14 pontos, nove rebotes e três tocos.

“Nós e toda a cidade acreditávamos nessa vitória”, disse Teichmann naquele 16 de fevereiro de 2013. “Nosso time não desiste nunca. Nós marcamos, roubamos a bola, demos toco, corremos muito e ganhamos o jogo nessa defesa. Esse time tem muito futuro”, completou.

É curioso notar que apenas quatro jogadores que representaram Franca naquela oportunidade continuam no elenco: o armador Juan Pablo Figueroa, os alas Léo Meindl e Antonio e o pivô Lucas Mariano.

O resto se mandou, assim como Jhonatan e Teichmann. Cauê Borges foi para a Liga Sorocabana. Jefferson Socas é jogador do Basquete Cearense. Zanini está em Uberlândia. Kurtz, no Pinheiros. Romário disputa a Liga Ouro por Campo Mourão. E Jerônimo está sem time.

Jhonatan, hoje no Palmeiras, ajudou Franca a quebrar série do Flamengo em 2013 (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Jhonatan, hoje no Palmeiras, ajudou Franca a quebrar série do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Franca conseguiu chegar até as quartas de final naquela temporada. O Flamengo foi o campeão. Algo que parece ter chances cada vez maiores de acontecer neste ano com Bauru.

“É um resultado de um trabalho sério, mas não podemos viver de números”, afirmou o técnico Guerrinha sobre a invencibilidade histórica. “Estamos com foco total no NBB e não foi um jogo fácil. Ganhamos na defesa e entramos um pouco desligados no ataque. Uma vitória dessa, após conquistar um título e jogando na casa do adversário, é um resultado muito importante.”

Considerando também partidas de playoffs, o recorde de vitórias ainda é do Flamengo. Foram 24 triunfos consecutivos entre a 12ª rodada da temporada 2008/09 (a primeira do NBB) e a derrota para Brasília no segundo confronto da decisão — disputada no sistema melhor de cinco naquela época.

Bauru pode ultrapassar mais essa marca ainda na fase de classificação. Franca, Pinheiros, Mogi das Cruzes e São José serão os oponentes nas quatro últimas rodadas antes dos playoffs. Se passar por todos, chegará a 25 vitórias consecutivas. Número que impressiona e deixa bem claro o tamanho da dificuldade que a concorrência terá para evitar mais esse título na temporada da equipe paulista.

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terça-feira, 17 de março de 2015 NBB | 03:10

Líderes em Bauru, Alex e Ricardo Fischer desafiam a idade que têm

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Um garoto que joga como veterano e um veterano que joga como garoto. As descrições se referem, respectivamente, ao armador Ricardo Fischer e ao ala Alex, que têm sido dois dos principais motivos pela temporada extremamente bem-sucedida de Bauru, campeão de tudo o que disputou até agora. Eles próprios enxergam isso um no outro.

“Ele é incrível”, disse Ricardo ao Triple-Double sobre Alex. “Eu brinco dizendo que ele parece ter ainda uns 20 anos, não 35. É um cara de vigor físico impressionante, que já ganhou praticamente todas as competições que disputou e não descansa. É isso tudo o que ele traz para o time no dia a dia de trabalho. Ele arremessa de longe, mas até as vezes de pivô em quadra ele faz. É um curinga”, completou o armador.

Alex: rejuvenescido em Bauru (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex: rejuvenescido em Bauru (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex retribuiu os elogios. “É um menino talentoso e que vem crescendo muito”, observou. “Ele vem dando conta do recado. É o capitão do time mesmo sendo o mais novo e tem jogado com experiência, sabendo quando deve arremessar e quando deve passar a bola. Para mim, é um jogador formado. Lógico que a visão de quadra vai melhorar nos próximos anos, mas acredito que já esteja entre os três melhores armadores do Brasil. Se o time está na posição em que se encontra hoje, muito se deve ao trabalho dele. Apesar de jovem, joga como veterano. Sabe da responsabilidade que tem de organizar o time e cumpre isso com maestria.”

Foi exatamente por saber do peso desta responsabilidade de organização que Ricardo passou a entrar em quadra com uma nova postura no último ano. “Trabalhei muito mentalmente no sentido de tirar um pouco do meu volume de jogo e distribuir para os demais”, admitiu o jovem de 23 anos, que de repente se viu cercado de peças que estavam acostumadas a definir bastante as ações ofensivas nos times que defendiam. “Então, procurei pensar na melhor maneira possível de envolvê-los e colocar todo mundo em boa situação. Primeiro com um, depois com outro, e assim vamos naturalmente jogando de maneira coletiva. Acredito que esse é o nosso segredo”, refletiu.

Ricardo Fischer (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Ricardo Fischer, o responsável por organizar o time de Bauru em quadra (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Esse processo de amadurecimento pelo qual o armador tem passado vem ajudando bastante Alex a se sentir rejuvenescido. Depois de uma passagem extremamente vitoriosa por Brasília, ele entendeu no último ano que a cobrança consigo mesmo já não era mais a mesma. Estava na hora de mudar. “Precisava de novos ares, de novos desafios”, reconheceu o ala, que ganhou o prêmio de MVP da Liga das Américas e que desponta como um dos favoritos a levar o troféu também no NBB.

“Cheguei a Bauru com a mentalidade de um garoto do juvenil, querendo mostrar serviço. Está dando certo. Busco dar o meu melhor a cada treino, a cada jogo, e o resto das coisas acontecem naturalmente. Quando se tem um grupo tão forte ao lado, fica mais fácil se destacar individualmente”, completou.

Outro aspecto que influencia bastante a boa fase de Alex é o fato de os arremessos de longa distância serem a principal característica ofensiva do time. “Gosto disso. Temos alguns atiradores de elite, como Robert Day, Jefferson e Rafael Hettsheimeir, mesmo sendo um pivô. Eles possibilitam minhas infiltrações em um garrafão muitas vezes vazio, já que os defensores ficam colados neles. Afinal, um segundo de desatenção da marcação pode gerar em uma bola de três. Isso facilita muito o meu jogo, o do Ricardo e o do Larry, que também gostam de infiltrar bastante”, comentou.

Alex foi o MVP da Liga das Américas (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex foi o MVP da Liga das Américas (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Não é nem um pouco raro mesmo ver Bauru terminar uma partida nesta temporada concentrando a maior parte dos seus arremessos de trás da linha de três. Mas seria injusto se atentar apenas a isso e deixar de observar as movimentações que possibilitam o sucesso desse sistema ofensivo.

“É claro que alguns chutes saem forçados, mas normalmente finalizamos com espaço porque trabalhamos muito para isso”, apontou Ricardo. “Não adianta simplesmente botar a bola na mão do chutador, é preciso fazer com que ele se sinta à vontade para arremessar. Nós trabalhamos bastante para isso. O Alex ajuda com as infiltrações dele, que abrem bastante espaço, e o Murilo chama muito a marcação para cima dele nas situações em que recebe o passe de costas para a cesta. Também fazemos muitos corta-luzes para deixar o arremessador em boa posição.”

Diante dos três títulos conquistados até agora na temporada e das 20 vitórias consecutivas no NBB, fica difícil mesmo contestar qualquer coisa no trabalho que Bauru vem realizando. Contar com gente como Alex e Ricardo Fischer, jogadores capazes de desafiarem a idade que têm, certamente ajudou bastante nesse processo.

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segunda-feira, 16 de março de 2015 NBB | 00:31

Bauru conquista o continente de maneira invicta e segue 100% na temporada

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Depois do timaço que foi montado, era de se imaginar que Bauru viria forte para disputar todos os títulos ao longo da temporada. Ainda assim, não dá para não se impressionar com o que os comandados de Guerrinha têm conseguido nos últimos meses. Primeiro, venceu o Paulista. Depois, a Liga Sul-Americana. Neste domingo, foi a vez de conquistar a Liga das Américas de maneira invicta ao bater o Pioneros de Quintana Roo por 86 a 72 no Maracanãzinho. Por enquanto, aproveitamento de 100%.

Bauru, campeão de tudo por enquanto na temporada (Foto: Fiba/Divulgação)

Bauru, campeão de tudo por enquanto na temporada (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Não foi um duelo tranquilo diante dos mexicanos, longe disso. Assim como já tinha acontecido com o Flamengo no dia anterior, Bauru também encontrou problemas para conter o pivô Justin Keenan, sobretudo na primeira metade, e chegou a ficar em desvantagem na reta final do terceiro quarto. Entrou no último com liderança de apenas três pontos.

As bolas de três foram a principal aposta da equipe brasileira no confronto, o que não é surpresa para ninguém. Tem sido assim durante toda a temporada, e não dá para apontar essa característica como algo negativo. Não para quem ficou com o troféu das últimas três competições que disputou e vem de 20 vitórias consecutivas no NBB.

No jogo deste domingo, talvez fosse o caso de explorar um pouco mais as definições perto da cesta, onde o Pioneros bateu cabeça várias vezes para acertar a marcação. Na última posse de bola antes do intervalo, por exemplo, o pivô reserva Thiago Mathias fez uma cesta depois de receber a bola com bastante espaço dentro do garrafão, em um lance no qual a defesa rival já estava postada de maneira equivocada desde o início.

Ao todo, Bauru chutou 34 vezes de trás da linha de três pontos e acertou 12, o que representa um aproveitamento de 35%. O índice não é ruim, mas poderia ter sido melhor se muitos desses arremessos tivessem sido executados em situações de menor pressão, depois de rodar um pouco mais a bola no perímetro.

Por outro lado, a estratégia forçou Keenan a sair de perto da cesta para contestar vários destes tiros de longe, o que acabou sendo fundamental para a vitória brasileira na batalha dos rebotes por 41 a 26. Destes, 15 foram de ataque, gerando novas oportunidades de pontuar em momentos críticos do embate.

Rafael Hettsheimeir: 30 pontos e oito rebotes na decisão (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Rafael Hettsheimeir: 30 pontos e oito rebotes na decisão (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alguns outros números ajudam a ilustrar essa situação de maneira um pouco mais clara. O pivô Rafael Hettsheimeir, por exemplo, marcou metade dos seus 30 pontos de trás da linha de três pontos. Além disso, ele pegou oito rebotes. Foram três a menos que Murilo, que apanhou 11. Já Keenan conseguiu somar apenas quatro, o que chega a ser compreensível para quem teve de se deslocar mais de uma vez para tentar atrapalhar os chutes de três nos cantos da quadra.

O excesso de arremessos de longa distância tem sido alvo de muita reclamação dentro do basquete brasileiro nos últimos tempos– com razão na maioria dos casos, é bom que se diga. Mas o time que hoje é o melhor do país e que acaba de chegar ao topo do continente construiu sua trajetória bem-sucedida tendo justamente as bolas de três como carro-chefe.

Há uma lição muito simples nisso tudo: o problema, na verdade, não é a estratégia, e sim a maneira como ela é colocada em prática. Tão importante quanto espalhar atiradores de elite pelo perímetro é saber tirar proveito das situações que surgem em seguida. Bauru provou mais uma vez neste domingo que sabe fazer isso muito bem. Talvez seja o grande mérito da equipe treinada por Guerrinha, além do sacrifício de qualquer vaidade por parte dos jogadores.

“Isso é resultado da química com que esse time se entrosou em tão pouco tempo”, disse o técnico. “É um projeto novo, de cinco meses, e que já estamos colhendo resultados. Queremos mais e vamos trabalhar para isso. Temos condição de jogar de igual para igual com qualquer equipe da Europa. Estamos muito felizes, conquistar a Liga das Américas é a realização de um sonho”, completou.

Jogar em condição de igualdade com qualquer europeu é uma ideia que será colocada a prova no segundo semestre, com a disputa do título da Copa Intercontinental diante do campeão da Euroliga. Antes disso, há o desfecho do NBB. E não é preciso pensar muito para se chegar à conclusão de quem é o grande favorito para erguer o troféu da competição nacional, não é mesmo?

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domingo, 15 de março de 2015 NBB | 18:11

Bauru x Flamengo: a decisão que não vai acontecer

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“Bauru está muito bem mesmo. Jogamos duas vezes contra eles e perdemos. Foram jogos parelhos, mas a verdade é que eles ganharam ambos. Precisamos tomar alguns cuidados. Jogaremos em casa a fase final da Liga das Américas e temos antes de pensar no Pioneros de Quintana (México). Mas Bauru está com um time bastante perigoso mesmo e será um desafio enorme caso a gente se encontre na final.”

Foi isso o que o ala argentino Walter Hermann disse ao Triple-Double em Franca, durante o fim de semana do Jogo das Estrelas do NBB, ao ser questionado sobre um possível encontro com Bauru na decisão da Liga das Américas. Era natural que esse tipo de pergunta fosse feita aos jogadores do Flamengo. Campeão nacional e continental na última temporada, o clube carioca vinha vendo o rival paulista se consolidar como uma grande ameaça ao reinado construído com as conquistas recentes.

Walter Hermann e o Flamengo caíram antes da final da Liga das Américas (Foto: Fiba/Divulgação)

Walter Hermann e o Flamengo caíram antes da final da Liga das Américas (Foto: Fiba/Divulgação)

Neste sábado, a festa estava preparada para o Flamengo aproveitar o fator casa e carimbar a vaga na partida pelo título das Américas contra Bauru, que já havia passado sem sustos pelo Peñarol, da Argentina, por 80 a 61. Mas a festa da torcida local no Maracanãzinho e os planos de quem pretendia ver o duelo entre os dois brasileiros foram frustrados pelo Pioneros de Quintana Roo, do México, que levou a melhor na prorrogação pelo placar de 82 a 81.

Deu até a impressão de que o Flamengo não teria tantos problemas assim. Tudo deu certo no início para a equipe comandada por José Neto, que sobrou e abriu dois dígitos de liderança no placar no primeiro quarto. Apesar de a superioridade ter desaparecido no período seguinte, o time foi para o intervalo ainda em vantagem por 42 a 40. Isso graças em grande parte ao ala Marquinhos, que anotou 18 dos seus 27 pontos nos 20 minutos iniciais.

Mas, com o equilíbrio restabelecido, o Pioneros conseguiu levar a partida da maneira que julgava mais conveniente. Além de forçar 17 erros, fechou as portas dentro do garrafão e obrigou o Flamengo a insistir em definir as coisas na linha de três pontos. O aproveitamento de apenas seis acertos em 28 tentativas nestes chutes dos brasileiros mostra que a estratégia deu resultado.

No último quarto, o Flamengo fez algo parecido. O oponente também teve dificuldades no acesso ao garrafão e se viu obrigado a recorrer às bolas de fora. O problema é que algumas delas caíram, mesmo em momentos nos quais o arremesso não parecia tão promissor assim. Foi um baque e tanto para quem vinha sofrendo horrores para conter o pivô Justin Keenan, que somou 25 pontos, seja perto do aro ou em tiros de longe.

Comandados de José Neto erraram bastante contra o Pioneros (Foto: Fiba/Divulgação)

Comandados de José Neto erraram bastante contra o Pioneros (Foto: Fiba/Divulgação)

Apesar de todos os problemas, o time da casa teve a chance de vencer e manter vivo o sonho da torcida local de testemunhar um bicampeonato continental. Algumas chances preciosas foram desperdiçadas ainda na reta final do último quarto, com o placar empatado. Mas a série de erros nos dois lados da quadra custou caro demais.

O reinado do Flamengo nas Américas chegou ao fim. Um novo campeão está prestes a ser conhecido sem que fosse possível ver o choque de forças com Bauru.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 NBB | 17:33

Bauru perde Jefferson para a sequência da temporada, mas não o favoritismo

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Era para ser mais uma noite de festa para o líder do NBB. Dominante do início ao fim dentro de casa, Bauru bateu Uberlândia sem sustos nesta quinta-feira pelo placar de 87 a 64 e chegou à 18ª vitória consecutiva na competição. Mas o público que compareceu ao ginásio foi embora para casa preocupado com o ala-pivô Jefferson William, que deixou a quadra no segundo quarto com um problema no tornozelo direito e não voltou mais. As piores suspeitas acabaram se confirmando.

“Houve o rompimento total do tendão de Aquiles”, confirmou Marcelo Torquato, ortopedista especializado em joelho e em tornozelo, através de comunicado emitido pela equipe bauruense nesta sexta-feira. “O Jefferson passará por cirurgia já na próxima semana. Na sequência, já entra em processo de reabilitação. Deve voltar a treinar com bola em três meses e jogar em alto nível em seis”, completou.

Jefferson: baixa importante em Bauru para a temporada (Foto: Sergio Domingues/Divulgação)

Jefferson: baixa importante em Bauru para a temporada (Foto: Sergio Domingues/Divulgação)

Duro golpe para Bauru. As médias do ala-pivô nesta temporada do NBB apontam 14,5 pontos, 6,0 rebotes, 2,0 assistências em cerca de 29 minutos de ação por partida. Não à toa, havia sido selecionado para o Jogo das Estrelas. Além disso, registrava um aproveitamento de 43,3% nas bolas de três pontos.

Em um equipe que tem justamente os chutes de longa distância como carro-chefe, buscando muito mais esse tipo de arremesso do que as demais, Jefferson vinha sendo importantíssimo. Dentro do elenco do Bauru, ele não só tem um dos melhores desempenho nos tiros de três como é quem mais arrisca — são mais de sete tentativas por jogo, duas a mais do que Rafael Hettsheimeir e Robert Day.

Isso tudo em alguém de 2,07m e que atua na posição quatro, o que o tornava extremamente valioso no processo de criação de espaços do sistema ofensivo. Além da capacidade de castigar a defesa adversária ao receber a bola na linha de três pontos, favorecia as infiltrações de Alex e Larry, por exemplo, pela simples presença longe da cesta, arrastando consigo um marcador.

Como se observa, o time comandado por Guerrinha ficará sem uma peça fundamental dentro daquilo que tem se proposto a fazer ao longo da temporada. Mas se há alguém no país em condição de sofrer uma baixa tão impactante e seguir como favorito em todas as competições que disputa é justamente Bauru.

A ideia mais óbvia para substituir Jefferson é a entrada de Murilo no quinteto inicial, algo que faz bastante sentido. O pivô de 31 anos jogou a vida inteira como titular em outros lugares e costumava ser referência na posição. Além disso, tem bom chute de média e até de longa distância. Apesar de tentar pouco, apresenta índice de 43,7% nos tiros de três. Pode perfeitamente jogar ao lado de Hettsheimeir, que seria deslocado para a posição quatro neste cenário.

Jefferson aberto na linha de três: muito espaço para o ataque de Bauru (Foto: Henrique Costa/bauru Basket)

Jefferson na linha de três: muito espaço para o ataque de Bauru (Foto: Henrique Costa/bauru Basket)

É até provável que Guerrinha escolha mesmo seguir esse caminho, dando espaço um pouco maior para Mathias e para o jovem Wesley Sena na rotação. Mas há também outras possibilidades que podem ser testadas e usadas em determinados momentos dos jogos, como o uso de Robert Day na posição quatro, abrindo uma vaga no perímetro para Larry ou Gui.

Não deve ser o tipo de ajuste que atinge o melhor resultado da noite para o dia. Jefferson faz falta, é claro, e encontrar uma maneira de sobreviver sem ele será um grande desafio que Bauru terá pela frente. Por outro lado, ainda há muito talento à disposição e algum tempo até a fase final da Liga das Américas e os playoffs do NBB.

Nada muda, portanto, na conversa sobre os favoritos à conquista destas duas competições. Bauru pode perfeitamente continuar firme e forte onde se colocou no últimos meses.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015 NBB | 08:00

Em realidade “diferente”, Murilo destaca sacrifício coletivo e evolução no entrosamento em Bauru

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Murilo, pivô de Bauru (Foto Henrique Costa/Bauru Basket)

Murilo, pivô de Bauru (Foto Henrique Costa/Bauru Basket)

O nome de Murilo aparece em qualquer discussão sobre os principais jogadores do NBB nos últimos tempos. Atuando por São José, o pivô ganhou o prêmio de MVP da temporada 2011/12, na qual liderou as estatísticas de pontos e rebotes. Além disso, foi eleito quatro vezes o melhor atleta da sua posição no campeonato. Hoje, aos 31 anos, ele se encontra em uma outra realidade, exercendo uma função bem diferente.

Ao contrário de outros tempos, Murilo tem sido usado a partir do banco de reservas em Bauru e recebido menos tempo de jogo em um time no qual ele é apenas um dos muitos nomes badalados, não o único. “Para mim é diferente, né?”, refletiu o pivô em entrevista ao blog.

“Mas sofri muito com lesões e não posso simplesmente chegar agora e sair jogando, ainda mais pelo momento que a equipe vive, com vitórias consecutivas e boas exibições. Então, tenho que trabalhar muito, chegar mais cedo e treinar forte. É isso o que estou fazendo e com certeza poderei render mais em breve”, ele completou, referindo-se aos problemas no joelho que enfrentou recentemente.

Aparecer menos tempo em quadra e contribuir como um reserva pode até ser uma situação diferente para Murilo, mas não é um problema. Campeão paulista, sul-americano e dono de uma sequência de 13 vitórias na atual edição do NBB, Bauru tem como um dos seus segredos o entendimento coletivo da necessidade de se sacrificar em função do sucesso do grupo.

“Quando nossa equipe foi montada, acho que todo mundo já veio preparado até psicologicamente para isso, sabendo que cada atleta pode ter seu momento em um determinado dia e isso precisa ser respeitado. Se determinado jogador está bem numa partida, bola nele. É fundamental respeitar o espaço de cada um dentro de quadra. Devemos pensar sempre no melhor para o time, em sermos campeões”, avaliou.

Em que pesem os dois títulos já conquistados nesta temporada, levou um tempo para Bauru alcançar a sua melhor forma. Situação que é completamente natural para um elenco com tantas novidades. Ainda mais porque duas delas — o pivô Rafael Hettsheimeir e o ala Alex Garcia — só se juntaram ao restante depois de defenderem a seleção brasileira na Copa do Mundo.

“No estadual, por exemplo, eu estava machucado, mas não sentia a equipe totalmente encaixada, e ela vencia muitos jogos pela qualidade individual. Pois também é difícil para todos. Imagine chegar aos playoffs do Paulista e vários atletas de seleção tendo de entrosar ainda com os demais que já estavam atuando no campeonato? Depois, é claro, com as finais do Paulista e da Sul-Americana, isso melhorou muito. Agora, no NBB, o entrosamento já é maior. O importante é que todos saibam o que devem fazer na quadra, respeitando o momento de cada companheiro.”

Murilo: espaço reduzido não é problema em Bauru (Henrique Costa/Bauru Basket)

Murilo: espaço reduzido não é problema em Bauru (Henrique Costa/Bauru Basket)

Atravessando seu melhor momento na temporada, Bauru tem como principal força os arremessos de três pontos. Com até cinco ameaças nos chutes de longe espalhadas pela quadra, os comandados de Guerrinha têm sido um pesadelo para as defesas adversárias, que não têm conseguido encontrar respostas para conter tais bolas.

“Todos arremessam na nossa equipe”, disse Murilo. “Talvez eu e o Mathias (pivô reserva) arremessamos menos. Ainda assim, se nos deixarem livres, vamos chutar. Somos um time difícil de ser marcado. A minha característica não é bola de três pontos, mas tem muita coisa que também posso fazer e estou me esforçando cada vez mais defensivamente. A defesa, por exemplo, nunca foi meu ponto forte e estou trabalhando muito isso”, ponderou.

O entrosamento ao longo da temporada tem permitido que esses arremessos de longe sejam cada vez menos forçados. “Antes, dependíamos muito da individualidade. Mas agora já estamos encontrando um ponto ideal para vencermos os jogos, distribuindo a bola e procurando o melhor arremesso, o melhor jogador posicionado. Isso é entrosamento, é o tempo, e creio que está muito bom”, analisou Murilo.

Se o principal aspecto do time vem sendo executado com fluidez cada vez maior, o torcedor tem muitos motivos para ficar otimista com a sequência da temporada, que reserva ainda não só a disputa do título do NBB como também da Liga das Américas.

“Com esse projeto desenvolvido, não tenho dúvidas de que Bauru ainda dará muitas alegrias à toda a cidade, que ama o basquete”, finalizou.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 NBB | 08:59

Quem merece participar do Jogo das Estrelas do NBB?

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Qualquer coisa que dependa de um ponto de vista pessoal tem potencial para gerar muita discórdia. Isso vale para tudo, de discussão sobre o melhor sabor de pizza que existe a, por exemplo, quais jogadores merecem participar do Jogo das Estrelas do NBB neste ano.

O formato de brasileiros contra estrangeiros foi mantido, mas a LNB (Liga Nacional de Basquete) adotou um sistema de escolha diferente em relação a anos anteriores. Desta vez, a mecânica consiste em selecionar dez atletas e dois técnicos (que não precisam ser gringos) de cada lado. Os titulares receberão uma pontuação maior que os considerados reservas.

Jefferson faz bloqueio para Ricardo Fischer, cena que pode se acontecer no Jogo das Estrelas (Foto: LC Moreira/Divulgação)

Jefferson faz bloqueio para Ricardo Fischer. Pode acontecer no Jogo das Estrelas (Foto: LC Moreira/Divulgação)

Dito isso tudo, vamos às minhas escolhas, já enviadas à LNB. A intenção foi a de levar em consideração o desempenho individual dos atletas de acordo com o que foi possível observar na temporada e o impacto deles na campanha de suas respectivas equipes.

Vale questionar e cornetar à vontade, se for o caso. Mas sem xingamentos, é claro.

NBB Brasil
Titulares: Ricardo Fischer (Bauru), Alex (Bauru), Marquinhos (Flamengo), Rafael Hettsheimeir (Bauru) e Caio Torres (São José)
Reservas: Henrique Coelho (Minas), Léo Meindl (Franca), Jefferson (Bauru), Lucas Cipolini (Brasília) e Shilton (Minas)
Técnicos: Dedé (Limeira) e Demétrius (Minas)

NBB Mundo
Titulares: Jamaal Smith (Macaé), David Jackson (Limeira), Marcos Mata (Franca), Walter Hermann (Flamengo) e Jerome Meyinsse (Flamengo)
Reservas: Kenny Dawkins (Paulistano), Ronald Ramon (Limeira), Shamell (Mogi das Cruzes), Tyrone (Mogi das Cruzes) e Steven Toyloy (Palmeiras)
Técnicos: Guerrinha (Bauru) e Régis Marrelli (Palmeiras)

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 NBA, NBB | 13:56

Termômetro da semana

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Derrick Rose parou de amassar o aro. Nos últimos dois jogos, diante de Orlando Magic e Washington Wizards, ele acertou 20 dos 37 arremessos que tentou. Isso representa um desempenho de aproximadamente 54%, muito melhor do que andou registrando até a semana passada. O problema é que o Chicago Bulls foi derrotado em ambas as oportunidades e atravessa um momento turbulento. Parece até que o armador e a equipe não conseguem viver boa fase juntos.

É por isso que um entrou no lugar do outro no termômetro da semana.

Limeira, de David Jackson, segue liderando o NBB (JB Anthero/Divulgação)

Limeira, de David Jackson, tem campanha quase perfeita no NBB (JB Anthero/Divulgação)

Pegando fogo
Bauru e Limeira – Ao voltar do Rio de Janeiro com vitórias sobre Flamengo e Macaé, Bauru ampliou a série invicta no NBB para dez jogos. Já Limeira, que tinha superado o atual campeão na semana anterior, bateu o outro finalista da última temporada, o Paulistano, e segue com campanha quase perfeita. São 15 triunfos em 16 rodadas. As equipes seguem nas duas primeiras posições na tabela de classificação do campeonato nacional, mas agora começam a abrir distância um pouco maior em relação aos demais perseguidores. Mais do que isso: mostram-se cada vez mais capazes de tirar o Flamengo do trono do basquete nacional.

Quente 
Nikola Vucevic – O Orlando Magic venceu dois dos três jogos que disputou desde a última sexta-feira, mas contou com atuação de gala do pivô montenegrino em todos eles. Na derrota para o Portland Trail Blazers, Vucevic anotou 34 pontos e pegou 16 rebotes, liderando a partida em ambos os fundamentos. O mesmo aconteceu na vitória sobre o Chicago Bulls, oportunidade na qual ele somou 33 pontos, 16 rebotes e uma cravada na cabeça de Pau Gasol que o espanhol não se esquecerá tão cedo. Depois, contabilizou 25 pontos e 12 rebotes diante do Houston Rockets. Podem não ser números tão impressionantes quanto os das atuações anteriores, mas foram o suficiente para ofuscar Dwight Howard, que teve 23 pontos e oito rebotes.

Morno
Jusuf Nurkic – É normal um novato demorar a receber chances para mostrar serviço. A história não foi diferente com o pivô bósnio, que não saiu do banco de reservas em algumas partidas no início da temporada. Mas, com a saída de Timofey Mozgov, Nurkic acabou sendo promovido ao time titular e vem começando a deslanchar. Na vitória sobre o Sacramento Kings, ele marcou 16 pontos, igualando sua melhor marca na liga, além de ter coletado oito rebotes e dado três tocos. Em seguida, no triunfo diante do Dallas Mavericks, somou sete pontos e nove rebotes. Vale a pena ficar de olho nas etapas seguintes deste processo.

Frio
Chicago Bulls – As quatro derrotas nos últimos cinco jogos fizeram o time ver ainda mais de longe o Atlanta Hawks no topo da Conferência Leste. Dois destes insucessos aconteceram diante do Washington Wizards, pedra no sapato do Bulls desde os playoffs da última temporada. Mas outros dois ocorram dentro de casa para equipes que perderam muito mais do que ganharam até agora: Utah Jazz e Orlando Magic. A única vitória no meio disso tudo foi sobre o Milwaukee Bucks, em uma partida na qual Pau Gasol precisou fazer uma das suas melhores apresentações da carreira, com 46 pontos e 18 rebotes.

Congelando
Brooklyn Nets – A campanha era de 16 vitórias e 16 derrotas até o dia 2 de janeiro, quando bateu o Orlando Magic na Flórida. Desde então, o time nova-iorquino engatou uma série de sete derrotas consecutivas. Nos dois últimos compromissos, diante de Houston Rockets e Memphis Grizzlies, foi dominado na volta do intervalo e acabou caindo sem oferecer tanta resistência. O mais bizarro nesta história toda é que o Nets ainda está na oitava colocação do Leste — o que mostra muito bem a diferença do nível de competitividade entre as duas conferências.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 NBB | 14:42

Bauru vence Flamengo no Rio e volta a mostrar que está pronto para chegar ao topo

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Por razões óbvias, Flamengo e Bauru fizeram nesta terça-feira o jogo mais esperado do NBB até agora. Foi o encontro entre o clube que ganhou tudo o que disputou na última temporada e aquele que se reforçou em peso para tentar tirar os cariocas do trono. Seria muito bacana falar apenas da partida, não é verdade? Pois é, mas não vai dar.

Quem estava ligado pouco antes das 21h no SporTV 2, que transmitiu o embate, deve até ter se assustado quando a HSBC Arena apareceu pela primeira vez na tela. O que mais se viu foi espaço vazio. Com exceção de um canto ou outro onde havia maior concentração de torcedores, o ginásio estava praticamente às moscas para ver o duelo entre os dois times mais badalados do país. É uma pena. Uma partida como essa merecia público grande.

Não faltou lugar vazio para ver Laprovittola encarar a marcação de Larry (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Não faltou lugar vazio para ver Laprovittola encarar a marcação de Larry (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Com relação ao jogo em si, Bauru foi melhor desde o início e venceu pelo placar de 84 a 77. O resultado amplia a boa fase da equipe comandada por Guerrinha, que alcança a nona vitória consecutiva no NBB e segue na cola de Limeira, que lidera a competição. Mais do que isso: deu mais uma amostra de que as peças todas contratadas antes da temporada estão encaixadas e que tem totais condições de desbancar o Flamengo como o principal time do continente.

As bolas de três são a principal arma, é verdade, e não tem problema nenhum. Bauru faz isso muito bem. Não chuta de longe simplesmente por chutar. Com um olhar um pouco mais atencioso para as ações ofensivas, é possível observar como as peças em quadra se movimentam para conquistar espaço antes do arremesso, através de muitos bloqueios eficientes. Há lances precipitados, é claro, mas não são a regra.

As estatísticas do jogo desta terça mostram que Bauru tentou 29 bolas de três durante o confronto, uma a menos que o Flamengo. É verdade que os visitantes tiveram rendimento consideravelmente superior nestes arremessos (37,9% a 23,3%), mas o grande lance foi o quanto a reunião de tantos chutadores competentes possibilitou abrir a defesa rival. Tem sido assim faz tempo já. Os espaços aparecem naturalmente, seja para o tiros de longa distância ou para as infiltrações.

Não é só isso. Apesar de não estar entre as que mais forçam desperdícios dos oponentes neste NBB, a equipe paulista aproveita muito bem quando tem esse tipo oportunidade. Os contra-ataques são mortais. Mesmo quando os rivais não cometem erros, dá para perceber o quanto eles sofrem nos momentos em que Larry sai do banco para marcar a quadra toda, retardando bastante a ação ofensiva do outro lado. Laprovittola que o diga.

O argentino, aliás, está muito longe de seus melhores dias. O Flamengo todo está, de uma maneira geral. Mas já vamos chegar neste ponto. Antes, é importante fazer mais umas observações sobre Larry e o clube paulista.

O armador simboliza bem um dos grandes trunfos deste novo Bauru. Ídolo local e principal jogador da equipe no passado, ele não se importou em virar um sexto homem, contentando-se em contribuir com a segunda unidade e deixando o protagonismo muitas vezes nas mãos de gente que chegou depois. O mesmo acontece com o pivô Murilo, que também vem sendo usado a partir de banco de reservas.

A mesma atitude solidária pode ser observada entre os titulares. Em um elenco recheado de atletas acostumados a definir jogadas, deixar o ego de lado e sacrificar estatísticas individuais é fundamental. Vencer o Flamengo no Rio de Janeiro é uma recompensa e tanto.

Ricardo Fischer comanda ataque do Bauru (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Ricardo Fischer comanda ataque do Bauru (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

“Foi um resultado excepcional”, disse o armador Ricardo Fischer. “Era um confronto direto e sabemos o quanto é difícil bater o Flamengo fora de casa. Viemos com uma proposta de baixar a pontuação deles e conseguimos. Empurramos o Flamengo para baixo e foi muito importante para a nossa campanha.”

É seguro dizer que Bauru está no caminho certo para alcançar o objetivo que traçou nesta temporada. Se vai conseguir ou não é outra história, mas a situação é promissora neste momento. Do outro lado, o Flamengo precisa acender a luz amarela. Dentro de quadra, o time não é o mesmo dos últimos meses, quando viveu um período extremamente especial em sua história.

Esse tipo de ressaca é algo até natural para campeões, mas o clube carioca deixou bastante a desejar nos jogos contra as duas equipes que despontam como as principais ameaças ao trono do NBB. Antes da queda diante de Bauru nesta terça, o Flamengo já havia perdido de Limeira, em uma partida na qual também teve enorme dificuldade para encontrar outras alternativas de ataque que não fossem pelas mãos de Marquinhos.

É muito pouco para quem tanto brilhou por aqui nos últimos tempos. Principalmente porque há rivais se mostrando cada vez mais prontos para tirar o Flamengo do topo do basquete nacional.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015 CBB, Euroliga, Fiba, NBA, NBB, NCAA | 08:00

Dez pontos para se ficar de olho em 2015

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Há muita coisa no basquete que merece atenção neste ano que acabou de começar, algo que chega até a ser óbvio de se afirmar para quem está acostumado a acompanhar o esporte. De todas elas, o blog separou dez pontos especiais a serem verificados ao longo dos próximos meses. Veja quais e porquê.

Desenvolvimento de Kawhi LeonardO prêmio de MVP das finais de 2014 confirmou a ascensão do ala do San Antonio Spurs e colocou as expectativas em torno dele lá no alto para a atual temporada. Será que Leonard continuaria liderando o time dentro de quadra, o que provavelmente o levaria ao All-Star Game pela primeira vez e poderia até fazê-lo entrar na disputa pelo prêmio de MVP do campeonato? Por enquanto, ainda não. Os números nas estatísticas pessoais até são maiores em relação aos anos anteriores. O problema é que uma lesão no ligamento da mão direita tem o impedido de entrar em quadra desde o meio de dezembro. Ainda não há previsão para o retorno.

Kawhi Leonard: ala do San Antonio Spurs está fora de combate (Foto: Getty Images)

Kawhi Leonard: ala do San Antonio Spurs está fora de combate (Foto: Getty Images)

Dallas Mavericks e Houston Rockets reforçados A concorrência no Oeste é pesada demais. Todo mundo sabe disso, principalmente depois de o Phoenix Suns ter ficado fora dos playoffs na última temporada, apesar das 48 vitórias que somou. É por isso que os dois rivais texanos não perderam a chance de se reforçarem no decorrer do campeonato. O Mavericks foi atrás de Rajon Rondo, que surpreendentemente tem conseguido pontuar muito mais do que nos tempos de Boston Celtics. Já o Rockets buscou Josh Smith, dispensado do Detroit Pistons, em uma tentativa de melhorar uma defesa que já vinha funcionando bem. São duas apostas, até pelo estilo de jogo e pelos riscos de não se encaixarem. Mas as duas equipes sabem que os conformistas correm o grande risco de não chegarem a lugar algum nesta conferência.

Detroit Pistons sem Josh Smith – Não é exagero dizer que o time mudou da água para o vinho nos dois lados da quadra desde que Stan Van Gundy decidiu mandar Josh Smith para o olho da rua. Nos cinco jogos que disputou desde então, o Pistons não só venceu todos como conquistou a vitória com tranquilidade. A menor vantagem nesta série de vitórias foi de dez pontos, obtida sobre o Indiana Pacers. Com essa sequência, dá até para sonhar com uma vaga nos playoffs no Leste, onde é possível se classificar com campanha negativa.

A corrida contra o tempo do Oklahoma City Thunder A campanha anda na casa dos 50% de aproveitamento, o que seria bom o bastante para garantir vaga com segurança nos playoffs do Leste, mas insuficiente para o alto padrão de exigência do Oeste. As derrotas se acumularam bastante no início da temporada, no período em que Russell Westbrook e Kevin Durant estavam lesionados. Mas ambos estão recuperados agora, o que é ótimo sinal para a missão do Thunder de subir às primeiras colocações na classificação da conferência. Nos 11 jogos em que Westbrook e Durant jogaram juntos, a equipe teve nove vitórias e apenas duas derrotas.

Kevin Durant e Russell Westbrook: ausência dos craques prejudicou campanha do Thunder (Foto: Getty Images)

Kevin Durant e Russell Westbrook: ausência da dupla prejudicou o Thunder (Foto: Getty Images)

LeBron James x David Blatt – Os elogios daquela fase inicial de trabalho e o clima leve visto durante a passagem da equipe pelo Rio de Janeiro, em outubro, ficaram para trás. Contratado pelo Cavs antes de LeBron anunciar seu retorno, o treinador tem sofrido para ver em quadra a filosofia ofensiva que dizia tentar emplacar, sem conseguir extrair o melhor funcionamento dos três astros à disposição. Na defesa, então, a situação é muito pior. Os adversários não encontram dificuldade para pontuar. Como se isso tudo não fosse o bastante, Blatt já se viu cornetado algumas vezes por LeBron, que até chegou a declarar que deixaria o time no mercado de agentes livres em julho se fosse ele o problema. O que parecia um sonho para os torcedores em Cleveland, por enquanto, está mais próximo é de um pesadelo.

Jahlil Okafor, o número 1? – O pivô de Duke já aparece na maioria das projeções de especialistas como a primeira escolha do Draft deste ano. Dono de 2,11m de altura, é forte no jogo ofensivo de costas para a cesta, com um repertório muito bom de ferramentas para produzir pontos e inteligente para se virar nos momentos em que a marcação dobra. A defesa, no entanto, precisa ser aprimorada.

Jahlil Okafor: pivô de Duke tem impressionado na NCAA (Foto: Getty Images)

Jahlil Okafor: pivô de Duke tem impressionado na NCAA (Foto: Getty Images)

Agora vai, Real Madrid? Apesar do título nacional em 2013, as duas últimas temporadas terminaram com gosto amargo para o clube da capital espanhola. Com um grande elenco à disposição, chegou à final da Euroliga nos dois anos anteriores, mas foi derrotado em ambas as oportunidades. Nikola Mirotic partiu para se juntar ao Chicago Bulls na NBA, mas o Real Madrid foi buscar o ala argentino Andrés Nocioni e o pivô mexicano Gustavo Ayon. Será que chegou a vez de finalmente passar do quase?

Disputa pelo trono no Brasil O Flamengo ganhou tudo o que disputou em 2014 e ainda teve a chance de disputar três partidas de pré-temporada nos EUA, contra Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies. Nenhuma outra equipe brasileira passou perto de ter o mesmo brilho. Aí Bauru se movimentou bastante no mercado antes da atual temporada. Contratou muito bem, já faturou o Paulista e a Liga Sul-Americana e desponta como a maior ameaça ao reinado dos cariocas no Brasil e nas Américas.

Jovens terão mais espaço no NBB? A boa campanha do Minas, que preferiu dar mais tempo de quadra aos atletas que revela ao invés de investir pesado em medalhões, tem mostrado que é possível apostar nos jovens sem comprometer a competitividade. Ainda assim, entre os 20 jogadores com maior média de minutos por partida neste NBB, apenas três são brasileiros e ainda não atingiram os 30 anos de idade: Davi (armador do Basquete Cearense), Léo Meindl (ala de Franca) e Ricardo Fischer (armador de Bauru). Quando isso vai mudar?

Pré-Olímpico Conforme o próprio Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina, havia dito em dezembro, ainda não há a certeza sobre a participação do Brasil nas Olimpíadas de 2016 — apesar de elas acontecerem no Rio de Janeiro. Caso não tenha a vaga garantida, o Brasil terá de conquistá-la no Pré-Olímpico das Américas deste ano, que acontecerá no México. Neste caso, com quem o treinador poderia contar? Será que vem drama por aí?

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