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quarta-feira, 18 de março de 2015 NBA | 14:13

Os 20 anos da volta de Jordan ao basquete

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“I’m back”. Foi assim, o mais direto possível ao ponto, que Michael Jordan anunciou há exatos 20 anos que estava de volta ao basquete, cerca de um ano e meio após anunciar a aposentadoria pela primeira vez.

Michael Jordan voltou ao basquete com o número 45 nas costas

Michael Jordan voltou ao basquete com o número 45 nas costas

A notícia causou grande impacto, é claro, mas não dá para dizer que pegou o mundo de surpresa. Nos dias anteriores, já havia um burburinho na imprensa norte-americana sobre as visitas de Jordan aos treinos do Chicago Bulls e as conversas particulares com o técnico Phil Jackson sobre o retorno.

Teve ainda a célebre declaração de Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos. “A economia produziu 6,1 milhões de empregos desde que assumi o cargo e, se Michael Jordan voltar ao Bulls, serão 6.100.001 milhões”, afirmou.

Mas quando a primeira aposentadoria foi anunciada, o pessoal em Chicago tinha certeza de que a carreira do maior craque da história da franquia realmente tinha acabado. Alguns sinais claros disso foram dados principalmente às vésperas da temporada 1994/95, quando o Bulls fisgou Ron Harper no mercado de agentes livres.

Harper acabou sendo o armador titular do segundo tricampeonato do Bulls. Mas, até então, era um ala-armador com boa capacidade de pontuar e defesa elogiável. Seria, em tese e guardadas as devidas proporções, alguém para ocupar o espaço de Jordan no time.

A aquisição dele e a ascensão de Toni Kukoc fez até com que fosse cogitada a ideia de negociar Scottie Pippen, usando-o como moeda de troca para fortalecer o garrafão — que tinha acabado de perder Horace Grant para o Orlando Magic. O Miami Heat chegou a oferecer Rony Seikaly. O Washington Wizards, Juwan Howard. Mas o sonho em Chicago era o de emplacar um acerto com o Seattle Supersonics para obter Shawn Kemp.

Jordan iniciou a segunda trajetória no basquete tendo Reggie Miller pela frente

Jordan iniciou a segunda trajetória no basquete tendo Reggie Miller pela frente

Nada disso acabou acontecendo. Jordan então voltou ao Bulls para jogar ao lado de Pippen, o único jogador que o fez companhia em todos os seis títulos que conquistou. A segunda trajetória no basquete começou no dia seguinte ao anúncio, na derrota fora de casa para o Indiana Pacers por 103 a 96. Foram 19 pontos, seis rebotes, seis assistências e três roubos de bola, mas apenas sete arremessos convertidos em 28 tentados.

Nove dias depois, visitou o Madison Square Garden e presenteou a torcida nova-iorquina com uma atuação de 55 pontos que liderou a vitória do Bulls sobre o Knicks. O time se classificou aos playoffs sem sustos, passou do Charlotte Hornets na primeira fase, mas caiu diante do Orlando Magic na semifinal do Leste. O que aconteceu em seguida todo mundo sabe.

Depois da lista imensa de coisas que alcançou e de se aposentar no auge, Jordan teria um desafio imenso pela frente ao voltar às quadras. Muito se questionou na época se o mesmo altíssimo nível poderia ser apresentado novamente. Nem todo mundo conseguiria superar as desconfianças, mas ele conseguiu. Sorte de quem o viu.

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segunda-feira, 9 de março de 2015 NBA | 01:02

Mais um triplo-duplo para a coleção de Westbrook. Dá para alcançar o que Michael Jordan fez?

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RWRussell Westbrook é o assunto do momento na NBA e não é à toa. Ao longo da semana, o armador do Oklahoma City Thunder tornou-se o primeiro jogador a alcançar o triplo-duplo em quatro partidas seguidas desde 1989, quando Michael Jordan emplacou sete em sequência. A série foi interrompida na quinta-feira, justamente diante do Chicago Bulls, mas ele não demorou para retomar o que estava fazendo.

Na vitória do Thunder sobre o Toronto Raptors neste domingo por 108 a 104, Westbrook anotou 30 pontos, pegou 11 rebotes e distribuiu 17 assistências — número que o fez igualar o recorde pessoal no fundamento. Foram, portanto, cinco triplos-duplos nos últimos seis jogos. O feito chama a atenção, é claro. Mas impressiona um pouco menos quando se olha para o que o melhor de todos os tempos fez 26 anos atrás.

Michael JordanPois é. Jordan registrou triplo-duplo dez vezes em um intervalo de 11 partidas entre março e abril de 1989, antes ainda de se consagrar campeão da NBA pela primeira vez. Isso significa que Westbrook teria de atingir dois dígitos em três fundamentos nos próximos cinco compromissos do Thunder para igualá-lo — algo improvável, em que pese a excelente fase do armador.

O curioso é que as atuações monstruosas na reta final da fase de classificação não bastaram para Jordan tirar das mãos de Magic Johnson o prêmio de MVP da NBA em 1989. Pelo o que tem jogado, Westbrook seguramente está na corrida pelo troféu neste ano, mas ainda é difícil imaginá-lo superando a concorrência de James Harden ou de Stephen Curry no final da contas.

 

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 NBA | 02:13

O que teria acontecido se o Lakers tivesse mandado Kobe para o Bulls?

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KobeOs dias de Kobe Bryant como jogador da NBA estão contados. O ala-armador já declarou que a próxima temporada será a última da carreira, que acabará mesmo tendo sido construída totalmente com o uniforme do Los Angeles Lakers. A história, no entanto, passou muito perto de tomar um outro rumo em 2007, quando a ideia de defender uma outra equipe nunca pareceu tão madura para ele.

Após dois anos frustrantes com o Lakers, sem conseguir passar da primeira fase dos playoffs, Kobe pediu para ser trocado às vésperas do início da temporada 2007/08. Queria ir para um lugar onde tivesse chances reais de voltar a ser campeão da NBA. O time de Los Angeles concordou em mandá-lo ao Detroit Pistons, mas ele acionou a cláusula no seu contrato que o permitia vetar ser negociado para onde não tinha o interesse de ir. “Eu disse para eles que tinha uma lista de times com os quais me sentiria confortável em ser trocado, mas o Pistons não era um deles. Então falei que não. Chicago era minha escolha número um”, Kobe confirmou em entrevista ao Grantland. O Lakers, então, arquitetou uma troca com o Bulls, que enviaria um pacote envolvendo Luol Deng, Tyrus Thomas, Ben Gordon e Joakim Noah. Mas a transação nunca se confirmou porque Kobe temeu que seu novo time ficaria enfraquecido com a saída de Deng. Depois de tanto tempo, é inevitável não fazer um exercício de imaginação sobre o que teria acontecido se essa troca de fato tivesse sido fechada. Antes de mais nada, porém, seria necessário lembrar o cenário das partes envolvidas na época. Comandado por Phil Jackson, o Lakers iniciou aquele campeonato com um quinteto inicial formado por Derek Fisher, Kobe Bryant, Luke Walton, Rony Turiaf e Kwame Brown. O banco tinha Jordan Farmar, Javaris Crittenton, Sasha Vujacic, Coby Karl, Maurice Evans, Vladimir Radmanovic, Brian Cook, Chris Mihm e Andrew Bynum. Ainda havia Lamar Odom, que ficou afastado dos primeiros compromissos porque ainda se recuperava de uma cirurgia no ombro. Já o Bulls costumava ter Kirk Hinrich, Ben Gordon, Luol Deng, Tyrus Thomas e Ben Wallace como titulares. Entre os reservas, o técnico Scott Skiles tinha Chris Duhon, Thabo Sefolosha, Thomas Gardner, Vikhtor Khryapa, Adrian Griffin, Andrés Nocioni, Joe Smith, Joakim Noah e Aaron Gray como opções.

Deng x Kobe: duelo que poderia ter acontecido com camisas invertidas (Foto: Getty Images)

Deng x Kobe: duelo que poderia ter acontecido com uniformes invertidos (Foto: Getty Images)

É interessante notar ainda que o Lakers enviou Kwame Brown, Javaris Crittenton e os direitos sobre Marc Gasol ao Memphis Grizzlies no decorrer daquela temporada para contar com Pau Gasol. A movimentação ajudou a equipe californiana a subir de produção e conquistar o Oeste, antes de perder na decisão para o Boston Celtics. Mas os títulos acabaram sendo alcançados nos dois anos seguintes. Trocas no elenco no meio do caminho também foi um procedimento adotado pelo Bulls, mas em uma situação diferente. O time iniciou a campanha com uma série de derrotas e jamais conseguiu se encontrar. Skiles acabou demitido. Depois, Ben Wallace, Joe Smith e Adrian Griffin foram envolvidos em uma troca com Cleveland Cavaliers e Seattle Supersonics. Em contrapartida, chegaram ao elenco Larry Hughes, Drew Gooden, Cedric Simmons e Shannon Brown. No final das contas, passou longe de conquistar vaga nos playoffs, mas acabou ficando com a primeira escolha no Draft de 2008 — que resultou na adição de Derrick Rose. Também é válido relembrar que o único prêmio de MVP da carreira de Kobe aconteceu justamente na temporada 2007/08. Se realmente tivesse sido despachado para Chicago em troca de quatro jogadores do Bulls, isso provavelmente não ocorreria. Sua nova equipe teria um garrafão extremamente enfraquecido e uma rotação bem enxuta. Não apareceria entre as potências da liga, por melhor que ele estivesse jogando na época. Não haveria poder de fogo, por exemplo, para conter o Boston Celtics, que tinha acabado de reunir Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen. O Lakers não contaria com um grande craque no auge da carreira, mas o grupo ficaria um pouco mais homogêneo, com qualidade melhor distribuída em outras posições. Ficaria forte o suficiente para vencer o Oeste, como acabou acontecendo? Não. Até porque o negócio com o Memphis Grizzlies por Pau Gasol dificilmente teria sido concretizado.

Pau Gasol e Kobe Bryant, parceria que quase não aconteceu (Foto: Getty Images)

Pau Gasol e Kobe Bryant, parceria que quase não se formou (Foto: Getty Images)

Isso significa que o espanhol teria tomado outro rumo. Poderia estar até hoje sem um único título de campeão. Seu irmão mais novo iniciaria os dias na NBA como jogador do Lakers mesmo, atrás de Kwame Brown, Andrew Bynum e, possivelmente, de Joakim Noah na rotação. Não seria titular logo de cara, como acabou sendo em Memphis. Algo que certamente o ajudou a se desenvolver mais rápido ao ponto em que se encontra atualmente. O mesmo vale para Noah. Phil Jackson sofreria constantes dores de cabeça graças aos contra-ataques puxados por Tyrus Thomas. Luol Deng aceleraria seu crescimento ao trabalhar com um técnico tão competente, ao invés de perder tempo de evolução em Chicago nos anos em que Vinny Del Negro ficou por lá. Ben Gordon teria uma chance de ouro de aprender a dosar um pouco os arremessos para construir uma carreira muito mais respeitada. Derrick Rose iria para qualquer outro lugar. E Kobe ainda estaria estacionado nos três anéis de campeão. O veto acabou se mostrando uma decisão acertada para ele.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015 NBA | 16:53

NBA aproxima “All-Star Game” do público e dá aula de exposição

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LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

Não deu. Pode até ser que um dia o blog receba um convite da NBA para viajar aos Estados Unidos e cobrir de lá todos os eventos do final de semana do “All-Star Game”, mas ainda não é essa a situação. Mesmo assim, sem ao menos cruzar as fronteiras da cidade de São Paulo, foi possível ouvir sete dos 24 jogadores que disputam a partida das estrelas neste domingo.

Primeiro, foram os irmãos Gasol. Marc a Pau atenderam jornalistas do mundo inteiro, através de uma entrevista coletiva por telefone, na segunda-feira. No dia seguinte, o mesmo procedimento foi feito com Al Horford. Tudo já devidamente registrado neste espaço.

Só isso já estaria de bom tamanho, considerando a impossibilidade de superar a distância entre São Paulo e Nova York para marcar presença no evento. Mas ainda havia muito mais pela frente.

Na sexta-feira, em meio ao bate-papo com os repórteres que estão cobrindo o final de semana das estrelas de perto, quatro jogadores foram deslocados para uma videoconferência com jornalistas de nove cidades do mundo. A atividade, da qual o blog também fez parte, já estava confirmada havia alguns dias, mas o nome dos participantes se manteve um mistério até instantes antes do início. Tudo o que se tinha era a promessa dos organizadores de tentar “selecionar os tops”.

Dito e feito. Quando a assessoria da NBA informou que LaMarcus Aldridge, Stephen Curry, LeBron James e John Wall seriam os atletas disponíveis, foi difícil não ficar satisfeito. São quatro nomes de impacto, sobretudo os dois do meio, líderes de votos do público para o “All-Star Game”.

Uma das regras impostas era de que cada cidade só poderia fazer uma pergunta por vez, ainda que mais de um repórter estivesse participando de um mesmo lugar do mundo. Em São Paulo, por exemplo, além do blog, quem também marcou presença foi Gustavo Faldon, a serviço da ESPN Brasil.

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

Obviamente, não houve muito tempo para falar com os astros. Cada conversa durou cerca de dez minutos, mas até que eles trataram de fazer a maioria das respostas render ao máximo. A exceção foi LeBron James, que se mandou depois de quatro minutos, tendo atendido somente cinco jornalistas e sem se alongar muito.

O papo com o melhor jogador da atualidade não foi lá essas coisas, o que não causou nenhuma surpresa. Quando veio ao Brasil em outubro passado, para o jogo de exibição entre Cleveland Cavaliers e Miami Heat, LeBron já havia demonstrado uma certa impaciência nesse sentido. A coletiva pós-jogo, por exemplo, não durou cinco perguntas e aconteceu ao lado de Kevin Love — o que ajudou a diminuir o tempo útil dele à disposição da imprensa.

Antes de qualquer julgamento, é importante tentar ver as coisas sob a ótica do jogador. Por despertar a maior atenção dos jornalistas em qualquer lugar que esteja, a probabilidade de acabar precisando comentar um assunto muito mais do que uma vez é imensa.

Há também um outro cenário. No início da noite de sexta-feira, por exemplo, Nick Friedell, repórter da ESPN Chicago, postou em sua conta no Twitter o link de uma matéria com a opinião de LeBron sobre Derrick Rose voltar ou não um dia ao nível que fez dele MVP em 2011. Não se trata de um caso isolado. Havia ainda outros profissionais ligados a todas as demais equipes da liga fazendo coisas semelhantes.

Não é toda paciência que resiste a um processo como esse. A de LeBron já estava no limite. Mas, para a sorte de quem participou da videoconferência, os outros três jogadores conseguiram se mostrar mais tolerantes. O que Aldridge falou de mais interessante já apareceu por aqui. O conteúdo com os demais surgirá nos próximos dias.

Independentemente do motivo, é uma pena que as respostas do principal jogador da atualidade não tenham rendido tanto em comparação com os colegas, mas isso fica em segundo plano. O importante mesmo é que ele e os três foram deslocados pela NBA para essa conversa com quem não pôde ir até lá. Isso logo após atenderem a multidão de gente que estava em Nova York para arrancar todo o tipo de informação deles.

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

No final das contas, foi mais uma demonstração da preocupação da NBA em aumentar seu poder de alcance e do quanto ela sabe fazer isso. Ao organizar essa videoconferência, a liga possibilitou que cada um destes meios de comunicação distantes de Nova York pudesse coletar material jornalístico sobre o evento e levar o conteúdo ao respectivo público. Significa que mais pessoas estão lendo sobre a principal liga de basquete do mundo neste final de semana do “All-Star Game”.

Bem ou mal, LeBron James acabou ficando à disposição de repórteres brasileiros ao menos duas vezes nos últimos quatro meses. Através das redes sociais, pode-se observar que o acesso da imprensa local, por estar mais próxima, é muito maior. É uma situação padrão. Qualquer jogador de qualquer time, do reserva pouco conhecido e que raramente recebe tempo de quadra à estrela da companhia, responde aos questionamentos dos repórteres logo após as partidas. É sempre assim.

Quantas vezes um craque do futebol como Lionel Messi deu uma entrevista coletiva nos últimos seis meses? Quantas vezes os fãs de futebol ouviram o ponto de vista dele sobre qualquer assunto relacionado ao jogo durante esse período? E Cristiano Ronaldo? E os rostos mais conhecidos dos grandes clubes brasileiros? Falam tanto com o seu torcedor quanto poderiam?

Definitivamente, não. Neste quesito em especial, a NBA dá aula. Pouca gente sabe expor seu produto tão bem quanto ela, algo que ficou claro durante a semana e que poderia servir de lição para muita gente. Não é somente a qualidade única dos atletas que faz a liga ser comentada no mundo todo.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 NBA | 19:00

Pau Gasol cobra “disciplina e concentração” para Chicago Bulls jogar como campeão

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Primeiros irmãos escolhidos como titulares em uma edição do All-Star Game da NBA, Pau e Marc Gasol atenderam jornalistas do mundo inteiro através de uma teleconferência na tarde desta segunda-feira. Foi tudo muito rápido. Eles ficaram disponíveis para perguntas por apenas meia hora, então é claro que não foi possível satisfazer a curiosidade de todo mundo. Muita gente nem sequer teve a oportunidade de fazer perguntas — divididas quase que de maneira igual entre inglês e espanhol. Ainda assim, algumas coisas interessantes foram ditas.

A felicidade pela oportunidade especial que terão, a admiração mútua entre ambos e a promessa de competitividade aparecem na matéria publicada pelo iG Esporte. Mas, além dos fatores que envolvem o evento das estrelas em si, os irmãos também foram questionados sobre outras coisas em relação à temporada. O mais velho, por exemplo, afirmou que sente ter acertado em cheio em julho de 2014, quando era agente livre e escolheu se juntar ao Chicago Bulls.

Pau Gasol: experiência de campeão em Chicago (Foto: Getty Images)

Pau Gasol: experiência de campeão em Chicago (Foto: Getty Images)

“Estou feliz. Era uma decisão que precisava tomar naquele momento e que foi difícil, mas pensei que seria o melhor lugar para jogar no meu nível mais alto e que me daria condição de perseguir mais um título da NBA. É um lugar para se trabalhar duro, e sinto que posso fazer o que sei de melhor na quadra. É um momento muito bom para mim”, declarou Pau.

A fase dele é ótima mesmo, mas nem todos podem dizer o mesmo em Chicago. O time atravessou uma turbulência nas últimas semanas e ainda não parece que a superou completamente. O que falta para o Bulls finalmente se apresentar como um verdadeiro candidato ao título?

“Ainda não estamos no nível máximo de rendimento”, admitiu Pau. “Precisamos nos esforçar ao máximo e fazer com que o grupo todo saiba da importância de cada jogo da temporada regular, para daí fazermos as melhores coisas dentro de quadra e nos colocarmos em posição de vencer o título. Não é fácil. Não foi algo que aconteceu imediatamente com a gente no Los Angeles Lakers. Foi necessária muita dedicação para ganharmos dois títulos consecutivos. Temos muito potencial aqui em Chicago, mas precisamos ter mais disciplina e concentração nos nossos jogos e sermos consistentes para chegarmos ao sucesso”, completou.

Marc, infelizmente, não teve a chance de falar um pouco mais sobre a campanha do time que defende. É uma pena, já que o Memphis Grizzlies é vice-líder do Oeste, com 38 vitórias e 13 derrotas, e se coloca entre as potências da liga muito graças ao rendimento do pivô, que vive o melhor momento da carreira e tem se mostrado cada vez mais influente também no sistema ofensivo.

Quando questionado sobre qual jogador serviu de modelo para ele dentro das quadras, Marc não pôde dar uma resposta precisa. “Não consigo dizer um nome de alguém que eu queria ser igual. Eu só olhava os melhores jogadores que existiam quando estava crescendo e observava o que poderia pegar de cada um deles e implementar ao meu jogo, mas nunca tive um cara em especial que eu admirava. Não consigo mesmo nomear um só”, disse o astro do Grizzlies.

Marc e Pau Gasol estarão juntos no All-Star Game (Foto: Reprodução)

Marc e Pau Gasol estarão juntos no All-Star Game (Foto: Reprodução)

Pau conseguiu. “Durante a minha adolescência, olhava muito os jogos de Toni Kukoc na seleção da Iugoslávia (e depois da Croácia). Sentia que deveria moldar meu jogo no dele. Todas as coisas que ele fazia, a habilidade e o estilo de jogo, serviram de inspiração para mim”, admitiu.

Revelação interessante. É claro que o espanhol acabou não saindo uma cópia idêntica de Kukoc, até por jogar muito mais perto da cesta. Mas é possível enxergar algumas semelhanças na parte técnica, na mobilidade notável para alguém tão alto e até nos chutes de longe. Isso para não apontar a camisa que vestem e o fato de já terem sido campeões da NBA sob o comando de Phil Jackson.

Para quem não teve a oportunidade de vê-lo em ação, o vídeo abaixo lembra algumas das melhores jogadas de Kukoc. Assista:

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 NBA | 21:00

Quem merece aparecer entre os reservas do All-Star Game?

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Selecionados pelos fãs ao redor do mundo, os titulares do “All-Star Game” já foram divulgados. Nesta quinta-feira, será a vez de a NBA anunciar quais jogadores completarão os times das duas conferências. Os técnicos ao redor da liga é que definirão os selecionados, mas resolvi entrar na brincadeira e apontar quais seriam os escolhidos por aqui.

Antes de chegarmos a elas, vale lembrar rapidamente do regulamento. Os reservas devem ser distribuídos do mesmo jeito que o público fez com os titulares: dois jogadores que exercem as posições da armação (“backcourt”) e três que atuam nas demais (“frontcourt”). As outras duas vagas restantes podem ser preenchidas por atletas de qualquer posição (“wild card”). Será importante ter isso em mente a partir de agora.

CONFERÊNCIA LESTE

Os escolhidos: Chris Bosh (Miami Heat), Jimmy Butler (Chicago Bulls) e Paul Millsap (Atlanta Hawks); Jeff Teague (Atlanta Hawks) e Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers); Dwyane Wade (Miami Heat) e Kyle Korver (Atlanta Hawks)

Menções honrosas: Al Horford (Atlanta Hawks), Andre Drummond (Detroit Pistons), Brandon Knight (Milwaukee Bucks), Marcin Gortat (Washington Wizards) e Nikola Vucevic (Orlando Magic)

Al Horford: muitos sacrifícios pelo Atlanta Hawks (Foto: Getty Images)

Al Horford: muitos sacrifícios pelo Atlanta Hawks (Foto: Getty Images)

Apesar de uma queda de rendimento nas últimas partidas, Jimmy Butler faz a melhor temporada da carreira e merece ser premiado por isso. Definitivamente, merece uma vaga entre os reservas do Leste. A questão é como ele seria indicado pelos técnicos. Como atua na posição de ala-armador em condições normais, deveria então aparecer entre os selecionados no “backcourt” — ou no “wild card”.

O problema é que isso acabaria fazendo Dwyane Wade e Kyle Korver disputarem uma única vaga. Apesar da campanha irregular do Miami Heat, o ala-armador vem jogando bem o suficiente para justificar sua presença. Enquanto isso, o ala do Atlanta Hawks, como já foi dito por aqui, talvez seja a principal peça em um sistema ofensivo extremamente eficiente, usando seu bom trabalho longe da cesta para abrir as defesas rivais e abrir espaços para os companheiros aparecerem.

Se der para Wade e Korver serem escolhidos, melhor. O jeito para viabilizar isso então é colocar Butler na turma do “frontcourt”, ao lado de Chris Bosh e Paul Millsap. Não seria injustiça alguma, é claro, se Al Horford ficasse com uma das vagas, mas aí o jogador do Chicago Bulls teria de ser votado como ala-armador, o que custaria a vaga de alguém no perímetro.

Um dos vários pontos positivos de Horford enquanto jogador é a capacidade de aceitar se sacrificar pelo time. Ele tem feito isso muito bem na ótima campanha que o Hawks faz até agora, deixando o ego completamente de lado ao aceitar dividir as ações com os companheiros. Deixar de ir ao “All-Star Game” e observá-los apenas à distância seria mais um destes sacrifícios. Paciência.

CONFERÊNCIA OESTE

Os escolhidos: DeMarcus Cousins (Sacramento Kings), James Harden (Houston Rockets) e LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers); Damian Lillard (Portland Trail Blazers) e Klay Thompson (Golden State Warriors); Chris Paul (Los Angeles Clippers) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)

Menções honrosas: DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers), Dwight Howard (Houston Rockets), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Mike Conley (Memphis Grizzlies) e Monta Ellis (Dallas Mavericks)

Chris Paul e Russell Westbrook: tem como escolher só um dos dois? (Foto: Getty Images)

Chris Paul e Russell Westbrook: tem como escolher só um dos dois? (Foto: Getty Images)

O mesmo procedimento do Leste foi adotado por aqui. James Harden é um sério candidato a MVP da temporada e precisa estar em Nova York para o evento. Assim como Jimmy Butler, ele seria um ala-armador votado como ala só para entrar na turma do “frontcourt”, possibilitando abrir mais um espaço entre os escolhidos das posições 1 e 2.

Se isso não acontecesse, chegaríamos ao final deste processo de seleção tendo Chris Paul e Russell Westbrook disputando uma única vaga. Seria um crime deixar um deles fora da partida que reúne as principais estrelas da temporada, não é verdade? Se há um jeito de colocar ambos na festa, então vamos nessa.

É difícil imaginar que alguém conteste as presenças de Damian Lillard e Klay Thompson no “All-Star Game”. O armador do Portland Trail Blazers já deu algumas demonstrações ao longo da temporada do quanto seu sangue é frio em momentos decisivos dos jogos. Thompson, por sua vez, é fundamental em ambos os lados da quadra para o sucesso de um time como o Golden State Warriors, que lidera uma conferência tão forte. Não é pouca coisa.

Sobram duas vagas ao lado de Harden entre os jogadores que atuam mais perto da cesta. Apesar de a campanha do Kings estar em queda livre, DeMarcus Cousins é dono do segundo maior índice de eficiência dentre todos os jogadores da temporada: 27,8 por partida, atrás apenas da marca impressionante de 31,0 de Anthony Davis. Já LaMarcus Aldridge é, no mínimo, tão importante quando Lillard para o Blazers. É o cestinha de um time que aparece entre os líderes do Oeste e tem duplo-duplo de média.

Kevin Durant: MVP vai ficar fora do All-Star Game mesmo? (Foto: Getty Images)

Kevin Durant: MVP vai ficar fora do All-Star Game. Ou não? (Foto: Getty Images)

Reflexões

– Kevin Durant é craque? Sem dúvida. Ainda é um dos grandes jogadores do planeta? Certamente. Mas o fato de o número de atuações ter sido limitado pelas lesões ao longo da temporada joga bastante contra ele nesta história toda. Até daria para colocar aqui quando foi a última vez que um MVP ficou ausente de um “All-Star Game” no ano seguinte, mas não será preciso. Os técnicos ao redor da liga darão um jeito de botá-lo no evento. Se isso não acontecer, aí o levantamento aparece por aqui. Combinado?

– De qualquer maneira, o Oeste terá na lista de ausências gente que está jogando mais do que o suficiente para participar do “All-Star Game”. Jogar em uma conferência tão concorrida em todos os sentidos tem dessas mesmo.

– Milwaukee Bucks, Dallas Mavericks e San Antonio Spurs, o atual campeão, são times que fazem boas campanhas, mas que não terão um único representante.

– O Washington Wizards é o vice-líder do Leste e só mandará John Wall ao evento. O Toronto Raptors aparece logo atrás na tabela de classificação da conferência e também terá um único representante: John Wall. Diz muito sobre a força dos elencos que amba as estrelas têm ao redor e, sobretudo, sobre o bom trabalho dos treinadores.

– Enquanto isso, o Miami Heat, que está bem longe de Wizards e Raptors, provavelmente mandará dois jogadores. Para quem ainda insiste em observar as coisas de uma maneira rasa, isso ajuda a mostrar de uma vez por todas o quanto o sucesso de uma equipe não tem relação direta com o número de estrelas no elenco.

– Até que ponto o fato de um time ter muito mais derrotas do que vitórias é determinante para a participação de um jogador no “All-Star Game”? Porque Nikola Vucevic certamente vem jogando como uma estrela nas últimas semanas. Pena que o Orlando Magic não o ajuda muito.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 NBA | 22:10

Família Gasol em festa com feito inédito dos irmãos

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Pouca gente ao redor do mundo deve ter ficado tão orgulhosa na noite desta quinta-feira quanto os pais de Pau e Marc Gasol. Ambos foram confirmados como titulares de suas respectivas conferências no All-Star Game. Quando a bola subir no Madison Square Garden no dia 15 de fevereiro para o duelo entre Leste e Oeste, o tapinha inicial provavelmente será disputado pelos dois.

Marc e Pau Gasol

Trata-se de um feito inédito porque ambos iniciarão a partida. Mas duas outras edições já contaram com dois irmãos em lados opostos. Tom Van Arsadale (Cincinnati Royals) ajudou o Leste a vencer o Oeste, de Dick Van Arsadale (Phoenix Suns), por 142 a 135 em 1970. No ano seguinte, o Oeste deu o troco por 108 a 107. Os dois saíram do banco em ambas as oportunidades.

Daquela primeira parcial de votos, divulgada pela NBA no Natal e repercutida por aqui, pouca coisa mudou. Além de Marc, o quinteto do Oeste terá Blake Griffin, Anthony Davis, Kobe Bryant e Stephen Curry — que acabou sendo o mais votado pelos fãs ao redor do mundo. No Leste, Pau terá as companhias entre os titulares de Carmelo Anthony, LeBron James, John Wall e Kyle Lowry, que arrancou a vaga de Dwyane Wade na reta final.

De uma maneira geral, há muito pouco o que se contestar nesta eleição popular. Todos os selecionados têm justificado desde o início da temporada os votos que receberam. Acabaram sendo opções justas neste formato de construção das equipes — com dois jogadores das posições 1 e 2 e outros três das demais. A exceção é Kobe Bryant, cujos fãs tiveram maior peso em relação a quem queria brindar James Harden, um dos nomes fortes na corrida pelo prêmio de MVP da temporada.

Para a infelicidade de muita gente, fã de Kobe ou não, o craque do Los Angeles Lakers sofreu uma lesão no ombro direito. Não só deve perder o All-Star Game como corre o risco de ficar fora de combate pelo restante do campeonato.

Caso a ausência seja confirmada, Adam Silver, comissário da NBA, escolherá o substituto dele entre os 12 representantes do Oeste. Mas caberá a Steve Kerr, quem comandará o time, a missão de bater o martelo sobre o titular.

Técnicos

Dois aprendizes de Gregg Popovich serão os treinadores do All-Star Game deste ano. Steve Kerr e Mike Budenholzer comandam os melhores times do Oeste e do Leste, respectivamente, e terão a participação no evento festivo como um reconhecimento ao grande trabalho que fazem até o momento.

Mas é bom quem já imagina ver Warriors ou Hawks conquistando o título em junho irem com calma. Desde 1990, pouquíssimas vezes alguém que foi o treinador em um All-Star Game terminou a temporada como campeão. E a conta seria ainda mais reduzida se Phil Jackson não tivesse dado uma força.

Veja abaixo os raros exemplos de quem conseguiu essa proeza nos últimos anos:

Erik Spoelstra em 2013
Phil Jackson em 2009
Doc Rivers em 2008
Gregg Popovick em 2005
Phil Jackson em 2000
Phil Jackson em 1996
Phil Jackson em 1992
Chuck Daly em 1990

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 NBA | 10:04

Ataque sofre sem abrir espaços, mas a defesa do Bulls tem sido ainda pior

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Seis derrotas nos últimos oito jogos. Pode parecer clichê dizer que um time nesta situação tão ruim tenha problemas dos dois lados da quadra, mas não dá para fugir disso quando o assunto é o Chicago Bulls, que vem colecionando problemas neste início de 2015. Derrick Rose que o diga.

“Precisamos nos esforçar mais. Parece que não estamos nem competindo, e isso é irritante demais”, disse o armador na noite desta terça-feira, logo após o Bulls perder do Cleveland Cavaliers pelo placar de 108 a 94. Com razão, já que ele e seus companheiros foram dominados desde o começo do duelo e pouco ameaçaram o rival. Algo que tem sido comum mesmo ultimamente.

Derrick Rose não tem escondido a frustração com o Bulls (Foto: Getty Images)

Derrick Rose não tem escondido a frustração com o Bulls (Foto: Getty Images)

Ofensivamente, por mais incrível que possa parecer, Mike Dunleavy tem feito muita falta. O ala não joga desde o dia 1º de janeiro por causa de uma entorse no tornozelo direito. Sem ele e sua habilidade para converter tiros de longa distância, o Bulls não tem ninguém em seu quinteto titular que seja uma verdadeira ameaça nas bolas de três pontos — facilitando muito o trabalho da defesa do outro lado, que acaba abrindo menos espaços.

Quem tem sofrido com isso é Jimmy Butler, que registra média de 16,7 por jogo e aproveitamento de 40,7% nos arremessos em janeiro. Números que são bem inferiores em relação ao mês anterior, no qual ele teve 21,5 pontos por partida e acertou 46,5% dos chutes que tentou. A queda de rendimento dele no ataque não é uma simples obra do acaso.

A falta de uma ameaça de longe também prejudica Pau Gasol. Sem alguém que realmente represente perigo na linha dos três pontos, os adversários do Bulls têm tido a chance de dobrar a marcação em cima do espanhol quando ele recebe a bola de costas para a cesta sem pensar duas vezes, diminuindo bastante a eficiência dele nestas jogadas.

Também não é coincidência o impacto dos reservas em termos de pontuação nos últimos jogos. Nas duas partidas que a ESPN transmitiu diante do Washington Wizards, por exemplo, o time de Chicago se comportou melhor com a segunda unidade em quadra, comandada pelo armador Aaron Brooks e pelo ala-pivô Nikola Mirotic. Ambos são bons arremessadores de longe e ajudam a abrir os espaços tão necessários.

Mas o maior problema dos comandados de Tom Thibodeau, para desespero do treinador, é no outro lado da quadra. Aquela defesa sufocante dos anos anteriores e que foi capaz de fazer o limitadíssimo time da temporada passada se mostrar competitivo não existe mais. É claro que a ausência do pivô Joakim Noah, outro que sofre com lesão no tornozelo direito, deve ser levada em consideração, mas seria errado reduzir as coisas apenas a isso. Até porque o mau desempenho não é de hoje.

Taj Gibson não entende alguma coisa em quadra (Foto: Getty Images)

Taj Gibson e a expressão sem entender nada que os torcedores do Bulls também fazem (Foto: Getty Images)

Levando em conta todos os jogos da temporada, o Bulls aparece apenas em 12º lugar no ranking de eficiência defensiva, com 102,7 pontos sofridos a cada 100 posses de bola. Algo que chama a atenção para quem foi o segundo colocado neste mesmo item das estatísticas no campeonato anterior. Mas se forem consideradas apenas as últimas oito partidas, a equipe cai para a antepenúltima colocação.

Por que essa queda brusca acontece? Em parte porque Noah ainda não estava totalmente bem sob o ponto de vista físico após a cirurgia no joelho a qual foi submetido antes da temporada, o que vinha o comprometendo na hora de correr pelo perímetro para defender o “pick and roll”. A presença de Pau Gasol também ajuda a explicar. O espanhol dá muito mais tocos que Carlos Boozer, antigo dono da posição, é verdade, mas tem oferecido pouca resistência na marcação individual.

Ainda assim, a defesa tem sido eficiente perto da cesta. Os oponentes registram um aproveitamento de 56,3% nos arremessos dentro da área restrita, índice que só é maior que o do Oklahoma City Thunder (56,1%). Mas quando a análise passa a incluir também os tiros de regiões mais afastadas da quadra, o desempenho não chama a atenção.

Contabilizando todos os chutes que sofre, o Bulls tem segurado os adversários a um rendimento de 44,3%, décima melhor marca da liga. Nada de outro mundo, mas também longe de ser um dado catastrófico. O problema é que os oponentes têm tido muitas chances de arremessar, já que a equipe de Chicago permite 11,8 rebotes ofensivos por partida, quarta pior marca da liga.

Os números ajudam a ilustrar o cenário, mas não é difícil observar que a defesa não passa segurança. Em jogos equilibrados, como na derrota para o Atlanta Hawks no sábado, o time não tem conseguido conter a produção de pontos do outro lado nas posses de bola derradeiras, quando esse tipo de ação é fundamental para se chegar à vitória.

Curiosamente, era justamente a força da marcação em momentos decisivos a principal força do Bulls na temporada passada. Para o sonho de conquistar o Leste e voltar à final da NBA se manter vivo, é indispensável que essa característica reapareça.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 NBA, NBB | 13:56

Termômetro da semana

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Derrick Rose parou de amassar o aro. Nos últimos dois jogos, diante de Orlando Magic e Washington Wizards, ele acertou 20 dos 37 arremessos que tentou. Isso representa um desempenho de aproximadamente 54%, muito melhor do que andou registrando até a semana passada. O problema é que o Chicago Bulls foi derrotado em ambas as oportunidades e atravessa um momento turbulento. Parece até que o armador e a equipe não conseguem viver boa fase juntos.

É por isso que um entrou no lugar do outro no termômetro da semana.

Limeira, de David Jackson, segue liderando o NBB (JB Anthero/Divulgação)

Limeira, de David Jackson, tem campanha quase perfeita no NBB (JB Anthero/Divulgação)

Pegando fogo
Bauru e Limeira – Ao voltar do Rio de Janeiro com vitórias sobre Flamengo e Macaé, Bauru ampliou a série invicta no NBB para dez jogos. Já Limeira, que tinha superado o atual campeão na semana anterior, bateu o outro finalista da última temporada, o Paulistano, e segue com campanha quase perfeita. São 15 triunfos em 16 rodadas. As equipes seguem nas duas primeiras posições na tabela de classificação do campeonato nacional, mas agora começam a abrir distância um pouco maior em relação aos demais perseguidores. Mais do que isso: mostram-se cada vez mais capazes de tirar o Flamengo do trono do basquete nacional.

Quente 
Nikola Vucevic – O Orlando Magic venceu dois dos três jogos que disputou desde a última sexta-feira, mas contou com atuação de gala do pivô montenegrino em todos eles. Na derrota para o Portland Trail Blazers, Vucevic anotou 34 pontos e pegou 16 rebotes, liderando a partida em ambos os fundamentos. O mesmo aconteceu na vitória sobre o Chicago Bulls, oportunidade na qual ele somou 33 pontos, 16 rebotes e uma cravada na cabeça de Pau Gasol que o espanhol não se esquecerá tão cedo. Depois, contabilizou 25 pontos e 12 rebotes diante do Houston Rockets. Podem não ser números tão impressionantes quanto os das atuações anteriores, mas foram o suficiente para ofuscar Dwight Howard, que teve 23 pontos e oito rebotes.

Morno
Jusuf Nurkic – É normal um novato demorar a receber chances para mostrar serviço. A história não foi diferente com o pivô bósnio, que não saiu do banco de reservas em algumas partidas no início da temporada. Mas, com a saída de Timofey Mozgov, Nurkic acabou sendo promovido ao time titular e vem começando a deslanchar. Na vitória sobre o Sacramento Kings, ele marcou 16 pontos, igualando sua melhor marca na liga, além de ter coletado oito rebotes e dado três tocos. Em seguida, no triunfo diante do Dallas Mavericks, somou sete pontos e nove rebotes. Vale a pena ficar de olho nas etapas seguintes deste processo.

Frio
Chicago Bulls – As quatro derrotas nos últimos cinco jogos fizeram o time ver ainda mais de longe o Atlanta Hawks no topo da Conferência Leste. Dois destes insucessos aconteceram diante do Washington Wizards, pedra no sapato do Bulls desde os playoffs da última temporada. Mas outros dois ocorram dentro de casa para equipes que perderam muito mais do que ganharam até agora: Utah Jazz e Orlando Magic. A única vitória no meio disso tudo foi sobre o Milwaukee Bucks, em uma partida na qual Pau Gasol precisou fazer uma das suas melhores apresentações da carreira, com 46 pontos e 18 rebotes.

Congelando
Brooklyn Nets – A campanha era de 16 vitórias e 16 derrotas até o dia 2 de janeiro, quando bateu o Orlando Magic na Flórida. Desde então, o time nova-iorquino engatou uma série de sete derrotas consecutivas. Nos dois últimos compromissos, diante de Houston Rockets e Memphis Grizzlies, foi dominado na volta do intervalo e acabou caindo sem oferecer tanta resistência. O mais bizarro nesta história toda é que o Nets ainda está na oitava colocação do Leste — o que mostra muito bem a diferença do nível de competitividade entre as duas conferências.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 Euroliga, Fiba, NBA, NBB | 08:00

Dez jogadores para se prestar atenção especial em 2015

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Ainda dá tempo de aproveitar o clima de início de ano e fazer listas sobre o que podemos esperar para os próximos meses, não é verdade? Foi o que fizemos por aqui ao selecionar dez jogadores que merecem atenção especial em 2015 dos fãs de basquete ao redor do mundo.

Vamos a eles, dispostos abaixo sem nenhuma ordem específica.

Jimmy ButlerJimmy Butler, ala do Chicago Bulls

O fato de ter iniciado a temporada sem uma extensão contratual com o Bulls, algo que fará dele um agente livre restrito a partir de julho, parece tê-lo inspirado. A defesa forte no perímetro sempre foi uma característica marcante de Butler, mas o que tem chamado a atenção no atual campeonato é a postura ofensiva, com constantes ataques à cesta em infiltrações e idas ao lance livre.

As médias de 20,9 pontos, 6,2 rebotes e 3,4 assistências por partida são as melhores marcas da carreira e devem levá-lo a disputar o “All-Star Game” pela primeira vez em fevereiro. Será interessante acompanhar nos próximos meses os próximos passos deste desenvolvimento e por quanto ele assinará um novo contrato.

Shabazz muhammadShabazz Muhammad, ala do Minnesota Timberwolves

Escolhido na 14ª escolha do Draft de 2013, não teve muito espaço para mostrar serviço em sua temporada de estreia. Como calouro, entrou em quadra apenas 37 vezes, recebendo menos de oito minutos por duelo, e passou um tempo na D-League.

Agora, em uma equipe mergulhada no processo de reconstrução, as oportunidades apareceram, e ele tem aproveitado muito bem. Além das investidas perto da cesta, o ala vem apresentando melhora nos chutes de três, algo que o tem ajudado a atingir 13,7 pontos em pouco mais de 23 minutos por partida. Apenas Andrew Wiggins (14,7) e Kevin Martin (20,4) têm pontuação maior no Timberwolves.

Furkan AldemirFurkan Aldemir, ala-pivô do Philadelphia 76ers

O turco de 23 anos defendia o Galatasaray até novembro, quando decidiu deixar o clube por causa de salários atrasados e tentar a sorte na NBA. Foi assim que ele acabou assinando com o Philadelphia 76ers, time que tinha adquirido os seus direitos após o Draft de 2012.

Apelidado de “Mr. Rebound” na Europa, Aldemir vem justificando a sua reputação. Ele tem jogado apenas dez minutos por partida, mas sua média de rebotes a cada 36 minutos é de 14,4 — exatamente igual à de DeAndre Jordan, pivô do Los Angeles Clippers, líder da liga no fundamento.

Rudy GobertRudy Gobert, pivô do Utah Jazz

Com sua ótima defesa ao redor da cesta, impulsionada pela capacidade atlética fora do comum para alguém de 2,16m, foi um dos pontos de referência da seleção francesa na campanha que culminou no terceiro lugar na Copa do Mundo. Gobert tem continuado a mostrar essa marcação implacável nesta sua segunda temporada na NBA.

Apesar de jogar apenas 21 minutos por partida, ele é dono da quarta maior média de tocos da liga, com 2,2 por duelo. Mesmo quando não consegue bloquear os arremessos, o pivô consegue atrapalhar bastante a vida do adversário, forçando-os muitas vezes a saírem da zona de conforto. Fazer cesta contra ele, definitivamente, não é tarefa fácil.

Dario SaricDario Saric, ala do Anadolu Efes

Muita coisa já foi falada dele por aqui. Como, por exemplo, o fato de ele ter sido o mais jovem atleta da história a ganhar o prêmio de MVP de um mês na Euroliga. Habilidoso com a bola nas mãos, dono de uma visão de jogo privilegiada e facilidade para infiltrar, Saric parece ter um futuro brilhante pela frente.

O Philadelphia 76ers, que adquiriu os seus direitos no Draft de 2014, esfrega as mãos para contar com o croata no plantel. Isso, no entanto, só vai acontecer no próximo ano, depois que o contrato com o Anadolu Efes chegar ao fim. Até lá, será interessante verificar se ele conseguirá aparecer mais vezes em posição de protagonista no basquete europeu.

Mario HezonjaMario Hezonja, ala do Barcelona

Trata-se de outra promessa croata que é cercada de grande expectativa por olheiros da NBA há muito tempo e está cotado para aparecer em uma das escolhas de loteria no próximo Draft, apesar de ainda não ter tantos minutos assim no Barcelona. Com 2,03m, tem boa altura para a posição três.

De acordo com o Draft Express, referência quando o assunto é análise de futuros jogadores da NBA, o ala de 19 anos é “capaz de converter arremessos de qualquer canto da quadra” e tem uma “excelente mecânica de chute”. Além disso, é muito bom no jogo de transição, sabe usar o drible para quebrar a defesa adversária e apresenta uma “visão intrigante da quadra, especialmente a partir do ‘pick and roll’.” Em compensação, tem alguma dificuldade para trabalhar em grupo e precisa evoluir defensivamente.

Cristiano FelicioCristiano Felício, pivô do Flamengo

Em meio aos jogadores até 22 anos de idade da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), o pivô de 2,10m tem sobrado. Na edição passada, foi o grande responsável pelo título do Flamengo. Na atual, é o líder em eficiência da competição, com médias impressionantes de 16,8 pontos e 16,3 rebotes por partida. No time principal, vem tendo desempenho ligeiramente inferior ao da última temporada, é verdade, mas isso é algo que tem acontecido com praticamente todo o elenco.

Forte e atlético para brigar por rebotes e para finalizar perto do aro, Felício também tem buscado adicionar os tiros de média e longa distância ao seu arsenal ofensivo. A evolução

Lucas DiasLucas Dias, ala do Pinheiros

Trata-se de outro nome que tem sobrado na LDB. Na atual edição do torneio sub 22, o ala de 2,07m só está atrás de Felício no ranking de eficiência, com médias de 21,5 pontos e 9,4 rebotes por partida. Com um pouco mais de espaço no time principal do Pinheiros, chamou a atenção no início do mês com a atuação perfeita durante a vitória sobre Uberlândia pelo NBB, na qual acertou todos os arremessos que tentou e marcou 23 pontos.

Pela altura, pode jogar também como um ala-pivô que busca o chute longe da cesta parar abrir espaços na defesa adversária, mas não dá para saber ao certo o que mais ele terá a capacidade de fazer. Lucas ainda tem 19 anos e potencial para se consolidar em breve como um dos grandes jogadores brasileiros dos últimos tempos.

Henrique CoelhoHenrique Coelho, armador do Minas
Recheado de jovens atletas, Minas aparece em quinto lugar na tabela de classificação da atual temporada do NBB. O promissor armador de 21 anos certamente é um dos grandes responsáveis por essa surpreendente campanha. Em meio a tantos jovens, é ele quem mais se destaca.

Nas mãos de Demétrius, Henrique vem tendo cerca de 29 minutos de ação por partida, muito mais tempo do que estava acostumado a receber em temporadas anteriores. As médias apontam 13,6 pontos, 4,3 assistências e 2,8 rebotes por duelo, números nada ruins para quem aparece pela primeira vez com um papel importante dentro de uma equipe competitiva.

Léo MeindlLéo Meindl, ala de Franca
Está ficando cada vez mais madura uma convocação do ala de 21 anos para a seleção brasileira. Se na última temporada do NBB ele já tinha causado boa impressão e emplacado atuações dignas de elogios, as coisas têm sido ainda melhores no atual campeonato. Em cerca de 34 minutos de ação por jogo, Léo registra médias de 16,3 pontos, 4,9 rebotes e 2,8 assistências por partida. Todos os números representam um recorde em sua carreira até agora.

Ainda tem pontos a evoluir, é verdade. A postura defensiva é um deles, apesar de o jogador ter 1,8 roubo de bola por jogo. O que também pode ser melhorada é a distribuição nos arremessos, buscando ainda mais os ataques à cesta ao invés da insistência nas bolas de três. Até porque o desempenho nestes chutes não é nada mais do que mediano.

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