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Posts com a Tag Flamengo

sábado, 21 de março de 2015 NBB | 04:17

Bauru supera série do Flamengo e estabelece novo recorde no NBB

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A temporada do Bauru está cada vez melhor. Campeão do Paulista, da Liga Sul-Americana e da Liga das Américas, o time viveu um novo momento especial nesta sexta-feira. Liderado pelos 14 pontos e oito assistências do armador Ricardo Fischer, bateu o Palmeiras fora de casa por 77 a 65 e chegou a 21 vitórias consecutivas no NBB. Trata-se de um novo recorde na história da competição durante a fase de classificação.

Ricardo Fischer: 14 pontos e oito assistências para liderar vitória de Bauru (Foto: Fábio Menotti/Ag. Palmeiras)

Ricardo Fischer: 14 pontos e oito assistências para liderar Bauru (Foto: Fábio Menotti/Ag. Palmeiras)

Antes desta sequência, a melhor marca pertencia ao Flamengo, que iniciou a temporada 2012/13 ganhando os 20 primeiros compromissos. A invencibilidade só caiu na 21ª rodada, quando Franca foi ao Rio de Janeiro, reverteu uma desvantagem de 12 pontos no último quarto e superou os mandantes pelo placar de 91 a 86.

O ala Jhonatan, que hoje está no Palmeiras, anotou 22 pontos para o time francano e foi o cestinha do encontro, além de ter apanhado cinco rebotes. Outro grande responsável pelo resultado foi o ala-pivô Teichmann, atualmente em Limeira, dono de 14 pontos, nove rebotes e três tocos.

“Nós e toda a cidade acreditávamos nessa vitória”, disse Teichmann naquele 16 de fevereiro de 2013. “Nosso time não desiste nunca. Nós marcamos, roubamos a bola, demos toco, corremos muito e ganhamos o jogo nessa defesa. Esse time tem muito futuro”, completou.

É curioso notar que apenas quatro jogadores que representaram Franca naquela oportunidade continuam no elenco: o armador Juan Pablo Figueroa, os alas Léo Meindl e Antonio e o pivô Lucas Mariano.

O resto se mandou, assim como Jhonatan e Teichmann. Cauê Borges foi para a Liga Sorocabana. Jefferson Socas é jogador do Basquete Cearense. Zanini está em Uberlândia. Kurtz, no Pinheiros. Romário disputa a Liga Ouro por Campo Mourão. E Jerônimo está sem time.

Jhonatan, hoje no Palmeiras, ajudou Franca a quebrar série do Flamengo em 2013 (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Jhonatan, hoje no Palmeiras, ajudou Franca a quebrar série do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Franca conseguiu chegar até as quartas de final naquela temporada. O Flamengo foi o campeão. Algo que parece ter chances cada vez maiores de acontecer neste ano com Bauru.

“É um resultado de um trabalho sério, mas não podemos viver de números”, afirmou o técnico Guerrinha sobre a invencibilidade histórica. “Estamos com foco total no NBB e não foi um jogo fácil. Ganhamos na defesa e entramos um pouco desligados no ataque. Uma vitória dessa, após conquistar um título e jogando na casa do adversário, é um resultado muito importante.”

Considerando também partidas de playoffs, o recorde de vitórias ainda é do Flamengo. Foram 24 triunfos consecutivos entre a 12ª rodada da temporada 2008/09 (a primeira do NBB) e a derrota para Brasília no segundo confronto da decisão — disputada no sistema melhor de cinco naquela época.

Bauru pode ultrapassar mais essa marca ainda na fase de classificação. Franca, Pinheiros, Mogi das Cruzes e São José serão os oponentes nas quatro últimas rodadas antes dos playoffs. Se passar por todos, chegará a 25 vitórias consecutivas. Número que impressiona e deixa bem claro o tamanho da dificuldade que a concorrência terá para evitar mais esse título na temporada da equipe paulista.

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domingo, 15 de março de 2015 NBB | 18:11

Bauru x Flamengo: a decisão que não vai acontecer

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“Bauru está muito bem mesmo. Jogamos duas vezes contra eles e perdemos. Foram jogos parelhos, mas a verdade é que eles ganharam ambos. Precisamos tomar alguns cuidados. Jogaremos em casa a fase final da Liga das Américas e temos antes de pensar no Pioneros de Quintana (México). Mas Bauru está com um time bastante perigoso mesmo e será um desafio enorme caso a gente se encontre na final.”

Foi isso o que o ala argentino Walter Hermann disse ao Triple-Double em Franca, durante o fim de semana do Jogo das Estrelas do NBB, ao ser questionado sobre um possível encontro com Bauru na decisão da Liga das Américas. Era natural que esse tipo de pergunta fosse feita aos jogadores do Flamengo. Campeão nacional e continental na última temporada, o clube carioca vinha vendo o rival paulista se consolidar como uma grande ameaça ao reinado construído com as conquistas recentes.

Walter Hermann e o Flamengo caíram antes da final da Liga das Américas (Foto: Fiba/Divulgação)

Walter Hermann e o Flamengo caíram antes da final da Liga das Américas (Foto: Fiba/Divulgação)

Neste sábado, a festa estava preparada para o Flamengo aproveitar o fator casa e carimbar a vaga na partida pelo título das Américas contra Bauru, que já havia passado sem sustos pelo Peñarol, da Argentina, por 80 a 61. Mas a festa da torcida local no Maracanãzinho e os planos de quem pretendia ver o duelo entre os dois brasileiros foram frustrados pelo Pioneros de Quintana Roo, do México, que levou a melhor na prorrogação pelo placar de 82 a 81.

Deu até a impressão de que o Flamengo não teria tantos problemas assim. Tudo deu certo no início para a equipe comandada por José Neto, que sobrou e abriu dois dígitos de liderança no placar no primeiro quarto. Apesar de a superioridade ter desaparecido no período seguinte, o time foi para o intervalo ainda em vantagem por 42 a 40. Isso graças em grande parte ao ala Marquinhos, que anotou 18 dos seus 27 pontos nos 20 minutos iniciais.

Mas, com o equilíbrio restabelecido, o Pioneros conseguiu levar a partida da maneira que julgava mais conveniente. Além de forçar 17 erros, fechou as portas dentro do garrafão e obrigou o Flamengo a insistir em definir as coisas na linha de três pontos. O aproveitamento de apenas seis acertos em 28 tentativas nestes chutes dos brasileiros mostra que a estratégia deu resultado.

No último quarto, o Flamengo fez algo parecido. O oponente também teve dificuldades no acesso ao garrafão e se viu obrigado a recorrer às bolas de fora. O problema é que algumas delas caíram, mesmo em momentos nos quais o arremesso não parecia tão promissor assim. Foi um baque e tanto para quem vinha sofrendo horrores para conter o pivô Justin Keenan, que somou 25 pontos, seja perto do aro ou em tiros de longe.

Comandados de José Neto erraram bastante contra o Pioneros (Foto: Fiba/Divulgação)

Comandados de José Neto erraram bastante contra o Pioneros (Foto: Fiba/Divulgação)

Apesar de todos os problemas, o time da casa teve a chance de vencer e manter vivo o sonho da torcida local de testemunhar um bicampeonato continental. Algumas chances preciosas foram desperdiçadas ainda na reta final do último quarto, com o placar empatado. Mas a série de erros nos dois lados da quadra custou caro demais.

O reinado do Flamengo nas Américas chegou ao fim. Um novo campeão está prestes a ser conhecido sem que fosse possível ver o choque de forças com Bauru.

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quarta-feira, 11 de março de 2015 NBB | 00:40

Título da LDB coroa trabalho do Basquete Cearense que já era campeão

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“O símbolo desse time não sou eu, é todo mundo.” Foi isso o que o armador Davi Rossetto disse em entrevista ao SporTV nesta terça-feira, logo após o Basquete Cearense vencer o Flamengo em Fortaleza por 63 a 58 e se sagrar campeão invicto da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete). Em uma competição na qual fala-se bastante em destaques individuais, de jovens capazes de conquistar olheiros da NBA para construírem a carreira fora do país, esse tipo de discurso impressiona. Mas a importância que cada peça da equipe nordestina deu ao espírito coletivo durante a campanha não é novidade.

Em conversa com o blog ao final da fase de classificação, o técnico Espiga e o ala Alexandre Paranhos já haviam falado sobre isso. A vaidade no elenco é zero, algo que permitiu ao time, por exemplo, manter a invencibilidade antes do quadrangular semifinal mesmo sem contar com Davi. O mesmo jogador que brilhou diante do Flamengo com 29 pontos e sete rebotes — números que o fizeram ganhar o prêmio de MVP da decisão.

Davi Rossetto, o destaque da decisão da LDB (Foto: Luiz Pires/LNB)

Davi Rossetto, o destaque da decisão da LDB (Foto: Luiz Pires/LNB)

O que o resultado do jogo desta terça significa então, no final das contas? Que venceu quem conseguiu jogar melhor como um time? Sim. Que se trata de uma conquista importante para o Basquete Cearense e para a região do Nordeste como um todo? Sem dúvida. Foi um prêmio para um trabalho que apostou em jogadores sem espaço em outros clubes e que agora atrai a atenção de gente que não estava acostumada a olhar para lá.

Tudo isso é verdade, mas é importante também manter os pés no chão na hora de se analisar o campeão da LDB — algo que seria indispensável independentemente de quem vencesse a decisão. Olhar apenas para o resultado e concluir que o time ganhador tem a melhor base do país é errado. Isso já foi falado por aqui em outras oportunidades, mas vale a pena sempre esclarecer essa questão. O título é importante, obviamente, porque a disputa pelo troféu ajuda a instigar o espírito competitivo dos jovens atletas. Mas é apenas uma das várias questões que devem ser levadas em consideração.

Dá para dizer que o Pinheiros, por exemplo, que caiu na semifinal, tem motivos para lamentar a campanha no sub-22? De jeito nenhum. O time paulista terminou a competição sabendo que há pelo menos três jogadores promissores que podem muito bem ajudar a equipe principal em um futuro próximo — Lucas Dias, Georginho e Humberto. Não é uma vitória e tanto?

E o Flamengo, então? Mesmo com uma atuação aparentemente discreta, Cristiano Felício saiu de quadra nesta terça com 19 pontos e 20 rebotes. São marcas bem expressivas e que poderiam ter sido ainda mais impressionantes se o pivô não tivesse encontrado tanta dificuldade para se virar diante da defesa adversária. No intervalo, ele chegou até a dizer que não estava conseguindo achar um companheiro livre quando a marcação dobrava, o que precisa ser corrigido na sequência da carreira. Dá para imaginar que tipo de monstro ele pode se tornar no dia que isso acontecer?

Felício, por exemplo, não foi formado no Flamengo. Davi também não se desenvolveu durante a adolescência no Basquete Cearense, assim como a maioria dos seus companheiros campeões. É por isso que o julgamento de um trabalho de base a partir apenas do resultado de uma competição como essa é um erro.

Cristiano Felício: futuro brilhante pela frente (Luiz Pires/LNB)

Cristiano Felício: futuro brilhante pela frente (Luiz Pires/LNB)

Também não parece correto rejeitar casos como os de Felício e Davi, que já fazem parte da rotação dos times adultos em seus respectivos clubes há algum tempo — apesar de, neste caso, ser possível entender os argumentos contrários. Qualquer decreto sobre um jogador realmente precisar ou não disputar a LDB seria subjetivo. A decisão, no final das contas, fica sob responsabilidade dos envolvidos diretos mesmo. Se os técnicos destes atletas e eles próprios entendem que a competição ainda tem algo a contribuir no processo de formação, quem conseguiria provar o contrário?Afinal de contas, a letra D da sigla do campeonato quer dizer “desenvolvimento”.

A competição é tão interessante quanto necessária para o basquete brasileiro por permitir situações novas aos jovens que a disputam. Aqueles que não jogam em lugar nenhum, como Pezão, podem conquistar a admiração de algum clube do NBB e seguirem em frente no esporte. Os que têm poucos minutos entre os adultos podem usar o tempo maior de quadra para se aperfeiçoarem. E mesmo os que atuam bastante no time principal podem encarar uma situação diferente de competição, muitas vezes sendo protagonistas ao invés de coadjuvantes — isso para não dizer o quanto os demais podem se beneficiar ao encararem gente assim.

No caso do Basquete Cearense, muitos atletas campeões da LDB são usados regularmente pelo técnico Alberto Bial na equipe que disputa o NBB. Mais do que trabalhar jovens para utilizá-los hoje e no futuro, o time nordestino viu a aposta em jovens que estavam desacreditados dar resultado. Espiga mesmo citou o exemplo do pivô Rômulo quando conversou com o blog. “Ele está com a gente há três anos. Chegou pesando 140 kg e sem oportunidade de jogar. Nós acreditamos nele. Ele também acreditou em si mesmo, e hoje colhemos juntos”, lembrou.

É uma história que ajuda a mostrar o sucesso do trabalho que foi feito ao longo dos últimos meses. O título acabou apenas coroando um projeto que já era campeão.

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terça-feira, 10 de março de 2015 NBB | 15:41

Perfis da LDB – Cristiano Felício e o potencial incrível no radar da NBA

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Georginho, Lucas Dias e alguns outros jovens podem até estarem usando a LDB (Liga de Desenvolvimento) para se apresentarem a olheiros da NBA e a outros tipos de analistas. Cristiano Felício, não. O pivô de 2,08m já tinha brilhado na edição passada do campeonato sub-22, quando liderou o Flamengo ao título, e integra regularmente a rotação de garrafão do técnico José Neto na equipe principal. Está longe de ser uma novidade, mas o impacto dentro de quadra faz dele alguém impossível de ser ignorado.

As médias de Felício nesta temporada da LDB são de 17,1 pontos e 14,7 rebotes por partida. Não à toa, ele lidera o ranking de eficiência da competição com um índice de 25,8 por jogo — muito acima dos 22,4 de Lucas Dias, seu perseguidor mais próximo.

Cristiano Felício, líder do Flamengo em quadra na LDB (Foto: João Pires'/LNB)

Cristiano Felício, líder do Flamengo em quadra na LDB (Foto: João Pires’/LNB)

“É um menino com potencial incrível”, disse ao blog o ala-pivô Olivinha, companheiro de Felício no elenco principal do Flamengo. “É muito atlético, e isso ajuda bastante. Gosta de trabalhar, está sempre fazendo treinos específicos e escuta muito os mais experientes, o que também é um ponto a favor. Tem muito a crescer ainda, mas acredito que está no caminho certo.”

A forma recente na LDB tem ajudado a mostrar continuidade no processo de crescimento do atleta. Em junho, ele foi eleito o melhor jogador do Eurocamp, evento na Itália que reuniu alguns dos mais talentosos jovens até 23 anos do mundo. Acontecimento que definitivamente o fez aparecer em posição um pouco mais privilegiada no radar de olheiros da NBA.

O Draft Express, por exemplo, escreveu o seguinte sobre ele após o Eurocamp de 2014: “Durante os três dias de atividades, buscou rebotes de maneira efetiva e usou sua força e capacidade atlética para finalizar dentro do garrafão. Além de tudo, mostrou um arremesso promissor, o que é um desenvolvimento significativo para alguém que se encontra de certa forma preso entre as posições quatro e cinco.”

Pouco tempo depois, na excursão que o Flamengo fez pelos EUA para partidas de pré-temporada da NBA, Felício voltou a causar boa impressão. Teve apresentações bem sólidas neste período de testes exigentes que encarou. Talvez essa indefinição sobre a posição ideal seja a grande questão para o próximo passo da carreira, que consiste em levar para o adulto o mesmo impacto que tem causado há um tempo no sub-22.

Ainda é preciso aprimorar a defesa e terminar de evoluir o jogo ofensivo longe da cesta, algo que o tornaria mais apto a atuar como um ala-pivô. Mas, definitivamente, há um potencial bem interessante dentro de Felício. O futuro pode ser brilhante, e o desempenho na LDB é um forte indicativo disso.

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sábado, 7 de fevereiro de 2015 NBB | 09:45

Marcelinho e a turbulência no Flamengo. Banco, briga e arrependimento. Página virada?

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Era para ser uma semana positiva para o Flamengo, daquelas para resgatar a esperança do torcedor mais desconfiado para a sequência da temporada. Após a derrota expressiva para Bauru, o atual bicampeão nacional respondeu com duas vitórias bem convincentes no Rio de Janeiro sobre representantes mineiros. Primeiro, superou o Minas por 77 a 59. Depois, atropelou Uberlândia pelo placar de 91 a 58. Resultados que foram impulsionados pelas duas mudanças que o técnico José Neto fez no quinteto titular. Mas foi justamente isso que acabou gerando problema.

Uma das modificações do comandante foi a escalação de Olivinha no lugar do argentino Walter Hermann. A outra promoveu a entrada de Benite na vaga de Marcelinho Machado, que aparentemente não gostou nada. Depois da vitória sobre o Minas, jogo no qual permaneceu em quadra por 17 minutos e não anotou um ponto sequer, o veterano ala-armador discutiu com o José Neto. De acordo com o que apurou o UOL, houve xingamentos com palavrões, e as agressões só não aconteceram porque os demais jogadores evitaram.

Marcelinho zerou contra o Minas, antes de discutir no vestiário (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Marcelinho zerou contra o Minas, antes de discutir no vestiário (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

A diretoria, então, resolveu tirar Marcelinho da partida contra Uberlândia. Nesta sexta-feira, uma reunião ocorreu no clube para discutir o futuro do atleta. Ele não foi dispensado, mas acabou sendo punido com o afastamento dos três próximos compromissos do Flamengo no NBB, diante de Franca, Pinheiros e Palmeiras.

Através de um comunicado emitido pela sua assessoria de imprensa na noite desta sexta, Marcelinho reconheceu o erro e se desculpou com os companheiros. Veja abaixo tudo o que ele disse:

“Gostaria de pedir desculpas aos meus companheiros, comissão técnica e diretoria. Após a partida contra o Minas, me exaltei, me excedi numa discussão com José Neto, treinador da equipe, dentro do vestiário. Ao contrário do que foi noticiado por alguns meios, não me dirigi a ele com palavrões e, menos ainda, houve qualquer tipo de ameaça de agressão. Minha atitude foi errada, no calor da emoção, e por eu ser o capitão, o jogador mais experiente, e por tudo o que já vivi e ainda vivo vestindo a camisa rubro-negra, uma das minhas função é dar exemplo. Tive uma conversa com o José Neto hoje, reconheci meu erro, pedi desculpas a ele e as coisas foram esclarecidas. Fui informado pelo Marcelo Vido que não acompanharei a equipe na viagem em Franca e São Paulo. Errei, recebi a punição e agora isso é página virada.”

Melhor que seja assim mesmo. Ter Benite jogando mais minutos na vaga de Marcelinho é uma decisão que faz bastante sentido por parte de José Neto. É o tipo de ajuste que o Flamengo precisava para subir de produção e não ficar para trás na disputa com outras forças que despontam no cenário brasileiro. Cabe ao veterano entender que esse tipo de procedimento é natural. Larry Taylor, por exemplo, foi a principal estrela de Bauru durante muito tempo e hoje exerce o papel de sexto homem sem problema nenhum.

Olivinha em ação pelo Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Olivinha em ação pelo Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Titular ou reserva? Não importa

Olivinha ganhou a vaga entre os titulares, mas tratou de minimizar essa nova condição. “Não mudou muita coisa para mim”, disse o ala-pivô ao blog. “Eu apenas tento ajudar da melhor maneira possível o Flamengo, sendo titular ou vindo do banco de reservas, como estava fazendo antes. O Neto me conhece muito bem e sabe do meu potencial, que pode contar comigo a qualquer hora, que estarei à disposição e que não tenho vaidade com relação à titularidade. Ajudar o Flamengo a conquistar as vitórias de alguma maneira me deixa feliz”, completou.

É o tipo de declaração que não surpreende vindo de quem vem. Trata-se de um ala-pivô que atingia médias superiores a 20 pontos e 10 rebotes por jogo quando defendia o Pinheiros e que não se importou em se sacrificar para fazer parte de um Flamengo campeão nas últimas temporadas, aceitando um papel menor num elenco estrelado.

Os números individuais nas estatísticas caíram de maneira significativa, é claro, mas isso não parece ser um problema para ele. Ter um jogador com a mentalidade de Olivinha deve ser bom demais para qualquer elenco.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 NBB | 08:59

Quem merece participar do Jogo das Estrelas do NBB?

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Qualquer coisa que dependa de um ponto de vista pessoal tem potencial para gerar muita discórdia. Isso vale para tudo, de discussão sobre o melhor sabor de pizza que existe a, por exemplo, quais jogadores merecem participar do Jogo das Estrelas do NBB neste ano.

O formato de brasileiros contra estrangeiros foi mantido, mas a LNB (Liga Nacional de Basquete) adotou um sistema de escolha diferente em relação a anos anteriores. Desta vez, a mecânica consiste em selecionar dez atletas e dois técnicos (que não precisam ser gringos) de cada lado. Os titulares receberão uma pontuação maior que os considerados reservas.

Jefferson faz bloqueio para Ricardo Fischer, cena que pode se acontecer no Jogo das Estrelas (Foto: LC Moreira/Divulgação)

Jefferson faz bloqueio para Ricardo Fischer. Pode acontecer no Jogo das Estrelas (Foto: LC Moreira/Divulgação)

Dito isso tudo, vamos às minhas escolhas, já enviadas à LNB. A intenção foi a de levar em consideração o desempenho individual dos atletas de acordo com o que foi possível observar na temporada e o impacto deles na campanha de suas respectivas equipes.

Vale questionar e cornetar à vontade, se for o caso. Mas sem xingamentos, é claro.

NBB Brasil
Titulares: Ricardo Fischer (Bauru), Alex (Bauru), Marquinhos (Flamengo), Rafael Hettsheimeir (Bauru) e Caio Torres (São José)
Reservas: Henrique Coelho (Minas), Léo Meindl (Franca), Jefferson (Bauru), Lucas Cipolini (Brasília) e Shilton (Minas)
Técnicos: Dedé (Limeira) e Demétrius (Minas)

NBB Mundo
Titulares: Jamaal Smith (Macaé), David Jackson (Limeira), Marcos Mata (Franca), Walter Hermann (Flamengo) e Jerome Meyinsse (Flamengo)
Reservas: Kenny Dawkins (Paulistano), Ronald Ramon (Limeira), Shamell (Mogi das Cruzes), Tyrone (Mogi das Cruzes) e Steven Toyloy (Palmeiras)
Técnicos: Guerrinha (Bauru) e Régis Marrelli (Palmeiras)

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 Euroliga, Fiba, NBA, NBB | 08:00

Dez jogadores para se prestar atenção especial em 2015

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Ainda dá tempo de aproveitar o clima de início de ano e fazer listas sobre o que podemos esperar para os próximos meses, não é verdade? Foi o que fizemos por aqui ao selecionar dez jogadores que merecem atenção especial em 2015 dos fãs de basquete ao redor do mundo.

Vamos a eles, dispostos abaixo sem nenhuma ordem específica.

Jimmy ButlerJimmy Butler, ala do Chicago Bulls

O fato de ter iniciado a temporada sem uma extensão contratual com o Bulls, algo que fará dele um agente livre restrito a partir de julho, parece tê-lo inspirado. A defesa forte no perímetro sempre foi uma característica marcante de Butler, mas o que tem chamado a atenção no atual campeonato é a postura ofensiva, com constantes ataques à cesta em infiltrações e idas ao lance livre.

As médias de 20,9 pontos, 6,2 rebotes e 3,4 assistências por partida são as melhores marcas da carreira e devem levá-lo a disputar o “All-Star Game” pela primeira vez em fevereiro. Será interessante acompanhar nos próximos meses os próximos passos deste desenvolvimento e por quanto ele assinará um novo contrato.

Shabazz muhammadShabazz Muhammad, ala do Minnesota Timberwolves

Escolhido na 14ª escolha do Draft de 2013, não teve muito espaço para mostrar serviço em sua temporada de estreia. Como calouro, entrou em quadra apenas 37 vezes, recebendo menos de oito minutos por duelo, e passou um tempo na D-League.

Agora, em uma equipe mergulhada no processo de reconstrução, as oportunidades apareceram, e ele tem aproveitado muito bem. Além das investidas perto da cesta, o ala vem apresentando melhora nos chutes de três, algo que o tem ajudado a atingir 13,7 pontos em pouco mais de 23 minutos por partida. Apenas Andrew Wiggins (14,7) e Kevin Martin (20,4) têm pontuação maior no Timberwolves.

Furkan AldemirFurkan Aldemir, ala-pivô do Philadelphia 76ers

O turco de 23 anos defendia o Galatasaray até novembro, quando decidiu deixar o clube por causa de salários atrasados e tentar a sorte na NBA. Foi assim que ele acabou assinando com o Philadelphia 76ers, time que tinha adquirido os seus direitos após o Draft de 2012.

Apelidado de “Mr. Rebound” na Europa, Aldemir vem justificando a sua reputação. Ele tem jogado apenas dez minutos por partida, mas sua média de rebotes a cada 36 minutos é de 14,4 — exatamente igual à de DeAndre Jordan, pivô do Los Angeles Clippers, líder da liga no fundamento.

Rudy GobertRudy Gobert, pivô do Utah Jazz

Com sua ótima defesa ao redor da cesta, impulsionada pela capacidade atlética fora do comum para alguém de 2,16m, foi um dos pontos de referência da seleção francesa na campanha que culminou no terceiro lugar na Copa do Mundo. Gobert tem continuado a mostrar essa marcação implacável nesta sua segunda temporada na NBA.

Apesar de jogar apenas 21 minutos por partida, ele é dono da quarta maior média de tocos da liga, com 2,2 por duelo. Mesmo quando não consegue bloquear os arremessos, o pivô consegue atrapalhar bastante a vida do adversário, forçando-os muitas vezes a saírem da zona de conforto. Fazer cesta contra ele, definitivamente, não é tarefa fácil.

Dario SaricDario Saric, ala do Anadolu Efes

Muita coisa já foi falada dele por aqui. Como, por exemplo, o fato de ele ter sido o mais jovem atleta da história a ganhar o prêmio de MVP de um mês na Euroliga. Habilidoso com a bola nas mãos, dono de uma visão de jogo privilegiada e facilidade para infiltrar, Saric parece ter um futuro brilhante pela frente.

O Philadelphia 76ers, que adquiriu os seus direitos no Draft de 2014, esfrega as mãos para contar com o croata no plantel. Isso, no entanto, só vai acontecer no próximo ano, depois que o contrato com o Anadolu Efes chegar ao fim. Até lá, será interessante verificar se ele conseguirá aparecer mais vezes em posição de protagonista no basquete europeu.

Mario HezonjaMario Hezonja, ala do Barcelona

Trata-se de outra promessa croata que é cercada de grande expectativa por olheiros da NBA há muito tempo e está cotado para aparecer em uma das escolhas de loteria no próximo Draft, apesar de ainda não ter tantos minutos assim no Barcelona. Com 2,03m, tem boa altura para a posição três.

De acordo com o Draft Express, referência quando o assunto é análise de futuros jogadores da NBA, o ala de 19 anos é “capaz de converter arremessos de qualquer canto da quadra” e tem uma “excelente mecânica de chute”. Além disso, é muito bom no jogo de transição, sabe usar o drible para quebrar a defesa adversária e apresenta uma “visão intrigante da quadra, especialmente a partir do ‘pick and roll’.” Em compensação, tem alguma dificuldade para trabalhar em grupo e precisa evoluir defensivamente.

Cristiano FelicioCristiano Felício, pivô do Flamengo

Em meio aos jogadores até 22 anos de idade da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), o pivô de 2,10m tem sobrado. Na edição passada, foi o grande responsável pelo título do Flamengo. Na atual, é o líder em eficiência da competição, com médias impressionantes de 16,8 pontos e 16,3 rebotes por partida. No time principal, vem tendo desempenho ligeiramente inferior ao da última temporada, é verdade, mas isso é algo que tem acontecido com praticamente todo o elenco.

Forte e atlético para brigar por rebotes e para finalizar perto do aro, Felício também tem buscado adicionar os tiros de média e longa distância ao seu arsenal ofensivo. A evolução

Lucas DiasLucas Dias, ala do Pinheiros

Trata-se de outro nome que tem sobrado na LDB. Na atual edição do torneio sub 22, o ala de 2,07m só está atrás de Felício no ranking de eficiência, com médias de 21,5 pontos e 9,4 rebotes por partida. Com um pouco mais de espaço no time principal do Pinheiros, chamou a atenção no início do mês com a atuação perfeita durante a vitória sobre Uberlândia pelo NBB, na qual acertou todos os arremessos que tentou e marcou 23 pontos.

Pela altura, pode jogar também como um ala-pivô que busca o chute longe da cesta parar abrir espaços na defesa adversária, mas não dá para saber ao certo o que mais ele terá a capacidade de fazer. Lucas ainda tem 19 anos e potencial para se consolidar em breve como um dos grandes jogadores brasileiros dos últimos tempos.

Henrique CoelhoHenrique Coelho, armador do Minas
Recheado de jovens atletas, Minas aparece em quinto lugar na tabela de classificação da atual temporada do NBB. O promissor armador de 21 anos certamente é um dos grandes responsáveis por essa surpreendente campanha. Em meio a tantos jovens, é ele quem mais se destaca.

Nas mãos de Demétrius, Henrique vem tendo cerca de 29 minutos de ação por partida, muito mais tempo do que estava acostumado a receber em temporadas anteriores. As médias apontam 13,6 pontos, 4,3 assistências e 2,8 rebotes por duelo, números nada ruins para quem aparece pela primeira vez com um papel importante dentro de uma equipe competitiva.

Léo MeindlLéo Meindl, ala de Franca
Está ficando cada vez mais madura uma convocação do ala de 21 anos para a seleção brasileira. Se na última temporada do NBB ele já tinha causado boa impressão e emplacado atuações dignas de elogios, as coisas têm sido ainda melhores no atual campeonato. Em cerca de 34 minutos de ação por jogo, Léo registra médias de 16,3 pontos, 4,9 rebotes e 2,8 assistências por partida. Todos os números representam um recorde em sua carreira até agora.

Ainda tem pontos a evoluir, é verdade. A postura defensiva é um deles, apesar de o jogador ter 1,8 roubo de bola por jogo. O que também pode ser melhorada é a distribuição nos arremessos, buscando ainda mais os ataques à cesta ao invés da insistência nas bolas de três. Até porque o desempenho nestes chutes não é nada mais do que mediano.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 NBB | 14:42

Bauru vence Flamengo no Rio e volta a mostrar que está pronto para chegar ao topo

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Por razões óbvias, Flamengo e Bauru fizeram nesta terça-feira o jogo mais esperado do NBB até agora. Foi o encontro entre o clube que ganhou tudo o que disputou na última temporada e aquele que se reforçou em peso para tentar tirar os cariocas do trono. Seria muito bacana falar apenas da partida, não é verdade? Pois é, mas não vai dar.

Quem estava ligado pouco antes das 21h no SporTV 2, que transmitiu o embate, deve até ter se assustado quando a HSBC Arena apareceu pela primeira vez na tela. O que mais se viu foi espaço vazio. Com exceção de um canto ou outro onde havia maior concentração de torcedores, o ginásio estava praticamente às moscas para ver o duelo entre os dois times mais badalados do país. É uma pena. Uma partida como essa merecia público grande.

Não faltou lugar vazio para ver Laprovittola encarar a marcação de Larry (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Não faltou lugar vazio para ver Laprovittola encarar a marcação de Larry (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Com relação ao jogo em si, Bauru foi melhor desde o início e venceu pelo placar de 84 a 77. O resultado amplia a boa fase da equipe comandada por Guerrinha, que alcança a nona vitória consecutiva no NBB e segue na cola de Limeira, que lidera a competição. Mais do que isso: deu mais uma amostra de que as peças todas contratadas antes da temporada estão encaixadas e que tem totais condições de desbancar o Flamengo como o principal time do continente.

As bolas de três são a principal arma, é verdade, e não tem problema nenhum. Bauru faz isso muito bem. Não chuta de longe simplesmente por chutar. Com um olhar um pouco mais atencioso para as ações ofensivas, é possível observar como as peças em quadra se movimentam para conquistar espaço antes do arremesso, através de muitos bloqueios eficientes. Há lances precipitados, é claro, mas não são a regra.

As estatísticas do jogo desta terça mostram que Bauru tentou 29 bolas de três durante o confronto, uma a menos que o Flamengo. É verdade que os visitantes tiveram rendimento consideravelmente superior nestes arremessos (37,9% a 23,3%), mas o grande lance foi o quanto a reunião de tantos chutadores competentes possibilitou abrir a defesa rival. Tem sido assim faz tempo já. Os espaços aparecem naturalmente, seja para o tiros de longa distância ou para as infiltrações.

Não é só isso. Apesar de não estar entre as que mais forçam desperdícios dos oponentes neste NBB, a equipe paulista aproveita muito bem quando tem esse tipo oportunidade. Os contra-ataques são mortais. Mesmo quando os rivais não cometem erros, dá para perceber o quanto eles sofrem nos momentos em que Larry sai do banco para marcar a quadra toda, retardando bastante a ação ofensiva do outro lado. Laprovittola que o diga.

O argentino, aliás, está muito longe de seus melhores dias. O Flamengo todo está, de uma maneira geral. Mas já vamos chegar neste ponto. Antes, é importante fazer mais umas observações sobre Larry e o clube paulista.

O armador simboliza bem um dos grandes trunfos deste novo Bauru. Ídolo local e principal jogador da equipe no passado, ele não se importou em virar um sexto homem, contentando-se em contribuir com a segunda unidade e deixando o protagonismo muitas vezes nas mãos de gente que chegou depois. O mesmo acontece com o pivô Murilo, que também vem sendo usado a partir de banco de reservas.

A mesma atitude solidária pode ser observada entre os titulares. Em um elenco recheado de atletas acostumados a definir jogadas, deixar o ego de lado e sacrificar estatísticas individuais é fundamental. Vencer o Flamengo no Rio de Janeiro é uma recompensa e tanto.

Ricardo Fischer comanda ataque do Bauru (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Ricardo Fischer comanda ataque do Bauru (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

“Foi um resultado excepcional”, disse o armador Ricardo Fischer. “Era um confronto direto e sabemos o quanto é difícil bater o Flamengo fora de casa. Viemos com uma proposta de baixar a pontuação deles e conseguimos. Empurramos o Flamengo para baixo e foi muito importante para a nossa campanha.”

É seguro dizer que Bauru está no caminho certo para alcançar o objetivo que traçou nesta temporada. Se vai conseguir ou não é outra história, mas a situação é promissora neste momento. Do outro lado, o Flamengo precisa acender a luz amarela. Dentro de quadra, o time não é o mesmo dos últimos meses, quando viveu um período extremamente especial em sua história.

Esse tipo de ressaca é algo até natural para campeões, mas o clube carioca deixou bastante a desejar nos jogos contra as duas equipes que despontam como as principais ameaças ao trono do NBB. Antes da queda diante de Bauru nesta terça, o Flamengo já havia perdido de Limeira, em uma partida na qual também teve enorme dificuldade para encontrar outras alternativas de ataque que não fossem pelas mãos de Marquinhos.

É muito pouco para quem tanto brilhou por aqui nos últimos tempos. Principalmente porque há rivais se mostrando cada vez mais prontos para tirar o Flamengo do topo do basquete nacional.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015 CBB, Euroliga, Fiba, NBA, NBB, NCAA | 08:00

Dez pontos para se ficar de olho em 2015

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Há muita coisa no basquete que merece atenção neste ano que acabou de começar, algo que chega até a ser óbvio de se afirmar para quem está acostumado a acompanhar o esporte. De todas elas, o blog separou dez pontos especiais a serem verificados ao longo dos próximos meses. Veja quais e porquê.

Desenvolvimento de Kawhi LeonardO prêmio de MVP das finais de 2014 confirmou a ascensão do ala do San Antonio Spurs e colocou as expectativas em torno dele lá no alto para a atual temporada. Será que Leonard continuaria liderando o time dentro de quadra, o que provavelmente o levaria ao All-Star Game pela primeira vez e poderia até fazê-lo entrar na disputa pelo prêmio de MVP do campeonato? Por enquanto, ainda não. Os números nas estatísticas pessoais até são maiores em relação aos anos anteriores. O problema é que uma lesão no ligamento da mão direita tem o impedido de entrar em quadra desde o meio de dezembro. Ainda não há previsão para o retorno.

Kawhi Leonard: ala do San Antonio Spurs está fora de combate (Foto: Getty Images)

Kawhi Leonard: ala do San Antonio Spurs está fora de combate (Foto: Getty Images)

Dallas Mavericks e Houston Rockets reforçados A concorrência no Oeste é pesada demais. Todo mundo sabe disso, principalmente depois de o Phoenix Suns ter ficado fora dos playoffs na última temporada, apesar das 48 vitórias que somou. É por isso que os dois rivais texanos não perderam a chance de se reforçarem no decorrer do campeonato. O Mavericks foi atrás de Rajon Rondo, que surpreendentemente tem conseguido pontuar muito mais do que nos tempos de Boston Celtics. Já o Rockets buscou Josh Smith, dispensado do Detroit Pistons, em uma tentativa de melhorar uma defesa que já vinha funcionando bem. São duas apostas, até pelo estilo de jogo e pelos riscos de não se encaixarem. Mas as duas equipes sabem que os conformistas correm o grande risco de não chegarem a lugar algum nesta conferência.

Detroit Pistons sem Josh Smith – Não é exagero dizer que o time mudou da água para o vinho nos dois lados da quadra desde que Stan Van Gundy decidiu mandar Josh Smith para o olho da rua. Nos cinco jogos que disputou desde então, o Pistons não só venceu todos como conquistou a vitória com tranquilidade. A menor vantagem nesta série de vitórias foi de dez pontos, obtida sobre o Indiana Pacers. Com essa sequência, dá até para sonhar com uma vaga nos playoffs no Leste, onde é possível se classificar com campanha negativa.

A corrida contra o tempo do Oklahoma City Thunder A campanha anda na casa dos 50% de aproveitamento, o que seria bom o bastante para garantir vaga com segurança nos playoffs do Leste, mas insuficiente para o alto padrão de exigência do Oeste. As derrotas se acumularam bastante no início da temporada, no período em que Russell Westbrook e Kevin Durant estavam lesionados. Mas ambos estão recuperados agora, o que é ótimo sinal para a missão do Thunder de subir às primeiras colocações na classificação da conferência. Nos 11 jogos em que Westbrook e Durant jogaram juntos, a equipe teve nove vitórias e apenas duas derrotas.

Kevin Durant e Russell Westbrook: ausência dos craques prejudicou campanha do Thunder (Foto: Getty Images)

Kevin Durant e Russell Westbrook: ausência da dupla prejudicou o Thunder (Foto: Getty Images)

LeBron James x David Blatt – Os elogios daquela fase inicial de trabalho e o clima leve visto durante a passagem da equipe pelo Rio de Janeiro, em outubro, ficaram para trás. Contratado pelo Cavs antes de LeBron anunciar seu retorno, o treinador tem sofrido para ver em quadra a filosofia ofensiva que dizia tentar emplacar, sem conseguir extrair o melhor funcionamento dos três astros à disposição. Na defesa, então, a situação é muito pior. Os adversários não encontram dificuldade para pontuar. Como se isso tudo não fosse o bastante, Blatt já se viu cornetado algumas vezes por LeBron, que até chegou a declarar que deixaria o time no mercado de agentes livres em julho se fosse ele o problema. O que parecia um sonho para os torcedores em Cleveland, por enquanto, está mais próximo é de um pesadelo.

Jahlil Okafor, o número 1? – O pivô de Duke já aparece na maioria das projeções de especialistas como a primeira escolha do Draft deste ano. Dono de 2,11m de altura, é forte no jogo ofensivo de costas para a cesta, com um repertório muito bom de ferramentas para produzir pontos e inteligente para se virar nos momentos em que a marcação dobra. A defesa, no entanto, precisa ser aprimorada.

Jahlil Okafor: pivô de Duke tem impressionado na NCAA (Foto: Getty Images)

Jahlil Okafor: pivô de Duke tem impressionado na NCAA (Foto: Getty Images)

Agora vai, Real Madrid? Apesar do título nacional em 2013, as duas últimas temporadas terminaram com gosto amargo para o clube da capital espanhola. Com um grande elenco à disposição, chegou à final da Euroliga nos dois anos anteriores, mas foi derrotado em ambas as oportunidades. Nikola Mirotic partiu para se juntar ao Chicago Bulls na NBA, mas o Real Madrid foi buscar o ala argentino Andrés Nocioni e o pivô mexicano Gustavo Ayon. Será que chegou a vez de finalmente passar do quase?

Disputa pelo trono no Brasil O Flamengo ganhou tudo o que disputou em 2014 e ainda teve a chance de disputar três partidas de pré-temporada nos EUA, contra Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies. Nenhuma outra equipe brasileira passou perto de ter o mesmo brilho. Aí Bauru se movimentou bastante no mercado antes da atual temporada. Contratou muito bem, já faturou o Paulista e a Liga Sul-Americana e desponta como a maior ameaça ao reinado dos cariocas no Brasil e nas Américas.

Jovens terão mais espaço no NBB? A boa campanha do Minas, que preferiu dar mais tempo de quadra aos atletas que revela ao invés de investir pesado em medalhões, tem mostrado que é possível apostar nos jovens sem comprometer a competitividade. Ainda assim, entre os 20 jogadores com maior média de minutos por partida neste NBB, apenas três são brasileiros e ainda não atingiram os 30 anos de idade: Davi (armador do Basquete Cearense), Léo Meindl (ala de Franca) e Ricardo Fischer (armador de Bauru). Quando isso vai mudar?

Pré-Olímpico Conforme o próprio Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira masculina, havia dito em dezembro, ainda não há a certeza sobre a participação do Brasil nas Olimpíadas de 2016 — apesar de elas acontecerem no Rio de Janeiro. Caso não tenha a vaga garantida, o Brasil terá de conquistá-la no Pré-Olímpico das Américas deste ano, que acontecerá no México. Neste caso, com quem o treinador poderia contar? Será que vem drama por aí?

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 NBB | 12:51

Balanço geral do NBB. Como cada equipe começa 2015?

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O NBB parou pouco antes do Natal para as festas de fim de ano e só volta agora nesta semana. O blog aproveitou a oportunidade para fazer um balanço geral desta primeira parte do campeonato, com comentários rápidos sobre a situação cada uma das 16 equipes até o momento.

Vamos lá então.

Limeira (12-1): O time também liderou boa parte da fase de classificação na última edição do NBB, mas havia uma certa desconfiança em relação a essa temporada por causa de duas novidades: o técnico Dedé, que assumiu o cargo no lugar de Demétrius, e o armador Nezinho. Como o novo comandante se sairia em sua primeira experiência na função? E como ficaria a distribuição de bola em um perímetro que já contava com David Jackson e Ronald Ramon? Até o momento, tem dado tudo certo para a equipe, que consegue distribuir bem a pontuação entre os três, além de apresentar uma defesa eficiente. O desafio agora é conseguir se manter no topo e provar que, de fato, pertence à elite nacional.

Dedé orienta Limeira, líder do NBB (Foto: Raphael Oliveira/EAZ)

Dedé orienta Limeira, líder do NBB (Foto: Raphael Oliveira/EAZ)

Bauru (9-2): Contratações de impacto foram feitas antes do início da temporada, isso todo mundo sabe. O desafio era conseguir fazer as peças todas se encaixarem em quadra. É o que parece estar acontecendo. Explorando ao máximo a linha de três pontos, até pelas armas que tem à disposição, o time comandado por Guerrinha encerrou 2014 já tendo conquistado o título do Paulista e da Liga Sul-Americana. Mas os principais desafios ainda estão por vir. Conseguirá Bauru fazer frente ao Flamengo e acabar com o reinado dos cariocas no cenário nacional? Ainda é cedo para saber, mas a impressão que dá até agora é que isso pode perfeitamente acontecer.

Flamengo (8-3): Ainda não está perto dos melhores momentos das duas temporadas anteriores, o que é completamente natural. Mas ainda tem um elenco vasto, com muito talento individual e que se torna extremamente difícil de ser batido quando consegue encaixar seu jogo coletivo. Ainda está no trono do basquete brasileiro e continental, mas precisa atuar de maneira mais regular nos próximos compromissos para conseguir se manter onde está.

Minas (9-4): Talvez seja a maior surpresa deste início de temporada. Quem poderia imaginar que um grupo formado predominantemente por jovens que não vinham tendo tão espaço assim em quadra estaria entre os líderes, ao invés de brigar contra o rebaixamento? As vitórias sobre Mogi das Cruzes e Flamengo nas primeiras rodadas chamaram a atenção, mas o time mineiro manteve o ritmo e a ótima defesa nas partidas seguintes e mostrou que pode, sim, ser competitivo ao ponto de aparecer na parte de cima da tabela. Ótimo trabalho de Demétrius.

Mogi das Cruzes (7-4): Muito irregular. Em algumas partidas, consegue emplacar uma defesa sufocante, que gera muitos desperdícios dos oponentes e produz pontos em contra-ataques. Em outras, sofre para conter os ataques rivais de maneira inexplicável. Mas a instabilidade é maior ainda no que diz respeito ao sistema ofensivo, extremamente dependente de Shamell, que fica muito com a bola nas mãos e atrai a defesa. Quando ele consegue distribuir o jogo, deixa os companheiros em boa posição para os chutes. Mas nos momentos em que concentra demais a definição, corre o risco de facilitar o trabalho da defesa. Encontrar um equilíbrio nestas situações é justamente o grande desafio do técnico Paco Garcia na sequência do campeonato.

Franca (8-5): Os problemas financeiros, pelo menos de maneira momentânea, pararam de assombrar o time mais tradicional do basquete brasileiro. Mas o elenco à disposição de Lula Ferreira não economizou luta dentro de quadra nem mesmo quando a ameaça de fechar as portas era bastante real. Lucas Mariano voltou a jogar mais perto do garrafão, onde é mais eficiente. O argentino Marcos Mata caiu bem demais na equipe, e Léo Meindl tem feito a melhor temporada da carreira. Além do trio, a boa campanha de Franca passa por um velho conhecido do torcedor: o armador Helinho, que apareceu quando precisou em alguns momentos decisivos até aqui.

Léo Meindl: promesa francana está cada vez melhor (Foto: Newton Nogueira/Divulgação)

Léo Meindl: promessa francana está cada vez melhor (Foto: Newton Nogueira/Divulgação)

São José (8-5): A história recente mostra que não é recomendável descartar o time do Vale do Paraíba das fases mais agudas do NBB. O terceiro lugar da última edição foi um resultado que pouca gente poderia imaginar. Mas, desta vez, parece improvável que São José consiga ficar entre os quatro melhores, repetindo o que fez nos três anos anteriores. Fúlvio foi embora. Quem chegou para substituí-lo na armação foi Valtinho, que faz seu pior NBB da carreira — algo compreensível para quem está prestes a completar 38 anos. A equipe ainda tem bons jogadores no elenco, com bons chutadores de média e longa distância, e tem conseguido emplacar uma boa defesa. Mas parece estar um degrau ou dois abaixo dos melhores na escala de competitividade do campeonato.

Paulistano (7-6): Kenny Dawkins e Desmond Holloway ainda estão entre os dez jogadores de maior eficiência do NBB, mas o time da capital paulista ainda não é sombra daquele que conseguiu chegar à final na última edição e ficar muito perto de derrotar o Flamengo na disputa pelo título. A defesa não é tão agressiva quanto a de meses atrás. No ataque, apesar de a produção seguir em um ritmo satisfatório, não é raro ver alguns chutes de longa distância sendo arriscados de maneira precipitada.

Palmeiras (6-7): Depois de quase um ano afastado, desde que foi demitido de São José, o técnico Régis Marrelli voltou a aparecer no NBB ao assumir o Palmeiras. Pode não ter à disposição o mesmo talento que chegou a ter em alguns momentos no Vale do Paraíba, mas comanda um grupo muito lutador, que defende bem e conta com a visão de jogo acima da média do argentino Maxi Stanic para distribuir bastante as ações no ataque.

Pinheiros (5-7): As quatro derrotas consecutivas, incluindo a surra histórica diante de Bauru, fizeram o Pinheiros encerrar 2014 com uma impressão muito negativa. Ponto fraco mesmo nos momentos de protagonismo da equipe, a defesa continua sendo muito ruim, sofrendo muitos pontos e tendo pouco sucesso na hora de contestar arremessos adversários. Já o ataque não apresenta o mesmo alto nível dos últimos anos. Mas nem tudo é desgraça. O jogo duro contra Mogi das Cruzes e a vitória sobre Limeira mostraram que o time ainda pode deslanchar na sequência da temporada e subir na classificação.

Uberlândia (4-8): O começo de temporada até fez o torcedor imaginar que seria possível brigar na parte intermediária da tabela de classificação, mas as derrotas nos últimos cinco jogos de 2014 fizeram os mineiros despencarem. Situação nem um pouco espantosa para uma equipe que diminuiu bastante o investimento e perdeu aqueles que vinham sendo seus principais nomes. Para piorar ainda mais, o uruguaio Emilio Taboada, que teve 20,7 pontos por jogo na última temporada com o Goiânia, não vem produzindo nem metade disso. A média por enquanto é de 8,5 pontos por partida.

Taboada: produção não é nem metade a da última temporada (Foto: Randes Nunes/Divulgação)

Taboada: produção não é nem metade a da última temporada (Foto: Randes Nunes/Divulgação)

Brasília (4-8): Em tese, contratou muito bem para a temporada. Apesar de ter perdido Alex e Nezinho, adicionou o armador Fúlvio e o ala-pivô Lucas Cipolini para atuarem ao lado de Guilherme Giovannoni e Arthur. Outra novidade foi o norte-americano Darrington Hobson, ala que passou pelo Milwaukee Bucks e tem como característica ser um facilitador de jogadas para os companheiros no ataque. Reunião interessante, capaz de fazer Brasília voltar ao topo, certo? Errado. A campanha só não é pior porque o time venceu Macaé e Basquete Cearense nos dois últimos compromissos de 2014. Por enquanto, cabe a Brasília a condição de maior decepção do NBB.

Macaé (4-8): Ganhar do Flamengo, um adversário tão poderoso e rival local, é legal. Fazer isso graças a um lance incrível do armador norte-americano Jamaal, que fez cinco pontos nos últimos cinco segundos do confronto, torna o triunfo ainda mais especial. Mas o mais importante disso tudo é a conquista de uma vitória que pode ser importantíssima no final da fase de classificação, na hora de determinar quem se livra do rebaixamento.

Rio Claro (3-10):  Comandado por Chuí, o time que subiu da Liga Ouro começou sua história no NBB com oito derrotas em nove rodadas. O esboço de reação veio com as duas vitórias nos últimos quatro jogos, sobre Brasília e Uberlândia. Triunfos continuarão sendo um pouco mais frequentes para Rio Claro? Dá para sonhar com uma vaga nos playoffs logo no ano de estreia ou é ousadia demais? A conferir.

Basquete Cearense (2-9): O representante do Nordeste no NBB conseguiu carimbar com folga o passaporte nos playoffs nos dois primeiros anos de existência da equipe. Desta vez, a coisa anda bem diferente. Com um elenco limitado, formado por jogadores que estavam em baixa em times que disputam a parte de cima da tabela, o técnico Alberto Bial tem sofrido para conseguir montar uma equipe competitiva. O ataque é o que menos produz pontos por jogo, com 73,5. Enquanto isso, a defesa leva 84,64 portos por partida, segunda pior marca do campeonato.

Liga Sorocabana (2-11): Depois de ter começado o campeonato com duas vitórias em três rodadas, o time de Sorocaba chegou à lanterna depois de emplacar nove derrotas consecutivas. O rótulo de saco de pancadas não é totalmente justo, já que a equipe conseguiu fazer jogo duro contra Flamengo, Limeira e Mogi das Cruzes, três dos cinco primeiros colocados. Mas o fato é que nenhuma outra perdeu tanto. A esperança para a sequência da competição é que o armador norte-americano Worrel Clahar, que teve problemas com o visto de trabalho e demorou para estrear, consiga jogar bem ao ponto de fazer Rinaldo Rodrigues manter sua reputação de investidas de sucesso em atletas norte-americanos.

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