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quinta-feira, 19 de março de 2015 NBA | 14:23

Não é só com a bola nas mãos que o Warriors dá espetáculo

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Não tem jeito. A movimentação intensa, os tiros certeiros de longe dos Spalsh Brothers e companhia, a habilidade de Stephen Curry e a velocidade de uma maneira geral fazem com que o sistema ofensivo domine a atenção de quem assiste ao Golden State Warriors em ação. Mas não dá para não destacar o papel da defesa no sucesso do time de melhor campanha da atual temporada da NBA, por mais que um primeiro olhar possa não transmitir isso.

A equipe comandada brilhantemente por Steve Kerr sofre 99,5 pontos por jogo, marca que ocupa apenas o 14º lugar na lista das mais baixas até agora. Só que a coisa muda de figura quando a eficiência defensiva é medida. O índice de 97,6 pontos cedidos a cada 100 posses de bola coloca o Warriors com alguma folga no topo do ranking desta estatística.

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

É um dado esclarecedor, que faz justiça ao trabalho feito na marcação. O sujeito que acerta quatro arremessos em dez tentativas (40% de rendimento) não é mais competente do que aquele que converte três em seis (50%), não é verdade? Ele apenas arrisca mais. O raciocínio serve também para a defesa do Warriors, que sofre tantos pontos porque tem um ritmo de jogo rápido demais. São 98,5 posses por embate, número superior ao de que qualquer outro time. E quanto mais ataques uma partida tiver, a tendência é que mais cestas aconteçam.

Não é só a eficiência defensiva que ajuda a mostrar o quanto o líder geral da NBA é agressivo e bem-sucedido ao encarar ataques adversários. O Warriors é quem mais dificulta os arremessos dos oponentes, limitando-os a 42,5% de aproveitamento. Além disso, dá 6,2 tocos por partida e produz 19,1% dos seus pontos em contra-ataques, melhores números da liga.

Isso tudo mostra o quanto Kerr acertou na mosca ao definir o papel de cada peça do elenco que tem em mãos. Draymond Green, por exemplo, virou titular da posição quatro porque David Lee estava machucado no início do campeonato e acabou mostrando que não tem como não ser o dono da vaga. Trata-se de um defensor completo, ou algo perto disso. É versátil o suficiente para acompanhar as trocas de marcação longe da cesta nas jogadas de “pick and roll”, capaz de dificultar a infiltração dos jogadores menores, e que ainda protege muito bem a cesta, apesar da baixa estatura para um homem de garrafão.

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Harrison Barnes e Klay Thompson são bons marcadores já há algum tempo e complementam esse sistema eficiente de pressão no perímetro junto de Curry, que evoluiu bastante nesse sentido ao longo dos últimos meses. Dentro do garrafão, o pivô Andrew Bogut mostra-se um ótimo defensor do aro. Aliás, é interessante notar o impacto que o australiano tem na boa campanha do Warriors. O time somou 45 vitórias e sete derrotas com ele em quadra. Sem, ganhou nove vezes e perdeu seis.

O alto padrão é praticamente mantido quando os reservas entram em ação. Muito disso se deve ao fato de a segunda unidade ser liderada pelo ala Andre Iguodala e pelo armador Shaun Livingston, extremamente capazes de fazer o trabalho com a mesma competência. Essa formação ainda tem Marreese Speights como pivô e Barnes na posição quatro, o que permite um padrão de jogo semelhante ao dos titulares — uma abordagem ainda mais profunda disso pode ser encontrada aqui.

É assim que o Warriors se transformou, passando de boa equipe a bicho papão na forte Conferência Oeste e forte candidato ao título deste ano. O sistema ofensivo impressiona mesmo, capaz de encantar e dar espetáculo a quem vê. Mas essa mudança de patamar não teria acontecido sem uma defesa tão poderosa.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 NBA | 11:00

Desafio de Curry, Steve Kerr e Splash Brothers. Os segredos por trás do Warriors

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Stephen Curry foi o jogador mais votado para o All-Star Game (Foto: Getty Images)

Stephen Curry foi o jogador mais votado para o All-Star Game (Foto: Getty Images)

Os últimos meses têm sido especiais para Stephen Curry. É verdade que a conquista da Copa do Mundo com a seleção norte-americana e a vaga como titular no “All-Star Game” não são novidades na carreira, mas liderar um time que aparece entre os favoritos ao título da NBA é. A campanha de 42 vitórias e nove derrotas do Golden State Warriors é a melhor da temporada 2014/15. Em uma Conferência Oeste cada vez mais feroz em termos de competitividade, lidera com alguma folga.

O mais curioso nisso tudo é que o grupo de jogadores praticamente se manteve em relação ao final do último campeonato. Aconteceram algumas mudanças pequenas no elenco, como a chegada de Shaun Livingston e a saída de Steve Blake, mas nada muito impactante. O núcleo é o mesmo. Qual é o segredo então por trás deste salto de qualidade? Para Curry, a resposta passa por uma série de fatores.

“Falando apenas de mim mesmo, o principal ponto tem sido um maior comprometimento com a defesa. É um desafio que me coloquei para cumprir todos os dias, pois sei que é isso o que precisa ser feito para realmente colocar um time na condição de conquistar o título. Sei que isso é importante especialmente na minha posição, já que há muitos armadores talentosos na liga”, disse Curry, na videoconferência com jornalistas do mundo inteiro na última semana da qual o blog fez parte, antes do “All-Star Game”.

“Como time, posso dizer que temos usado o que aprendemos com o que vivenciamos em anos anteriores, entendendo o que precisa se fazer para vencer. Essas lições têm nos ajudado demais, assim como a defesa, o foco no dia a dia de trabalho e a diversão. Ao longo dessa jornada, é muito importante se divertir também”, completou.

Stephen Curry: 40% de aproveitamento nas bolas de três (Foto: Getty Images)

Stephen Curry: 40% de aproveitamento nas bolas de três (Foto: Getty Images)

Esse maior foco coletivo na defesa vem dando resultado. Até agora, o Warriors tem média de 97,3 pontos sofridos a cada 100 posses de bola — índice mais baixo de toda a NBA. Além disso, limita os adversários a um aproveitamento de 42,1% nos arremessos, o que também representa um desempenho superior ao de todas as demais equipes. Já a eficiência ofensiva aponta 109,6 pontos a cada 100 posses, marca que só fica atrás dos 110,5 do Los Angeles Clippers.

O alto rendimento nos dois lados da quadra vem sendo registrado com praticamente os mesmos jogadores da última temporada, mas que estão sob um novo comando. Depois da eliminação para o Clippers nos playoffs de 2014, a direção da franquia decidiu demitir Mark Jackson e contratou Steve Kerr, que trabalhava como comentarista e não tinha experiência como técnico até então.

“É alguém que conhece o caminho dos títulos, que sabe o que precisa ser feito para chegar da melhor maneira possível nos playoffs, com foco mental, comprometimento e muito esforço todos os dias. Ele aprendeu muito com Gregg Popovich e Phil Jackson e usa essas coisas conosco”, afirmou Curry, lembrando dos anéis de campeão que o treinador conquistou como jogador no Chicago Bulls e no San Antonio Spurs. “Ele é parte enorme do nosso sucesso”, completou.

Stephen Curry e Klay Thompson: os Splash Brothers seguem juntos (Foto: Getty Images)

Stephen Curry e Klay Thompson: os Splash Brothers seguem juntos (Foto: Getty Images)

O comandante acabou sendo a única novidade de impacto do time nesta temporada, mas a verdade é que o time ficou muito perto de apresentar mudanças relevantes também entre as principais peças do elenco. Antes de concordar em mandar Kevin Love para Cleveland, o Minnesota Timberwolves considerou a ideia de enviá-lo ao Warriors. Desde que recebesse em troca Klay Thompson, que forma ao lado de Curry uma das duplas mais empolgantes de se ver em quadra na atualidade. Seria o fim dos “Splash Brothers”.

“Estou ao lado dele há quatro anos e melhoramos juntos como jogadores. Ele passou por um processo de decisão importante antes do início da temporada, com esse papo de troca com o Timberwolves pelo Kevin Love. É o tipo de situação que foge do completamente do controle dos jogadores. Acho que nossa direção acabou tomando a decisão correta ao não fechar esse negócio. Teria sido péssimo perder o apelido que temos juntos”, opinou Curry.

Para a alegria dele, o apelido continua. Resta agora ao armador e ao Warriors manterem o nível de competitividade pelo restante da temporada e buscarem um título que a torcida não comemora desde 1975. Algo que parecia inimaginável até muito pouco tempo atrás para esse mesmo elenco.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015 NBA | 16:53

NBA aproxima “All-Star Game” do público e dá aula de exposição

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LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

Não deu. Pode até ser que um dia o blog receba um convite da NBA para viajar aos Estados Unidos e cobrir de lá todos os eventos do final de semana do “All-Star Game”, mas ainda não é essa a situação. Mesmo assim, sem ao menos cruzar as fronteiras da cidade de São Paulo, foi possível ouvir sete dos 24 jogadores que disputam a partida das estrelas neste domingo.

Primeiro, foram os irmãos Gasol. Marc a Pau atenderam jornalistas do mundo inteiro, através de uma entrevista coletiva por telefone, na segunda-feira. No dia seguinte, o mesmo procedimento foi feito com Al Horford. Tudo já devidamente registrado neste espaço.

Só isso já estaria de bom tamanho, considerando a impossibilidade de superar a distância entre São Paulo e Nova York para marcar presença no evento. Mas ainda havia muito mais pela frente.

Na sexta-feira, em meio ao bate-papo com os repórteres que estão cobrindo o final de semana das estrelas de perto, quatro jogadores foram deslocados para uma videoconferência com jornalistas de nove cidades do mundo. A atividade, da qual o blog também fez parte, já estava confirmada havia alguns dias, mas o nome dos participantes se manteve um mistério até instantes antes do início. Tudo o que se tinha era a promessa dos organizadores de tentar “selecionar os tops”.

Dito e feito. Quando a assessoria da NBA informou que LaMarcus Aldridge, Stephen Curry, LeBron James e John Wall seriam os atletas disponíveis, foi difícil não ficar satisfeito. São quatro nomes de impacto, sobretudo os dois do meio, líderes de votos do público para o “All-Star Game”.

Uma das regras impostas era de que cada cidade só poderia fazer uma pergunta por vez, ainda que mais de um repórter estivesse participando de um mesmo lugar do mundo. Em São Paulo, por exemplo, além do blog, quem também marcou presença foi Gustavo Faldon, a serviço da ESPN Brasil.

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

Obviamente, não houve muito tempo para falar com os astros. Cada conversa durou cerca de dez minutos, mas até que eles trataram de fazer a maioria das respostas render ao máximo. A exceção foi LeBron James, que se mandou depois de quatro minutos, tendo atendido somente cinco jornalistas e sem se alongar muito.

O papo com o melhor jogador da atualidade não foi lá essas coisas, o que não causou nenhuma surpresa. Quando veio ao Brasil em outubro passado, para o jogo de exibição entre Cleveland Cavaliers e Miami Heat, LeBron já havia demonstrado uma certa impaciência nesse sentido. A coletiva pós-jogo, por exemplo, não durou cinco perguntas e aconteceu ao lado de Kevin Love — o que ajudou a diminuir o tempo útil dele à disposição da imprensa.

Antes de qualquer julgamento, é importante tentar ver as coisas sob a ótica do jogador. Por despertar a maior atenção dos jornalistas em qualquer lugar que esteja, a probabilidade de acabar precisando comentar um assunto muito mais do que uma vez é imensa.

Há também um outro cenário. No início da noite de sexta-feira, por exemplo, Nick Friedell, repórter da ESPN Chicago, postou em sua conta no Twitter o link de uma matéria com a opinião de LeBron sobre Derrick Rose voltar ou não um dia ao nível que fez dele MVP em 2011. Não se trata de um caso isolado. Havia ainda outros profissionais ligados a todas as demais equipes da liga fazendo coisas semelhantes.

Não é toda paciência que resiste a um processo como esse. A de LeBron já estava no limite. Mas, para a sorte de quem participou da videoconferência, os outros três jogadores conseguiram se mostrar mais tolerantes. O que Aldridge falou de mais interessante já apareceu por aqui. O conteúdo com os demais surgirá nos próximos dias.

Independentemente do motivo, é uma pena que as respostas do principal jogador da atualidade não tenham rendido tanto em comparação com os colegas, mas isso fica em segundo plano. O importante mesmo é que ele e os três foram deslocados pela NBA para essa conversa com quem não pôde ir até lá. Isso logo após atenderem a multidão de gente que estava em Nova York para arrancar todo o tipo de informação deles.

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

No final das contas, foi mais uma demonstração da preocupação da NBA em aumentar seu poder de alcance e do quanto ela sabe fazer isso. Ao organizar essa videoconferência, a liga possibilitou que cada um destes meios de comunicação distantes de Nova York pudesse coletar material jornalístico sobre o evento e levar o conteúdo ao respectivo público. Significa que mais pessoas estão lendo sobre a principal liga de basquete do mundo neste final de semana do “All-Star Game”.

Bem ou mal, LeBron James acabou ficando à disposição de repórteres brasileiros ao menos duas vezes nos últimos quatro meses. Através das redes sociais, pode-se observar que o acesso da imprensa local, por estar mais próxima, é muito maior. É uma situação padrão. Qualquer jogador de qualquer time, do reserva pouco conhecido e que raramente recebe tempo de quadra à estrela da companhia, responde aos questionamentos dos repórteres logo após as partidas. É sempre assim.

Quantas vezes um craque do futebol como Lionel Messi deu uma entrevista coletiva nos últimos seis meses? Quantas vezes os fãs de futebol ouviram o ponto de vista dele sobre qualquer assunto relacionado ao jogo durante esse período? E Cristiano Ronaldo? E os rostos mais conhecidos dos grandes clubes brasileiros? Falam tanto com o seu torcedor quanto poderiam?

Definitivamente, não. Neste quesito em especial, a NBA dá aula. Pouca gente sabe expor seu produto tão bem quanto ela, algo que ficou claro durante a semana e que poderia servir de lição para muita gente. Não é somente a qualidade única dos atletas que faz a liga ser comentada no mundo todo.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 NBA | 20:07

Stephen Curry sempre teve jeito de craque

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Ao que parece, o ótimo site Sportando andou revirando algumas coisas antigas na internet e deu mais uma bola dentro nesta terça-feira com a lembrança de algo que ocorreu em 2002. Trata-se de um episódio em especial do Off the Hardwood, uma série produzida pelo Toronto Raptors que tem o objetivo de mostrar um pouco da vida dos jogadores fora das quadras. Naquela época, um dos membros do elenco da franquia canadense era Dell Curry, pai de um dos candidatos a MVP da atual temporada da NBA.

Stephen falou ali sobre o sonho de também chegar à liga um dia, seguindo os passos do pai. Em seguida, mostrou um pouco do que o mundo viria a acompanhar mais tarde em um duelo contra o irmão mais novo, Seth. Eles tinham 14 e 12 anos, respectivamente. É interessante notar a habilidade de ambos com a bola nas mãos e as mecânicas de arremesso tão diferentes.

A grosso modo, o sonho de chegar à melhor liga de basquete do mundo se tornou realidade para os dois. Após três temporadas na Universidade de Davidson, Stephen foi selecionado na sétima escolha do Draft de 2009 pelo Golden State Warriors e hoje é líder do time de melhor campanha da NBA, com médias de 24,0 pontos e 8,5 assistências por partida — as mais altas da carreira. Além disso, integrou a seleção norte-americana que conquistou as duas últimas edições do Mundial.

Comandante da seleção dos EUA, Mike Krzyzewski também trabalhou com Seth, já que o caçula dos irmãos Curry passou três anos na Universidade de Duke. Em 2013, seu nome passou batido no Draft. Entre idas e vindas da D-League, onde se encontra hoje com o Erie BayHawks, conseguiu aparecer em duas partidas da temporada 2013/14 da NBA. Uma foi pelo Memphis Grizzlies, na qual jogou só quatro minutos. A outra aparição aconteceu com o uniforme do Cleveland Cavaliers e durou nove minutos. Tempo suficiente para uma bola de três, coisa que parece ser a especialidade da família.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 NBA | 21:00

Quem merece aparecer entre os reservas do All-Star Game?

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Selecionados pelos fãs ao redor do mundo, os titulares do “All-Star Game” já foram divulgados. Nesta quinta-feira, será a vez de a NBA anunciar quais jogadores completarão os times das duas conferências. Os técnicos ao redor da liga é que definirão os selecionados, mas resolvi entrar na brincadeira e apontar quais seriam os escolhidos por aqui.

Antes de chegarmos a elas, vale lembrar rapidamente do regulamento. Os reservas devem ser distribuídos do mesmo jeito que o público fez com os titulares: dois jogadores que exercem as posições da armação (“backcourt”) e três que atuam nas demais (“frontcourt”). As outras duas vagas restantes podem ser preenchidas por atletas de qualquer posição (“wild card”). Será importante ter isso em mente a partir de agora.

CONFERÊNCIA LESTE

Os escolhidos: Chris Bosh (Miami Heat), Jimmy Butler (Chicago Bulls) e Paul Millsap (Atlanta Hawks); Jeff Teague (Atlanta Hawks) e Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers); Dwyane Wade (Miami Heat) e Kyle Korver (Atlanta Hawks)

Menções honrosas: Al Horford (Atlanta Hawks), Andre Drummond (Detroit Pistons), Brandon Knight (Milwaukee Bucks), Marcin Gortat (Washington Wizards) e Nikola Vucevic (Orlando Magic)

Al Horford: muitos sacrifícios pelo Atlanta Hawks (Foto: Getty Images)

Al Horford: muitos sacrifícios pelo Atlanta Hawks (Foto: Getty Images)

Apesar de uma queda de rendimento nas últimas partidas, Jimmy Butler faz a melhor temporada da carreira e merece ser premiado por isso. Definitivamente, merece uma vaga entre os reservas do Leste. A questão é como ele seria indicado pelos técnicos. Como atua na posição de ala-armador em condições normais, deveria então aparecer entre os selecionados no “backcourt” — ou no “wild card”.

O problema é que isso acabaria fazendo Dwyane Wade e Kyle Korver disputarem uma única vaga. Apesar da campanha irregular do Miami Heat, o ala-armador vem jogando bem o suficiente para justificar sua presença. Enquanto isso, o ala do Atlanta Hawks, como já foi dito por aqui, talvez seja a principal peça em um sistema ofensivo extremamente eficiente, usando seu bom trabalho longe da cesta para abrir as defesas rivais e abrir espaços para os companheiros aparecerem.

Se der para Wade e Korver serem escolhidos, melhor. O jeito para viabilizar isso então é colocar Butler na turma do “frontcourt”, ao lado de Chris Bosh e Paul Millsap. Não seria injustiça alguma, é claro, se Al Horford ficasse com uma das vagas, mas aí o jogador do Chicago Bulls teria de ser votado como ala-armador, o que custaria a vaga de alguém no perímetro.

Um dos vários pontos positivos de Horford enquanto jogador é a capacidade de aceitar se sacrificar pelo time. Ele tem feito isso muito bem na ótima campanha que o Hawks faz até agora, deixando o ego completamente de lado ao aceitar dividir as ações com os companheiros. Deixar de ir ao “All-Star Game” e observá-los apenas à distância seria mais um destes sacrifícios. Paciência.

CONFERÊNCIA OESTE

Os escolhidos: DeMarcus Cousins (Sacramento Kings), James Harden (Houston Rockets) e LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers); Damian Lillard (Portland Trail Blazers) e Klay Thompson (Golden State Warriors); Chris Paul (Los Angeles Clippers) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)

Menções honrosas: DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers), Dwight Howard (Houston Rockets), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Mike Conley (Memphis Grizzlies) e Monta Ellis (Dallas Mavericks)

Chris Paul e Russell Westbrook: tem como escolher só um dos dois? (Foto: Getty Images)

Chris Paul e Russell Westbrook: tem como escolher só um dos dois? (Foto: Getty Images)

O mesmo procedimento do Leste foi adotado por aqui. James Harden é um sério candidato a MVP da temporada e precisa estar em Nova York para o evento. Assim como Jimmy Butler, ele seria um ala-armador votado como ala só para entrar na turma do “frontcourt”, possibilitando abrir mais um espaço entre os escolhidos das posições 1 e 2.

Se isso não acontecesse, chegaríamos ao final deste processo de seleção tendo Chris Paul e Russell Westbrook disputando uma única vaga. Seria um crime deixar um deles fora da partida que reúne as principais estrelas da temporada, não é verdade? Se há um jeito de colocar ambos na festa, então vamos nessa.

É difícil imaginar que alguém conteste as presenças de Damian Lillard e Klay Thompson no “All-Star Game”. O armador do Portland Trail Blazers já deu algumas demonstrações ao longo da temporada do quanto seu sangue é frio em momentos decisivos dos jogos. Thompson, por sua vez, é fundamental em ambos os lados da quadra para o sucesso de um time como o Golden State Warriors, que lidera uma conferência tão forte. Não é pouca coisa.

Sobram duas vagas ao lado de Harden entre os jogadores que atuam mais perto da cesta. Apesar de a campanha do Kings estar em queda livre, DeMarcus Cousins é dono do segundo maior índice de eficiência dentre todos os jogadores da temporada: 27,8 por partida, atrás apenas da marca impressionante de 31,0 de Anthony Davis. Já LaMarcus Aldridge é, no mínimo, tão importante quando Lillard para o Blazers. É o cestinha de um time que aparece entre os líderes do Oeste e tem duplo-duplo de média.

Kevin Durant: MVP vai ficar fora do All-Star Game mesmo? (Foto: Getty Images)

Kevin Durant: MVP vai ficar fora do All-Star Game. Ou não? (Foto: Getty Images)

Reflexões

– Kevin Durant é craque? Sem dúvida. Ainda é um dos grandes jogadores do planeta? Certamente. Mas o fato de o número de atuações ter sido limitado pelas lesões ao longo da temporada joga bastante contra ele nesta história toda. Até daria para colocar aqui quando foi a última vez que um MVP ficou ausente de um “All-Star Game” no ano seguinte, mas não será preciso. Os técnicos ao redor da liga darão um jeito de botá-lo no evento. Se isso não acontecer, aí o levantamento aparece por aqui. Combinado?

– De qualquer maneira, o Oeste terá na lista de ausências gente que está jogando mais do que o suficiente para participar do “All-Star Game”. Jogar em uma conferência tão concorrida em todos os sentidos tem dessas mesmo.

– Milwaukee Bucks, Dallas Mavericks e San Antonio Spurs, o atual campeão, são times que fazem boas campanhas, mas que não terão um único representante.

– O Washington Wizards é o vice-líder do Leste e só mandará John Wall ao evento. O Toronto Raptors aparece logo atrás na tabela de classificação da conferência e também terá um único representante: John Wall. Diz muito sobre a força dos elencos que amba as estrelas têm ao redor e, sobretudo, sobre o bom trabalho dos treinadores.

– Enquanto isso, o Miami Heat, que está bem longe de Wizards e Raptors, provavelmente mandará dois jogadores. Para quem ainda insiste em observar as coisas de uma maneira rasa, isso ajuda a mostrar de uma vez por todas o quanto o sucesso de uma equipe não tem relação direta com o número de estrelas no elenco.

– Até que ponto o fato de um time ter muito mais derrotas do que vitórias é determinante para a participação de um jogador no “All-Star Game”? Porque Nikola Vucevic certamente vem jogando como uma estrela nas últimas semanas. Pena que o Orlando Magic não o ajuda muito.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014 NBA | 17:28

A busca frustrada de veteranos pela redenção na NBA

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Slam“Sebastian Telfair e LeBron James estão prestes a dominar o mundo. Imaginem isso”. A frase apareceu na capa da revista norte-americana “Slam” em 2003, época em que ambos despontavam como produtos extremamente promissores do basquete colegial do país.

No fim das contas, não passou disso: um exercício de imaginação. LeBron foi a primeira escolha do Draft de 2003 e não demorou para provar que todo o barulho que havia ao redor dele tinha fundamento. Discorrer sobre a qualidade e o peso que ele tem nos dias de hoje é desnecessário, certo? O problema é que Telfair passou muito longe de fazer qualquer coisa parecida.

Em 2004, o armador optou por pular direto para a NBA ao invés de passar pela Universidade de Louisville, onde atuaria sob o comando de Rick Pitino. Foi adquirido pelo Portland Trail Blazers na 13ª posição do Draft daquele ano, mas nunca conseguiu se estabelecer como dono de uma das vagas entre os titulares. Corresponder às enormes expectativas criadas, então, nem pensar.

Depois de duas temporadas, Telfair rodou por Boston Celtics, Minnesota Timberwolves, Los Angeles Clippers, Cleveland Cavaliers, Phoenix Suns e Toronto Raptors. Continuou se apresentando como um armador abaixo da média, abusando dos erros e com um arremesso muito pouco confiável. Basicamente, mostrou-se incapaz de comandar um sistema ofensivo. Acabou ficando conhecido mesmo mais como primo de Stephon Marbury do que por qualquer outra coisa.

Sebastian Telfair não conseguiu convencer no Thunder (Foto: Getty Images)

Sebastian Telfair não conseguiu convencer no Thunder (Foto: Getty Images)

Depois de um ano bem-sucedido na China, tendo estabelecido média de mais de 26 pontos por jogo, recebeu nova chance na NBA. Em julho, ele assinou um contrato não garantido com o Oklahoma City Thunder pelo salário mínimo de veterano. Resistiu aos cortes todos da pré-temporada e ainda se viu beneficiado na luta por tempo de quadra com a lesão de Russell Westbrook, logo no segundo jogo do campeonato.

Mas aí o que aconteceu? O mesmo que em todas as etapas anteriores da carreira. Telfair não impressionou quando permaneceu em quadra. Teve médias de 8,4 pontos e 2,8 assistências em cerca de 20 minutos de ação por jogo nos 16 embates dos quais participou — um deles como titular. Isso tudo com um baixo aproveitamento nos arremessos, que não chegou a bater os 37%. Insuficiente para convencer o Thunder a mantê-lo na folha salarial até o final da temporada.

Resta agora a Telfair buscar a sorte em outro lugar. De acordo com Marc Stein, jornalista da ESPN norte-americana, um retorno à China já está engatado. Tudo deve ser concretizado nos próximos dias. Pelo menos ele não foi o único veterano que tentou voltar à NBA e não teve sucesso.

Brian Cook tentou voltar à NBA através do Pistons (Foto: Getty Images)

Brian Cook tentou voltar à NBA através do Pistons. Não conseguiu (Foto: Getty Images)

No elenco do Detroit Pistons na Summer League, em meio a tanta gente jovem que costuma predominar nesta competição, um nome chamou a atenção: Brian Cook. Selecionado pelo Los Angeles Lakers no Draft de 2003, o ala-pivô de 33 anos estava afastado da NBA desde a temporada 2011/12, quando defendia o Washington Wizards. Foi dispensado da equipe da capital norte-americana, mas os problemas para encontrar um novo lugar para atuar não pararam por aí.

“Minha mulher teve câncer, então tive de ficar um pouco mais em casa nos últimos dois anos”, disse Cook, em entrevista ao ótimo Basketball Insiders, na época da Summer League. “Estou pronto para encarar a competição de novo, então tem sido bom para mim estar no meio destes caras mais novos e famintos, pois eu também estou faminto. Estou tentando espremer alguns anos a mais na minha carreira.”

Inicialmente, deu certo. Ele assinou contrato com o Pistons, participou dos treinos preparatórios e da pré-temporada. Mas a dispensa acabou vindo uma semana antes de o campeonato começar, fazendo o sonho de retorno à NBA ficar ainda mais distante. Afinal de contas, trata-se já de um jogador de 33 anos que, assim como Telfair, não deixou saudade por onde rodou em outros tempos.

Jason Kapono: bolas de três costumavam ser com ele mesmo (Foto: Getty Images)

Jason Kapono: bolas de três costumavam ser com ele mesmo (Foto: Getty Images)

Quem também recebeu uma chance de provar que ainda tem bola para continuar na liga antes dos treinos preparatórios foi Jason Kapono. Duas vezes campeão do torneio de três pontos do All-Star Game, o ala de 33 anos havia disputado uma partida na NBA pela última vez em 2012. Negociado pelo Los Angeles Lakers com o Cleveland Cavaliers, não foi mantido pelo time de Ohio. Em seguida, mandou-se para a Grécia, onde defendeu o Panathinaikos. Em maio, decidiu se aposentar, mas sentiu que ainda não era hora de sossegar de vez.

A oportunidade de Kapono voltar veio através do Golden State Warriors. Quem conhece o ala já de outros tempos sabe muito bem qual é o carro-chefe no jogo dele: as bolas de três pontos. A capacidade atlética e a defesa sempre foram deficiências claras, mesmo na juventude. Não seria agora que isso mudaria, não é mesmo? Então, basicamente, as chances de engatar uma nova jornada na NBA se concentravam na pontaria calibrada.

O time já conta com atiradores de primeira linha, como Stephen Curry e Klay Thompson, é verdade. Por outro lado, a produção dos reservas era, pelo menos até a última temporada, uma carência. Oferecer segurança nas bolas de três a partir do banco era a oportunidade de Kapono triunfar nesta nova aventura da carreira e conquistar espaço na equipe. Mas não deu certo.

Kapono participou de cinco jogos de pré-temporada, nos quais a rotação dos times tende a ser bem mais ampla, e estabeleceu médias de 3,2 pontos e 1,6 rebote em 8,7 minutos por duelo. Pouco para sensibilizar Steve Kerr e companhia de que seria útil na caminhada do Warriors pela selvagem Conferência Oeste. Tudo o que resta a ele, aparentemente, é partir para viver uma vida feliz como aposentado no Texas, onde mora.

Charlie Villanueva: cinco anos intermináveis em Detroit (Foto: Getty Images)

Charlie Villanueva: cinco anos intermináveis em Detroit (Foto: Getty Images)

De todos aqueles que quiseram provar ao mundo e a si mesmos que ainda podem render na NBA, pelo menos um deles não se frustrou. Depois de cinco anos no Pistons, com espaço cada vez mais reduzido no elenco, Charlie Villanueva virou agente livre e assinou em setembro um contrato não garantido com o Dallas Mavericks, que já tinha 15 jogadores com acordos garantidos no elenco. Diante de tal situação, a permanência no ala-pivô de 30 anos no time parecia improvável.

Mas o desempenho nos treinos e na pré-temporada parece ter agradado demais Rick Carlisle e toda a comissão técnica do Mavericks, que se viu obrigada a dispensar Bernard James, mesmo sendo impossível se livrar do salário do pivô de cerca de US$ 915 mil anuais. Tudo para abrir espaço para Villanueva no elenco.

“As probabilidades estavam todas contra mim”, lembrou Villanueva. “Eles já tinham 15 jogadores com contratos garantidos quando os treinos começaram. Foi difícil, mas agradeço a Deus por ter me dado força necessária, já que acabei perdendo a minha vó no dia 14 de outubro. Tem sido duro, então é um sentimento agridoce. Estou tentando ficar mais forte dia após dia, mas sou muito grato à oportunidade. Agora preciso ver lugares para morar. Estou cansado dos serviços de quarto”, completou.

Depois de tanta incerteza, esse será o menor dos problemas na vida de Villanueva. É uma situação invejada por outros veteranos que hoje estão longe da liga.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014 NBA | 02:14

Cai o último invicto

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Depois que Houston Rockets e Memphis Grizzlies perderam no sábado, restava apenas um invicto na temporada 2014/15 da NBA. Não resta mais. Jogando fora de casa e sem poder contar com Klay Thompson, lesionado na mão direita, o Golden State Warriors conheceu sua primeira derrota neste domingo ao cair diante do Phoenix Suns por 107 a 95.

Leandrinho: 12 pontos como titular do Warriors (Foto: AP)

Leandrinho: 12 pontos como titular do Warriors (Foto: AP)

É evidente que Thompson fez falta. Com média de 23,8 pontos por jogo, o ala-armador aparece em sexto lugar na lista de cestinhas do campeonato. Quem o substituiu no quinteto inicial foi o brasileiro Leandrinho, dono de 12 pontos e dois rebotes em 31 minutos diante do time que tão bem conhece. Acertou os primeiros quatro arremessos que tentou. Mas, nos outros quatro, converteu só um e errou três.

Não foi só ele que sofreu para produzir pelo Warriors na segunda metade do duelo. Dos 28 pontos que Stephen Curry fez, apenas seis foram anotados depois do intervalo. Além disso, o armador cometeu dez dos 27 desperdícios de posse de bola da equipe, que ainda não havia errado tanto assim ofensivamente na temporada.

A história do outro lado foi completamente diferente. O Suns virou o jogo no último quarto graças à parcial de 36 a 16 que emplacou, liderado por duas peças que saíram do banco para decidir: Isiah Thomas e Gerald Green, responsáveis por 31 destes 36 pontos nos 12 minutos finais. No fim das contas, o armador e o ala terminaram com 22 e 19 pontos, respectivamente.

Os minutos finais comprometeram bastante a atuação do Warriors. Antes da partida que culminou no fim da invencibilidade, a defesa tinha uma marca de 91,5 pontos sofridos a cada 100 posses de bola — a melhor de toda a liga, por sinal. Neste domingo, permitiu 107 pontos ao Suns em 93 ataques. Diferença muito grande, como se pode observar.

Stephen Curry: responsável por 10 dos 17 erros ofensivos (Foto: AP)

Stephen Curry: responsável por 10 dos 17 erros ofensivos (Foto: AP)

Agora, franquia de Oakland tem cinco vitórias e uma derrota. Ainda é o melhor início de campanha desde a temporada 1994/95. Naquela oportunidade, o time liderado dentro de quadra por Latrell Sprewell e Tim Hardaway teve o mesmo rendimento após seis jogos. Depois, ainda venceu mais duas partidas. Acabou indo longe e fazendo bonito, certo?

Errado, muito errado. O Warriors perdeu 14 dos 15 confrontos seguintes e rapidamente caiu para a parte de baixo da classificação da Conferência Oeste, onde ficou pelo restante da temporada. A campanha no fim foi de 26 vitórias e 56 derrotas.

Não é o que deve acontecer com o time atual, principalmente quando Thompson estiver de volta e o técnico Steve Kerr contar novamente com força máxima. Mas a derrota para o Suns escancarou algumas coisas que precisam ser melhoradas. A produção da segunda unidade é uma delas. Mas a principal diz respeito ao elevado número de desperdícios de posse de bola.

Como o próprio treinador já tinha observado muito bem, se a equipe quiser brigar pelo topo da tão concorrida Conferência Oeste, será preciso parar de fazer passes classificados por ele próprio como “estúpidos” e valorizar muito mais a bola.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014 NBA | 09:00

Apostas e palpites para a nova temporada da NBA

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Depois de dissecar cada um dos 30 times da NBA nos guias das conferências Leste e Oeste, chegou a hora de entrar na onda que muita gente não pensa duas vezes antes de surfar: a dos pitacos. O que vai acontecer? Com quem ficarão as vagas nos playoffs e os prêmios individuais daqui a seis meses? É esse tipo de coisa que será dada por aqui com convicção só até a página dois. Afinal de contas, a temporada acabou de começar, e ainda não temos bola de cristal.

Anotem tudo para, se for o caso, cobrarem a falta de pontaria nos chutes. Vamos lá.

Apostas

Rajon Rondo vai terminar a temporada em Boston? (Foto: Getty Images)

Rajon Rondo vai terminar a temporada em Boston? (Foto: Getty Images)

* Rajon Rondo será negociado. Os torcedores do Boston Celtics mais fervorosos e apegados ao ídolo até poderão voltar por aqui para xingar caso isso não aconteça, mas o fato é que hoje há motivos para a apreensão. O time usou a sexta escolha do Draft para recrutar Marcus Smart, um dos armadores mais promissores desta nova safra de atletas. Alguém cheio de potencial e que é da mesma posição que Rondo. Não dá para descartar a possibilidade de uma troca envolvendo o experiente, né? De jeito nenhum.

* Ray Allen não vai se aposentar. Quer dizer: vai, mas não agora. O recordista em cestas de três pontos da história da NBA começa a temporada sem time, mas nada o impede de assinar com alguém no decorrer do campeonato. Além da pontaria calibrada, ele sabe como é a sensação de comemorar um título na liga. Pode ser uma arma extremamente poderosa vindo do banco para algum forte candidato ao título.

* Shabazz Napier terminará a temporada como armador titular do Miami Heat. Esse assunto já foi abordado por aqui umas semanas atrás, depois da partida do time no Rio de Janeiro contra o Cleveland Cavaliers. O técnico Erik Spoelstra admitiu que o garoto tem ganhado muitos pontos com ele desde o Draft. Ajuda também o fato de Norris Cole e Mario Chalmers estarem ainda se ajustando à nova maneira de jogar, agora que LeBron James foi embora.

Ray Allen vai voltar para ajudar alguém a ser campeão? (Foto: Getty Images)

Ray Allen vai voltar para ajudar alguém a ser campeão? (Foto: Getty Images)

* O Philadelphia 76ers não vai chegar a 20 vitórias. Chutando alto, ainda por cima. Michael Carter-Williams não começa a temporada em condições de jogo e a data de estreia de Joel Embiid é um mistério. Nerlens Noel estará lá, mas é muito pouco. Pode ser que esse time fique forte daqui a alguns anos. Mas isso ainda é algo muito distante por enquanto.

* O Chicago Bulls será o time de melhor defesa. Aposta que não é das mais arriscadas, levando em conta que quem está no comando é um treinador chamado Tom Thibodeau. O Indiana Pacers bem que poderia entrar nesta briga se tivesse mantido o elenco da temporada anterior, mas as baixas de Lance Stephenson e, principalmente, Paul George diminuem a força da equipe sob todos os aspectos possíveis. Incluindo o defensivo, é claro.

* O oitavo colocado do Oeste alcançará um número de vitórias que o colocaria em posição de ter mando de quadra na primeira rodada dos playoffs se estivesse no Leste. Na temporada passada, isso já aconteceu com o nono, que foi o Phoenix Suns. Mas os times do outro lado parecem ter melhorado um pouco e têm tudo para deixar essa desigualdade um pouco menor. Só um pouco.

* Steve Kerr vai continuar sem saber o que Eddie Vedder canta em “Yellow Ledbetter”. Em fevereiro, bem antes de assumir o comando do Golden State Warriors, ele usou o Twitter para se expressar sobre o quanto gostava deste clássico do Pearl Jam, mesmo sem conseguir entender uma única palavra do que diz a letra. Provavelmente, as coisas vão seguir assim. Em uma nova profissão, treinando uma equipe que busca dar um salto de qualidade na concorrida Conferência Oeste, Kerr terá ainda menos tempo para tentar desvendar o mistério. O que, convenhamos, não é problema algum.

steve kerr

Prêmios e campeões

MVP – Kevin Durant (Oklahoma City Thunder)
Vamos partir do seguinte princípio: Kevin Durant e LeBron James são os dois principais jogadores da atualidade. Se não for para apostar no prêmio para um dos dois, seria necessário então viajar um pouco no campo do imaginário para tentar chegar a uma outra conclusão alternativa, digamos assim. Pode ser Blake Griffin, se o Los Angeles Clippers liderar o Oeste? Chris Bosh, caso o Miami Heat se saia melhor que a encomenda? Pode ser qualquer coisa. Mas, no chute por aqui, vamos pegar um caminho menos arrojado e colocar apenas os dois maiores craques do mundo na disputa.

LeBron está em um novo time, formando um novo trio de estrelas, com um técnico que acabou de chegar também. Pode levar algum tempo para encontrar o ritmo individual ideal. É possível que Durant leve algum tipo de vantagem — mesmo tendo em mente o tempo afastado das quadras neste início de temporada.

Melhor técnico – Doc Rivers (Los Angeles Clippers)
Gregg Popovich é o melhor técnico da NBA já há algum tempo. No ano passado, acabou ganhando o prêmio por ter liderado o San Antonio Spurs à melhor campanha da fase de classificação. Por mais competente que ele seja, o ganhador deve ser um outro treinador desta vez. A partir de uma sensação de que o Los Angeles Clippers conseguirá dar mais um passo adiante neste processo de evolução histórica, podendo até mesmo liderar o Oeste, não é difícil imaginar Doc Rivers levando esse troféu.

Melhor calouro – Jabari Parker (Milwaukee Bucks)
Pode ser que daqui a cinco anos algum outro calouro desta safra seja melhor jogador. Mas nesta primeira temporada, ninguém parece mais pronto para contribuir do que o ala do Milwaukee Bucks. Além disso, o produto de Duke chega a um time no qual será dono da posição, com liberdade completa para jogar.

Jabari Parker: produto de Duke merece atenção especial (Foto: Getty Images)

Jabari Parker: produto de Duke merece atenção especial (Foto: Getty Images)

Jogador que mais evoluiu – Victor Oladipo (Orlando Magic)
Tudo bem que está machucado e vai demorar um pouco para voltar. Ainda assim, é ele o palpite. Jogando mais solto em relação à temporada de calouro, sem a responsabilidade de levar a bola, pode produzir ainda melhor. Se não ganhar o prêmio, pelo menos será alguém bem interessante de se manter o olho durante o campeonato.

Melhor jogador de defesa – DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers)
A última vez que o prêmio não teve como vencedor um jogador de garrafão foi em 2004, quando Ron Artest defendia o Indiana Pacers e ainda se chamava Ron Artest. A sensação de que essa tradição recente não será quebrada e a confiança na possibilidade de o Los Angeles Clippers ficar entre os dois primeiros do Oeste, muito devido a uma defesa bem eficiente, justificam a aposta em DeAndre Jordan.

Melhor reserva – Taj Gibson (Chicago Bulls)
Não goza da confiança de Tom Thibodeau nos instantes finais dos jogos à toa. Extremamente eficiente nos dois lados da quadra, talvez seja ele o reserva mais titular da NBA mesmo. Já era para ter levado o prêmio no ano passado.

Taj Gibson: chegou a hora de ser reconhecido como o melhor reserva da NBA? (Foto: Getty Images)

Taj Gibson: chegou a hora de ser reconhecido como o melhor reserva da NBA? (Foto: Getty Images)

Os oito do Leste nos playoffs
Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers, Miami Heat, Washington Wizards, Charlotte Hornets, Toronto Raptors, Atlanta Hawks e Brooklyn Nets. O novo time de LeBron e companhia limitada tinha que entrar, né? Sobrou para o enfraquecido Indiana Pacers.

Os oito do Oeste nos playoffs
Los Angeles Clippers, San Antonio Spurs, Oklahoma City Thunder, Dallas Mavericks, Memphis Grizzlies, Portland Trail Blazers, Golden State Warriors e Houston Rockets. Exatamente os mesmos do último ano, mas com mudanças na ordem.

Campeão do Leste – Cleveland Cavaliers
Lembrando sempre que essas apostas todas são completamente baseadas no nada, ok? Dito isso, há uma sensação forte por aqui de déjà vu. O Bulls terminando a temporada regular na liderança da conferência, mas sendo batido pelo novo time de LeBron na decisão do Leste. Seria um novo 2011?

Campeão do Oeste – San Antonio Spurs
Não vai liderar o Oeste, mas não importa. Nos playoffs, na hora do “vamos ver”, o Spurs vai apresentar o mesmo basquete que sobrou diante da concorrência na temporada passada e mostrar, mais uma vez, porque tem um dos times mais especiais que a NBA já viu em todos os tempos.

Campeão da NBA – San Antonio Spurs
A única coisa que Gregg Popovich e companhia bela ainda não conseguiram foi ganhar títulos em anos consecutivos. Alcançar esse feito inédito seria uma despedida e tanto para Duncan e Manu. E não dá para duvidar deles, não é mesmo?

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terça-feira, 28 de outubro de 2014 NBA | 09:00

Temporada 2014/15 da NBA – Guia da Conferência Oeste

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LEIA AQUI O GUIA DA CONFERÊNCIA LESTE

Foram 48 vitórias e 34 derrotas. A campanha do Phoenix Suns na última temporada teve números idênticos à do Toronto Raptors, que se classificou aos playoffs na terceira posição da Conferência Leste. Mas, no Oeste, isso não foi suficiente. A equipe do Arizona acabou ficando em nono lugar, com um triunfo a menos que o Dallas Mavericks. Diz muito sobre o nível de competitividade, não?

A tendência é que essa disputa acirrada se repita. Os mesmos oito times que avançaram no campeonato passado brigam por vaga nos playoffs desta vez, além do próprio Suns e do Denver Nuggets, que não só se reforçou bem como conta com o retorno de algumas peças importantes que estavam no departamento médico. Mas no que diz respeito a alcançar o topo, a lista de candidatos é bem menor. Campeão nos dois últimos anos, o San Antonio Spurs aparece como favorito. Oklahoma City Thunder e Los Angeles Clippers também podem chegar lá. O Mavericks corre por fora, após as movimentações que fez no elenco. Já o Los Angeles Lakers deve ficar bem longe disso tudo. À tão exigente torcida, recomenda-se não criar expectativa nenhuma.

Veja abaixo um raio-x de cada um dos 15 times da Conferência Oeste para a temporada 2014/15 da NBA.

DALLAS MAVERICKS

Dirk Nowtizki, líder do Dallas Mavericks (Foto: AP)

Dirk Nowitzki: líder do Dallas Mavericks sonha com novo título antes de se aposentar (Foto: AP)

Elenco: Al-Farouq Aminu (ala), Tyson Chandler (pivô), Jae Crowder (ala), Monta Ellis (armador), Raymond Felton (armador), Devin Harris (armador), Richard Jefferson (ala), Ricky Ledo (ala-armador), Gal Mekel (armador), Jameer Nelson (armador), Dirk Nowitzki (ala-pivô), Chandler Parsons (ala), Greg Smith (ala-pivô), Charlie Villanueva (ala-pivô) e Brendan Wright (ala-pivô)

Técnico: Rick Carlisle

Na última temporada: foi eliminado pelo San Antonio Spurs na primeira rodada por 4 a 3. Acabou sendo o time que mais perto esteve de evitar o título de Tim Duncan e companhia. Apesar dos 36 anos, Dirk Nowitzki continuou produzindo como uma estrela, tanto é que foi selecionado para o “All-Star Game”. Monta Ellis chegou sob alguma desconfiança, mas o talento para infiltrar e criar oportunidades acabou predominando em relação às más decisões de chute e da defesa deficiente, fazendo dele uma peça valiosa para a campanha de 49 vitórias — o que acabou rendendo apenas a oitava posição no Oeste. Mas Rick Carlisle mostrou o que é capaz de fazer quando tem um elenco versátil em mãos e desafiou o Spurs de uma maneira que ninguém imaginava.

Três pontos

* O Mavericks não pensou duas vezes em ir atrás de Chandler Parsons no mercado de agentes livres. O ala de 26 anos está prestes a entrar em sua quarta temporada e deve ajudar muito com os chutes de longe, algo que já mostrou saber fazer com bastante competência. Assim, ele complementa bem um ataque que já se mostrava poderoso. Se Monta Ellis é perigoso a partir do drible e Dirk Nowitzki monopoliza as atenções dos marcadores quando acionado, o time agora tem nas bolas de fora de Parsons uma terceira opção de definição extremamente amaçadora. Será um dos sistemas ofensivos mais problemáticos da liga às defesas rivais.

* Outra peça que chega para cobrir uma carência do Mavericks atende pelo nome de Tyson Chandler. A armação pode ter sofrido um retrocesso com a saída de José Calderón para o New York Knicks, mas a negociação possibilitou o retorno do pivô, um dos protetores do aro mais eficientes da liga. É alguém que realmente pode ajudar a defesa da equipe, que permitiu 105,9 pontos a cada 100 posses de bola dos oponentes — nona pior marca da liga.

* Sem José Calderón, é seguro dizer que a armação representa um ponto de interrogação em Dallas. As duas opções adquiridas para o setor não inspiram tanta confiança assim. Aos 32 anos, Jameer Nelson não tem mais arremessado com a mesma precisão dos seus melhores dias no Orlando Magic e sempre passou longe de ser uma referência na defesa. Raymond Felton, por sua vez, já provou não ser confiável. Tem chutado e defendido ainda pior nos últimos tempos e deve ter sido o pior armador titular da temporada passada. Devin Harris, que já estava em Dallas, pode até entrar na briga por espaço com os dois recém-chegados, desde que consiga se manter longe das lesões.

Onde pode chegar: vaga nos playoffs não deve ser problema, o que já significa muito nesta concorrida conferência. Como a concentração de talento em relação à temporada anterior é bem maior, o Mavericks tem tudo para se classificar em uma posição melhor. Talvez até com mando de quadra. Ganhar o Oeste parece ser uma missão bem mais complicada, mas que não pode ser considerada totalmente fora de alcance após o que foi visto na série contra o San Antonio Spurs.

DENVER NUGGETS

Danilo Gallinari volta ao Nuggets depois de um ano longe das quadras (Foto: AP)

Danilo Gallinari volta ao Nuggets depois de um ano longe das quadras (Foto: AP)

Elenco: Arron Afflalo (ala-armador), Darrell Arthur (ala-pivô), Wilson Chandler (ala), Kenneth Faried (ala-pivô), Randy Foye (ala-armador), Danilo Gallinari (ala), Alonzo Gee (ala), Erick Green (armador), Gary Harris (ala-armador), J.J. Hickson (pivô), Ty Lawson (armador), JaVale McGee (pivô), Pops Mensah-Bonsu (ala-pivô), Timofey Mozgov (pivô), Jusuf Nurkic (pivô) e Nate Robinson (armador)

Técnico: Brian Shaw

Na última temporada: ficou fora dos playoffs. Com apenas 36 vitórias em 82 jogos, passou bem longe de beliscar um lugar entre os oito melhores do Oeste.  No início do campeonato, até chegou a passar a impressão de que brigaria pela vaga, principalmente quando emplacou 10 jogos vencidos em 12 disputados. Mas as lesões atrapalharam demais as opções de Brian Shawn no elenco, que já não contava com Danilo Gallinari e viu-se de repente sem Nate Robinson e JaVale McGee — só para ficar entre as principais peças do grupo. Apenas Timofey Mosgov, Randy Foye e Kenneth Faried tiveram condição de participar de 80 partidas da temporada.

Três pontos

* Na última temporada, Kenneth Faried teve médias de 13,7 pontos e 8,6 rebotes por jogo. Mas se forem considerados apenas os duelos após o “All-Star Game”, esses números sobem para 18,8 pontos e 10,1 rebotes. Depois, não só se consolidou no elenco norte-americano que disputou a Copa do Mundo como acabou sendo um dos jogadores mais importantes da campanha vitoriosa na Espanha. Com esse desempenho e um novo contrato assinado, no valor de US$ 50 milhões por quatro anos de duração, a expectativa é que o ala-pivô continue evoluindo e assuma um papel de liderança no Nuggets. Ofensivamente, seu repertório ainda se resume a bolas próximas à cesta. Mas no outro lado da quadra, defende muito acima da média.

* Depois de ter ficado sem jogar durante toda a última temporada por causa de uma cirurgia no joelho esquerdo, Danilo Gallinari está de novo à disposição. Caso o ala consiga resgatar um pouco da velha forma, o Nuggets ganha alguém muito inteligente e dono de um ótimo arremesso. Uma arma ofensiva muito importante para brigar no Oeste. O mesmo vale para um outro atleta que ficou muito tempo afastado devido a uma cirurgia no joelho esquerdo: Nate Robinson. De volta, o armador deve exercer o papel de sexto homem na equipe e proporcionar a faísca ao ataque a partir do banco de reservas.

* As novidades animadoras não se resumem apenas aos que voltam de lesão. Após duas temporadas no Orlando Magic, Arron Afflalo está de volta a Denver. Aos 28 anos, vive o melhor momento desde que entrou na NBA. Em tese, trata-se de um reforço importante para o Nuggets nos dois lados da quadra. No ataque, acertou 42,7% dos arremessos de três que tentou no último campeonato e anotou 18,2 pontos por confronto. Mas a especialidade mesmo do ala-armador é a marcação, algo que o time não fez bem no ano passado. A média de 105,4 pontos sofridos a cada 100 posses de bola foi a décima pior da liga.

Onde pode chegar: uma vaga nos playoffs é uma meta alcançável, desde que os principais jogadores do elenco consigam se manter saudáveis. Mas ainda não dá para pensar em disputar uma série contra as grandes forças da conferência em condições de igualdade.

GOLDEN STATE WARRIORS

Stephen Curry e Klay Thompson (Foto: Getty Images)

Stephen Curry e Klay Thompson: melhor dupla de armação da NBA? (Foto: Getty Images)

Elenco: Harrison Barnes (ala), Andrew Bogut (pivô), Stephen Curry (armador), Festus Ezeli (pivô), Draymond Green (ala), Justin Holiday (ala-armador), Andre Iguodala (ala), Ognjen Kuzmic (pivô), Leandrinho (ala-armador), David Lee (ala-pivô), Shaun Livingston (armador), Nemanja Nedovic (armador), Brandon Rush (ala-armador), Marreese Speights (ala-pivô) e Klay Thompson (ala-armador)

Técnico: Steve Kerr

Na última temporada: foi eliminado pelo Los Angeles Clippers na primeira rodada dos playoffs por 4 a 3. No primeiro momento, isso pode parecer um retrocesso, já que o Warriors tinha conseguido avançar às semifinais de conferência no ano anterior. Mas não foi bem assim. Para início de conversa, o time teve 51 vitórias na fase de classificação — número mais alto desde as 55 obtidas em 1992. É que o Oeste mostrou um cenário muito competitivo, com vários times muito fortes brigando entre si. O que também prejudicou foi disputar a série contra Chris Paul, Blake Griffin e companhia sem Andrew Bogut. Dono de um extenso histórico de lesões, o pivô manteve-se saudável durante praticamente toda a temporada, mas acabou sofrendo uma fratura na costela às vésperas dos playoffs. Mesmo sem ele, o Warriors conseguiu levar o Clippers a sete jogos.

Três pontos

* Não é exagero dizer que os “splash brothers” formam a melhor dupla de armação da NBA nos dias de hoje. Stephen Curry é um arremessador de elite, capaz de colocar a bola na cesta praticamente de qualquer lugar que resolve chutar a partir do drible, e que tem facilidade para acionar os companheiros. Klay Thompson também arremessa com precisão de longe, mas contribui bastante em outros aspectos — como, por exemplo, com sua ótima defesa. Não à toa, o Warriors bateu o pé e preferiu não envolvê-lo em uma negociação por Kevin Love após a última temporada.

* Além da dupla de armadores, Andre Iguodala, David Lee e Andrew Bogut formam um quinteto inicial que apareceu entre os mais eficientes da liga no último ano. Mas o problema é que o banco de reservas não conseguiu passar nem perto de manter o alto nível dos titulares. Principalmente no perímetro, sobrecarregando em minutos Curry e Thompson. Na tentativa de melhorar especificamente o elenco de apoio dos armadores, o Warriors foi buscar duas novidades. Uma delas foi Shaun Livingston, que vem de ótima passagem pelo Brooklyn Nets e pode desempenhar as duas posições da armação. Outra foi o brasileiro Leandrinho, que ainda pode combinar a velocidade e a agressividade em direção à cesta para incomodar defesas adversárias.

* Mark Jackson foi demitido depois de cair na primeira fase dos playoffs, mas também fez com que o Warriors tivesse seu maior número de vitórias em 20 anos. Um dos pontos positivos no trabalho dele à frente da equipe foi o de construir uma defesa forte, que teve o terceiro melhor índice de eficiência ao tomar apenas 99,9 pontos a cada 100 posses de bola — atrás apenas de Indiana Pacers e Chicago Bulls. Isso apesar de Stephen Curry, que não se destaca na marcação, e de David Lee, que é ainda mais limitado neste ponto. O comandante agora é Steve Kerr, cinco vezes campeão da NBA como jogador e que vinha trabalhando como comentarista. É alguém que conhece bastante o basquete, disso não se duvida. Por outro lado, ele não tem experiência alguma nesta nova função. Essa adaptação terá um peso importante no sucesso da equipe nesta temporada.

Onde pode chegar: qualquer coisa que não seja disputar mais uma vez os playoffs seria um fracasso. Talvez a classificação seja alcançada até com o mando de quadra na primeira rodada. Dependendo de como Steve Kerr e as novas peças se encaixarem, a final do Oeste é um sonho capaz de virar realidade. Mas isso ainda é algo bem pouco provável neste momento.

HOUSTON ROCKETS

Dwight Howard: máquina de duplo-duplo (Foto: Getty Images)

Dwight Howard: máquina de duplo-duplo (Foto: Getty Images)

Elenco: Trevor Ariza (ala), Patrick Beverley (armador), Tarik Black (ala), Isaiah Canaan (armador), Clint Capela (pivô), Troy Daniels (ala-armador), Joey Dorsey (ala-pivô), Francisco Garcia (ala-armador), James Harden (ala-armador), Dwight Howard (pivô), Geron Johnson (armador), Nick Johnson (ala-armador), Terrence Jones (ala-pivô), Donatas Motiejunas (ala-pivô), Kostas Papanikolaou (ala) e Jason Terry (ala-armador)

Técnico: Kevin McHale

Na última temporada: foi eliminado pelo Portland Trail Blazers na primeira rodada dos playoffs por 4 a 2. Desempenho decepcionante para quem iniciou o campeonato cercado de expectativas pela chegada de Dwight Howard. Com um pivô dominante dentro do garrafão e uma série de arremessadores competentes de longa distância, o ataque mostrou-se poderoso. A campanha de 54 vitórias em 82 jogos na fase de classificação foi a quinta melhor da história do Rockets, o suficiente para garantir o quarto lugar do Oeste. Mas o mando de quadra acabou não se mostrando uma vantagem muito grande para a equipe, que teve alguns de seus defeitos defensivos escancarados pelo Blazers.

Três pontos

* Após a queda na primeira rodada dos playoffs, o Rockets mirou a contratação de uma terceira estrela no mercado de agentes livres para colocar ao lado de James Harden e Dwight Howard. Para isso, teve de abrir espaço na folha salarial, envolvendo o pivô Omer Asik e o armador Jeremy Lin em trocas por escolhas futuras de Draft. Sonhou primeiro com Carmelo Anthony, depois com Chris Bosh. No fim das contas, acabou sem ambos e ainda perdeu Chandler Parsons para o Dallas Mavericks. Mas nem tudo foi desastre, já que o experiente Trevor Ariza foi contratado. Isso representa uma melhoria na posição de ala titular da equipe, uma vez que ele contribui nos chutes de longe tão bem quanto Parsons, mas defende muito melhor.

* Tudo bem, Trevor Ariza pode render mais do que Chandler Parsons. Mas, de uma maneira geral, não dá para dizer que o elenco melhorou. Omer Asik é bem limitado tecnicamente com a bola nas mãos e só sabe defender o garrafão, mas faz isso bem demais, combinando força física com ótima noção de posicionamento como poucos na liga. Jeremy Lin provou que aquela série de jogos fenomenais em Nova York dois anos atrás foi algo surreal, completamente fora das condições normais de temperatura e pressão, mas tem lá suas qualidades ofensivas. Ambos saíram de graça, praticamente. Eram peças de valor na rotação e que não foram repostas à altura, o que faz do Rockets um time com grupo menos profundo nesta temporada.

* James Harden é, provavelmente, o melhor ala-armador da NBA nos dias de hoje. Dwight Howard, o melhor pivô. Entretanto, há algumas posições no Rockets que ainda não inspiram tanta confiança assim. Uma delas é a armação. O dono dela é Patrick Beverley. Trata-se de um excelente marcador, eleito para o segundo time de defesa da liga na última temporada, mas que deixa muito a desejar ofensivamente. Incerteza ainda maior ronda a vaga de ala-pivô. Terrence Jones deu um salto muito grande de produção em sua segunda temporada, mas expôs suas limitações nos playoffs, tanto é que perdeu a titularidade ao longo da série contra o Blazers para Omer Asik — que não está mais em Houston. Há ainda Donatas Motiejunas. O lituano de 2,13m tem como principal item no seu cartão de visitas o chute de fora. Combinação que pode fazê-lo ser um pesadelo na vida dos seus defensores. Desde que ele finalmente consiga aproveitar as chances recebidas de Kevin McHale.

Onde pode chegar: com duas estrelas de altíssimo nível, tem condições voltar a conquistar o mando de quadra na primeira rodada dos playoffs. Mas ainda não dá para imaginar o Rockets alcançando o terceiro título de sua história simplesmente porque há concorrentes com o talento melhor distribuído no elenco.

LOS ANGELES CLIPPERS

Blake Griffin (Foto: Getty Images)

Blake Griffin: forte perto da cesta, ala-pivô tem melhorado também mais longe dela (Foto: Getty Images)

Elenco: Matt Barnes (ala), Reggie Bullock (ala-armador), Jamal Crawford (ala-armador), Jared Cunningham (ala-armador), Glen Davis (ala-pivô), Chris Douglas-Roberts (ala-armador), Jordan Farmar (armador), Blake Griffin (ala-pivô), Spencer Hawes (ala-pivô), DeAndre Jordan (pivô), Chris Paul (armador), J.J. Redick (ala-armador), Hedo Turkoglu (ala), Ekpe Udoh (ala-pivô) e C.J, Wilcox (ala-armador)

Técnico: Doc Rivers

Na última temporada: foi eliminado na semifinal de conferência pelo Oklahoma City Thunder por 4 a 2. Algo que pode ser encarado como um novo avanço para uma equipe que busca deixar para trás a tradição perdedora e alcançar o topo do Oeste. A chegada do técnico Doc Rivers fez muito bem ao Clippers, que seguiu mostrando muita força ofensiva, mas que também desenvolveu uma defesa eficiente. A campanha de 57 vitórias em 82 jogos na fase de classificação foi a melhor da história da franquia, que avançou aos playoffs em terceiro lugar do Oeste. Na primeira rodada, não teve vida fácil, mas conseguiu passar em sete jogos pelo Golden State Warriors. Mas a queda diante do Thunder em seguida mostrou que ainda falta subir um degrau na escala de competitividade da conferência.

Três pontos

* Quem bate o olho na lista de jogadores do elenco e vê os nomes de J.J. Redick e Jamal Crawford pode ter a sensação de que um dos pontos mais fortes do Clippers é a bola de três. Mas as coisas não são bem assim. Na última temporada, o time teve aproveitamento de 35,2% nestes arremessos, nona pior marca da liga. Uma evolução nesse aspecto ajudaria demais o sistema ofensivo, evitando que Chris Paul e Blake Griffin fiquem sobrecarregados. Quem também pode contribuir bastante é Jordan Farmar, que converteu cerca de 44% dos chutes de longe nos dois campeonatos passados.

* Até uns anos atrás, era justo dizer que o repertório ofensivo de Blake Griffin se resumia a enterradas. Hoje, não mais. O ala-pivô ainda usa a explosão física fora do comum para cravar com energia impressionante, transformando em pôsteres quem ousar aparecer pelo caminho, mas também vem demonstrando evolução fora do garrafão, convertendo arremessos que antes não se via. Parceiro dele na área pintada, DeAndre Jordan se consolidou no último ano como um defensor de elite próximo à cesta, mas é extremamente limitado ofensivamente, em um nível comprometedor. Pensando nisso, o Clippers foi buscar no mercado de agentes livres Spencer Hawes, um pivô bem melhor qualificado no ataque e que pode até atuar ao lado de Jordan, como um ala-pivô, graças à capacidade de abrir para o chute fora da área pintada. Aquisição bastante valiosa.

* Apesar de o assunto fugir às quatro linhas, será interessante observar o efeito que terá o novo dono do Clippers. O caso de racismo protagonizado por Donald Sterling em abril, durante os playoffs, gerou a revolta de toda a liga, inclusive dos próprios jogadores e da comissão técnica da equipe. Não foi uma situação fácil para eles lidarem, definitivamente. Doc Rivers, por exemplo, chegou a afirmar que não permaneceria no cargo se Sterling continuasse ao redor. Mas as atitudes drásticas foram evitadas porque Steve Ballmer, ex-diretor executivo da Microsoft, apareceu para comprar a franquia por US$ 2 bilhões. Sem o proprietário racista por perto, é de se imaginar um clima bem melhor de trabalho.

Onde pode chegar: ao título do Oeste e, consequentemente, àquela que seria a primeira decisão da história da franquia. Ainda não é o favorito para isso, já que teria de passar por San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder para chegar lá. Mas não é um cenário improvável para uma equipe que vem apresentando evolução ano após ano.

LOS ANGELES LAKERS

Kobe Bryant retorna às quadras. O que ele ainda pode fazer? (Foto: Getty Images)

Kobe Bryant retorna às quadras. O que ele ainda pode fazer? (Foto: Getty Images)

Elenco: Carlos Boozer (ala-pivô), Jabari Brown (ala-armador), Kobe Bryant (ala-armador), Jordan Clarkson (armador), Ed Davis (ala-pivô), Wayne Ellington (ala-armador), Xavier Henry (ala), Jordan Hill (ala-pivô), Wesley Johnson (ala), Ryan Kelly (ala-pivô), Jeremy Lin (armador), Steve Nash (armador), Ronnie Price (armador), Julius Randle (ala-pivô), Robert Sacre (pivô), Roscoe Smith (ala-armador) e Nick Young (ala)

Técnico: Byron Scott

Na última temporada: ficou fora dos playoffs, algo que não acontecia desde 2005. Não passou nem perto de conseguir uma vaga entre os oito do Oeste, por sinal. O Lakers logo deu sinais no campeonato de que faria campanha vexatória, e não deu outra. As 25 vitórias em 82 partidas representaram o pior desempenho da franquia desde 1960, quando o time somou 25 triunfos e ainda tinha Minneapolis como sede. Dois fatores foram determinantes para esse fracasso histórico: as lesões, que reduziram bastante as opções em um elenco que já não era tão brilhante assim, e a defesa, extremamente ineficiente.

Três pontos

* Mike D’Antoni nunca foi um técnico conhecido pelo poder de marcação dos seus times, mas na última temporada ele caprichou. O Lakers levou 109,2 pontos por jogo, marca inferior apenas à de 109,9 do Philadelphia 76ers. Além disso, sofreu 107,9 pontos a cada 100 posses de bola, terceiro pior índice da liga. A tendência é que esse cenário melhore com Byron Scott no comando, mas nem tanto. Até há uma peça ou outra no elenco que trabalha de maneira decente na defesa, mas são exceções que fogem à regra.

*As lesões limitaram Kobe Bryant a apenas seis jogos na última temporada. Aos 36 anos, ele tem a condição física vista sob desconfiança por muita gente neste novo retorno às quadras e certamente tentará usar isso como combustível. Mesmo no melhor cenário possível, é seguro dizer que o craque não será o mesmo jogador que foi em seus melhores dias na NBA — simplesmente porque a ação do tempo não perdoa ninguém. Mas qualquer lapso de genialidade já colaboraria demais. Considerando a natureza competitiva de Kobe e imaginando o tamanho do apetite para silenciar as dúvidas, é de se esperar que ele consiga continuar atuando como uma estrela. Resta saber se o corpo vai aguentar.

* Mesmo se Kobe Bryant não voltar a atuar em alto nível e tudo mais der errado para o Lakers, ainda haverá pelo menos uma boa razão para continuar acompanhando a temporada do time. Essa razão atende pelo nome de Julius Randle. Durante a campanha com Kentucky no torneio universitário, o ala-pivô foi comparado a Zach Randolph, David Lee e qualquer outra máquina de duplo-duplo da liga capaz de atacar com uma série de recursos. Buscar semelhanças é o de menos. O que importa mesmo é que o jovem de 19 anos mostrou ter condição de contribuir imediatamente entre os profissionais e muita personalidade. Basta lembrar da promessa que ele fez, assim que foi selecionado na sétima escolha do Draft, de provocar o arrependimento em todas as equipes que preferiram deixá-lo de lado.

Onde pode chegar: a lugar algum. O time é muito superior ao da última temporada — o que não é tão difícil assim, convenhamos. Vai somar mais vitórias e defender um pouco melhor. Mas não será uma evolução boa o suficiente para garantir um lugar nos playoffs em uma conferência tão acirrada.

MEMPHIS GRIZZLIES

Marc Gasol: em ótima forma, está entre os melhores pivôs da liga (Foto: Getty Images)

Marc Gasol: em ótima forma, está entre os melhores pivôs da liga (Foto: Getty Images)

Elenco: Jordan Adams (ala-armador), Tony Allen (ala-armador), Nick Calathes (ala-armador), Vince Carter (ala), Mike Conley (armador), Marc Gasol (pivô), Kosta Koufos (pivô), Courtney Lee (ala-armador), Jon Leuer (ala-pivô), Quincy Pondexter (ala-armador), Tayshaun Prince (ala), Zach Randolph (ala-pivô), Jarnell Strokes (ala-pivô) e Beno Udrih (armador)

Técnico: David Joerger

Na última temporada: foi eliminado pelo Oklahoma City Thunder na primeira rodada dos playoffs por 4 a 3, tendo chegado a abrir 3 a 2 na série. Ao longo da fase de classificação, conquistou 50 vitórias em 82 jogos e ficou em sétimo lugar no Oeste. Campanha que poderia ter sido ainda melhor se Marc Gasol não ficasse cerca de dois meses fora de combate por causa de uma lesão no joelho. Nas 23 partidas que disputou sem o espanhol, o Grizzlies venceu somente dez vezes. Com ele, o desempenho foi amplamente superior: 40 triunfos e 19 derrotas. Além do retorno do pivô, o que também ajudou na arrancada final rumo à vaga nos playoffs foi a chegada de Courtney Lee, que proporcionou um pouco mais de poder de fogo ao ataque.

Três pontos

* Não é de hoje que Marc Gasol forma com Zach Randolph uma ótima dupla de garrafão, mas dá para dizer que hoje ele é mais importante para o Grizzlies do que o companheiro. Dando tocos ou simplesmente forçando os adversários a mudarem o arremesso, o espanhol se destaca na proteção do aro. Tanto é que foi eleito o melhor defensor da NBA em 2013. No ataque, ele contribui com ganchos perto da cesta, chutes precisos de média distância e uma combinação de ótimo passe e visão de jogo privilegiada que é capaz de fazer estragos na cabeça do garrafão. Itens que fazem dele alguém indispensável para as chances de sucesso do time.

* Apesar de Marc Gasol se mostrar um jogador cada vez melhor, o principal ponto forte da equipe é, de longe, o trabalho coletivo de marcação. A marca de 102,1 pontos sofridos a cada 100 posses de bola foi a sétima melhor da liga na última temporada. Além disso, o Grizzlies foi quem menos permitiu rebotes aos seus oponentes — 39,2 por partida. Isso ajuda a mostrar a eficiência da marcação perto da cesta, mas não é só lá que as coisas funcionam bem. No perímetro, Mike Conley e, principalmente, Tony Allen são capazes de transformar em um inferno a vida de quem se dispõe a atacá-los. Kevin Durant viu isso muito de perto nos playoffs.

* O aproveitamento de 45,9% nas bolas de três fará com que Mike Miller seja uma ausência sentida para o Grizzlies, ainda mais em um ataque que está longe de ser um dos mais produtivos da liga. Por outro lado, o time trouxe Vince Carter, que acertou cerca de 40% dos arremessos de longe nos últimos dois anos da carreira — rendimento que não é tão bom quanto o de Miller, obviamente, mas que não deixa de ser amplamente satisfatório. Só que o repertório de Carter no ataque não se resume apenas a isso. Ele ainda é capaz de somar pontos de outras maneiras e deve assumir com tranquilidade o papel de líder ofensivo dos reservas, algo que já vinha fazendo muito bem em Dallas. Se os calouros Jordan Adams e Jarnell Stokes conseguirem contribuir alguma coisa já de imediato, melhor ainda.

Onde pode chegar: dá para sonhar com a final do Oeste, por que não? Apesar de ter ido aos playoffs em sétimo lugar no último ano, o Grizzlies caiu diante do Oklahoma City Thunder só após sete jogos, tendo perdido algumas partidas que poderia muito bem ter vencido. Em outras palavras: ficou bem perto de eliminar na primeira rodada um oponente que acabou disputando o título da conferência e que forçou Gregg Popovich a fazer alguns ajustes precisos no San Antonio Spurs para levar a série.

MINNESOTA TIMBERWOLVES

Andrew Wiggins: primeira escolha do Draft começa a carreira em Minnesota (Foto: Getty Images)

Andrew Wiggins: primeira escolha do Draft começa a carreira em Minnesota (Foto: Getty Images)

Elenco: Anthony Bennett (ala), Corey Brewer (ala), Chase Budinger (ala), Gorgui Dieng (pivô), Brady Heslip (ala-armador), Robbie Hummel (ala), Zach LaVine (ala-armador), Kevin Martin (ala-armador), Shabazz Muhammad (ala), Nikola Pekovic (pivô), Glenn Robinson III (ala-armador), Ricky Rubio (armador), Ronny Turiaf (ala-pivô), Andrew Wiggins (ala), Mo Williams (armador) e Thaddeus Young (ala)

Técnico: Flip Saunders

Na última temporada: ficou fora dos playoffs, algo que tem acontecido sempre desde 2004. Desta vez, não deu nem para reclamar de lesão de Kevin Love e Ricky Rubio, já que ambos permaneceram saudáveis. O problema mesmo do Timberwolves foi a baixa produção dos jogadores do banco de reservas, que renderam muito pouco se comparados a outras segundas unidades. Além disso, o time sofreu em partidas muito disputadas. Dos 14 jogos ao longo da campanha que foram decididos por até cinco pontos de diferença, a equipe ganhou apenas dois. No fim das contas, foram 40 vitórias conquistadas em 82 compromissos, número que representa um salto em relação aos anos anteriores e que seria bom o suficiente para resultar na classificação aos playoffs na Conferência Leste. Mas não no Oeste.

Três pontos

* Desfazer-se de um craque como Kevin Love não é fácil para ninguém. Mas já que era melhor despachar o ala-pivô agora para não perdê-lo no próximo ano de graça como agente livre, o Timberwolves decidiu agir e acabou recebendo um ótimo pacote. Depois de um ano de estreia complicado em Cleveland, Anthony Bennett terá um pouco mais de espaço para se recuperar. Thaddeus Young é um ala-pivô mais experiente amplamente capaz de contribuir de maneira consistente com pontos e rebotes. Mas o principal atrativo é a primeira escolha de um Draft tão promissor como o deste ano. Andrew Wiggins é excelente defensor, dono de uma capacidade atlética impressionante e de um potencial imenso. Tão grande que será uma surpresa se ele não se consolidar como uma estrela da liga ao longo da carreira.

* Além de Wiggins, o Timberwolves conta com um outro calouro extremamente atlético e capaz de ajudar bastante neste processo de reconstrução da equipe. Trata-se de Zach LaVine, produto de UCLA que pode jogar nas duas posições da armação e que apresentou, além de toda a velocidade em quadra, bom arremesso. Levando ainda em conta Gorgui Dieng e Shabazz Muhammad, que entram no segundo ano de carreira, o time tem uma boa quantidade de jovens que elevarão demais o nível de contribuição do banco de reservas se conseguirem mostrar serviço.

* De uns tempos para cá, Gorgui Dieng tem impressionado em quadra. Na Copa do Mundo, foi o líder de uma campanha surpreendente de Senegal, que contrariou as expectativas e passou da primeira fase. Antes disso, na reta final da última temporada, ele já havia aproveitado os minutos que ganhou com o desfalque de Nikola Pekovic para registrar atuações de impacto, com duplos-duplos em série. Como os dois têm características que praticamente impossibilitam que joguem juntos, será interessante observar como Flip Saunders dosará o tempo de quadra deles. Reduzir o espaço do veterano para continuar apostando na evolução do jovem ou seguir sem mexer na estrutura? Qual caminho vale a pena seguir?

Onde pode chegar: é um time novo, com jovens atléticos que podem explodir e fazer barulho na liga daqui a uns anos, mas não agora. Não será desta vez que o Timberwolves retornará aos playoffs.

NEW ORLEANS PELICANS

Anthony Davis: ala-pivô já é uma realidade na NBA (Foto: Getty Images)

Anthony Davis: ala-pivô já é uma realidade na NBA (Foto: Getty Images)

Elenco: Alexis Ajinca (pivô), Ryan Anderson (ala-pivô), Omer Asik (pivô), Luke Babbitt (ala), Anthony Davis (ala-pivô), Tyreke Evans (ala-armador), Jimmer Fredette (armador), Eric Gordon (ala-armador), Jrue Holiday (armador), Darius Miller (ala), Austin Rivers (ala-armador), John Salmons (ala), Russ Smith (armador),  Jeff Whitey (pivô) e Patric Young (ala-pivô)

Técnico: Monty Williams

Na última temporada: ficou fora dos playoffs. As aquisições de Tyreke Evans e Jrue Holiday e a evolução natural de Anthony Davis sugeriam que o time superasse as 27 vitórias do ano anterior. De fato, houve uma evolução. Mas além de a defesa ter sido uma das mais fracas da liga, as lesões de Ryan Anderson e do próprio Holiday atrapalharam bastante os planos. Tudo o que o Pelicans conseguiu foi alcançar 34 triunfos, o que o deixou bem longe de uma briga entre os oito melhores do Oeste.

Três pontos

* Depois de uma temporada de estreia relativamente discreta, Anthony Davis estourou na última. Continuou a mostrar por que tinha sua defesa bastante elogiada nos tempos de universitário ao liderar a liga em tocos (com a média de 2,8 por jogo) e aumentou consideravelmente a produção ofensiva. Não à toa, foi chamado para participar do “All-Star Game”. Na Copa do Mundo, assumiu papel de liderança dentro de quadra durante a caminhada norte-americana que culminou no título. A julgar por tudo o que se viu nos últimos meses, a tendência é que Davis continue evoluindo, ao ponto de se consolidar como uma das principais estrelas da NBA e brigar no futuro pelo prêmio de MVP da liga.

* Esse papo de jovem prestes a estourar e virar uma grande estrela da NBA não leva boas recordações a um outro atleta do elenco. O nome dele é Tyreke Evans. Em 2010, ganhou o prêmio de melhor novato da liga de maneira incontestável. Na temporada de estreia, jogou tão bem como armador do Sacramento Kings que acabou se tornando o quarto apenas o quarto atleta da história da liga a emplacar médias de pelo menos 20 pontos, 5 rebotes e 5 assistências por partida. Os outros três foram simplesmente Oscar Robertson, Michael Jordan e LeBron James. O problema é que ele nunca mais passou nem perto de manter o alto nível, o que se explica em boa parte devido à dificuldade de encontrar a real posição na liga. Parece agora ter se estabelecido como ala e busca no Pelicans recolocar a carreira nos trilhos. Provavelmente, nunca mais repetirá o basquete que um dia já apresentou, mas ainda pode ser útil se passar um pouco perto disso. Outra decepção no grupo e Eric Gordon. Talentoso e ótimo chutador, é verdade. Mas a resistência às lesões é um ponto fraco. Bem como a defesa.

* Defesa deficiente não é exclusividade de Eric Gordon, não. O índice do Pelicans de 107,3 pontos sofridos a cada 100 posses de bola foi o quinto pior da liga. Isso apesar dos tocos de Anthony Davis. Além dele, o garrafão ganha uma outra muralha dentro do garrafão com a chegada do turco Omer Asik. É uma dupla que complicará demais a tarefa dos adversários de somar pontos na área pintada. Mas os jogadores de perímetro também vão precisar aparecer para ajudar.

Onde pode chegar: dá até para sonhar com uma vaga nos playoffs se as lesões não voltarem a atrapalhar, já que a tendência é aumentar consideravelmente o número de vitórias. Mas não é muito provável que isso aconteça, não.

OKLAHOMA CITY THUNDER

Russell Westbrook e Kevin Durant podem levar o Thunder ao título? (Foto: Getty Images)

Russell Westbrook e Kevin Durant podem levar o Thunder ao título? (Foto: Getty Images)

Elenco: Steven Adams (pivô), Nick Collison (ala-pivô), Kevin Durant (ala), Serge Ibaka (ala-pivô), Reggie Jackson (armador), Grant Jerrett (ala-pivô), Perry Jones (ala), Jeremy Lamb (ala-armador), Mitch McGary (ala-pivô), Anthony Morrow (ala-armador), Kendrick Perkins (pivô), Andre Roberson (ala), Sebastian Telfair (armador), Lance Thomas (ala) e Russell Westbrook (armador)

Técnico: Scott Brooks

Na última temporada: foi eliminado pelo San Antonio Spurs na final da conferência por 4 a 2. Durante a fase de classificação, teve Russell Westbrook ser limitado a apenas 46 jogos devido às cirurgias no joelho direito. Por outro lado, Kevin Durant emplacou atuações iluminadas, levando o Thunder à segunda melhor campanha do Oeste, com 59 vitórias — além, é claro, de render a ele o prêmio de MVP. Completo, o time encontrou muitas dificuldades contra o Memphis Grizzlies na primeira rodada, mas avançou em sete partidas. Depois, encarou o Los Angeles Clippers e ganhou por 4 a 2. Contra o Spurs, perdeu os dois primeiros duelos sem poder contar com Serge Ibaka. Com a volta do ala-pivô, venceu duas vezes seguidas e empatou a série. Gregg Popovich e companhia se viram em maus lençóis, mas encontraram uma maneira de reverter o momento, levaram a melhor nos dois embates seguintes e seguiram em direção ao título.

Três pontos

* Chegou a hora de Kendrick Perkins perder a vaga no quinteto inicial? Se ainda não, isso parece estar próximo de acontecer. Tudo porque Steven Adams mostrou uma evolução surpreendente durante a temporada de novato, subindo bastante de produção durante os playoffs. Defende com extrema competência, sem medo algum de colocar o corpo na disputa com ninguém perto da cesta. No ataque, não é brilhante, mas é muito mais ativo do que o veterano, cuja imensa falta de intimidade com a bola nas mãos facilita demais a vida da marcação do outro lado.

* Há uma grande indefinição na posição de ala-armador. Thabo Sefolosha costumava ser o dono dela devido ao alto nível defensivo, mas perdeu espaço na série contra o San Antonio Spurs por deixar a desejar ofensivamente e acabou se mandando para o Atlanta Hawks. A vaga naquela oportunidade ficou com Reggie Jackson, que explodiu na fase de classificação durante a ausência de Russell Westbrook muito graças à habilidade de produzir pontos. Ele já deixou claro que não quer ser reserva, mas restaria saber como se viraria por ali a longo prazo. A marcação diante de atletas mais altos e o ajuste das ações ofensivas ao lado de Westbrook seriam alguns dos desafios. Jeremy Lamb, que ainda não mostrou a que veio desde que foi envolvido na troca com James Harden, o especialista em defesa Andre Roberson e o recém-chegado Anthony Morrow são outras opções para o setor.

* Se Reggie Jackson virar mesmo titular, o Thunder verá um dos seus pontos mais fracos perder ainda mais força: a produção do banco de reservas. Ao longo da última temporada, não foi difícil perceber o quanto Scott Brooks encontrou problemas quando teve de colocar a segunda unidade em quadra. Anthony Morrow pode ajudar nesse sentido, mas o treinador vai precisar que mais gente apareça para aliviar o peso em cima dos titulares. Basicamente, de quem já estava na equipe, uma vez que o grupo é praticamente o mesmo em relação ao ano anterior.

Onde pode chegar: com uma dupla tão talentosa quanto Kevin Durant e Russell Westbrook e um protetor do aro tão eficiente quanto Serge Ibaka, não dá para traçar uma meta que não seja uma nova conquista do Oeste, algo que já aconteceu em 2012. Mas ficou claro no último ano que isso só vai acontecer se o time conseguir envolver mais os outros jogadores no ataque.

PHOENIX SUNS

Goran Dragic, o jogador que mais evoluiu na última temporada da NBA (Foto: Getty Images)

Goran Dragic, eleito o jogador que mais evoluiu na última temporada da NBA (Foto: Getty Images)

Elenco: Eric Bledsoe (armador), Goran Dragic (armador), Zoran Dragic (ala-armador), Tyler Ennis (armador), Archie Goodwin (ala-armador), Gerald Green (ala), Alex Len (pivô), Marcus Morris (ala-pivô), Markieff Morris (ala-pivô), Miles Plumlee (pivô), Shavlik Randolph (ala-pivô), Isaiah Thomas (armador), Anthony Tolliver (ala-pivô), P.J. Tucker (ala) e T.J. Warren (ala)

Técnico: Jeff Hornacek

Na última temporada: ficou fora dos playoffs. Por muito pouco, é bom que ninguém se esqueça. Foram 48 vitórias em 82 jogos, apenas uma a menos que o Dallas Mavericks, que acabou se classificando em oitavo no Oeste. Apesar de a vaga não ter sido alcançada,seria injusto não fazer um balanço extremamente positivo da campanha do Suns. Afinal de contas, a equipe começou o campeonato cotada para ser saco de pancadas e brigar por uma posição alta no Draft. Mas o time leve e de ataque veloz arquitetado por Jeff Hornacek e liderado dentro de quadra por Goran Dragic, que terminou o ano eleito o jogador que mais evoluiu na NBA, contrariou às expectativas iniciais e escreveu uma das histórias mais surpreendentes da liga nos últimos tempos.

Três pontos

* Havia uma certa dúvida antes da última temporada sobre Goran Dragic e Eric Bledsoe jogando juntos, mas a dupla funcionou muito bem no sistema de jogo veloz de Jeff Hornacek. Dragic se firmou como o líder deste time e teve o ótimo desempenho reconhecido com a nomeação ao terceiro quinteto ideal da NBA. Chamado um tempo atrás de “mini LeBron”, Bledsoe é um pontuador explosivo e bom defensor que foi limitado a apenas 43 partidas por causa da cirurgia que passou no joelho direito, mas o Suns venceu 28 destes jogos com ele. Deixar dois armadores em quadra ao mesmo tempo deu tão certo que o time não hesitou em buscar ainda mais nomes para entrar nesta rotação. A escolha de primeira rodada no Draft foi usada para aquirir Tyler Ennis, produto de Syracuse que chuta bem de longe e marca de maneira agressiva. No mercado de agentes livres, assinou com Isiah Thomas, que vinha sendo titular do Sacramento Kings. Da Europa, trouxe Zoran Dragic, irmão de Goran, após boas exibições na Copa do Mundo. São nomes muito bons, que ampliam ainda mais o leque de opções de qualidade para o setor.

* A única baixa considerável da equipe em relação ao último ano é Channing Frye, ala-pivô que teve participação muito importante saindo para o chute de longe e abrindo espaço no garrafão para os armadores infiltrarem com facilidade um pouco maior. Quem chegou para a posição foi Anthony Tolliver, que acertou 41,3% das bolas de três na temporada passada e pode se encaixar bem no esquema de jogo do Suns. Uma outra possibilidade é alguém que já estava no Arizona. Trata-se de Markieff Morris. Ele não tem a mesma pontaria calibrada nos chutes de três que Tolliver, mas arremessa bem de fora do garrafão. O que já é suficiente para criar espaços na área pintada.

* Um ano atrás, o Suns abriu mão de Luis Scola em troca de Miles Plumlee, Gerald Green e ainda uma escolha futura de Draft. No primeiro momento, pareceu ser um negócio amplamente favorável ao Indiana Pacers, que, em tese, teria no ala-pivô argentino uma ferramente extremamente valiosa para um salto de produtividade do banco de reservas. Mas, na prática, as coisas se saíram de maneira completamente diferente do previsto. Scola não foi tão bem assim no Pacers, que teve justamente a segunda unidade como um dos pontos críticos na última temporada. Já a equipe do Arizona contou com contribuições bem valiosas dos dois jogadores que adquiriu na troca. Plumlee se estabeleceu como pivô titular e contribuiu com 8,1 pontos e 7,8 rebotes em menos de 25 minutos por partida. Já Green surpreendeu até mesmo os seus mais fiéis defensores, consolidando-se como o terceiro cestinha do Suns no campeonato, com 15,8 pontos de média — melhor marca de toda a carreira.

Onde pode chegar: aos playoffs, algo que ficou muito perto de acontecer na última temporada. Com um elenco um pouco mais forte e a volta de Eric Bledsoe, não há motivos para não imaginar o Suns brigando de novo por um lugar entre os oito melhores do Oeste.

PORTLAND TRAIL BLAZERS

Chute certeiro de Damian Lillard levou o Blazers à semifinal do Oeste. Dá para ir mais longe? (Foto: Getty Images)

Chute de Damian Lillard levou o Blazers à semifinal do Oeste. Dá para ir além? (Foto: Getty Images)

Elenco: LaMarcus Aldridge (ala-pivô), Will Barton (ala-armador), Nicolas Batum (ala), Steve Blake (armador), Victor Claver (ala-pivô), Allen Crabbe (ala-armador), Joel Freeland (pivô), Chris Kaman (pivô), Meyers Leonard (pivô), Damian Lillard (armador), Robin Lopez (pivô), Wesley Matthews (ala-armador), C.J. McCollum (ala-armador), Thomas Robinson (ala-armador) e Dorell Wright (ala)

Técnico: Terry Stotts

Na última temporada: foi eliminado pelo San Antonio Spurs na semifinal de conferência por 4 a 0, depois de ter eliminado o Houston Rockets na primeira rodada dos playoffs por 4 a 2. Resultado que pode ser considerado muito positivo para uma equipe que não vencia uma série desde 2000 e que pouca gente esperava ver entre os principais concorrentes do Oeste. Damian Lillard não só confirmou a boa impressão deixada no ano de novato como subiu ainda mais de produção. Mas o grande líder da equipe atende LaMarcus Aldridge, que se aproveitou muito bem de ter um parceiro de garrafão como Robin Lopez para se consolidar entre os melhores alas-pivôs da atualidade. O desempenho marcante contra o Rockets nos playoffs foi apenas uma pequena amostra da série de atuações decisivas enfileiradas pela dupla ao longo do campeonato.

Três pontos

* O Blazers tem um dos melhores quintetos iniciais da NBA. Damian Lillard e LaMarcus Aldridge são referências em suas respectivas posições e disputaram o último “All-Star Game”. Wesley Matthews e Nicolas Batum são bons chutadores de longe e contribuem mesmo quando não pontuam, por fazerem bem um monte de outras coisas em quadra. O problema vinha sendo a produção dos reservas, algo que dava dores de cabeça a Terry Stotts quando era necessário descansar os titulares. Para fortalecer um pouco essa deficiência, o time foi buscar o armador Steve Blake e o pivô Chris Kaman, nomes experientes que já não estão mais no auge da forma, mas que ainda podem ser úteis com minutos reduzidos. Quem também pode ajudar mais na segunda unidade é CJ McCollum. Conhecido pela capacidade de pontuar nos tempos de universitário, o ala-armador foi limitado a apenas 38 partidas no ano de calouro por causa de uma lesão no pé.

* A defesa ainda não é uma referência na NBA, mas mostrou na última temporada uma melhora considerável. Os 104,7 pontos sofridos a cada 100 posses de bola representam a 16ª melhor marca da liga, um salto evidente diante da lembrança de que o desempenho neste mesmo quesito no ano anterior tinha sido o quinto pior.

* Na última temporada, o Blazers liderou a NBA em rebotes. Foi também quem teve o melhor aproveitamento nos lances livres. Mas o que mais chamou a atenção em quem assistiu aos jogos da equipe foi a movimentação de bola no ataque. A troca de passes impressionou pela beleza, mas também pela eficiência. Um indicativo disso é a taxa de assistências por desperdícios de posse de bola, que atingiu a marca de 1,69 — a sexta melhor de toda a liga.

Onde pode chegar: às semifinais do Oeste, mesmo lugar atingido no último ano. Repetir a campanha já estaria de bom tamanho, especialmente em uma conferência tão concorrida. Ir além disso? Dá para acontecer, mas é bem improvável. O fato é que esse time do Blazers ainda não parece preparado para brigar em condições de igualdade com as grandes potências. A maneira como perdeu para o Spurs nos playoffs deixou isso claro. Mas a sensação é o caminho que tem sido percorrido é o correto.

SACRAMENTO KINGS

Já dá para DeMarcus Cousins pensar em mais vitórias do que derrotas no Sacramento Kings? (Foto: Getty Images)

DeMarcus Cousins: muito talento, poucos nervos no lugar (Foto: Getty Images)

Elenco: Omri Casspi (ala), Darren Collison (armador), DeMarcus Cousins (pivô), Reggie Evans (ala-pivô), Rudy Gay (ala), Ryan Hollins (pivô), Trey Johnson (ala-armador), Carl Landry (ala-pivô), Ray McCallum (armador), Ben McLemore (ala-armador), Eric Moreland (ala-pivô), Ramon Sessions (armador), Nik Stauskas (ala-armador), Jason Thompson (ala-pivô), Derrick Williams (ala-pivô)

Técnico: Michael Malone

Na última temporada: ficou fora dos playoffs, algo que tem acontecido com o Kings desde 2006. As 28 vitórias em 82 jogos no primeiro ano sob o comando de Michael Malone fizeram com que o desempenho fosse exatamente o mesmo que Keith Smart teve ano anterior, antes de ser demitido. A campanha foi a terceira pior do Oeste, o que acabou frustrando as expectativas de quem imaginou que a chegada de Rudy Gay na troca com o Toronto Raptors pudesse melhorar a situação. Apesar do ala, do bom desempenho de Isiah Thomas e da excelente produção de DeMarcus Cousins no garrafão, o time não se encaixou e continuou somando muito mais derrotas do que gostaria.

Três pontos

* Com 33,3% de aproveitamento, o Kings foi o quarto pior time nas bolas de três na última temporada. Rudy Gay, Ben McLemore e o recém-chegado Darren Collison, jogadores que devem ser titulares, não assustam quando recebem a bola em posição de chute de longa distância. Mas uma novidade que pode ajudar a melhorar um pouco essa deficiência é o calouro Nik Stauskas, que se destacou no basquete universitário justamente desta maneira.

* Com a saída de Isiah Thomas para o Phoenix Suns, há uma certa desconfiança com relação à armação da equipe. A principal novidade para o setor é Darren Collison, que não permaneceu no Los Angeles Clippers. Ele até fazia um bom trabalho por lá como substituto de Chris Paul, mas mostrou-se muito irregular nos momentos da carreira em que teve a chance de ser o dono da posição. Agora, ele receberá mais uma vez essa oportunidade. Chegou a hora de provar que pode manter o nível de Thomas e, mais do que isso, convencer os críticos de que tem condições de triunfar na liga como titular.

* Duas principais peças do sistema ofensivo, DeMarcus Cousins e Rudy Gay foram responsáveis por muitos desperdícios. Juntos, tiveram 6,5 por jogo na última temporada. Uma redução neste número ajudaria bastante o Kings a ficar um pouco mais competitivo no Oeste. Outro item bastante valioso nesse sentido diz respeito à evolução da defesa, que permitiu aos adversários 106,3 pontos sofridos a cada 100 posses de bola — oitava marca mais alta da liga.

Onde pode chegar: se nada de muito absurdo acontecer, o Kings verá a espera pelo retorno aos playoffs aumentar um ano. Ficou faltando muita coisa para o time chegar entre os oito melhores do Oeste na última temporada. Para o cenário ser diferente desta vez, muita coisa precisaria ter sido melhorada. Algo que não parece ter acontecido.

SAN ANTONIO SPURS

San Antonio Spurs, cinco vezes campeão da NBA (Foto: AP)

San Antonio Spurs, cinco vezes campeão da NBA (Foto: AP)

Elenco: Kyle Anderson (ala-armador), Jeff Ayres (ala-pivô), Aron Baynes (pivô), Marco Belinelli (ala-armador), Matt Bonner (ala-pivô), Austin Daye (ala), Boris Diaw (ala-pivô), Tim Duncan (ala-pivô), Mani Ginóbili (ala-armador), Danny Green (ala-armador), Cory Joseph (armador), Kawhi Leonard (ala), Patty Mills (armador), Tony Parker (armador) e Tiago Splitter (pivô)

Técnico: Gregg Popovich

Na última temporada: foi campeão, derrotando o Miami Heat na decisão por 4 a 1 com um basquete que encantou pelo estilo solidário ao extremo, capaz de rodar a bola por todo o ataque em um ritmo bem rápido até alguém aparecer com um pouco mais de espaço para a definição. Já tinha dado sinais do que era capaz durante a fase de classificação, ao engatar uma sequência de 19 vitórias. No total, foram 62 em 82 jogos, o que resultou na melhor campanha de toda a liga. Nos playoffs, teve dificuldades diante do Dallas Mavericks e precisou de sete partidas para despachar os rivais do Texas. Varreu o Portland Trail Blazers em quatro jogos, antes de encontrar um pouco mais de resistência contra o Oklahoma City Thunder. Mas o trabalho de Gregg Popovich prevaleceu, e o time seguiu em direção ao título.

Três pontos

* Uma das coisas que tiveram grande impacto positivo para o Spurs na série final contra o Miami Heat foi o comportamento de Kawhi Leonard. O talento e os atributos físicos privilegiados à disposição da defesa sempre estiveram lá, mas o que realmente chamou a atenção foi uma mudança ofensiva, agredindo a cesta e chutando de longe sem hesitação. Deu tão certo que o ala acabou sendo eleito o MVP da decisão. Será interessante observar neste novo campeonato se ele manterá essa postura de liderança com a bola nas mãos.

* O elenco é praticamente o mesmo que chegou à decisão nas duas últimas temporadas. Todas as principais peças foram mantidas, o que automaticamente já faz do Spurs o time a ser batido. Veteranos como Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili estão mais velhos, obviamente, mas isso não tem sido problema. Em meio a um grupo tão rico em opções, o trio não fica sobrecarregado de minutos e consegue ainda produzir em alto nível quando acionado. Como se essa manutenção das peças não fosse o bastante, Gregg Popovich ganhou mais uma alternativa que pode ser interessante. Trata-se de Kyle Anderson, ala selecionado na primeira rodada do Draft deste ano. O bom arremesso, a altura privilegiada para a posição e a inteligência em quadra fazem muita gente considerar o jovem produto de UCLA um encaixe perfeito em San Antonio.

* A maior dúvida ao redor do Spurs nesta nova temporada se refere mais ao aspecto mental: ainda há apetite? No último ano, motivação não faltava. Pelo contrário. A derrota para o Miami Heat em 2013, depois de ter visto o título bem perto no sexto jogo da série, encheu o time de disposição para buscar dar o troco. Não à toa, a palavra “redenção” foi bastante dita pelos jogadores após a conquista do último ano. O alívio após essa missão bem sucedida pode ter como relaxamento como consequência. Evitar que isso aconteça talvez seja a maior tarefa dos campeões.

Onde pode chegar: por tudo o que jogou no último ano, por ter mantido todos os jogadores importantes para o título e, principalmente, por causa de um homem chamado Gregg Popovich, não é difícil imaginar o Spurs se sagrando campeão da NBA pela sexta vez.

UTAH JAZZ

Gordon Hayward: contrato gordo e maior responsabilidade (Foto: Getty Images)

Gordon Hayward: contrato gordo e maior responsabilidade (Foto: Getty Images)

Elenco: Trevor Booker (ala-pivô), Trey Burke (armador), Alec Burks (ala-armador), Ian Clark (ala-armador), Jeremy Evans (ala), Dante Exum (ala-armador), Derrick Favors (ala-pivô), Carrick Felix (ala-armador), Rudy Gobert (pivô), Gordon Hayward (ala), Rodney Hood (ala-armador), Joe Ingles (ala), Enes Kanter (pivô), Toure Murry (ala) e Steve Novak (ala)

Técnico: Quin Snyder

Na última temporada: ficou fora dos playoffs. Nem dava para esperar outra coisa mesmo de um time que não escondeu de ninguém o desejo de se reformular completamente. Isso ficou claro com a decisão do Jazz de abrir mão dos jogadores um pouco mais experientes, como Al Jefferson e Paul Millsap, para deixar os jovens mostrarem em quadra se de fato têm talento para seguirem em frente ou não. A estratégia passou a sensação de que há a possibilidade de um futuro competitivo em Salt Lake City, mas também resultou em uma campanha de 25 vitórias em 82 jogos, a pior do Jazz desde 1982.

Três pontos

* Algumas defesas tiveram baixo rendimento na última temporada, mas nenhuma fez tão feio quanto a do Jazz. Além de ter sofrido 109,1 pontos a cada 100 posses de bola, permitiu aos adversários um aproveitamento de 47,3% nos arremessos. Ambas as marcas foram as piores da liga e apontam uma necessidade urgente de evolução neste sentido. Apresentar essa melhoria é um dos principais desafios do recém-contratado Quin Snyder.

* Quem demonstrou recentemente alguma capacidade de se destacar defensivamente foi Rudy Gobert, que participou muito bem desta maneira na campanha da França na Copa do Mundo. Ele tem tudo para travar uma disputa interessante por minutos com Enes Kanter e Derrick Favors. Bastante elogiado por quem teve a oportunidade de vê-lo de perto, o novato Dante Exum buscará espaço como armador ou mesmo como ala-armador, setores que já conta com Trey Burke e Alec Burks. Considerando ainda Gordon Hayward, chega-se a sete jogadores cheios de potencial ou que já apresentam evolução notável. Mais que isso tudo: nenhum deles tem mais de 23 anos. Dado extremamente animador para as intenções do Jazz.

* Um destes jovens já tem responsabilidade consideravelmente maior em relação aos demais. Trata-se de Gordon Hayward. O ala recebeu uma proposta de contrato máximo do Charlotte Hornets, mas o Jazz optou por cobrir a oferta e mantê-lo no elenco. Cabe a ele agora justificar o investimento, dando sequência à evolução apresentada nos últimos anos e comportando-se como um líder dentro de quadra, criando cada vez mais situações de arremesso para ele próprio e para os companheiros. Justamente o que se espera de alguém que recebe tanta grana.

Onde pode chegar: falar em playoffs ainda é algo precoce em Salt Lake City. O objetivo no momento é simplesmente apresentar evolução em relação ao ano anterior. Neste processo de amadurecimento, ainda vai levar mais um tempo para o Jazz brigar por uma vaga entre os oito melhores do Oeste.

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quinta-feira, 17 de abril de 2014 NBA | 16:39

Playoffs da NBA: dados, históricos e curiosidades dos duelos da 1ª fase

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Chegou a hora da decisão na NBA. Dos 30 times que fazem parte da liga, restam 16 na briga pelo título da temporada. O blog levantou dados e o retrospecto no campeonato de cada um deles, bem como o histórico e algumas curiosidades dos confrontos desta primeira fase dos playoffs — que começam no sábado.

Veja tudo isso abaixo:

CONFERÊNCIA LESTE

David West e Paul Millsap se encontrarão no garrafão na série entre Pacers e Hawks (Foto: Getty Images)

David West e Paul Millsap se encontrarão no garrafão na série entre Pacers e Hawks (Foto: Getty Images)

(1º) INDIANA PACERS x ATLANTA HAWKS (8º)

Confronto direto na temporada: 2 a 2
Histórico nos playoffs: os times já se cruzaram cinco vezes. Foram três séries vencidas pelo Pacers e duas pelo Hawks. Quatro destes encontros foram na primeira fase. A exceção foi o duelo de 1994, que ocorreu na semifinal de conferência e teve como vencedora a franquia de Indianápolis. O encontro mais recente aconteceu no último ano. O Pacers avançou em seis jogos.
Curiosidade: a última vez que o Pacers chegou aos playoffs com a melhor campanha do Leste foi em 2004. Naquela oportunidade, varreu o adversário da primeira rodada, que era o Boston Celtics. Mas acabou sendo eliminado na final de conferência pelo Detroit Pistons em seis partidas.

Indiana Pacers
Campanha: 56 vitórias e 26 derrotas
Time titular: George Hill, Lance Stephenson, Paul George, David West e Roy Hibbert
Técnico: Frank Vogel
Destaque: Paul George. O ala registrou 21,7 pontos por partida nesta temporada, melhor marca desde que entrou na liga. Teve ainda 6,8 rebotes e 3,5 assistências por partida, números que o levaram pela segunda vez ao All-Star Game — a primeira como titular.
Como chega aos playoffs: com a luz amarela ligada. Apesar de ter feito a melhor campanha do Leste, caiu muito de rendimento na segunda metade da temporada. Se quiser vencer a conferência e voltar a disputar uma final, vai precisar jogar mais vezes como o candidato ao título que se mostrou no início do campeonato, com muita intensidade defensiva e ataque bem equilibrado, acionando bastante o garrafão.

Atlanta Hawks
Campanha: 38 vitórias e 44 derrotas
Time titular: Jeff Teague, Kyle Korver, DeMarre Carroll, Paul Millsap e Pero Antic
Técnico: Mike Budenholzer
Destaque: Paul Millsap. O ala-pivô foi tão bem em seu ano de estreia com o Hawks que acabou participando do All-Star Game pela primeira vez na carreira. Suas médias na temporada apontaram 17,9 pontos, 8,5 rebotes e 3,1 assistências por jogo, além de um aproveitamento de 35,8% nas bolas de três.
Como chega aos playoffs: desacreditado. Nos últimos 36 confrontos que fez na temporada regular, perdeu 23 e ganhou apenas 13. O mau rendimento, causado em grande parte pelo desfalque de Al Horford, fez o time cair bastante na briga por posições dentro da conferência, tanto que chegou na reta final ameaçado pelo New York Knicks na disputa pela oitava vaga.

Palpite: Pacers ganha a série em cinco jogos. Apesar do bom momento do armador Jeff Teague, eleito o melhor jogador do Leste na última semana, o Hawks é o adversário ideal para o time de Indianápolis encarar nesta primeira fase, passar sem sustos e resgatar a confiança.

LeBron James, pesadelo da defesa do Charlotte Bobcats nesta temporada (Foto: Getty Images)

LeBron James, pesadelo da defesa do Charlotte Bobcats nesta temporada (Foto: Getty Images)

(2º) MIAMI HEAT x CHARLOTTE BOBCATS (7º)

Confronto direto na temporada: 4 a 0 para o Miami Heat
Histórico nos playoffs: o encontro deste ano é o primeiro entre as equipes
Curiosidade: foi em uma partida contra o Bobcats nesta temporada que LeBron James quebrou o recorde de pontos da carreira. Ao acertar 22 dos 33 arremessos que tentou, anotou 61 pontos na vitória do Heat por 124 a 107 no dia 3 de março. O ala, aliás, jamais foi eliminado na primeira rodada dos playoffs na carreira. Já a franquia de Charlotte, caçula da liga, disputa a fase eliminatória da temporada apenas pela segunda vez. Na primeira, em 2010, foi varrida pelo Orlando Magic.

Miami Heat
Campanha: 54 vitórias e 28 derrotas
Time titular: Mario Chalmers, Dwyane Wade, Shane Battier, LeBron James e Chris Bosh
Técnico: Erik Spoelstra
Destaque: LeBron James. O ala apresentou médias de 27,1 pontos, 6,9 rebotes e 6,4 assistências por jogo durante a temporada, além de um aproveitamento de 56,7% nos arremessos — o melhor da carreira.
Como chega aos playoffs: é o time a ser batido. Afinal de contas, trata-se do atual bicampeão da liga. As cinco derrotas nas últimas seis partidas da fase de classificação não chegam a assustar, visto que o técnico Erik Spoelstra optou por preservar as principais peças em alguns destes duelos. A grande preocupação diz respeito ao estado físico do ala-armador Dwyane Wade, que participou de apenas 54 partidas no campeonato.

Charlotte Bobcats
Campanha: 43 vitórias e 39 derrotas
Time titular: Kemba Walker, Gerald Henderson, Michael Kidd-Gilchrist, Josh McRoberts e Al Jefferson
Técnico: Steve Clifford
Destaque: Al Jefferson. O pivô justificou o investimento feito pelo Bobcats no mercado de agentes livres de 2013 ao registrar duplo-duplo de média na temporada: 21,8 pontos e 10,8 rebotes por jogo. A fase recente é tão boa que ele foi eleito o melhor jogador da Conferência Leste no mês de março
Como chega aos playoffs: com a confiança em alta. Dona da quinta defesa mais eficiente de toda liga (permitiu aos rivais 103,8 pontos a cada 100 posses de bola), a equipe venceu oito dos últimos nove jogos que fez e parece ter atingido sua melhor forma justamente às vésperas da fase decisiva.

Palpite: Heat ganha a série em cinco jogos. Além de uma defesa muito boa, o Bobcats tem em Al Jefferson uma arma muito eficiente para atacar a maior deficiência dos atuais bicampeões: o garrafão. Esse tipo de problema pode até custar uma partida, mas não ameaça a série para o time de Miami, que é muito mais talentoso individualmente.

Diante do Raptors, Deron Williams conseguirá, enfim, fazer com que o Nets passe da primeira fase? (Foto: Getty Images)

Diante do Raptors, Deron Williams conseguirá, enfim, ajudar o Nets a passar da primeira fase? (Foto: Getty Images)

(3º) TORONTO RAPTORS x BROOKLYN NETS (6º)

Confronto direto na temporada: 2 a 2
Histórico nos playoffs: as equipes se cruzaram uma única vez: em 2007, também na primeira fase. O Nets venceu a série por 4 a 2 e avançou.
Curiosidade: quando perdeu para o Nets na primeira rodada de 2007, o Raptors também tinha se avançado aos playoffs em terceiro lugar da conferência. Naquele campeonato, a equipe canadense somou 47 vitórias na fase de classificação — uma a menos do que o número registrado nesta temporada, que representa um recorde na história da franquia. Além disso, os treinadores das duas equipes foram campeões em 2011. Dwane Casey era assistente de Rick Carlisle no Dallas Mavericks, que tinha Jason Kidd como armador titular.

Toronto Raptors
Campanha: 48 vitórias e 34 derrotas
Time titular: Kyle Lowry, DeMar DeRozan, Terrence Ross, Amir Johnson e Jonas Valanciunas
Técnico: Dwane Casey
Destaque: Kyle Lowry. Uma das ausências mais sentidas no All-Star Game, o armador de 27 anos finalmente se estabeleceu como titular do Raptors e teve a melhor temporada da carreira ao registrar médias de 17,9 pontos, 7,4 assistências e 4,7 rebotes por jogo.
Como chega aos playoffs: embalado pelas seis vitórias nas últimas oito partidas que disputou na fase de classificação, sequência que simboliza a surpresa que o Raptors causou na liga nesta temporada. O elenco, porém, tem um problema: a falta de experiência em confrontos eliminatórios. Dos titulares, apenas Kyle Lowry e Amir Johnson já atuaram em playoffs.

Brooklyn Nets
Campanha: 44 vitórias e 38 derrotas
Time titular: Deron Williams, Shaun Livingston, Joe Johnson, Paul Pierce e Kevin Garnett
Técnico: Jason Kidd
Destaque: Joe Johnson. Dentre os jogadores à disposição do Nets para os playoffs, o ala-armador foi o principal cestinha na temporada regular, com média de 15,8 pontos por jogo e um aproveitamento de 40,1% nas bolas de três. Teve ainda 3,4 rebotes e 2,7 assistências por duelo.
Como chega aos playoffs: como principal candidato a reverter o mando de quadra nesta primeira fase dos playoffs. Após início de temporada decepcionante, o Nets se transformou assim que o ano virou. A campanha em 2014 é de 34 vitórias e 17 derrotas, desempenho que poderia ter sido ainda maior, já que perdeu quatro dos últimos cinco compromissos ao descansar os principais jogadores. Ao contrário do Raptors, tem muita experiência em playoffs. Sobretudo por causa de Kevin Garnett e Paul Pierce, campeões pelo Boston Celtics em 2008.

Palpite: Nets ganha a série em sete jogos. O duelo entre juventude e experiência deve ser o mais equilibrado do Leste nesta primeira fase. Mas o maior número de opções capazes de decidir partidas deve fazer a diferença para a turma de Brooklyn. Além disso, Jason Kidd tem mostrado que descobriu como fazer cada um dos veteranos que tem à disposição render da melhor maneira possível.

Bulls não tem bom retrospecto contra o Wizards nesta temporada (Foto: AP)

Bulls não tem bom retrospecto contra o Wizards nesta temporada (Foto: AP)

(4º) CHICAGO BULLS x WASHINGTON WIZARDS (5º)

Confronto direto na temporada: 2 a 1 para o Washington Wizards
Histórico nos playoffs: foram dois encontros até hoje, ambos também na primeira fase, com uma vitória para cada lado. Em 1997, o Bulls varreu o time da capital norte-americana (que ainda tinha o nome de Bullets na época) por 3 a 0, no caminho para o seu quinto título. Em 2005, já como Wizards, a equipe de Washington perdeu os dois primeiros encontros, mas ganhou todos os seguintes e levou a série por 4 a 2.
Curiosidade: o Wizards não sentia o gosto de disputar os playoffs desde 2008. A última vez que passou da primeira fase, no entanto, foi em 2005, quando levou a melhor justamente sobre o Bulls. A exemplo do que acontece neste ano, aquele foi um duelo entre quarto e quinto lugares do Leste, e a vantagem do mando de quadra também pertencia à equipe de Chicago.

Chicago Bulls
Campanha: 48 vitórias e 34 derrotas
Time titular: Kirk Hinrich, Jimmy Butler, Mike Dunleavy, Carlos Boozer e Joakim Noah
Técnico: Tom Thibodeau
Destaque: Joakim Noah. Aos 28 anos, o pivô atravessa a melhor fase da carreira. Assumiu o papel de líder do Bulls na nova ausência de Derrick Rose e foi novamente para o All-Star Game. Teve médias de 12,6 pontos, 11,3 rebotes e 5,4 assistências na temporada e registrou quatro triplos-duplos.
Como chega aos playoffs: confiante de que é capaz de encarar qualquer adversário que tiver pela frente. É essa a mentalidade que o treinador Tom Thibodeau conseguiu implantar na cabeça de seus comandados. O ponto de partida para isso é a defesa, tão eficiente e sufocante que acaba compensando a falta de talento ofensivo da equipe. Na reta final da temporada regular, o Bulls venceu oito dos seus últimos dez jogos.

Washington Wizards
Campanha: 44 vitórias e 38 derrotas
Time titular: John Wall, Bradley Beal, Trevor Ariza, Marcin Gortat e Nenê
Técnico: Randy Wittman
Destaque: John Wall. O armador deixou as lesões para trás e participou de todas as 82 partidas da temporada regular. As médias de 19,3 pontos, 8,8 assistências e 1,8 roubo de bola por jogo, além do aproveitamento de 45,8% nos arremessos, foram as melhores marcas dele desde que entrou na liga.
Como chega aos playoffs: embalado pelas quatro vitórias consecutivas na reta final da fase de classificação, que acabaram possibilitando ao time de Washington tirar do Brooklyn Nets a quinta colocação do Leste. Além disso, o Wizards ganha o reforço do pivô brasileiro Nenê, recuperado de uma lesão no joelho esquerdo que o afastou das quadras por aproximadamente dois meses.

Palpite: Bulls ganha a série em seis jogos. O Wizards conta com os talentosos John Wall e Bradley Beal no perímetro, setor no qual o oponente conta com dois ótimos defensores: Kirk Hinrich e Jimmy Butler. O que deve fazer a diferença é o garrafão, onde o time de Chicago leva vantagem teoricamente. Joakim Noah e Taj Gibson são explosivos e muito eficientes perto da cesta nos dois lados da quadra. Há ainda Carlos Boozer, que sabe finalizar muito bem em jogadas dentro e fora da área pintada. Pode ser uma dor de cabeça grande demais para Nenê e Marcin Gortat.

CONFERÊNCIA OESTE

Dirk Nowitzki e Tim Duncan: craques se encontram novamente nos playoffs (Foto: Getty Images)

Dirk Nowitzki e Tim Duncan: craques se encontram novamente nos playoffs (Foto: Getty Images)

(1º) SAN ANTONIO SPURS x DALLAS MAVERICKS (8º)

Confronto direto na temporada: 4 a 0 para o San Antonio Spurs
Histórico nos playoffs: foram três encontros até hoje, com três vitórias do Spurs e duas do Mavericks. Nunca houve varrida. O encontro mais acirrado aconteceu em 2006, quando o time de Dallas ganhou por 4 a 3 na semifinal de conferência. Três anos antes, os rivais texanos decidiram o Oeste. A equipe de San Antonio levou a melhor por 4 a 2 e avançou em busca do seu terceiro título. O duelo mais recente ocorreu na primeira fase de 2010 e teve o Spurs como ganhador, também por 4 a 2.
Curiosidade: em toda a história da NBA, apenas cinco times que se classificaram aos playoffs com a melhor campanha da conferência foram eliminados pelo oitavo colocado. Um deles é justamente o Spurs, que caiu diante do Memphis Grizzlies por 4 a 2 em 2011. O problema é que o Mavericks perdeu todos os últimos nove jogos que fez com o rival de San Antonio. A última vitória aconteceu no dia 17 de março de 2012, quando levou a melhor em um duelo disputado dentro do seu ginásio. Como vistante, não ganha desde 26 de novembro de 2010.

San Antonio Spurs
Campanha: 62 vitórias e 20 derrotas
Time titular: Tony Parker, Danny Green, Kawhi Leonard, Tim Duncan e Tiago Splitter
Técnico: Gregg Popovich
Destaque: Tim Duncan. Aos 37 anos, o experiente ala-pivô tem mostrado que ainda é capaz de atuar em alto nível. Na temporada regular, teve médias que beiraram o duplo-duplo. Foram 15,1 pontos e 9,7 rebotes por partida. Em um time que tem uma força coletiva tão evidente quanto o Spurs, é ele quem lidera o elenco no ranking de eficiência.
Como chega aos playoffs: confiante como nunca e descansado, já que nenhum jogador do elenco atingiu média de 30 minutos por partida na temporada. A série invicta de 19 jogos ao longo do último mês escancarou a força coletiva do Spurs, que ataca de maneira equilibrada e oferece o mesmo grau de perigo dentro do garrafão como atrás da linha de três.

Dallas Mavericks
Campanha: 49 vitórias e 33 derrotas
Time titular: Jose Calderon, Monta Ellis, Shawn Marion, Dirk Nowitzki e Samuel Dalembert
Técnico: Rick Carlisle
Destaque: Dirk Nowitzki. O alemão teve médias de 21,7 pontos e 6,2 rebotes por partida, além de um aproveitamento de 49,7% nos arremessos — a maior parte deles feita fora do garfafão. Aos 35 anos, ainda tem se destacado em meio aos demais alas-pivôs da liga, ao ponto de ter sido convocado para o último All-Star Game.
Como chega aos playoffs: na condição de azarão. Venceu cinco dos últimos sete jogos da temporada regular, mas a derrota para o Memphis Grizzlies no último compromisso, que resultou na queda para a oitava posição, pode custar caro demais. Afinal de contas, o Mavericks está a dois anos sem saber o que é ganhar do Spurs.

Palpite: Spurs ganha a série em quatro jogos. Dirk Nowitzki e Monta Ellis são ótimas armas ofensivas e podem representar alguns problemas para a defesa orquestrada por Gregg Popovich, mas faltam mais opções confiáveis de ataque para o Mavericks. Bem diferente do time de San Antonio, que pode definir as jogadas com qualquer atleta que estiver em quadra, titulares ou não.

Kevin Durant e o Thunder cruzam com o Grizzlies nos playoffs pela terceira vez em quatro anos (Foto: Getty Images)

Kevin Durant e o Thunder cruzam com o Grizzlies nos playoffs pela terceira vez em quatro anos (Foto: Getty Images)

(2º) OKLAHOMA CITY THUNDER x MEMPHIS GRIZZLIES (7º)

Confronto direto na temporada: 3 a 1 para o Oklahoma City Thunder
Histórico nos playoffs: os dois encontros entre as equipes aconteceram na semifinal de conferência. Em 2011, o Thunder levou a melhor por 4 a 3. O Grizzlies deu o troco no último ano, ao ganhar a série por 4 a 1. Em ambas as oportunidades, o time vencedor acabou sendo eliminado na fase seguinte.
Curiosidade: O veterano Derek Fisher, armador reserva do Thunder de 39 anos, está a quatro partidas de se tornar o atleta que mais vezes entrou em quadra para disputar os playoffs da NBA. A atua marca pertence ao ex-ala Robert Horry, com quem ele jogou no Los Angeles Lakers. Pelos lados do Grizzlies, a participação na fase decisiva da temporada é a quarta consecutiva e apenas sétima no geral.

Oklahoma City Thunder
Campanha: 59 vitórias e 23 derrotas
Time titular: Russell Westbrook, Thabo Sefolosha, Kevin Durant, Serge Ibaka e Kenrick Perkins
Técnico: Scott Brooks
Destaque: Kevin Durant. Dono de 32,0 pontos por jogo, o ala foi novamente o cestinha da temporada regular e com uma distância considerável em relação à marca de 27,4 do segundo colocado: Carmelo Anthony. Além disso, teve 7,4 rebotes e 5,5 assistências por partida. Números que o fizeram liderar também o ranking de eficiência da liga.
Como chega aos playoffs: o fato de contar novamente com Russell Westbrook possibilita à equipe voltar a sonhar com um retorno à final, onde esteve em 2012 e acabou sendo derrotada pelo Miami Heat. No último ano, o Thunder não contou com o armador, que lesionou o joelho, e foi eliminado justamente pelo Grizzlies na semifinal do Oeste. Desta vez, ele e Kevin Durant mostram um entendimento dentro de quadra grande o suficiente para ameaçar qualquer defesa da liga.

Memphis Grizzlies
Campanha: 50 vitórias e 32 derrotas
Time titular: Mike Conley, Courtney Lee, Tayshaun Prince, Zach Randolph e Marc Gasol
Técnico: Dave Joerger
Destaque: Marc Gasol. O time só foi para os playoffs porque o pivô se recuperou a tempo de uma lesão no joelho e poderia ter feito campanha melhor ainda se tivesse contado mais vezes com ele. Afinal de contas, foram 40 vitórias e 19 derrotas nas vezes em que teve à disposição o espanhol, dono de 14,6 pontos, 7,2 rebotes e 3,6 assistências por partida.
Como chega aos playoffs: com cinco vitórias consecutivas. Graças à essa sequência, não só garantiu a classificação como conseguiu ainda ficar com o sétimo lugar. O passaporte para os playoffs demorou para ser carimbado porque o Grizzlies precisou tirar a diferença de quando Gasol esteve lesionado. O resultado disso foi uma das melhores campanhas da liga em 2014.

Palpite: Thunder ganha a série em seis jogos. Além de uma defesa excelente, o Grizzlies ataca muito bom próximo ao garrafão. Sobretudo com Zach Randolph, ala-pivô que compensa a falta de explosão física com muita técnica. O problema é longe da área pintada, onde o time não oferece tanto perigo assim. O Thunder é dono da sexta marcação mais eficiente da liga (levou 103,9 pontos a cada 100 posses de bola), conta com Kendrick Perkins e Serge Ibaka para diminuir a força do adversário perto da cesta e tem em Kevin Durant e Russell Westbrook uma dupla que causa problemas para qualquer defesa.

Chris Paul e Stephen Curry, dois dois melhores armadores da liga (Foto: Getty Images

Chris Paul e Stephen Curry: dois dois melhores armadores da NBA estarão frente a frente (Foto: Getty Images

(3º) LOS ANGELES CLIPPERS x GOLDEN STATE WARRIORS (6º)

Confronto direto na temporada: 2 a 2
Histórico nos playoffs: o encontro deste ano é o primeiro entre as equipes
Curiosidade: a campanha de 57 vitórias e 25 derrotas nesta temporada é a melhor da história do Clippers, que disputa os playoffs apenas pela décima vez. Já o Warriors conquistou classificação pelo segundo ano consecutivo, coisa que não conseguia fazer desde 1992, quando acabou sendo eliminado logo na primeira rodada. Neste mesmo ano, os técnicos que hoje comandam as duas equipes foram envolvidos em uma mesma negociação. Doc Rivers, que era armador justamente do time de Los Angeles, foi mandado para o New York Knicks. O também armador Mark Jackson fez caminho inverso.

Los Angeles Clippers
Campanha: 57 vitórias e 25 derrotas
Time titular: Chris Paul, J.J Redick, Matt Barnes, Blake Griffin e DeAndre Jordan
Técnico: Doc Rivers
Destaque: Blake Griffin. Com 24,1 pontos por jogo, o ala-pivô registrou a melhor média de pontos da carreira e tem começado a se mostrar capaz de acertar arremessos fora do garrafão. Além disso, teve 9,5 rebotes, 3,9 assistências por partida.
Como chega aos playoffs: confiante em brigar pelo título do Oeste, após terminar a temporada regular com a melhor campanha da sua história. A série de 11 jogos de invencibilidade em março e as 36 vitórias contra oponentes da conferência (número igual ao do Oklahoma City Thunder e inferior apenas ao do San Antonio Spurs, que teve 38) mostram que o sonho é possível.

Golden State Warriors
Campanha: 51 vitórias e 31 derrotas
Time titular: Stephen Curry, Klay Thompson, Andre Iguodala, David Lee e Jermaine O’Neal
Técnico: Mark Jackson
Destaque: Stephen Curry. Na quinta temporada como profissional, o armador teve médias por partida de 24,0 pontos e 8,5 assistências — as melhores da carreira. Nas bolas de três, teve índice de acerto de 42,4%. O bom rendimento o fez ser votado pelo público como titular do All-Star Game pela primeira vez.
Como chega aos playoffs: as cinco vitórias nos últimos sete jogos da temporada regular poderiam representar alguma animação, mas o que existe no Warriors é uma preocupação em torno do pivô Andrew Bogut, que sofreu uma fratura na costela e é desfalque por tempo indeterminado. Sem ele, o time precisará que o veterano Jermaine O’Neal consiga se mostrar em condição de ajudar na defesa do garrafão.

Palpite: Clippers ganha a série em seis jogos. O Warriors tem em Stephen Cury e Klay Thompson dois dos melhores arremessadores de longa distância da liga. O perímetro conta ainda com Andre Iguodala, que é ótimo defensor e também ajuda bastante no ataque. Mas já seria complicado para a equipe levar vantagem no garrafão se Bogut estivesse à disposição. Sem ele, as chances de DeAndre Jordan e Blake Griffin tomarem conta das ações em volta do aro são ainda maiores. O time de Los Angeles também tem um banco de reservas mais forte, incluindo alguns bons chutadores que podem ajudar Griffin e Chris Paul na divisão dos pontos.

Blazers, de Damian Lillard, tem se mostrado freguês do Rockets nos playoffs (Foto: Getty Images)

Blazers, de Damian Lillard, tem se mostrado freguês do Rockets nos playoffs (Foto: Getty Images)

(4º) HOUSTON ROCKETS x PORTLAND TRAIL BLAZERS (5º)

Confronto direto na temporada: 3 a 1 para o Houston Rockets
Histórico nos playoffs: todos os três encontros anteriores aconteceram na primeira fase e foram vencidos pelo Rockets. Nos dois primeiros, em 1987 e em 1994, o time de Houston ganhou por 3 a 1. Em 2009, a vitória foi pelo placar de 4 a 2
Curiosidade: a última vez que o Blazers venceu uma série de playoffs foi em 2000, quando bateu o Utah Jazz na semifinal do Oeste em cinco jogos, antes de cair diante do Los Angeles Lakers na decisão da conferência. Deste então, o time acumula seis eliminações na primeira fase. Uma delas foi em 2009, contra o Rockets. O encontro deste ano tem apenas dois remanescentes daquele duelo: Nicolas Batum e LaMarcus Aldridge. O elenco da equipe de Houston foi completamente reformulado.

Houston Rockets
Campanha: 54 vitórias e 28 derrotas
Time titular: Patrick Beverley, James Harden, Chandler Parsons, Terrence Jones e Dwight Howard
Técnico: Kevin McHale
Destaque: James Harden. No ranking de eficiência do time, o ala-armador aparece à frente até mesmo do pivô Dwight Howard, contratado como agente livre em 2013. Rápido para infiltrar e dono de um bom chute de longe, teve médias na temporada de 25,4 pontos, 6,1 assistências e 4,7 rebotes por jogo.
Como chega aos playoffs: em alerta. Dois titulares tiveram de lidar com lesões durante abril: o armador Patrick Beverley e o pivô Dwight Howard. O problema influenciou no rendimento do time ao longo deste mês: nos dez jogos que disputou, venceu apenas metade. Se tiver todas as peças no auge da forma física, o Rockets pode encaixar um ataque muito difícil de ser contido, usando, ao mesmo tempo, o jogo de Howard embaixo da cesta e as bolas de três dos atletas de perímetro.

Portland Trail Blazers
Campanha: 54 vitórias e 28 derrotas
Time titular: Damian Lillard, Wesley Matthews, Nicolas Batum, LaMarcus Aldridge e Robin Lopez
Técnico: Terry Stotts
Destaque: LaMarcus Aldridge. Aos 28 anos, o ala-pivô vive o melhor momento da carreira e se estabeleceu como um dos principais jogadores de uma posição cheia de bons nomes na atualidade. Dono de boa técnica para finalizar dentro e fora do garrafão, registrou 23,2 pontos e 11,1 rebotes por jogo.
Como chega aos playoffs: as nove vitórias nos últimos dez jogos animam, sobretudo após a queda de rendimento que o time teve durante o período em que o ala-pivô LaMarcus Aldridge esteve lesionado. Quando teve os principais atletas à disposição, o Blazers mostrou um sistema ofensivo extremamente eficiente, com uma movimentação intensa da bola — o que facilita na criação de espaços em meio às defesas adversárias. Mas a defesa não é tão boa, e o banco de reservas não é dos mais confiáveis. Problemas que podem prejudicar bastante nos playoffs.

Palpite: Rockets ganha a série em seis jogos. Além da experiência nos playoffs, o maior leque de opções no banco de reservas, a defesa frágil do outro lado e o mando de quadra podem ser grandes trunfos para o time de Houston neste duelo. O Blazers pode até conseguir equilibrar o duelo no perímetro em alguns momentos, mas dificilmente conseguirá fazer o mesmo dentro do garrafão.

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