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terça-feira, 24 de março de 2015 NBB | 14:05

Desmond Holloway: de estrela a reserva no Paulistano

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Desde que chegou ao Brasil, Desmond Holloway não demorou muito para se firmar entre os principais destaques individuais do NBB. O norte-americano foi o cestinha da competição em 2013 e liderou o Paulistano ao vice-campeonato na temporada passada. Em Franca, no início deste mês, participou pela terceira vez do Jogo das Estrelas. Mas as coisas têm sido bem diferentes na vida do ala-armador desde então.

Desmond Holloway: norte-americano liderou o Paulistano ao vice de 2014 (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Desmond Holloway liderou o Paulistano ao vice de 2014 (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Nos quatro compromissos mais recentes do Paulistano no NBB, Holloway não só foi reserva como teve tempo de quadra inferior a 20 minutos. “É uma opção técnica mesmo”, disse o treinador Gustavo De Conti ao Triple-Double. “O Pedro atravessa um momento muito bom, com aproveitamento melhor nos arremessos. As coisas são assim mesmo no nosso time. As mudanças sobre quem joga são normais”, completou, referindo-se ao novo titular da equipe.

Os arremessos realmente pesam contra o norte-americano, especialmente nas bolas de longe. Ele nunca foi um especialista nos chutes de três, mas o índice de apenas 10% de acerto nesta temporada é especialmente ruim. Algo que facilita bastante a vida das defesas adversárias, possibilitando que elas reduzam o campo de atuação sobre ele.

“As outras equipes já o conhecem melhor e sabem como marcá-lo mais forte. Ele vem tendo um pouco mais de dificuldade para jogar, o rendimento dele do ano passado para cá caiu um pouco mesmo. Mas nada muito preocupante, não”, observou De Conti.

Quem já teve a oportunidade de encarar o Paulistano depois da mudança no quinteto inicial elogiou. Principalmente por entender a competência do novo titular. “Entendo o que se discute sobre o espaço de Holloway, mas o Pedro é um dos melhores da posição dois no Brasil”, afirmou Paco García, técnico de Mogi das Cruzes, que venceu o atual vice-campeão do NBB na última quinta-feira. “Tem coração, é muito bravo, gosto bastante dele. Se está em melhor momento, é ele quem deve jogar”, emendou.

Holloway, cada vez menos utilizado no Paulistano (Foto: Ale da Costa/Portrait)

Holloway, cada vez menos utilizado no Paulistano (Foto: Ale da Costa/Portrait)

Mas não é só Pedro que tem tirado espaço do norte-americano. Na derrota para Mogi das Cruzes, o armador Fernando Penna foi utilizado mais vezes na posição dois e acabou permanecendo em quadra por 23 minutos, quase o dobro em relação aos 12 dele.

Durante o fim de semana do Jogo das Estrelas em Franca, Holloway havia elogiado ao Triple-Double o quanto De Conti é capaz de organizar o sistema ofensivo do Paulistano com eficiência. “Ele sabe te colocar em condição ideal para pontuar ou em uma na qual você atrai a defesa e permite que um companheiro faça a cesta. É um cara muito inteligente”, opinou.

Isso tudo tem sido visto pelo ala-armador cada vez mais do lado de fora. Por enquanto, o treinador parece entender que as coisas funcionam melhor em quadra sem ele.

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quinta-feira, 29 de maio de 2014 NBB | 15:08

Final do NBB: cinco perguntas para os técnicos de Flamengo e Paulistano

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Gustavo De Conti e José Neto, os técnicos da decisão do NBB (Foto: CBB)

Gustavo De Conti e José Neto, os técnicos da decisão do NBB (Foto: CBB)

As duas melhores campanhas da fase de classificação do NBB acabaram prevalecendo nos playoffs. Às 10h (de Brasília) deste sábado, Flamengo e Paulistano estarão frente a frente na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, para decidir o título da atual temporada. Em meio à preparação das equipes para o encontro que definirá o campeão, o blog procurou os dois técnicos finalistas para ouvir a opinião deles sobre alguns aspectos envolvendo a partida e o campeonato.

José Neto, treinador do Flamengo, e Gustavo De Conti, comandante do Paulistano, responderam às mesmas cinco perguntas. Ambos dão ênfase ao espírito coletivo de seus comandados em quadra e concordam que o fato de o título do NBB ser decidido em um único jogo não é o ideal.

Mas as semelhanças param por aí. As opiniões são bem diferentes quando o assunto é a importância dos dois encontros que aconteceram entre os times na fase de classificação — que tiveram duas vitórias por placar elástico do clube carioca.

Veja o bate-papo abaixo:

1) O que você acredita que será a maior força do seu time em quadra para buscar o título?

José Neto: A imposição do nosso jogo coletivo, que é um dos pontos fortes do Flamengo. Foi assim que conseguimos chegar à primeira posição na fase de classificação e passamos por duas séries nos playoffs. Acredito que isso será ainda mais importante ainda no jogo único.

Gustavo De Conti: Tudo o que a gente fez a temporada toda. O Paulistano foi bem regular a temporada toda, com o jogo muito baseado em uma defesa agressiva. Talvez nossa defesa não seja a melhor em números absolutos, mas fez os adversários errarem muito, forçando aproveitamentos baixos (de arremesso). Temos um jogo bem coletivo, cada um faz bem a sua função.

2) O que mais te chama a atenção no time adversário?

José Neto: A regularidade. O Paulistano tem um time muito regular, joga com muita intensidade e consegue manter essa intensidade. Foi assim que chegaram à final.

Gustavo De Conti: Apesar de ter caras muito bons individualmente, o Flamengo conta com um jogo coletivo muito forte, principalmente na defesa. A saída para o contra-ataque é o ponto mais forte deles. Eles fecham bem o garrafão, têm um jogo bem físico e correm muito no contra-ataque. São rápidos na saída de bola, inclusive os pivôs, algo que faz a diferença.

José Neto, técnico do Flamengo (Ricardo Ramos/LNB)

José Neto, técnico do Flamengo (Foto: Ricardo Ramos/LNB)

3) Qual o momento que você julga ter sido mais delicado para sua equipe na temporada?

José Neto: Cada momento teve importância. Apesar de sermos uma das equipes mais regulares, acredito que tivemos de passar por alguns momentos de superação. Teve a volta do Marcelinho depois de uma temporada afastado, a volta do Marquinhos depois de ficar o primeiro turno sem jogar, a chegada dos estrangeiros… Foi um processo com algumas dificuldades, mas isso nos tornou mais fortes e aperfeiçoou nosso trabalho coletivo.

Gustavo De Conti: Os dois momentos decisivos foram quando sofremos a reversão dos mandos de quadra, nas derrotas que tivemos em casa para Franca e para São José. Esses momentos foram os mais difíceis. Sabíamos que poderíamos reverter, mas que seria bem complicado. Foi difícil porque ficamos em choque. Nossa confiança se abalou um pouco. Mas o time foi forte para reverter a situação.

4) As duas vitórias tranquilas do Flamengo nos encontros entre os times na primeira fase significam alguma coisa?

José Neto: Não. Final é outra história. O Paulistano vivia outro momento quando os enfrentamos. No primeiro turno, eles ainda estavam priorizando as finais do Campeonato Paulista. No segundo turno, eles também tiveram algumas dificuldades, com alguns jogadores voltando de lesão. Isso é o que a gente menos pensa. Agora é diferente. Nossa equipe também se personalizou mais desde então. Tivemos boas séries de vitórias e cumprimos desafios importantes. Acho que os times estão totalmente diferentes. O Paulistano vem com mais moral e mais consciente da maneira como jogar. Nós também estamos mais fortalecidos.

Gustavo De Conti: Bastante. Para a gente, significa muito em termos de ajuste. O nosso jogo não casou bem com o deles. Então temos que fazer totalmente diferente do que a gente fez no primeiro e no segundo turno. As diferenças no placar (nos dois jogos) foram gigantescas, coisa que não pode existir entre primeiro e segundo colocado do NBB. Precisamos mudar nossa postura individual e as questões táticas. Precisamos de ajustes e já estamos fazendo isso para encarar de igual o Flamengo, coisa que não conseguimos até agora.

Gustavo De Conti, técnico do Paulistano (Foto: Luiz Pires/LNB)

Gustavo De Conti, técnico do Paulistano (Foto: Luiz Pires/LNB)

5) Como é decidir o campeonato em jogo único?

José Neto: A partir do momento que isso foi decidido coletivamente antes do campeonato, temos que nos preparar para isso. Esse jogo pode representar para a gente um título importante e fazer da nossa temporada brilhante. Tudo vai ser definido nesse jogo, e a gente precisa estar adaptado a isso. Acredito que o basquete brasileiro hoje já tenha condições de fazer campeonato ser decidido em série de playoff. Mas hoje o temos pela frente é o jogo único e é nisso que estamos focamos.

Gustavo De Conti: Não é o ideal tecnicamente falando. Acho que um campeonato que vem tendo séries de playoff em todas as fases ser decidido em jogo único não é ideal. Mas comercialmente falando, se é bom para a liga, ok, vamos fazer. Para o público e para a gente também não é ideal. Nós poderíamos fazer ajustes entre um jogo e outro, como foi em outras series. Os jogadores crescem, a rivalidade na série cresce, e isso é bom para todo mundo. O jogo único não é o ideal, mas foi decidido assim e o meu clube aceitou, tenho de respeitar.

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