Publicidade

Posts com a Tag Joe Ingles

quarta-feira, 18 de março de 2015 NBA | 04:03

Utah Jazz não vai aos playoffs, mas mostra evolução promissora

Compartilhe: Twitter

Golden State Warriors? Atlanta Hawks? Nada disso. O melhor time da NBA depois da pausa para o “All-Star Game” nem sequer disputará os playoffs neste ano. Trata-se do Utah Jazz, que apresenta campanha de 11 vitórias e duas derrotas desde então. Além disso, tem limitado os oponentes a 89,7 pontos a cada 100 posses de bola, índice mais baixo de toda a liga.

Parece que Quin Snyder aprendeu alguma coisa mesmo como assistente de Mike Budenholzer, que hoje lidera o Hawks após experiência preciosa ao lado de Gregg Popovich no San Antonio Spurs. Na verdade, Atlanta foi apenas das várias etapas percorridas pelo treinador, que passou por outras franquias da NBA, pela Universidade de Duke, onde encontrou Mike Krzyzewski, e até pela Europa, a serviço do CSKA Moscou.

Utah Jazz, de Gordon Hayward e Derrick Favors, é o melhor time da NBA desde o "All-Star Game"

Utah Jazz, de Gordon Hayward e Derrick Favors, é o melhor time da NBA desde o “All-Star Game”

Em tempos nos quais é cada vez menos comum ver tamanha disposição em quem já não possui mais tantas aspirações assim no campeonato, o trabalho em Utah é notável. “Nós realmente estamos nos mostrando um time competitivo neste momento, e isso é algo que muitas equipes jovens ou já longe de se classificarem aos playoffs podem facilmente esquecer”, disse o ala Gordon Hayward, cestinha do elenco com 19,6 pontos por jogo.

Apesar da reação no último mês, é improvável que o Jazz abocanhe um lugar entre os oito melhores da Conferência Oeste. Isso porque a distância para Oklahoma City Thunder e New Orleans Pelicans, que disputam palmo a palmo a última vaga na zona de classificação, é de sete vitórias. Tirar essa diferença com menos de 20 compromissos restantes é uma missão que beira o impossível.

A situação poderia ser diferente se 19 dos primeiros 25 duelos na temporada não tivessem acabado em derrota. Mas é importante observar que algumas coisas mudaram desde então. Snyder decidiu escalar o calouro australiano Dante Exum como armador titular e passou a utilizar Trey Burke a partir do banco de reservas, algo que ajudou a aprimorar a defesa do perímetro.

Dante Exum, o novo armador titular do Utah Jazz

Dante Exum, o novo armador titular do Utah Jazz

O dono da posição dois também foi trocado, mas por necessidade, não por opção. Isso porque Alec Burks lesionou o ombro em dezembro e precisou passar por uma cirurgia que o manterá afastado das quadras até a próxima temporada. O substituto na função vem sendo o novato Rodney Hood, após período de experiência com o australiano Joe Ingles.

Mas foi no garrafão que aconteceu a mudança de maior impacto no quinteto inicial. O pivô francês Rudy Gobert já vinha apresentando muito potencial nas oportunidades que recebia para mostrar serviço, sobretudo na defesa. Depois que Enes Kanter foi despachado para Oklahoma City, passou a atuar desde o começo das partidas, recebendo mais minutos e correspondendo às expectativas que havia ao seu redor.

Nos últimos 13 jogos, todos como titular, Gobert registra médias de 10,4 pontos, 15,1 rebotes e 2,8 tocos em cerca de 34 minutos de ação. Além disso, transforma em pesadelo a vida dos adversários perto da cesta, limitando-os a um aproveitamento de apenas 39,2% nos arremessos ao longo do campeonato. Ninguém na NBA protege o aro com a mesma eficiência.

Rudy Gobert: quanto mais minutos, maior o impacto

Rudy Gobert: quanto mais minutos, maior o impacto em quadra

O parceiro dele na área pintada é Derrick Favors, que também faz um bom papel na marcação e lidera o ranking de eficiência do time, com índice de 22,6. Snyder classifica o ala-pivô como alguém difícil de ser marcado e que tem tomado decisões acertadas no ataque. “É um cara que vem evoluindo na medida em que a temporada progride”, afirmou o comandante.

O grande fator de animação nessa história toda é a constatação de que a evolução provavelmente está em estágio inicial, já que se trata de um grupo bastante jovem. O jogador mais velho à disposição do treinador hoje é Ingles, de 27 anos. A tendência é que os melhores dias das principais peças da equipe ainda estejam por vir.

A torcida em Salt Lake City já esfrega as mãos. De todos os projetos de reconstrução colocados em prática na NBA de uns tempos para cá, talvez o do Jazz seja o que está mais próximo de se tornar realidade.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2014 NBA | 08:00

Da Europa para a NBA

Compartilhe: Twitter

Andrew Wiggins, Jabari Parker, Joel Embiid, Marcus Smart, Julius Randle e muitos outros. É relativamente grande a lista de calouros que chegam à NBA cercados de expectativas bem altas pelo o que fizeram como universitários. Mas há um outro grupo de novatos que merece atenção especial, formado por quem busca triunfar na principal liga de basquete do planeta depois de se destacar na Europa.

Veja abaixo quem são eles e como podem conquistar espaço em suas respectivas novas equipes:

Lucas Bebê (Toronto Raptors)
Posição: pivô
Altura: 2,13m
Peso: 100 kg
Idade: 22 anos
País: Brasil
Onde estava na última temporada: no Estudiantes, da Espanha
Como chegou à NBA: foi selecionado na 16ª escolha do Draft de 2013 pelo Boston Celtics, teve os direitos adquiridos pelo Atlanta Hawks. Depois de um ano, foi trocado com o Toronto Raptors.

A exemplo do compatriota Bruno Caboclo, é um projeto para o futuro do Raptors. Os 2,13m favorecem, sem dúvida, mas falta ainda a Lucas um pouco mais de massa muscular para encarar os grandalhões da NBA dentro do garrafão. Outro ponto a ser desenvolvido é o ataque, que ainda se resume a enterradas e outros arremessos ao redor do aro.

Em compensação, a capacidade defensiva é muito acima da média, com boa mobilidade e facilidade notável para dar tocos. Foi isso que o fez chamar a atenção dos olheiros e é por aí que ele pode começar a construir seu espaço na rotação do Raptors.

Bojan BogdanovicBojan Bogdanovic (Brooklyn Nets)
Posição: ala
Altura: 2,03m
Peso: 98 kg
Idade: 25 anos
País: Croácia
Onde estava na última temporada: no Fenerbahce, da Turquia
Como chegou à NBA: foi selecionado na 31ª escolha do Draft de 2011 pelo Miami Heat. Na mesma noite do recrutamento, acabou sendo envolvido em uma troca com o New Jersey Nets (agora em Brooklyn).

Apesar de ter apresentado uma queda pelo Fenerbahce na última temporada da Euroliga neste aspecto, o croata tem como principal característica a capacidade de fazer pontos, seja infiltrando ou arremessando de longe. Essa versatilidade para atacar ficou bem clara na Copa do Mundo. Bogdanovic foi o segundo maior cestinha da competição, com média de 21,2 pontos por jogo — atrás apenas dos 22,0 por duelo de J.J. Barea.

Um tempo atrás, tinha quem o comparasse a Paul Pierce, até mesmo pela defesa e disposição atlética não mais do que medianas. Por mais precoce que isso possa parecer no momento, não é difícil imaginar que esse paralelo tenha passado pela cabeça dos cartolas do Nets quando decidiram não cobrir a oferta do Washington Wizards por Pierce. Ainda é cedo para prever um legado de Bogdanovic na NBA semelhante ao do veterano, mas é seguro dizer que ele tem talento o suficiente para se tornar uma peça útil à rotação de já nesta temporada de calouro.

Zoran DragicZoran Dragic (Phoenix Suns)
Posição: ala-armador
Altura: 1,96m
Peso: 91 kg
Idade: 25 anos
País: Eslovênia
Onde estava na última temporada: no Unicaja Málaga, da Espanha
Como chegou à NBA: foi contratado pelo Phoenix Suns após a Copa do Mundo. Pouco antes, ele tinha assinado um novo contrato com o Unicaja Málaga, mas conseguiu um acordo para ser liberado.

Os últimos meses foram muito especiais para a família Dragic. Enquanto Goran liderava o surpreendente Phoenix Suns a brigar por uma vaga nos playoffs e conquistava o caminho que o levou a ganhar o prêmio de jogador que mais evoluiu na NBA, o irmão mais novo apresentou um salto de produção notável na Espanha. Nos 22 jogos que disputou pelo Unicaja Málaga na Euroliga, marcou 10,9 pontos em cerca de 23 minutos por partida, além de acertar 41,3% nos arremessos de quadra. Números que ele não tinha passado nem perto de registrar até então.

Na verdade, Jeff Hornacek e Ryan McDonough — técnico e gerente-geral do Phoenix Suns, respectivamente — já estavam de olho em Zoran um pouco antes disso. Tudo começou no EuroBasket de 2013, disputado justamente na Eslovênia. A dupla viajou para lá a fim de observar irmão mais velho, mas voltou impressionada com a intensidade e agressividade do caçula, tanto na defesa quanto para atacar a cesta com a bola nas mãos. A Copa do Mundo só reforçou essa boa impressão e acabou rendendo a ida à NBA. Resta a ele agora encantar mais gente e provar que é muito mais do que simplesmente o irmão de Goran.

Joe InglesJoe Ingles (Utah Jazz)
Posição: ala
Altura: 2,03m
Peso: 98 kg
Idade: 27 anos
País: Austrália
Onde estava na última temporada: no Maccabi Tel Aviv, de Israel
Como chegou à NBA: foi contratado pelo Los Angeles Clippers após a Copa do Mundo. Participou de alguns jogos da pré-temporada pela equipe antes de ser dispensado. Dois dias depois, o Utah Jazz o adicionou ao elenco.

O australiano esteve no radar do Memphis Grizzlies no último ano, mas preferiu deixar o Barcelona para acertar com o Maccabi Tel Aviv ao invés de se mandar para a NBA. Na época, ele justificou a decisão dizendo que queria ir para um lugar onde pudesse de fato jogar. Acabou fazendo parte de um elenco que conquistou a Euroliga, mas foi limitado a apenas 23 minutos por partida durante a campanha — número não muito diferente do que teve no clube espanhol no ano anterior. Em compensação, o desempenho na bola de três bateu em 41,7%.

Aí veio a Copa do Mundo, e Ingles voltou a atrair os olheiros da NBA. Alguns times demonstraram interesse, mas quem o levou foi o Los Angeles Clippers. Até era de se imaginar que o ala pudesse se encaixar bem no elenco de Doc Rivers, mas acabou sendo dispensado antes do início da temporada. Dois dias depois, o Utah Jazz decidiu contratá-lo. Em uma equipe em reconstrução e cheia de jovens buscando espaço, ele provavelmente receberá algumas oportunidades para mostrar serviço e provar que tem a capacidade de contribuir na principal liga do planeta.

Nikola MiroticNikola Mirotic (Chicago Bulls)
Posição: ala-pivô
Altura: 2,08m
Peso: 107 kg
Idade: 23 anos
País: Sérvia
Onde estava na última temporada: no Real Madrid, da Espanha
Como chegou à NBA: foi selecionado na 23ª escolha do Draft de 2011 pelo Houston Rockets, mas acabou sendo adquirido pelo Chicago Bulls na mesma noite do recrutamento.

Desde que teve os direitos adquiridos pelo Bulls, Mirotic tem despertado muita expectativa em Chicago. Ainda mais porque logo após o Draft de 2011 ele ganhou o prêmio de MVP do EuroBasket sub 20, com uma média impressionante de 27,0 pontos e 10,0 rebotes por partida. Em seguida, não só se consolidou como titular do poderoso Real Madrid como foi eleito o melhor jogador da liga espanhola em 2013. Na última Euroliga, elevou o aproveitamento nas nas bolas de três para 46,1%.

É justamente essa capacidade de produzir ofensivamente tão bem fora do garrafão que fez o pessoal em Chicago torcer por sua chegada já nesta temporada. Afinal de contas, o time sofreu demais para pontuar no último ano, principalmente de longe da cesta. Sem falar que esse tipo de ala-pivô, de mobilidade destacada para seu tamanho, pode ser uma arma bem interessante para trabalhar nos bloqueios com um infiltrador de primeiro nível como Derrick Rose. Seja para abrir o corredor ou para permanecer na posição e chutar.

Jusuf NurkicJusuf Nurkic (Denver Nuggets)
Posição: pivô
Altura: 2,11m
Peso: 127 kg
Idade: 20 anos
País: Bósnia
Onde estava na última temporada: no Cedevita, da Croácia
Como chegou à NBA: foi selecionado na 16ª escolha do Draft de 2014 pelo Chicago Bulls e trocado imediatamente com o Denver Nuggets.

“Ele traz a dor. Ofensivamente e defensivamente”. Foi desta maneira que o técnico Brian Shaw classificou a chegada do grandalhão bósnio, que adora o jogo físico perto da cesta. É assim que ele busca se impor na briga pelos rebotes, algo que fez tão bem neste início de trajetória na NBA. Durante a pré-temporada, ele teve quase nove por jogo de média em cerca de apenas 18 minutos de ação. Esse dado chamou muito a atenção do comandante do Nuggets, mas não foi só isso. Nas palavras do próprio Shaw, Nurkic é muito ágil para alguém do tamanho dele.

Antes do Draft, os olheiros especializados em acompanhar jogadores prestes a entrar na NBA destacaram a habilidade dele para trabalhar no pick and roll,  girando em direção à cesta após o bloqueio para definir com eficiência. O problema, ainda de acordo com quem o seguiu de perto por mais tempo, é que o jogo dele praticamente inexiste fora da área pintada. Além disso, Nurkic ainda sofre defensivamente para marcar gente mais alta, apresentando tendência de acumular faltas. Mas os pontos positivos o credenciam a lutar com JaVale McGee e Timofey Mozgov por minutos na posição cinco do Nuggets.

Kostas PapanikolaouKostas Papanikolaou (Houston Rockets)
Posição: ala
Altura: 2,03m
Peso: 102 kg
Idade: 24 anos
País: Grécia
Onde estava na última temporada: no Barcelona, da Espanha
Como chegou à NBA: foi selecionado na 48ª escolha do Draft de 2012 pelo New York Knicks. Enquanto permaneceu na Europa, foi envolvido em uma troca com o Portland Trail Blazers, que o negociou depois com o Houston Rockets.

Quando teve o nome chamado no Draft da NBA de 2012, Papanikolaou tinha acabado de se tornar campeão europeu com o Olympiacos. Ao permanecer com o time grego, repetiu o feito no ano seguinte. Em seguida, mandou-se da Grécia para se juntar ao Barcelona. O sonho do tri continental acabou na semifinal diante do Real Madrid, mas o troco sobre os rivais foi dado na decisão da liga espanhola.

Portanto, Papanikolaou chega à NBA tendo conquistado três títulos extremamente importantes nas últimas três temporadas. Trata-se de um vencedor, sem dúvida alguma. Durante esse período, mostrou facilidade para converter arremessos de longa distância, algo que o faz combinar muito bem com o estilo de jogo do Houston Rockets. Pode ajudar recebendo o passe e partindo para o chute, mas terá de se virar de alguma maneira para compensar a capacidade atlética abaixo da média para conquistar minutos.

Damjan RudezDamjan Rudez (Indiana Pacers)
Posição: ala
Altura: 2,08m
Peso: 91 kg
Idade: 28 anos
País: Croácia
Onde estava na última temporada: no Zaragoza, da Espanha
Como chegou à NBA: foi contratado pelo Indiana Pacers em julho, pouco depois de obter uma liberação do Zaragoza, com quem ainda tinha mais um ano de contrato.

De acordo com Adrian Wojnarowski, jornalista do Yahoo! Sports bem informado que só ele nos bastidores da NBA, Rudez vinha despertando os olhares de alguns times da melhor liga do mundo em meados de junho. Cleveland Cavaliers, Toronto Raptors, Utah Jazz e Indiana Pacers eram os interessados. A proposta de Larry Bird parece ter sido melhor que a dos concorrentes, e foi o Pacers que fechou negócio com o croata.

Não foi a agilidade incomum, nem a defesa extraordinária. Até porque são características que não constam no jogo dele. O que fez Rudez voltar a ser considerado pelos olheiros da NBA, após ter passado batido no Draft de 2008, foram os chutes. Na última temporada, ele converteu 44,1% das bolas que arriscou de três pontos pelo Zaragoza na liga espanhola. Nos arremessos gerais, o rendimento foi de 46,5%. Contar com alguém de 2,08m chutanto tão bem de fora do garrafão é uma possibilidade bem atraente para qualquer equipe. Ainda mais para o Pacers, que precisa aumentar seu poder de fogo agora que não tem mais Lance Stephenson e não sabe quando terá Paul George de volta.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 2 de setembro de 2014 Fiba | 20:32

Alvo de times da NBA leva Austrália à surpreendente vitória sobre a Lituânia

Compartilhe: Twitter

De acordo com o Marc Stein, jornalista da ESPN norte-americana, o ala australiano Joe Ingles está no radar de sete ou oito times da NBA. Depois do que se viu nesta quarta-feira na Copa do Mundo, é de se imaginar que esse interesse só tenha crescido.

Ingles foi o grande responsável pela impressionante vitória da Austrália sobre a Lituânia por 82 a 75, pela terceira rodada do Grupo D do Mundial. Anotou 18 pontos, deu quatro assistências e roubou três bolas, somando 19 de eficiência — mais do que qualquer outro companheiro.

Joe Ingles: atuação contra a Lituânia só o deixou mais perto da NBA (Foto: Fiba/Divulgação)

Joe Ingles: atuação contra a Lituânia só o deixou mais perto da NBA (Foto: Fiba/Divulgação)

Mas não é justo olhar apenas para os números. Ingles se mexeu o tempo todo no ataque e também na defesa, liderando uma marcação que pressionou demais o perímetro adversário, que simplesmente não conseguiu produzir longe da cesta. O fato de os lituanos terem acertado apenas um arremesso fora do garrafão durante toda a primeira metade enquanto somaram 13 desperdícios ofensivos sinaliza muito bem isso.

“Provavelmente, não é algo muito usual. Mas acredito que a gente pode ser muito bom nisso”, disse Ingles após o confronto, referindo-se ao estilo de jogo da seleção australiana, que alia pressão intensa na bola defensivamente e ataques em ritmo acelerado. “Temos muitos caras altos e atléticos que podem fazer isso e mostraram isso um pouco contra a Coreia do Sul, dois dias atrás. Foi justamente o que nos faltou na estreia, contra a Eslovênia. Hoje, mostramos que se fizermos isso por 40 minutos, podemos bater qualquer adversário”, completou, cheio de confiança.

A Austrália não ficou atrás em momento algum do embate. Abriu 30 a 20 no primeiro quarto, limitou o oponente a apenas oito pontos no segundo e foi para o intervalo com 19 de vantagem: 47 a 28. A situação levou o técnico Jonas Kazlauskas a mudar tudo na Lituânia. Com exceção de Renaldas Seibutis, todos os outros quatro titulares ficaram no banco no início da segunda metade.

Deu certo. O time europeu imediatamente engatou uma corrida de dez pontos consecutivos e cortou a diferença pela metade em um piscar de olhos. A reação não ficou só nisso. Em alguns momentos a diferença no placar chegou a ser de apenas três pontos. Mas sempre que isso ocorreu, os australianos conseguiram reagir prontamente e voltar a abrir distância um pouco mais segura, mantendo a liderança até o fim.

“Nós sabíamos que eles reagiriam em algum ponto do segundo tempo, e foi ótimo os jogadores conseguirem se manter unidos e apegados ao nosso estilo de jogo”, analisou Ingles. “A Lituânia é uma grande equipe e iria fazer alguma coisa. Acredito que, no passado, esse era o ponto da partida no qual a gente perderia, depois de não conseguir segurar a liderança e interromper a reação adversária. Acho que fizemos um grande trabalho neste sentido”, finalizou.

Os invictos

Graças ao grande trabalho australiano citado por Ingles, a Copa do Mundo chega ao final da terceira rodada com apenas quatro seleções mantendo o aproveitamento de 100%. Uma em cada grupo: Espanha, Grécia, Estados Unidos e Eslovênia.

Os eslovenos já haviam passado por Austrália e México. Nesta quarta-feira, confirmaram o favoritismo diante de um dos oponentes mais frágeis do torneio: a Coreia do Sul. O triunfo por 89 a 72 teve como figural principal o armador Goran Dragic, dono de 22 pontos e quatro assistências.

Goran Dragic e a Lituânia venceram, mas tomaram susto da Coreia do Sul (Foto: Fiba/Divulgação)

Goran Dragic e a Lituânia venceram, mas tomaram susto da Coreia do Sul (Foto: Fiba/Divulgação)

Mas engana-se quem imagina que os asiáticos não impuseram nenhum tipo de resistência. Pelo contrário: chegaram a vencer o primeiro quarto e só não foram para o intervalo à frente porque o pivô Sekeun Oh errou uma bola nos segundos derradeiros. Depois disso, ao longo dos dois últimos quartos, a Eslovênia finalmente conseguiu deslanchar e vencer de maneira mais tranquila.

Já os Estados Unidos despacharam a Nova Zelândia por 98 a 71. Mais uma vez, os atuais campeões não começaram bem e erraram demais nas primeiras posses de bola. Mas, ao contrário do que aconteceu contra a Turquia, rapidamente conseguiram se impor e tomar conta do jogo.

A única coisa que pode ter assustado os norte-americanos desta vez foi o haka que os neo-zelandeses fizeram antes da partida. Derrick Rose e Kenneth Faried fizeram cara de que não estavam entendendo nada. Veja abaixo:

Mas teve algo que foi exatamente igual em relação à partida anterior: o fato de Kenneth Faried e Anthony Davis terem sido os principais líderes do triunfo norte-americano. Ambos contabilizaram 26 de eficiência. Faried acertou sete dos nove arremessos que tentou, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Já Davis somou 21 pontos, nove rebotes e dois roubos de bola.

“Foi uma atuação sólida”, elogiou o técnico Mike Krzyzewski. “A intensidade foi excelente. Jogamos contra um sistema ofensivo diferente, que é difícil de defender com caras grandes. E nós defendemos muito bem”, analisou o comandante do time norte-americano, que jurou ainda não ter a Espanha na cabeça.

“Francamente, nós estamos nos concentrando nos jogos que fazemos. Se nós (EUA e Espanha) avançarmos até a final, vamos os estudar muito. Mas, por enquanto, só estamos observando o que acontece por aqui”, afirmou.

Autor: Tags: , , , , , ,