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domingo, 15 de fevereiro de 2015 NBA | 16:53

NBA aproxima “All-Star Game” do público e dá aula de exposição

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LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

Não deu. Pode até ser que um dia o blog receba um convite da NBA para viajar aos Estados Unidos e cobrir de lá todos os eventos do final de semana do “All-Star Game”, mas ainda não é essa a situação. Mesmo assim, sem ao menos cruzar as fronteiras da cidade de São Paulo, foi possível ouvir sete dos 24 jogadores que disputam a partida das estrelas neste domingo.

Primeiro, foram os irmãos Gasol. Marc a Pau atenderam jornalistas do mundo inteiro, através de uma entrevista coletiva por telefone, na segunda-feira. No dia seguinte, o mesmo procedimento foi feito com Al Horford. Tudo já devidamente registrado neste espaço.

Só isso já estaria de bom tamanho, considerando a impossibilidade de superar a distância entre São Paulo e Nova York para marcar presença no evento. Mas ainda havia muito mais pela frente.

Na sexta-feira, em meio ao bate-papo com os repórteres que estão cobrindo o final de semana das estrelas de perto, quatro jogadores foram deslocados para uma videoconferência com jornalistas de nove cidades do mundo. A atividade, da qual o blog também fez parte, já estava confirmada havia alguns dias, mas o nome dos participantes se manteve um mistério até instantes antes do início. Tudo o que se tinha era a promessa dos organizadores de tentar “selecionar os tops”.

Dito e feito. Quando a assessoria da NBA informou que LaMarcus Aldridge, Stephen Curry, LeBron James e John Wall seriam os atletas disponíveis, foi difícil não ficar satisfeito. São quatro nomes de impacto, sobretudo os dois do meio, líderes de votos do público para o “All-Star Game”.

Uma das regras impostas era de que cada cidade só poderia fazer uma pergunta por vez, ainda que mais de um repórter estivesse participando de um mesmo lugar do mundo. Em São Paulo, por exemplo, além do blog, quem também marcou presença foi Gustavo Faldon, a serviço da ESPN Brasil.

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

Obviamente, não houve muito tempo para falar com os astros. Cada conversa durou cerca de dez minutos, mas até que eles trataram de fazer a maioria das respostas render ao máximo. A exceção foi LeBron James, que se mandou depois de quatro minutos, tendo atendido somente cinco jornalistas e sem se alongar muito.

O papo com o melhor jogador da atualidade não foi lá essas coisas, o que não causou nenhuma surpresa. Quando veio ao Brasil em outubro passado, para o jogo de exibição entre Cleveland Cavaliers e Miami Heat, LeBron já havia demonstrado uma certa impaciência nesse sentido. A coletiva pós-jogo, por exemplo, não durou cinco perguntas e aconteceu ao lado de Kevin Love — o que ajudou a diminuir o tempo útil dele à disposição da imprensa.

Antes de qualquer julgamento, é importante tentar ver as coisas sob a ótica do jogador. Por despertar a maior atenção dos jornalistas em qualquer lugar que esteja, a probabilidade de acabar precisando comentar um assunto muito mais do que uma vez é imensa.

Há também um outro cenário. No início da noite de sexta-feira, por exemplo, Nick Friedell, repórter da ESPN Chicago, postou em sua conta no Twitter o link de uma matéria com a opinião de LeBron sobre Derrick Rose voltar ou não um dia ao nível que fez dele MVP em 2011. Não se trata de um caso isolado. Havia ainda outros profissionais ligados a todas as demais equipes da liga fazendo coisas semelhantes.

Não é toda paciência que resiste a um processo como esse. A de LeBron já estava no limite. Mas, para a sorte de quem participou da videoconferência, os outros três jogadores conseguiram se mostrar mais tolerantes. O que Aldridge falou de mais interessante já apareceu por aqui. O conteúdo com os demais surgirá nos próximos dias.

Independentemente do motivo, é uma pena que as respostas do principal jogador da atualidade não tenham rendido tanto em comparação com os colegas, mas isso fica em segundo plano. O importante mesmo é que ele e os três foram deslocados pela NBA para essa conversa com quem não pôde ir até lá. Isso logo após atenderem a multidão de gente que estava em Nova York para arrancar todo o tipo de informação deles.

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

No final das contas, foi mais uma demonstração da preocupação da NBA em aumentar seu poder de alcance e do quanto ela sabe fazer isso. Ao organizar essa videoconferência, a liga possibilitou que cada um destes meios de comunicação distantes de Nova York pudesse coletar material jornalístico sobre o evento e levar o conteúdo ao respectivo público. Significa que mais pessoas estão lendo sobre a principal liga de basquete do mundo neste final de semana do “All-Star Game”.

Bem ou mal, LeBron James acabou ficando à disposição de repórteres brasileiros ao menos duas vezes nos últimos quatro meses. Através das redes sociais, pode-se observar que o acesso da imprensa local, por estar mais próxima, é muito maior. É uma situação padrão. Qualquer jogador de qualquer time, do reserva pouco conhecido e que raramente recebe tempo de quadra à estrela da companhia, responde aos questionamentos dos repórteres logo após as partidas. É sempre assim.

Quantas vezes um craque do futebol como Lionel Messi deu uma entrevista coletiva nos últimos seis meses? Quantas vezes os fãs de futebol ouviram o ponto de vista dele sobre qualquer assunto relacionado ao jogo durante esse período? E Cristiano Ronaldo? E os rostos mais conhecidos dos grandes clubes brasileiros? Falam tanto com o seu torcedor quanto poderiam?

Definitivamente, não. Neste quesito em especial, a NBA dá aula. Pouca gente sabe expor seu produto tão bem quanto ela, algo que ficou claro durante a semana e que poderia servir de lição para muita gente. Não é somente a qualidade única dos atletas que faz a liga ser comentada no mundo todo.

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sábado, 14 de fevereiro de 2015 NBA | 15:33

LaMarcus Aldridge não sabia se voltaria a jogar na NBA. Conseguiu em grande estilo

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LaMarcus Aldridge é um dos reservas da Conferência Oeste no “All-Star Game” da NBA deste ano devido, em grande parte, à habilidade de produzir ofensivamente quando recebe a bola de costas para a cesta, fora do garrafão. Poucos reinam como o craque do Portland Trail Blazers neste tipo de situação. Mas a estrada que precorreu rumo ao ponto em que se encontra hoje passou por etapas bem complicadas e nem parecia que o levaria tão longe assim no começo.

Quando pequeno, não era a primeira opção dos garotos com quem jogava basquete nas ruas de Dallas, onde cresceu. Nem a segunda, nem a terceira. Era uma das últimas, na verdade. Aldridge era um “sem jeito”, como ele próprio se definiu no bate-papo com jornalistas do mundo todo nesta sexta-feira, através de uma videoconferência da qual o blog também fez parte.

LaMarcus Aldridge de costas para a cesta, do jeito que se sente à vontade (Foto: Getty Images)

LaMarcus Aldridge de costas para a cesta, do jeito que se sente à vontade (Foto: Getty Images)

Mas depois cresceu, teve sucesso nos treinos que realizou para ficar mais atlético e está na NBA. Mais detalhes desta história podem ser encontrados na matéria publicada pelo iG Esporte neste sábado. Final feliz de uma trajetória bacana de superação, correto? Ainda não.

Em 2007, na reta final da primeira temporada como profissional, Aldridge foi diagnosticado com síndrome de Wolff-Parkinson-White, causa das tonturas que sentia e dos batimentos cardíacos irregulares. Depois de uma cirurgia no coração para correção deste problema, o ala-pivô do Blazers passou a ter um acompanhamento cardiológico mais próximo. Quatro anos depois, precisou ser submetido a uma nova operação.

“Passei duas vezes por isso e foi muito difícil”, disse. “Eu não sabia se poderia jogar de novo na NBA, que exige uma condição cardíaca muito boa. Foi duro, mas a minha família me manteve positivo. Foi tudo muito complicado, mas acho que as coisas tendem a dar certo se você se mostrar positivo durante o percurso.”

Felizmente, isso tudo ficou para trás. Selecionado pela quarta vez para a disputa do “All-Star Game”, Aldridge deposita sua concentração na busca de um objetivo profissional mais nobre: a conquista de um título em Portland, sensação que a cidade só experimentou uma única vez, no já distante ano de 1977.

Para isso de fato acontecer, o ala-pivô sabe que apenas o pensamento positivo não basta. É preciso trabalhar duro no dia a dia e usar as lições de tropeços do passado. Como, por exemplo, a derrota para o San Antonio Spurs em quatro jogos na série semifinal do Oeste de 2014.

“Aquilo nos ensinou a ter mais disciplina”, refletiu. “O Spurs tem isso de sobra e venceu com uma maneira diferente de jogar basquete, com muita movimentação de bola e busca pelo passe extra antes da definição. Nossa intenção é ter esse tipo de jogo coletivo que eles tão bem apresentaram no ano passado.”

LaMarcus Aldridge e a derrota para o Spurs que deixou lições (Foto: Getty Images)

LaMarcus Aldridge e a derrota para o Spurs que deixou lições (Foto: Getty Images)

Foram dez minutos cravados de conversa com jornalistas de nove cidades diferentes do mundo. Uma delas era Madri, o que significa que uma das perguntas obrigatoriamente passou pela opinião sobre o feito de Pau e Marc Gasol, os primeiros irmãos titulares em um “All-Star Game”. “Será uma ocasião muito especial para os dois, e isso sinaliza o quanto são talentosos e trabalham duro no dia a dia. Já joguei muito contra ambos e posso dizer que são atletas extremamente habilidosos e também muito inteligentes”, opinou Aldridge.

Mas em outro momento da conversa, também tendo os europeus como assunto, o ala-pivô revelou uma profunda admiração por um outro espanhol do Chicago Bulls. “Sou fã daquele garoto que está lá, me fugiu o nome dele”, disse Aldridge, referindo-se ao novato Nikola Mirotic. “É capaz de chutar bem, de passar bem e tem todas as ferramentas necessárias para melhorar ainda mais daqui para frente”, completou.

Como Londres também fez parte das cidades com jornalistas que participaram da série de questionamentos, foi inevitável para a estrela do Blazers comentar sobre um colega de equipe em especial: o pivô inglês Joel Freeland.

“Ele é ótimo, adoro tê-lo como companheiro. Além de ser muito bom na convivência diária, faz coisas dentro de quadra que muita gente não consegue. É um grande defensor, protege muito bem o aro e tem melhorado ofensivamente, principalmente com os chutes certeiros de média distância. É um ótimo companheiro porque faz essas coisas que precisam ser feitas para se vencer”, reconheceu.

Durante esses anos todos que está na NBA, Aldridge viu Freeland e Mirotic entrarem na liga, testemunhou a evolução dos irmãos Gasol, firmou o seu nome entre os principais homens de garrafão da atualidade e ajudou o Blazers a se colocar na condição de potência do Oeste, permitindo já sonhar com um título no caminho. São fatores valiosos e que certamente ficam com um sabor ainda mais especial se considerados todos os problemas que apareceram ao longo desta estrada no basquete.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 NBA | 21:00

Quem merece aparecer entre os reservas do All-Star Game?

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Selecionados pelos fãs ao redor do mundo, os titulares do “All-Star Game” já foram divulgados. Nesta quinta-feira, será a vez de a NBA anunciar quais jogadores completarão os times das duas conferências. Os técnicos ao redor da liga é que definirão os selecionados, mas resolvi entrar na brincadeira e apontar quais seriam os escolhidos por aqui.

Antes de chegarmos a elas, vale lembrar rapidamente do regulamento. Os reservas devem ser distribuídos do mesmo jeito que o público fez com os titulares: dois jogadores que exercem as posições da armação (“backcourt”) e três que atuam nas demais (“frontcourt”). As outras duas vagas restantes podem ser preenchidas por atletas de qualquer posição (“wild card”). Será importante ter isso em mente a partir de agora.

CONFERÊNCIA LESTE

Os escolhidos: Chris Bosh (Miami Heat), Jimmy Butler (Chicago Bulls) e Paul Millsap (Atlanta Hawks); Jeff Teague (Atlanta Hawks) e Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers); Dwyane Wade (Miami Heat) e Kyle Korver (Atlanta Hawks)

Menções honrosas: Al Horford (Atlanta Hawks), Andre Drummond (Detroit Pistons), Brandon Knight (Milwaukee Bucks), Marcin Gortat (Washington Wizards) e Nikola Vucevic (Orlando Magic)

Al Horford: muitos sacrifícios pelo Atlanta Hawks (Foto: Getty Images)

Al Horford: muitos sacrifícios pelo Atlanta Hawks (Foto: Getty Images)

Apesar de uma queda de rendimento nas últimas partidas, Jimmy Butler faz a melhor temporada da carreira e merece ser premiado por isso. Definitivamente, merece uma vaga entre os reservas do Leste. A questão é como ele seria indicado pelos técnicos. Como atua na posição de ala-armador em condições normais, deveria então aparecer entre os selecionados no “backcourt” — ou no “wild card”.

O problema é que isso acabaria fazendo Dwyane Wade e Kyle Korver disputarem uma única vaga. Apesar da campanha irregular do Miami Heat, o ala-armador vem jogando bem o suficiente para justificar sua presença. Enquanto isso, o ala do Atlanta Hawks, como já foi dito por aqui, talvez seja a principal peça em um sistema ofensivo extremamente eficiente, usando seu bom trabalho longe da cesta para abrir as defesas rivais e abrir espaços para os companheiros aparecerem.

Se der para Wade e Korver serem escolhidos, melhor. O jeito para viabilizar isso então é colocar Butler na turma do “frontcourt”, ao lado de Chris Bosh e Paul Millsap. Não seria injustiça alguma, é claro, se Al Horford ficasse com uma das vagas, mas aí o jogador do Chicago Bulls teria de ser votado como ala-armador, o que custaria a vaga de alguém no perímetro.

Um dos vários pontos positivos de Horford enquanto jogador é a capacidade de aceitar se sacrificar pelo time. Ele tem feito isso muito bem na ótima campanha que o Hawks faz até agora, deixando o ego completamente de lado ao aceitar dividir as ações com os companheiros. Deixar de ir ao “All-Star Game” e observá-los apenas à distância seria mais um destes sacrifícios. Paciência.

CONFERÊNCIA OESTE

Os escolhidos: DeMarcus Cousins (Sacramento Kings), James Harden (Houston Rockets) e LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers); Damian Lillard (Portland Trail Blazers) e Klay Thompson (Golden State Warriors); Chris Paul (Los Angeles Clippers) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)

Menções honrosas: DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers), Dwight Howard (Houston Rockets), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Mike Conley (Memphis Grizzlies) e Monta Ellis (Dallas Mavericks)

Chris Paul e Russell Westbrook: tem como escolher só um dos dois? (Foto: Getty Images)

Chris Paul e Russell Westbrook: tem como escolher só um dos dois? (Foto: Getty Images)

O mesmo procedimento do Leste foi adotado por aqui. James Harden é um sério candidato a MVP da temporada e precisa estar em Nova York para o evento. Assim como Jimmy Butler, ele seria um ala-armador votado como ala só para entrar na turma do “frontcourt”, possibilitando abrir mais um espaço entre os escolhidos das posições 1 e 2.

Se isso não acontecesse, chegaríamos ao final deste processo de seleção tendo Chris Paul e Russell Westbrook disputando uma única vaga. Seria um crime deixar um deles fora da partida que reúne as principais estrelas da temporada, não é verdade? Se há um jeito de colocar ambos na festa, então vamos nessa.

É difícil imaginar que alguém conteste as presenças de Damian Lillard e Klay Thompson no “All-Star Game”. O armador do Portland Trail Blazers já deu algumas demonstrações ao longo da temporada do quanto seu sangue é frio em momentos decisivos dos jogos. Thompson, por sua vez, é fundamental em ambos os lados da quadra para o sucesso de um time como o Golden State Warriors, que lidera uma conferência tão forte. Não é pouca coisa.

Sobram duas vagas ao lado de Harden entre os jogadores que atuam mais perto da cesta. Apesar de a campanha do Kings estar em queda livre, DeMarcus Cousins é dono do segundo maior índice de eficiência dentre todos os jogadores da temporada: 27,8 por partida, atrás apenas da marca impressionante de 31,0 de Anthony Davis. Já LaMarcus Aldridge é, no mínimo, tão importante quando Lillard para o Blazers. É o cestinha de um time que aparece entre os líderes do Oeste e tem duplo-duplo de média.

Kevin Durant: MVP vai ficar fora do All-Star Game mesmo? (Foto: Getty Images)

Kevin Durant: MVP vai ficar fora do All-Star Game. Ou não? (Foto: Getty Images)

Reflexões

– Kevin Durant é craque? Sem dúvida. Ainda é um dos grandes jogadores do planeta? Certamente. Mas o fato de o número de atuações ter sido limitado pelas lesões ao longo da temporada joga bastante contra ele nesta história toda. Até daria para colocar aqui quando foi a última vez que um MVP ficou ausente de um “All-Star Game” no ano seguinte, mas não será preciso. Os técnicos ao redor da liga darão um jeito de botá-lo no evento. Se isso não acontecer, aí o levantamento aparece por aqui. Combinado?

– De qualquer maneira, o Oeste terá na lista de ausências gente que está jogando mais do que o suficiente para participar do “All-Star Game”. Jogar em uma conferência tão concorrida em todos os sentidos tem dessas mesmo.

– Milwaukee Bucks, Dallas Mavericks e San Antonio Spurs, o atual campeão, são times que fazem boas campanhas, mas que não terão um único representante.

– O Washington Wizards é o vice-líder do Leste e só mandará John Wall ao evento. O Toronto Raptors aparece logo atrás na tabela de classificação da conferência e também terá um único representante: John Wall. Diz muito sobre a força dos elencos que amba as estrelas têm ao redor e, sobretudo, sobre o bom trabalho dos treinadores.

– Enquanto isso, o Miami Heat, que está bem longe de Wizards e Raptors, provavelmente mandará dois jogadores. Para quem ainda insiste em observar as coisas de uma maneira rasa, isso ajuda a mostrar de uma vez por todas o quanto o sucesso de uma equipe não tem relação direta com o número de estrelas no elenco.

– Até que ponto o fato de um time ter muito mais derrotas do que vitórias é determinante para a participação de um jogador no “All-Star Game”? Porque Nikola Vucevic certamente vem jogando como uma estrela nas últimas semanas. Pena que o Orlando Magic não o ajuda muito.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 NBA | 12:34

Nenê e Aldridge. Os pesadelos de Bulls e Rockets nos playoffs

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Os duelos entre quarto e quinto colocados das duas conferências são os que mais têm chamado a atenção até agora nos playoffs da NBA, após cada série ter chegado ao segundo jogo. Curiosamente, não por causa do equilíbrio. Chicago Bulls e Houston Rockets perderam as duas partidas que disputaram dentro de casa diante de Washington Wizards e Portland Trail Blazers, respectivamente. Agora, partem para visitar seus oponentes nos dois próximos compromissos e correm o risco de serem varridos. Quem poderia imaginar que isso aconteceria?

Nenê tem feito a diferença para o Wizards contra o Bulls (Foto: AP)

Nenê tem feito a diferença para o Wizards contra o Bulls (Foto: AP)

As coincidências entre os times de Chicago e Houston nestes playoffs vão além do fato de terem perdido os dois primeiros jogos como mandantes. Ambos vêm tendo dores de cabeça com um homem de garrafão do outro lado. No caso do Bulls, quem anda causando estragos é o pivô brasileiro Nenê. Já o Rockets não consegue encontrar respostas para o ala-pivô LaMarcus Aldridge.

Aproveitando o excesso de zelo da defesa rival com o talento de John Wall e Bradley Beal no perímetro, Nenê tomou conta do garrafão e fez com que o Wizards começasse a série produzindo a maioria dos seus pontos lá dentro. O Bulls tentou corrigir o defeito no decorrer da primeira partida. Arriscou, em determinado momento, até mesmo uma defesa por zona 2-3, buscando impedir as cestas fáceis próximas do aro. O sangramento foi estancado, mas aí apareceram espaços para o brasileiro arremessar de média distância. Ele aproveitou muito bem e continuou pontuando.

Ao contrário do que aconteceu no primeiro jogo, o perímetro do Wizards funcionou melhor que o garrafão no segundo confronto. O que não mudou foi o impacto de Nenê, que continuou aproveitando os arremessos de média distância. Era pegar na bola de frente para a cesta, fintar com o corpo como se fosse bater para dentro, aproveitar o mínimo espaço que Joakim Noah permitia neste movimento e pronto. Chute certeiro e dois pontos a mais.

Arremesso de fora do garrafão é algo que LaMarcus Aldridge sempre soube fazer. Caso alguém tenha esquecido disso, ele tem feito questão de refrescar a memória neste início dos playoffs. O ala-pivô do Blazers inteligentemente sai de perto da cesta para receber a bola, pois é assim que ele leva vantagem sobre a defesa adversária, seja quem for o marcador. Contra Dwight Howard ou Omer Asik, usa a agilidade para criar espaço necessário para o chute. Quando Terrence Jones ou qualquer outro jogador mais baixo tenta pará-lo, ele leva vantagem na força física e na altura para atacar.

Aldridge também tem se beneficiado de algumas falhas do Rockets na defesa de bloqueios. O ala-pivô vai até a cabeça do garrafão e fica parado em um dos lados de quem está marcando o seu companheiro que está com a bola. Ao invés de rodar imediatamente para a cesta  e concluir o pick and roll, ele fica parado onde está. A capacidade de converter chutes de longe já seria motivo suficiente para ter alguém do time de Houston o marcando neste momento. Mas ao invés disso, os dois defensores do Rockets na jogada se concentram em conter a infiltração do atleta do Blazers que estava com a bola no início da jogada. É quando Aldridge parte em direção para a cesta e recebe o passe para finalizar de forma extremamente rápida, sendo quase impossível de ser parado sem falta. Isso aconteceu algumas vezes ao longo das duas partidas da série.

Nenê teve 24 pontos e oito rebotes no primeiro jogo contra o Bulls, além de ter acertado 11 chutes em 17 tentados. No segundo, somou 17 pontos e sete rebotes e converteu oito dos 13 arremessos que tentou. Os números de Aldridge foram ainda mais expressivos. Foram 46 pontos e 18 rebotes no primeiro jogo, 43 e oito no segundo. Ao longo das últimas cinco décadas, somente dois atletas superaram os 89 pontos do craque do Blazers nas duas primeiras partidas dos playoffs: Michael Jordan (duas vezes, em 1986 e em 1988 e Jerry West (1965).

LaMarcus Aldridge, principal responsável pelas vitórias do Blazers sobre o Rockets (Foto: Getty Images)

LaMarcus Aldridge, principal responsável pelas vitórias do Blazers sobre o Rockets (Foto: Getty Images)

Obviamente, não foram só os dois os responsáveis pela situação amplamente favorável que seus times se encontram. Tudo bem que o ataque do Bulls passa longe de botar medo, mas a defesa do Wizards tem sido boa o suficiente para fazer esse sistema ofensivo produzir ainda menos na reta final dos duelos. Além disso, Bradley Beal apareceu de maneira decisiva para matar bolas de longe e comandar a virada do Wizards no segundo jogo.

No caso do Blazers, vale a pena o torcedor mais uma vez agradecer pela chegada de Robin Lopez. A boa fase de Aldridge no campeonato todo também passa pelo pivô, que faz o serviço sujo ali em volta do aro. É verdade que Dwight Howard não tem sido anulado nesta série e que foi o principal destaque do Rockets nesta segunda partida. Mas Lopez impediu boa parte da penetração dos atletas de perímetro do rival, além de ter diminuído bastante o impacto de Howard nos dois últimos quartos da segunda partida. A defesa longe da cesta também merece reconhecimento. Ela que forçou James Harden a ser, até agora, o único homem nestes playoffs a arriscar 19 arremessos em cada um dos dois duelos que disputou sem atingir 33% de acerto.

Existe alguma luz no final do túnel para Bulls e Rockets? Bom, apenas três times que perderam as duas primeiras partidas em casa nos playoffs da NBA conseguiram reverter a situação e avançar. O Los Angeles Lakers de 1969, o Dallas Mavericks de 2005 e o próprio Rockets de 1994, que acabou sendo o campeão.

Mas antes de qualquer sonho, é preciso fazer ajustes necessários para mudar o que tem dado errado na série. A começar pela defesa sobre Nenê e Aldridge.

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 NBA | 17:50

Aldridge brilha no Blazers e escancara escolha errada do Bulls

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Os gritos de “MVP” vindos do público não foram exagerados. Pelo menos não na noite desta quinta-feira, quando o Portland Trail Blazers venceu dentro de casa o Houston Rockets por 111 a 104 graças a uma atuação memorável de LaMarcus Aldridge. Foram 31 pontos, 25 rebotes e ainda dois tocos do ala-pivô, peça fundamental no sucesso da equipe na temporada até aqui. Por isso tudo, é inevitável a lembrança do episódio que cercou a entrada do atleta na NBA.

LaMarcus Aldridge

LaMarcus Aldridge faz a melhor temporada da carreira (Foto: Getty Images)

O ano foi 2006. Passada a conquista do título do Miami Heat sobre o Dallas Mavericks, as atenções se voltaram para o Madison Square Garden, em Nova York, onde aconteceu o Draft. Dono da primeira escolha, o Toronto Raptors selecionou Andrea Bargnani, considerado por alguns especialistas como um novo Dirk Nowitzki. Quebrou a cara. Hoje no Knicks, o pivô italiano tem lá suas qualidades, mas está longe de ser uma das estrelas da liga, como é o alemão. Os canadenses não fizeram a coisa mais sábia do mundo, mas a maior besteira daquela noite viria logo a seguir.

Após o Raptors, foi a vez do Chicago Bulls recrutar um calouro. Na época, o time tinha como prioridade reforçar o garrafão. No mercado de agentes livres, já tinha tudo acertado para assinar com Ben Wallace, pivô campeão com o Detroit Pistons em 2004 que era um especialista na defesa, mas uma peça nula no ataque. Por isso, fazia sentido usar a segunda escolha daquele Draft para adicionar ao elenco alguém que fosse capaz de pontuar perto da cesta. O selecionado foi justamente LaMarcus Aldridge.

O problema é que a história de Aldridge em Chicago nem chegou a ter um início. Naquela mesma noite, John Paxson, gerente geral do Bulls, o envolveu em uma troca com o Portland Trail Blazers pelo ala russo Viktor Khryapa e pelo também ala-pivô Tyrus Thomas, quarta escolha do Draft.

Como jogador, Paxson converteu o arremesso de três pontos nos segundos finais que deu a vitória ao Bulls sobre o Phoenix Suns no jogo 6 da final de 1993. Como gerente geral, se deu bem em cima do Suns novamente em 2004, quando fisgou a sétima escolha daquele Draft, que resultou na aquisição do ala Luol Deng. Ele acertou muito em Chicago, sem dúvidas. Mas errou feio na decisão que tomou em 2006.

Desde que entrou na NBA, Aldridge vem demonstrando evolução nos seus números ano a ano. Nesta temporada, registra 23,5 pontos e 10,6 rebotes por jogo. É a primeira vez na carreira que tem médias de duplo-duplo. Participou das duas últimas edições do “All-Star Game” e só não estará na próxima caso algo muito absurdo aconteça no meio do caminho. Trabalha muito bem ofensivamente dentro do garrafão e tem sucesso também quando sai dele para arremessar– como pode ser observado no gráfico abaixo.

LaMarcus Aldridge

Khryapa jogou tão pouco que nem merece análise. É como se não fizesse parte da negociação. Já Tyrus Thomas, bem… Tinha uma explosão física notável, dava tocos e enterradas que impressionavam, mas compensava isso tudo com desatenção e falta de inteligência em quadra que extrapolavam os limites. Não era raro vê-lo fazer uma boa jogada de defesa e, logo em seguida, se enrolar todo ao insistir em bater bola para puxar o contra-ataque. De vez em quando, engatava duas, três atuações dignas de um “all-star”, com duplos-duplos e até arremessos certeiros de fora do garrafão. Mas parecia fazer questão de acabar logo com a boa fase, tratando de enfileirar também uma sequência de jogos com mais desperdícios de posse de bola e faltas do que pontos e rebotes.

Tyrus Thomas: muito atlético, pouco inteligente (foto: Getty Images)

Tyrus Thomas: muito atlético, pouco inteligente (foto: Getty Images)

Há uma razão pela qual os verbos relacionados ao estilo de jogo de Thomas estão no passado. Anistiado pelo Charlotte Bobcats ao final da última temporada, está até agora sem time. Isso enquanto Aldridge se consolida como um dos jogadores mais importantes da NBA no momento. Líder de uma equipe que hoje lidera a Conferência Oeste, com 19 vitórias e quatro derrotas.

Não são raras as decisões tomadas ao longo da história do Draft da NBA que causaram arrependimento nos gerentes gerais. Paxson foi um dos que passaram por isso. Desfazer-se de Aldridge para ficar com Thomas é algo que ele certamente não faria se pudesse voltar no tempo.

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