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Posts com a Tag Liga das Américas

terça-feira, 17 de março de 2015 NBB | 03:10

Líderes em Bauru, Alex e Ricardo Fischer desafiam a idade que têm

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Um garoto que joga como veterano e um veterano que joga como garoto. As descrições se referem, respectivamente, ao armador Ricardo Fischer e ao ala Alex, que têm sido dois dos principais motivos pela temporada extremamente bem-sucedida de Bauru, campeão de tudo o que disputou até agora. Eles próprios enxergam isso um no outro.

“Ele é incrível”, disse Ricardo ao Triple-Double sobre Alex. “Eu brinco dizendo que ele parece ter ainda uns 20 anos, não 35. É um cara de vigor físico impressionante, que já ganhou praticamente todas as competições que disputou e não descansa. É isso tudo o que ele traz para o time no dia a dia de trabalho. Ele arremessa de longe, mas até as vezes de pivô em quadra ele faz. É um curinga”, completou o armador.

Alex: rejuvenescido em Bauru (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex: rejuvenescido em Bauru (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex retribuiu os elogios. “É um menino talentoso e que vem crescendo muito”, observou. “Ele vem dando conta do recado. É o capitão do time mesmo sendo o mais novo e tem jogado com experiência, sabendo quando deve arremessar e quando deve passar a bola. Para mim, é um jogador formado. Lógico que a visão de quadra vai melhorar nos próximos anos, mas acredito que já esteja entre os três melhores armadores do Brasil. Se o time está na posição em que se encontra hoje, muito se deve ao trabalho dele. Apesar de jovem, joga como veterano. Sabe da responsabilidade que tem de organizar o time e cumpre isso com maestria.”

Foi exatamente por saber do peso desta responsabilidade de organização que Ricardo passou a entrar em quadra com uma nova postura no último ano. “Trabalhei muito mentalmente no sentido de tirar um pouco do meu volume de jogo e distribuir para os demais”, admitiu o jovem de 23 anos, que de repente se viu cercado de peças que estavam acostumadas a definir bastante as ações ofensivas nos times que defendiam. “Então, procurei pensar na melhor maneira possível de envolvê-los e colocar todo mundo em boa situação. Primeiro com um, depois com outro, e assim vamos naturalmente jogando de maneira coletiva. Acredito que esse é o nosso segredo”, refletiu.

Ricardo Fischer (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Ricardo Fischer, o responsável por organizar o time de Bauru em quadra (Foto: Henrique Costa/Bauru Basket)

Esse processo de amadurecimento pelo qual o armador tem passado vem ajudando bastante Alex a se sentir rejuvenescido. Depois de uma passagem extremamente vitoriosa por Brasília, ele entendeu no último ano que a cobrança consigo mesmo já não era mais a mesma. Estava na hora de mudar. “Precisava de novos ares, de novos desafios”, reconheceu o ala, que ganhou o prêmio de MVP da Liga das Américas e que desponta como um dos favoritos a levar o troféu também no NBB.

“Cheguei a Bauru com a mentalidade de um garoto do juvenil, querendo mostrar serviço. Está dando certo. Busco dar o meu melhor a cada treino, a cada jogo, e o resto das coisas acontecem naturalmente. Quando se tem um grupo tão forte ao lado, fica mais fácil se destacar individualmente”, completou.

Outro aspecto que influencia bastante a boa fase de Alex é o fato de os arremessos de longa distância serem a principal característica ofensiva do time. “Gosto disso. Temos alguns atiradores de elite, como Robert Day, Jefferson e Rafael Hettsheimeir, mesmo sendo um pivô. Eles possibilitam minhas infiltrações em um garrafão muitas vezes vazio, já que os defensores ficam colados neles. Afinal, um segundo de desatenção da marcação pode gerar em uma bola de três. Isso facilita muito o meu jogo, o do Ricardo e o do Larry, que também gostam de infiltrar bastante”, comentou.

Alex foi o MVP da Liga das Américas (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alex foi o MVP da Liga das Américas (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Não é nem um pouco raro mesmo ver Bauru terminar uma partida nesta temporada concentrando a maior parte dos seus arremessos de trás da linha de três. Mas seria injusto se atentar apenas a isso e deixar de observar as movimentações que possibilitam o sucesso desse sistema ofensivo.

“É claro que alguns chutes saem forçados, mas normalmente finalizamos com espaço porque trabalhamos muito para isso”, apontou Ricardo. “Não adianta simplesmente botar a bola na mão do chutador, é preciso fazer com que ele se sinta à vontade para arremessar. Nós trabalhamos bastante para isso. O Alex ajuda com as infiltrações dele, que abrem bastante espaço, e o Murilo chama muito a marcação para cima dele nas situações em que recebe o passe de costas para a cesta. Também fazemos muitos corta-luzes para deixar o arremessador em boa posição.”

Diante dos três títulos conquistados até agora na temporada e das 20 vitórias consecutivas no NBB, fica difícil mesmo contestar qualquer coisa no trabalho que Bauru vem realizando. Contar com gente como Alex e Ricardo Fischer, jogadores capazes de desafiarem a idade que têm, certamente ajudou bastante nesse processo.

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segunda-feira, 16 de março de 2015 NBB | 00:31

Bauru conquista o continente de maneira invicta e segue 100% na temporada

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Depois do timaço que foi montado, era de se imaginar que Bauru viria forte para disputar todos os títulos ao longo da temporada. Ainda assim, não dá para não se impressionar com o que os comandados de Guerrinha têm conseguido nos últimos meses. Primeiro, venceu o Paulista. Depois, a Liga Sul-Americana. Neste domingo, foi a vez de conquistar a Liga das Américas de maneira invicta ao bater o Pioneros de Quintana Roo por 86 a 72 no Maracanãzinho. Por enquanto, aproveitamento de 100%.

Bauru, campeão de tudo por enquanto na temporada (Foto: Fiba/Divulgação)

Bauru, campeão de tudo por enquanto na temporada (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Não foi um duelo tranquilo diante dos mexicanos, longe disso. Assim como já tinha acontecido com o Flamengo no dia anterior, Bauru também encontrou problemas para conter o pivô Justin Keenan, sobretudo na primeira metade, e chegou a ficar em desvantagem na reta final do terceiro quarto. Entrou no último com liderança de apenas três pontos.

As bolas de três foram a principal aposta da equipe brasileira no confronto, o que não é surpresa para ninguém. Tem sido assim durante toda a temporada, e não dá para apontar essa característica como algo negativo. Não para quem ficou com o troféu das últimas três competições que disputou e vem de 20 vitórias consecutivas no NBB.

No jogo deste domingo, talvez fosse o caso de explorar um pouco mais as definições perto da cesta, onde o Pioneros bateu cabeça várias vezes para acertar a marcação. Na última posse de bola antes do intervalo, por exemplo, o pivô reserva Thiago Mathias fez uma cesta depois de receber a bola com bastante espaço dentro do garrafão, em um lance no qual a defesa rival já estava postada de maneira equivocada desde o início.

Ao todo, Bauru chutou 34 vezes de trás da linha de três pontos e acertou 12, o que representa um aproveitamento de 35%. O índice não é ruim, mas poderia ter sido melhor se muitos desses arremessos tivessem sido executados em situações de menor pressão, depois de rodar um pouco mais a bola no perímetro.

Por outro lado, a estratégia forçou Keenan a sair de perto da cesta para contestar vários destes tiros de longe, o que acabou sendo fundamental para a vitória brasileira na batalha dos rebotes por 41 a 26. Destes, 15 foram de ataque, gerando novas oportunidades de pontuar em momentos críticos do embate.

Rafael Hettsheimeir: 30 pontos e oito rebotes na decisão (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Rafael Hettsheimeir: 30 pontos e oito rebotes na decisão (Foto: Fiba Americas/Divulgação)

Alguns outros números ajudam a ilustrar essa situação de maneira um pouco mais clara. O pivô Rafael Hettsheimeir, por exemplo, marcou metade dos seus 30 pontos de trás da linha de três pontos. Além disso, ele pegou oito rebotes. Foram três a menos que Murilo, que apanhou 11. Já Keenan conseguiu somar apenas quatro, o que chega a ser compreensível para quem teve de se deslocar mais de uma vez para tentar atrapalhar os chutes de três nos cantos da quadra.

O excesso de arremessos de longa distância tem sido alvo de muita reclamação dentro do basquete brasileiro nos últimos tempos– com razão na maioria dos casos, é bom que se diga. Mas o time que hoje é o melhor do país e que acaba de chegar ao topo do continente construiu sua trajetória bem-sucedida tendo justamente as bolas de três como carro-chefe.

Há uma lição muito simples nisso tudo: o problema, na verdade, não é a estratégia, e sim a maneira como ela é colocada em prática. Tão importante quanto espalhar atiradores de elite pelo perímetro é saber tirar proveito das situações que surgem em seguida. Bauru provou mais uma vez neste domingo que sabe fazer isso muito bem. Talvez seja o grande mérito da equipe treinada por Guerrinha, além do sacrifício de qualquer vaidade por parte dos jogadores.

“Isso é resultado da química com que esse time se entrosou em tão pouco tempo”, disse o técnico. “É um projeto novo, de cinco meses, e que já estamos colhendo resultados. Queremos mais e vamos trabalhar para isso. Temos condição de jogar de igual para igual com qualquer equipe da Europa. Estamos muito felizes, conquistar a Liga das Américas é a realização de um sonho”, completou.

Jogar em condição de igualdade com qualquer europeu é uma ideia que será colocada a prova no segundo semestre, com a disputa do título da Copa Intercontinental diante do campeão da Euroliga. Antes disso, há o desfecho do NBB. E não é preciso pensar muito para se chegar à conclusão de quem é o grande favorito para erguer o troféu da competição nacional, não é mesmo?

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domingo, 15 de março de 2015 NBB | 18:11

Bauru x Flamengo: a decisão que não vai acontecer

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“Bauru está muito bem mesmo. Jogamos duas vezes contra eles e perdemos. Foram jogos parelhos, mas a verdade é que eles ganharam ambos. Precisamos tomar alguns cuidados. Jogaremos em casa a fase final da Liga das Américas e temos antes de pensar no Pioneros de Quintana (México). Mas Bauru está com um time bastante perigoso mesmo e será um desafio enorme caso a gente se encontre na final.”

Foi isso o que o ala argentino Walter Hermann disse ao Triple-Double em Franca, durante o fim de semana do Jogo das Estrelas do NBB, ao ser questionado sobre um possível encontro com Bauru na decisão da Liga das Américas. Era natural que esse tipo de pergunta fosse feita aos jogadores do Flamengo. Campeão nacional e continental na última temporada, o clube carioca vinha vendo o rival paulista se consolidar como uma grande ameaça ao reinado construído com as conquistas recentes.

Walter Hermann e o Flamengo caíram antes da final da Liga das Américas (Foto: Fiba/Divulgação)

Walter Hermann e o Flamengo caíram antes da final da Liga das Américas (Foto: Fiba/Divulgação)

Neste sábado, a festa estava preparada para o Flamengo aproveitar o fator casa e carimbar a vaga na partida pelo título das Américas contra Bauru, que já havia passado sem sustos pelo Peñarol, da Argentina, por 80 a 61. Mas a festa da torcida local no Maracanãzinho e os planos de quem pretendia ver o duelo entre os dois brasileiros foram frustrados pelo Pioneros de Quintana Roo, do México, que levou a melhor na prorrogação pelo placar de 82 a 81.

Deu até a impressão de que o Flamengo não teria tantos problemas assim. Tudo deu certo no início para a equipe comandada por José Neto, que sobrou e abriu dois dígitos de liderança no placar no primeiro quarto. Apesar de a superioridade ter desaparecido no período seguinte, o time foi para o intervalo ainda em vantagem por 42 a 40. Isso graças em grande parte ao ala Marquinhos, que anotou 18 dos seus 27 pontos nos 20 minutos iniciais.

Mas, com o equilíbrio restabelecido, o Pioneros conseguiu levar a partida da maneira que julgava mais conveniente. Além de forçar 17 erros, fechou as portas dentro do garrafão e obrigou o Flamengo a insistir em definir as coisas na linha de três pontos. O aproveitamento de apenas seis acertos em 28 tentativas nestes chutes dos brasileiros mostra que a estratégia deu resultado.

No último quarto, o Flamengo fez algo parecido. O oponente também teve dificuldades no acesso ao garrafão e se viu obrigado a recorrer às bolas de fora. O problema é que algumas delas caíram, mesmo em momentos nos quais o arremesso não parecia tão promissor assim. Foi um baque e tanto para quem vinha sofrendo horrores para conter o pivô Justin Keenan, que somou 25 pontos, seja perto do aro ou em tiros de longe.

Comandados de José Neto erraram bastante contra o Pioneros (Foto: Fiba/Divulgação)

Comandados de José Neto erraram bastante contra o Pioneros (Foto: Fiba/Divulgação)

Apesar de todos os problemas, o time da casa teve a chance de vencer e manter vivo o sonho da torcida local de testemunhar um bicampeonato continental. Algumas chances preciosas foram desperdiçadas ainda na reta final do último quarto, com o placar empatado. Mas a série de erros nos dois lados da quadra custou caro demais.

O reinado do Flamengo nas Américas chegou ao fim. Um novo campeão está prestes a ser conhecido sem que fosse possível ver o choque de forças com Bauru.

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domingo, 23 de março de 2014 Fiba, NBB | 14:58

Com nova amostra de poder de decisão e força mental, Flamengo volta a ser campeão

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O público estava muito apreensivo, sem fazer tanto barulho. Reflexo do equilíbrio do jogo, que caminhava para os instantes finais sem qualquer indício de quem levaria a melhor. Foi quando Marquinhos atravessou com extrema rapidez a defesa do Pinheiros e finalizou a jogada com uma enterrada impressionante, que imediatamente encheu de ânimo os torcedores do Flamengo que encheram o Maracanãzinho neste sábado. A energia que o lance proporcionou foi tão grande que a ideia de o time carioca sair de quadra derrotado após aquele momento parecia improvável. Não deu outra: vitória por 85 a 78 e conquista da Liga das Américas, título inédito na história do clube.

Marcelinho Machado foi eleito o MVP da Liga das Américas (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Marcelinho Machado foi eleito o MVP da Liga das Américas (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Marquinhos terminou o jogo com 14 pontos. Não foi, nem de longe, o desempenho individual mais inesquecível da carreira do ala. Mas a enterrada na reta final do confronto acabou sendo determinante para o título flamenguista, e é justamente essa capacidade de ser decisivo em um lance isolado que faz dele o melhor jogador do basquete brasileiro hoje em dia.

O prêmio de MVP da Liga das Américas, porém, ficou nas mãos do experiente Marcelinho Machado. Os 24 pontos neste sábado coroaram a inspirada participação no torneio do ala-armador de 38 anos. Algo que tem um gosto especial para ele, que perdeu praticamente toda a última temporada por causa de uma cirurgia para reparar o ligamento cruzado anterior do joelho direito.

Foi um ótimo jogo de basquete, a final da Liga das Américas deste ano. Cheio de ajustes dos treinadores em seus respectivos times no decorrer do confronto, erros sendo gerados a partir de um nervosismo natural dos atletas e, conforme já dito, muito equilíbrio. Com cara de decisão, mesmo. Um prato cheio para quem gosta da modalidade.

Aproveitando-se da má escolha nas bolas de três arremessadas e das falhas de marcação do rival, os cariocas tomaram conta do placar no início da partida. Mas o Pinheiros não demorou para conseguiu a reequilibrar as ações, muito por causa do bom rendimento que tiveram dois atletas que saíram do banco de reservas: o experiente pivô Bábby e o jovem armador Humberto.

Bábby forneceu uma alternativa interessante de jogo ofensivo perto da cesta que praticamente inexistia no clube paulista até então. Em 21 minutos, somou 17 pontos e seis rebotes. Jogou tão bem que seu índice de eficiência foi o maior dentre todos os atletas que entraram em quadra (21 pontos). Humberto, por sua vez, demonstrou uma personalidade notável para alguém de 18 anos. Dono de uma capacidade atlética e poder de infiltração extremamente interessantes, anotou 11 pontos e pegou cinco rebotes em 25 minutos. Vale a pena ficar de olho nos próximos passos deste garoto, que se mostrou bastante promissor.

Bábby, boa contratação do Pinheiros no meio da temporada (Foto: Samuel Vélez/Fiba Americas)

Bábby, boa contratação do Pinheiros no meio da temporada (Foto: Samuel Vélez/Fiba Americas)

O Flamengo usou três reservas apenas. Nenhum deles chegou a atingir 20 minutos. Ainda assim, é importante destacar a participação do norte-americano Tony Washam, ala que contribuiu demais na defesa. Aliás, foi aí que as coisas acabaram pesando bastante para o resultado final de uma partida tão parelha. Apesar de ter arremessado melhor, o Pinheiros cometeu 11 desperdícios de posse de bola — contra apenas quatro do oponente.

Não há dúvidas de que Flamengo e Pinheiros são os dois times mais competitivos do basquete brasileiro na atualidade. Ambos chegaram à decisão ao conseguirem mostrar essa mesma capacidade em âmbito continental. No fim das contas, levou a melhor o time que estava invicto até então e que soube confirmar a força de todo um campeonato em uma final de jogo único — algo que já tinha acontecido no último NBB. Isso mostra que os comandados de José Neto também são muito fortes mentalmente. Item indispensável para quem deseja ser campeão.

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014 NBB | 02:16

Bruno Caboclo mostra que já pode jogar mais minutos

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Atual campeão da Liga das Américas, o Pinheiros conseguiu se classificar para as semifinais da edição deste ano. Após perder do Cocodrilos (Venezuela) na primeira partida do quadrangular, recuperou-se diante do Toros (México) e carimbou o passaporte à fase seguinte batendo o Bambuqueros (Colômbia). Neste último jogo, entrou em quadra sem poder contar com três jogadores importantes: os armadores Joe Smith e Paulinho e o ala Jonathan Tavernari. O primeiro, lesionado, nem sequer viajou para a cidade colombiana de Neiva, onde as partidas ocorreram. Os outros dois se machucaram no decorrer da competição. Apareceu, então, espaço para a jovem promessa do clube paulista mostrar serviço. E foi exatamente o que aconteceu.

Bruno Caboclo

A jovem promessa atende pelo nome de Bruno Caboclo. Quem acompanha este espaço há mais tempo, sabe que o ala de 18 anos não aparece por aqui pela primeira vez. O garoto de 2,02m chamou muito a atenção na fase final da LDB, quando teve um desempenho que destoou perante os demais garotos. Atlético, dono de uma envergadura espantosa e com recursos ofensivos cada vez mais amplos, foi citado como um dos jogadores que devemos ficar de olho em 2014.

Contra o Bambuqueros, Caboclo foi escalado pelo técnico Cláudio Mortari como titular e fez 24 pontos, tendo acertado todos os quatro arremessos de três que tentou. Além disso, pegou cinco rebotes nos quase 30 minutos que ficou em quadra. Tempo mais do que duas vezes maior em relação aos 14 minutos que somou nos dois confrontos anteriores pela Liga das Américas.

Na atual temporada do NBB, Caboclo também não tem sido tão utilizado quanto foi neste domingo. Bem longe disso, aliás. Nas apenas sete partidas em que participou no campeonato até agora, tem média de 12 minutos de ação. Isso porque ele ficou praticamente o tempo todo em quadra na rodada de estreia, quando o Pinheiros teve um jogo pelo Campeonato Paulista marcado para o mesmo dia e, por isso, escalou apenas os jovens das categorias de base.

É verdade que todo atleta bastante promissor, no basquete ou seja lá qual for a modalidade, deve ser tratado com cuidado. Afinal de contas, trata-se de um garoto ainda em amadurecimento, atravessando o estágio final do processo que separa meninos da base dos profissionais. Por maior que seja a boa impressão causada neste momento em que Caboclo desponta, não é a coisa mais recomendada do mundo depositar grandes esperanças nos ombros de alguém de 18 anos. É injusto com alguém tão novo. Sobre este assunto, o companheiro Fábio Balassiano escreveu de maneira mais profunda aqui. Vale a pena ler.

Caboclo pode se tornar um craque que há muito tempo não se via no basquete brasileiro como pode virar mais do mesmo. Isso só o tempo dirá, é verdade. Mas pelo menos uma coisa ele tem mostrado já neste momento: que pode, tranquilamente, receber mais minutos do que vem recebendo até agora na temporada.

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