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sexta-feira, 20 de março de 2015 CBB, Fiba | 16:37

Quem ainda acredita na CBB?

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Carlos Nunes, presidente da CBB (Foto: Divulgação/CBB)

Carlos Nunes, presidente da CBB (Foto: Divulgação/CBB)

Já se passaram alguns dias, mas não dá para deixar passar batido por aqui a última da CBB (Confederação Brasileira de Basketball). A Fiba ainda não confirmou a vaga do país nos torneios masculino e feminino das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, porque ainda não recebeu da entidade duas parcelas do valor total de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,25 milhões), referente ao convite para a disputa da Copa do Mundo do ano passado, que aconteceu na Espanha.

história foi publicada no UOL no início da semana, após apuração de Fábio Aleixo e Fábio Balassiano. Diante disso tudo, vale a pena voltar um pouco no tempo e relembrar algo de outubro de 2013.

Na época, a CBB tinha acabado de enviar à Fiba uma carta formalizando o desejo de ficar com um dos convites para a Copa do Mundo masculina. Carlos Nunes, presidente da entidade, disse o seguinte: “Fizemos o dever de casa. Entregamos tudo e vamos esperar a decisão, mas está tudo bem encaminhado. Temos o apoio de todo mundo, de todos os patrocinadores”.

Deu certo. Como se sabe, o Brasil foi para a Espanha e chegou às quartas de final. A surra que levou da Sérvia na partida de eliminação não apaga a boa campanha da equipe. Acontece que Nunes falou que estava tudo bem encaminhado também com os patrocinadores. Então pagar pela vaga não seria um problema, não é verdade?

Tem mais. Ele ainda prometeu que as contas seriam equilibradas com os novos patrocínios que entrariam a partir de janeiro de 2014. “Estamos bem apoiados. Vamos superar os momentos difíceis tranquilamente”, declarou. Poucos meses depois, o balanço financeiro da CBB apontou dívida acumulada de R$ 9,5 milhões.

É improvável que as coisas tenham melhorado desde então. A dívida de agora com a Fiba deixa isso bem claro.

Ainda dá para acreditar na CBB?

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 CBB, Fiba | 22:03

CBB responde Fiba com nota pouco esclarecedora

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A CBB (Confederação Brasileira de Basquete) divulgou nesta segunda-feira uma nota de esclarecimento em seu site para responder as declarações de Alberto Garcia, secretário geral da Fiba Americas. Em entrevista ao UOL no final de semana, após o Jogo das Estrelas do NBB em Fortaleza, Garcia revelou que a Fiba teme um calote da entidade que comanda o basquete brasileiro com relação ao convite para o Mundial. Disse ainda que o Brasil, mesmo sendo país-sede, corre o risco de ficar fora das Olimpíadas caso não conquiste a vaga dentro de quadra.

Carlos Nunes, presidente da CBB (Wander Roberto/Inovafoto)

Carlos Nunes, presidente da CBB (Wander Roberto/Inovafoto)

Sobre a acusação de não cumprir todos os compromissos assumidos para ter a vaga no Mundial, a entidade nacional limitou-se a responder o seguinte:  “O que foi acordado entre a CBB e a FIBA para o Brasil participar da Copa do Mundo da Espanha está sendo fielmente cumprido”. Simples assim. Sem dizer quanto representa a parcela do valor de 1 milhão de francos suíços que ainda precisa desembolsar, quando vai pagar o restante e de onde vem o dinheiro. Nada.

Com relação ao risco de não disputar as Olimpíadas dentro de casa, o comunicado esclareceu que as federações internacionais têm autonomia suficiente para determinar se o país a receber os Jogos estarão representados ou não em suas respectivas modalidades. Em seguida, completou: “A Fiba ainda não definiu os critérios de classificação para os Jogos do Rio de 2016, mas a CBB espera que a entidade internacional mantenha o mesmo critério dos Londres-2012 e de edições anteriores, quando convidou a seleção do país-sede para participar da competição”.

O que isso significa? Que se a Fiba entender mesmo que sofreu calote, que a CBB não cumpriu um dos compromissos assumidos para ficar com uma das vagas no Mundial deste ano, as consequências podem ser bem graves. Caso a classificação para as Olimpíadas — algo bem mais difícil de se conquistar, dado o número menor de participantes — não seja alcançada dentro de quadra, o risco de a seleção brasileira não participar da competição no Rio de Janeiro será bastante considerável.

Além disso tudo, a CBB disse na nota ter convidado Garcia a vir ao país para conhecer o trabalho de base da entidade, que é outro compromisso que a Fiba exigiu para dar a vaga ao Mundial, e negou ter pedido para sediar os torneios Pré-Olímpicos de 2015.

Por fim, a entidade informou que vai se encontrar com Ricardo Leyser, Secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, ainda nesta semana para “dar continuidade à apresentação do plano de trabalho iniciado na reunião do dia 28 de janeiro”. Também ao UOL, depois do Jogo das Estrelas do NBB, Leyser admitiu insatisfação com a gestão da CBB e ameaçou até cortar o investimento que dá à entidade se as coisas não mudarem.

Só nos resta esperar o que vai acontecer neste encontro. Se haverá corte do apoio econômico por parte do Ministério ou se alguma mudança drástica de gestão acontecerá na CBB.

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