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terça-feira, 24 de março de 2015 NBB | 14:05

Desmond Holloway: de estrela a reserva no Paulistano

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Desde que chegou ao Brasil, Desmond Holloway não demorou muito para se firmar entre os principais destaques individuais do NBB. O norte-americano foi o cestinha da competição em 2013 e liderou o Paulistano ao vice-campeonato na temporada passada. Em Franca, no início deste mês, participou pela terceira vez do Jogo das Estrelas. Mas as coisas têm sido bem diferentes na vida do ala-armador desde então.

Desmond Holloway: norte-americano liderou o Paulistano ao vice de 2014 (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Desmond Holloway liderou o Paulistano ao vice de 2014 (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Nos quatro compromissos mais recentes do Paulistano no NBB, Holloway não só foi reserva como teve tempo de quadra inferior a 20 minutos. “É uma opção técnica mesmo”, disse o treinador Gustavo De Conti ao Triple-Double. “O Pedro atravessa um momento muito bom, com aproveitamento melhor nos arremessos. As coisas são assim mesmo no nosso time. As mudanças sobre quem joga são normais”, completou, referindo-se ao novo titular da equipe.

Os arremessos realmente pesam contra o norte-americano, especialmente nas bolas de longe. Ele nunca foi um especialista nos chutes de três, mas o índice de apenas 10% de acerto nesta temporada é especialmente ruim. Algo que facilita bastante a vida das defesas adversárias, possibilitando que elas reduzam o campo de atuação sobre ele.

“As outras equipes já o conhecem melhor e sabem como marcá-lo mais forte. Ele vem tendo um pouco mais de dificuldade para jogar, o rendimento dele do ano passado para cá caiu um pouco mesmo. Mas nada muito preocupante, não”, observou De Conti.

Quem já teve a oportunidade de encarar o Paulistano depois da mudança no quinteto inicial elogiou. Principalmente por entender a competência do novo titular. “Entendo o que se discute sobre o espaço de Holloway, mas o Pedro é um dos melhores da posição dois no Brasil”, afirmou Paco García, técnico de Mogi das Cruzes, que venceu o atual vice-campeão do NBB na última quinta-feira. “Tem coração, é muito bravo, gosto bastante dele. Se está em melhor momento, é ele quem deve jogar”, emendou.

Holloway, cada vez menos utilizado no Paulistano (Foto: Ale da Costa/Portrait)

Holloway, cada vez menos utilizado no Paulistano (Foto: Ale da Costa/Portrait)

Mas não é só Pedro que tem tirado espaço do norte-americano. Na derrota para Mogi das Cruzes, o armador Fernando Penna foi utilizado mais vezes na posição dois e acabou permanecendo em quadra por 23 minutos, quase o dobro em relação aos 12 dele.

Durante o fim de semana do Jogo das Estrelas em Franca, Holloway havia elogiado ao Triple-Double o quanto De Conti é capaz de organizar o sistema ofensivo do Paulistano com eficiência. “Ele sabe te colocar em condição ideal para pontuar ou em uma na qual você atrai a defesa e permite que um companheiro faça a cesta. É um cara muito inteligente”, opinou.

Isso tudo tem sido visto pelo ala-armador cada vez mais do lado de fora. Por enquanto, o treinador parece entender que as coisas funcionam melhor em quadra sem ele.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 NBB | 08:59

Quem merece participar do Jogo das Estrelas do NBB?

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Qualquer coisa que dependa de um ponto de vista pessoal tem potencial para gerar muita discórdia. Isso vale para tudo, de discussão sobre o melhor sabor de pizza que existe a, por exemplo, quais jogadores merecem participar do Jogo das Estrelas do NBB neste ano.

O formato de brasileiros contra estrangeiros foi mantido, mas a LNB (Liga Nacional de Basquete) adotou um sistema de escolha diferente em relação a anos anteriores. Desta vez, a mecânica consiste em selecionar dez atletas e dois técnicos (que não precisam ser gringos) de cada lado. Os titulares receberão uma pontuação maior que os considerados reservas.

Jefferson faz bloqueio para Ricardo Fischer, cena que pode se acontecer no Jogo das Estrelas (Foto: LC Moreira/Divulgação)

Jefferson faz bloqueio para Ricardo Fischer. Pode acontecer no Jogo das Estrelas (Foto: LC Moreira/Divulgação)

Dito isso tudo, vamos às minhas escolhas, já enviadas à LNB. A intenção foi a de levar em consideração o desempenho individual dos atletas de acordo com o que foi possível observar na temporada e o impacto deles na campanha de suas respectivas equipes.

Vale questionar e cornetar à vontade, se for o caso. Mas sem xingamentos, é claro.

NBB Brasil
Titulares: Ricardo Fischer (Bauru), Alex (Bauru), Marquinhos (Flamengo), Rafael Hettsheimeir (Bauru) e Caio Torres (São José)
Reservas: Henrique Coelho (Minas), Léo Meindl (Franca), Jefferson (Bauru), Lucas Cipolini (Brasília) e Shilton (Minas)
Técnicos: Dedé (Limeira) e Demétrius (Minas)

NBB Mundo
Titulares: Jamaal Smith (Macaé), David Jackson (Limeira), Marcos Mata (Franca), Walter Hermann (Flamengo) e Jerome Meyinsse (Flamengo)
Reservas: Kenny Dawkins (Paulistano), Ronald Ramon (Limeira), Shamell (Mogi das Cruzes), Tyrone (Mogi das Cruzes) e Steven Toyloy (Palmeiras)
Técnicos: Guerrinha (Bauru) e Régis Marrelli (Palmeiras)

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 NBB | 12:51

Balanço geral do NBB. Como cada equipe começa 2015?

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O NBB parou pouco antes do Natal para as festas de fim de ano e só volta agora nesta semana. O blog aproveitou a oportunidade para fazer um balanço geral desta primeira parte do campeonato, com comentários rápidos sobre a situação cada uma das 16 equipes até o momento.

Vamos lá então.

Limeira (12-1): O time também liderou boa parte da fase de classificação na última edição do NBB, mas havia uma certa desconfiança em relação a essa temporada por causa de duas novidades: o técnico Dedé, que assumiu o cargo no lugar de Demétrius, e o armador Nezinho. Como o novo comandante se sairia em sua primeira experiência na função? E como ficaria a distribuição de bola em um perímetro que já contava com David Jackson e Ronald Ramon? Até o momento, tem dado tudo certo para a equipe, que consegue distribuir bem a pontuação entre os três, além de apresentar uma defesa eficiente. O desafio agora é conseguir se manter no topo e provar que, de fato, pertence à elite nacional.

Dedé orienta Limeira, líder do NBB (Foto: Raphael Oliveira/EAZ)

Dedé orienta Limeira, líder do NBB (Foto: Raphael Oliveira/EAZ)

Bauru (9-2): Contratações de impacto foram feitas antes do início da temporada, isso todo mundo sabe. O desafio era conseguir fazer as peças todas se encaixarem em quadra. É o que parece estar acontecendo. Explorando ao máximo a linha de três pontos, até pelas armas que tem à disposição, o time comandado por Guerrinha encerrou 2014 já tendo conquistado o título do Paulista e da Liga Sul-Americana. Mas os principais desafios ainda estão por vir. Conseguirá Bauru fazer frente ao Flamengo e acabar com o reinado dos cariocas no cenário nacional? Ainda é cedo para saber, mas a impressão que dá até agora é que isso pode perfeitamente acontecer.

Flamengo (8-3): Ainda não está perto dos melhores momentos das duas temporadas anteriores, o que é completamente natural. Mas ainda tem um elenco vasto, com muito talento individual e que se torna extremamente difícil de ser batido quando consegue encaixar seu jogo coletivo. Ainda está no trono do basquete brasileiro e continental, mas precisa atuar de maneira mais regular nos próximos compromissos para conseguir se manter onde está.

Minas (9-4): Talvez seja a maior surpresa deste início de temporada. Quem poderia imaginar que um grupo formado predominantemente por jovens que não vinham tendo tão espaço assim em quadra estaria entre os líderes, ao invés de brigar contra o rebaixamento? As vitórias sobre Mogi das Cruzes e Flamengo nas primeiras rodadas chamaram a atenção, mas o time mineiro manteve o ritmo e a ótima defesa nas partidas seguintes e mostrou que pode, sim, ser competitivo ao ponto de aparecer na parte de cima da tabela. Ótimo trabalho de Demétrius.

Mogi das Cruzes (7-4): Muito irregular. Em algumas partidas, consegue emplacar uma defesa sufocante, que gera muitos desperdícios dos oponentes e produz pontos em contra-ataques. Em outras, sofre para conter os ataques rivais de maneira inexplicável. Mas a instabilidade é maior ainda no que diz respeito ao sistema ofensivo, extremamente dependente de Shamell, que fica muito com a bola nas mãos e atrai a defesa. Quando ele consegue distribuir o jogo, deixa os companheiros em boa posição para os chutes. Mas nos momentos em que concentra demais a definição, corre o risco de facilitar o trabalho da defesa. Encontrar um equilíbrio nestas situações é justamente o grande desafio do técnico Paco Garcia na sequência do campeonato.

Franca (8-5): Os problemas financeiros, pelo menos de maneira momentânea, pararam de assombrar o time mais tradicional do basquete brasileiro. Mas o elenco à disposição de Lula Ferreira não economizou luta dentro de quadra nem mesmo quando a ameaça de fechar as portas era bastante real. Lucas Mariano voltou a jogar mais perto do garrafão, onde é mais eficiente. O argentino Marcos Mata caiu bem demais na equipe, e Léo Meindl tem feito a melhor temporada da carreira. Além do trio, a boa campanha de Franca passa por um velho conhecido do torcedor: o armador Helinho, que apareceu quando precisou em alguns momentos decisivos até aqui.

Léo Meindl: promesa francana está cada vez melhor (Foto: Newton Nogueira/Divulgação)

Léo Meindl: promessa francana está cada vez melhor (Foto: Newton Nogueira/Divulgação)

São José (8-5): A história recente mostra que não é recomendável descartar o time do Vale do Paraíba das fases mais agudas do NBB. O terceiro lugar da última edição foi um resultado que pouca gente poderia imaginar. Mas, desta vez, parece improvável que São José consiga ficar entre os quatro melhores, repetindo o que fez nos três anos anteriores. Fúlvio foi embora. Quem chegou para substituí-lo na armação foi Valtinho, que faz seu pior NBB da carreira — algo compreensível para quem está prestes a completar 38 anos. A equipe ainda tem bons jogadores no elenco, com bons chutadores de média e longa distância, e tem conseguido emplacar uma boa defesa. Mas parece estar um degrau ou dois abaixo dos melhores na escala de competitividade do campeonato.

Paulistano (7-6): Kenny Dawkins e Desmond Holloway ainda estão entre os dez jogadores de maior eficiência do NBB, mas o time da capital paulista ainda não é sombra daquele que conseguiu chegar à final na última edição e ficar muito perto de derrotar o Flamengo na disputa pelo título. A defesa não é tão agressiva quanto a de meses atrás. No ataque, apesar de a produção seguir em um ritmo satisfatório, não é raro ver alguns chutes de longa distância sendo arriscados de maneira precipitada.

Palmeiras (6-7): Depois de quase um ano afastado, desde que foi demitido de São José, o técnico Régis Marrelli voltou a aparecer no NBB ao assumir o Palmeiras. Pode não ter à disposição o mesmo talento que chegou a ter em alguns momentos no Vale do Paraíba, mas comanda um grupo muito lutador, que defende bem e conta com a visão de jogo acima da média do argentino Maxi Stanic para distribuir bastante as ações no ataque.

Pinheiros (5-7): As quatro derrotas consecutivas, incluindo a surra histórica diante de Bauru, fizeram o Pinheiros encerrar 2014 com uma impressão muito negativa. Ponto fraco mesmo nos momentos de protagonismo da equipe, a defesa continua sendo muito ruim, sofrendo muitos pontos e tendo pouco sucesso na hora de contestar arremessos adversários. Já o ataque não apresenta o mesmo alto nível dos últimos anos. Mas nem tudo é desgraça. O jogo duro contra Mogi das Cruzes e a vitória sobre Limeira mostraram que o time ainda pode deslanchar na sequência da temporada e subir na classificação.

Uberlândia (4-8): O começo de temporada até fez o torcedor imaginar que seria possível brigar na parte intermediária da tabela de classificação, mas as derrotas nos últimos cinco jogos de 2014 fizeram os mineiros despencarem. Situação nem um pouco espantosa para uma equipe que diminuiu bastante o investimento e perdeu aqueles que vinham sendo seus principais nomes. Para piorar ainda mais, o uruguaio Emilio Taboada, que teve 20,7 pontos por jogo na última temporada com o Goiânia, não vem produzindo nem metade disso. A média por enquanto é de 8,5 pontos por partida.

Taboada: produção não é nem metade a da última temporada (Foto: Randes Nunes/Divulgação)

Taboada: produção não é nem metade a da última temporada (Foto: Randes Nunes/Divulgação)

Brasília (4-8): Em tese, contratou muito bem para a temporada. Apesar de ter perdido Alex e Nezinho, adicionou o armador Fúlvio e o ala-pivô Lucas Cipolini para atuarem ao lado de Guilherme Giovannoni e Arthur. Outra novidade foi o norte-americano Darrington Hobson, ala que passou pelo Milwaukee Bucks e tem como característica ser um facilitador de jogadas para os companheiros no ataque. Reunião interessante, capaz de fazer Brasília voltar ao topo, certo? Errado. A campanha só não é pior porque o time venceu Macaé e Basquete Cearense nos dois últimos compromissos de 2014. Por enquanto, cabe a Brasília a condição de maior decepção do NBB.

Macaé (4-8): Ganhar do Flamengo, um adversário tão poderoso e rival local, é legal. Fazer isso graças a um lance incrível do armador norte-americano Jamaal, que fez cinco pontos nos últimos cinco segundos do confronto, torna o triunfo ainda mais especial. Mas o mais importante disso tudo é a conquista de uma vitória que pode ser importantíssima no final da fase de classificação, na hora de determinar quem se livra do rebaixamento.

Rio Claro (3-10):  Comandado por Chuí, o time que subiu da Liga Ouro começou sua história no NBB com oito derrotas em nove rodadas. O esboço de reação veio com as duas vitórias nos últimos quatro jogos, sobre Brasília e Uberlândia. Triunfos continuarão sendo um pouco mais frequentes para Rio Claro? Dá para sonhar com uma vaga nos playoffs logo no ano de estreia ou é ousadia demais? A conferir.

Basquete Cearense (2-9): O representante do Nordeste no NBB conseguiu carimbar com folga o passaporte nos playoffs nos dois primeiros anos de existência da equipe. Desta vez, a coisa anda bem diferente. Com um elenco limitado, formado por jogadores que estavam em baixa em times que disputam a parte de cima da tabela, o técnico Alberto Bial tem sofrido para conseguir montar uma equipe competitiva. O ataque é o que menos produz pontos por jogo, com 73,5. Enquanto isso, a defesa leva 84,64 portos por partida, segunda pior marca do campeonato.

Liga Sorocabana (2-11): Depois de ter começado o campeonato com duas vitórias em três rodadas, o time de Sorocaba chegou à lanterna depois de emplacar nove derrotas consecutivas. O rótulo de saco de pancadas não é totalmente justo, já que a equipe conseguiu fazer jogo duro contra Flamengo, Limeira e Mogi das Cruzes, três dos cinco primeiros colocados. Mas o fato é que nenhuma outra perdeu tanto. A esperança para a sequência da competição é que o armador norte-americano Worrel Clahar, que teve problemas com o visto de trabalho e demorou para estrear, consiga jogar bem ao ponto de fazer Rinaldo Rodrigues manter sua reputação de investidas de sucesso em atletas norte-americanos.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014 NBB | 19:58

Ter um ex-NBA não é garantia de nada no NBB

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Darington Hobson em ação por Brasília (Foto: Divulgação/LNB)

Darington Hobson em ação por Brasília (Foto: Divulgação/LNB)

Aconteceu na última semana, mas vale registrar por aqui duas movimentações no mercado do NBB que passaram meio batido por muita gente. Norte-americanos com passagem pela NBA, o ala Darington Hobson e o pivô Devon Hardin foram dispensados de Brasília e Paulistano, respectivamente.

Hobson teve passagem relâmpago pelo Milwaukee Bucks na temporada 2011/12 e foi devidamente analisado por aqui quando chegou a Brasília, em setembro. Durante o quadrangular semifinal da Liga Sul-Americana, por exemplo, ele mostrou o quanto poderia ser útil para o técnico José Carlos Vidal por jogar em pelo menos três posições diferentes. Não eram raros os momentos em que ele virava armador.

Mas essa trajetória na capital nacional durou só 12 partidas, divididas igualmente entre Liga Sul-Americana e NBB. De acordo com o que disse Vidal, problemas pessoais dificultaram a adaptação do norte-americano ao time e ao país. Por isso, o contrato foi rescindido de maneira amigável entre as partes.

Já Hardin foi selecionado na segunda rodada do Draft de 2008 pelo Seattle Supersonics, antes de a franquia se transformar no Oklahoma City Thunder. Mas o pivô nem chegou a ser aproveitado pela equipe, atrapalhado em grande parte por uma lesão por stress na perna esquerda que o impediu de participar dos treinos. Aí ele rodou pelo mundo até chegar ao Basquete Cearense na última temporada.

Devon Hardin ficou pouco tempo no Paulistano (Foto: Divulgação/LNB)

Devon Hardin ficou pouco tempo no Paulistano (Foto: Divulgação/LNB)

Teve médias de 9,9 pontos e 5,4 rebotes em cerca de 24 minutos por jogo. Nada brilhante, mas bom o suficiente para atrair o interesse do Paulistano. Assinou contrato com os vice-campeões nacionais em outubro e chegou até a se mostrar alguém confiável para se explorar as ações dentro do garrafão. Mas já não faz parte do elenco comandado por Gustavo De Conti, que preferiu não falar nada a respeito desse fim precoce de ciclo.

Os dois times já trataram de repor as peças dispensadas. Brasília acertou com o ala-pivô Vernon Goodridge, novaiorquino de 30 anos e 2,06m de altura, cujo último trabalho foi no AEK, da Grécia, onde ficou por apenas três jogos. É praticamente impossível saber o que pode-se esperar dele. O Paulistano, por sua vez, fechou com Jeff Agba, pivô que já rodou por alguns times do NBB e que iniciou a temporada na Liga Sorocabana. Foi elogiado pelo novo técnico. “Tem presença forte nos rebotes e um bom jogo no poste baixo, que é o que estávamos precisando”, disse De Conti.

Podem dar certo, podem dar errado. O fato é que Goodridge e Agba nunca passaram pela principal liga de basquete do mundo. Hobson e Hardin estiveram lá e acabaram reforçando o quanto ter um ex-NBA no elenco não é garantia nenhuma de sucesso para equipe alguma no NBB.

Rashad McCants e Uberlândia que o digam.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014 NBA | 16:05

Ex-NBA, Fabrício Melo tem a chance de resgatar a carreira no Paulistano

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Vice-campeão do NBB e classificado para a Liga das Américas, o Paulistano anunciou a contratação de Fabrício Melo. O pivô de 24 anos e 2,13m teve uma passagem relâmpago pela NBA na temporada 2012/13 e vinha tendo espaço cada vez mais reduzido nos Estados Unidos para mostrar serviço. Agora, defendendo um clube brasileiro que procura se estabelecer entre os principais do país, ele tem a chance de reconquistar o prestígio perdido. Ou pelo menos boa parte dele.

Fabrício Melo já treina com os novos companheiros no Paulistano (Foto: Divulgação)

Fabrício Melo já treina com os novos companheiros no Paulistano (Foto: Divulgação)

Na manhã do dia 18 de junho, o técnico Rubén Magnano revelou os convocados da seleção brasileira para o Mundial da Espanha e respondeu perguntas da imprensa por cerca de uma hora em uma entrevista coletiva, em São Paulo. Um dos temas levantados no bate-papo foi justamente o fato de ele não contar com a novidade do Paulistano. “Tudo o que peço de caras que vão para a NBA é que joguem. Se não, eles não ajudam absolutamente em nada suas equipes. Estar lá só para fazer número não adianta. O Fabrício praticamente sumiu neste último ano”, afirmou o treinador, referindo-se também ao armador Scott Machado, outro atleta deixado fora da lista.

Ao dizer que “Fabrício praticamente sumiu”, Magnano fez apenas uma constatação óbvia dos rumos que a carreira do pivô tomou. No Draft da NBA de 2012, ele foi escolhido pelo Boston Celtics na 22ª posição. Na época, os especialistas o enxergavam como alguém que tinha um porte físico muito interessante para jogar dentro do garrafão, sobretudo pelo tamanho e pela envergadura. Consideravam como ponto forte a marcação, especialmente porque o brasileiro se mostrou peça fundamental para a Universidade de Syracuse neste aspecto, ao ponto de ter sido eleito melhor jogador de defesa da Big East — uma das conferências do torneio universitário. Por outro lado, as ferramentas ofensivas eram pobres e não chamavam a atenção, em que pese o gancho sólido próximo à cesta.

Sem encontrar espaço na rotação do Celtics logo que chegou à NBA, Fabrício foi mandado para o Maine Red Claws, da D-League (Liga de Desenvolvimento), logo no início da temporada 2012/13. “É claro que gostaria de jogar, mas eu entendo o processo”, disse ele na época. “Estou melhorando a acada dia e trabalhando no meu jogo. Preciso ser paciente. Minha hora vai chegar.”

Técnico do time de Boston naquele momento, Doc Rivers tinha uma expectativa muito grande com relação ao desempenho do pivô. “Acho que ele vai se sair muito bem na D-League porque não tem muitos caras grandes lá, então espero que ele seja dominante”, afirmou o treinador. “Acredito que ele não verá ninguém do tamanho dele, ou então poucos jogadores assim”, completou.

Foi mais ou menos o que aconteceu no primeiro instante. Fabrício teve atuações muito boas na competição, sendo que as duas mais impactantes ocorreram em dezembro. No dia 22, contra o Erie BayHawks, obteve um triplo-duplo de saltar os olhos ao somar 15 pontos, 16 rebotes e 14 tocos. Cinco dias depois, teve 32 pontos, nove rebotes e nove tocos diante do Idaho Stampede. Mas o pivô também teve participações apagadas, o que o fez registrar médias de 9,8 pontos, 5,9 rebotes e 3,1 tocos ao longo dos 33 embates que fez na liga de desenvolvimento.

Fabrício Melo: passagem pelo Boston Celtics durou seis jogos (Foto: Getty Images)

Fabrício Melo: passagem pelo Boston Celtics durou seis jogos (Foto: Getty Images)

Chamado de volta ao elenco principal do Celtics, teve a primeira chance de atuar na temporada regular da NBA no dia 1° de fevereiro de 2013. Foram dois minutos e meio de atuação na vitória sobre o Orlando Magic, tempo que o permitiu contribuir com apenas um roubo de bola. Depois, foram mais cinco jogos até o final do campeonato. Teve mais espaço justamente no último, diante do Toronto Raptors. Foi o encerramento da fase de classificação, e o time de Boston já entrou em quadra garantido na sétima colocação da Conferência Leste. Em 17 minutos, Fabrício somou dois pontos, dois rebotes, um roubo de bola e quatro faltas.

Ao final daquele campeonato, o pivô acabou sendo negociado com o Memphis Grizzlies, que imediatamente o dispensou. Chegou ainda a se juntar ao Dallas Mavericks em setembro passado, mas foi dispensado antes do início da última temporada da NBA. Sem espaço, voltou à D-League. Mas, desta vez, teve menos destaque. Defendendo o Texas Legends, ficou em quadra pouco mais de 13 minutos por partida e contabilizou 5,2 pontos, 3,9 rebotes e 0,8 toco por jogo.

Há cerca de dois anos, em entrevista ao iG Esporte, Fabrício relatou um pouco de como estava a rotina de preparação para o Draft da NBA. Transpareceu uma óbvia ansiedade pela chance que tinha de entrar na principal liga do mundo e realizar um sonho que quase todos os garotos familiarizados ao basquete já tiveram na vida. Algo que acabou se concretizando, apesar de não ter sido da maneira como esperava. Mas também admitiu que sempre teve como objetivo para a carreira defender a seleção brasileira e disputar as Olimpíadas, metas que ainda seguem distantes.

O pouco espaço para mostrar serviço dentro de quadra nos últimos dois anos não só impediu o pivô de atuar com a regularidade que estava acostumado nos tempos em que era universitário como o tirou do radar de Magnano. Por isso, o acerto com o Paulistano pode ser uma espécie de resgate. Fabrício chega ao time brasileiro para jogar, para ser o dono da sua posição. Vai encontrar tempo de quadra em uma equipe cada vez mais competitiva, que terá o desafio de se manter entre as principais do país na próxima temporada e também mostrar força fora dele.

Ajudar o novo clube a cumprir as metas traçadas e se aproximar do bom nível demonstrado no basquete universitário norte-americano dois anos atrás pode até não levá-lo de volta à NBA tão cedo. Mas provavelmente o ajudará a ser lembrado com mais carinho por Magnano nas próximas convocações para a seleção brasileira.

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sábado, 31 de maio de 2014 NBB | 18:18

Final do NBB reúne times exemplares e coroa momento especial do Flamengo

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O sábado acabou por coroar uma temporada perfeita para o Flamengo. Após vencer a Liga das Américas e receber o convite para participar de partidas de exibição da NBA em outubro, o clube carioca sagrou-se campeão do NBB pela terceira vez — a segunda consecutiva — ao bater o Paulistano por 78 a 73 na partida que decidiu o título.

O jogo começou por volta das 10h15 (de Brasília). O horário não é dos mais atraentes, mas dificilmente alguém se arrependeu por ter resolvido deixar para trás todos os outros planos da manhã de sábado. Foi uma grande decisão, com dois times muito bem treinados e que mostraram por que foram os dois melhores do campeonato.

Flamengo comemora título do NBB (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Flamengo comemora título do NBB (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

No início, parecia que o Flamengo iria atropelar. Com a experiência de já ter disputado a final em jogo único do ano anterior, o grupo comandado por José Neto largou na frente e abriu 15 a 4 no placar. Gustavo De Conti pediu tempo e cobrou uma mudança de postura dos seus jogadores, que produziam muito pouco ofensivamente e viam os rivais levarem a vantagem em todos os rebotes disputados até então.

O Paulistano voltou à quadra com outra atitude e mudou definitivamente o cenário. Os atléticos e habilidosos Kenny Dawkins e Desmond Holloway passaram a tentar mais o drible na construção dos ataques, algo fundamental para quebrar uma defesa tão boa quanto a que enfrentavam. Assim, o equilíbrio foi restabelecido ainda no primeiro quarto e mantido até o fim. Ótimo para todo mundo que estava acompanhando — a não ser, é claro, para os torcedores do Flamengo.

A diferença entre os elencos no que diz respeito ao talento individual das peças que cada treinador tinha à disposição era bem considerável. Também por isso, os cariocas entraram em quadra como favoritos nesta decisão. Mas os paulistas poderiam encarar o rival em condição de igualdade e ficar com o título se conseguissem encaixar a boa defesa que apresentaram ao longo da temporada — bola que foi cantada por aqui antes do duelo.

Foi o que aconteceu, na maioria das vezes. Na medida do possível, o Paulistano contestou os chutes do outro lado. O Flamengo deu seu jeito de pontuar ao encontrar alguns espaços exatamente por abrir bem as ações ofensivas e também por conseguir acertar alguns arremessos bem marcados. É aí que o talento faz a diferença.

Apesar de ter ido para o intervalo em vantagem, o clube paulista não demorou a deixar a liderança escapar no terceiro quarto. Por outro lado, manteve-se próximo no placar o tempo todo e manteve a cabeça no lugar para não começar a se desesperar no ataque nos raros momentos em que o Flamengo abria distância superior a duas posses de bola.

Desmond Holloway: ataque à defesa do Flamengo (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Desmond Holloway: ataque à defesa do Flamengo (Foto: Luiz Pires e Ricardo Ramos/LNB)

Algumas vezes, a expressão “jogo decidido nos detalhes” acaba sendo banalizada, empregada para classificar partidas nas quais as diferenças não foram tão sutis assim. A final deste ano do NBB não foi um destes casos. Quando restava menos de um minuto para o fim, o placar apontava dois pontos de vantagem para os cariocas. De frente para a cesta, Renato Carbonari arremessou uma bola de três que colocaria o Paulistano à frente se entrasse. Mas ela beijou o aro e saiu.

Aí o Flamengo veio para o ataque, que gastou quase todos os 24 segundos de posse de bola e foi definido em um chute de três de Marcelinho. O arremesso não entrou, mas Shilton se sobressaiu no garrafão e apanhou o rebote ofensivo. Participação extremamente decisiva do pivô, que deu ao seu time uma nova chance de pontuar — o que, desta vez, acabou acontecendo.

O lance sintetiza muito bem o que é esse time do Flamengo: um elenco com muitas peças capazes de aparecer para decidir. O prêmio de MVP (melhor jogador) da final acabou ficando com o pivô titular Meyinsse, dono de 16 pontos e quatro rebotes em apenas 25 minutos de ação. Mas o lance chave do embate teve como protagonista o reserva do norte-americano.

Ótima partida, bem jogada e com defesa forte de ambos os finalistas, que servem de exemplo para os demais times do país pelo basquete coletivo e organizado que apresentam. A sexta temporada do NBB terminou em grande estilo.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014 NBB | 22:39

Flamengo x Paulistano: o raio-x da final do NBB

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O campeão da temporada 2013/14 do NBB será conhecido na manhã deste sábado. A partir das 10h (de Brasília), Flamengo e Paulistano se encaram no Rio de Janeiro para decidirem toda a temporada em uma única partida. Algo que não agrada os torcedores nem os técnicos dos clubes — conforme eles disseram ao blog. Após séries tão boas e emocionantes durante os playoffs, é uma pena que a final tenha apenas um ato. Mas é algo que já está definido há um tempo. Não há o que fazer.

Vamos então ao raio-x da decisão:

Flamengo, de Laprovittola, e Paulistano, de Dawkins, decidem o NBB (Foto: Alê da Costa/Portrait)

Flamengo, de Laprovittola, e Paulistano, de Dawkins, decidem o NBB (Foto: Alê da Costa/Portrait)

FLAMENGO (1º) x PAULISTANO (2º)
Confronto direto na temporada: 2 a 0 para o Flamengo
Histórico nos playoffs: o único encontro até hoje entre os times aconteceu nas quartas de final de 2013. O Flamengo venceu a série em três jogos.
Curiosidade: a soma dos placares dos dois confrontos diretos na fase de classificação apontou vantagem para o Flamengo de 53 pontos. Nenhum outro participante do NBB teve desempenho tão ruim diante dos atuais campeões quanto o Paulistano.

Flamengo
Campanha na primeira fase: 26 vitórias e seis derrotas
Nos playoffs: entrou direto nas quartas de final e ganhou a série contra o Bauru por 3 a 1. Por esse mesmo placar, eliminou Mogi das Cruzes na semifinal.
Time titular: Laprovittola, Marcelinho, Marquinhos, Olivinha e Meyinsse
Técnico: José Neto
O que mais assusta nesse time: a profundidade no elenco. O terceiro jogo da série contra Mogi das Cruzes, na semifinal, simboliza isso. A partida estava complicada para o time carioca, e o placar estava empatado nos segundos finais. Mas aí apareceu Cristiano Felício, uma peça do banco que não vinha sendo tão utilizada por José Neto, para acertar um arremesso decisivo e dar a vitória à equipe. São muitas peças capazes de decidir no elenco.

Paulistano
Campanha na primeira fase: 23 vitórias e nove derrotas
Nos playoffs: entrou direto nas quartas de final e ganhou a série contra Franca por 3 a 2. Por esse mesmo placar, eliminou São José na semifinal.
Time titular: Dawkins, Holloway, Pilar, Renato Carbonari e Mineiro
Técnico: Gustavo De Conti
O que mais assusta nesse time: quando a defesa consegue encaixar, o Paulistano encara qualquer adversário em condição de igualdade. A equipe de Gustavo De Conti está entre as três melhores do NBB nas estatísticas de roubos por jogo e de desperdícios de posse de bola cometidos pelos rivais.

Possibilidades da decisão:

O Flamengo é amplo favorito na final, mas o Paulistano tem capacidade de incomodar bastante no perímetro. Os atuais campeões poderão ter muita dificuldade para conter as investidas dos norte-americanos Kenny Dawkins e Desmond Holloway, que usam a ótima capacidade atlética que têm para tirarem vantagem nos bloqueios, seja para arremessar de longe ou para atacar a cesta. Se a defesa do clube de São Paulo estiver nos seus melhores dias, pontos fáceis em contra-ataques podem aparecer.

O problema é que essa defesa terá um desafio muito grande pela frente. Marquinhos, Marcelinho e até mesmo Olivinha podem jogar abertos na linha de três pontos, o que tende a deixar o ataque do Flamengo bem espaçado em quadra — e, consequentemente, aumentar o trabalho da marcação do outro lado.

Palpite: Flamengo fica com o título

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quinta-feira, 29 de maio de 2014 NBB | 15:08

Final do NBB: cinco perguntas para os técnicos de Flamengo e Paulistano

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Gustavo De Conti e José Neto, os técnicos da decisão do NBB (Foto: CBB)

Gustavo De Conti e José Neto, os técnicos da decisão do NBB (Foto: CBB)

As duas melhores campanhas da fase de classificação do NBB acabaram prevalecendo nos playoffs. Às 10h (de Brasília) deste sábado, Flamengo e Paulistano estarão frente a frente na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, para decidir o título da atual temporada. Em meio à preparação das equipes para o encontro que definirá o campeão, o blog procurou os dois técnicos finalistas para ouvir a opinião deles sobre alguns aspectos envolvendo a partida e o campeonato.

José Neto, treinador do Flamengo, e Gustavo De Conti, comandante do Paulistano, responderam às mesmas cinco perguntas. Ambos dão ênfase ao espírito coletivo de seus comandados em quadra e concordam que o fato de o título do NBB ser decidido em um único jogo não é o ideal.

Mas as semelhanças param por aí. As opiniões são bem diferentes quando o assunto é a importância dos dois encontros que aconteceram entre os times na fase de classificação — que tiveram duas vitórias por placar elástico do clube carioca.

Veja o bate-papo abaixo:

1) O que você acredita que será a maior força do seu time em quadra para buscar o título?

José Neto: A imposição do nosso jogo coletivo, que é um dos pontos fortes do Flamengo. Foi assim que conseguimos chegar à primeira posição na fase de classificação e passamos por duas séries nos playoffs. Acredito que isso será ainda mais importante ainda no jogo único.

Gustavo De Conti: Tudo o que a gente fez a temporada toda. O Paulistano foi bem regular a temporada toda, com o jogo muito baseado em uma defesa agressiva. Talvez nossa defesa não seja a melhor em números absolutos, mas fez os adversários errarem muito, forçando aproveitamentos baixos (de arremesso). Temos um jogo bem coletivo, cada um faz bem a sua função.

2) O que mais te chama a atenção no time adversário?

José Neto: A regularidade. O Paulistano tem um time muito regular, joga com muita intensidade e consegue manter essa intensidade. Foi assim que chegaram à final.

Gustavo De Conti: Apesar de ter caras muito bons individualmente, o Flamengo conta com um jogo coletivo muito forte, principalmente na defesa. A saída para o contra-ataque é o ponto mais forte deles. Eles fecham bem o garrafão, têm um jogo bem físico e correm muito no contra-ataque. São rápidos na saída de bola, inclusive os pivôs, algo que faz a diferença.

José Neto, técnico do Flamengo (Ricardo Ramos/LNB)

José Neto, técnico do Flamengo (Foto: Ricardo Ramos/LNB)

3) Qual o momento que você julga ter sido mais delicado para sua equipe na temporada?

José Neto: Cada momento teve importância. Apesar de sermos uma das equipes mais regulares, acredito que tivemos de passar por alguns momentos de superação. Teve a volta do Marcelinho depois de uma temporada afastado, a volta do Marquinhos depois de ficar o primeiro turno sem jogar, a chegada dos estrangeiros… Foi um processo com algumas dificuldades, mas isso nos tornou mais fortes e aperfeiçoou nosso trabalho coletivo.

Gustavo De Conti: Os dois momentos decisivos foram quando sofremos a reversão dos mandos de quadra, nas derrotas que tivemos em casa para Franca e para São José. Esses momentos foram os mais difíceis. Sabíamos que poderíamos reverter, mas que seria bem complicado. Foi difícil porque ficamos em choque. Nossa confiança se abalou um pouco. Mas o time foi forte para reverter a situação.

4) As duas vitórias tranquilas do Flamengo nos encontros entre os times na primeira fase significam alguma coisa?

José Neto: Não. Final é outra história. O Paulistano vivia outro momento quando os enfrentamos. No primeiro turno, eles ainda estavam priorizando as finais do Campeonato Paulista. No segundo turno, eles também tiveram algumas dificuldades, com alguns jogadores voltando de lesão. Isso é o que a gente menos pensa. Agora é diferente. Nossa equipe também se personalizou mais desde então. Tivemos boas séries de vitórias e cumprimos desafios importantes. Acho que os times estão totalmente diferentes. O Paulistano vem com mais moral e mais consciente da maneira como jogar. Nós também estamos mais fortalecidos.

Gustavo De Conti: Bastante. Para a gente, significa muito em termos de ajuste. O nosso jogo não casou bem com o deles. Então temos que fazer totalmente diferente do que a gente fez no primeiro e no segundo turno. As diferenças no placar (nos dois jogos) foram gigantescas, coisa que não pode existir entre primeiro e segundo colocado do NBB. Precisamos mudar nossa postura individual e as questões táticas. Precisamos de ajustes e já estamos fazendo isso para encarar de igual o Flamengo, coisa que não conseguimos até agora.

Gustavo De Conti, técnico do Paulistano (Foto: Luiz Pires/LNB)

Gustavo De Conti, técnico do Paulistano (Foto: Luiz Pires/LNB)

5) Como é decidir o campeonato em jogo único?

José Neto: A partir do momento que isso foi decidido coletivamente antes do campeonato, temos que nos preparar para isso. Esse jogo pode representar para a gente um título importante e fazer da nossa temporada brilhante. Tudo vai ser definido nesse jogo, e a gente precisa estar adaptado a isso. Acredito que o basquete brasileiro hoje já tenha condições de fazer campeonato ser decidido em série de playoff. Mas hoje o temos pela frente é o jogo único e é nisso que estamos focamos.

Gustavo De Conti: Não é o ideal tecnicamente falando. Acho que um campeonato que vem tendo séries de playoff em todas as fases ser decidido em jogo único não é ideal. Mas comercialmente falando, se é bom para a liga, ok, vamos fazer. Para o público e para a gente também não é ideal. Nós poderíamos fazer ajustes entre um jogo e outro, como foi em outras series. Os jogadores crescem, a rivalidade na série cresce, e isso é bom para todo mundo. O jogo único não é o ideal, mas foi decidido assim e o meu clube aceitou, tenho de respeitar.

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segunda-feira, 12 de maio de 2014 NBB | 04:05

Semifinais do NBB: dados, históricos e curiosidades dos duelos

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Mogi das Cruzes e Paulistano tiveram muito pouco tempo para comemorar a classificação inédita às semifinais do NBB. Conquistaram a vaga na sexta-feira e já voltam a entrar em quadra nos próximos dias, enquanto Flamengo e São José descansaram por pelo menos uma semana.

Veja abaixo dados, curiosidades e análises dos dois confrontos pelas semifinais do NBB:

Ted Simões encara Marquinhos em ataque do Flamengo. Cena deverá se repetir muito nas semifinais (Foto: Cleomar Macedo/Divulgação)

Ted Simões encara Marquinhos em ataque do Flamengo. Cena deve se repetir nas semifinais (Foto: Cleomar Macedo/Divulgação)

FLAMENGO (1º) x MOGI DAS CRUZES (12º)
Confronto direto na temporada:
1 a 1
Histórico nos playoffs: o encontro deste ano é o primeiro entre as equipes
Curiosidade: o Flamengo é a única equipe a ter participado das semifinais de todas as edições do NBB até hoje. Por outro lado, Mogi das Cruzes chega a esta fase pela primeira vez. O time paulista, aliás, é o primeiro a aparecer entre os quatro melhores depois de ter avançado aos playoffs em 12º lugar.

Calendário da série:
Jogo 1 – 12/05 (segunda-feira), às 19 horas – Ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro (SporTV)
Jogo 2 – 14/05 (quarta-feira), às 20 horas – Ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro (SporTV)
Jogo 3 – 17/05 (sábado), às 20h30 – Ginásio Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes (SporTV)
Jogo 4 – 19/05 (segunda-feira), às 19 horas – Ginásio Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes (SporTV)
Jogo 5 – 24/05 (sábado), às 17 horas – Arena HSBC, no Rio de Janeiro (SporTV)

Flamengo
Campanha na primeira fase:
26 vitórias e seis derrotas
Nos playoffs: entrou direto nas quartas de final e chegou à semifinal vencendo a série contra o Bauru por 3 a 1
Time titular: Laprovittola, Marcelinho, Marquinhos, Olivinha e Meyinsse
Técnico: José Neto
O que mais assusta nesse time: há talento demais à disposição de José Neto, que conta com muitas peças capazes de decidir no ataque. O fato de os cinco titulares terem média superior a 12,0 pontos por jogo ajuda a mostrar isso. Marquinhos e Marcelinho são duas das melhores armas ofensivas de perímetro no país, sobretudo por causa de seus chutes precisos de longe, mas o garrafão não deixa de ser bem explorado. A equipe é forte também do outro lado da quadra, com uma defesa agressiva que limita os adversários a 75,8 pontos por partida (terceira menor marca do NBB) e a um aproveitamento de 49,6% nas bolas de dois (segundo melhor índice da liga). Como se não bastasse isso tudo, o Flamengo se desgastou muito menos em relação ao adversário. Entrou direto nas quartas de final e eliminou o Bauru em quatro embates. Descansa já há uma semana.

Mogi das Cruzes
Campanha na primeira fase:
14 vitórias e 18  derrotas
Nos playoffs: eliminou o Pinheiros nas oitavas de final por 3 a 1 e bateu Limeira nas quartas por 3 a 2
Time titular: Gustavinho, Filipin, Ted Simões, Marcus Toledo e Sidão
Técnico: Paco García
O que mais assusta nesse time: o espírito coletivo, característica mais evidente desta surpreendente caminhada de Mogi das Cruzes nos playoffs. O armador norte-americano Jason Smith, que costuma sair do banco, talvez seja a peça ofensiva mais perigosa da equipe, mas não dá para dizer que o jogo fica concentrado em cima dele. Muito pelo contrário: o ataque também pode ser definido com Filipin e Ted nas bolas de três, nas infiltrações de Gustavinho e Jefferson ou mesmo com Sidão, Marcus Toledo e Daniel Alemão perto da cesta. A defesa é a terceira que mais força erros dos adversários neste NBB: 10,0 por partida. Outro ponto importante a se observar neste time é a força mental no fim dos jogos. Mogi das Cruzes sofreu algumas derrotas em confrontos decididos nos minutos derradeiros durante a fase de classificação, mas mostrou capacidade de ressurgir em momentos delicados pelo menos duas vezes na série contra Limeira.

Possibilidades da série: Ted Simões tem sido o responsável por marcar os principais jogadores de perímetro dos rivais de Mogi das Cruzes nestes playoffs. Foi o que aconteceu com Shamell e David Jackson nas fases anteriores e deverá ocorrer com Marquinhos nesta semifinal. O problema para os paulistas é que o Flamengo, ao contrário dos dois oponentes anteriores, tem um ataque que pode ser definido por qualquer atleta que estiver em quadra. A briga pelos rebotes promete ser bem intensa, uma vez que o duelo reúne dois dos três melhores times do campeonato neste fundamento.

Palpite: Flamengo vence a série em quatro jogos

Quezada e Holloway: estrangeiros são os pontos de referência dos ataques de São José e Paulistano, respectivamente (Foto: Alê da Costa/Portrait)

Quezada e Holloway: estrangeiros são os pontos de referência dos ataques de São José e Paulistano, respectivamente (Foto: Alê da Costa/Portrait)

PAULISTANO (2º) x SÃO JOSÉ (7º)
Confronto direto na temporada: 2 a 0 para o São José
Histórico nos playoffs: o encontro deste ano é o primeiro entre as equipes
Curiosidade: foi em um jogo contra o Paulistano, no início do segundo turno, que Luiz Augusto Zanon fez sua estreia à frente do São José, que alcança a semifinal pelo terceiro campeonato consecutivo. Em 2012, avançou à decisão. No último ano, caiu diante do Flamengo, que acabou ficando com o título. O Paulistano, em contrapartida, nunca chegou tão longe no NBB.

Calendário da série:
Jogo 1 – 13/05 (terça-feira), às 19h30 – Ginásio Antonio Prado Junior, em São Paulo (SporTV)
Jogo 2 – 15/05 (quinta-feira), às 19h30 – Ginásio Antonio Prado Junior, em São Paulo (SporTV)
Jogo 3 – 18/05 (domingo), às 16 horas – Ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos
Jogo 4 – 20/05 (terça-feira), às 21 horas – Ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos (SporTV)
Jogo 5 – 23/05 (sexta-feira), às 21 horas – Ginásio Antonio Prado Junior, em São Paulo (SporTV)

Paulistano
Campanha na primeira fase:
23 vitórias e nove derrotas
Nos playoffs: entrou direto nas quartas de final e chegou à semifinal vencendo a série contra Franca por 3 a 2
Time titular: Dawkins, Holloway, Pilar, Renato Carbonari e Mineiro
Técnico: Gustavo De Conti
O que mais assusta nesse time: a defesa agressiva, que força 11,7 erros dos adversários por jogo — segunda melhor marca do NBB, atrás apenas dos 12,4 do Palmeiras. Além disso, a equipe rouba 10,2 bolas por partida (terceiro maior índice da liga), o que amplia as chances de pontos fáceis em contra-ataques. Bem treinado, o Paulistano apresenta a mesma organização em quadra dos anos anteriores. A diferença é que desta vez existe mais talento, muito graças às adições dos norte-americanos Dawkins e Holloway. De acordo com o que o próprio Gustavo De Conti afirmou antes do início do campeonato, são atletas com maior poder de decisão e capazes de defender da maneira que julga ser a ideal.

São José
Campanha na primeira fase:
19 vitórias e 13 derrotas
Nos playoffs: venceu a série contra o Palmeiras nas oitavas de final por 3 a 2 e eliminou o Brasília nas quartas por 3 a 0
Time titular: Quezada, Laws, Alex Oliveira*, Jefferson e Caio Torres
*Dedé ainda se recupera de uma fratura na mão esquerda
Técnico: Luiz Augusto Zanon
O que mais assusta nesse time: a fase extraordinária do armador Manny Quezada, que tem se mostrado capaz de pontuar de diversas maneiras, seja nos chutes de longa distância ou nas infiltrações — qualidade que bagunça bastante as defesas adversárias. É aí que outras peças do ataque de São José podem encontrar maior facilidade para atuar, com os espaços que são criados para os arremessadores abertos na linha de três de fora ou para Caio Torres se estabelecer no garrafão. Outro ponto forte são os rebotes: a marca de 37,9 por partida é a melhor de todo o NBB.

Possibilidades da série: Nezinho, armador do Brasília, elogiou a habilidade da defesa de São José em fechar os espaços no garrafão para as infiltrações nas quartas de final. “Quanto tentávamos entrar, Caio e Jefferson estavam sempre lá”, disse ele. É de se imaginar que a equipe do Vale do Paraíba tente repetir a estratégia nesta semifinal, limitando ao máximo as penetrações de Dawkins e Holloway. Por outro lado, permitiria um pouco mais de liberdade nos chutes de longa distância. No ataque, também deve encontrar dificuldades perto da cesta. O Paulistano protegeu muito bem o aro na série contra Franca (pelo menos nos jogos que ganhou) e levou poucos pontos na área pintada. Foi algo que tirou boa parte do impacto do pivô Paulão e que pode afetar Caio Torres desta vez.

Palpite: Paulistano vence a série em cinco jogos

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 NBB | 21:00

Dados, curiosidades e análises das quartas de final do NBB

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A nova fase dos playoffs do NBB tem início nesta sexta-feira. Bauru, Franca, São José e Mogi das Cruzes venceram suas respectivas séries nas oitavas de final e carimbaram o passaporte para as quartas. Agora, os times se juntam a Flamengo, Paulistano, Brasília e Limeira, que se classificaram de maneira direta por terem feito as quatro melhores campanhas da etapa de classificação.

Veja abaixo dados, curiosidades e análises de cada um dos confrontos das quartas de final do NBB:

Nicolás Laprovittola e Ricardo Fischer. Promessa de bom duelo entre armadores (Foto: Marco Aurélio/Fla Imagem)

Laprovittola x Ricardo Fischer. Promessa de bom duelo entre armadores (Foto: Marco Aurélio/Fla Imagem)

FLAMENGO (1º) x BAURU (8º)

Confronto direto na temporada: 2 a 0 para o Flamengo
Histórico nos playoffs: o único encontro até hoje entre as equipes aconteceu nas quartas de 2011 e foi vencido pelo Flamengo em quatro partidas
Curiosidade: o time de melhor campanha na fase de classificação sempre varreu a série quando encarou o oitavo colocado. O duelo colocará frente a frente os dois principais cestinhas da história dos playoffs do NBB: o ala Marcelinho Machado e o pivô Murilo, com médias de 24,35 e 19,0 pontos por partida, respectivamente.

Calendário da série
Jogo 1 – 26/04 (sábado), às 21h30 – Ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro (SporTV)
Jogo 2 – 28/04 (segunda-feira), às 20 horas – Ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro
Jogo 3 – 03/05 (sábado), às 16 horas – Ginásio Panela de Pressão, em Bauru (SporTV)
Jogo 4 – 06/05 (terça-feira), às 21 horas – Ginásio Panela de Pressão, em Bauru (SporTV)
Jogo 5 – a definir (SporTV)

Flamengo
Campanha: 26 vitórias e seis derrotas
Como chegou às quartas de final: classificou-se direto por ter feito a melhor campanha
Provável time titular: Laprovittola, Marcelinho, Marquinhos, Olivinha e Meyinsse
Técnico: José Neto
Destaque: Olivinha. O ala-pivô tem médias de 12,8 pontos e 8,4 rebotes por jogo nesta temporada e lidera a equipe em eficiência.

Bauru
Campanha: 18 vitórias e 14 derrotas
Como chegou às quartas de final: venceu a série contra o Basquete Cearense nas oitavas por 3 a 0
Provável time titular: Ricardo Fischer, Larry, Gui, Lucas Tischer e Murilo
Técnico: Guerrinha
Destaque: Murilo. O pivô tem médias de 15,9 pontos e 7,2 rebotes por partida nesta temporada.

Análise: apesar de ser o primeiro colocado contra o oitavo, o confronto tem tudo para ser o mais equilibrado destas quartas de final, com duelos individuais interessantes em quadra: Laprovittola x Ricardo Fischer na armação, Murilo e Lucas Tischer x Olivinha e Meyinsse no garrafão. O encontro entre os times poderia muito bem acontecer mais adiante na competição. Até mesmo na decisão, talvez. Mas Bauru paga o preço pelo péssimo primeiro turno que fez, tendo até frequentado a lanterna. A recuperação veio na segunda metade, quando se mostrou o candidato ao título que muita gente imaginava ver no início da temporada.

Campeão das Américas, o Flamengo tem como principal característica sob o comando de José Neto o equilíbrio. Nas estatísticas de pontos por jogo, o time é o segundo que mais faz (84,7) e o terceiro que menos leva (76,03). Com 38,5% de aproveitamento, Bauru é dono do terceiro melhor desempenho nas bolas de três. Algo que poderia ajudar a abrir espaço na defesa adversária, especialmente quando o argentino Barrios atua na posição quatro. Mas o clube carioca tem em Olivinha um ala-pivô com mobilidade o suficiente para sair de perto da cesta para defender nestes casos.

Palpite: Flamengo ganha a série por 3 a 2

Holloway, principal arma de ataque do Paulistano para duelo com Franca (Foto: Ale da Costa/Portrait)

Holloway, principal arma de ataque do Paulistano para duelo com Franca (Foto: Ale da Costa/Portrait)

PAULISTANO (2º) x FRANCA (10º)

Confronto direto na temporada: 2 a 0 para o Paulistano
Histórico nos playoffs: Franca ganhou em três jogos o único encontro entre os times, que aconteceu nas oitavas de final em 2012
Curiosidade: o Paulistano jamais venceu uma partida nas quartas de final. Na outra única oportunidade que chegou a essa fase, no último ano, foi varrido pelo Flamengo.

Calendário da série
Jogo 1 – 27/04 (domingo), às 18 horas – Ginásio Antonio Prado Jr, em São Paulo
Jogo 2 – 29/04 (terça-feira), às 21 horas – Ginásio Antonio Prado Jr, em São Paulo (SporTV)
Jogo 3 – 04/05 (domingo), às 11 horas – Ginásio Pedrocão, em Franca (SporTV)
Jogo 4 – 06/05 (terça-feira), às 19 horas – Ginásio Pedrocão, em Franca (SporTV)
Jogo 5 – a definir (SporTV)

Paulistano
Campanha: 23 vitórias e nove derrotas
Como chegou às quartas de final: classificou-se direto por ter feito a segunda melhor campanha
Provável time titular: Dawkins, Holloway, Pilar, Renato Carbonari e Mineiro
Técnico: Gustavo De Conti
Destaque: Holloway. O ala norte-americano tem médias de 18,1 pontos e 4,7 rebotes por jogo na temporada. Além disso, registra aproveitamento de 59,6% nas bolas de dois e índice de acerto de 41,6% nos tiros de três.

Franca
Campanha: 15 vitórias e 17 derrotas
Como chegou às quartas de final: venceu a série contra o Uberlândia nas oitavas por 3 a 2
Provável time titular: Figueroa, Jhonatan, Léo Meindl, Lucas Mariano e Paulão
Técnico: Lula Ferreira
Destaque: Paulão. Líder em eficiência do NBB, pivô tem médias de 18,8 pontos e 9,2 rebotes por jogo na temporada, além de aproveitamento de 58,5% nos arremessos de dois.

Análise: o Paulistano finalmente subiu alguns degraus na escala de competitividade do NBB nesta temporada e concluiu a fase de classificação com a segunda melhor campanha. Antes do início do campeonato, o técnico Gustavo De Conti considerou que a chegada dos norte-americanos Dawkins e Holloway aumentava o poder de decisão da equipe, que sempre procurou jogar de maneira coletiva em quadra. Os dois, de fato, representaram um salto de qualidade muito grande no perímetro. Mas, nesta série, o desafio acontecerá perto da cesta.

Com Paulão e Lucas Mariano, Franca possui uma das duplas de garrafão mais fortes do país. A exemplo do que ocorreu nos duelos contra Uberlândia, vai procurar forçar o jogo por ali para tentar ampliar as chances de vencer. Se quiser chegar pela primeira vez às semifinais do NBB, o Paulistano terá de evitar ao máximo esse domínio da área pintada do adversário. Uma defesa sufocante na bola deve render bons frutos ao clube da capital, já que a equipe do interior é a que mais desperdiça posses de bola no campeonato: 12,6 por jogo.

Palpite: Paulistano ganha a série por 3 a 1

São José, de Quezada, e Brasília, de Alex, se encaram pelo terceiro ano seguido nos playoffs do NBB (Foto: Brito Júnior/Divulgação)

São José, de Quezada, e Brasília, de Alex, se encaram pelo terceiro ano seguido nos playoffs do NBB (Foto: Brito Júnior/Divulgação)

BRASÍLIA (3º) x SÃO JOSÉ (6º)

Confronto direto na temporada: 1 a 1 (nas duas partidas, venceu quem atuou como visitante)
Histórico nos playoffs: uma vitória para cada lado nos dois encontros até hoje. Brasília venceu a final em jogo único de 2012. No ano seguinte, São José se vingou e ganhou a série pelas quartas de final por 3 a 2.
Curiosidade: ao vencer a série Brasília em 2013, São José se tornou o primeiro — e até agora único — time a eliminar um adversário que tinha se classificado automaticamente às quartas de final. Foi também a primeira vez que a equipe da capital não chegou à semifinal.

Calendário da série
Jogo 1 – 26/04 (sábado), às 11 horas – Ginásio Nilson Nelson, em Brasília
Jogo 2 – 28/04 (segunda-feira), às 19 horas – Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (SporTV)
Jogo 3 – 02/05 (sexta-feira), às 19 horas – Ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos (SporTV)
Jogo 4 – 05/05 (segunda-feira), às 19 horas – Ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos (SporTV)
Jogo 5 – a definir (SporTV)

Brasília
Campanha: 21 vitórias e 11 derrotas
Como chegou às quartas de final: classificou-se direto por ter feito a terceira melhor campanha
Provável time titular: Nezinho, Arthur, Alex, Giovannoni e Goree
Técnico: Sergio Hernandez
Destaque: Alex. Um dos melhores jogadores de defesa do Brasil, o ala tem médias de 17,2 pontos, 5,9 rebotes, 3,4 assistências e 1,3 roubo de bola por partida nesta temporada.

São José
Campanha: 19 vitórias e 13 derrotas
Como chegou às quartas de final: venceu a série contra o Palmeiras nas oitavas por 3 a 2
Provável time titular: Quezada, Laws, Alex Oliveira*, Jefferson e Caio Torres
*Dedé fraturou a mão esquerda e deve desfalcar a equipe por quatro semanas
Técnico: Luiz Augusto Zanon
Destaque: Quezada. Em sua primeira temporada no NBB, o armador dominicano tem médias de 16,9 pontos, 5,9 assistências e 5,0 rebotes por partida.

Análise: Brasília passou por altos e baixos nesta temporada, mas ainda é um time com muito talento e poder de decisão à disposição. São José já encontraria dificuldades para avançar em condições normais, mas a tarefa ficou ainda mais complicada após duas notícias bem ruins que recebeu nos últimos dias. A primeira é a fratura na mão esquerda do ala Dedé, que será desfalque por quatro semanas. A outra é a ausência da torcida nos dois jogos desta série, punição imposta após a confusão envolvendo seus torcedores e alguns jogadores do Palmeiras nas oitavas de final.

Brasília tem o sistema ofensivo mais positivo da competição, com 86,6 pontos por jogo. Dentre os sobreviventes do NBB, São José tem a defesa que menos incomoda os rivais. O ataque dos paulistas apresenta boa movimentação e lidera em assistências, com média de 17,0 por partida. Por outro lado, é o segundo que mais desperdiça bolas, com 12,3 erros por embate. O pivô Caio Torres ainda não é o mesmo que brilhou pelo Flamengo na última temporada, mas ainda funciona muito bem quando acionado dentro do garrafão. Se isso acontecer muitas vezes nesta série, o time paulista pode incomodar. O problema é na defesa, onde ele deverá ter trabalho. Seja para acompanhar os chutes de longe do norte-americano Goree ou para lidar com a maior agilidade do jovem Ronald.

Palpite: Brasília ganha a série por 3 a 1

Ted Simões tenta acompanhar David Jackson, algo que deve se repetir nas quartas de final (Foto: JB Anthero/Divulgação)

David Jackson é perseguido por Ted Simões, algo que deve se repetir nas quartas de final (Foto: JB Anthero/Divulgação)

LIMEIRA (4º) x MOGI DAS CRUZES (12º)

Confronto direto na temporada: 2 a 0 para Limeira
Histórico nos playoffs: o encontro deste ano é o primeiro entre as equipes
Curiosidade: O duelo reúne as duas únicas equipes das quartas de final que não estiveram nesta mesma fase no último ano. Ao despachar o Pinheiros, Mogi das Cruzes fez com que o NBB visse pela primeira vez o dono da 12ª campanha avançar às quartas de final.

Calendário da série
Jogo 1 – 25/04 (sexta-feira), às 20 horas – Ginásio Vô Lucato, em Limeira
Jogo 2 – 27/04 (domingo), às 15 horas – Ginásio Vô Lucato, em Limeira (SporTV)
Jogo 3 – 02/05 (sexta-feira), às 21 horas – Ginásio Professor Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes (SporTV)
Jogo 4 – 05/05 (segunda-feira), às 21 horas – Ginásio Professor Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes (SporTV)
Jogo 5 – a definir (SporTV)

Limeira
Campanha: 21 vitórias e 11 derrotas
Como chegou às quartas de final: classificou-se direto por ter feito a quarta melhor campanha
Provável time titular: Hélio, Ronald Ramon, David Jackson, Teichmann e Bruno Fiorotto
Técnico: Demétrius Ferracciú
Destaque: David Jackson. O ala norte-americano tem médias de 20,1 pontos, 4,0 rebotes e 2,5 assistências por partida nesta temporada. Acerta 56,9% dos arremessos de dois e 48,3% nos chutes de três

Mogi das Cruzes
Campanha: 14 vitórias e 18 derrotas
Como chegou às quartas de final: venceu a série contra o Pinheiros nas oitavas por 3 a 1
Provável time titular: Gustavinho, Filipin, Ted Simões, Marcus Toledo e Daniel Alemão
Técnico: Paco García
Destaque: Daniel Alemão. O pivô registra 10,3 pontos e 8,1 rebotes por jogo nesta temporada. Nas quatro partidas da série contra o Pinheiros, teve duplo-duplo de média: 12,0 pontos e 10,8 rebotes

Análise: defesa. Esse é o ponto-chave desta série. Limeira tem a menor marca de pontos sofridos no campeonato, com 73,4 por jogo. Mogi é apenas o sétimo neste ranking (78,8), mas aparece na segunda posição em desarmes (10,4 por partida) e em desperdícios de posse de bola dos rivais (16,25). A equipe comandada pelo espanhol Paco García tem um garrafão forte, liderado pelo pivô Daniel Alemão. As médias nos rebotes, de 37,4 coletados por duelo e de 32,1 permitido aos oponentes, são as melhores do NBB. Mas se quiser aumentar as chances de voltar a surpreender nos playoffs, terá de defender com eficiência os chutes de longe, já que Limeira tem aproveitamento de 41% nas bolas de três — o melhor de toda a competição.

O primeiro jogo da série acontece em Limeira e com portões fechados. Ótima chance para Mogi tentar quebrar o mando de quadra e levar a decisão para o seu ginásio, onde conta com uma torcida que tem deixado o local completamente lotado nos playoffs e tende a ficar ainda mais difícil de ser superado. Dono da quarta melhor campanha e individualmente mais talentoso, o time de Demétrius é favorito. Mas vai encarar um rival que já demonstrou não se assustar diante de oponentes mais experientes.

Palpite: Limeira ganha a série por 3 a 2

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