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quarta-feira, 18 de março de 2015 NBA | 14:13

Os 20 anos da volta de Jordan ao basquete

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“I’m back”. Foi assim, o mais direto possível ao ponto, que Michael Jordan anunciou há exatos 20 anos que estava de volta ao basquete, cerca de um ano e meio após anunciar a aposentadoria pela primeira vez.

Michael Jordan voltou ao basquete com o número 45 nas costas

Michael Jordan voltou ao basquete com o número 45 nas costas

A notícia causou grande impacto, é claro, mas não dá para dizer que pegou o mundo de surpresa. Nos dias anteriores, já havia um burburinho na imprensa norte-americana sobre as visitas de Jordan aos treinos do Chicago Bulls e as conversas particulares com o técnico Phil Jackson sobre o retorno.

Teve ainda a célebre declaração de Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos. “A economia produziu 6,1 milhões de empregos desde que assumi o cargo e, se Michael Jordan voltar ao Bulls, serão 6.100.001 milhões”, afirmou.

Mas quando a primeira aposentadoria foi anunciada, o pessoal em Chicago tinha certeza de que a carreira do maior craque da história da franquia realmente tinha acabado. Alguns sinais claros disso foram dados principalmente às vésperas da temporada 1994/95, quando o Bulls fisgou Ron Harper no mercado de agentes livres.

Harper acabou sendo o armador titular do segundo tricampeonato do Bulls. Mas, até então, era um ala-armador com boa capacidade de pontuar e defesa elogiável. Seria, em tese e guardadas as devidas proporções, alguém para ocupar o espaço de Jordan no time.

A aquisição dele e a ascensão de Toni Kukoc fez até com que fosse cogitada a ideia de negociar Scottie Pippen, usando-o como moeda de troca para fortalecer o garrafão — que tinha acabado de perder Horace Grant para o Orlando Magic. O Miami Heat chegou a oferecer Rony Seikaly. O Washington Wizards, Juwan Howard. Mas o sonho em Chicago era o de emplacar um acerto com o Seattle Supersonics para obter Shawn Kemp.

Jordan iniciou a segunda trajetória no basquete tendo Reggie Miller pela frente

Jordan iniciou a segunda trajetória no basquete tendo Reggie Miller pela frente

Nada disso acabou acontecendo. Jordan então voltou ao Bulls para jogar ao lado de Pippen, o único jogador que o fez companhia em todos os seis títulos que conquistou. A segunda trajetória no basquete começou no dia seguinte ao anúncio, na derrota fora de casa para o Indiana Pacers por 103 a 96. Foram 19 pontos, seis rebotes, seis assistências e três roubos de bola, mas apenas sete arremessos convertidos em 28 tentados.

Nove dias depois, visitou o Madison Square Garden e presenteou a torcida nova-iorquina com uma atuação de 55 pontos que liderou a vitória do Bulls sobre o Knicks. O time se classificou aos playoffs sem sustos, passou do Charlotte Hornets na primeira fase, mas caiu diante do Orlando Magic na semifinal do Leste. O que aconteceu em seguida todo mundo sabe.

Depois da lista imensa de coisas que alcançou e de se aposentar no auge, Jordan teria um desafio imenso pela frente ao voltar às quadras. Muito se questionou na época se o mesmo altíssimo nível poderia ser apresentado novamente. Nem todo mundo conseguiria superar as desconfianças, mas ele conseguiu. Sorte de quem o viu.

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quarta-feira, 19 de março de 2014 NBA | 07:00

Phil Jackson pode dar certo em Nova York. Mas é preciso paciência

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Um dos nomes mais vitoriosos da história da NBA está de volta à ativa. Quase três anos após ter deixado o cargo de técnico do Los Angeles Lakers e anunciado a aposentadoria, Phil Jackson assinou um contrato de US$ 60 milhões por cinco anos de duração com o New York Knicks. Desta vez, porém, vai trabalhar como presidente de operações da franquia, uma função inédita em sua trajetória no basquete.

Phil Jackson é apresentado como novo presidente de operações do New York Knicks (Foto: Getty Images)

Phil Jackson é apresentado como novo presidente de operações do New York Knicks (Foto: Getty Images)

A notícia animou bastante a torcida nova-iorquina de uma maneira geral, e chega a ser fácil entender tamanho entusiasmo. O investimento tão pesado na contratação de alguém que venceu à exaustão na liga mostra a disposição da franquia em montar um time competitivo. Some a isso o fato de o anúncio ter sido feito em meio à decepcionante campanha que o Knicks faz na atual temporada. É inevitável que muita gente encare a novidade como luz no fim do túnel.

Mas o Mestre Zen também não faz milagres, por mais que tenha conseguido domar feras explosivas como Dennis Rodman e Metta World Peace (o ex-Ron Artest) durante os anos em que foi técnico. É importante que alguns pontos sejam levados em consideração pela sempre exigente torcida nova-iorquina. O primeiro — e, talvez, o mais importante de todos — é uma espécie de recado àqueles que esperam resultados imediatos: esqueçam. O Knicks não possui escolha nenhuma no próximo Draft, não tem espaço algum em sua salgada folha salarial e, para piorar ainda mais, conta com um elenco cheio de jogadores que não têm atuado de acordo com o salário que recebem.

Como se observa, trata-se de um cenário bastante desafiador para alguém que, apesar de todos os títulos que conquistou na vida, é um novato na função que acabou de assumir. Jackson foi um ótimo treinador, um dos melhores que a NBA já viu. Mas qual a garantia de que ele seguirá os passos de Pat Riley, ótimo ex-treinador que hoje brilha na presidência do Miami Heat? Nenhuma.

A paciência no primeiro ano de trabalho do novo presidente de operações do Knicks é indispensável, até porque coisas interessantes podem aparecer após esse início de percurso. Além de ser uma figura vencedora, algo que definitivamente ajuda a atrair eventuais agentes livres, Jackson entende de basquete como poucos. Tem uma visão privilegiada ao extremo sobre o jogo, o que representa uma chance bem considerável de conseguir alcançar sucesso nesta nova área depois de alguns meses de adaptação ao cargo. Outro ponto a favor é o alívio de cerca de US$ 50 milhões que a folha salarial terá ao final da próxima temporada, quando os contratos dos alas-pivôs Amar’e Stoudemire e Andrea Bargnani e do pivô Tyson Chandler chegarem ao fim.

O ano de paciência pode ajudar até mesmo na situação de Carmelo Anthony, que tem a opção de virar agente livre ao final desta temporada e testar o mercado. Com a chegada de Jackson, que já fez questão de deixar claro que o jogador faz parte dos planos, o ala tomaria uma decisão inteligente se resolvesse exercer o último ano do atual acordo. Primeiro porque valeria a pena financeiramente, já que veria o salário subir para US$ 23,5 milhões na próxima temporada. Além disso, ele daria um ano para o presidente de operações se adaptar ao novo trabalho, colocar a casa em ordem e deixar o Knicks alguns degraus acima na escada de competitividade da NBA. Se mesmo assim julgasse que o melhor a fazer para perseguir um anel de campeão seria mudar de ares, Anthony poderia perfeitamente fazer isso em 2015.

Um dos feitos mais marcantes de Phil Jackson como treinador foi domar Dennis Rodman em Chicago (Foto: Getty Images)

Um dos feitos mais marcantes de Phil Jackson como treinador foi domar Dennis Rodman em Chicago (Foto: Getty Images)

Ao longo da trajetória no basquete, Jackson foi campeão por onde passou e nas diferentes funções que exerceu. Por mais que o conhecimento do jogo permita imaginá-lo adaptado ao novo cargo, é impossível dizer se um título aparecerá ou não no caminho do Knicks nos cinco anos do contrato que assinou. Fazer os nova-iorquinos voltarem ao topo da NBA após quatro décadas talvez seja a missão mais difícil da vida profissional do Mestre Zen. Mas o simples fato de ele ter aceitado o desafio já é animador para o torcedor nova-iorquino.

Afinal de contas, um dos maiores vencedores da história da NBA não se sujeitaria, aos 68 anos de idade, a exercer um trabalho sem acreditar que poderia ter sucesso. Se é para fazer o Knicks interromper o longo período sem títulos, pouca gente parece mais apropriada do que alguém que já contabiliza 13 anéis de campeão na vida.

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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013 NBA | 01:32

New York Knicks, Kobe Bryant, Phil Jackson e o Natal da NBA

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Os jogos de Natal são uma das atrações mais tradicionais da NBA. O dia 25 de dezembro reserva atrações para os fãs da liga desde 1947. A única vez que isso não aconteceu neste intervalo de tempo foi em 1998, quando o locaute se arrastou e fez com que aquele campeonato tivesse início apenas no ano seguinte. As partidas desta data, no entanto, só começaram a ser transmitidas na televisão a partir da temporada 1983/84.

Patrick Ewing viveu momentos inesquecíveis dentro de quadra no Natal (Foto: Getty Images)

New York Knicks e Patrick Ewing viveram momentos inesquecíveis no Natal (Foto: Getty Images)

Como se percebe, há muita história nos jogos de Natal da NBA. Dos 30 times que compõem a liga atualmente, três jamais entraram em quadra na data: Charlotte Bobcats, Memphis Grizzlies e Minnesota Timberwolves. Toronto Raptors e New Orleans Pelicans jogaram uma única vez e foram derrotados. Dentre as que já estiveram em ação, quem está há mais tempo sem jogar é o Milwaukee Bucks, que apareceu pela última vez em 1977. O melhor retrospecto pertence ao Portland Trail Blazers: 82,3% de aproveitamento, decorrente das 14 vitórias e três derrotas que acumulou ao longo da história.

O time mais vezes escalado pela NBA como atração do Natal é o New York Knicks. A participação deste ano será a 49ª. O aproveitamento nas 48 anteriores não é nada bom: 22 vitórias e 26 derrotas. Ainda assim, a data faz despertar a lembrança de momentos especiais para o torcedor nova-iorquino.

Em 1984, por exemplo, um dos principais ídolos do Knicks registrou o recorde de pontos em uma única partida de Natal. Trata-se do ala Bernard King, que marcou 60 pontos, mas seu esforço não foi o suficiente para evitar a derrota por 120 a 114 diante do New Jersey Nets.

Mais momentos inesquecíveis vieram nos dois anos seguintes. Em 1985, um verdadeiro milagre natalino aconteceu no meio de uma temporada em que o Knicks terminaria com campanha de apenas 23 vitórias e 59 derrotas. O adversário era o Boston Celtics, que acabaria o campeonato com o título e contava com um dos melhores elencos que o basquete já viu. A lógica predominou até o terceiro quarto, quando Larry Bird e companhia abriram 58 a 33 no placar. Mas o pivô Patrick Ewing, então novato, comandou uma virada impressionante, que terminou com triunfo nova-iorquino por 113 a 104 após duas prorrogações.

No Natal de 1986, Michael Jordan fez 30 pontos no Madison Square Garden pelo Chicago Bulls, que ainda era comandado por Doug Collins naquela época. Mas foi Ewing quem roubou a cena mais uma vez. O pivô converteu a cesta da vitória por 86 a 85 no último segundo e deu a vitória ao Knicks. Alguns torcedores invadiram a quadra para celebrar com os atletas, algo que jamais aconteceria nos dias de hoje.

Veja abaixo:

Outro duelo marcante entre as duas equipes ocorreu oito anos depois, desta vez no United Center, em Chicago. Após ter se acostumado a fazer os nova-iorquinos de fregueses, o Bulls tinha sido eliminado na semifinal da Conferência Leste pelo Knicks na temporada anterior, em uma série definida apenas no sétimo embate. No Natal de 1994, Scottie Pippen registrou 36 pontos, 16 rebotes, cinco roubos de bola e um toco no último segundo na vitória na prorrogação dos mandantes — que se vingaram, de certa forma, da eliminação.

O Knicks é o time que mais vezes atuou no Natal da NBA. Entre os jogadores, o recorde é de Kobe Bryant, que soma 14 aparições. Ele também é o principal cestinha da data, tendo atingido os 383 pontos no último ano, superando os 377 de Oscar Robertson.

Nas primeiras partidas de Natal que disputou na carreira, Kobe esteve ao lado de Shaquille O’Neal por cinco anos consecutivos. Em 2004, após a perda do título que precedeu a saída do pivô para o Miami Heat, os dois se encontraram naquela que foi a partida mais aguardada daquele campeonato. Antes de a bola subir, os dois se cumprimentaram, mas não se falaram. Shaq deixou a quadra com seis faltas durante o último quarto. Ainda assim, o Heat ganhou na prorrogação por 104 a 102, graças à atuação inspirada de Dwyane Wade, que somou 29 pontos e dez assistências. Kobe teve 42 pontos e seis assistências, mas errou o arremesso no estouro do cronômetro que daria a vitória ao Lakers.

Kobe Bryant e Phil Jackson marcaram a história dos jogos da NBA no Natal (Foto: Getty Images)

Kobe Bryant e Phil Jackson marcaram a história dos jogos da NBA no Natal (Foto: Getty Images)

Para Phil Jackson, o Natal é especial profissionalmente por dois motivos. Primeiro porque ele é, ao lado de Jack Ramsey, o técnico com mais vitórias na data, com 11. Segundo porque o ex-comandante de Chicago Bulls e Los Angeles Lakers se tornou o treinador mais rápido a atingir os mil triunfos na carreira justamente em um dia 25 de dezembro. O feito aconteceu em 2008, quando o Lakers bateu o Boston Celtics dentro de casa por 92 a 83, em uma reedição da final da temporada anterior.

Jackson já encerrou a carreira. No Natal deste ano, Kobe também não aparecerá em quadra, já que desfalca o Lakers pelas próximas semanas. Mas o Knicks, uma vez mais, estará em ação. Veja os jogos que acontecem neste 25 de dezembro, já com os horários de Brasília. E Feliz Natal.

Chicago Bulls x Brooklyn Nets (15h)
Oklahoma City Thunder x New York Knicks (17h30)
Miami Heat x Los Angeles Lakers (20h)
Houston Rockets x San Antonio Spurs (23h)
Los Angeles Clippers x Golden State Warriors (1h30)

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