Publicidade

Posts com a Tag Stephen Curry

quinta-feira, 19 de março de 2015 NBA | 14:23

Não é só com a bola nas mãos que o Warriors dá espetáculo

Compartilhe: Twitter

Não tem jeito. A movimentação intensa, os tiros certeiros de longe dos Spalsh Brothers e companhia, a habilidade de Stephen Curry e a velocidade de uma maneira geral fazem com que o sistema ofensivo domine a atenção de quem assiste ao Golden State Warriors em ação. Mas não dá para não destacar o papel da defesa no sucesso do time de melhor campanha da atual temporada da NBA, por mais que um primeiro olhar possa não transmitir isso.

A equipe comandada brilhantemente por Steve Kerr sofre 99,5 pontos por jogo, marca que ocupa apenas o 14º lugar na lista das mais baixas até agora. Só que a coisa muda de figura quando a eficiência defensiva é medida. O índice de 97,6 pontos cedidos a cada 100 posses de bola coloca o Warriors com alguma folga no topo do ranking desta estatística.

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

É um dado esclarecedor, que faz justiça ao trabalho feito na marcação. O sujeito que acerta quatro arremessos em dez tentativas (40% de rendimento) não é mais competente do que aquele que converte três em seis (50%), não é verdade? Ele apenas arrisca mais. O raciocínio serve também para a defesa do Warriors, que sofre tantos pontos porque tem um ritmo de jogo rápido demais. São 98,5 posses por embate, número superior ao de que qualquer outro time. E quanto mais ataques uma partida tiver, a tendência é que mais cestas aconteçam.

Não é só a eficiência defensiva que ajuda a mostrar o quanto o líder geral da NBA é agressivo e bem-sucedido ao encarar ataques adversários. O Warriors é quem mais dificulta os arremessos dos oponentes, limitando-os a 42,5% de aproveitamento. Além disso, dá 6,2 tocos por partida e produz 19,1% dos seus pontos em contra-ataques, melhores números da liga.

Isso tudo mostra o quanto Kerr acertou na mosca ao definir o papel de cada peça do elenco que tem em mãos. Draymond Green, por exemplo, virou titular da posição quatro porque David Lee estava machucado no início do campeonato e acabou mostrando que não tem como não ser o dono da vaga. Trata-se de um defensor completo, ou algo perto disso. É versátil o suficiente para acompanhar as trocas de marcação longe da cesta nas jogadas de “pick and roll”, capaz de dificultar a infiltração dos jogadores menores, e que ainda protege muito bem a cesta, apesar da baixa estatura para um homem de garrafão.

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Harrison Barnes e Klay Thompson são bons marcadores já há algum tempo e complementam esse sistema eficiente de pressão no perímetro junto de Curry, que evoluiu bastante nesse sentido ao longo dos últimos meses. Dentro do garrafão, o pivô Andrew Bogut mostra-se um ótimo defensor do aro. Aliás, é interessante notar o impacto que o australiano tem na boa campanha do Warriors. O time somou 45 vitórias e sete derrotas com ele em quadra. Sem, ganhou nove vezes e perdeu seis.

O alto padrão é praticamente mantido quando os reservas entram em ação. Muito disso se deve ao fato de a segunda unidade ser liderada pelo ala Andre Iguodala e pelo armador Shaun Livingston, extremamente capazes de fazer o trabalho com a mesma competência. Essa formação ainda tem Marreese Speights como pivô e Barnes na posição quatro, o que permite um padrão de jogo semelhante ao dos titulares — uma abordagem ainda mais profunda disso pode ser encontrada aqui.

É assim que o Warriors se transformou, passando de boa equipe a bicho papão na forte Conferência Oeste e forte candidato ao título deste ano. O sistema ofensivo impressiona mesmo, capaz de encantar e dar espetáculo a quem vê. Mas essa mudança de patamar não teria acontecido sem uma defesa tão poderosa.

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 NBA | 11:00

Desafio de Curry, Steve Kerr e Splash Brothers. Os segredos por trás do Warriors

Compartilhe: Twitter
Stephen Curry foi o jogador mais votado para o All-Star Game (Foto: Getty Images)

Stephen Curry foi o jogador mais votado para o All-Star Game (Foto: Getty Images)

Os últimos meses têm sido especiais para Stephen Curry. É verdade que a conquista da Copa do Mundo com a seleção norte-americana e a vaga como titular no “All-Star Game” não são novidades na carreira, mas liderar um time que aparece entre os favoritos ao título da NBA é. A campanha de 42 vitórias e nove derrotas do Golden State Warriors é a melhor da temporada 2014/15. Em uma Conferência Oeste cada vez mais feroz em termos de competitividade, lidera com alguma folga.

O mais curioso nisso tudo é que o grupo de jogadores praticamente se manteve em relação ao final do último campeonato. Aconteceram algumas mudanças pequenas no elenco, como a chegada de Shaun Livingston e a saída de Steve Blake, mas nada muito impactante. O núcleo é o mesmo. Qual é o segredo então por trás deste salto de qualidade? Para Curry, a resposta passa por uma série de fatores.

“Falando apenas de mim mesmo, o principal ponto tem sido um maior comprometimento com a defesa. É um desafio que me coloquei para cumprir todos os dias, pois sei que é isso o que precisa ser feito para realmente colocar um time na condição de conquistar o título. Sei que isso é importante especialmente na minha posição, já que há muitos armadores talentosos na liga”, disse Curry, na videoconferência com jornalistas do mundo inteiro na última semana da qual o blog fez parte, antes do “All-Star Game”.

“Como time, posso dizer que temos usado o que aprendemos com o que vivenciamos em anos anteriores, entendendo o que precisa se fazer para vencer. Essas lições têm nos ajudado demais, assim como a defesa, o foco no dia a dia de trabalho e a diversão. Ao longo dessa jornada, é muito importante se divertir também”, completou.

Stephen Curry: 40% de aproveitamento nas bolas de três (Foto: Getty Images)

Stephen Curry: 40% de aproveitamento nas bolas de três (Foto: Getty Images)

Esse maior foco coletivo na defesa vem dando resultado. Até agora, o Warriors tem média de 97,3 pontos sofridos a cada 100 posses de bola — índice mais baixo de toda a NBA. Além disso, limita os adversários a um aproveitamento de 42,1% nos arremessos, o que também representa um desempenho superior ao de todas as demais equipes. Já a eficiência ofensiva aponta 109,6 pontos a cada 100 posses, marca que só fica atrás dos 110,5 do Los Angeles Clippers.

O alto rendimento nos dois lados da quadra vem sendo registrado com praticamente os mesmos jogadores da última temporada, mas que estão sob um novo comando. Depois da eliminação para o Clippers nos playoffs de 2014, a direção da franquia decidiu demitir Mark Jackson e contratou Steve Kerr, que trabalhava como comentarista e não tinha experiência como técnico até então.

“É alguém que conhece o caminho dos títulos, que sabe o que precisa ser feito para chegar da melhor maneira possível nos playoffs, com foco mental, comprometimento e muito esforço todos os dias. Ele aprendeu muito com Gregg Popovich e Phil Jackson e usa essas coisas conosco”, afirmou Curry, lembrando dos anéis de campeão que o treinador conquistou como jogador no Chicago Bulls e no San Antonio Spurs. “Ele é parte enorme do nosso sucesso”, completou.

Stephen Curry e Klay Thompson: os Splash Brothers seguem juntos (Foto: Getty Images)

Stephen Curry e Klay Thompson: os Splash Brothers seguem juntos (Foto: Getty Images)

O comandante acabou sendo a única novidade de impacto do time nesta temporada, mas a verdade é que o time ficou muito perto de apresentar mudanças relevantes também entre as principais peças do elenco. Antes de concordar em mandar Kevin Love para Cleveland, o Minnesota Timberwolves considerou a ideia de enviá-lo ao Warriors. Desde que recebesse em troca Klay Thompson, que forma ao lado de Curry uma das duplas mais empolgantes de se ver em quadra na atualidade. Seria o fim dos “Splash Brothers”.

“Estou ao lado dele há quatro anos e melhoramos juntos como jogadores. Ele passou por um processo de decisão importante antes do início da temporada, com esse papo de troca com o Timberwolves pelo Kevin Love. É o tipo de situação que foge do completamente do controle dos jogadores. Acho que nossa direção acabou tomando a decisão correta ao não fechar esse negócio. Teria sido péssimo perder o apelido que temos juntos”, opinou Curry.

Para a alegria dele, o apelido continua. Resta agora ao armador e ao Warriors manterem o nível de competitividade pelo restante da temporada e buscarem um título que a torcida não comemora desde 1975. Algo que parecia inimaginável até muito pouco tempo atrás para esse mesmo elenco.

Autor: Tags: , , , , ,

domingo, 15 de fevereiro de 2015 NBA | 16:53

NBA aproxima “All-Star Game” do público e dá aula de exposição

Compartilhe: Twitter
LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

LeBron James: participação relâmpago em videoconferência (Foto: Gustavo Faldon/ESPN Brasil)

Não deu. Pode até ser que um dia o blog receba um convite da NBA para viajar aos Estados Unidos e cobrir de lá todos os eventos do final de semana do “All-Star Game”, mas ainda não é essa a situação. Mesmo assim, sem ao menos cruzar as fronteiras da cidade de São Paulo, foi possível ouvir sete dos 24 jogadores que disputam a partida das estrelas neste domingo.

Primeiro, foram os irmãos Gasol. Marc a Pau atenderam jornalistas do mundo inteiro, através de uma entrevista coletiva por telefone, na segunda-feira. No dia seguinte, o mesmo procedimento foi feito com Al Horford. Tudo já devidamente registrado neste espaço.

Só isso já estaria de bom tamanho, considerando a impossibilidade de superar a distância entre São Paulo e Nova York para marcar presença no evento. Mas ainda havia muito mais pela frente.

Na sexta-feira, em meio ao bate-papo com os repórteres que estão cobrindo o final de semana das estrelas de perto, quatro jogadores foram deslocados para uma videoconferência com jornalistas de nove cidades do mundo. A atividade, da qual o blog também fez parte, já estava confirmada havia alguns dias, mas o nome dos participantes se manteve um mistério até instantes antes do início. Tudo o que se tinha era a promessa dos organizadores de tentar “selecionar os tops”.

Dito e feito. Quando a assessoria da NBA informou que LaMarcus Aldridge, Stephen Curry, LeBron James e John Wall seriam os atletas disponíveis, foi difícil não ficar satisfeito. São quatro nomes de impacto, sobretudo os dois do meio, líderes de votos do público para o “All-Star Game”.

Uma das regras impostas era de que cada cidade só poderia fazer uma pergunta por vez, ainda que mais de um repórter estivesse participando de um mesmo lugar do mundo. Em São Paulo, por exemplo, além do blog, quem também marcou presença foi Gustavo Faldon, a serviço da ESPN Brasil.

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

LeBron James: é só não ter jornalista por perto que está tudo certo (Foto: Getty Images)

Obviamente, não houve muito tempo para falar com os astros. Cada conversa durou cerca de dez minutos, mas até que eles trataram de fazer a maioria das respostas render ao máximo. A exceção foi LeBron James, que se mandou depois de quatro minutos, tendo atendido somente cinco jornalistas e sem se alongar muito.

O papo com o melhor jogador da atualidade não foi lá essas coisas, o que não causou nenhuma surpresa. Quando veio ao Brasil em outubro passado, para o jogo de exibição entre Cleveland Cavaliers e Miami Heat, LeBron já havia demonstrado uma certa impaciência nesse sentido. A coletiva pós-jogo, por exemplo, não durou cinco perguntas e aconteceu ao lado de Kevin Love — o que ajudou a diminuir o tempo útil dele à disposição da imprensa.

Antes de qualquer julgamento, é importante tentar ver as coisas sob a ótica do jogador. Por despertar a maior atenção dos jornalistas em qualquer lugar que esteja, a probabilidade de acabar precisando comentar um assunto muito mais do que uma vez é imensa.

Há também um outro cenário. No início da noite de sexta-feira, por exemplo, Nick Friedell, repórter da ESPN Chicago, postou em sua conta no Twitter o link de uma matéria com a opinião de LeBron sobre Derrick Rose voltar ou não um dia ao nível que fez dele MVP em 2011. Não se trata de um caso isolado. Havia ainda outros profissionais ligados a todas as demais equipes da liga fazendo coisas semelhantes.

Não é toda paciência que resiste a um processo como esse. A de LeBron já estava no limite. Mas, para a sorte de quem participou da videoconferência, os outros três jogadores conseguiram se mostrar mais tolerantes. O que Aldridge falou de mais interessante já apareceu por aqui. O conteúdo com os demais surgirá nos próximos dias.

Independentemente do motivo, é uma pena que as respostas do principal jogador da atualidade não tenham rendido tanto em comparação com os colegas, mas isso fica em segundo plano. O importante mesmo é que ele e os três foram deslocados pela NBA para essa conversa com quem não pôde ir até lá. Isso logo após atenderem a multidão de gente que estava em Nova York para arrancar todo o tipo de informação deles.

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

O mar de gente que se formou para ouvir LeBron James no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

No final das contas, foi mais uma demonstração da preocupação da NBA em aumentar seu poder de alcance e do quanto ela sabe fazer isso. Ao organizar essa videoconferência, a liga possibilitou que cada um destes meios de comunicação distantes de Nova York pudesse coletar material jornalístico sobre o evento e levar o conteúdo ao respectivo público. Significa que mais pessoas estão lendo sobre a principal liga de basquete do mundo neste final de semana do “All-Star Game”.

Bem ou mal, LeBron James acabou ficando à disposição de repórteres brasileiros ao menos duas vezes nos últimos quatro meses. Através das redes sociais, pode-se observar que o acesso da imprensa local, por estar mais próxima, é muito maior. É uma situação padrão. Qualquer jogador de qualquer time, do reserva pouco conhecido e que raramente recebe tempo de quadra à estrela da companhia, responde aos questionamentos dos repórteres logo após as partidas. É sempre assim.

Quantas vezes um craque do futebol como Lionel Messi deu uma entrevista coletiva nos últimos seis meses? Quantas vezes os fãs de futebol ouviram o ponto de vista dele sobre qualquer assunto relacionado ao jogo durante esse período? E Cristiano Ronaldo? E os rostos mais conhecidos dos grandes clubes brasileiros? Falam tanto com o seu torcedor quanto poderiam?

Definitivamente, não. Neste quesito em especial, a NBA dá aula. Pouca gente sabe expor seu produto tão bem quanto ela, algo que ficou claro durante a semana e que poderia servir de lição para muita gente. Não é somente a qualidade única dos atletas que faz a liga ser comentada no mundo todo.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015 NBA | 20:07

Stephen Curry sempre teve jeito de craque

Compartilhe: Twitter

Ao que parece, o ótimo site Sportando andou revirando algumas coisas antigas na internet e deu mais uma bola dentro nesta terça-feira com a lembrança de algo que ocorreu em 2002. Trata-se de um episódio em especial do Off the Hardwood, uma série produzida pelo Toronto Raptors que tem o objetivo de mostrar um pouco da vida dos jogadores fora das quadras. Naquela época, um dos membros do elenco da franquia canadense era Dell Curry, pai de um dos candidatos a MVP da atual temporada da NBA.

Stephen falou ali sobre o sonho de também chegar à liga um dia, seguindo os passos do pai. Em seguida, mostrou um pouco do que o mundo viria a acompanhar mais tarde em um duelo contra o irmão mais novo, Seth. Eles tinham 14 e 12 anos, respectivamente. É interessante notar a habilidade de ambos com a bola nas mãos e as mecânicas de arremesso tão diferentes.

A grosso modo, o sonho de chegar à melhor liga de basquete do mundo se tornou realidade para os dois. Após três temporadas na Universidade de Davidson, Stephen foi selecionado na sétima escolha do Draft de 2009 pelo Golden State Warriors e hoje é líder do time de melhor campanha da NBA, com médias de 24,0 pontos e 8,5 assistências por partida — as mais altas da carreira. Além disso, integrou a seleção norte-americana que conquistou as duas últimas edições do Mundial.

Comandante da seleção dos EUA, Mike Krzyzewski também trabalhou com Seth, já que o caçula dos irmãos Curry passou três anos na Universidade de Duke. Em 2013, seu nome passou batido no Draft. Entre idas e vindas da D-League, onde se encontra hoje com o Erie BayHawks, conseguiu aparecer em duas partidas da temporada 2013/14 da NBA. Uma foi pelo Memphis Grizzlies, na qual jogou só quatro minutos. A outra aparição aconteceu com o uniforme do Cleveland Cavaliers e durou nove minutos. Tempo suficiente para uma bola de três, coisa que parece ser a especialidade da família.

Autor: Tags: , ,