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quinta-feira, 19 de março de 2015 NBA | 14:23

Não é só com a bola nas mãos que o Warriors dá espetáculo

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Não tem jeito. A movimentação intensa, os tiros certeiros de longe dos Spalsh Brothers e companhia, a habilidade de Stephen Curry e a velocidade de uma maneira geral fazem com que o sistema ofensivo domine a atenção de quem assiste ao Golden State Warriors em ação. Mas não dá para não destacar o papel da defesa no sucesso do time de melhor campanha da atual temporada da NBA, por mais que um primeiro olhar possa não transmitir isso.

A equipe comandada brilhantemente por Steve Kerr sofre 99,5 pontos por jogo, marca que ocupa apenas o 14º lugar na lista das mais baixas até agora. Só que a coisa muda de figura quando a eficiência defensiva é medida. O índice de 97,6 pontos cedidos a cada 100 posses de bola coloca o Warriors com alguma folga no topo do ranking desta estatística.

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

Stephen Curry rouba as atenções, mas não é a única razão do sucesso do Warriors

É um dado esclarecedor, que faz justiça ao trabalho feito na marcação. O sujeito que acerta quatro arremessos em dez tentativas (40% de rendimento) não é mais competente do que aquele que converte três em seis (50%), não é verdade? Ele apenas arrisca mais. O raciocínio serve também para a defesa do Warriors, que sofre tantos pontos porque tem um ritmo de jogo rápido demais. São 98,5 posses por embate, número superior ao de que qualquer outro time. E quanto mais ataques uma partida tiver, a tendência é que mais cestas aconteçam.

Não é só a eficiência defensiva que ajuda a mostrar o quanto o líder geral da NBA é agressivo e bem-sucedido ao encarar ataques adversários. O Warriors é quem mais dificulta os arremessos dos oponentes, limitando-os a 42,5% de aproveitamento. Além disso, dá 6,2 tocos por partida e produz 19,1% dos seus pontos em contra-ataques, melhores números da liga.

Isso tudo mostra o quanto Kerr acertou na mosca ao definir o papel de cada peça do elenco que tem em mãos. Draymond Green, por exemplo, virou titular da posição quatro porque David Lee estava machucado no início do campeonato e acabou mostrando que não tem como não ser o dono da vaga. Trata-se de um defensor completo, ou algo perto disso. É versátil o suficiente para acompanhar as trocas de marcação longe da cesta nas jogadas de “pick and roll”, capaz de dificultar a infiltração dos jogadores menores, e que ainda protege muito bem a cesta, apesar da baixa estatura para um homem de garrafão.

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Steve Kerr deve reagir assim quando alguém diz que o Warriors não defende

Harrison Barnes e Klay Thompson são bons marcadores já há algum tempo e complementam esse sistema eficiente de pressão no perímetro junto de Curry, que evoluiu bastante nesse sentido ao longo dos últimos meses. Dentro do garrafão, o pivô Andrew Bogut mostra-se um ótimo defensor do aro. Aliás, é interessante notar o impacto que o australiano tem na boa campanha do Warriors. O time somou 45 vitórias e sete derrotas com ele em quadra. Sem, ganhou nove vezes e perdeu seis.

O alto padrão é praticamente mantido quando os reservas entram em ação. Muito disso se deve ao fato de a segunda unidade ser liderada pelo ala Andre Iguodala e pelo armador Shaun Livingston, extremamente capazes de fazer o trabalho com a mesma competência. Essa formação ainda tem Marreese Speights como pivô e Barnes na posição quatro, o que permite um padrão de jogo semelhante ao dos titulares — uma abordagem ainda mais profunda disso pode ser encontrada aqui.

É assim que o Warriors se transformou, passando de boa equipe a bicho papão na forte Conferência Oeste e forte candidato ao título deste ano. O sistema ofensivo impressiona mesmo, capaz de encantar e dar espetáculo a quem vê. Mas essa mudança de patamar não teria acontecido sem uma defesa tão poderosa.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 NBA | 11:00

Desafio de Curry, Steve Kerr e Splash Brothers. Os segredos por trás do Warriors

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Stephen Curry foi o jogador mais votado para o All-Star Game (Foto: Getty Images)

Stephen Curry foi o jogador mais votado para o All-Star Game (Foto: Getty Images)

Os últimos meses têm sido especiais para Stephen Curry. É verdade que a conquista da Copa do Mundo com a seleção norte-americana e a vaga como titular no “All-Star Game” não são novidades na carreira, mas liderar um time que aparece entre os favoritos ao título da NBA é. A campanha de 42 vitórias e nove derrotas do Golden State Warriors é a melhor da temporada 2014/15. Em uma Conferência Oeste cada vez mais feroz em termos de competitividade, lidera com alguma folga.

O mais curioso nisso tudo é que o grupo de jogadores praticamente se manteve em relação ao final do último campeonato. Aconteceram algumas mudanças pequenas no elenco, como a chegada de Shaun Livingston e a saída de Steve Blake, mas nada muito impactante. O núcleo é o mesmo. Qual é o segredo então por trás deste salto de qualidade? Para Curry, a resposta passa por uma série de fatores.

“Falando apenas de mim mesmo, o principal ponto tem sido um maior comprometimento com a defesa. É um desafio que me coloquei para cumprir todos os dias, pois sei que é isso o que precisa ser feito para realmente colocar um time na condição de conquistar o título. Sei que isso é importante especialmente na minha posição, já que há muitos armadores talentosos na liga”, disse Curry, na videoconferência com jornalistas do mundo inteiro na última semana da qual o blog fez parte, antes do “All-Star Game”.

“Como time, posso dizer que temos usado o que aprendemos com o que vivenciamos em anos anteriores, entendendo o que precisa se fazer para vencer. Essas lições têm nos ajudado demais, assim como a defesa, o foco no dia a dia de trabalho e a diversão. Ao longo dessa jornada, é muito importante se divertir também”, completou.

Stephen Curry: 40% de aproveitamento nas bolas de três (Foto: Getty Images)

Stephen Curry: 40% de aproveitamento nas bolas de três (Foto: Getty Images)

Esse maior foco coletivo na defesa vem dando resultado. Até agora, o Warriors tem média de 97,3 pontos sofridos a cada 100 posses de bola — índice mais baixo de toda a NBA. Além disso, limita os adversários a um aproveitamento de 42,1% nos arremessos, o que também representa um desempenho superior ao de todas as demais equipes. Já a eficiência ofensiva aponta 109,6 pontos a cada 100 posses, marca que só fica atrás dos 110,5 do Los Angeles Clippers.

O alto rendimento nos dois lados da quadra vem sendo registrado com praticamente os mesmos jogadores da última temporada, mas que estão sob um novo comando. Depois da eliminação para o Clippers nos playoffs de 2014, a direção da franquia decidiu demitir Mark Jackson e contratou Steve Kerr, que trabalhava como comentarista e não tinha experiência como técnico até então.

“É alguém que conhece o caminho dos títulos, que sabe o que precisa ser feito para chegar da melhor maneira possível nos playoffs, com foco mental, comprometimento e muito esforço todos os dias. Ele aprendeu muito com Gregg Popovich e Phil Jackson e usa essas coisas conosco”, afirmou Curry, lembrando dos anéis de campeão que o treinador conquistou como jogador no Chicago Bulls e no San Antonio Spurs. “Ele é parte enorme do nosso sucesso”, completou.

Stephen Curry e Klay Thompson: os Splash Brothers seguem juntos (Foto: Getty Images)

Stephen Curry e Klay Thompson: os Splash Brothers seguem juntos (Foto: Getty Images)

O comandante acabou sendo a única novidade de impacto do time nesta temporada, mas a verdade é que o time ficou muito perto de apresentar mudanças relevantes também entre as principais peças do elenco. Antes de concordar em mandar Kevin Love para Cleveland, o Minnesota Timberwolves considerou a ideia de enviá-lo ao Warriors. Desde que recebesse em troca Klay Thompson, que forma ao lado de Curry uma das duplas mais empolgantes de se ver em quadra na atualidade. Seria o fim dos “Splash Brothers”.

“Estou ao lado dele há quatro anos e melhoramos juntos como jogadores. Ele passou por um processo de decisão importante antes do início da temporada, com esse papo de troca com o Timberwolves pelo Kevin Love. É o tipo de situação que foge do completamente do controle dos jogadores. Acho que nossa direção acabou tomando a decisão correta ao não fechar esse negócio. Teria sido péssimo perder o apelido que temos juntos”, opinou Curry.

Para a alegria dele, o apelido continua. Resta agora ao armador e ao Warriors manterem o nível de competitividade pelo restante da temporada e buscarem um título que a torcida não comemora desde 1975. Algo que parecia inimaginável até muito pouco tempo atrás para esse mesmo elenco.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014 NBA | 02:14

Cai o último invicto

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Depois que Houston Rockets e Memphis Grizzlies perderam no sábado, restava apenas um invicto na temporada 2014/15 da NBA. Não resta mais. Jogando fora de casa e sem poder contar com Klay Thompson, lesionado na mão direita, o Golden State Warriors conheceu sua primeira derrota neste domingo ao cair diante do Phoenix Suns por 107 a 95.

Leandrinho: 12 pontos como titular do Warriors (Foto: AP)

Leandrinho: 12 pontos como titular do Warriors (Foto: AP)

É evidente que Thompson fez falta. Com média de 23,8 pontos por jogo, o ala-armador aparece em sexto lugar na lista de cestinhas do campeonato. Quem o substituiu no quinteto inicial foi o brasileiro Leandrinho, dono de 12 pontos e dois rebotes em 31 minutos diante do time que tão bem conhece. Acertou os primeiros quatro arremessos que tentou. Mas, nos outros quatro, converteu só um e errou três.

Não foi só ele que sofreu para produzir pelo Warriors na segunda metade do duelo. Dos 28 pontos que Stephen Curry fez, apenas seis foram anotados depois do intervalo. Além disso, o armador cometeu dez dos 27 desperdícios de posse de bola da equipe, que ainda não havia errado tanto assim ofensivamente na temporada.

A história do outro lado foi completamente diferente. O Suns virou o jogo no último quarto graças à parcial de 36 a 16 que emplacou, liderado por duas peças que saíram do banco para decidir: Isiah Thomas e Gerald Green, responsáveis por 31 destes 36 pontos nos 12 minutos finais. No fim das contas, o armador e o ala terminaram com 22 e 19 pontos, respectivamente.

Os minutos finais comprometeram bastante a atuação do Warriors. Antes da partida que culminou no fim da invencibilidade, a defesa tinha uma marca de 91,5 pontos sofridos a cada 100 posses de bola — a melhor de toda a liga, por sinal. Neste domingo, permitiu 107 pontos ao Suns em 93 ataques. Diferença muito grande, como se pode observar.

Stephen Curry: responsável por 10 dos 17 erros ofensivos (Foto: AP)

Stephen Curry: responsável por 10 dos 17 erros ofensivos (Foto: AP)

Agora, franquia de Oakland tem cinco vitórias e uma derrota. Ainda é o melhor início de campanha desde a temporada 1994/95. Naquela oportunidade, o time liderado dentro de quadra por Latrell Sprewell e Tim Hardaway teve o mesmo rendimento após seis jogos. Depois, ainda venceu mais duas partidas. Acabou indo longe e fazendo bonito, certo?

Errado, muito errado. O Warriors perdeu 14 dos 15 confrontos seguintes e rapidamente caiu para a parte de baixo da classificação da Conferência Oeste, onde ficou pelo restante da temporada. A campanha no fim foi de 26 vitórias e 56 derrotas.

Não é o que deve acontecer com o time atual, principalmente quando Thompson estiver de volta e o técnico Steve Kerr contar novamente com força máxima. Mas a derrota para o Suns escancarou algumas coisas que precisam ser melhoradas. A produção da segunda unidade é uma delas. Mas a principal diz respeito ao elevado número de desperdícios de posse de bola.

Como o próprio treinador já tinha observado muito bem, se a equipe quiser brigar pelo topo da tão concorrida Conferência Oeste, será preciso parar de fazer passes classificados por ele próprio como “estúpidos” e valorizar muito mais a bola.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014 NBA | 09:00

Apostas e palpites para a nova temporada da NBA

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Depois de dissecar cada um dos 30 times da NBA nos guias das conferências Leste e Oeste, chegou a hora de entrar na onda que muita gente não pensa duas vezes antes de surfar: a dos pitacos. O que vai acontecer? Com quem ficarão as vagas nos playoffs e os prêmios individuais daqui a seis meses? É esse tipo de coisa que será dada por aqui com convicção só até a página dois. Afinal de contas, a temporada acabou de começar, e ainda não temos bola de cristal.

Anotem tudo para, se for o caso, cobrarem a falta de pontaria nos chutes. Vamos lá.

Apostas

Rajon Rondo vai terminar a temporada em Boston? (Foto: Getty Images)

Rajon Rondo vai terminar a temporada em Boston? (Foto: Getty Images)

* Rajon Rondo será negociado. Os torcedores do Boston Celtics mais fervorosos e apegados ao ídolo até poderão voltar por aqui para xingar caso isso não aconteça, mas o fato é que hoje há motivos para a apreensão. O time usou a sexta escolha do Draft para recrutar Marcus Smart, um dos armadores mais promissores desta nova safra de atletas. Alguém cheio de potencial e que é da mesma posição que Rondo. Não dá para descartar a possibilidade de uma troca envolvendo o experiente, né? De jeito nenhum.

* Ray Allen não vai se aposentar. Quer dizer: vai, mas não agora. O recordista em cestas de três pontos da história da NBA começa a temporada sem time, mas nada o impede de assinar com alguém no decorrer do campeonato. Além da pontaria calibrada, ele sabe como é a sensação de comemorar um título na liga. Pode ser uma arma extremamente poderosa vindo do banco para algum forte candidato ao título.

* Shabazz Napier terminará a temporada como armador titular do Miami Heat. Esse assunto já foi abordado por aqui umas semanas atrás, depois da partida do time no Rio de Janeiro contra o Cleveland Cavaliers. O técnico Erik Spoelstra admitiu que o garoto tem ganhado muitos pontos com ele desde o Draft. Ajuda também o fato de Norris Cole e Mario Chalmers estarem ainda se ajustando à nova maneira de jogar, agora que LeBron James foi embora.

Ray Allen vai voltar para ajudar alguém a ser campeão? (Foto: Getty Images)

Ray Allen vai voltar para ajudar alguém a ser campeão? (Foto: Getty Images)

* O Philadelphia 76ers não vai chegar a 20 vitórias. Chutando alto, ainda por cima. Michael Carter-Williams não começa a temporada em condições de jogo e a data de estreia de Joel Embiid é um mistério. Nerlens Noel estará lá, mas é muito pouco. Pode ser que esse time fique forte daqui a alguns anos. Mas isso ainda é algo muito distante por enquanto.

* O Chicago Bulls será o time de melhor defesa. Aposta que não é das mais arriscadas, levando em conta que quem está no comando é um treinador chamado Tom Thibodeau. O Indiana Pacers bem que poderia entrar nesta briga se tivesse mantido o elenco da temporada anterior, mas as baixas de Lance Stephenson e, principalmente, Paul George diminuem a força da equipe sob todos os aspectos possíveis. Incluindo o defensivo, é claro.

* O oitavo colocado do Oeste alcançará um número de vitórias que o colocaria em posição de ter mando de quadra na primeira rodada dos playoffs se estivesse no Leste. Na temporada passada, isso já aconteceu com o nono, que foi o Phoenix Suns. Mas os times do outro lado parecem ter melhorado um pouco e têm tudo para deixar essa desigualdade um pouco menor. Só um pouco.

* Steve Kerr vai continuar sem saber o que Eddie Vedder canta em “Yellow Ledbetter”. Em fevereiro, bem antes de assumir o comando do Golden State Warriors, ele usou o Twitter para se expressar sobre o quanto gostava deste clássico do Pearl Jam, mesmo sem conseguir entender uma única palavra do que diz a letra. Provavelmente, as coisas vão seguir assim. Em uma nova profissão, treinando uma equipe que busca dar um salto de qualidade na concorrida Conferência Oeste, Kerr terá ainda menos tempo para tentar desvendar o mistério. O que, convenhamos, não é problema algum.

steve kerr

Prêmios e campeões

MVP – Kevin Durant (Oklahoma City Thunder)
Vamos partir do seguinte princípio: Kevin Durant e LeBron James são os dois principais jogadores da atualidade. Se não for para apostar no prêmio para um dos dois, seria necessário então viajar um pouco no campo do imaginário para tentar chegar a uma outra conclusão alternativa, digamos assim. Pode ser Blake Griffin, se o Los Angeles Clippers liderar o Oeste? Chris Bosh, caso o Miami Heat se saia melhor que a encomenda? Pode ser qualquer coisa. Mas, no chute por aqui, vamos pegar um caminho menos arrojado e colocar apenas os dois maiores craques do mundo na disputa.

LeBron está em um novo time, formando um novo trio de estrelas, com um técnico que acabou de chegar também. Pode levar algum tempo para encontrar o ritmo individual ideal. É possível que Durant leve algum tipo de vantagem — mesmo tendo em mente o tempo afastado das quadras neste início de temporada.

Melhor técnico – Doc Rivers (Los Angeles Clippers)
Gregg Popovich é o melhor técnico da NBA já há algum tempo. No ano passado, acabou ganhando o prêmio por ter liderado o San Antonio Spurs à melhor campanha da fase de classificação. Por mais competente que ele seja, o ganhador deve ser um outro treinador desta vez. A partir de uma sensação de que o Los Angeles Clippers conseguirá dar mais um passo adiante neste processo de evolução histórica, podendo até mesmo liderar o Oeste, não é difícil imaginar Doc Rivers levando esse troféu.

Melhor calouro – Jabari Parker (Milwaukee Bucks)
Pode ser que daqui a cinco anos algum outro calouro desta safra seja melhor jogador. Mas nesta primeira temporada, ninguém parece mais pronto para contribuir do que o ala do Milwaukee Bucks. Além disso, o produto de Duke chega a um time no qual será dono da posição, com liberdade completa para jogar.

Jabari Parker: produto de Duke merece atenção especial (Foto: Getty Images)

Jabari Parker: produto de Duke merece atenção especial (Foto: Getty Images)

Jogador que mais evoluiu – Victor Oladipo (Orlando Magic)
Tudo bem que está machucado e vai demorar um pouco para voltar. Ainda assim, é ele o palpite. Jogando mais solto em relação à temporada de calouro, sem a responsabilidade de levar a bola, pode produzir ainda melhor. Se não ganhar o prêmio, pelo menos será alguém bem interessante de se manter o olho durante o campeonato.

Melhor jogador de defesa – DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers)
A última vez que o prêmio não teve como vencedor um jogador de garrafão foi em 2004, quando Ron Artest defendia o Indiana Pacers e ainda se chamava Ron Artest. A sensação de que essa tradição recente não será quebrada e a confiança na possibilidade de o Los Angeles Clippers ficar entre os dois primeiros do Oeste, muito devido a uma defesa bem eficiente, justificam a aposta em DeAndre Jordan.

Melhor reserva – Taj Gibson (Chicago Bulls)
Não goza da confiança de Tom Thibodeau nos instantes finais dos jogos à toa. Extremamente eficiente nos dois lados da quadra, talvez seja ele o reserva mais titular da NBA mesmo. Já era para ter levado o prêmio no ano passado.

Taj Gibson: chegou a hora de ser reconhecido como o melhor reserva da NBA? (Foto: Getty Images)

Taj Gibson: chegou a hora de ser reconhecido como o melhor reserva da NBA? (Foto: Getty Images)

Os oito do Leste nos playoffs
Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers, Miami Heat, Washington Wizards, Charlotte Hornets, Toronto Raptors, Atlanta Hawks e Brooklyn Nets. O novo time de LeBron e companhia limitada tinha que entrar, né? Sobrou para o enfraquecido Indiana Pacers.

Os oito do Oeste nos playoffs
Los Angeles Clippers, San Antonio Spurs, Oklahoma City Thunder, Dallas Mavericks, Memphis Grizzlies, Portland Trail Blazers, Golden State Warriors e Houston Rockets. Exatamente os mesmos do último ano, mas com mudanças na ordem.

Campeão do Leste – Cleveland Cavaliers
Lembrando sempre que essas apostas todas são completamente baseadas no nada, ok? Dito isso, há uma sensação forte por aqui de déjà vu. O Bulls terminando a temporada regular na liderança da conferência, mas sendo batido pelo novo time de LeBron na decisão do Leste. Seria um novo 2011?

Campeão do Oeste – San Antonio Spurs
Não vai liderar o Oeste, mas não importa. Nos playoffs, na hora do “vamos ver”, o Spurs vai apresentar o mesmo basquete que sobrou diante da concorrência na temporada passada e mostrar, mais uma vez, porque tem um dos times mais especiais que a NBA já viu em todos os tempos.

Campeão da NBA – San Antonio Spurs
A única coisa que Gregg Popovich e companhia bela ainda não conseguiram foi ganhar títulos em anos consecutivos. Alcançar esse feito inédito seria uma despedida e tanto para Duncan e Manu. E não dá para duvidar deles, não é mesmo?

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terça-feira, 22 de abril de 2014 NBA, NBB | 01:34

Correspondência – premiações da NBA, Derrick Rose, futuro treinador do New York Knicks e playoffs do NBB

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A NBA anunciou nesta segunda-feira a eleição do pivô Joakim Noah como o melhor defensor da temporada — algo que não acontecia com um jogador do Chicago Bulls desde 1988, com Michael Jordan. No sábado, o blog publicou os palpites sobre quem deveria ganhar cada um dos prêmios que são dados pela liga e acertou com Noah, que apareceu também no quinteto ideal do campeonato. A presença do pivô nesta seleção foi um assunto levantado por um dos leitores deste espaço no início da última semana, ainda antes da conclusão da fase de classificação, e volta a ser abordado com uma profundidade um pouco maior nesta edição do Correspondência. A volta de Derrick Rose às quadras, o futuro técnico do New York Knicks e a sequência dos playoffs do NBB também estão em pauta.

Lembrando que os interessados em participar deste bate-papo nas próximas semanas podem se manifestar através do Twitter ou mesmo pela caixa de comentários daqui. Recado dado. Então, vamos lá.

Homenagem do site oficial do Chicago Bulls a Joakim Noah, eleito o melhor defensor da temporada

Homenagem do site oficial do Chicago Bulls a Joakim Noah, eleito o melhor defensor da temporada

O seu quinteto ideal da temporada inclui Joakim Noah? O meu teria o pivô francês ao lado de Stephen Curry, LeBron James, Kevin Durant e LaMarcus Aldridge. (André Lucas)

Sim, ele apareceu na seleção publicada pelo blog no sábado. A discussão sobre quem é o melhor pivô da atualidade pode incluir outros nomes, como Dwight Howard, Roy Hibbert ou DeAndre Jordan. Depende do gosto. Mas nenhum deles ou outro qualquer atleta da posição causou um impacto no time que defende como Noah. É seguro dizer que o Chicago Bulls, em meio a tantas limitações do seu desfalcado elenco, só conseguiu brigar entre os primeiros do Leste por causa dele. Foi decisivo como sempre na defesa, mas também importantíssimo no ataque, com finalizações mais eficientes e a ótima capacidade de fazer passes, algo que fez crescer demais seu número de assistências por partida. Mas o restante do quinteto ideal da temporada ficou um pouco diferente em relação a esta sugestão: Chris Paul (Los Angeles Clippers), Paul George (Indiana Pacers), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) e LeBron James (Miami Heat).

Gerald Green, uma das boas surpresas do Phoenix Suns nesta temporada (Foto: AP)

Gerald Green, uma das boas surpresas do Phoenix Suns nesta temporada (Foto: AP)

Acho que o prêmio de jogador que mais evoluiu deveria ir para Gerald Green, mas acho difícil isso acontecer pelo fato de o Phoenix Suns não ter ido aos playoffs. (Timóteo Potin)

O eleito do blog foi DeMar DeRozan, ala-armador do Toronto Raptors que explodiu nesta temporada e se tornou a principal arma ofensiva do competitivo time canadense, dono da terceira melhor campanha do Leste. Mas Gerald Green merece ser lembrado nesta discussão, sem dúvida. O ala chegou ao Phoenix Suns junto com o pivô Miles Plumlee na troca que enviou Luis Scola ao Indiana Pacers, antes do início do campeonato. Pouca gente imaginava na época que o negócio daria resultado dentro de quadra para a equipe do Arizona, mas deu. Os dois foram titulares e tiveram boa participação na surpreendente boa campanha da equipe. Principalmente Green.

O ala de 28 anos jamais tinha jogado tão bem assim na carreira. Na primeira passagem pela NBA, não chamou a atenção em nenhum lugar por onde passou. Foi tentar a sorte na Rússia, depois na China. Em 2011, voltou aos EUA. Sem ter conseguido fazer parte do elenco do Los Angeles Lakers, mandou-se para a D-League. No ano seguinte, assinou contrato de dez dias com o Nets. Não permaneceu. Só voltou a ter estabilidade na última temporada, quando o Pacers resolveu contratá-lo. Reserva, não teve mais do que três minutos de ação por jogo.

A situação mudou completamente neste ano. Green chegou a um Suns em reconstrução, cotado para aparecer entre os piores times da temporada, e conseguiu ter espaço. Titular em 49 das 82 partidas que o Suns fez no campeonato, registrou a melhor média da carreira em pontos (15,8) e em minutos (pouco mais de 28) por jogo. Além disso, acertou 40% das bolas de três que tentou, aproveitamento superior aos de anos anteriores. Teve ainda 3,4 rebotes e 1,5 assistência por duelo. Uma evolução e tanto, realmente.

Derrick Rose se lesionou no final de novembro e não tem previsão de retorno ao Bulls (Foto: AP)

Derrick Rose se lesionou no final de novembro e não tem previsão de retorno ao Bulls (Foto: AP)

O camisa 1 (Derrick Rose) vai tirar o terno? (Bruno Winckler)

Vai, mas só na próxima temporada. Na última, a discussão sobre o retorno dele tornou-se uma distração muito grande no Chicago Bulls. Teve gente criticando o armador por não ter entrado em quadra durante os playoffs, enquanto o elenco sofria muito com desfalques e os jogadores que ainda permaneciam à disposição do técnico Tom Thibodeau praticamente se matavam em quadra. Desta vez, o técnico procura evitar qualquer tipo de mal-entendido desde já ao dizer com todas as letras, ainda na reta final da fase de classificação: Rose está fora e não retornará neste campeonato.

Thibodeau faz bem. O time aprendeu a se virar sem Rose nesta temporada. O armador é excelente armador, representaria uma melhora considerável ao deficiente sistema ofensivo do Bulls. Mas isso em condições normais. Seria necessário algum tempo para encontrar a melhor maneira de se jogar com o ele de volta. Experiência que seria impensável para se fazer no meio dos playoffs.

Steve Kerr (ao centro): será ele o próximo técnico do New York Knicks? (Foto: Getty Images)

Steve Kerr (ao centro): será ele o próximo técnico do New York Knicks? (Foto: Getty Images)

Com a demissão de Mike Woodson, quem é o cara para assumir o New York Knicks? (Francisco De Laurentiis)

Fala-se muito em Steve Kerr, ex-armador que foi três vezes campeão da NBA com o Chicago Bulls. Lá, era treinado por Phil Jackson, que hoje é o presidente de operações da franquia nova-iorquina. Assim que a demissão de Woodson foi anunciada, Kerr foi questionado sobre os rumores pela imprensa norte-americana e se mostrou muito interessado em discutir a possibilidade de assumir a vaga.

Se isso daria certo ou não, só o tempo poderia dizer. Hoje, Kerr trabalha para a TNT norte-americana como comentarista nas transmissões da NBA e é um dos melhores nisso — isso se não for O melhor. Conhece o jogo muito bem e demonstra observar o que acontece dentro de quadra com clareza, algo que acaba gerando em quem o ouve a curiosidade sobre como ele se viraria na função de treinador. Mas tão importante quanto isso tudo é a capacidade de liderança de um grupo e de administração de pessoas, qualidades que ainda não sabemos se ele possui.

Outro ponto a ser levado em consideração: Kerr seria um técnico novato em Nova York, onde a pressão é sempre enorme por parte de imprensa e torcida e beira o insuportável quando as vitórias não aparecem. Paciência não é algo muito usado por lá. Seria interessante para o ex-armador iniciar a nova carreira em meio a este barril de pólvoras? De qualquer forma, ele parece disposto a correr o risco e assumir o desafio.

Jogadores de Franca comemoram classificação no NBB (Foto: Divulgação/LNB)

Jogadores de Franca comemoram classificação no NBB (Foto: Divulgação/LNB)

Até onde você acha que Franca pode chegar neste NBB? E o que falta para voltar a ser aquele time campeão de anos atrás? (Breno Storti)

A palavra de ordem para o futuro deste grupo repleto de jovens é experiência. Apontar o que falta para uma equipe ser campeã em termos de contratação é difícil. Assim como falamos do Palmeiras na última semana, o pensamento de cada time deve ser o de evoluir ano a ano até chegar no nível dos principais concorrentes ao título. Franca teve um desempenho na fase de classificação desta temporada inferior ao do último ano, quando iniciou uma reformulação e deu espaço para os mais jovens. Mas conseguiu reunir forças o suficiente para quebrar o mando de quadra de Uberlândia e se classificar às quartas de final, exatamente onde caiu em 2013.

O adversário agora será o Paulistano, contra quem perdeu os dois confrontos que fez até agora no NBB. Franca pode passar à semifinal, mas o favoritismo nesta série é todo do clube da capital — muito bem treinado pelo ótimo técnico Gustavo De Conti e que conta com a liderança de dois norte-americanos talentosos, o ala Desmond Holloway e o armador Kenny Dawkins. Se conseguir fazer o garrafão prevalecer, as chances de surpreender da equipe do interior aumentam.

O treinador espanhol Paco Garcia faz ótimo trabalho em Mogi das Cruzes (Foto: Allan Conti/Divulgação)

O treinador espanhol Paco Garcia faz ótimo trabalho em Mogi das Cruzes (Foto: Allan Conti/Divulgação)

Mogi das Cruzes também pode passar por Limeira? (Leonardo Carlos)

Pode. Quem vai ousar dizer que este time não tem condição de fazer alguma coisa no campeonato após eliminar o Pinheiros em quatro jogos? A equipe de Paco Garcia apresentou nestas quatro partidas dos playoffs (inclusive na que perdeu) um nível de basquete que ainda não havia mostrado no NBB e está com a confiança em alta. Limeira ainda é favorito. Mogi ainda é — e será sempre enquanto estiver vivo na competição — azarão. Afinal de contas, trata-se do dono da pior campanha dentro os 12 classificados para os playoffs. Mas pode muito bem engrossar a série, sobretudo se continuar mostrando força nos rebotes e e encaixando chutes de média e longa distância do perímetro.

Ah, um detalhe importante: o primeiro jogo, em Limeira, acontecerá com portões fechados. Ótima chance para Mogi tentar reverter a vantagem da série. Vencer pelo menos um dos dois primeiros duelos como visitante será muito importante para o time, que se mostrou muito difícil de ser batido no seu ginásio, que ficou completamente lotado nos embates diante do Pinheiros. Algo que provavelmente irá se repetir nestas quartas de final.

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