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quarta-feira, 18 de março de 2015 NBA | 04:03

Utah Jazz não vai aos playoffs, mas mostra evolução promissora

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Golden State Warriors? Atlanta Hawks? Nada disso. O melhor time da NBA depois da pausa para o “All-Star Game” nem sequer disputará os playoffs neste ano. Trata-se do Utah Jazz, que apresenta campanha de 11 vitórias e duas derrotas desde então. Além disso, tem limitado os oponentes a 89,7 pontos a cada 100 posses de bola, índice mais baixo de toda a liga.

Parece que Quin Snyder aprendeu alguma coisa mesmo como assistente de Mike Budenholzer, que hoje lidera o Hawks após experiência preciosa ao lado de Gregg Popovich no San Antonio Spurs. Na verdade, Atlanta foi apenas das várias etapas percorridas pelo treinador, que passou por outras franquias da NBA, pela Universidade de Duke, onde encontrou Mike Krzyzewski, e até pela Europa, a serviço do CSKA Moscou.

Utah Jazz, de Gordon Hayward e Derrick Favors, é o melhor time da NBA desde o "All-Star Game"

Utah Jazz, de Gordon Hayward e Derrick Favors, é o melhor time da NBA desde o “All-Star Game”

Em tempos nos quais é cada vez menos comum ver tamanha disposição em quem já não possui mais tantas aspirações assim no campeonato, o trabalho em Utah é notável. “Nós realmente estamos nos mostrando um time competitivo neste momento, e isso é algo que muitas equipes jovens ou já longe de se classificarem aos playoffs podem facilmente esquecer”, disse o ala Gordon Hayward, cestinha do elenco com 19,6 pontos por jogo.

Apesar da reação no último mês, é improvável que o Jazz abocanhe um lugar entre os oito melhores da Conferência Oeste. Isso porque a distância para Oklahoma City Thunder e New Orleans Pelicans, que disputam palmo a palmo a última vaga na zona de classificação, é de sete vitórias. Tirar essa diferença com menos de 20 compromissos restantes é uma missão que beira o impossível.

A situação poderia ser diferente se 19 dos primeiros 25 duelos na temporada não tivessem acabado em derrota. Mas é importante observar que algumas coisas mudaram desde então. Snyder decidiu escalar o calouro australiano Dante Exum como armador titular e passou a utilizar Trey Burke a partir do banco de reservas, algo que ajudou a aprimorar a defesa do perímetro.

Dante Exum, o novo armador titular do Utah Jazz

Dante Exum, o novo armador titular do Utah Jazz

O dono da posição dois também foi trocado, mas por necessidade, não por opção. Isso porque Alec Burks lesionou o ombro em dezembro e precisou passar por uma cirurgia que o manterá afastado das quadras até a próxima temporada. O substituto na função vem sendo o novato Rodney Hood, após período de experiência com o australiano Joe Ingles.

Mas foi no garrafão que aconteceu a mudança de maior impacto no quinteto inicial. O pivô francês Rudy Gobert já vinha apresentando muito potencial nas oportunidades que recebia para mostrar serviço, sobretudo na defesa. Depois que Enes Kanter foi despachado para Oklahoma City, passou a atuar desde o começo das partidas, recebendo mais minutos e correspondendo às expectativas que havia ao seu redor.

Nos últimos 13 jogos, todos como titular, Gobert registra médias de 10,4 pontos, 15,1 rebotes e 2,8 tocos em cerca de 34 minutos de ação. Além disso, transforma em pesadelo a vida dos adversários perto da cesta, limitando-os a um aproveitamento de apenas 39,2% nos arremessos ao longo do campeonato. Ninguém na NBA protege o aro com a mesma eficiência.

Rudy Gobert: quanto mais minutos, maior o impacto

Rudy Gobert: quanto mais minutos, maior o impacto em quadra

O parceiro dele na área pintada é Derrick Favors, que também faz um bom papel na marcação e lidera o ranking de eficiência do time, com índice de 22,6. Snyder classifica o ala-pivô como alguém difícil de ser marcado e que tem tomado decisões acertadas no ataque. “É um cara que vem evoluindo na medida em que a temporada progride”, afirmou o comandante.

O grande fator de animação nessa história toda é a constatação de que a evolução provavelmente está em estágio inicial, já que se trata de um grupo bastante jovem. O jogador mais velho à disposição do treinador hoje é Ingles, de 27 anos. A tendência é que os melhores dias das principais peças da equipe ainda estejam por vir.

A torcida em Salt Lake City já esfrega as mãos. De todos os projetos de reconstrução colocados em prática na NBA de uns tempos para cá, talvez o do Jazz seja o que está mais próximo de se tornar realidade.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015 NBA | 22:33

Recorde de movimentações no último dia para trocas na NBA. Heat e Thunder têm tudo para saltarem de produção

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Nunca um último dia antes do encerramento do prazo para trocas em uma temporada na NBA foi tão cheio. Ao todo, 17 equipes se movimentaram de alguma maneira em 12 transações diferentes, que envolveram um número recorde de 38 jogadores. Isso sem contar os direitos de atletas que estão fora da liga e escolhas futuras de Draft.

Goran Dragic conseguiu o que tanto queria e foi negociado. O esloveno chega ao Miami Heat para reforçar a armação, setor carente do time da Flórida mesmo nos tempos em que LeBron James ainda estava por lá. Em tese, trata-se de um salto de qualidade extremamente considerável para o elenco comandado por Erik Spoelstra, que ainda pode se tornar um bicho papão dentro do Leste.

Dragc, Thomas e Bledose. Esse trio já era (Foto: Getty Images)

Dragc, Thomas e Bledose. Esse trio já era (Foto: Getty Images)

Já o Suns não se desfez apenas de Dragic. O gerente geral Ryan McDonough realmente não estava blefando quando admitiu ter errado ao juntar tantos armadores no elenco. Isiah Thomas e Tyler Ennis também não estão mais no Arizona, tendo sido mandados para Boston e Milwaukee, respectivamente. O número de opções para o setor caiu bem — apesar das chegadas de Brandon Knight e Kendall Marshall, que deverá ser dispensado logo. Resta saber se Jeff Hornacek conseguirá fazer esse time sustentar o oitavo lugar do Oeste após tantas mudanças. Ainda mais porque um fortalecido Oklahoma City Thunder promete roubar essa vaga.

Foi preciso abrir mão de Reggie Jackson, é verdade. Mas até aí não há problema, já que o armador não escondia de ninguém o desejo por novos ares. Tanto é que usou o Twitter nesta tarde de quinta-feira para dizer que estava chorando de alegria por ter sido negociado com o Detroit Pistons. Outro que saiu foi o veterano Kendrick Perkins, que estava com espaço cada vez mais reduzido. Em contrapartida, o Thunder deu uma turbinada na sua segunda unidade com as adições de D.J Augustin, Kyle Singler, Steve Novak e Enes Kanter — que permitirá ao Utah Jazz promover Rudy Gobert ao posto de pivô titular.

Quem também se movimentou bastante foi o Philadelphia 76ers, para desespero daqueles que ainda insistem em manifestar algum tipo de torcida para a franquia. Michael Carter-Williams e K.J. McDaniels foram despachados para Milwaukee e Houston, respectivamente. Eram dois raros pontos de brilho em um elenco paupérrimo. Um foi eleito o melhor calouro da última temporada, o outro tem se mostrado um talento pescado na segunda rodada do Draft. A direção do 76ers, no entanto, entendeu que dá para construir um futuro melhor sem ambos. Só o tempo dirá se a aposta foi certeira, mas é algo muito difícil de se imaginar no momento.

Além de McDaniels, o Houston Rockets tem Pablo Prigioni como novidade, deixando o elenco mais profundo na sequência da disputa pelo título. Outra potência do Oeste que trabalhou para tentar deixar o plantel ainda melhor foi o Portland Trail Blazers, que enviou três reservas em troca de Arron Afflalo — que até pode virar agente livre em julho, mas que tem bola para ajudar demais dentro de quadra até lá.

Kevin Garnett está de volta ao Timberwolves

Kevin Garnett está de volta ao Timberwolves (Foto: Reprodução)

Com isso tudo, a volta de Kevin Garnett ao Minnesota Timberwolves acabou ficando em segundo plano. O veterano ala-pivô terá a oportunidade de fechar a brilhante carreira onde a construiu. Será bastante festejado quando reencontrar a torcida, certamente, e poderá usar sua liderança para funcionar como uma espécie de mentor da garotada de lá. Só pode ter sido essa a motivação da diretoria para fechar o negócio.

Todas as movimentações que ocorreram neste último dia permitidos para trocas na NBA estão listadas abaixo.

Denver Nuggets x Portland Trail Blazers

Nuggets recebe: o ala-armador Will Barton, o ala Victor Claver, o ala-pivô Thomas Robinson, uma escolha de primeira rodada no Draft de 2016*
Blazers recebe: o ala-armador Arron Afflalo e o ala Alonzo Gee
*com proteção nas 14 primeiras posições. Se não puder ser utilizada, cai para a primeira rodada do Draft de 2017, com a mesma restrição. Caso não possa ser novamente utilizada, se transformará em duas escolhas futuras de segunda rodada.

Sacramento Kings x Washington Wizards

Kings recebe: o armador Andre Miller
Wizards recebe: o armador Ramon Sessions

Brooklyn Nets x Minnesota Timberwolves

Nets recebe: o ala-pivô Thaddeus Young
Timberwolves recebe: o ala-pivô Kevin Garnett

Denver Nuggets x Philadelphia 76ers

Nuggets recebe: os direitos do ala-armador Cenk Akyol (selecionado em 2005)
76ers recebe: o pivô JaVale McGee, os direitos do pivô Chukwudiebere Maduabum (selecionado em 2011) e uma escolha de primeira rodada do Draft deste ano*
*via Oklahoma City Thunder, com proteção até a 18ª posição. Nos dois anos seguintes, a proteção vai até a 15ª posição.

Miami Heat x New Orleans Pelicans x Phoenix Suns

Heat recebe: o armador Goran Dragic e o ala-armador Zoran Dragic (Suns)
Pelicans recebe: o armador Norris Cole, o ala-pivô Shawne Williams e o pivô Justin Hamilton (Heat)
Suns recebe: os alas Danny Granger (Heat) e John Salmons (Pelicans) e duas escolhas de primeira rodada no Draft (Heat)*
*uma em 2017 e protegida nas sete primeiras posições, outra em 2021 e sem restrição.

Houston Rockets x Philadelphia 76ers

Rockets recebe: o ala-armador K.J. McDaniels
76ers recebe: o armador Isaiah Canaan e uma escolha de segunda rodada no Draft deste ano*
*via Denver Nuggets

Houston Rockets x New York Knicks

Rockets recebe: o armador Pablo Prigioni
Knicks recebe: o ala-armador Alexey Shved e duas escolhas de segunda rodada no Draft*
*uma delas em 2017, outra em 2019.

Boston Celtics x Detroit Pistons

Celtics recebe: os alas Luigi Datome e Jonas Jerebko
Pistons recebe: o ala Tayshaun Prince

Detroit Pistons x Oklahoma City Thunder x Utah Jazz

Pistons recebe: o armador Reggie Jackson (Thunder)
Thunder recebe: o armador D.J. Augustin, o ala Kyle Singler e uma escolha de segunda rodada no Draft de 2019 (Pistons); o ala Steve Novak e o pivô Enes Kanter (Jazz)
Jazz recebe: o ala-pivô Grant Jerrett, o pivô Kendrick Perkins, os direitos do pivô Tibor Pleiss (selecionado em 2010) e uma escolha de primeira rodada no Draft de 2017 (Thunder); uma escolha de segunda rodada no Draft de 2017 (Pistons)

Boston Celtics x Phoenix Suns

Celtics recebe: o armador Isaiah Thomas
Suns recebe: o ala-armador Marcus Thornton e uma escolha de primeira rodada no Draft de 2016*
*via Cleveland Cavaliers, com proteção para as dez primeiras posições até 2018. No ano seguinte, fica sem restrição nenhuma.

Milwaukee Bucks x Philadelphia 76ers x Phoenix Suns

Bucks recebe: o armador Michael Carter-Williams (76ers); o armador Tyler Ennis e o pivô Miles Plumlee (Suns)
76ers recebe: escolha de primeira rodada do Draft deste ano* (Suns)
Suns recebe: os armadores Brandon Knight e Kendall Marshall (Bucks)
*via Los Angeles Lakers, protegida nas cinco primeiras posições. Caso a escolha acabe permanecendo dentro desta zona de restrição, o Lakers terá o direito de usá-la.

New Orleans Pelicans x Oklahoma City Thunder

Pelicans recebe: o armador Ish Smith, os direitos do ala Latavious Williams (selecionado em 2010) e uma escolha de segunda rodada no Draft deste ano
Thunder recebe: escolha de segunda rodada no Draft de 2016

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015 Euroliga, Fiba, NBA, NBB | 08:00

Dez jogadores para se prestar atenção especial em 2015

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Ainda dá tempo de aproveitar o clima de início de ano e fazer listas sobre o que podemos esperar para os próximos meses, não é verdade? Foi o que fizemos por aqui ao selecionar dez jogadores que merecem atenção especial em 2015 dos fãs de basquete ao redor do mundo.

Vamos a eles, dispostos abaixo sem nenhuma ordem específica.

Jimmy ButlerJimmy Butler, ala do Chicago Bulls

O fato de ter iniciado a temporada sem uma extensão contratual com o Bulls, algo que fará dele um agente livre restrito a partir de julho, parece tê-lo inspirado. A defesa forte no perímetro sempre foi uma característica marcante de Butler, mas o que tem chamado a atenção no atual campeonato é a postura ofensiva, com constantes ataques à cesta em infiltrações e idas ao lance livre.

As médias de 20,9 pontos, 6,2 rebotes e 3,4 assistências por partida são as melhores marcas da carreira e devem levá-lo a disputar o “All-Star Game” pela primeira vez em fevereiro. Será interessante acompanhar nos próximos meses os próximos passos deste desenvolvimento e por quanto ele assinará um novo contrato.

Shabazz muhammadShabazz Muhammad, ala do Minnesota Timberwolves

Escolhido na 14ª escolha do Draft de 2013, não teve muito espaço para mostrar serviço em sua temporada de estreia. Como calouro, entrou em quadra apenas 37 vezes, recebendo menos de oito minutos por duelo, e passou um tempo na D-League.

Agora, em uma equipe mergulhada no processo de reconstrução, as oportunidades apareceram, e ele tem aproveitado muito bem. Além das investidas perto da cesta, o ala vem apresentando melhora nos chutes de três, algo que o tem ajudado a atingir 13,7 pontos em pouco mais de 23 minutos por partida. Apenas Andrew Wiggins (14,7) e Kevin Martin (20,4) têm pontuação maior no Timberwolves.

Furkan AldemirFurkan Aldemir, ala-pivô do Philadelphia 76ers

O turco de 23 anos defendia o Galatasaray até novembro, quando decidiu deixar o clube por causa de salários atrasados e tentar a sorte na NBA. Foi assim que ele acabou assinando com o Philadelphia 76ers, time que tinha adquirido os seus direitos após o Draft de 2012.

Apelidado de “Mr. Rebound” na Europa, Aldemir vem justificando a sua reputação. Ele tem jogado apenas dez minutos por partida, mas sua média de rebotes a cada 36 minutos é de 14,4 — exatamente igual à de DeAndre Jordan, pivô do Los Angeles Clippers, líder da liga no fundamento.

Rudy GobertRudy Gobert, pivô do Utah Jazz

Com sua ótima defesa ao redor da cesta, impulsionada pela capacidade atlética fora do comum para alguém de 2,16m, foi um dos pontos de referência da seleção francesa na campanha que culminou no terceiro lugar na Copa do Mundo. Gobert tem continuado a mostrar essa marcação implacável nesta sua segunda temporada na NBA.

Apesar de jogar apenas 21 minutos por partida, ele é dono da quarta maior média de tocos da liga, com 2,2 por duelo. Mesmo quando não consegue bloquear os arremessos, o pivô consegue atrapalhar bastante a vida do adversário, forçando-os muitas vezes a saírem da zona de conforto. Fazer cesta contra ele, definitivamente, não é tarefa fácil.

Dario SaricDario Saric, ala do Anadolu Efes

Muita coisa já foi falada dele por aqui. Como, por exemplo, o fato de ele ter sido o mais jovem atleta da história a ganhar o prêmio de MVP de um mês na Euroliga. Habilidoso com a bola nas mãos, dono de uma visão de jogo privilegiada e facilidade para infiltrar, Saric parece ter um futuro brilhante pela frente.

O Philadelphia 76ers, que adquiriu os seus direitos no Draft de 2014, esfrega as mãos para contar com o croata no plantel. Isso, no entanto, só vai acontecer no próximo ano, depois que o contrato com o Anadolu Efes chegar ao fim. Até lá, será interessante verificar se ele conseguirá aparecer mais vezes em posição de protagonista no basquete europeu.

Mario HezonjaMario Hezonja, ala do Barcelona

Trata-se de outra promessa croata que é cercada de grande expectativa por olheiros da NBA há muito tempo e está cotado para aparecer em uma das escolhas de loteria no próximo Draft, apesar de ainda não ter tantos minutos assim no Barcelona. Com 2,03m, tem boa altura para a posição três.

De acordo com o Draft Express, referência quando o assunto é análise de futuros jogadores da NBA, o ala de 19 anos é “capaz de converter arremessos de qualquer canto da quadra” e tem uma “excelente mecânica de chute”. Além disso, é muito bom no jogo de transição, sabe usar o drible para quebrar a defesa adversária e apresenta uma “visão intrigante da quadra, especialmente a partir do ‘pick and roll’.” Em compensação, tem alguma dificuldade para trabalhar em grupo e precisa evoluir defensivamente.

Cristiano FelicioCristiano Felício, pivô do Flamengo

Em meio aos jogadores até 22 anos de idade da LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete), o pivô de 2,10m tem sobrado. Na edição passada, foi o grande responsável pelo título do Flamengo. Na atual, é o líder em eficiência da competição, com médias impressionantes de 16,8 pontos e 16,3 rebotes por partida. No time principal, vem tendo desempenho ligeiramente inferior ao da última temporada, é verdade, mas isso é algo que tem acontecido com praticamente todo o elenco.

Forte e atlético para brigar por rebotes e para finalizar perto do aro, Felício também tem buscado adicionar os tiros de média e longa distância ao seu arsenal ofensivo. A evolução

Lucas DiasLucas Dias, ala do Pinheiros

Trata-se de outro nome que tem sobrado na LDB. Na atual edição do torneio sub 22, o ala de 2,07m só está atrás de Felício no ranking de eficiência, com médias de 21,5 pontos e 9,4 rebotes por partida. Com um pouco mais de espaço no time principal do Pinheiros, chamou a atenção no início do mês com a atuação perfeita durante a vitória sobre Uberlândia pelo NBB, na qual acertou todos os arremessos que tentou e marcou 23 pontos.

Pela altura, pode jogar também como um ala-pivô que busca o chute longe da cesta parar abrir espaços na defesa adversária, mas não dá para saber ao certo o que mais ele terá a capacidade de fazer. Lucas ainda tem 19 anos e potencial para se consolidar em breve como um dos grandes jogadores brasileiros dos últimos tempos.

Henrique CoelhoHenrique Coelho, armador do Minas
Recheado de jovens atletas, Minas aparece em quinto lugar na tabela de classificação da atual temporada do NBB. O promissor armador de 21 anos certamente é um dos grandes responsáveis por essa surpreendente campanha. Em meio a tantos jovens, é ele quem mais se destaca.

Nas mãos de Demétrius, Henrique vem tendo cerca de 29 minutos de ação por partida, muito mais tempo do que estava acostumado a receber em temporadas anteriores. As médias apontam 13,6 pontos, 4,3 assistências e 2,8 rebotes por duelo, números nada ruins para quem aparece pela primeira vez com um papel importante dentro de uma equipe competitiva.

Léo MeindlLéo Meindl, ala de Franca
Está ficando cada vez mais madura uma convocação do ala de 21 anos para a seleção brasileira. Se na última temporada do NBB ele já tinha causado boa impressão e emplacado atuações dignas de elogios, as coisas têm sido ainda melhores no atual campeonato. Em cerca de 34 minutos de ação por jogo, Léo registra médias de 16,3 pontos, 4,9 rebotes e 2,8 assistências por partida. Todos os números representam um recorde em sua carreira até agora.

Ainda tem pontos a evoluir, é verdade. A postura defensiva é um deles, apesar de o jogador ter 1,8 roubo de bola por jogo. O que também pode ser melhorada é a distribuição nos arremessos, buscando ainda mais os ataques à cesta ao invés da insistência nas bolas de três. Até porque o desempenho nestes chutes não é nada mais do que mediano.

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sábado, 6 de dezembro de 2014 NBA | 12:46

Arremessos para a vitória

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Foi uma semana e tanto para Monta Ellis. Primeiro ele fez 38 pontos e tirou coelhos preciosos da cartola durante a vitória do Dallas Mavericks sobre o Chicago Bulls na terça-feira, após duas prorrogações. No dia seguinte, tratou de acertar um chute no estouro do cronômetro que decretou o triunfo sobre o Milwaukee Bucks.

Não dá nem para reclamar da defesa de O.J. Mayo no lance. Ellis foi muito bem marcado, o que tornou a cesta ainda mais impressionante. Teve gente até que viu uma andada ali, mas Jason Kidd preferiu não entrar na onda. “O que importa é que validaram. As coisas não se resumem apenas a esse último arremesso. Cometemos alguns erros que levaram a essa situação”, disse o técnico do Bucks.

Quem também viveu uma semana e tanto foi Kemba Walker. Muita gente ao redor do mundo se divertiu com o drible em cima de Nikola Mirotic que fez o ala-pivô do Chicago Bulls perder o equilíbrio e despencar no chão. Mas o que importava mesmo permanecia fora de alcance do Charlotte Hornets: a vitória. Depois de dez derrotas consecutivas, ela veio nesta sexta-feira diante do New York Knicks. Graças ao armador, que usou toda a sua velocidade e ainda contou com uma certa camaradagem da defesa adversária.

“Sabia que não tinha muito tempo e que precisava de pressa para chegar à cesta”, disse Walker após o jogo. Deu certo. “Espero que a gente consiga construir algo a partir desta vitória’, ele afirmou em seguida. Veremos.

Muita gente que imaginava ver o Hornets brigando entre os líderes da Conferência Leste tem se decepcionado. Uma das razões pelo pobre desempenho vem sendo Lance Stephenson. Principal contratação da equipe para a temporada, o ala não está passando nem perto de lembrar o jogador que mostrou ser no Indiana Pacers. Ironicamente, foi ele o responsável por uma outra das raras vitórias até o momento.

No dia 7 de novembro, o Hornets recebeu a visita do Atlanta Hawks. Foi um duelo tão equilibrado que os times estavam empatados em 119 pontos quando restava menos de um segundo para o fim da segunda prorrogação. Mas Stephenson evitou que a disputa se alongasse ainda mais. Com um tiro de três, botou um ponto final no embate. Foi um dos raros momentos de brilho dele em Charlotte. E uma lição para as defesas ficarem atentas ao homem que faz a reposição de bola.

Mas o Hornets também sentiu o gosto de perder um jogo no estouro do cronômetro. O responsável por isso foi o bravo elenco do Indiana Pacers, que tem se recusado a desistir da temporada, mesmo com tantos desfalques.

Não fossem as lesões todas, as duas figuras centrais do lance em questão não estariam em quadra. Marcado por Stephenson, que usava o uniforme do Pacers até a temporada passada, o armador Donald Sloan tentou o arremesso. A bola passou longe de entrar na cesta, mas o ala-armador Solomon Hill estava atento e bem posicionado o suficiente para colocá-la dentro do aro e proporcionar uma das várias derrotas da turma de Charlotte no campeonato.

Outro time que vem perdendo bastante é o Utah Jazz. Mas pelo menos duas vitórias tiveram um gosto bem especial para os fanáticos torcedores em Salt Lake City.

A primeira aconteceu quando a cidade recebeu a visita do Cleveland Cavaliers. Depois de ver a vantagem construída ao longo do jogo evaporar, o Jazz chegou à última posse de bola com o placar empatado em 100 pontos. Mas quem esperava uma prorrogação viu Gordon Hayward entregar um bom argumento para quem defende a grana que ele recebe no seu novo contrato. LeBron James escorregou e Tristan Thompson não estava tão no cangote assim, mas não deixa de ter sido um grande chute.

A outra vitória no estouro do cronômetro teve Trey Burke como estrela e ocorreu no Madison Square Garden. Não dava para o armador escolher um palco melhor, não é mesmo? Pior para o nova-iorquinos, que testemunharam outro revés do Knicks.

Mas nenhum lance parecia tão improvável antes de se tornar realidade quanto o de Courtney Lee. Restava apenas 0,3 no cronômetro, mas ele conseguiu completar a ponte aérea lançada por Vince Carter na reposição de bola e deu ao Memphis Grizzlies a vitória sobre o Sacramento Kings pelo placar de 101 a 100.

O Kings não engoliu a derrota e protestou contra o lance, alegando que não havia tempo o suficiente para Lee concluir a jogada daquela maneira. Depois de uns dias investigando, a NBA manteve a posição inicial. Confirmou a vitória do Grizzlies e um desfecho de partida inacreditável.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014 NBA | 08:00

Da Europa para a NBA

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Andrew Wiggins, Jabari Parker, Joel Embiid, Marcus Smart, Julius Randle e muitos outros. É relativamente grande a lista de calouros que chegam à NBA cercados de expectativas bem altas pelo o que fizeram como universitários. Mas há um outro grupo de novatos que merece atenção especial, formado por quem busca triunfar na principal liga de basquete do planeta depois de se destacar na Europa.

Veja abaixo quem são eles e como podem conquistar espaço em suas respectivas novas equipes:

Lucas Bebê (Toronto Raptors)
Posição: pivô
Altura: 2,13m
Peso: 100 kg
Idade: 22 anos
País: Brasil
Onde estava na última temporada: no Estudiantes, da Espanha
Como chegou à NBA: foi selecionado na 16ª escolha do Draft de 2013 pelo Boston Celtics, teve os direitos adquiridos pelo Atlanta Hawks. Depois de um ano, foi trocado com o Toronto Raptors.

A exemplo do compatriota Bruno Caboclo, é um projeto para o futuro do Raptors. Os 2,13m favorecem, sem dúvida, mas falta ainda a Lucas um pouco mais de massa muscular para encarar os grandalhões da NBA dentro do garrafão. Outro ponto a ser desenvolvido é o ataque, que ainda se resume a enterradas e outros arremessos ao redor do aro.

Em compensação, a capacidade defensiva é muito acima da média, com boa mobilidade e facilidade notável para dar tocos. Foi isso que o fez chamar a atenção dos olheiros e é por aí que ele pode começar a construir seu espaço na rotação do Raptors.

Bojan BogdanovicBojan Bogdanovic (Brooklyn Nets)
Posição: ala
Altura: 2,03m
Peso: 98 kg
Idade: 25 anos
País: Croácia
Onde estava na última temporada: no Fenerbahce, da Turquia
Como chegou à NBA: foi selecionado na 31ª escolha do Draft de 2011 pelo Miami Heat. Na mesma noite do recrutamento, acabou sendo envolvido em uma troca com o New Jersey Nets (agora em Brooklyn).

Apesar de ter apresentado uma queda pelo Fenerbahce na última temporada da Euroliga neste aspecto, o croata tem como principal característica a capacidade de fazer pontos, seja infiltrando ou arremessando de longe. Essa versatilidade para atacar ficou bem clara na Copa do Mundo. Bogdanovic foi o segundo maior cestinha da competição, com média de 21,2 pontos por jogo — atrás apenas dos 22,0 por duelo de J.J. Barea.

Um tempo atrás, tinha quem o comparasse a Paul Pierce, até mesmo pela defesa e disposição atlética não mais do que medianas. Por mais precoce que isso possa parecer no momento, não é difícil imaginar que esse paralelo tenha passado pela cabeça dos cartolas do Nets quando decidiram não cobrir a oferta do Washington Wizards por Pierce. Ainda é cedo para prever um legado de Bogdanovic na NBA semelhante ao do veterano, mas é seguro dizer que ele tem talento o suficiente para se tornar uma peça útil à rotação de já nesta temporada de calouro.

Zoran DragicZoran Dragic (Phoenix Suns)
Posição: ala-armador
Altura: 1,96m
Peso: 91 kg
Idade: 25 anos
País: Eslovênia
Onde estava na última temporada: no Unicaja Málaga, da Espanha
Como chegou à NBA: foi contratado pelo Phoenix Suns após a Copa do Mundo. Pouco antes, ele tinha assinado um novo contrato com o Unicaja Málaga, mas conseguiu um acordo para ser liberado.

Os últimos meses foram muito especiais para a família Dragic. Enquanto Goran liderava o surpreendente Phoenix Suns a brigar por uma vaga nos playoffs e conquistava o caminho que o levou a ganhar o prêmio de jogador que mais evoluiu na NBA, o irmão mais novo apresentou um salto de produção notável na Espanha. Nos 22 jogos que disputou pelo Unicaja Málaga na Euroliga, marcou 10,9 pontos em cerca de 23 minutos por partida, além de acertar 41,3% nos arremessos de quadra. Números que ele não tinha passado nem perto de registrar até então.

Na verdade, Jeff Hornacek e Ryan McDonough — técnico e gerente-geral do Phoenix Suns, respectivamente — já estavam de olho em Zoran um pouco antes disso. Tudo começou no EuroBasket de 2013, disputado justamente na Eslovênia. A dupla viajou para lá a fim de observar irmão mais velho, mas voltou impressionada com a intensidade e agressividade do caçula, tanto na defesa quanto para atacar a cesta com a bola nas mãos. A Copa do Mundo só reforçou essa boa impressão e acabou rendendo a ida à NBA. Resta a ele agora encantar mais gente e provar que é muito mais do que simplesmente o irmão de Goran.

Joe InglesJoe Ingles (Utah Jazz)
Posição: ala
Altura: 2,03m
Peso: 98 kg
Idade: 27 anos
País: Austrália
Onde estava na última temporada: no Maccabi Tel Aviv, de Israel
Como chegou à NBA: foi contratado pelo Los Angeles Clippers após a Copa do Mundo. Participou de alguns jogos da pré-temporada pela equipe antes de ser dispensado. Dois dias depois, o Utah Jazz o adicionou ao elenco.

O australiano esteve no radar do Memphis Grizzlies no último ano, mas preferiu deixar o Barcelona para acertar com o Maccabi Tel Aviv ao invés de se mandar para a NBA. Na época, ele justificou a decisão dizendo que queria ir para um lugar onde pudesse de fato jogar. Acabou fazendo parte de um elenco que conquistou a Euroliga, mas foi limitado a apenas 23 minutos por partida durante a campanha — número não muito diferente do que teve no clube espanhol no ano anterior. Em compensação, o desempenho na bola de três bateu em 41,7%.

Aí veio a Copa do Mundo, e Ingles voltou a atrair os olheiros da NBA. Alguns times demonstraram interesse, mas quem o levou foi o Los Angeles Clippers. Até era de se imaginar que o ala pudesse se encaixar bem no elenco de Doc Rivers, mas acabou sendo dispensado antes do início da temporada. Dois dias depois, o Utah Jazz decidiu contratá-lo. Em uma equipe em reconstrução e cheia de jovens buscando espaço, ele provavelmente receberá algumas oportunidades para mostrar serviço e provar que tem a capacidade de contribuir na principal liga do planeta.

Nikola MiroticNikola Mirotic (Chicago Bulls)
Posição: ala-pivô
Altura: 2,08m
Peso: 107 kg
Idade: 23 anos
País: Sérvia
Onde estava na última temporada: no Real Madrid, da Espanha
Como chegou à NBA: foi selecionado na 23ª escolha do Draft de 2011 pelo Houston Rockets, mas acabou sendo adquirido pelo Chicago Bulls na mesma noite do recrutamento.

Desde que teve os direitos adquiridos pelo Bulls, Mirotic tem despertado muita expectativa em Chicago. Ainda mais porque logo após o Draft de 2011 ele ganhou o prêmio de MVP do EuroBasket sub 20, com uma média impressionante de 27,0 pontos e 10,0 rebotes por partida. Em seguida, não só se consolidou como titular do poderoso Real Madrid como foi eleito o melhor jogador da liga espanhola em 2013. Na última Euroliga, elevou o aproveitamento nas nas bolas de três para 46,1%.

É justamente essa capacidade de produzir ofensivamente tão bem fora do garrafão que fez o pessoal em Chicago torcer por sua chegada já nesta temporada. Afinal de contas, o time sofreu demais para pontuar no último ano, principalmente de longe da cesta. Sem falar que esse tipo de ala-pivô, de mobilidade destacada para seu tamanho, pode ser uma arma bem interessante para trabalhar nos bloqueios com um infiltrador de primeiro nível como Derrick Rose. Seja para abrir o corredor ou para permanecer na posição e chutar.

Jusuf NurkicJusuf Nurkic (Denver Nuggets)
Posição: pivô
Altura: 2,11m
Peso: 127 kg
Idade: 20 anos
País: Bósnia
Onde estava na última temporada: no Cedevita, da Croácia
Como chegou à NBA: foi selecionado na 16ª escolha do Draft de 2014 pelo Chicago Bulls e trocado imediatamente com o Denver Nuggets.

“Ele traz a dor. Ofensivamente e defensivamente”. Foi desta maneira que o técnico Brian Shaw classificou a chegada do grandalhão bósnio, que adora o jogo físico perto da cesta. É assim que ele busca se impor na briga pelos rebotes, algo que fez tão bem neste início de trajetória na NBA. Durante a pré-temporada, ele teve quase nove por jogo de média em cerca de apenas 18 minutos de ação. Esse dado chamou muito a atenção do comandante do Nuggets, mas não foi só isso. Nas palavras do próprio Shaw, Nurkic é muito ágil para alguém do tamanho dele.

Antes do Draft, os olheiros especializados em acompanhar jogadores prestes a entrar na NBA destacaram a habilidade dele para trabalhar no pick and roll,  girando em direção à cesta após o bloqueio para definir com eficiência. O problema, ainda de acordo com quem o seguiu de perto por mais tempo, é que o jogo dele praticamente inexiste fora da área pintada. Além disso, Nurkic ainda sofre defensivamente para marcar gente mais alta, apresentando tendência de acumular faltas. Mas os pontos positivos o credenciam a lutar com JaVale McGee e Timofey Mozgov por minutos na posição cinco do Nuggets.

Kostas PapanikolaouKostas Papanikolaou (Houston Rockets)
Posição: ala
Altura: 2,03m
Peso: 102 kg
Idade: 24 anos
País: Grécia
Onde estava na última temporada: no Barcelona, da Espanha
Como chegou à NBA: foi selecionado na 48ª escolha do Draft de 2012 pelo New York Knicks. Enquanto permaneceu na Europa, foi envolvido em uma troca com o Portland Trail Blazers, que o negociou depois com o Houston Rockets.

Quando teve o nome chamado no Draft da NBA de 2012, Papanikolaou tinha acabado de se tornar campeão europeu com o Olympiacos. Ao permanecer com o time grego, repetiu o feito no ano seguinte. Em seguida, mandou-se da Grécia para se juntar ao Barcelona. O sonho do tri continental acabou na semifinal diante do Real Madrid, mas o troco sobre os rivais foi dado na decisão da liga espanhola.

Portanto, Papanikolaou chega à NBA tendo conquistado três títulos extremamente importantes nas últimas três temporadas. Trata-se de um vencedor, sem dúvida alguma. Durante esse período, mostrou facilidade para converter arremessos de longa distância, algo que o faz combinar muito bem com o estilo de jogo do Houston Rockets. Pode ajudar recebendo o passe e partindo para o chute, mas terá de se virar de alguma maneira para compensar a capacidade atlética abaixo da média para conquistar minutos.

Damjan RudezDamjan Rudez (Indiana Pacers)
Posição: ala
Altura: 2,08m
Peso: 91 kg
Idade: 28 anos
País: Croácia
Onde estava na última temporada: no Zaragoza, da Espanha
Como chegou à NBA: foi contratado pelo Indiana Pacers em julho, pouco depois de obter uma liberação do Zaragoza, com quem ainda tinha mais um ano de contrato.

De acordo com Adrian Wojnarowski, jornalista do Yahoo! Sports bem informado que só ele nos bastidores da NBA, Rudez vinha despertando os olhares de alguns times da melhor liga do mundo em meados de junho. Cleveland Cavaliers, Toronto Raptors, Utah Jazz e Indiana Pacers eram os interessados. A proposta de Larry Bird parece ter sido melhor que a dos concorrentes, e foi o Pacers que fechou negócio com o croata.

Não foi a agilidade incomum, nem a defesa extraordinária. Até porque são características que não constam no jogo dele. O que fez Rudez voltar a ser considerado pelos olheiros da NBA, após ter passado batido no Draft de 2008, foram os chutes. Na última temporada, ele converteu 44,1% das bolas que arriscou de três pontos pelo Zaragoza na liga espanhola. Nos arremessos gerais, o rendimento foi de 46,5%. Contar com alguém de 2,08m chutanto tão bem de fora do garrafão é uma possibilidade bem atraente para qualquer equipe. Ainda mais para o Pacers, que precisa aumentar seu poder de fogo agora que não tem mais Lance Stephenson e não sabe quando terá Paul George de volta.

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terça-feira, 28 de outubro de 2014 NBA | 09:00

Temporada 2014/15 da NBA – Guia da Conferência Oeste

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LEIA AQUI O GUIA DA CONFERÊNCIA LESTE

Foram 48 vitórias e 34 derrotas. A campanha do Phoenix Suns na última temporada teve números idênticos à do Toronto Raptors, que se classificou aos playoffs na terceira posição da Conferência Leste. Mas, no Oeste, isso não foi suficiente. A equipe do Arizona acabou ficando em nono lugar, com um triunfo a menos que o Dallas Mavericks. Diz muito sobre o nível de competitividade, não?

A tendência é que essa disputa acirrada se repita. Os mesmos oito times que avançaram no campeonato passado brigam por vaga nos playoffs desta vez, além do próprio Suns e do Denver Nuggets, que não só se reforçou bem como conta com o retorno de algumas peças importantes que estavam no departamento médico. Mas no que diz respeito a alcançar o topo, a lista de candidatos é bem menor. Campeão nos dois últimos anos, o San Antonio Spurs aparece como favorito. Oklahoma City Thunder e Los Angeles Clippers também podem chegar lá. O Mavericks corre por fora, após as movimentações que fez no elenco. Já o Los Angeles Lakers deve ficar bem longe disso tudo. À tão exigente torcida, recomenda-se não criar expectativa nenhuma.

Veja abaixo um raio-x de cada um dos 15 times da Conferência Oeste para a temporada 2014/15 da NBA.

DALLAS MAVERICKS

Dirk Nowtizki, líder do Dallas Mavericks (Foto: AP)

Dirk Nowitzki: líder do Dallas Mavericks sonha com novo título antes de se aposentar (Foto: AP)

Elenco: Al-Farouq Aminu (ala), Tyson Chandler (pivô), Jae Crowder (ala), Monta Ellis (armador), Raymond Felton (armador), Devin Harris (armador), Richard Jefferson (ala), Ricky Ledo (ala-armador), Gal Mekel (armador), Jameer Nelson (armador), Dirk Nowitzki (ala-pivô), Chandler Parsons (ala), Greg Smith (ala-pivô), Charlie Villanueva (ala-pivô) e Brendan Wright (ala-pivô)

Técnico: Rick Carlisle

Na última temporada: foi eliminado pelo San Antonio Spurs na primeira rodada por 4 a 3. Acabou sendo o time que mais perto esteve de evitar o título de Tim Duncan e companhia. Apesar dos 36 anos, Dirk Nowitzki continuou produzindo como uma estrela, tanto é que foi selecionado para o “All-Star Game”. Monta Ellis chegou sob alguma desconfiança, mas o talento para infiltrar e criar oportunidades acabou predominando em relação às más decisões de chute e da defesa deficiente, fazendo dele uma peça valiosa para a campanha de 49 vitórias — o que acabou rendendo apenas a oitava posição no Oeste. Mas Rick Carlisle mostrou o que é capaz de fazer quando tem um elenco versátil em mãos e desafiou o Spurs de uma maneira que ninguém imaginava.

Três pontos

* O Mavericks não pensou duas vezes em ir atrás de Chandler Parsons no mercado de agentes livres. O ala de 26 anos está prestes a entrar em sua quarta temporada e deve ajudar muito com os chutes de longe, algo que já mostrou saber fazer com bastante competência. Assim, ele complementa bem um ataque que já se mostrava poderoso. Se Monta Ellis é perigoso a partir do drible e Dirk Nowitzki monopoliza as atenções dos marcadores quando acionado, o time agora tem nas bolas de fora de Parsons uma terceira opção de definição extremamente amaçadora. Será um dos sistemas ofensivos mais problemáticos da liga às defesas rivais.

* Outra peça que chega para cobrir uma carência do Mavericks atende pelo nome de Tyson Chandler. A armação pode ter sofrido um retrocesso com a saída de José Calderón para o New York Knicks, mas a negociação possibilitou o retorno do pivô, um dos protetores do aro mais eficientes da liga. É alguém que realmente pode ajudar a defesa da equipe, que permitiu 105,9 pontos a cada 100 posses de bola dos oponentes — nona pior marca da liga.

* Sem José Calderón, é seguro dizer que a armação representa um ponto de interrogação em Dallas. As duas opções adquiridas para o setor não inspiram tanta confiança assim. Aos 32 anos, Jameer Nelson não tem mais arremessado com a mesma precisão dos seus melhores dias no Orlando Magic e sempre passou longe de ser uma referência na defesa. Raymond Felton, por sua vez, já provou não ser confiável. Tem chutado e defendido ainda pior nos últimos tempos e deve ter sido o pior armador titular da temporada passada. Devin Harris, que já estava em Dallas, pode até entrar na briga por espaço com os dois recém-chegados, desde que consiga se manter longe das lesões.

Onde pode chegar: vaga nos playoffs não deve ser problema, o que já significa muito nesta concorrida conferência. Como a concentração de talento em relação à temporada anterior é bem maior, o Mavericks tem tudo para se classificar em uma posição melhor. Talvez até com mando de quadra. Ganhar o Oeste parece ser uma missão bem mais complicada, mas que não pode ser considerada totalmente fora de alcance após o que foi visto na série contra o San Antonio Spurs.

DENVER NUGGETS

Danilo Gallinari volta ao Nuggets depois de um ano longe das quadras (Foto: AP)

Danilo Gallinari volta ao Nuggets depois de um ano longe das quadras (Foto: AP)

Elenco: Arron Afflalo (ala-armador), Darrell Arthur (ala-pivô), Wilson Chandler (ala), Kenneth Faried (ala-pivô), Randy Foye (ala-armador), Danilo Gallinari (ala), Alonzo Gee (ala), Erick Green (armador), Gary Harris (ala-armador), J.J. Hickson (pivô), Ty Lawson (armador), JaVale McGee (pivô), Pops Mensah-Bonsu (ala-pivô), Timofey Mozgov (pivô), Jusuf Nurkic (pivô) e Nate Robinson (armador)

Técnico: Brian Shaw

Na última temporada: ficou fora dos playoffs. Com apenas 36 vitórias em 82 jogos, passou bem longe de beliscar um lugar entre os oito melhores do Oeste.  No início do campeonato, até chegou a passar a impressão de que brigaria pela vaga, principalmente quando emplacou 10 jogos vencidos em 12 disputados. Mas as lesões atrapalharam demais as opções de Brian Shawn no elenco, que já não contava com Danilo Gallinari e viu-se de repente sem Nate Robinson e JaVale McGee — só para ficar entre as principais peças do grupo. Apenas Timofey Mosgov, Randy Foye e Kenneth Faried tiveram condição de participar de 80 partidas da temporada.

Três pontos

* Na última temporada, Kenneth Faried teve médias de 13,7 pontos e 8,6 rebotes por jogo. Mas se forem considerados apenas os duelos após o “All-Star Game”, esses números sobem para 18,8 pontos e 10,1 rebotes. Depois, não só se consolidou no elenco norte-americano que disputou a Copa do Mundo como acabou sendo um dos jogadores mais importantes da campanha vitoriosa na Espanha. Com esse desempenho e um novo contrato assinado, no valor de US$ 50 milhões por quatro anos de duração, a expectativa é que o ala-pivô continue evoluindo e assuma um papel de liderança no Nuggets. Ofensivamente, seu repertório ainda se resume a bolas próximas à cesta. Mas no outro lado da quadra, defende muito acima da média.

* Depois de ter ficado sem jogar durante toda a última temporada por causa de uma cirurgia no joelho esquerdo, Danilo Gallinari está de novo à disposição. Caso o ala consiga resgatar um pouco da velha forma, o Nuggets ganha alguém muito inteligente e dono de um ótimo arremesso. Uma arma ofensiva muito importante para brigar no Oeste. O mesmo vale para um outro atleta que ficou muito tempo afastado devido a uma cirurgia no joelho esquerdo: Nate Robinson. De volta, o armador deve exercer o papel de sexto homem na equipe e proporcionar a faísca ao ataque a partir do banco de reservas.

* As novidades animadoras não se resumem apenas aos que voltam de lesão. Após duas temporadas no Orlando Magic, Arron Afflalo está de volta a Denver. Aos 28 anos, vive o melhor momento desde que entrou na NBA. Em tese, trata-se de um reforço importante para o Nuggets nos dois lados da quadra. No ataque, acertou 42,7% dos arremessos de três que tentou no último campeonato e anotou 18,2 pontos por confronto. Mas a especialidade mesmo do ala-armador é a marcação, algo que o time não fez bem no ano passado. A média de 105,4 pontos sofridos a cada 100 posses de bola foi a décima pior da liga.

Onde pode chegar: uma vaga nos playoffs é uma meta alcançável, desde que os principais jogadores do elenco consigam se manter saudáveis. Mas ainda não dá para pensar em disputar uma série contra as grandes forças da conferência em condições de igualdade.

GOLDEN STATE WARRIORS

Stephen Curry e Klay Thompson (Foto: Getty Images)

Stephen Curry e Klay Thompson: melhor dupla de armação da NBA? (Foto: Getty Images)

Elenco: Harrison Barnes (ala), Andrew Bogut (pivô), Stephen Curry (armador), Festus Ezeli (pivô), Draymond Green (ala), Justin Holiday (ala-armador), Andre Iguodala (ala), Ognjen Kuzmic (pivô), Leandrinho (ala-armador), David Lee (ala-pivô), Shaun Livingston (armador), Nemanja Nedovic (armador), Brandon Rush (ala-armador), Marreese Speights (ala-pivô) e Klay Thompson (ala-armador)

Técnico: Steve Kerr

Na última temporada: foi eliminado pelo Los Angeles Clippers na primeira rodada dos playoffs por 4 a 3. No primeiro momento, isso pode parecer um retrocesso, já que o Warriors tinha conseguido avançar às semifinais de conferência no ano anterior. Mas não foi bem assim. Para início de conversa, o time teve 51 vitórias na fase de classificação — número mais alto desde as 55 obtidas em 1992. É que o Oeste mostrou um cenário muito competitivo, com vários times muito fortes brigando entre si. O que também prejudicou foi disputar a série contra Chris Paul, Blake Griffin e companhia sem Andrew Bogut. Dono de um extenso histórico de lesões, o pivô manteve-se saudável durante praticamente toda a temporada, mas acabou sofrendo uma fratura na costela às vésperas dos playoffs. Mesmo sem ele, o Warriors conseguiu levar o Clippers a sete jogos.

Três pontos

* Não é exagero dizer que os “splash brothers” formam a melhor dupla de armação da NBA nos dias de hoje. Stephen Curry é um arremessador de elite, capaz de colocar a bola na cesta praticamente de qualquer lugar que resolve chutar a partir do drible, e que tem facilidade para acionar os companheiros. Klay Thompson também arremessa com precisão de longe, mas contribui bastante em outros aspectos — como, por exemplo, com sua ótima defesa. Não à toa, o Warriors bateu o pé e preferiu não envolvê-lo em uma negociação por Kevin Love após a última temporada.

* Além da dupla de armadores, Andre Iguodala, David Lee e Andrew Bogut formam um quinteto inicial que apareceu entre os mais eficientes da liga no último ano. Mas o problema é que o banco de reservas não conseguiu passar nem perto de manter o alto nível dos titulares. Principalmente no perímetro, sobrecarregando em minutos Curry e Thompson. Na tentativa de melhorar especificamente o elenco de apoio dos armadores, o Warriors foi buscar duas novidades. Uma delas foi Shaun Livingston, que vem de ótima passagem pelo Brooklyn Nets e pode desempenhar as duas posições da armação. Outra foi o brasileiro Leandrinho, que ainda pode combinar a velocidade e a agressividade em direção à cesta para incomodar defesas adversárias.

* Mark Jackson foi demitido depois de cair na primeira fase dos playoffs, mas também fez com que o Warriors tivesse seu maior número de vitórias em 20 anos. Um dos pontos positivos no trabalho dele à frente da equipe foi o de construir uma defesa forte, que teve o terceiro melhor índice de eficiência ao tomar apenas 99,9 pontos a cada 100 posses de bola — atrás apenas de Indiana Pacers e Chicago Bulls. Isso apesar de Stephen Curry, que não se destaca na marcação, e de David Lee, que é ainda mais limitado neste ponto. O comandante agora é Steve Kerr, cinco vezes campeão da NBA como jogador e que vinha trabalhando como comentarista. É alguém que conhece bastante o basquete, disso não se duvida. Por outro lado, ele não tem experiência alguma nesta nova função. Essa adaptação terá um peso importante no sucesso da equipe nesta temporada.

Onde pode chegar: qualquer coisa que não seja disputar mais uma vez os playoffs seria um fracasso. Talvez a classificação seja alcançada até com o mando de quadra na primeira rodada. Dependendo de como Steve Kerr e as novas peças se encaixarem, a final do Oeste é um sonho capaz de virar realidade. Mas isso ainda é algo bem pouco provável neste momento.

HOUSTON ROCKETS

Dwight Howard: máquina de duplo-duplo (Foto: Getty Images)

Dwight Howard: máquina de duplo-duplo (Foto: Getty Images)

Elenco: Trevor Ariza (ala), Patrick Beverley (armador), Tarik Black (ala), Isaiah Canaan (armador), Clint Capela (pivô), Troy Daniels (ala-armador), Joey Dorsey (ala-pivô), Francisco Garcia (ala-armador), James Harden (ala-armador), Dwight Howard (pivô), Geron Johnson (armador), Nick Johnson (ala-armador), Terrence Jones (ala-pivô), Donatas Motiejunas (ala-pivô), Kostas Papanikolaou (ala) e Jason Terry (ala-armador)

Técnico: Kevin McHale

Na última temporada: foi eliminado pelo Portland Trail Blazers na primeira rodada dos playoffs por 4 a 2. Desempenho decepcionante para quem iniciou o campeonato cercado de expectativas pela chegada de Dwight Howard. Com um pivô dominante dentro do garrafão e uma série de arremessadores competentes de longa distância, o ataque mostrou-se poderoso. A campanha de 54 vitórias em 82 jogos na fase de classificação foi a quinta melhor da história do Rockets, o suficiente para garantir o quarto lugar do Oeste. Mas o mando de quadra acabou não se mostrando uma vantagem muito grande para a equipe, que teve alguns de seus defeitos defensivos escancarados pelo Blazers.

Três pontos

* Após a queda na primeira rodada dos playoffs, o Rockets mirou a contratação de uma terceira estrela no mercado de agentes livres para colocar ao lado de James Harden e Dwight Howard. Para isso, teve de abrir espaço na folha salarial, envolvendo o pivô Omer Asik e o armador Jeremy Lin em trocas por escolhas futuras de Draft. Sonhou primeiro com Carmelo Anthony, depois com Chris Bosh. No fim das contas, acabou sem ambos e ainda perdeu Chandler Parsons para o Dallas Mavericks. Mas nem tudo foi desastre, já que o experiente Trevor Ariza foi contratado. Isso representa uma melhoria na posição de ala titular da equipe, uma vez que ele contribui nos chutes de longe tão bem quanto Parsons, mas defende muito melhor.

* Tudo bem, Trevor Ariza pode render mais do que Chandler Parsons. Mas, de uma maneira geral, não dá para dizer que o elenco melhorou. Omer Asik é bem limitado tecnicamente com a bola nas mãos e só sabe defender o garrafão, mas faz isso bem demais, combinando força física com ótima noção de posicionamento como poucos na liga. Jeremy Lin provou que aquela série de jogos fenomenais em Nova York dois anos atrás foi algo surreal, completamente fora das condições normais de temperatura e pressão, mas tem lá suas qualidades ofensivas. Ambos saíram de graça, praticamente. Eram peças de valor na rotação e que não foram repostas à altura, o que faz do Rockets um time com grupo menos profundo nesta temporada.

* James Harden é, provavelmente, o melhor ala-armador da NBA nos dias de hoje. Dwight Howard, o melhor pivô. Entretanto, há algumas posições no Rockets que ainda não inspiram tanta confiança assim. Uma delas é a armação. O dono dela é Patrick Beverley. Trata-se de um excelente marcador, eleito para o segundo time de defesa da liga na última temporada, mas que deixa muito a desejar ofensivamente. Incerteza ainda maior ronda a vaga de ala-pivô. Terrence Jones deu um salto muito grande de produção em sua segunda temporada, mas expôs suas limitações nos playoffs, tanto é que perdeu a titularidade ao longo da série contra o Blazers para Omer Asik — que não está mais em Houston. Há ainda Donatas Motiejunas. O lituano de 2,13m tem como principal item no seu cartão de visitas o chute de fora. Combinação que pode fazê-lo ser um pesadelo na vida dos seus defensores. Desde que ele finalmente consiga aproveitar as chances recebidas de Kevin McHale.

Onde pode chegar: com duas estrelas de altíssimo nível, tem condições voltar a conquistar o mando de quadra na primeira rodada dos playoffs. Mas ainda não dá para imaginar o Rockets alcançando o terceiro título de sua história simplesmente porque há concorrentes com o talento melhor distribuído no elenco.

LOS ANGELES CLIPPERS

Blake Griffin (Foto: Getty Images)

Blake Griffin: forte perto da cesta, ala-pivô tem melhorado também mais longe dela (Foto: Getty Images)

Elenco: Matt Barnes (ala), Reggie Bullock (ala-armador), Jamal Crawford (ala-armador), Jared Cunningham (ala-armador), Glen Davis (ala-pivô), Chris Douglas-Roberts (ala-armador), Jordan Farmar (armador), Blake Griffin (ala-pivô), Spencer Hawes (ala-pivô), DeAndre Jordan (pivô), Chris Paul (armador), J.J. Redick (ala-armador), Hedo Turkoglu (ala), Ekpe Udoh (ala-pivô) e C.J, Wilcox (ala-armador)

Técnico: Doc Rivers

Na última temporada: foi eliminado na semifinal de conferência pelo Oklahoma City Thunder por 4 a 2. Algo que pode ser encarado como um novo avanço para uma equipe que busca deixar para trás a tradição perdedora e alcançar o topo do Oeste. A chegada do técnico Doc Rivers fez muito bem ao Clippers, que seguiu mostrando muita força ofensiva, mas que também desenvolveu uma defesa eficiente. A campanha de 57 vitórias em 82 jogos na fase de classificação foi a melhor da história da franquia, que avançou aos playoffs em terceiro lugar do Oeste. Na primeira rodada, não teve vida fácil, mas conseguiu passar em sete jogos pelo Golden State Warriors. Mas a queda diante do Thunder em seguida mostrou que ainda falta subir um degrau na escala de competitividade da conferência.

Três pontos

* Quem bate o olho na lista de jogadores do elenco e vê os nomes de J.J. Redick e Jamal Crawford pode ter a sensação de que um dos pontos mais fortes do Clippers é a bola de três. Mas as coisas não são bem assim. Na última temporada, o time teve aproveitamento de 35,2% nestes arremessos, nona pior marca da liga. Uma evolução nesse aspecto ajudaria demais o sistema ofensivo, evitando que Chris Paul e Blake Griffin fiquem sobrecarregados. Quem também pode contribuir bastante é Jordan Farmar, que converteu cerca de 44% dos chutes de longe nos dois campeonatos passados.

* Até uns anos atrás, era justo dizer que o repertório ofensivo de Blake Griffin se resumia a enterradas. Hoje, não mais. O ala-pivô ainda usa a explosão física fora do comum para cravar com energia impressionante, transformando em pôsteres quem ousar aparecer pelo caminho, mas também vem demonstrando evolução fora do garrafão, convertendo arremessos que antes não se via. Parceiro dele na área pintada, DeAndre Jordan se consolidou no último ano como um defensor de elite próximo à cesta, mas é extremamente limitado ofensivamente, em um nível comprometedor. Pensando nisso, o Clippers foi buscar no mercado de agentes livres Spencer Hawes, um pivô bem melhor qualificado no ataque e que pode até atuar ao lado de Jordan, como um ala-pivô, graças à capacidade de abrir para o chute fora da área pintada. Aquisição bastante valiosa.

* Apesar de o assunto fugir às quatro linhas, será interessante observar o efeito que terá o novo dono do Clippers. O caso de racismo protagonizado por Donald Sterling em abril, durante os playoffs, gerou a revolta de toda a liga, inclusive dos próprios jogadores e da comissão técnica da equipe. Não foi uma situação fácil para eles lidarem, definitivamente. Doc Rivers, por exemplo, chegou a afirmar que não permaneceria no cargo se Sterling continuasse ao redor. Mas as atitudes drásticas foram evitadas porque Steve Ballmer, ex-diretor executivo da Microsoft, apareceu para comprar a franquia por US$ 2 bilhões. Sem o proprietário racista por perto, é de se imaginar um clima bem melhor de trabalho.

Onde pode chegar: ao título do Oeste e, consequentemente, àquela que seria a primeira decisão da história da franquia. Ainda não é o favorito para isso, já que teria de passar por San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder para chegar lá. Mas não é um cenário improvável para uma equipe que vem apresentando evolução ano após ano.

LOS ANGELES LAKERS

Kobe Bryant retorna às quadras. O que ele ainda pode fazer? (Foto: Getty Images)

Kobe Bryant retorna às quadras. O que ele ainda pode fazer? (Foto: Getty Images)

Elenco: Carlos Boozer (ala-pivô), Jabari Brown (ala-armador), Kobe Bryant (ala-armador), Jordan Clarkson (armador), Ed Davis (ala-pivô), Wayne Ellington (ala-armador), Xavier Henry (ala), Jordan Hill (ala-pivô), Wesley Johnson (ala), Ryan Kelly (ala-pivô), Jeremy Lin (armador), Steve Nash (armador), Ronnie Price (armador), Julius Randle (ala-pivô), Robert Sacre (pivô), Roscoe Smith (ala-armador) e Nick Young (ala)

Técnico: Byron Scott

Na última temporada: ficou fora dos playoffs, algo que não acontecia desde 2005. Não passou nem perto de conseguir uma vaga entre os oito do Oeste, por sinal. O Lakers logo deu sinais no campeonato de que faria campanha vexatória, e não deu outra. As 25 vitórias em 82 partidas representaram o pior desempenho da franquia desde 1960, quando o time somou 25 triunfos e ainda tinha Minneapolis como sede. Dois fatores foram determinantes para esse fracasso histórico: as lesões, que reduziram bastante as opções em um elenco que já não era tão brilhante assim, e a defesa, extremamente ineficiente.

Três pontos

* Mike D’Antoni nunca foi um técnico conhecido pelo poder de marcação dos seus times, mas na última temporada ele caprichou. O Lakers levou 109,2 pontos por jogo, marca inferior apenas à de 109,9 do Philadelphia 76ers. Além disso, sofreu 107,9 pontos a cada 100 posses de bola, terceiro pior índice da liga. A tendência é que esse cenário melhore com Byron Scott no comando, mas nem tanto. Até há uma peça ou outra no elenco que trabalha de maneira decente na defesa, mas são exceções que fogem à regra.

*As lesões limitaram Kobe Bryant a apenas seis jogos na última temporada. Aos 36 anos, ele tem a condição física vista sob desconfiança por muita gente neste novo retorno às quadras e certamente tentará usar isso como combustível. Mesmo no melhor cenário possível, é seguro dizer que o craque não será o mesmo jogador que foi em seus melhores dias na NBA — simplesmente porque a ação do tempo não perdoa ninguém. Mas qualquer lapso de genialidade já colaboraria demais. Considerando a natureza competitiva de Kobe e imaginando o tamanho do apetite para silenciar as dúvidas, é de se esperar que ele consiga continuar atuando como uma estrela. Resta saber se o corpo vai aguentar.

* Mesmo se Kobe Bryant não voltar a atuar em alto nível e tudo mais der errado para o Lakers, ainda haverá pelo menos uma boa razão para continuar acompanhando a temporada do time. Essa razão atende pelo nome de Julius Randle. Durante a campanha com Kentucky no torneio universitário, o ala-pivô foi comparado a Zach Randolph, David Lee e qualquer outra máquina de duplo-duplo da liga capaz de atacar com uma série de recursos. Buscar semelhanças é o de menos. O que importa mesmo é que o jovem de 19 anos mostrou ter condição de contribuir imediatamente entre os profissionais e muita personalidade. Basta lembrar da promessa que ele fez, assim que foi selecionado na sétima escolha do Draft, de provocar o arrependimento em todas as equipes que preferiram deixá-lo de lado.

Onde pode chegar: a lugar algum. O time é muito superior ao da última temporada — o que não é tão difícil assim, convenhamos. Vai somar mais vitórias e defender um pouco melhor. Mas não será uma evolução boa o suficiente para garantir um lugar nos playoffs em uma conferência tão acirrada.

MEMPHIS GRIZZLIES

Marc Gasol: em ótima forma, está entre os melhores pivôs da liga (Foto: Getty Images)

Marc Gasol: em ótima forma, está entre os melhores pivôs da liga (Foto: Getty Images)

Elenco: Jordan Adams (ala-armador), Tony Allen (ala-armador), Nick Calathes (ala-armador), Vince Carter (ala), Mike Conley (armador), Marc Gasol (pivô), Kosta Koufos (pivô), Courtney Lee (ala-armador), Jon Leuer (ala-pivô), Quincy Pondexter (ala-armador), Tayshaun Prince (ala), Zach Randolph (ala-pivô), Jarnell Strokes (ala-pivô) e Beno Udrih (armador)

Técnico: David Joerger

Na última temporada: foi eliminado pelo Oklahoma City Thunder na primeira rodada dos playoffs por 4 a 3, tendo chegado a abrir 3 a 2 na série. Ao longo da fase de classificação, conquistou 50 vitórias em 82 jogos e ficou em sétimo lugar no Oeste. Campanha que poderia ter sido ainda melhor se Marc Gasol não ficasse cerca de dois meses fora de combate por causa de uma lesão no joelho. Nas 23 partidas que disputou sem o espanhol, o Grizzlies venceu somente dez vezes. Com ele, o desempenho foi amplamente superior: 40 triunfos e 19 derrotas. Além do retorno do pivô, o que também ajudou na arrancada final rumo à vaga nos playoffs foi a chegada de Courtney Lee, que proporcionou um pouco mais de poder de fogo ao ataque.

Três pontos

* Não é de hoje que Marc Gasol forma com Zach Randolph uma ótima dupla de garrafão, mas dá para dizer que hoje ele é mais importante para o Grizzlies do que o companheiro. Dando tocos ou simplesmente forçando os adversários a mudarem o arremesso, o espanhol se destaca na proteção do aro. Tanto é que foi eleito o melhor defensor da NBA em 2013. No ataque, ele contribui com ganchos perto da cesta, chutes precisos de média distância e uma combinação de ótimo passe e visão de jogo privilegiada que é capaz de fazer estragos na cabeça do garrafão. Itens que fazem dele alguém indispensável para as chances de sucesso do time.

* Apesar de Marc Gasol se mostrar um jogador cada vez melhor, o principal ponto forte da equipe é, de longe, o trabalho coletivo de marcação. A marca de 102,1 pontos sofridos a cada 100 posses de bola foi a sétima melhor da liga na última temporada. Além disso, o Grizzlies foi quem menos permitiu rebotes aos seus oponentes — 39,2 por partida. Isso ajuda a mostrar a eficiência da marcação perto da cesta, mas não é só lá que as coisas funcionam bem. No perímetro, Mike Conley e, principalmente, Tony Allen são capazes de transformar em um inferno a vida de quem se dispõe a atacá-los. Kevin Durant viu isso muito de perto nos playoffs.

* O aproveitamento de 45,9% nas bolas de três fará com que Mike Miller seja uma ausência sentida para o Grizzlies, ainda mais em um ataque que está longe de ser um dos mais produtivos da liga. Por outro lado, o time trouxe Vince Carter, que acertou cerca de 40% dos arremessos de longe nos últimos dois anos da carreira — rendimento que não é tão bom quanto o de Miller, obviamente, mas que não deixa de ser amplamente satisfatório. Só que o repertório de Carter no ataque não se resume apenas a isso. Ele ainda é capaz de somar pontos de outras maneiras e deve assumir com tranquilidade o papel de líder ofensivo dos reservas, algo que já vinha fazendo muito bem em Dallas. Se os calouros Jordan Adams e Jarnell Stokes conseguirem contribuir alguma coisa já de imediato, melhor ainda.

Onde pode chegar: dá para sonhar com a final do Oeste, por que não? Apesar de ter ido aos playoffs em sétimo lugar no último ano, o Grizzlies caiu diante do Oklahoma City Thunder só após sete jogos, tendo perdido algumas partidas que poderia muito bem ter vencido. Em outras palavras: ficou bem perto de eliminar na primeira rodada um oponente que acabou disputando o título da conferência e que forçou Gregg Popovich a fazer alguns ajustes precisos no San Antonio Spurs para levar a série.

MINNESOTA TIMBERWOLVES

Andrew Wiggins: primeira escolha do Draft começa a carreira em Minnesota (Foto: Getty Images)

Andrew Wiggins: primeira escolha do Draft começa a carreira em Minnesota (Foto: Getty Images)

Elenco: Anthony Bennett (ala), Corey Brewer (ala), Chase Budinger (ala), Gorgui Dieng (pivô), Brady Heslip (ala-armador), Robbie Hummel (ala), Zach LaVine (ala-armador), Kevin Martin (ala-armador), Shabazz Muhammad (ala), Nikola Pekovic (pivô), Glenn Robinson III (ala-armador), Ricky Rubio (armador), Ronny Turiaf (ala-pivô), Andrew Wiggins (ala), Mo Williams (armador) e Thaddeus Young (ala)

Técnico: Flip Saunders

Na última temporada: ficou fora dos playoffs, algo que tem acontecido sempre desde 2004. Desta vez, não deu nem para reclamar de lesão de Kevin Love e Ricky Rubio, já que ambos permaneceram saudáveis. O problema mesmo do Timberwolves foi a baixa produção dos jogadores do banco de reservas, que renderam muito pouco se comparados a outras segundas unidades. Além disso, o time sofreu em partidas muito disputadas. Dos 14 jogos ao longo da campanha que foram decididos por até cinco pontos de diferença, a equipe ganhou apenas dois. No fim das contas, foram 40 vitórias conquistadas em 82 compromissos, número que representa um salto em relação aos anos anteriores e que seria bom o suficiente para resultar na classificação aos playoffs na Conferência Leste. Mas não no Oeste.

Três pontos

* Desfazer-se de um craque como Kevin Love não é fácil para ninguém. Mas já que era melhor despachar o ala-pivô agora para não perdê-lo no próximo ano de graça como agente livre, o Timberwolves decidiu agir e acabou recebendo um ótimo pacote. Depois de um ano de estreia complicado em Cleveland, Anthony Bennett terá um pouco mais de espaço para se recuperar. Thaddeus Young é um ala-pivô mais experiente amplamente capaz de contribuir de maneira consistente com pontos e rebotes. Mas o principal atrativo é a primeira escolha de um Draft tão promissor como o deste ano. Andrew Wiggins é excelente defensor, dono de uma capacidade atlética impressionante e de um potencial imenso. Tão grande que será uma surpresa se ele não se consolidar como uma estrela da liga ao longo da carreira.

* Além de Wiggins, o Timberwolves conta com um outro calouro extremamente atlético e capaz de ajudar bastante neste processo de reconstrução da equipe. Trata-se de Zach LaVine, produto de UCLA que pode jogar nas duas posições da armação e que apresentou, além de toda a velocidade em quadra, bom arremesso. Levando ainda em conta Gorgui Dieng e Shabazz Muhammad, que entram no segundo ano de carreira, o time tem uma boa quantidade de jovens que elevarão demais o nível de contribuição do banco de reservas se conseguirem mostrar serviço.

* De uns tempos para cá, Gorgui Dieng tem impressionado em quadra. Na Copa do Mundo, foi o líder de uma campanha surpreendente de Senegal, que contrariou as expectativas e passou da primeira fase. Antes disso, na reta final da última temporada, ele já havia aproveitado os minutos que ganhou com o desfalque de Nikola Pekovic para registrar atuações de impacto, com duplos-duplos em série. Como os dois têm características que praticamente impossibilitam que joguem juntos, será interessante observar como Flip Saunders dosará o tempo de quadra deles. Reduzir o espaço do veterano para continuar apostando na evolução do jovem ou seguir sem mexer na estrutura? Qual caminho vale a pena seguir?

Onde pode chegar: é um time novo, com jovens atléticos que podem explodir e fazer barulho na liga daqui a uns anos, mas não agora. Não será desta vez que o Timberwolves retornará aos playoffs.

NEW ORLEANS PELICANS

Anthony Davis: ala-pivô já é uma realidade na NBA (Foto: Getty Images)

Anthony Davis: ala-pivô já é uma realidade na NBA (Foto: Getty Images)

Elenco: Alexis Ajinca (pivô), Ryan Anderson (ala-pivô), Omer Asik (pivô), Luke Babbitt (ala), Anthony Davis (ala-pivô), Tyreke Evans (ala-armador), Jimmer Fredette (armador), Eric Gordon (ala-armador), Jrue Holiday (armador), Darius Miller (ala), Austin Rivers (ala-armador), John Salmons (ala), Russ Smith (armador),  Jeff Whitey (pivô) e Patric Young (ala-pivô)

Técnico: Monty Williams

Na última temporada: ficou fora dos playoffs. As aquisições de Tyreke Evans e Jrue Holiday e a evolução natural de Anthony Davis sugeriam que o time superasse as 27 vitórias do ano anterior. De fato, houve uma evolução. Mas além de a defesa ter sido uma das mais fracas da liga, as lesões de Ryan Anderson e do próprio Holiday atrapalharam bastante os planos. Tudo o que o Pelicans conseguiu foi alcançar 34 triunfos, o que o deixou bem longe de uma briga entre os oito melhores do Oeste.

Três pontos

* Depois de uma temporada de estreia relativamente discreta, Anthony Davis estourou na última. Continuou a mostrar por que tinha sua defesa bastante elogiada nos tempos de universitário ao liderar a liga em tocos (com a média de 2,8 por jogo) e aumentou consideravelmente a produção ofensiva. Não à toa, foi chamado para participar do “All-Star Game”. Na Copa do Mundo, assumiu papel de liderança dentro de quadra durante a caminhada norte-americana que culminou no título. A julgar por tudo o que se viu nos últimos meses, a tendência é que Davis continue evoluindo, ao ponto de se consolidar como uma das principais estrelas da NBA e brigar no futuro pelo prêmio de MVP da liga.

* Esse papo de jovem prestes a estourar e virar uma grande estrela da NBA não leva boas recordações a um outro atleta do elenco. O nome dele é Tyreke Evans. Em 2010, ganhou o prêmio de melhor novato da liga de maneira incontestável. Na temporada de estreia, jogou tão bem como armador do Sacramento Kings que acabou se tornando o quarto apenas o quarto atleta da história da liga a emplacar médias de pelo menos 20 pontos, 5 rebotes e 5 assistências por partida. Os outros três foram simplesmente Oscar Robertson, Michael Jordan e LeBron James. O problema é que ele nunca mais passou nem perto de manter o alto nível, o que se explica em boa parte devido à dificuldade de encontrar a real posição na liga. Parece agora ter se estabelecido como ala e busca no Pelicans recolocar a carreira nos trilhos. Provavelmente, nunca mais repetirá o basquete que um dia já apresentou, mas ainda pode ser útil se passar um pouco perto disso. Outra decepção no grupo e Eric Gordon. Talentoso e ótimo chutador, é verdade. Mas a resistência às lesões é um ponto fraco. Bem como a defesa.

* Defesa deficiente não é exclusividade de Eric Gordon, não. O índice do Pelicans de 107,3 pontos sofridos a cada 100 posses de bola foi o quinto pior da liga. Isso apesar dos tocos de Anthony Davis. Além dele, o garrafão ganha uma outra muralha dentro do garrafão com a chegada do turco Omer Asik. É uma dupla que complicará demais a tarefa dos adversários de somar pontos na área pintada. Mas os jogadores de perímetro também vão precisar aparecer para ajudar.

Onde pode chegar: dá até para sonhar com uma vaga nos playoffs se as lesões não voltarem a atrapalhar, já que a tendência é aumentar consideravelmente o número de vitórias. Mas não é muito provável que isso aconteça, não.

OKLAHOMA CITY THUNDER

Russell Westbrook e Kevin Durant podem levar o Thunder ao título? (Foto: Getty Images)

Russell Westbrook e Kevin Durant podem levar o Thunder ao título? (Foto: Getty Images)

Elenco: Steven Adams (pivô), Nick Collison (ala-pivô), Kevin Durant (ala), Serge Ibaka (ala-pivô), Reggie Jackson (armador), Grant Jerrett (ala-pivô), Perry Jones (ala), Jeremy Lamb (ala-armador), Mitch McGary (ala-pivô), Anthony Morrow (ala-armador), Kendrick Perkins (pivô), Andre Roberson (ala), Sebastian Telfair (armador), Lance Thomas (ala) e Russell Westbrook (armador)

Técnico: Scott Brooks

Na última temporada: foi eliminado pelo San Antonio Spurs na final da conferência por 4 a 2. Durante a fase de classificação, teve Russell Westbrook ser limitado a apenas 46 jogos devido às cirurgias no joelho direito. Por outro lado, Kevin Durant emplacou atuações iluminadas, levando o Thunder à segunda melhor campanha do Oeste, com 59 vitórias — além, é claro, de render a ele o prêmio de MVP. Completo, o time encontrou muitas dificuldades contra o Memphis Grizzlies na primeira rodada, mas avançou em sete partidas. Depois, encarou o Los Angeles Clippers e ganhou por 4 a 2. Contra o Spurs, perdeu os dois primeiros duelos sem poder contar com Serge Ibaka. Com a volta do ala-pivô, venceu duas vezes seguidas e empatou a série. Gregg Popovich e companhia se viram em maus lençóis, mas encontraram uma maneira de reverter o momento, levaram a melhor nos dois embates seguintes e seguiram em direção ao título.

Três pontos

* Chegou a hora de Kendrick Perkins perder a vaga no quinteto inicial? Se ainda não, isso parece estar próximo de acontecer. Tudo porque Steven Adams mostrou uma evolução surpreendente durante a temporada de novato, subindo bastante de produção durante os playoffs. Defende com extrema competência, sem medo algum de colocar o corpo na disputa com ninguém perto da cesta. No ataque, não é brilhante, mas é muito mais ativo do que o veterano, cuja imensa falta de intimidade com a bola nas mãos facilita demais a vida da marcação do outro lado.

* Há uma grande indefinição na posição de ala-armador. Thabo Sefolosha costumava ser o dono dela devido ao alto nível defensivo, mas perdeu espaço na série contra o San Antonio Spurs por deixar a desejar ofensivamente e acabou se mandando para o Atlanta Hawks. A vaga naquela oportunidade ficou com Reggie Jackson, que explodiu na fase de classificação durante a ausência de Russell Westbrook muito graças à habilidade de produzir pontos. Ele já deixou claro que não quer ser reserva, mas restaria saber como se viraria por ali a longo prazo. A marcação diante de atletas mais altos e o ajuste das ações ofensivas ao lado de Westbrook seriam alguns dos desafios. Jeremy Lamb, que ainda não mostrou a que veio desde que foi envolvido na troca com James Harden, o especialista em defesa Andre Roberson e o recém-chegado Anthony Morrow são outras opções para o setor.

* Se Reggie Jackson virar mesmo titular, o Thunder verá um dos seus pontos mais fracos perder ainda mais força: a produção do banco de reservas. Ao longo da última temporada, não foi difícil perceber o quanto Scott Brooks encontrou problemas quando teve de colocar a segunda unidade em quadra. Anthony Morrow pode ajudar nesse sentido, mas o treinador vai precisar que mais gente apareça para aliviar o peso em cima dos titulares. Basicamente, de quem já estava na equipe, uma vez que o grupo é praticamente o mesmo em relação ao ano anterior.

Onde pode chegar: com uma dupla tão talentosa quanto Kevin Durant e Russell Westbrook e um protetor do aro tão eficiente quanto Serge Ibaka, não dá para traçar uma meta que não seja uma nova conquista do Oeste, algo que já aconteceu em 2012. Mas ficou claro no último ano que isso só vai acontecer se o time conseguir envolver mais os outros jogadores no ataque.

PHOENIX SUNS

Goran Dragic, o jogador que mais evoluiu na última temporada da NBA (Foto: Getty Images)

Goran Dragic, eleito o jogador que mais evoluiu na última temporada da NBA (Foto: Getty Images)

Elenco: Eric Bledsoe (armador), Goran Dragic (armador), Zoran Dragic (ala-armador), Tyler Ennis (armador), Archie Goodwin (ala-armador), Gerald Green (ala), Alex Len (pivô), Marcus Morris (ala-pivô), Markieff Morris (ala-pivô), Miles Plumlee (pivô), Shavlik Randolph (ala-pivô), Isaiah Thomas (armador), Anthony Tolliver (ala-pivô), P.J. Tucker (ala) e T.J. Warren (ala)

Técnico: Jeff Hornacek

Na última temporada: ficou fora dos playoffs. Por muito pouco, é bom que ninguém se esqueça. Foram 48 vitórias em 82 jogos, apenas uma a menos que o Dallas Mavericks, que acabou se classificando em oitavo no Oeste. Apesar de a vaga não ter sido alcançada,seria injusto não fazer um balanço extremamente positivo da campanha do Suns. Afinal de contas, a equipe começou o campeonato cotada para ser saco de pancadas e brigar por uma posição alta no Draft. Mas o time leve e de ataque veloz arquitetado por Jeff Hornacek e liderado dentro de quadra por Goran Dragic, que terminou o ano eleito o jogador que mais evoluiu na NBA, contrariou às expectativas iniciais e escreveu uma das histórias mais surpreendentes da liga nos últimos tempos.

Três pontos

* Havia uma certa dúvida antes da última temporada sobre Goran Dragic e Eric Bledsoe jogando juntos, mas a dupla funcionou muito bem no sistema de jogo veloz de Jeff Hornacek. Dragic se firmou como o líder deste time e teve o ótimo desempenho reconhecido com a nomeação ao terceiro quinteto ideal da NBA. Chamado um tempo atrás de “mini LeBron”, Bledsoe é um pontuador explosivo e bom defensor que foi limitado a apenas 43 partidas por causa da cirurgia que passou no joelho direito, mas o Suns venceu 28 destes jogos com ele. Deixar dois armadores em quadra ao mesmo tempo deu tão certo que o time não hesitou em buscar ainda mais nomes para entrar nesta rotação. A escolha de primeira rodada no Draft foi usada para aquirir Tyler Ennis, produto de Syracuse que chuta bem de longe e marca de maneira agressiva. No mercado de agentes livres, assinou com Isiah Thomas, que vinha sendo titular do Sacramento Kings. Da Europa, trouxe Zoran Dragic, irmão de Goran, após boas exibições na Copa do Mundo. São nomes muito bons, que ampliam ainda mais o leque de opções de qualidade para o setor.

* A única baixa considerável da equipe em relação ao último ano é Channing Frye, ala-pivô que teve participação muito importante saindo para o chute de longe e abrindo espaço no garrafão para os armadores infiltrarem com facilidade um pouco maior. Quem chegou para a posição foi Anthony Tolliver, que acertou 41,3% das bolas de três na temporada passada e pode se encaixar bem no esquema de jogo do Suns. Uma outra possibilidade é alguém que já estava no Arizona. Trata-se de Markieff Morris. Ele não tem a mesma pontaria calibrada nos chutes de três que Tolliver, mas arremessa bem de fora do garrafão. O que já é suficiente para criar espaços na área pintada.

* Um ano atrás, o Suns abriu mão de Luis Scola em troca de Miles Plumlee, Gerald Green e ainda uma escolha futura de Draft. No primeiro momento, pareceu ser um negócio amplamente favorável ao Indiana Pacers, que, em tese, teria no ala-pivô argentino uma ferramente extremamente valiosa para um salto de produtividade do banco de reservas. Mas, na prática, as coisas se saíram de maneira completamente diferente do previsto. Scola não foi tão bem assim no Pacers, que teve justamente a segunda unidade como um dos pontos críticos na última temporada. Já a equipe do Arizona contou com contribuições bem valiosas dos dois jogadores que adquiriu na troca. Plumlee se estabeleceu como pivô titular e contribuiu com 8,1 pontos e 7,8 rebotes em menos de 25 minutos por partida. Já Green surpreendeu até mesmo os seus mais fiéis defensores, consolidando-se como o terceiro cestinha do Suns no campeonato, com 15,8 pontos de média — melhor marca de toda a carreira.

Onde pode chegar: aos playoffs, algo que ficou muito perto de acontecer na última temporada. Com um elenco um pouco mais forte e a volta de Eric Bledsoe, não há motivos para não imaginar o Suns brigando de novo por um lugar entre os oito melhores do Oeste.

PORTLAND TRAIL BLAZERS

Chute certeiro de Damian Lillard levou o Blazers à semifinal do Oeste. Dá para ir mais longe? (Foto: Getty Images)

Chute de Damian Lillard levou o Blazers à semifinal do Oeste. Dá para ir além? (Foto: Getty Images)

Elenco: LaMarcus Aldridge (ala-pivô), Will Barton (ala-armador), Nicolas Batum (ala), Steve Blake (armador), Victor Claver (ala-pivô), Allen Crabbe (ala-armador), Joel Freeland (pivô), Chris Kaman (pivô), Meyers Leonard (pivô), Damian Lillard (armador), Robin Lopez (pivô), Wesley Matthews (ala-armador), C.J. McCollum (ala-armador), Thomas Robinson (ala-armador) e Dorell Wright (ala)

Técnico: Terry Stotts

Na última temporada: foi eliminado pelo San Antonio Spurs na semifinal de conferência por 4 a 0, depois de ter eliminado o Houston Rockets na primeira rodada dos playoffs por 4 a 2. Resultado que pode ser considerado muito positivo para uma equipe que não vencia uma série desde 2000 e que pouca gente esperava ver entre os principais concorrentes do Oeste. Damian Lillard não só confirmou a boa impressão deixada no ano de novato como subiu ainda mais de produção. Mas o grande líder da equipe atende LaMarcus Aldridge, que se aproveitou muito bem de ter um parceiro de garrafão como Robin Lopez para se consolidar entre os melhores alas-pivôs da atualidade. O desempenho marcante contra o Rockets nos playoffs foi apenas uma pequena amostra da série de atuações decisivas enfileiradas pela dupla ao longo do campeonato.

Três pontos

* O Blazers tem um dos melhores quintetos iniciais da NBA. Damian Lillard e LaMarcus Aldridge são referências em suas respectivas posições e disputaram o último “All-Star Game”. Wesley Matthews e Nicolas Batum são bons chutadores de longe e contribuem mesmo quando não pontuam, por fazerem bem um monte de outras coisas em quadra. O problema vinha sendo a produção dos reservas, algo que dava dores de cabeça a Terry Stotts quando era necessário descansar os titulares. Para fortalecer um pouco essa deficiência, o time foi buscar o armador Steve Blake e o pivô Chris Kaman, nomes experientes que já não estão mais no auge da forma, mas que ainda podem ser úteis com minutos reduzidos. Quem também pode ajudar mais na segunda unidade é CJ McCollum. Conhecido pela capacidade de pontuar nos tempos de universitário, o ala-armador foi limitado a apenas 38 partidas no ano de calouro por causa de uma lesão no pé.

* A defesa ainda não é uma referência na NBA, mas mostrou na última temporada uma melhora considerável. Os 104,7 pontos sofridos a cada 100 posses de bola representam a 16ª melhor marca da liga, um salto evidente diante da lembrança de que o desempenho neste mesmo quesito no ano anterior tinha sido o quinto pior.

* Na última temporada, o Blazers liderou a NBA em rebotes. Foi também quem teve o melhor aproveitamento nos lances livres. Mas o que mais chamou a atenção em quem assistiu aos jogos da equipe foi a movimentação de bola no ataque. A troca de passes impressionou pela beleza, mas também pela eficiência. Um indicativo disso é a taxa de assistências por desperdícios de posse de bola, que atingiu a marca de 1,69 — a sexta melhor de toda a liga.

Onde pode chegar: às semifinais do Oeste, mesmo lugar atingido no último ano. Repetir a campanha já estaria de bom tamanho, especialmente em uma conferência tão concorrida. Ir além disso? Dá para acontecer, mas é bem improvável. O fato é que esse time do Blazers ainda não parece preparado para brigar em condições de igualdade com as grandes potências. A maneira como perdeu para o Spurs nos playoffs deixou isso claro. Mas a sensação é o caminho que tem sido percorrido é o correto.

SACRAMENTO KINGS

Já dá para DeMarcus Cousins pensar em mais vitórias do que derrotas no Sacramento Kings? (Foto: Getty Images)

DeMarcus Cousins: muito talento, poucos nervos no lugar (Foto: Getty Images)

Elenco: Omri Casspi (ala), Darren Collison (armador), DeMarcus Cousins (pivô), Reggie Evans (ala-pivô), Rudy Gay (ala), Ryan Hollins (pivô), Trey Johnson (ala-armador), Carl Landry (ala-pivô), Ray McCallum (armador), Ben McLemore (ala-armador), Eric Moreland (ala-pivô), Ramon Sessions (armador), Nik Stauskas (ala-armador), Jason Thompson (ala-pivô), Derrick Williams (ala-pivô)

Técnico: Michael Malone

Na última temporada: ficou fora dos playoffs, algo que tem acontecido com o Kings desde 2006. As 28 vitórias em 82 jogos no primeiro ano sob o comando de Michael Malone fizeram com que o desempenho fosse exatamente o mesmo que Keith Smart teve ano anterior, antes de ser demitido. A campanha foi a terceira pior do Oeste, o que acabou frustrando as expectativas de quem imaginou que a chegada de Rudy Gay na troca com o Toronto Raptors pudesse melhorar a situação. Apesar do ala, do bom desempenho de Isiah Thomas e da excelente produção de DeMarcus Cousins no garrafão, o time não se encaixou e continuou somando muito mais derrotas do que gostaria.

Três pontos

* Com 33,3% de aproveitamento, o Kings foi o quarto pior time nas bolas de três na última temporada. Rudy Gay, Ben McLemore e o recém-chegado Darren Collison, jogadores que devem ser titulares, não assustam quando recebem a bola em posição de chute de longa distância. Mas uma novidade que pode ajudar a melhorar um pouco essa deficiência é o calouro Nik Stauskas, que se destacou no basquete universitário justamente desta maneira.

* Com a saída de Isiah Thomas para o Phoenix Suns, há uma certa desconfiança com relação à armação da equipe. A principal novidade para o setor é Darren Collison, que não permaneceu no Los Angeles Clippers. Ele até fazia um bom trabalho por lá como substituto de Chris Paul, mas mostrou-se muito irregular nos momentos da carreira em que teve a chance de ser o dono da posição. Agora, ele receberá mais uma vez essa oportunidade. Chegou a hora de provar que pode manter o nível de Thomas e, mais do que isso, convencer os críticos de que tem condições de triunfar na liga como titular.

* Duas principais peças do sistema ofensivo, DeMarcus Cousins e Rudy Gay foram responsáveis por muitos desperdícios. Juntos, tiveram 6,5 por jogo na última temporada. Uma redução neste número ajudaria bastante o Kings a ficar um pouco mais competitivo no Oeste. Outro item bastante valioso nesse sentido diz respeito à evolução da defesa, que permitiu aos adversários 106,3 pontos sofridos a cada 100 posses de bola — oitava marca mais alta da liga.

Onde pode chegar: se nada de muito absurdo acontecer, o Kings verá a espera pelo retorno aos playoffs aumentar um ano. Ficou faltando muita coisa para o time chegar entre os oito melhores do Oeste na última temporada. Para o cenário ser diferente desta vez, muita coisa precisaria ter sido melhorada. Algo que não parece ter acontecido.

SAN ANTONIO SPURS

San Antonio Spurs, cinco vezes campeão da NBA (Foto: AP)

San Antonio Spurs, cinco vezes campeão da NBA (Foto: AP)

Elenco: Kyle Anderson (ala-armador), Jeff Ayres (ala-pivô), Aron Baynes (pivô), Marco Belinelli (ala-armador), Matt Bonner (ala-pivô), Austin Daye (ala), Boris Diaw (ala-pivô), Tim Duncan (ala-pivô), Mani Ginóbili (ala-armador), Danny Green (ala-armador), Cory Joseph (armador), Kawhi Leonard (ala), Patty Mills (armador), Tony Parker (armador) e Tiago Splitter (pivô)

Técnico: Gregg Popovich

Na última temporada: foi campeão, derrotando o Miami Heat na decisão por 4 a 1 com um basquete que encantou pelo estilo solidário ao extremo, capaz de rodar a bola por todo o ataque em um ritmo bem rápido até alguém aparecer com um pouco mais de espaço para a definição. Já tinha dado sinais do que era capaz durante a fase de classificação, ao engatar uma sequência de 19 vitórias. No total, foram 62 em 82 jogos, o que resultou na melhor campanha de toda a liga. Nos playoffs, teve dificuldades diante do Dallas Mavericks e precisou de sete partidas para despachar os rivais do Texas. Varreu o Portland Trail Blazers em quatro jogos, antes de encontrar um pouco mais de resistência contra o Oklahoma City Thunder. Mas o trabalho de Gregg Popovich prevaleceu, e o time seguiu em direção ao título.

Três pontos

* Uma das coisas que tiveram grande impacto positivo para o Spurs na série final contra o Miami Heat foi o comportamento de Kawhi Leonard. O talento e os atributos físicos privilegiados à disposição da defesa sempre estiveram lá, mas o que realmente chamou a atenção foi uma mudança ofensiva, agredindo a cesta e chutando de longe sem hesitação. Deu tão certo que o ala acabou sendo eleito o MVP da decisão. Será interessante observar neste novo campeonato se ele manterá essa postura de liderança com a bola nas mãos.

* O elenco é praticamente o mesmo que chegou à decisão nas duas últimas temporadas. Todas as principais peças foram mantidas, o que automaticamente já faz do Spurs o time a ser batido. Veteranos como Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili estão mais velhos, obviamente, mas isso não tem sido problema. Em meio a um grupo tão rico em opções, o trio não fica sobrecarregado de minutos e consegue ainda produzir em alto nível quando acionado. Como se essa manutenção das peças não fosse o bastante, Gregg Popovich ganhou mais uma alternativa que pode ser interessante. Trata-se de Kyle Anderson, ala selecionado na primeira rodada do Draft deste ano. O bom arremesso, a altura privilegiada para a posição e a inteligência em quadra fazem muita gente considerar o jovem produto de UCLA um encaixe perfeito em San Antonio.

* A maior dúvida ao redor do Spurs nesta nova temporada se refere mais ao aspecto mental: ainda há apetite? No último ano, motivação não faltava. Pelo contrário. A derrota para o Miami Heat em 2013, depois de ter visto o título bem perto no sexto jogo da série, encheu o time de disposição para buscar dar o troco. Não à toa, a palavra “redenção” foi bastante dita pelos jogadores após a conquista do último ano. O alívio após essa missão bem sucedida pode ter como relaxamento como consequência. Evitar que isso aconteça talvez seja a maior tarefa dos campeões.

Onde pode chegar: por tudo o que jogou no último ano, por ter mantido todos os jogadores importantes para o título e, principalmente, por causa de um homem chamado Gregg Popovich, não é difícil imaginar o Spurs se sagrando campeão da NBA pela sexta vez.

UTAH JAZZ

Gordon Hayward: contrato gordo e maior responsabilidade (Foto: Getty Images)

Gordon Hayward: contrato gordo e maior responsabilidade (Foto: Getty Images)

Elenco: Trevor Booker (ala-pivô), Trey Burke (armador), Alec Burks (ala-armador), Ian Clark (ala-armador), Jeremy Evans (ala), Dante Exum (ala-armador), Derrick Favors (ala-pivô), Carrick Felix (ala-armador), Rudy Gobert (pivô), Gordon Hayward (ala), Rodney Hood (ala-armador), Joe Ingles (ala), Enes Kanter (pivô), Toure Murry (ala) e Steve Novak (ala)

Técnico: Quin Snyder

Na última temporada: ficou fora dos playoffs. Nem dava para esperar outra coisa mesmo de um time que não escondeu de ninguém o desejo de se reformular completamente. Isso ficou claro com a decisão do Jazz de abrir mão dos jogadores um pouco mais experientes, como Al Jefferson e Paul Millsap, para deixar os jovens mostrarem em quadra se de fato têm talento para seguirem em frente ou não. A estratégia passou a sensação de que há a possibilidade de um futuro competitivo em Salt Lake City, mas também resultou em uma campanha de 25 vitórias em 82 jogos, a pior do Jazz desde 1982.

Três pontos

* Algumas defesas tiveram baixo rendimento na última temporada, mas nenhuma fez tão feio quanto a do Jazz. Além de ter sofrido 109,1 pontos a cada 100 posses de bola, permitiu aos adversários um aproveitamento de 47,3% nos arremessos. Ambas as marcas foram as piores da liga e apontam uma necessidade urgente de evolução neste sentido. Apresentar essa melhoria é um dos principais desafios do recém-contratado Quin Snyder.

* Quem demonstrou recentemente alguma capacidade de se destacar defensivamente foi Rudy Gobert, que participou muito bem desta maneira na campanha da França na Copa do Mundo. Ele tem tudo para travar uma disputa interessante por minutos com Enes Kanter e Derrick Favors. Bastante elogiado por quem teve a oportunidade de vê-lo de perto, o novato Dante Exum buscará espaço como armador ou mesmo como ala-armador, setores que já conta com Trey Burke e Alec Burks. Considerando ainda Gordon Hayward, chega-se a sete jogadores cheios de potencial ou que já apresentam evolução notável. Mais que isso tudo: nenhum deles tem mais de 23 anos. Dado extremamente animador para as intenções do Jazz.

* Um destes jovens já tem responsabilidade consideravelmente maior em relação aos demais. Trata-se de Gordon Hayward. O ala recebeu uma proposta de contrato máximo do Charlotte Hornets, mas o Jazz optou por cobrir a oferta e mantê-lo no elenco. Cabe a ele agora justificar o investimento, dando sequência à evolução apresentada nos últimos anos e comportando-se como um líder dentro de quadra, criando cada vez mais situações de arremesso para ele próprio e para os companheiros. Justamente o que se espera de alguém que recebe tanta grana.

Onde pode chegar: falar em playoffs ainda é algo precoce em Salt Lake City. O objetivo no momento é simplesmente apresentar evolução em relação ao ano anterior. Neste processo de amadurecimento, ainda vai levar mais um tempo para o Jazz brigar por uma vaga entre os oito melhores do Oeste.

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domingo, 19 de outubro de 2014 NBA | 08:00

Griffin cansou de receber faltas duras e ficar quieto. Mas exagerou contra o Jazz

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Enquanto o Flamengo era derrotado pelo Memphis Grizzlies em seu último ato da excursão pelos Estados Unidos, um outro lance chamou a atenção na noite de sexta-feira pela pré-temporada da NBA. Durante o terceiro quarto da vitória do Los Angeles Clippers sobre o Utah Jazz por 101 a 97, Blake Griffin partiu para cima de Trevor Booker depois de receber uma falta que o impediu de enterrar.

Veja abaixo:

Griffin, que nunca teve o hábito de reagir desta maneira às faltas duras que recebe, disse após o jogo que considera a ideia de fazer isso mais vezes daqui para a frente. “É questão de me defender”, afirmou o ala-pivô à ESPN norte-americana.

“Por um lado, as pessoas me dizem que eu deveria fazer alguma coisa”, observou o ala-pivô em relação às faltas duras que se acostumou a sofrer. “Por outro lado, tem gente que me diz para não reclamar e só jogar bola. Eu não vou conseguir agradar todo mundo, mas preciso fazer o que eu julgar que seja correto.”

Tudo bem. Se Griffin entender que não dá mais para apanhar tanto e ficar quieto, ele que se defenda. Mas neste lance em especial, houve uma dose de exagero. A falta de Booker não pareceu ser das mais pesadas. O que o atleta do Jazz poderia ter feito diferente? Nada.

O ala-pivô do Clippers é muito forte e extremamente explosivo, tanto é que já transformou uma série de oponentes em pôsteres com suas cravadas cheias de energia. Para contê-lo e mandá-lo para a linha do lance livre, o jogador do outro lado precisa ir com força para a falta — o que não significa sem lealdade, que fique bem claro.

Caso contrário, o oponente acabará permitindo uma jogada de três pontos. Isso se der sorte. Porque ele também correrá o risco de ser mandado para longe por Griffin.

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segunda-feira, 2 de junho de 2014 NBA | 20:50

Caso mais recente anima Miami Heat, mas finais repetidas da NBA costumam ter campeões diferentes

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A exemplo do que aconteceu em 2013, o campeão da NBA sairá novamente de um confronto entre Miami Heat e San Antonio Spurs. A repetição de uma decisão em temporadas seguidas é algo que não acontece sempre e tem sido cada vez mais raro. A última vez que isso aconteceu foi há quase duas décadas, quando Chicago Bulls e Utah Jazz disputaram as finais de 1997 e 1998.

Chicago Bulls x Utah Jazz, a última final que aconteceu em anos consecutivos (Foto: Getty Images)

Chicago Bulls x Utah Jazz, a última final que aconteceu em anos consecutivos (Foto: Getty Images)

Se o enredo desta vez seguir a mesma linha do que se viu 16 anos atrás, a torcida em Miami já pode se preparar para festejar nas ruas da cidade. Isso porque aquelas duas decisões tiveram o mesmo vencedor: o Bulls, que fechou ambas as séries em seis duelos e contou com arremessos decisivos nos sextos jogos.

Em 1997, o responsável pelo chute da vitória foi Steve Kerr. O armador se aproveitou da dupla marcação que apareceu em cima de Michael Jordan, correu para a cabeça do garrafão, recebeu o passe e chutou. Livre e equilibrado. O acerto colocou o Bulls dois pontos à frente, restando cinco segundos para o fim. O Jazz ainda teve uma última chance de evitar o revés e sobreviver, mas Scottie Pippen interceptou a reposição de bola e ainda conseguiu fazer o passe para Toni Kukoc, que enterrou e deu números finais ao placar: 90 a 86.

No ano seguinte, foi Jordan mesmo quem brilhou nos momentos derradeiros. Também restando cinco segundos no relógio, ele encestou a bola que virou o jogo para o Bulls. O lance aconteceu após um drible em cima de Bryon Russell, que aconteceu depois de um desarme preciso em Karl Malone. Foi o ato final de um minuto que beira a perfeição individual e que ajuda muito a mostrar a grandeza dele para quem não teve a chance de vê-lo em ação.

Apesar do caso mais recente, o histórico de finais repetidas da NBA mostra que raramente elas terminam com um mesmo vencedor. Além de Jordan, Pippen e companhia, o único time que conseguiu bater o mesmo rival duas vezes seguidas na decisão foi o Boston Celtics, durante a dinastia construída ao longo da década de 1960.

Antes de Heat e Spurs, a NBA já viu outras 12 finais acontecerem em anos consecutivos.

Veja abaixo:

1997 e 1998
Finalistas:
Chicago Bulls x Utah Jazz
Mandos de quadra: Bulls em 1997, Jazz em 1998
Resultado: o Bulls ganhou as duas por 4 a 2

1988 e 1989
Finalistas:
Detroit Pistons x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Lakers em 1988, Pistons em 1989
Resultado: o Lakers ganhou a primeira final por 4 a 3, o Pistons venceu a segunda por 4 a 0

1984 e 1985
Finalistas:
Boston Celtics x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 3, o Lakers venceu a segunda por 4 a 2

1982 e 1983
Finalistas:
 Philadelphia 76ers x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: 76ers em ambos os anos
Resultado: o Lakers ganhou a primeira final por 4 a 3, o Sixers venceu a segunda por 4 a 0

1978 e 1979
Finalistas: Washington Bullets x Seattle Supersonics
Mando de quadra: Sonics em 1978, Bullets (atual Wizards) em 1979
Resultado: o Bullets (atual Wizards) ganhou a primeira final por 4 a 3,  Sonics venceu a segunda por 4 a 1

1972 e 1973
Finalistas:
 New York Knicks x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Lakers em ambos os anos
Resultado: o Lakers ganhou a primeira final por 4 a 1, Knicks venceu a segunda também por 4 a 1

1968 e 1969
Finalistas:
 Boston Celtics  x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Celtics em 1968, Lakers em 1969
Resultado:
 o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 2 e a segunda por 4 a 3

1965 e 1966
Finalistas:
Boston Celtics x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 1 e a segunda por 4 a 3

1962 e 1963
Finalistas:
 Boston Celtics x Los Angeles Lakers
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 3 e a segunda por 4 a 2

1960 e 1961
Finalistas:
Boston Celtics x St. Louis Hawks
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 3 e a segunda por 4 a 1

1957 e 1958
Finalistas:
Boston Celtics x St. Louis Hawks
Mando de quadra: Celtics em ambos os anos
Resultado: o Celtics ganhou a primeira final por 4 a 3, Hawks venceu a segunda por 4 a 2

1952 e 1953
Finalistas:
 New York Knicks x Minneapolis Lakers
Mando de quadra: Lakers em ambos os anos
Resultado: o Lakers ganhou a primeira por 4 a 3 e a segunda por 4 a 1

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 NBA | 19:26

O homem que marcou Salt Lake City

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Um importante capítulo na história da NBA teve início há exatos 25 anos. No dia 9 de dezembro de 1988, o Utah Jazz perdeu dentro de casa do Dallas Mavericks por 97 a 89. A derrota marcou a estreia de Jerry Sloan (foto: Getty Images) como técnico da equipe de Salt Lake City, cargo que foi dele nas duas décadas seguintes.

Coach Jerry Sloan

Aos 46 anos na época, Sloan já tinha experiência como treinador. Entre 1979 e 1982, comandou o Chicago Bulls, time que defendeu por dez temporadas como jogador. A passagem por lá foi tão marcante que a camisa que ele utilizava, a de número 4, é uma das quatro únicas aposentadas pela franquia de Illionis. As outras três, em ordem de importância, são: a 23 de Michael Jordan, a 33 de Scottie Pippen e a 10 de Bob Love.

Depois que saiu de Chicago, Sloan passou a trabalhar como auxiliar no Utah Jazz. A oportunidade de assumir o cargo de treinador apareceu depois que seu antecessor, Frank Layden, se tornou presidente da equipe de Salt Lake City e o selecionou como substituto.

A escolha mostrou-se bastante acertada. Até hoje, Sloan é o único técnico a somar mil vitórias por uma única equipe da NBA. Somando a passagem pelo Bulls, o retrospecto é de 1.221 vitórias e 803 derrotas, o que resulta em um aproveitamento de 60.3%. Apenas Don Nelson (1.335) e Lenny Wilkens (1.332) triunfaram mais vezes.

Foi com Sloan no comando que o Jazz esteve mais perto de ser campeão do que em qualquer outro momento dos seus quase 40 anos de história. É seguro dizer que se não fosse pelo azar de o ótimo time montado por ele ter sido contemporâneo ao Bulls de Michael Jordan e companhia, seu currículo hoje contaria com os títulos de 1997 e 1998.

Conhecido pela notável capacidade de defender nos tempos de jogador, Sloan procurava fazer com que seus comandados tivessem essa mesma característica. No outro lado da quadra, o ataque teve por muito tempo Karl Malone no papel de principal finalizador das jogadas. Algo bastante lógico, tratando-se de um dos principais alas-pivôs de todos os tempos. Ainda assim, as ações ofensivas eram muito bem distribuídas. Jogadores como Jeff Hornacek e Bryon Russell se aproveitavam do espaço criado e representavam uma ameaça para os rivais nos arremessos de longa distância. Isso tudo era orquestrado por John Stockton, um dos mais brilhantes maestros que o basquete já viu.

Jerry Sloan conversa com os jogadores do Utah Jazz durante jogo pela final da NBA de 1998 (Foto: Getty Images)

Jerry Sloan conversa com os jogadores do Utah Jazz durante jogo pela final da NBA de 1998 (Foto: Getty Images)

Time no qual construiu a carreira de jogador e que o impediu de ser campeão como treinador, o Chicago Bulls também foi responsável por marcar o fim da história do comandante em Salt Lake City, que terminou em 2011. O motivo que o fez pedir demissão teria sido um desentendimento com aquela que era a grande estrela do time na época: o armador Deron Williams. Sloan teria se irritado durante a derrota para o Bulls ao ver uma jogada sendo chamada em quadra diferente da que havia sido combinada no pedido de tempo. Ele nunca confirmou isso. Preferiu dizer que sentia ter chegado a hora de dar adeus.

Williams também se manifestou. “Eu nunca teria forçado ele a sair de Utah. Ele significa muito mais para a cidade e para a organização do que eu. De longe”, disse. E com razão. Sloan nunca entrou em quadra pelo Jazz, mas seu nome aparece logo após os de Malone e Stockton nas lembranças dos personagens mais importantes da história da franquia.

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